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30 maio 2012

Lagarde, os gregos e um 31.

Já estava no sofá, tinha encerrado a sessão e pasmei com o que ouvi no telejornal. O assunto era as declarações de Lagarde e as suas preferências pela Nigéria partindo das comparações infelizes com os gregos e o patamar em que colocou aquele povo. A notícia dava nota da reação da blogos e do Face a nível mundial. A Lagarde parece que teve que se justificar na sua página, mas as reações de gregos e portugueses foi tremenda. Tremenda, à exceção de um blogue português, o 31 d’Armada que, de uma forma despudorada e provocatória, apoiou a efemi colocando-se a jeito em pelo na praça pública e por proba razão não foi, dizendo isto: "Não há melhor coisa no mundo do que dizer o que se pensa. E não me venham com a responsabilidade dos cargos e os cargos com responsabilidade. A responsabilidade não pode servir de desculpa para dizer o que não se pensa." Não merece link porque não merece audiência.
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As guerras existem enquanto existirem canalhas suficientes que as provoquem e gente honrada que se defenda. Lagarde, já garantiu um lugar nessa galeria de horrores e os lacaios seguidores dos mercados, seguem-na também, babados na adulação.
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As palavras não matam, mas podem maltratar muito. Devolvam-lhe o tratamento que merece, mas poupem-lhe as pudibundas, para que consiga continuar a andar por aí.
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Mas, como Lagarde e a aquele blogger, isto também é só aquilo que eu penso. Nada mais.

Reeditado para retirada de link.

04 maio 2011

A Banca e o Resgate

Doze mil milhões de Euros do bolo da ajuda externa consignada no resgate pelo FMI vão directos para os cofres da Banca, apenas para reequilibrar os rácios de solvabilidade exigidos pelos acordos de Basileia para este sector. Ora, o desvario do desequilíbrio da dívida privada portuguesa, corresponde numa enormíssima parte à ganância do lucro da Banca que os levou a fazê-la chegar aos mais de 200% do PIB. Foi o seu incentivo ao endividamento das famílias e das empresas, com grandes vantagens para o apuramento dos seus resultados e consequente distribuição de lucros pelos accionistas que levou à rotura da sua tesouraria apesar dos chorudos lucros que apresentam. Por isto, e por casos como os do BPN, naquelas operações fraudulentas de comprar ao amigo por 2, o que se lhe vendeu por 1,  já confessado em tribunal e não desmentido no mais famoso Facebook do país, lá vão os portugueses suportar os custos destas operações manhosas dos banqueiros que em prime time na TV sacodem a água do capote e acusam a esmo, com o Estado Social à cabeça. Não é justo, porque não sou eu que sou accionista de nenhum deles. Esta dívida não é minha!

Uma questão de Cultura?

Os sublinhados que faço deste texto de JPN, no Respirar o mesmo ar, não significam concordância ou não com eles, mas sobretudo que são questões candentes:



15 abril 2011

O Resgate e os desaforos

Começa a ser vexatória a forma como alguns políticos europeus se dirigem aos políticos portugueses nesta questão do resgate. Entende-se que tendo que emprestar dinheiro, apesar de decorrente de obrigações contratuais que subscreveram, não o façam com a melhor das boas vontades, isso é uma questão, outra, é admitirmos que se permitam expressões, comentários e ralhetes, que ao nível das nações é inadmissível. Tudo começa no discurso enrascado de Cavaco perante o desaforo do presidente checo, que já é hoje uma nódoa na nossa representação presidencial, depois, Angela Merkl, Sarkozy, Olli Rehn, Trichet, o Financial Times através de Edward Hadas e agora um individuo que parece ter dito a Passos Coelho que queria ver se não iria pagar na Finlândia o almoço que estavam a comer. Não sei se o fedúncio teria razão e que tipo de resposta lhe deu Passos, mas isso não lhe confere o direito de comentar causticamente a situação portuguesa. Dirão que assim é pagar e não bufar, paciência, é a vida, também nós pagamos cá para os luxos dos deputados dele no Parlamento Europeu e não andamos alfinetá-lo na rua, protestamos na local próprio, o Parlamento Europeu, como fez aqui Paulo Portas. Aos políticos portugueses exigimos mais espinha dorsal e menos complexos e medos, seja qual for a situação de dificuldade que tenham que enfrentar, porque está à vista que os egoísmos nacionais tornam impraticável a Europa em que um dia acreditámos.

14 abril 2011

O Resgate

(...) Em artigo no New York Times de hoje, intitulado «O Resgate Desnecessário de Portugal», Fishman diz que o pedido de ajuda português, depois do irlandês e do grego, «deve ser um aviso a democracias em todo o lado», porque «não é realmente sobre dívida».

«Portugal teve um forte desempenho económico nos anos 1990 e estava a gerir a sua recuperação da recessão global melhor que vários outros países na Europa, mas foi sujeito a uma pressão injusta e arbitrária dos negociadores de obrigações, especuladores e agências de rating », afirma o professor de sociologia da Universidade de Notre-Dame. (...) No Jornal Sol de hoje, referindo o NYTimes.

Nunca é tarde para por esta gente na ordem. Uma ajuda.

07 abril 2011

O FMI, o PEC e a Perca

Continuamos na dúvida, quanto aos objectivos que se conjugaram para rejeição das medidas que estavam programadas no chamado PEC IV. À Direita, sabemos que era o que queriam, apesar do PSD ter dito cá dentro que o fez pelos pobrezinhos, mas lá fora, ter dito depois que não era suficiente, à Esquerda, sabemos que não era o que queriam, logo, quem perdeu hoje foi ela, porque não só não nos conseguiu fazer a revolução como permitiu a entrada do FMI. Eu percebo o que dizem, camaradas, claro, tudo aquilo era recessivo etc., etc., mas era preferivel estar hoje na expectativa das coisas se resolverem de outra forma, do que estar hoje com as expectativas que o FMI nos dá, a permitir a entrada dos homens do fato preto, porque já os conhecemos.

E o que diz o cidadão da rua? “Não queriam o PEC? Agora é que as coisas vão ser a sério… da outra vez custou menos, mas agora a perca vai ser maior”.

27 novembro 2010

Passos Coelho: a nossa Sarah Palin

Os vídeos disponíveis com as asneiras da Tia Sarah na campanha presidencial, são muitos como diz aqui o Expresso. Nós, começamos a ter um forte candidato a Sarah Palin. Agora foram estas declarações numa entrevista: "Pedro Passos Coelho reafirma, em entrevista ao semanário Expresso, que caso o Fundo Monetário tenha que intervir em Portugal será bem-vindo."

Será bem-vindo?! O homem acaba de deixar passar o Orçamento, porque os mercados têm que acalmar e porque pá-tá-ti-pá-tá-tá… mas logo de seguida: Podem vir, you are welcome, willkommen, benvenuti! Que leitura farão os mercados destas patetices? O que se pretende com isto? Quem gosta de ver entrar um Fundo daqueles no país? Esta Direita é um destrambelho, e este é o líder do Partido que quer ser governo á força, nem que para isso tenha que recorrer ao torpedeamento. Com um Cavaco a não falar porque não sabe e com um líder da oposição com esta falta de tacto para estar á frente de um país com problemas, bem podemos dizer ao FMI: You are welcome!