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12 setembro 2009

“Fuck them”. Que se fodam

(Reeditado, devido a estas declarações emitidas 12 horas após este post)
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Eles que se fodam! Dr. Manuela Ferreira Leite e Dr. Cavaco, foi mais ou menos isto traduzido que saiu daquela boca que mais parece de charroco, que é a do vosso elogiado João Jardim, esse “democrata” eleito pelos democratas da Madeira, que os vossos democratas do PSD de Lisboa tanto admiram. Fuck them! Eles que se fodam! Assim, tal qual, mas é preciso referir que a tradução de inglês para português daquele pronome dá para as várias situações consoante o género que faz a critica: Fuck them <> Fodam eles - Fodam elas - Fodam os - Fodam as - Fodam lhes, e por aqui me fico que até já me sinto mal.
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Alberto João e a subserviência dos políticos laranja às suas provocações enojam como enoja o elogio de Manuela Ferreira Leite ao arejamento que lá sentiu, depois de andar no continente com falta de ar. O povo da Madeira pode ter o conceito de democracia que bem entender, respirar o ar que mais gostar e escolher quem quiser para o governar, mas nós temos o direito de exigir que o Estado e os portugueses do Continente não sejam permanentemente mal tratados. A raiva que se detecta em cada máscara imbecil quando se refere aos continentais e que a grande maioria dos madeirenses sufraga, deveria levar-nos a ir mais longe e de uma vez por todas acabar com as dúvidas deixando de estar sobre chantagem permanente, perguntando-lhes de uma forma clara o que querem: Autonomia com respeito e sem sobrancerias, ou Independência para darem largas ao seu apoio ao mestre sem algum constrangimento democrático? Não sou o primeiro a sugerir isto, já por cá alguém disse o mesmo. O que já não suportamos é que as audiências que ouvem aquilo o façam também com um sorriso acéfalo que só recupera a capacidade na hora do voto. Basta!

A Madeira terá cerca de 250 mil habitantes, a parte restante dos verdadeiros democratas seria aqui sempre bem acolhida como já demos provas disso em 1975.
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Reedição: Até na forma como coloca a questão, invertendo-a, se vê o carácter deste homem. Se os madeirenses perderem a autonomia não ficando a ganhar com a independência, a Alberto João e ao PSD devem pedir responsabilidades, porque todo o seu percurso e discurso apontavam neste sentido. Mas foi pena que as coisas não tivessem ficado claras mais cedo, é que assim teriam sido os transmontanos a beneficiar do nosso apoio.
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09 maio 2008

Corrupção e Hipocrisia

A propósito do que disse Bob Geldof em Lisboa numa conferência do Expresso e do BES sobre o Desenvolvimento Sustentável, e quanto ao mal estar que por aí vai com Angola, por causa disso, Lopo Xavier disse assim no programa Quadratura do Circulo, na SIC Noticias. De memória:

"...Há dois tipos de hipocrisia nesta questão das relações dos estados com os países onde há corrupção. Uma, é a do tipo dos países grandes como a França, em que essa relação se faz de uma determinada forma com os países onde há problemas de direitos humanos e a outra, é a dos pequenos países como o nosso, com necessidades desse relacionamento. Mas a mim este tipo de relação e dependência faz-me muita confusão...."

Tanto quanto percebi, há duas formas: uma que é assim assim e outra que é a má? Será que foi isso que quis dizer? Uns dirão, je m’en fiche, je m’en fous, je m’en merde, por interesses, e os outros dirão, estou-me nas tintas ou um palavrão pior, por necessidades? Em que é que está a diferença na hipocrisia? É boa a que é determinada pela de superioridade económica e má a que é determinada pela necessidade de novos mercados? Se é a mesma, nem havia necessidade de fazer destrinças.

Se percebi mal Xavier, desculpa lá pá, mas se leres este blogue deixa o esclarecimento.