25 março 2007

O Hino e os trogloditas.


Não respeitar em qualquer parte o Hino Nacional de qualquer país, assobiando, é uma atitude cobarde e um tremendo acto de selvajaria do qual me desvinculo, enquanto português. Dois filhos da p... emitem um balido e a carneirada acéfala impossibilitada de raciocínio autónomo, emita! São um calafrio! Resta-me a esperança de serem apenas alguns dos triviais grunhos que vão ao futebol. Não pode ter sido todo o estádio. Quem não respeita um hino, não respeita o adversário, não se respeita a si próprio. Que forma mais trolha de desvirtuar uma exibição e um resultado!

Rugby Portugal



Conseguiram! Estamos no Mundial em Montpellier, França!...

Estes jogadores nas horas vagas que se divertem no Rugby, mas que ecoam no Uruguai o Hino Nacional bradado a pulmão cheio, por falta de trilha sonora, merecem ter aqui o seu nome escrito:

Joaquim Ferreira, Marcello D'Orey, Gonçalo Malheiro, André Silva, Rui Cordeiro, Duarte Gustavo, Juan Severino, Duarte Cardoso Pinto, Francisco Mira. Luís Pissarra, João Correia, Vasco Uva, Diogo Coutinho, José Pinto, Miguel Portela, Pedro Carvalho Pedro Leal, Duarte Figueiredo, Gonçalo Uva, David Penalva, João Uva, Paulo Murinello, Diogo Gama, Diogo Mateus e o Selecionador-Tomaz Morais.

Vão agora merecidamente passear ao lado dos tubarões da modalidade. A única coisa que se lhes pede é que continuem a lutar com a mesma dignidade. O rugby português é uma lição do que podemos fazer se nos livarmos do laxismo pessoal com que cada um contribui para o laxismo nacional. É uma luta diária!

O noticiário que ouvi hoje ainda abriu com a noticia de futebol, só depois foi dada a do rugby e muitos portugueses não viram porque a transmissão foi dada escondida numa SportTV2. Aos jornalistas e à Comunicação Social portuguesa pede-se que rompam o cerco da sua própria miopia e dos interesses instalados. É uma vergonha. Poucos vão conseguir agora sacudir a àgua do capote por tanta falta de apoio a esta maravilhosa Selecção.

Convido todos a interessarem-se e a olhar para o passado das suas vitórias que para além de históricas, o foram, brilhando no Fair Play. Eu vou continuar como aqui, aqui, aqui e aqui.

24 março 2007

Vamos a eles outra vez!


O que disse aqui vai repetir-se hoje no Uruguai, pelas nossas 18h30. Vamos olhar para a Sport TV2 e esperar que se faça história no Rugby mundial com a passagem da primeira equipa totalmemnte amadora a uma fase final do Campeonato do Mundo.

22 março 2007

17 março 2007

As melhores


Por estar em Portugal há mais de 100 anos. Ser uma potência mundial em engenharia informática e electrónica e desenvolver aqui essa tecnologia de ponta colocando Portugal no topo das perfomances do grupo, valorizando milhares de jovens engenheiros e técnicos das nossas universidades e acrescentando ao emprego que fomenta uma formação de alto nível mundial. Uma marca que os portugueses têm razão para acarinhar. Uma empresa Alemã.

Porque é de um grande valor a contribuição directa que tem dado para o PIB nacional, a maior a nível empresarial. Contribuiu fortemente para o desenvolvimento do cluster da industria automóvel em Portugal e gera uma enormidade de emprego indirecto. O carro que os portugueses deviam comprar. Mais uma empresa Alemã.

Porque é a décima transportadora mais segura do mundo entre trezentas companhias internacionais avaliadas num estudo pela edição japonesa da revista Newsweek. É a nossa companhia aérea e já começa a dar lucros depois daquela malfadada parceria com os Suiços. Viage porque é segura. Uma empresa Portuguesa.


16 março 2007

A perfeição dos acasos


Não sei se vos acontece, mas comigo é frequente valorizar mais a recordação de pequenos e simples momentos não programados na vida, do que os altos, elaborados ou faustosos das nossas andanças. Muitas das recordações que me ficam como bons momentos conseguidos, são acasos para os quais não houve alguma preparação antecipada.

- Uma grande viagem, pode não ter o encanto que teve, levar horas a serpentear as montanhas de Trás-os-Montes, debaixo da canícula estival, sem horários, onde cada paragem se transforma num acontecimento cheio de marcos.

- Um caro passeio de barco, salvaguardando as proporções, talvez não marque como passear numa manhã na ria de Faro com amigos e descobrir ali, de onde nascem e como se apanham os espargos selvagens - e se vê de repente uma Julia Roberts passar por nós de bicicleta para se perceber na volta que deveria ser uma prima dela!

- Verberar com veemência o amigo por não se concordar com a sua furtiva chinxada na quinta que amavelmente nos recebeu, para depois o enaltecer à noite à frente de uma apetitosa taça de figos-mel.

- Ou valer ainda até hoje, aquela meia hora em que descemos às fragas do ribeiro lá em baixo e conseguimos ouvir o som do calor de Agosto, deitados à sombra de um choupo.

- Em pleno luar de Agosto, parar naquela estrada infinita da planície no meio do nada, desligar as luzes e passear no campo fingindo que a Lua era como se o Sol estivesse tapado com um pano e o céu colaborasse.

Poderiam ser outros, mas estes acasos, escolhidos sem critério, servem para definir que as fronteiras de alguma felicidade que procuramos estão mais vezes próximas de nós do que imaginamos, tudo parece depender das harmonias que criarmos, e da verdade e empenho com que vivermos cada momento, mesmos os mais insignificantes.

10 março 2007

Vamos a eles!



O que disse aqui e aqui vai repetir-se hoje no Estádio Universitário às 15 horas. Vamos lá, não para os ver comer a relva nesta caminhada para o Mundial, mas porque merecem um estádio a abarrotar de apoio contra as bisarmas uruguais. (Resultado: Vitória por 12-5. Só falta uma, dia 24).

08 março 2007

Um "ismo"

O Corporativismo é um dos sistemas de organização económica que melhor se resguarda da solidariedade necessária na construção de uma sociedade mais participada. Prevalece ali o espírito fechado de corpo, tendencialmente auto-suficiente de forma a sentir-se desresponsabilizado da participação colectiva. É o egoísmo de uma classe profissional ou grupo sobre outros, na imposição e defesa das suas regalias. Nunca como agora se ouviram tantos lamentos e também é verdade que nunca como agora soubemos de tanta injustiça criada com as excepções à regra, do todo que somos. Tenho por isso cada vez mais dificuldade com a solidariedade às excepções quando elas se perpectuam e se enquistam.

O Corporativismo minou-nos. É dificil começar a sentir passar a reivindicação como se estivesse a levar um murro no estômago.

05 março 2007

A OPA

Portugal Telefónico 1 – Espanha Telefónica 0

Ó pá, não pecisam perguntar se gostei do resultado da OPA. Desta vez foi a Telefónica que exigia em Portugal, aquilo que não faz em Espanha...

04 março 2007

O Riso e o Siso

Como sublinha o Friedrich aqui em: Razões para Sorrir, é inteiramente verdade que é muita sorte termos à nossa volta pessoas bem dispostas que nos façam sorrir. Uma vida emparedada entre macambúzios e trombalazanas atinados de siso, é um calvário, porque mal de nós quando também não temos a capacidade de rir de nós próprios. Sempre trabalhei com pessoas bem dispostas, mas havia uma que juntava à boa disposição exterior, o sorriso franco e saudável de uma pessoa feliz, por dentro. De tal forma nos passava essa corrente boa sem se aperceber, que também nós só o sentimos nas lágrimas que vi no dia em que foi embora.

Quanto mais o riso e o sorriso não forem programados, mais eles serão uma atitude fundamental para nós e para a sociedade. Quantos desencontros não riscamos já na nossa vida, por uma caraça que evitávamos se o tempo corresse para trás?

Aos adeptos do riso seráfico socialmente controlado e às elitistas posturas sociais que remetem o riso para o território dos tolos e pobres de espírito, por mim repito, rio sem medo e detesto o calculismo dos que tendo medo do ridiculo se escondem, para se anularem depois na observação dos outros.