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06 março 2009

Afinal a história repete-se!

"In "Chinatown, Africa", Vanguard correspondent Mariana van Zeller travels to Angola to investigate China's rapidly growing presence in Africa. While many welcome China's investment, others see reason for concern. Chinatown, Africa is revealing look at a growing superpower's adventures abroad"

Uma amiga fez chegar-me um email/catástrofe cujo conteudo se pode adivinhar neste primeiro parágrafo: “A crise econômica atual e uma futura guerra civil nos Estados Unidos vão impulsionar a divisão da maior potência do planeta em repúblicas que ficarão sob influência de diversos países. A opinião é do analista russo Igor Panarin, um ex-agente da KGB que atualmente lidera a formação de diplomatas no Ministério das Relações Exteriores, em Moscou. Apesar de improvável, sua tese vem ganhando espaço na mídia russa nas últimas semanas....”

Da forma como tudo é previsto, diria que o ex-agente tem mais perfil de vidente do que analista, mas como tinha visto um dia antes a excelente reportagem de Mariana van Zeller, do link de introdução, fez-me pensar na reconfiguração geo-estratégia mundial em curso, com novas potencias a emergirem, como a China, e resolvi responder-lhe desta forma, complementada com aquele vídeo.

“Não custa nada revermos a história que estudamos porque aí vamos encontrar as respostas. Se atentarmos na ascensão e queda dos maiores e mais bem organizados impérios que a humanidade já viu, facilmente chegamos à conclusão que qualquer império tem um tempo de vida útil. Não é assim difícil de antever que o império americano não vai durar para sempre, porque a dinâmica do seu desenvolvimento pode ter transportado também o germen da sua implosão. Sempre foi assim: nascimento, apogeu e queda, como a vida dos seres à face da Terra. Não tenho dúvidas que um dia isso acontecerá, não sei é quando, e a fragmentação motivada por egoísmos internos pode ser uma das formas. Não esqueça, e já escrevemos sobre isso, é o egoísmo humano o nosso calcanhar de Aquíles. A emergência de outras potências ainda com muito por explorar, a China por exemplo, que consegue por nos confins de Àfrica trabalhadores seus a "ajudar" países africanos por troca de minérios, trabalhando em condições quase infra-humanas, ajuda nesse dequilibrio de poderes. No fundo é a reedição do que os americanos fizeram pelo mundo, noutros moldes, indicando que afinal a história se repete, porque os homens fazem sempre as mesmas asneiras.“
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