30 outubro 2007

Civilizações...

Terão as sociedades uma percepção ou consciência colectiva do seu desenvolvimento civilizacional? Ou podemos falar em sociedades que incorporam mecanismos de retardamento desse desenvolvimento, como forma de perpetuação de costumes e valores nunca discutidos, entre os quais podemos incluir as Religiões? E que efeitos pode ter o desejo de desenvolvimento económico rápido, sobre um desenvolvimento civilizacional lento?

O sangue e a barbárie das imagens destes vídeos deixam muitas interrogações. Ver os vídeos sob reserva, são imagens chocantes.

A barbaridade de uma Civilização sobre a Mulher. a)
A indignidade do Homem sobre o Animal.
O alheamento e a impunidade de uma Civilização. No DARFUR.

Perante isto, os recuos civilizacionais existem ou é uma contradição nos termos?
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a) Crédito do link ao Alexandre.

27 outubro 2007

A Doença Russa

É um filme/documento impressionante que vi convencido que já sabia o que se tinha passado. Afinal, é mais complexo e diria que a morte de Litvinenko e agora este filme, "Rebelion: The Litvinenko case", do seu amigo Nekrasov, contribuirão em definitivo para nos alertar para o que possa estar a acontecer outra vez de errado na Rússia. Feito em grande parte com a entrevista a Litvinenko antes dos acontecimentos, ficamos a perceber melhor o que levou ao seu desaparecimento. É uma bomba que amplia o efeito da sua morte e nos revela dados inteiramente novos. Saí de lá preocupado com aquele bloco de equilíbrio do poder mundial, porque não era aquele o que julgava existir.

A Saúde Americana

Vem aí Michael Moore. Desta vez, com “Sicko” dá um murro no estômago da protecção social americana e põe a nu a debilidade do seu sistema de saúde, colocando-o abaixo de países da América Latina. Por estas indesejáveis denúncias e outras aventuras que levantou no seu filme, acabou sendo investigado.

Isto é a síntese do que consegui saber na TV no programa da Oprah, porque a sessão para festival DOC Lisboa já estava esgotada há quinze dias, mas o filme vai estar aí no circuito comercial. A não perder, especialmente por neoliberais indefectíveis da privatização e esvaziamento do nosso Serviço Nacional de Saúde.

24 outubro 2007

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As Árvores de Faro

A degola de algumas árvores em Faro, para implantação das tendas de uma feira, são reveladores do nosso destrambelhamento em organização e gestão urbanas de que o Algarve foi um foco permanente e não posso por isso deixar de lhe dar o devido relevo, para que soluções aberrantes não se imponham a alternativas bem pensadas e criativas que uma região turística como esta merecia.

Efectivamente, podar árvores deixando-lhes apenas os troncos a meia altura, para poderem caber debaixo das lonas das tendas da venda de traquitanas é uma coisa que não deve lembrar a muitos autarcas e que indigna qualquer munícipe. A minha dúvida é se tudo aquilo foi feito com consentimento superior ou foi uma inspiração momentânea ditada por interesses económicos com prejuízo evidente, até da imagem da cidade.

E a pergunta é legítima: Responder apenas pelo prejuízo material não compensará o disparate?
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Aguardo as fotos Zé! ...

21 outubro 2007

Jesus Camp (Reeditado)

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É aterradora a marcha do fundamentalismo religioso dos Cristãos Evangélicos nos Estados Unidos, os tais do Criacionismo, aqueles que se confirma dominam a Casa Branca. Ver crianças enviadas pelos pais para um campo de férias, para ali serem completamente massacradas pela mais alienante forma de catequizar, com o nome sugestivo de "Kids on Fire", é não só assustador como talvez, um caso de que os Direitos Humanos se deveriam ocupar. O que é grave é que a percentagem de votos desta gente já é suficiente para eleger os presidentes que quer e para onde quer. Começar a ouvir falar da união da Igreja com Estado, numa nação não islâmica, é qualquer coisa que nos deixa de boca aberta. Ali é dito, que para eles há dois tipos de pessoas: as que "são" e as que "não são". Assim mesmo.

O mundo tem que saber o que se está a passar naquele país, porque começa a fazer sentido muita coisa que não bate certo. Não digo só para ver, digo, é obrigatório ver. Candidato ao Oscar para o melhor documentário, deixa-nos uma esperança: a denúncia é feita por americanos, mas uma desesperança: estes são minoritários. Lá por fora já há reacções, aqui.
Pode ser revisto no DOC Lisboa.

19 outubro 2007

Malalai Joya


Não é publicidade ao DOC Lisboa se vos aconselho a passarem pela Culturgest ou pelo Cinema Londres e ver a repetição da história de Malalai Joya, candidata às primeiras eleições à Assembleia Nacional Afegã, em 30 anos, e que o documentário “Enemies of Happiness” registou. A corajosa luta pela Democracia e pelos direitos da mulher no país das burkas, desta lutadora, merece o reconhecimento internacional e todo o nosso apoio. A página oficial que se criou, Defend Malalai Joya, serve para que lhe possam fazer chegar as mensagens e segundo a realizadora, existem dificuldades financeiras na família motivadas pelo inevitável cerco, podendo a contribuição ser feita na mesma página, onde se sugerem outras formas de ajuda urgente.

São dois grandes olhos negros num espanto de mulher, cuja única arma é a coragem num país cuja cultura quase a proíbe. Dê uma vista nos link da página e mesmo que isto não seja como o Free Burma, faça alguma coisa.


17 outubro 2007

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A Escola

A verdade é que Este conto já deixou de ser ficção na América. Por cá, os nossos jovens estão a enfrentar problemas iguais que são um desafio às suas instáveis seguranças e por vezes a corda parte, a diferença, é só um problema de escala e muitos de nós seremos sem saber os pais desses silenciosos, o que é a outra parte dramática do problema.
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Já deixamos passar para a escola os efeitos da furiosa competição que arrasa os mais nobres objectivos da nossa formação, as prioridades que nos enformaram estão cilindradas por frias e economicistas cartilhas neoliberais e outras, cujos efeitos se manifestam da forma mais bizarra e esta pode ser uma delas. Há um monstro que avança desgovernado porque o poder político sucumbiu ao económico, a génese de todos bullyings e frustrações como estas que nos entram todos os dias em casa.

14 outubro 2007

Que Che?

Respondendo ao comentário que me deixou sobre o Che e à luz do debate que tem havido, pouco me importa a matéria de que são feitas as estátuas porque, igualmente como o Vitor, também não as venero. Outra coisa é o respeito pela memória, porque ele não foi ídolo só da minha juventude, mas da maior parte “daquela” juventude, a do do Maio de 68. Daquela que não tenho dúvidas o Vitor teria feito parte - se é que o conheço pelo que escreve - descontando no entanto a certeza de que não o tería visto de “molotov” na mão...

Analisar o Che a esta distância, vivendo em Democracia, desconhecendo a sede e a ânsia de liberdade que se sentia vivendo em Ditadura e não tendo podido sentir a força que representou o aparecimento de um rosto que nos dizia que os ditadores também podíam ter pés de barro, pode ser redutor para a análise, porque, se ganha por um lado com o distanciamento histórico, perde por outro, pelo que foi não ter vivido aquele confronto geracional que nos apontava também outra forma de lidar com as Ditaduras e que a rebeldia de Che vinha corporizando.

Não confundo no entanto a sua opinião, com o que tenho lido por aí, vindo de outros sectores, porque reconheço a estrutura em que baseia o seu escalpe de Che. Mas enquanto escrevia isto, lembrei-me do quanto fui injusto, por pouco tempo, na época, com os heróis do assalto ao Paquete Santa Maria. Bastou que me visse um pouco mais tarde do outro lado para ter deles agora outra memória.

E quem terá razão? Os que protestam no Brasil perante uma campanha para desvirtuar o guerrilheiro ou os que lhe atribuem agora o sangue que não ouvimos na altura? O que sabemos de Che é pouco e pouco tempo, perante o muito que conhecemos de Fidel e do bloqueio Americano e isto não deveria servir para extrapolar em seu prejuízo.

10 outubro 2007

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Uma pequena máquina compacta foi resolvendo a questão das fotos do blog, tendo sido tudo prata da casa com as excepções identificadas. Agora, é provável que uma Reflex Digital marque a diferença se houver por aqui algum engenho e arte.

Aqui vai o inicio, no Minho, com uma espécie de adaptação da fotografia à Escola da Pintura Holandesa ...

04 outubro 2007

Portugal e o Pirilampo

É com enorme respeito e sobretudo muita admiração pelos dois blogs que vou citar que faço aqui um pouco de "cuscuvilhice", revelando sobre a forma de links, os contactos que os envolveram, não considerando contudo que seja uma violação de algo privado, dado que os escritos estão aí publicados. Aliás, pretendo até contribuir para a demonstração das coisas boas que aqui acontecem.
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"Portugal, Caramba" e a "Tertúlia do Pirilampo", proporcionaram a história de um feliz encontro na blogosfera que descobri por acaso quando pesquisava sobre o êxito do dia dedicado ao post sobre a Birmânia, e me leva a contá-la na mesma sequência com que a encontrei. Clik em cada link antes de avançar:
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O Portugal, Caramba numa leitura rápida pareceu-me um blog com um projecto muitissímo interessante, talvez único e ao qual vou voltar.
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Quando pesquisava o início, vi os primeiros comentários.
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E apresentação do primeiro e delicioso projecto do Pirilampo mascote. E outras vez mais fantásticos Pirilampos. E last but not de least TACCI apresenta o último projecto da mascote. Que deve ter baralhado mais ANA e as amigas, tal devia ser a dificuldade na escolha que veio a dar este belíssimo início da Tertulia do Pirilampo, com o merecido agradecimento ao TACCI. Um blog que nasce com um bom projecto e um interessante principio merece que quem o projectou não deixe de o alimentar.
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É uma história que demonstra bem porque razão muitos se mantêm por aqui ocupando uma boa parte do seu tempo. Parabéns ao TACCI pela grande qualidade do que está a fazer e à Ana e amigas a coragem de terem ousado e terem acertado.

Why Not? Free Burma!

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03 outubro 2007

One blogspot for Burma


No dia 4 de Outubro, escreva um post, faça uma corrente pela Birmânia.Veja aqui em:

Free Burma

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Sugerido na: Barbearia do Senhor Luis e recomendado a quem aqui vier.

Reeditado: Com uma lista já tão imensa de subscrições, poucas de Portugal, começo também a puxar dos meus galões com a inscrição nº 2696...