Fiquei sem palavras. Sobreviveu apenas aquela sensação de nojo por esta gente que domina o nosso panorama autárquico, pela falta de cultura, de respeito, de consciência ambiental, de tudo. De tudo. Só me resta o p.q.o.p.
29 abril 2009
Sobreiros abaixo: Covilhã
Fiquei sem palavras. Sobreviveu apenas aquela sensação de nojo por esta gente que domina o nosso panorama autárquico, pela falta de cultura, de respeito, de consciência ambiental, de tudo. De tudo. Só me resta o p.q.o.p.
14 março 2009
Sobreiros, outra vez?!
Depois daquele, foram mais este e este atentados em Setúbal e agora, mais este com umas centenas deles em Almeirim, ocorrências com poucos dias de intervalo, tão próximas que até parece que umas estão a encorajar as outras. Já não sei o que pense deste país em que as leis se suspendem para voltarem a valer depois ao sabor dos interesses ocasionais e locais, nem sei o que pense acerca desta fúria assassina com os sobreiros. Só encontro uma explicação: Ninguém pagou ainda com o pelo na prisão aqueles atentados, e quando há penalizações elas cobrem as mais valias geradas. Só pode ser isto. De outra forma ninguém arriscaria ficar uns tempos à sombra misturado com meliantes sujeito a vir de lá a pegar de empurrão. Só quando isso acontecer os sobreiros deixarão de cair. Mas confesso, gostava de ver alguns a sair de lá de rabo assado.
12 março 2009
Setúbal vs. Sobreiros
.
12 fevereiro 2009
Sobreiros ou Shoppings?
O Sobreiro, símbolo da floresta mediterrânica e a âncora da preservação do frágil habitat do montado alentejano e a única que juntamente com a azinheira dá àquelas pobres terras a nobreza de não se resignar perante a dureza com que suporta os rigores do tempo ao longo de séculos, foi hoje barbaramente atacado com um desprezo chocante, em Setúbal. Não lhe tinha já bastado este crime e a doença que o mina, que se tenta combater, e teve agora mais este atentado. Foram hoje começadas a ser arrancadas, serradas, 1331 árvores, algumas com mais de cem anos, para que uma empresa imobiliária, mais uma, implante ali um Centro Comercial, mais um, com casinhas à volta, e que a Câmara de Setúbal, o Ministério do Ambiente e o da Agricultura, consideraram projecto de suficiente interesse nacional para que justificasse esta barbaridade.Defendi Sócrates na campanha do Freeport, pelas razões aqui apresentadas, mas não entendo desta vez como foi capaz de admitir que um Centro Comercial com um aldeamento à volta é de suficiente interesse nacional. Depois, a vilania do promotor que manda atacar aquelas árvores à pressa sabendo que pode chegar a qualquer hora a ordem de suspensão do abate, pelo recurso interposto pela Quercus é revoltante, é criminoso e aqui tem a comunicação social uma tarefa útil: traga cá para fora todos os nomes dos actores envolvidos nesta peça para os conhecermos e fixarmos os seus nomes. Não haverá por aí uma lei que prenda gente desta, ainda que armados da lei?
Reedição: Esta miséria fede tanto que me fez truncar o interesse do projecto. É interesse público e não nacional, ou seja, um interesse subalterno na galeria dos interesses. Pior ainda. Mas devo esclarecer que, relendo o que escrevi, utilizei uma palavra para classificar os intervenientes que não me orgulho de ter escrito. Rectifico assim sem grande custo, o erro que eu próprio detectei.
05 junho 2008
Ambiente. Reciclagem
Um montando em Pavia ao fim da tarde.
“... As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial. A internacionalização do projecto está já a ser negociada. Em breve, as rolhas usadas de outros países europeus começarão a ser recicladas em Portugal, dentro de um esquema montado a partir daqui, resultando num contributo adicional para o esforço de reflorestações e conservação de florestas autóctones portuguesas. Este exemplo único de exploração de uma floresta autóctone, que conseguiu ao longo dos tempos conciliar criação de riqueza, serviço ambiental e impacto social positivo, irá agora completar este ciclo, renovando a própria floresta que esteve na sua origem.” Quercus.
A agradável pacatez e a elegância dos montados de sobro e zinho e o seu grande valor ambiental e social merecem bem esta iniciativa da Quercus, que pede um pouco de nossa colaboração. Muito interessante é o facto de a internacionalização deste projecto estar a ser negociado. Por mim, estou a contribuir desta forma e vou fazer assim: