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03 novembro 2008
Uma Luta do Povo de Lisboa
17 outubro 2008
Os Contentores em Alcântara
(Reeditado para inclusão de link de audição)
Os Lisboetas andam mais preocupados com as ondas de choque da crise financeira do que com negociações herméticas sobre o futuro da cidade, mas elas vão penalisar mais do que o problema dos buracos que os atormentam hoje. Só uma percentagem diminuta se está a aperceber do enfeudamento que a renegociação do contrato da exploração do terminal de contentores em Alcântara, vai originar. Para além das dúvidas sobre a forma como tudo se está a passar, segundo as notícias dos links:
PSD acusa Governo de favorecer empresa da Mota-Engil com concessão ilegal.
O Governo e Jorge Coelho.
Secretária de Estado defende negócio com Liscont.
PSD acusa Governo de beneficiar empresa da Mota-Engil.
Liscont e APL assinam contrato para alargar concessão.
Cidadãos por Lisboa.
será também mais uma machadada nas aspirações dos lisboetas quanto ao usufruto das margem do Tejo, a tal Zona Ribeirinha. O Governo poderá estar a atascar a Câmara de Lisboa e os lisboetas ao assinar este contrato, e mais, se tiverem de haver indemnizações milionárias, devido ao repensar de toda a estratégia para a margem que obriguem ao cancelamento do contrato. E é agora que cabe perguntar: quem vai preso se isso acontecer? Ninguém como de costume. É que estamos fartos de assistir a esta espécie de negócio paralelo que são as indemnizações por quebras de contrato. Uma coisa é certa, serão Lisboa e os lisboetas que perderão com as coisas feitas desta maneira. Não me custa desta vez concordar com o PSD, perante tanta dúvida porque não cede o Governo e torna as coisas transparentes? Helena Roseta disse ontem, atónita na SIC, que já não sabe o que pode fazer mais. Foi desta forma, ouça AQUI.
PSD acusa Governo de favorecer empresa da Mota-Engil com concessão ilegal.
O Governo e Jorge Coelho.
Secretária de Estado defende negócio com Liscont.
PSD acusa Governo de beneficiar empresa da Mota-Engil.
Liscont e APL assinam contrato para alargar concessão.
Cidadãos por Lisboa.
será também mais uma machadada nas aspirações dos lisboetas quanto ao usufruto das margem do Tejo, a tal Zona Ribeirinha. O Governo poderá estar a atascar a Câmara de Lisboa e os lisboetas ao assinar este contrato, e mais, se tiverem de haver indemnizações milionárias, devido ao repensar de toda a estratégia para a margem que obriguem ao cancelamento do contrato. E é agora que cabe perguntar: quem vai preso se isso acontecer? Ninguém como de costume. É que estamos fartos de assistir a esta espécie de negócio paralelo que são as indemnizações por quebras de contrato. Uma coisa é certa, serão Lisboa e os lisboetas que perderão com as coisas feitas desta maneira. Não me custa desta vez concordar com o PSD, perante tanta dúvida porque não cede o Governo e torna as coisas transparentes? Helena Roseta disse ontem, atónita na SIC, que já não sabe o que pode fazer mais. Foi desta forma, ouça AQUI.
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22 maio 2008
O que vão fazer do Tejo?
Há alguns anos atrás esteve em preparação uma acção sobre a zona ribeirinha de Lisboa, chamada POZOR, que um acto cívico encabeçado por Miguel Sousa Tavares, ao qual terei sido porventura um dos primeiros a escrever a dar apoio e pedir o seu maior empenhamento, acabou por salvar da barbaridade que ía cometer-se naquela frente de Lisboa. Se analisarmos os motivos que levavam àquele retalhamento da frente ribeirinha, verificamos facilmente que estavam em jogo interesses económicos/imobiliários e não urbanísticos, e em cuja fotografia a Administração do Porto de Lisboa e um tal Ministro do Mar Azevedo qualquer coisa, ficaram muitíssimo mal. Conseguimos o redimensionamento daquilo tudo e salvamos a frente de rio.
Voltam agora a haver preocupações com algumas opções definitivamente estruturantes daquela zona, que legitimamente deveremos voltar a questionar, porque na maior parte das vezes, os poderes que elegemos, se deixam contaminar por um lobby que não dorme na intoxicação dos valores que importam mais á comunidade do que à sobrevivência dos seus interesses especulativos.
Tenho por Helena Roseta o respeito que me merecem as pessoas que se dedicam às causas em que acreditam, e as germinam por vezes muito tempo no alheamento e inacção de um povo que se habituou nessa falta de participação cívica. Helena Roseta é arquitecta, já foi presidente de uma Câmara, foi Bastonária da sua Ordem, deputada e agora vereadora, e pelo que conheço dela, uma apaixonada pelas tarefas em que se empenha. É inegável que com este curriculum não confunda qualquer nuvem por Juno e uma preocupação sua em matéria urbanística possa ser por nós entendida como um sinal de alerta e merecedora do nosso apoio.
Por economia de post e para vos poupar, deixo aqui este link: O que vão fazer do Tejo?, retirado da página dos Cidadãos por Lisboa que é obrigatório ler, avisando que ainda voltarei ao mesmo tema. Não é preciso ser habitante de Lisboa para nos interessarmos pela gravidade do que nos pode acontecer naquela zona, devido ao secretismo e falta de debate público democrático que acompanham normalmente estas acções. É o nosso dinheiro e o usufruto da cidade que estão em jogo.
Voltam agora a haver preocupações com algumas opções definitivamente estruturantes daquela zona, que legitimamente deveremos voltar a questionar, porque na maior parte das vezes, os poderes que elegemos, se deixam contaminar por um lobby que não dorme na intoxicação dos valores que importam mais á comunidade do que à sobrevivência dos seus interesses especulativos.
Tenho por Helena Roseta o respeito que me merecem as pessoas que se dedicam às causas em que acreditam, e as germinam por vezes muito tempo no alheamento e inacção de um povo que se habituou nessa falta de participação cívica. Helena Roseta é arquitecta, já foi presidente de uma Câmara, foi Bastonária da sua Ordem, deputada e agora vereadora, e pelo que conheço dela, uma apaixonada pelas tarefas em que se empenha. É inegável que com este curriculum não confunda qualquer nuvem por Juno e uma preocupação sua em matéria urbanística possa ser por nós entendida como um sinal de alerta e merecedora do nosso apoio.
Por economia de post e para vos poupar, deixo aqui este link: O que vão fazer do Tejo?, retirado da página dos Cidadãos por Lisboa que é obrigatório ler, avisando que ainda voltarei ao mesmo tema. Não é preciso ser habitante de Lisboa para nos interessarmos pela gravidade do que nos pode acontecer naquela zona, devido ao secretismo e falta de debate público democrático que acompanham normalmente estas acções. É o nosso dinheiro e o usufruto da cidade que estão em jogo.
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17 junho 2007
APL. Privados do Tejo
Para manterem a sua importância as cidades têm que vencer barreiras que não existiam quando a sua localização as tornou estratégicas. Ao longo do tempo modificam-se algumas condições, natural ou artificialmente, que lhes fazem perder o valor que as levou à prosperidade. É exemplo desta modificação natural a cidade de Santarém e a perda da navegabilidadade do rio, tão usada por várias civilizações. Mas também nos tempos modernos se têm criado obstáculos à evolução da forma como tinham sido criadas. E é exemplo desta modificação artificial a cidade de Lisboa e a ocupação da sua zona oriental pelo desenvolvimento industrial e a respectiva necessidade de transportes ferroviários que levou à criação da linha férrea de Sta. Apolónia a Vila Franca. Se juntarmos depois o aparecimento da linha do Cais do Sodré a Cascais, verificamos que foi criado pelas duas linhas um arco de estrangulamento à plena fruição das suas margens que levou quase ao abandono da sua zona ribeirinha.
Resta agora uma zona compreendida entre Sta. Apolónia e o Cais do Sodré, como a única livre de linha férrea e portanto a única disponivel para uma utilização mais dinâmica da zona do rio. Ou melhor, restava, porque é exactamente para aqui que se pretende transferir o cais dos grandes cruzeiros que inclui o levantamento de uma barreira de construções de apoio ao novo porto que envolve o condicionamento quase total daquela zona.
Lisboa continua navegável e não deixou de ter amarração, basta subir ou descer para se encontrar zona do rio já interdita pela linha e aí refazer o porto. Mas nós somos assim, permanentemente embevecidos pela cultura do pato bravo: quanto mais raro mais valioso, melhor para construir e cimentar. Ninguém nos perguntou se queriamos definitivamente aquela zona transfornada num espécie de condomínio fechado. O processo já está em andamento e parece que ninguém deu por isso, mas também é verdade que poucos dos que souberam, reagiram e são sempre os mesmos a fazê-lo:
“De Miguel Sousa Tavares, no Expresso:
Pois então, lá vamos outra vez. A distinta Administração do Porto de Lisboa (APL) está lançada em mais uma tentativa de nos roubar parte do Tejo. Agora é o projecto do novo terminal de passageiros de paquetes em Santa Apolónia. Um muro de construções de oito metros de altura por seiscentos de comprido (!), que inclui centros comerciais e hotel. Também na zona do Cais do Sodré está a nascer, a uma velocidade incrível, uma construção maciça, em cima do rio, e que vai quase até ao Terreiro do Paço, eliminando uma zona de jardim, de passeio e de vista. Suponho que seja também obra do porto de Lisboa, uma vez que nenhuma placa no local indica do que se trata e eu já sei que, à beira-rio, do Parque das Nações a Algés, mandam esses senhores e ninguém tem mão neles.
Este porto de Lisboa é verdadeiramente um «case study» de pirataria impune. Têm ao seu dispor a melhor de todas as zonas da cidade de Lisboa: 13 quilómetros de frente de rio — um luxo em qualquer cidade do mundo. São terrenos do domínio público marítimo, isto é, terrenos públicos,” ...
Leia o resto aqui no Instante Fatal.
Resta agora uma zona compreendida entre Sta. Apolónia e o Cais do Sodré, como a única livre de linha férrea e portanto a única disponivel para uma utilização mais dinâmica da zona do rio. Ou melhor, restava, porque é exactamente para aqui que se pretende transferir o cais dos grandes cruzeiros que inclui o levantamento de uma barreira de construções de apoio ao novo porto que envolve o condicionamento quase total daquela zona.
Lisboa continua navegável e não deixou de ter amarração, basta subir ou descer para se encontrar zona do rio já interdita pela linha e aí refazer o porto. Mas nós somos assim, permanentemente embevecidos pela cultura do pato bravo: quanto mais raro mais valioso, melhor para construir e cimentar. Ninguém nos perguntou se queriamos definitivamente aquela zona transfornada num espécie de condomínio fechado. O processo já está em andamento e parece que ninguém deu por isso, mas também é verdade que poucos dos que souberam, reagiram e são sempre os mesmos a fazê-lo:
“De Miguel Sousa Tavares, no Expresso:
Pois então, lá vamos outra vez. A distinta Administração do Porto de Lisboa (APL) está lançada em mais uma tentativa de nos roubar parte do Tejo. Agora é o projecto do novo terminal de passageiros de paquetes em Santa Apolónia. Um muro de construções de oito metros de altura por seiscentos de comprido (!), que inclui centros comerciais e hotel. Também na zona do Cais do Sodré está a nascer, a uma velocidade incrível, uma construção maciça, em cima do rio, e que vai quase até ao Terreiro do Paço, eliminando uma zona de jardim, de passeio e de vista. Suponho que seja também obra do porto de Lisboa, uma vez que nenhuma placa no local indica do que se trata e eu já sei que, à beira-rio, do Parque das Nações a Algés, mandam esses senhores e ninguém tem mão neles.
Este porto de Lisboa é verdadeiramente um «case study» de pirataria impune. Têm ao seu dispor a melhor de todas as zonas da cidade de Lisboa: 13 quilómetros de frente de rio — um luxo em qualquer cidade do mundo. São terrenos do domínio público marítimo, isto é, terrenos públicos,” ...
Leia o resto aqui no Instante Fatal.
09 junho 2007
Movimento Zona Ribeirinha
A zona ribeirinha é intocável! A Câmara só cedeu as margens do rio junto à cidade para o desenvolvimento da actividade portuária, ponto final. Se houverem alterações radicais que motivem reduções excepcionais desses espaços, estes só têm que ser devolvidos a Lisboa e a nenhuma outra entidade pública ou privada. É necessário levantar a voz, sair do casulo e acompanhar pessoas como Helena Roseta que estão a levantar o seu protesto e a propor soluções que beneficiem “todos” os lisboetas e não só alguns.
Na sua campanha Helena Roseta está a defender as seguintes propostas: um plano de bacia, com uma gestão integrada, para o estuário do Tejo, que deverá ser proposto ao Governo; o lançamento de um concurso internacional de ideias para novas soluções urbanas que permitam ligar, com percursos públicos, pontos da parte antiga da cidade com o rio, vencendo a barreira do comboio e da rede viária; e uma nova entidade gestora, com a presença da APL e da Câmara Municipal, para gerir o território ribeirinho, que deve manter-se como domínio público mas conseguir conciliar a vocação portuária de Lisboa com as possibilidades de lazer que devem ser estar associadas à zona ribeirinha.
A APL – Associação do Porto de Lisboa, é uma entidade de direito privado para a qual os cidadãos não votam, logo, não tem o direito de mexer em nada que altere radicalmente a visibilidade que Lisboa quer ter do seu rio, ainda que a coberto ou embrulhado num projecto nacional. É preciso acordar antes que o mal esteja feito. Alguém tem de pegar nesta bandeira de forma a poder juntar os cidadãos que queiram lutar por isto. A APL tentou no tempo de Cavaco Silva com o POZOR, mas encontrou um Miguel Sousa Tavares decidido a impedir a asneira. A APL está novamente a tentar e aprendeu com o erro anterior que as coisas têm que ser feitas com outro cuidado e vai concerteza apanhar Lisboa distraida. É a Lisboa que compete urbanizar a cidade.
Na sua campanha Helena Roseta está a defender as seguintes propostas: um plano de bacia, com uma gestão integrada, para o estuário do Tejo, que deverá ser proposto ao Governo; o lançamento de um concurso internacional de ideias para novas soluções urbanas que permitam ligar, com percursos públicos, pontos da parte antiga da cidade com o rio, vencendo a barreira do comboio e da rede viária; e uma nova entidade gestora, com a presença da APL e da Câmara Municipal, para gerir o território ribeirinho, que deve manter-se como domínio público mas conseguir conciliar a vocação portuária de Lisboa com as possibilidades de lazer que devem ser estar associadas à zona ribeirinha.
A APL – Associação do Porto de Lisboa, é uma entidade de direito privado para a qual os cidadãos não votam, logo, não tem o direito de mexer em nada que altere radicalmente a visibilidade que Lisboa quer ter do seu rio, ainda que a coberto ou embrulhado num projecto nacional. É preciso acordar antes que o mal esteja feito. Alguém tem de pegar nesta bandeira de forma a poder juntar os cidadãos que queiram lutar por isto. A APL tentou no tempo de Cavaco Silva com o POZOR, mas encontrou um Miguel Sousa Tavares decidido a impedir a asneira. A APL está novamente a tentar e aprendeu com o erro anterior que as coisas têm que ser feitas com outro cuidado e vai concerteza apanhar Lisboa distraida. É a Lisboa que compete urbanizar a cidade.
Mais no sobre o assunto:
APL, por quem o Tejo chora
Cidadãos por Lisboa
Cidadania LX
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