Ainda há solução para Economia Portuguesa?
No Jornal de Negócios.
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16 janeiro 2009
27 dezembro 2008
19 setembro 2008
Inconsistências Neoliberais
Reeditado por inclusão deste oportuno carton que o TACCI não me recusou. Dizem eles:
- Temos de nos lembrar de mandar arrancar esta alcatifa.
Volto a referir o que ouvi em tempos a Alçada Baptista depois da queda do Muro de Berlim: “... que não deveríamos ficar sossegados, porque se aquele mundo que derrubamos não servia, este que estava a triunfar também não era justo e não era a solução.”
A prova está aí desde a queda do muro. O triunfo do neoliberalismo autofágico está a dar nisto. Se os regimes totalitários existentes dão mostras das suas incongruências ao quererem o melhor de dois mundos antagónicos na sua filosofia, os regimes baseados na actual economia de mercado, onde é o capital que domina as nações e não a política eleita, copiam as medidas que consideram totalitárias nos outros, e fazem também lembrar constantemente a previsão de Karl Marx, que apontava para a ruína das fundações do sistema capitalista, afirmando que haveria de soçobrar sobre as suas próprias estruturas. Na verdade, o que se passa mais parece ser o equilíbrio instável de uma velha construção super lotada. Resistirá ao próximo abalo? Ou andamos a enganar-nos para não causar mais depressão? É urgente refazer esta velha construção com betão e novas fundações anti-sísmicas, deixando apenas a fachada para memória futura. É preciso reinventar novas políticas, uma nova Economia e porque não uma nova filosofia de vida, antes que o céu nos caia em cima da cabeça.
- Temos de nos lembrar de mandar arrancar esta alcatifa.
Volto a referir o que ouvi em tempos a Alçada Baptista depois da queda do Muro de Berlim: “... que não deveríamos ficar sossegados, porque se aquele mundo que derrubamos não servia, este que estava a triunfar também não era justo e não era a solução.”A prova está aí desde a queda do muro. O triunfo do neoliberalismo autofágico está a dar nisto. Se os regimes totalitários existentes dão mostras das suas incongruências ao quererem o melhor de dois mundos antagónicos na sua filosofia, os regimes baseados na actual economia de mercado, onde é o capital que domina as nações e não a política eleita, copiam as medidas que consideram totalitárias nos outros, e fazem também lembrar constantemente a previsão de Karl Marx, que apontava para a ruína das fundações do sistema capitalista, afirmando que haveria de soçobrar sobre as suas próprias estruturas. Na verdade, o que se passa mais parece ser o equilíbrio instável de uma velha construção super lotada. Resistirá ao próximo abalo? Ou andamos a enganar-nos para não causar mais depressão? É urgente refazer esta velha construção com betão e novas fundações anti-sísmicas, deixando apenas a fachada para memória futura. É preciso reinventar novas políticas, uma nova Economia e porque não uma nova filosofia de vida, antes que o céu nos caia em cima da cabeça.
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07 fevereiro 2008
Os Nossos Senhores - II
O que disse Joel Costa neste link do post anterior pode ser o resumo do que vemos escrito aqui na blogosfera e por aí nas tais conversas de café que o outro senhor não gosta, ou seja, começa a ser preocupante a sintonia entre muita gente de diversos quadrantes.
Nunca como agora desde o 25 de Abril achei que alguma coisa pode vir a correr mal. Este fosso que se cava entre nós, não é já só uma questão de ricos e pobres, é agora uma fratura entre Eles e o Povo e o que é grave, a meu ver, é que andam todos distraídos, parecendo não perceber que temos agora mais informação da injustificação dos seus ganhos escandalosos, excepto quando o secretismo que envolve os seus rendimentos não o permite. Chamo a atenção para aquela questão do vencimento anual do Governador do BP, comparada com a dos EUA. Alguma coisa deve ser feito e quando penso nestas injustiças vejo até efeitos rectroactivos para correcção dessas aberrações. É impossível a Nação e a democracia suportarem indefinidamente este estado de coisas, a que alguém chamou de “fartar vilanagem”, sem que isso não traga outras consequências. Mas Eles continuam calados e parece haver um pacto de silêncio. O cidadão começa a não entender e a revoltar-se com a discrepância entre as suas misérias e o suporte das injustiças a que é forçado. Os acontecimentos que íam incendiando França há pouco tempo são o aviso de algo que pode explodir de outra forma se não for acautelado. No nosso caso, qualquer alteração política mesmo que justificada num quadro reformador, pode fazer perder a paciência e num dado momento ser aproveitada e potenciadora. A prudência não é acabar com o fogo, prudente é não lhe chegar a pólvora. O que começa a ser preocupante já não é a situação do povo é o autismo dos nossos senhores, mas cuidado, de todos!
Nunca como agora desde o 25 de Abril achei que alguma coisa pode vir a correr mal. Este fosso que se cava entre nós, não é já só uma questão de ricos e pobres, é agora uma fratura entre Eles e o Povo e o que é grave, a meu ver, é que andam todos distraídos, parecendo não perceber que temos agora mais informação da injustificação dos seus ganhos escandalosos, excepto quando o secretismo que envolve os seus rendimentos não o permite. Chamo a atenção para aquela questão do vencimento anual do Governador do BP, comparada com a dos EUA. Alguma coisa deve ser feito e quando penso nestas injustiças vejo até efeitos rectroactivos para correcção dessas aberrações. É impossível a Nação e a democracia suportarem indefinidamente este estado de coisas, a que alguém chamou de “fartar vilanagem”, sem que isso não traga outras consequências. Mas Eles continuam calados e parece haver um pacto de silêncio. O cidadão começa a não entender e a revoltar-se com a discrepância entre as suas misérias e o suporte das injustiças a que é forçado. Os acontecimentos que íam incendiando França há pouco tempo são o aviso de algo que pode explodir de outra forma se não for acautelado. No nosso caso, qualquer alteração política mesmo que justificada num quadro reformador, pode fazer perder a paciência e num dado momento ser aproveitada e potenciadora. A prudência não é acabar com o fogo, prudente é não lhe chegar a pólvora. O que começa a ser preocupante já não é a situação do povo é o autismo dos nossos senhores, mas cuidado, de todos!
05 fevereiro 2008
Os Nossos Senhores
Aproveitei para este post o título do programa Questões de Moral, de Joel Costa, na Antena 2 que pode ouvir neste link: Os nossos senhores. O programa é longo, mas pode minimizar o Media Player enquanto trabalha, vale a pena ouvir.
Quando o Cavaquismo emergiu, previa-se que seria para durar porque a direita acabava de ter o acréscimo eleitotal da juventude com a alteração do voto para os 18 anos e se rebelava agora contra a geração de Abril. Cavaco iria ter a seu favor o resultado da contracção a que Soares nos acabava de sujeitar para reduzir a divida externa. As contas em ordem, a quebra dos preços do petróleo e as primeiras remessas dos subsidios da UE, iriam fazê-lo perdurar e poder usufruir do clima favorável.
Em nome de um país melhor para dali a 10 anos, decidi que engoliria um sapo vivo se isso representasse um país melhor para os filhos e se ganhassem com esse sacrificio político que teria que fazer.
Não foi fácil, ter que aturar o período áureo da explosão das tias e dos tios deste país, dos Jeeps e da moda Gucci e de toda a afectação e tiques na fala que contagiou até a mulher a días e deu excelentes rábulas ao Herman José. Saber que aquela juventude partidária, tomava à custa do erário público enormes pequenos almoços em hoteís para onde íam fazer reflexões sobre a forma como conseguir fintar os Fundos Europeus, era um desespero para um democrata que acreditou em Abril.
Passado todo aquele tempo de esbanjamento de oportunidades e incuria, a Europa continuava inacessível porque a base que elegeu Cavaco apenas queria mais-valias imediatas, e nem a confiança de um homem de mão no poder convenceu os tios a investir no país, pelo contrário, divertiram-se com a especulação na Bolsa, os Ferraris, as fraudes com os Fundos e os montis no Alentejo. Portugal divertia-se mas demagógicamente “era um oásis” e até tinhamos no eucalipto o “nosso petróleo verde”, só não tinhamos ainda o nosso Bolo Rei. Com isso hipotecamos o suor que nos sairá do corpo quando a torneira fechar já amanhã. Nunca houve verdadeiros projectos empresariais para o pais. O resto, foi o que se viu, até ao actual governo de Sócrates.
Esta classe empresarial, a pior de todas e a mais mal preparada da Europa, salvo excepções, vem conquistando aos trabalhadores tudo o que reivindica e só já lhe falta agora a última: o resto da liberalização total do mercado de trabalho, para despedir quando e como quizer, para tudo ficar na mesma. Nessa altura o tecido social que compõe a nossa economia passará a ser uma precaridade definitiva. Estes senhores não conseguiram ler os sinais da adesão à Europa, não se formaram, não se prepararam, não jogaram no futuro, é uma classe de senhores sem classe que aproveita agora a úlima chance: vender aos espanhóis.
Quando o Cavaquismo emergiu, previa-se que seria para durar porque a direita acabava de ter o acréscimo eleitotal da juventude com a alteração do voto para os 18 anos e se rebelava agora contra a geração de Abril. Cavaco iria ter a seu favor o resultado da contracção a que Soares nos acabava de sujeitar para reduzir a divida externa. As contas em ordem, a quebra dos preços do petróleo e as primeiras remessas dos subsidios da UE, iriam fazê-lo perdurar e poder usufruir do clima favorável.
Em nome de um país melhor para dali a 10 anos, decidi que engoliria um sapo vivo se isso representasse um país melhor para os filhos e se ganhassem com esse sacrificio político que teria que fazer.
Não foi fácil, ter que aturar o período áureo da explosão das tias e dos tios deste país, dos Jeeps e da moda Gucci e de toda a afectação e tiques na fala que contagiou até a mulher a días e deu excelentes rábulas ao Herman José. Saber que aquela juventude partidária, tomava à custa do erário público enormes pequenos almoços em hoteís para onde íam fazer reflexões sobre a forma como conseguir fintar os Fundos Europeus, era um desespero para um democrata que acreditou em Abril.
Passado todo aquele tempo de esbanjamento de oportunidades e incuria, a Europa continuava inacessível porque a base que elegeu Cavaco apenas queria mais-valias imediatas, e nem a confiança de um homem de mão no poder convenceu os tios a investir no país, pelo contrário, divertiram-se com a especulação na Bolsa, os Ferraris, as fraudes com os Fundos e os montis no Alentejo. Portugal divertia-se mas demagógicamente “era um oásis” e até tinhamos no eucalipto o “nosso petróleo verde”, só não tinhamos ainda o nosso Bolo Rei. Com isso hipotecamos o suor que nos sairá do corpo quando a torneira fechar já amanhã. Nunca houve verdadeiros projectos empresariais para o pais. O resto, foi o que se viu, até ao actual governo de Sócrates.
Esta classe empresarial, a pior de todas e a mais mal preparada da Europa, salvo excepções, vem conquistando aos trabalhadores tudo o que reivindica e só já lhe falta agora a última: o resto da liberalização total do mercado de trabalho, para despedir quando e como quizer, para tudo ficar na mesma. Nessa altura o tecido social que compõe a nossa economia passará a ser uma precaridade definitiva. Estes senhores não conseguiram ler os sinais da adesão à Europa, não se formaram, não se prepararam, não jogaram no futuro, é uma classe de senhores sem classe que aproveita agora a úlima chance: vender aos espanhóis.
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