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13 março 2011

É de lamentar... (???)

“Se a agressão aconteceu – não sei porque não a vi – é de lamentar”. São declarações de Vilas Boas, treinador do FCP sobre as agressões de que foi vítima Rui Gomes da Silva, Vice-Presidente do Benfica, à saída do restaurante onde os dois se encontraram por coincidência, no Porto.

“Se”
: É uma conjunção condicional que submete a oração à condição prévia de ter acontecido ou não o facto descrito.

“não sei porque não a vi“: Vilas Boas não é polícia, nem o Bobi nem o Tareco do restaurante, também ninguém lhe exige que tenha visto a agressão, mas… dizer “não sei porque não a vi”… Não o quero acusar de por em causa a veracidade das agressões que adeptos do seu clube levaram a cabo quase nas suas barbas, mas sabemos como a aplicação da semântica às suas palavras pode resolver o significado do que quis dizer de facto. E a confirmá-lo, veio Pinto da Costa hoje, por tudo em causa.

“é de lamentar”: Uma agressão daquelas não é uma queda no degrau à saída do restaurante que se “lamente”. Uma queda lamenta-se, uma agressão bárbara e cobarde, “para que o dito aprenda a não dizer mal do FCP”, não se lamenta, condena-se! Mas condena-se, sempre! Ou por outra, condenam as pessoas de bem, os arruaceiros que trazem o futebol português neste estado, só “lamentam”, talvez para não parecer mal. Valha-me o facto de ter amigos no Porto que sabem condenar isto porque é só com eles que temos que contar, assim como no Islão só podemos contar com os moderados.

São acontecimentos destes e declarações assim que justificam estas preocupantes palavras lidas num blog de adeptos do Benfica. Preparemo-nos então, porque um dia destes vão partir-se como resposta os vidros de uma qualquer viatura do FCP, e teremos aí o álibi para que a senilidade ao serviço do ódio, dê largas àquilo que bem sabe fazer: intoxicar os jovens azuis e brancos e levá-los a mais uma guerra para benefício dos mesmos padrinhos do futebol português.

04 novembro 2009

Braga: mais do mesmo.

O primeiro lugar da Liga está a tornar antipática esta equipa do Braga com todo aquele comportamento arruaceiro à sua volta e é pena, porque o futebol português precisava mesmo de ar fresco e não de comportamentos decalcados. Braga deixou-se infectar. Parabéns à SIC por divulgar o que a Sport TV não quis. Vídeo retirado do Pátio das Conversas.
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23 agosto 2008

Soltos para a barbárie

Acabou a nossa presença nos jogos mas não o nosso hábito de ligar a Rádio e a TV para saber novidades, agora é para saber quantos ourives baleados, quantas bombas assaltadas, quantas caixa roubadas ou quantos velhinhos violentados e mortos. Fica-me no ouvido a notícia, com um contentamento mal disfarçado, do quase linchamento que não passou de uns borrachos aplicados pela populaça, enquanto a polícia não foi levantar o meliante de um assalto. Mas esta notícia dos dois velhinhos de hoje foi o copo de água e está a por a nu a capa civilizada que me cobre e a tornar-me primário na aplicação da Justiça. Tenho que reflectir melhor sobre isto, porque me preocupa saber que por mais voltas que dê, acabo sempre por cair nos métodos sumários, como forma de alerta aos desgraçados que deixaram de ser os coitados que não tiveram as mesmas oportunidades que eu, para passarem a ser os criminosos abjectos pouco merecedores da minha misericórdia. Baseio a auto-despenalização que me atribuo, por este raciocínio que não me conheciam, na constatação de que estes facínora são apenas uma ínfima percentagem dos pobres e infelizes que não tiveram as mesmas oportunidades que eu. Rechaço por isso o tal discurso compreensivo da procura dos motivos que levam esta gente à barbárie, porque tem que ter um interior podre de mais, quem opta pela violência gratuita e liquidação de velhinhos desprotegidos.

Depois, há uma outra questão, que passa pela apreensão que esta gente tem de que os nossos brandos costumes deram nisto e estão a entrar por aqui como faca em manteiga. É a Justiça ou a aplicação dela que deixa todos perplexos. Os princípios podem estar bem mas alguma coisa faz com que eles não estejam e se ainda não estamos em condições de os aplicar por falta de organização que não sejam as pessoas a pagar com a vida essa brandura que acaba por voltar a deixá-los à solta para a barbárie.
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25 março 2008

Uma Torre de Babel

Não é nenhuma frustração ver escrito por outros aquilo que pensávamos dizer sobre um determinado problema. É até uma satisfação verificarmos que alguém pensa como nós sobre a mesma questão. Mas ao dizer sem ter lido igual, tomamos como uma criação nossa, até ao momento de verificarmos que a nossa opinião é afinal parte de um caudal maior onde já outros seguem na corrente. Fazemos assim parte de um universo de milhões de seres que pensam da mesma forma que nós os momentos que os tocam. Salvam-se deste anonimato os que as espaços conseguem dizer o mesmo de outra forma. Esses são os verdadeiros criadores, aqueles a quem depois pagamos por ler.

Quando numa leitura tropeço naquilo que queria dizer, escrito por outros, só me resta recolher os dedos e bater apenas as teclas que os outros já bateram e atribuir a autoria.

... “O que verdadeiramente gela em toda aquela situação nem sequer é o descontrolo da aluna – inaceitável, mas que pode acontecer – mas o egoísmo, a ausência de valores e princípios de todos os outros alunos na sala, incapazes de um espírito de solidariedade para com a colega, em primeiro lugar, e de um respeito pela instituição escola, a figura da professora ou a imagem de uma pessoa muito mais velha em claras dificuldades. Ora esse vazio de valores tem pouco a ver com os resultados escolares, por muito que os sindicatos de sempre venham agora dizer que tudo isto é também culpa da actual ministra da Educação! Não trata-se, essencialmente, de cidadania e valores cívicos, cujos pilares se aprendem, sobretudo, em casa, em família, nos ensinamentos e práticas dos próprios pais. E aí, já todos falhámos desde há muito...” Pedro Pinto no Jornal Metro de 25/03/08.

O aluno, na sua frieza e aleivosia, prestou sem saber um grande serviço à comunidade escolar, mas em momento algum despenalizável, reitero até, que pela frieza relativa e pelo sadismo posterior com a publicação, este, merece pena maior.
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