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09 novembro 2008
Aos Domingos no Terreiro
05 agosto 2007
Baixa Pombalina
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Recuperar a Baixa de Lisboa exige do poder um terramoto de acções, estatura executiva com nervo e suficiente capacidade para as impor. Sem habitação e qualidade compatível, o comércio nada pode para suster o abastardamento da nobreza da cidade. Sugestões apontadas como soluções de emergência não vão ser aproveitadas pela politica do: eu é que mando.
Vejo tudo demasiado cinzento e sem rasgo, enquanto Lisboa definha.
Vejo tudo demasiado cinzento e sem rasgo, enquanto Lisboa definha.
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14 julho 2007
Lisboa numa fase histórica

Das quatro radiais de acesso à Baixa, a única que Lisboa considerou como porta de entrada principal, foi a Av. da Liberdade. A outra, a Av. Almirante Reis, que faz a ligação natural do tráfego ao Norte, foi sempre considerada porta de serviço, entrada menor. Santa Apolónia e o Cais do Sodré foram portas de acesso local do tráfego de origem marítima e industrial. Um incauto que entre por qualquer uma destas três, cai de repente no Rossio/Terreiro do Paço sem se dar conta disso, e sem que o aprumo urbano o acompanhe em crescendo, de tal forma tem sido a pouca importância que Lisboa deu a estas três vias de acesso ao coração da cidade, a Baixa Pombalina.
Foi o resultado histórico da incúria acumulada na construção da cidade, depois do que fez o Marquês de Pombal, e da ausência de grandes visionários que tivessem sobreposto o seu trabalho. Houve até tempos recentes em que a Câmara tinha como arquitecto do que se projectava para Lisboa, um desenhador, rabiscando algumas coisas de tal forma que algumas delas tiveram que ser desmanteladas. O Martim Moniz, tem lá duas ainda em pé, e como dizia João Soares, a única solução é o camartelo.
Era fundamental que tivesse havido ao longo dos tempos, um perímetro e uma radialidade de salvaguarda dos projectos urbanos e da construção de má qualidade, assim, a única coisa que se salvou, descontando honrosas excepções, foi o que fez o Marquês de Pombal, mas infelizmente, está a chegar ao fim.
Foi o resultado histórico da incúria acumulada na construção da cidade, depois do que fez o Marquês de Pombal, e da ausência de grandes visionários que tivessem sobreposto o seu trabalho. Houve até tempos recentes em que a Câmara tinha como arquitecto do que se projectava para Lisboa, um desenhador, rabiscando algumas coisas de tal forma que algumas delas tiveram que ser desmanteladas. O Martim Moniz, tem lá duas ainda em pé, e como dizia João Soares, a única solução é o camartelo.
Era fundamental que tivesse havido ao longo dos tempos, um perímetro e uma radialidade de salvaguarda dos projectos urbanos e da construção de má qualidade, assim, a única coisa que se salvou, descontando honrosas excepções, foi o que fez o Marquês de Pombal, mas infelizmente, está a chegar ao fim.
Por outro lado, Lisboa está numa fase histórica única, precisa de ser repensada porque são novas as questões que se põem. São o esvaziamento pelo suburbano, a deslocação dos serviços e do emprego, a desertificação habitacional do centro, o envelhecimento e a diminuição de habitantes, o novo aeroporto e “ai Jesus” o que vai ser daquele espaço, as megalomanias de utilização comercial – Parque Mayer - encravadas em colinas a proteger, a Frente Ribeirinha, a perda da competividade como porto marítimo, etc. etc.
13 julho 2007
Um brilho engandor
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A Baixa Pombalina denuncia há muito tempo um brilho enganador, resultado de um processo de degradação lento.
Recuperar vai demorar muito, mas o processo de emergência poderá passar de facto pela aceleração do tratamento caso a caso, prédio a prédio, para evitar a derrocada total.
Há brilhos e silêncios enganadores no interior daquela Baixa, mas ainda é possível, se não vier a ser palco de penachos e oportunismos.
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Crédito da foto inferior ao Caitas
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