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21 fevereiro 2009

Seres Decentes

"Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si. O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber. Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira. O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor. Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros. Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados - e não aceitou o dinheiro. ..." Continue a ler no link do texto.
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Este post vem com atraso mas não posso deixar de editá-lo. Não é por divergir do pensamento político de Ramalho Eanes que vou deixar de sublinhar o extraordinário comportamento ético que teve o ano passado e que aqui bem realçou nesta boa crónica Fernando Dacosta na Revista Tempo Livre, do INATEL. Chamou-lhe Seres Decentes, o título não é meu.
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