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29 agosto 2011

Reduzir custos, e... saúde!

Ouvi recentemente na SIC a Dra. Pilar Vicente fazer-nos um diagnóstico simples quanto às recentes medidas de Paulo Macedo, o novo Ministro da Saúde, para reduzir custos na saúde. Esta médica cirurgiã chefia os serviços de consulta externa do Hospital de S. José e é, pela qualidade e entrega com que exerce, um exemplo de honestidade profissional.

A Dra. Pilar avisa que estas medidas vão atingir gravosamente os doentes, quando cortarem nas horas extras que os profissionais são obrigados a prestar, exactamente por falta deles, assim como no corte dos meios complementares de diagnóstico convencionados. Sugere que se veja antes quanto gasta o serviço público nas disfunções provocadas por tanta chefia intermédia e improdutiva nos serviços hospitalares, dizendo que no seu hospital seriam poupadas algumas centenas de milhares de euros. Disse, que no anterior modelo, os directores clínicos reuniam directamente com a administração do hospital e faziam com isso uma gestão sem intermediação. Hoje, está criada uma barreira sucessiva de administradores que são uma inutilidade cara e ineficiente e representam elas sim uma enorme gordura no orçamento da saúde. Ao mesmo tempo, foram entregues serviços a empresas externas que representaria uma enorme redução de custos se fossem desempenhados pelos quadros dos hospitais, porque no fundo, acabam por ser eles a fazer com que os serviços funcionem.

Temos por enquanto duas evidências: a formação do Ministro Paulo Macedo não é medicina, e o que a Dra. Pilar diz é a análise de alguém com um profundo conhecimento do que se passa num hospital. Tirem disto, conclusões.

31 agosto 2009

E se isto for verdade - II?

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O facto de não fazer coro com correntes das quais se aproveita algum desleixo cívico, não impede um olhar atento sobre outros argumentos. Quando há personae non gratae envolvidas, pior ainda!...
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06 julho 2008

Petição pelo D.Estefânia

O Hospital de D. Estefânia tem hoje mais valências do que quando o utilizei há anos com os filhos e continua a ser a melhor referência da Pediatria Portuguesa merecendo por isso devido reconhecimento internacional. Sensibiliza-me que a sanha demolidora que nos caracteriza se vire agora para este Hospital disfarçando o apetite que a rentabilização daquele enorme espaço exerce sobre qualquer gestão economicista, com argumentos que foram rebatidos assim: “...O princípio utilizado para justificar a implantação do HTS "Fomentar a centralização e partilha de recursos", é um conceito genérico abstracto apropriado a qualquer gestão de meios parcimoniosa e inteligente. Este princípio contudo quando é hiper valorizado e descontextualizado de uma visão de uma carta de serviços hospitalares, pode, como se prevê no HTS, transformar-se num instrumento de retrocesso cientifico e assistencial....”

“...Alguém poderá deixar de perceber o significado histórico, científico e cultural que é pactuar com a destruição do HDE, berço da Pediatria Portuguesa, tomando a titulo de exemplo de integração a comparação do HDE com a dum Hospital como o do Desterro, que dispunha na ocasião do seu encerramento de apenas duas valências de referência, já pré-existentes noutros hospitais do grupo !!?...”

“...Senhores, não se confundam nem esperem confundir-nos! O que se passa é que vocês, talvez inconscientemente, estão objectivamente a destruir o berço da pediatria portuguesa e o único Hospital que lhe é dedicado da Zona Sul do País !...”


Façam entrar ali uma equipa de jardinagem e outra com um plano de reabilitação hospitalar bem pensado, recuperem aqueles muros e gradeamentos, e Lisboa só terá que se orgulhar por não ter perdido o Hospital de D.Estefânia, só porque alguém se lembrou de vender os anéis.
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30 maio 2008

Urgente: Hospital de Dona Estefânia

Há profissionais empenhados no Hospital de Dona Estefânia, que melhor do que nós têm razões para estar preocupados com o que está previsto acontecer com aquele património da cidade de Lisboa e uma referência nos cuidados de pediatria do País.

Em vez de se aproveitarem as grandes condições de localização, área e outras valências e serem ouvidos os seus profissionais e entidades com conhecimentos específicos, que com a sua experiência terão por certo mais a dizer do que qualquer ministro economicista do momento ou governo passageiro, vão encafuar o único hospital pediátrico do sul do país no Departamento de Pediatria do Hospital Geral de Todos os Santos, a construir.

Convoco para estarmos mais atentos ao que ali se passa, apoiando quem se está a movimentar para impedir que aquele Hospital entre em mais alguma negociata de onde sairemos todos a perder.

Para já, pode dar apoio e fazer seguir esta Petição OnLine:

http://www.petitiononline.com/hde2007/petition.html, e ver o que se vai dizendo no blogue criado para o efeito cujo link: http://campanhapelohde.blogspot.com passará a ficar disponível aqui ao lado.

Aquele grupo de médicos e profissionais de saúde estão mesmo a pedir-nos ajuda, e a Cidadania não de apregoa, pratica-se.


05 abril 2008

Espanhóis, outra vez.

O anúncio na rádio era agressivo pela sua insistência e a meu ver ridículo por prometer o céu. Esta semana, foram uns quantos com a língua de fora parar ao hospital com intoxicação ou reacção alérgica e com uma particularidade em comum: todos tomaram Depuralina, um suplemento alimentar para permitir vestir o mesmo número de bikini este Verão. A Direcção Geral de Saúde ordenou e muito bem a suspensão da venda, mas a empresa espanhola disse esta semana que não senhor, quem manda são eles, e se as autoridades portuguesas não vergarem prometem processo e tribunal por isso. Ou seja, estão-se borrifando para o carácter preventivo da suspensão, só temos é que deixar impingir a droga e pronto. Entretanto quem vende, reclama. Aquilo estava a ser um maná!...
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12 novembro 2007

27 outubro 2007

A Saúde Americana

Vem aí Michael Moore. Desta vez, com “Sicko” dá um murro no estômago da protecção social americana e põe a nu a debilidade do seu sistema de saúde, colocando-o abaixo de países da América Latina. Por estas indesejáveis denúncias e outras aventuras que levantou no seu filme, acabou sendo investigado.

Isto é a síntese do que consegui saber na TV no programa da Oprah, porque a sessão para festival DOC Lisboa já estava esgotada há quinze dias, mas o filme vai estar aí no circuito comercial. A não perder, especialmente por neoliberais indefectíveis da privatização e esvaziamento do nosso Serviço Nacional de Saúde.