03 fevereiro 2009
Salve o DN
Afinal são os dois! Começa assim a petição: "Cerca de quatro mil cidadãos já tinham subscrito, ontem, 2 de Fevereiro, os manifestos públicos em defesa do "Jornal de Notícias" e do "Diário de Notícias", os dois jornais centenários atingidos pela intenção do Grupo Controlinveste de proceder ao despedimento colectivo de 123 trabalhadores, 61 dos quais são jornalistas ao serviço do JN, do DN e ainda do "24 Horas" e de "O Jogo".
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Assine aqui: Petição para salvar o Diário de Notícias. E se ainda não assinou esta, assine agora: Petição para salvar o Jornal de Notícias.
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01 fevereiro 2009
Freeport?! Duvido.
A defesa que faço de qualquer figura acusada na praça pública, tem mais a ver com o espírito de confiança que o implicado me transmite, do que simpatias pessoais, ou do seu desempenho público. É uma questão transversal ao seu posicionamento político, pelo menos no meu caso, como já se percebeu aqui, em relação ao caso Freeport. Desse modo, não seria por um jornal implicar Cavaco em qualquer falcatrua que me poria a duvidar a sua honra. Tenho naturalmente muitas dúvidas sobre os desvios que Sócrates imprimiu ao PS, mas não o vejo no papel em que anda a ser metido. E este benefício da dúvida, é um crédito de confiança que não consigo alterar sem motivos fortes para isso, e não é este jogo mediático de meios de Comunicação Social à beira da falência que me farão ver as coisas doutra forma. Não vou fazer aqui uma ronda pelos blogues que o consideram culpado antecipadamente, porque para isso já basta o que nos entra em casa a toda a hora embrulhado como notícia. Sigo antes o rasto de quem anda a escrever no sentido inverso. Veja nos links a seguir se desta forma não lhe parece que o caso Freeport tem andado a ser mal contado:
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30 janeiro 2009
Salve o JN
“Há um só jornal de dimensão nacional sediado fora de Lisboa, o “Jornal de Notícias”, resistente último à razia que o tempo e as opções de gestão fizeram na Imprensa da cidade do Porto. Todavia, nunca a precariedade dessa sobrevivência foi tão notória como hoje, sendo tempo de todas as forças vivas da sociedade reclamarem contra o definhamento da identidade de uma instituição centenária que sempre as representou, passo primeiro para a efectiva e irreversível extinção.” Começa assim a Petição.
Assine aqui: Petição para salvar o Jornal de Notícias
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29 janeiro 2009
Cepticismo
Nacionalização da Banca sem indemnizações, assim como uma espécie de socialização do nosso sector Financeiro? Sendo que socialização pode significar: “desenvolvimento do espírito de cooperação nos indivíduos associados” ou “processo de integração mais intensa dos indivíduos no grupo”. Já não sei Alexandre, ando céptico.
Descobri quando o tal Muro caiu que afinal nem tudo eram rosas e que a tal propaganda ocidental não tinha mentido em tudo. Descobri agora, ou confirmei agora, que o tal sistema que empurrou o Muro queria afinal era ter mais lastro, para poder avacalhar sem oposição. Resultado, parece que nem Lenine nem Adam Smith, acertaram ainda na receita para a organização perfeita da nossa sociedade ou então, os homens deram-lhes cabo das doutrinas.
É urgente um meio termo entre os dois, mas desta vez, talvez a solução não venha de algum incendiador de multidões, por uma razão muito simples, o tempo mudou e o cidadão do Mundo está hoje on line e talvez a mudança seja desta vez mais ditada pela força colectiva do querer da Humanidade, que já percebeu que se pode auto motivar num clique, e ser ela agora a influenciar a escolha. Por outro lado, esta força pode igualmente ser fatal se deixar dominar-se pelo pânico por se considerar roubada por aqueles em quem confiou. Duvido é que possa agora voltar a acreditar em cartilhas. Mas isto sou eu, o burguês a achar que. Sei lá que confusão vai na cabeça dos desgraçados famintos que não vêem uma côdea há séculos, para que possam entender-me se lhes falar de soluções do tipo Cidadania Global Colectiva, de que fala o Fernando Nobre. E se eles entenderem, como convenço os meus amigos?
Descobri quando o tal Muro caiu que afinal nem tudo eram rosas e que a tal propaganda ocidental não tinha mentido em tudo. Descobri agora, ou confirmei agora, que o tal sistema que empurrou o Muro queria afinal era ter mais lastro, para poder avacalhar sem oposição. Resultado, parece que nem Lenine nem Adam Smith, acertaram ainda na receita para a organização perfeita da nossa sociedade ou então, os homens deram-lhes cabo das doutrinas.
É urgente um meio termo entre os dois, mas desta vez, talvez a solução não venha de algum incendiador de multidões, por uma razão muito simples, o tempo mudou e o cidadão do Mundo está hoje on line e talvez a mudança seja desta vez mais ditada pela força colectiva do querer da Humanidade, que já percebeu que se pode auto motivar num clique, e ser ela agora a influenciar a escolha. Por outro lado, esta força pode igualmente ser fatal se deixar dominar-se pelo pânico por se considerar roubada por aqueles em quem confiou. Duvido é que possa agora voltar a acreditar em cartilhas. Mas isto sou eu, o burguês a achar que. Sei lá que confusão vai na cabeça dos desgraçados famintos que não vêem uma côdea há séculos, para que possam entender-me se lhes falar de soluções do tipo Cidadania Global Colectiva, de que fala o Fernando Nobre. E se eles entenderem, como convenço os meus amigos?
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27 janeiro 2009
114
As Buscas
A forma mais corriqueira de atacar qualquer declaração do Bastonário Marinho e Pinto tem sido a de considerar que deveria apresentar provas sobre tudo o que vai falando. Não haverá pessoa mais instada a isso em Portugal do que este bastonário. Teria sido impossível o cidadão ter uma opinião deste operador da área da Justiça, se este estivesse obrigado apresentar provas de tudo o que diz quando não cai bem, e essa obrigação, mais não seria do que uma grave forma de castrar a liberdade que tanto preservamos.
A propósito das declarações de “terrorismo de Estado” com que defende agora um grande gabinete de advogados devido às buscas no âmbito do caso Freeport, só provam a sua verticalidade no exercício da sua função, porque tanto faz isto, como defende um Skinhead da Justiça de que não estava a beneficiar.
Marinho e Pinto pode errar ou exceder-se como qualquer um de nós, ou qualquer interveniente na área da aplicação da Justiça, mas considero os seus erros ou excessos a existirem, bem menos lesivos do que aqueles de que tenta defender-me, quando faz estas declarações que incomodam tanta gente. Como cidadão, não sinto em momento nenhum a Justiça que quero, afectada pela declarações do Dr. Marinho e Pinto.
A propósito das declarações de “terrorismo de Estado” com que defende agora um grande gabinete de advogados devido às buscas no âmbito do caso Freeport, só provam a sua verticalidade no exercício da sua função, porque tanto faz isto, como defende um Skinhead da Justiça de que não estava a beneficiar.
Marinho e Pinto pode errar ou exceder-se como qualquer um de nós, ou qualquer interveniente na área da aplicação da Justiça, mas considero os seus erros ou excessos a existirem, bem menos lesivos do que aqueles de que tenta defender-me, quando faz estas declarações que incomodam tanta gente. Como cidadão, não sinto em momento nenhum a Justiça que quero, afectada pela declarações do Dr. Marinho e Pinto.
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26 janeiro 2009
O Humor e a Ciência
Há várias razões para termos o De Rerum Natura nos obrigatórios. Esta é mais uma delas: “Stupid Design”
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25 janeiro 2009
24 janeiro 2009
Deste, gosto mesmo.
Nunca apontei aqui nas minhas leituras para os gurus da blogosfera ou para as personalidades da política e da Comunicação Social, por já lhes conhecer o pensamento e não precisar de aferir o que escrevo pelas suas opiniões. Tenho tido por outro lado o privilégio de ler, e de alguma forma aprendido, com bloggers de perfil menos mediático, mas com uma escrita e um pensamento superiores na forma e no conteúdo, e tem sido essa a riqueza que me tem ajudado também a manter por aqui todo este tempo. Há blogues que leio sem intervir, há outros onde deixo um comentário a espaços e há os que se mantêm e resultam numa maior assiduidade e há depois os que desistiram e já são história.Acabei por conhecer bloggers, pessoas interessantes que ficaram amigas, que não sendo como as imaginava, corresponderam no entanto ao que escreviam. Outros, mantêm-se ainda virtuais e sem o rosto que não seja o seu nome mas este, é também um lado interessante nestas ligações.Tenho sido parco nos contactos, e optei por ter os blogues que leio apenas nos Favoritos, mas agradeço a todos os que mantêm um link para o Arroios. É o caso do Ricardo do Pátio das Conversas, um blogger muito atento ao que nos cerca, com os pesos certos em tudo o que escreve e é por isso que é uma honra que me tenha aqui distinguido entre alguns blogues que lê. Manda o regulamento que nomeie também. São estes os quinze por onde tenho passado mais recentemente, mas nem sempre os mesmos. Aos não nomeados um abraço, isto é só uma brincadeira! Também por ordem alfabética:
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1.A Barbearia do Sr. Luís
2.Associação Abril
3.Cidadãos por Lisboa
4.Coisas da Vida
5.Contra a Indiferença
6.De Rerum Natura
7.Estranho Estrangeiro
8.Fênix Ad Eternum
9.Fórum Cidadania
10.Lagartices-Martim
11.MIC
12.Pátio das Conversas
13.Ponte Europa
14.Portugal, Caramba!
15.Uivomania
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Há um Ministro...! dizem...!
Reeditado.
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Vejo a SIC, e hoje não fez outra coisa, vejo Ricardo Costa e um tal jornalista que era dos futebóis e agora é investigador e se replicam de programa em programa, vejo o Expresso, vejo o Sol, vejo esta gente nervosa! – Há um Ministro que... dizem...! O PGR e a Procuradora do processo já fez desmentidos oficiais sobre isso, mas não valem! O que vale é aquilo que nós sabemos! A Direita assanha-se! É agora! É preciso pressionar! O homem meteu a mão na massa! Aquilo vem de 2002 de vez em quando, mas agora é que é, há um vídeo! Dizem...! Qual Camarate! E o jornalista que era dos futebóis e agora é investigador, rói as unhas, e diz que sim ao chefe Costa e cita artigos da Constituição e tudo!
Até podem ter razão, mas não é este circo pobre e este tipo de ética jornalística que me faz ver TV ou ler os seus jornais. Um nojo que talvez agrade à Direita que controla as TV e os media privados, tudo, menos nível e comportamento jornalístico sério: uns badamecos que me fazem ter saudades dos jornalistas.
Seremos um país de trampa (*), se não vir atrás das grades algum dos protagonistas desta peça: O Sócrates se meteu a mão na massa, ou os Jornalistas que sem ética não confirmam as fontes e se servem da Justiça para refundar a Direita a qualquer preço e fazem julgamentos em directo em prime time.
Até podem ter razão, mas não é este circo pobre e este tipo de ética jornalística que me faz ver TV ou ler os seus jornais. Um nojo que talvez agrade à Direita que controla as TV e os media privados, tudo, menos nível e comportamento jornalístico sério: uns badamecos que me fazem ter saudades dos jornalistas.
Seremos um país de trampa (*), se não vir atrás das grades algum dos protagonistas desta peça: O Sócrates se meteu a mão na massa, ou os Jornalistas que sem ética não confirmam as fontes e se servem da Justiça para refundar a Direita a qualquer preço e fazem julgamentos em directo em prime time.
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O Ricardo está a dizer melhor sobre isto, aqui no Pátio das Conversas.
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(*) Vocábulo substituído para amenizar.
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Reeditado para dar daqui uma chapelada ao que disse Eduardo Dâmaso Director-Adjunto do C.M, no Telejornal, por ser um dos que não pactua nestas questões e este sim, aprendeu em vez de andar a cabular. Ao mesmo tempo, conferir que 24 horas depois a conversa e a postura de Ricado Costa na mesma TV, não parece a do jornalista do dia anterior. Pois é, não se deve falar para uma audiência tão vasta, a quente, não é?
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23 janeiro 2009
Made in Portugal
“Por todo o país há empresas que fazem coisas boas. São inovadoras, criativas, tecnológicas, ousadas. Algumas brilham lá fora mas são desconhecidas cá dentro.” Do programa Made in Portugal, na TSF.A notícia da subida de 5 lugares no ranking europeu do desenvolvimento tecnológico, faz-me referir este programa que ouço na TSF, sobre as nossas empresas que estão a fazer produto com qualidade a nível mundial. São empresas novas que herdaram uma característica que existe um pouco na matriz dos portugueses: somos inventivos, criativos e com um "desenrasca" muito nosso. Em tempos, concorríamos mesmo ao Salão de Inventores na Europa e trazíamos todos os anos prémios que depois não tínhamos capacidade para desenvolver ou patentear, acabando a maior parte dos inventos por serem aproveitados por outros.
Esquecendo o actual período da recessão global, talvez estejamos a entrar num novo ciclo em que, obrigados pelas conjunturas, transmitimos essa força a empresas que beneficiam agora da ascenção de gente com uma formação académica diferente da anterior geração de empresários, que tinha apenas formação liceal, quando tinha. Este programa, poderia ser complementado com outro que relatasse o que se passa igualmente ao nível da investigação individual, onde há cientistas a produzir e a publicar trabalhos.
Acredito que possamos estar a mudar de paradigma, embora com mudanças pouco visíveis no curto prazo. Se há uma coisa que nunca me verão fazer, é chacota pelos entusiasmos desmedidos de Sócrates com as suas inovações ou planos tecnológicos, sejam eles os Simplex ou os Magalhães, porque não são divergências políticas que me obrigarão a criticar por uma questão de circunstância. O que me recuso, é a chorar sobre o leite derramado. Um dia, teremos o retorno da aposta, é impossível que não aconteça.
Ouçam então neste link: do Made in Portugal, clicando depois no Arquivo de Emissões, podem ouvir vários casos por exemplo, o inicio que começa com a Ydreams.
20 janeiro 2009
Pela Paz
Como outras de improváveis proveitos já quebrei, e sabe-se lá o que perdi, não que os não queira mas porque até das boas intenções há quem queira tirar outros proveitos, não posso deixar que alguma coisa de muito valioso se perca, só porque faltou aqui a força da minha convicção.
Perfilo-me então com o garbo que o momento merece, mas tenho já que alertar com um meio olhar sobre o ombro, quem teima curvado em tentar descobrir a paz no seu umbigo, esquecendo a postura vertical da formatura.
Trago para isto Stolerov e Andrea Bocelli, que pedem ambos para que "Deixem a Palestina em Paz! para que Deixem Israel em Paz!"
“De Lisboa para Gaza
(no dia de um cessar fogo)
Cercada pelo nevoeiro
a minha rua tornou-se cinzenta,
tantas gotas nascem da neblina,
pontinhas frágeis de luz pegadas
aos torcidos ramos das árvores descuradas
do jardim que mal sobrevive
atrás de um muro antigo
decorado com remendos e manchas de musgo –
à frente da minha janela,
são centenas de lágrimas que brotam,
donde virão em breve folhas e flores.
Vivo o esplendor do momento e do futuro,
sentindo apenas um frio ligeiro nos dedos,
enquanto protegido na minha privacidade
escrevo sobre bairros modernos,
bairros secos e ensolarados,
onde chove só fogo e fósforo,
onde nasce tanta morte
e mal resiste a vida,
um cemitério cercado por muros novos,
onde verde pode ser a cor de bandeiras
mas brancas são sempre as mantas dos defuntos,
bairros densos de desgraça, desertos humanos,
que terão de aguentar o presente
até a Primavera.
alan stolerov
18 Jan. 09"
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18 janeiro 2009
Debatendo a Palestina - III
lendo Chomsky – “Assalto ao Médio Oriente” Antígona, 2003
“... Os projectos intensivos de construção e de colonatos levados a cabo durante os últimos anos estão encaminhados para “criar factos” que conduzirão a esta “solução definitiva”. Essa foi, claramente a intenção dos sucessivos governos desde o primeiro acordo de Oslo, firmado em Setembro de 1993...”. “... Em Fevereiro deste ano, (2002) a imprensa israelita informava que o número de edificações iniciadas havia aumentado quase de um terço desde 1998...”. “...Uma análise ...revela que só uma mínima parte das terras destinadas aos colonatos é empregue na realidade para agricultura...”
“... Os projectos intensivos de construção e de colonatos levados a cabo durante os últimos anos estão encaminhados para “criar factos” que conduzirão a esta “solução definitiva”. Essa foi, claramente a intenção dos sucessivos governos desde o primeiro acordo de Oslo, firmado em Setembro de 1993...”. “... Em Fevereiro deste ano, (2002) a imprensa israelita informava que o número de edificações iniciadas havia aumentado quase de um terço desde 1998...”. “...Uma análise ...revela que só uma mínima parte das terras destinadas aos colonatos é empregue na realidade para agricultura...”
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“...o princípio básico é o seguinte: o território útil da Cisjordânia e os recurso críticos, sobretudo a água, permanecerão nas mãos de Israel, mas a população será controlada por um regime palestiniano dependente, que se espera seja corrupto, bárbaro e submisso.”. “... Há que recordar que o regime militar, a partir de 1967, impediu desapiedadamente o desenvolvimento independente, deixando as pessoas na penúria e na dependência, ... Como afirmou outra jornalista destacada. Amira Hass, esta política foi iniciada pelo governo Rabin ”anos antes de o Hamas planear ataques suicidas, e foi aperfeiçoada através dos anos...”.
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“ As novas propostas de Barak parecem ser mais uma advertência do que um plano, ainda que constituam uma extensão natural do que sucedeu antes. Na medida em que forem implementadas, ampliarão o projecto de “transferência invisível” que se tem estado a realizar há muitos anos e que é mais exequível que uma “limpeza étnica” descarada (como chamamos ao processo quando é realizado pelos inimigos oficiais). As pessoas obrigadas a abandonar toda a esperança e sem oportunidade alguma de uma existência que tenha sentido, emigrarão, se tiverem oportunidade de fazê-lo. Os planos, que têm as suas raízes nos objectivos tradicionais do movimento sionista desde as suas origens foram articulados em discussões internas do governo israelita em 1948, quando se estava a realizar uma limpeza étnica aberta: a sua expectativa era que os refugiados “fossem esmagados” e “morressem”, enquanto “a maioria deles se converteria em pó humano e na escória da sociedade, e se uniriam às classes mais empobrecidas nos países árabes”. Os planos actuais, impostos pela diplomacia coerciva ou pela força bruta, têm objectivos semelhantes....”
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16 janeiro 2009
Debatendo a Palestina - II
lendo Chomsky: “Assalto ao Médio Oriente”, Antígona, 2003.
“... Em qualquer análise do denominado “processo de paz”, seja o de Camp David ou qualquer outro, deve-se ter em conta o significado efectivo deste termo: por definição, “processo de paz” é qualquer objectivo visado pelo governo norte-americano.
Se entendermos este princípio fundamental, compreenderemos de que modo os inegáveis esforços levados a cabo por Washington para minar a paz são considerados um processo de paz...”
“... Em qualquer análise do denominado “processo de paz”, seja o de Camp David ou qualquer outro, deve-se ter em conta o significado efectivo deste termo: por definição, “processo de paz” é qualquer objectivo visado pelo governo norte-americano.
Se entendermos este princípio fundamental, compreenderemos de que modo os inegáveis esforços levados a cabo por Washington para minar a paz são considerados um processo de paz...”
“...Entretanto os EUA vetaram as resoluções do Conselho de Segurança em que se apelava a um acordo diplomático que cumprisse o disposto na resolução 242 e contemplasse, além disso, os direitos da Palestina. Também vetaram (juntamente com Israel e, em certas ocasiões, com outros Estados clientes), em anos sucessivos, resoluções semelhantes da Assembleia Geral, e ao longo do tempo continuaram a obstaculizar todos os esforços envidados pela Europa, os países árabes a OLP para alcançar uma solução pacífica do conflito. Esta rejeição sistemática de um acordo diplomático é o “processo de paz”. Os factos concretos são há anos abafados pelos meios de comunicação, assim como pelos trabalhos académicos, mas não são difíceis de indagar....”. “...Com estas medidas, o “processo de paz” evoluiu para os arranjos bantustanianos pretendidos pelos EUA e Israel,...”
12 janeiro 2009
Antecedentes do Conflito
(1ª Reeditado para inclusão de link de mapas)
(2ª Reedição para inclusão de link infografia do Público)
No seguimento do post anterior, sobre o conflito na Palestina, junto o link dos mapas que explicam a evolução histórica do território, um contributo para percebermos como se chegou a este estado, e como é tremenda a injustiça a que aquele povo está sujeito e da razão que lhes assiste:
Mapas de Ocupação Histórica da Palestina
Mas o João - que não é o Jo do post anterior - voltou com mais mapas noutro formato, mas também elucidativos da evolução:
Novo recorte de mapas visto no, Ponte Europa.
O Alexandre ajudou a compor este post, enviando um link do Jornal Público, com uma infografia do Muro Israelita na Cisjordânia, o que agradeço. Clique na seta da barra superior da fotografia para animar a apresentação e veja a comparação com o Muro de Varsóvia e de Berlin:
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11 janeiro 2009
Debatendo a Palestina
Cópia da resposta a um amigo contestando os seus argumentos, a propósito da circulação na net de um pps sobre a Palestina:
"Bom dia Jo! Acabaste o teu email assim: “Bom, um abraço, e espero que não fique aborrecido com a minha opinião!”. De vês em quando fazes-me "cumprimentos" destes, mas eu não ligo! Não quero catequizar-te, embora te inclua nos amigos que merecem a atenção de partilhar a informação que vou recebendo e me vai esclarecendo. Como a que temos é a vinculada pelo Ocidente, não preciso de te dar essa, porque é aquela que te/nos vem intoxicando ao longo destes tempos.
Tem sido o facto de me ter interessado por este conflito que me vem há algum tempo modificando a opinião acerca dos bons e dos maus. Este processo não foi instantâneo, foi uma leitura lenta do que se tem passado. Como sabes os Judeus dominam numa grande escala a economia mundial dominando a economia americana, onde nem precisam de fazer lobby, são por natureza. Isso faz com que todo o Ocidente tenha sobre o conflito uma visão pré-formatada, vê-se nas entrevistas dos jornalistas às figuras do “outro lado”, as perguntas são feitas assentando logo em factos que são mentiras, entre as quais por exemplo podemos contar, em quem “rompe” ou “não cumpre” os acordos, ou, noutras circunstâncias, borrifa nas muitas resoluções da ONU sobre o problema. Um dos acordos mais importantes e a tentativa mais séria de resolver a questão foram os tais acordos de Oslo. Tenta informar-te quem sistematicamente fez tudo para que não fossem cumpridos e verás. Toma nota, a Israel não convêm que nenhum acordo corra direito, e fará sempre tudo para que hajam respostas que lhe permitam ter motivos para fazer o que faz há muito.
Como dizia, este meu processo não foi instantâneo, foi uma leitura lenta do que se tem passado, porque sei que nunca conseguiremos ver os dois lados do problema se nos mantivermos irredutíveis apenas na pele de um deles. E até há algum tempo atrás, se os Judeus não eram para mim os coitadinhos, tinham pelo menos o benefício da dúvida que a interpretação dos extremismos nos provoca. É preciso passarmos para o outro lado da barreira para nos apercebermos que outra verdade nos é omitida. E foi o que fiz, e não precisei de ser muçulmano para isso. O Ocidente parte do principio que as injúrias e desgraças que aqueles pobres têm sofrido não têm a mesma relevância noticiosa ou importância humana, e é bem verdade porque, mais dois ou três desgraçados mortos no meio de tantos que têm morrido ao longo destes tempos, já não faz a notícia se comparada com um morteiro que caiu num colonato e feriu um judeu. É o mesmo problema dos desgraçados que morrem aos milhares em África sem merecerem a notícia pesada por esses mesmos critérios.
Já te falei de Noam Chomsky, um americano de origem judaica, vais dizer que é um esquerdista e come caviar, mas também é verdade que não podia arranjar um Sionista para me dar a outra perspectiva, ele escreveu dois livros sobre o problema, O Assalto ao Médio Oriente, e outro sobre a política americana naquela área, Poder e Terror. Junto também aqui como exemplo de um desmistificador do que é essa informação, o Michael Moore, com os filmes que já fez. São um exemplo de que precisamos de diversificar a nossa fonte de informação sobre os conflitos, porque de outra forma somos metralhados sempre com a mesma visão do problema sem que, quem dá a notícia nem se aperceba tão pouco de que está a fazer a cabeça de quem os houve. Há uma verdade a que tenho cada vez mais que estar atento: defender as mesmas posições dos EUA é meio caminho andado para estar a pensar errado. São tantos os exemplos que me levam a este raciocínio, que me surpreendo, e se duvidares disto, envio-te um rol imenso.
Um abraço"
"Bom dia Jo! Acabaste o teu email assim: “Bom, um abraço, e espero que não fique aborrecido com a minha opinião!”. De vês em quando fazes-me "cumprimentos" destes, mas eu não ligo! Não quero catequizar-te, embora te inclua nos amigos que merecem a atenção de partilhar a informação que vou recebendo e me vai esclarecendo. Como a que temos é a vinculada pelo Ocidente, não preciso de te dar essa, porque é aquela que te/nos vem intoxicando ao longo destes tempos.
Tem sido o facto de me ter interessado por este conflito que me vem há algum tempo modificando a opinião acerca dos bons e dos maus. Este processo não foi instantâneo, foi uma leitura lenta do que se tem passado. Como sabes os Judeus dominam numa grande escala a economia mundial dominando a economia americana, onde nem precisam de fazer lobby, são por natureza. Isso faz com que todo o Ocidente tenha sobre o conflito uma visão pré-formatada, vê-se nas entrevistas dos jornalistas às figuras do “outro lado”, as perguntas são feitas assentando logo em factos que são mentiras, entre as quais por exemplo podemos contar, em quem “rompe” ou “não cumpre” os acordos, ou, noutras circunstâncias, borrifa nas muitas resoluções da ONU sobre o problema. Um dos acordos mais importantes e a tentativa mais séria de resolver a questão foram os tais acordos de Oslo. Tenta informar-te quem sistematicamente fez tudo para que não fossem cumpridos e verás. Toma nota, a Israel não convêm que nenhum acordo corra direito, e fará sempre tudo para que hajam respostas que lhe permitam ter motivos para fazer o que faz há muito.
Como dizia, este meu processo não foi instantâneo, foi uma leitura lenta do que se tem passado, porque sei que nunca conseguiremos ver os dois lados do problema se nos mantivermos irredutíveis apenas na pele de um deles. E até há algum tempo atrás, se os Judeus não eram para mim os coitadinhos, tinham pelo menos o benefício da dúvida que a interpretação dos extremismos nos provoca. É preciso passarmos para o outro lado da barreira para nos apercebermos que outra verdade nos é omitida. E foi o que fiz, e não precisei de ser muçulmano para isso. O Ocidente parte do principio que as injúrias e desgraças que aqueles pobres têm sofrido não têm a mesma relevância noticiosa ou importância humana, e é bem verdade porque, mais dois ou três desgraçados mortos no meio de tantos que têm morrido ao longo destes tempos, já não faz a notícia se comparada com um morteiro que caiu num colonato e feriu um judeu. É o mesmo problema dos desgraçados que morrem aos milhares em África sem merecerem a notícia pesada por esses mesmos critérios.
Já te falei de Noam Chomsky, um americano de origem judaica, vais dizer que é um esquerdista e come caviar, mas também é verdade que não podia arranjar um Sionista para me dar a outra perspectiva, ele escreveu dois livros sobre o problema, O Assalto ao Médio Oriente, e outro sobre a política americana naquela área, Poder e Terror. Junto também aqui como exemplo de um desmistificador do que é essa informação, o Michael Moore, com os filmes que já fez. São um exemplo de que precisamos de diversificar a nossa fonte de informação sobre os conflitos, porque de outra forma somos metralhados sempre com a mesma visão do problema sem que, quem dá a notícia nem se aperceba tão pouco de que está a fazer a cabeça de quem os houve. Há uma verdade a que tenho cada vez mais que estar atento: defender as mesmas posições dos EUA é meio caminho andado para estar a pensar errado. São tantos os exemplos que me levam a este raciocínio, que me surpreendo, e se duvidares disto, envio-te um rol imenso.
Um abraço"
09 janeiro 2009
08 janeiro 2009
Why?! É por isto:
"Estes 700 palestinianos mortos ainda não são suficientes para garantir a segurança de Israel nem para pacificar a má consciência da Europa e dos Estados Unidos. A Besta hedionda precisa de mais sangue, mesmo que seja o sangue de crianças. AC"
É também por isto, que desde a causa de Timor não me sentia tão revoltado e activo. Há três dias que não paro de reunião para fórum e hoje, estive na Embaixada de Israel, para lhes dizer que nos repugnam estes métodos e muito mais, quando a sua forma e frequência histórica configuram extermínio.
07 janeiro 2009
Why do they hate us?
"Uma vez mais, Israel abriu as portas do inferno aos palestinos. Quarenta civis refugiados mortos numa escola das Nações Unidas, mais três noutra. Nada mal para uma noite de trabalho em Gaza pelo exército que acredita na "pureza das armas". Mas porque deveremos surpreender-nos? (…)
Será que esquecemos os 17.500 mortos - quase todos civis, a maioria deles mulheres e crianças - em 1982 na invasão israelita do Líbano, os 1700 civis palestinos mortos no massacre de Sabra-Chatila, em 1996, o massacre de Qana de 106 civis libaneses refugiados, mais de metade delas crianças, numa base da ONU, o massacre dos refugiados de Marwahin que foram obrigados a sair de suas casas pelos israelitas em 2006, em seguida abatidos pela tripulação de um helicóptero israelita; os 1000 mortos desse mesmo bombardeamento na invasão libanesa, quase todos eles civis? (...)
Sim, os israelitas merecem segurança. Vinte mortos israelitas em Gaza em cerca de 10 anos é de facto uma figura sinistra. Mas 600 palestinos mortos em pouco mais de uma semana, milhares ao longo dos anos desde 1948 - quando o massacre israelita em Deir Yassin ajudou ao inicio da fuga dos palestinos desta parte da Palestina que se tornou Israel - está numa escala bastante diferente . Isso não lembra um derramamento de sangue normal no Médio Oriente, mas uma atrocidade ao nível das guerras dos Balcãs na década de 1990. E, claro, quando um árabe se bestializa com fúria não reprimida e toma a sua ira incendiaria cega sobre o Ocidente, vamos dizer que não tem nada a ver connosco. Porque é que eles nos odeiam, vamos perguntar? Mas não vamos dizer que não sabemos a resposta."
Excertos de tradução do, The Independent
January 7, 2009
Um artigo de, Robert Fisk: Why do they hate the West so much, we will ask.
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05 janeiro 2009
01 janeiro 2009
31 dezembro 2008
Massacres em Gaza
Tenho ainda guardadas duas Revistas Visão de 27 de Março e 4 de Abril de 2002, que fazem um levantamento histórico, com mapas e diagramas importantes para compreensão do problema Israelo-Palestiniano, por altura da chamada Páscoa Negra: o assalto ao quartel-general de Arafat. Por serem tão determinantes para a compreensão do problema, guardei por aqui para memória futura e valem-me agora numa altura em que civis indefesos estão a ser massacrados por causa de erros cometidos muito antes por alguém que não eles. Não posso infelizmente reproduzir aqui aqueles mapas, mas posso transcrever parte do que Mega Ferreira escreveu numa daquelas crónicas. Dizia então da edição de 4 de Abril de 2002:
“... Dir-se-á que a escalada israelita é uma resposta à extrema violência do terrorismo palestiniano. Eu acho que é uma resposta calculada e que, neste caso, estamos à beira de uma guerra de extermínio: tremo em usar a expressão maldita “solução final”, pelas conotações históricas que ela tem.
Mas basta olhar para os elucidativos mapas e diagramas publicados na última edição desta revista. Lá está a Cisjordânia, que, em princípio, deveria constituir o grosso da área de autonomia palestiniana, se as propostas de Camp David II pudessem ter valido para alguma coisa. A concentração de colonatos judaicos nessa zona é extraordinária: é quase uma manobra de ocupação do espaço, para impedir que os palestinianos respirem. E, como um colonato nunca vem só, a sua implantação mobiliza importantes forças bélicas, que se encarregam de “conter”, “proteger”, “defender” os colonos transplantados para território que, em princípio e em paz, devia ser ocupado pelos palestinianos. Moral da história: só na Cisjordânia, cerca de 600.000 pessoas vivem em campos de refugiados, sem água, nem comida, nem casa, nem cuidados de saúde. É como viver na cozinha da própria casa, porque os quartos foram ocupados pelos vizinhos....” e mais adiante, quando do ataque a Ramallah: “...Talvez a comparação com Auschwitz não seja feliz. (Esta comparação tinha sido feita anteriormente por Saramago) Não o é, seguramente. Mas não tenho a certeza que Saramago não tenha razão, quando sustenta que há em Israel um espírito de aniquilamento dos palestinianos que, com um calafrio, nos pode fazer lembrar o espírito de extermínio dos nazis. Não é, seguramente, generalizado em todos os sectores da sociedade. Mas existe, já existia há 20 anos, quando estive em Israel, pela primeira vez e decididamente, última vez da minha vida. Ouvi-o da boca de antigos combatentes, históricos do sionismo e da fundação de Israel; mas, para meu espanto e horror, vi-o nos gestos enfurecidos de muitos judeus jovens, alguns recém-chegados a Israel. Tinham o furor dos neófitos, e já se sabe como os convertidos de última hora são, tantas vezes, o braço comprido e infeliz das paranóias dos mais velhos....”
Passaram quase 7 anos e esta crónica parece ter sido feita esta semana.
“... Dir-se-á que a escalada israelita é uma resposta à extrema violência do terrorismo palestiniano. Eu acho que é uma resposta calculada e que, neste caso, estamos à beira de uma guerra de extermínio: tremo em usar a expressão maldita “solução final”, pelas conotações históricas que ela tem.
Mas basta olhar para os elucidativos mapas e diagramas publicados na última edição desta revista. Lá está a Cisjordânia, que, em princípio, deveria constituir o grosso da área de autonomia palestiniana, se as propostas de Camp David II pudessem ter valido para alguma coisa. A concentração de colonatos judaicos nessa zona é extraordinária: é quase uma manobra de ocupação do espaço, para impedir que os palestinianos respirem. E, como um colonato nunca vem só, a sua implantação mobiliza importantes forças bélicas, que se encarregam de “conter”, “proteger”, “defender” os colonos transplantados para território que, em princípio e em paz, devia ser ocupado pelos palestinianos. Moral da história: só na Cisjordânia, cerca de 600.000 pessoas vivem em campos de refugiados, sem água, nem comida, nem casa, nem cuidados de saúde. É como viver na cozinha da própria casa, porque os quartos foram ocupados pelos vizinhos....” e mais adiante, quando do ataque a Ramallah: “...Talvez a comparação com Auschwitz não seja feliz. (Esta comparação tinha sido feita anteriormente por Saramago) Não o é, seguramente. Mas não tenho a certeza que Saramago não tenha razão, quando sustenta que há em Israel um espírito de aniquilamento dos palestinianos que, com um calafrio, nos pode fazer lembrar o espírito de extermínio dos nazis. Não é, seguramente, generalizado em todos os sectores da sociedade. Mas existe, já existia há 20 anos, quando estive em Israel, pela primeira vez e decididamente, última vez da minha vida. Ouvi-o da boca de antigos combatentes, históricos do sionismo e da fundação de Israel; mas, para meu espanto e horror, vi-o nos gestos enfurecidos de muitos judeus jovens, alguns recém-chegados a Israel. Tinham o furor dos neófitos, e já se sabe como os convertidos de última hora são, tantas vezes, o braço comprido e infeliz das paranóias dos mais velhos....”
Passaram quase 7 anos e esta crónica parece ter sido feita esta semana.
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27 dezembro 2008
26 dezembro 2008
23 dezembro 2008
O Postal Virtual
Os poucos que o faziam por correio perderam a tradição. O postal é agora virtual e sem magia e vai para uma lista de endereços apenas num clique.
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Cumprimos agora um ritual cada vez mais longe dos afectos que a nossa memória ainda nos trás, julgando cumprir o Natal, mesmo aqueles para quem esta quadra é um dogma de Fé. Compete-nos então escolher que tradições não queremos perder com a voracidade da evolução dos tempos.
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Reedição do post de 2007.
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22 dezembro 2008
Lutas sem Utopias
Concordo e sublinho que não é só alarmante que os tumultos de Atenas não estejam guiados por uma utopia, é até dramático que estejam guiados pela sua ausência.
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18 dezembro 2008
Desta vez, sem eles!
Oiçam-se as pessoas na rua, tome-se o pulso do que se passa nas universidades, nos bairros populares, nos transportes públicos, no pequeno comércio, nas fábricas e empresas que ameaçam falir, por toda a parte do País, e compreender-se-á que estamos perante um ingrediente que tem demasiadas componentes prestes a explodir.
Pois é Doutor, isto já vem de longe, lembra-se? Entramos na Eurpa com uns calçados e outros descalços, e o egoísmo a ganância e o pedantismo, parecem ser maiores ainda. Há até um amigo seu que diz que são generosas algumas das nossas migalhas. O que é grave é que cheguei a acreditar neles.
Pois é Doutor, isto já vem de longe, lembra-se? Entramos na Eurpa com uns calçados e outros descalços, e o egoísmo a ganância e o pedantismo, parecem ser maiores ainda. Há até um amigo seu que diz que são generosas algumas das nossas migalhas. O que é grave é que cheguei a acreditar neles.
Cá estamos, prontos para o que der e vier, mas desta vez, sem eles, sabe porquê? Por causa disto aqui.
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14 dezembro 2008
10 dezembro 2008
60 Anos da Declaração Universal dos Direitos humanos
Crédito de imagem a: Lino Resende”Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, ...” do Artº 2º da Declaração Universal
A consciência colectiva da Humanidade sobre o que são direitos humanos evoluiu muito em 60 anos e certamente que a proclamação da Declaração Universal, que hoje celebramos nesta blogagem colectiva, foi determinante para o evoluir dessa consciência. Muitos se lembrarão ainda o que eram os atropelos instituídos nas sociedades e nas nações antes dessa data.
Valeu assim a pena que os signatários se pusessem de acordo para que a Humanidade combatesse práticas e preconceitos impregnados de medievalismos. Apesar de tudo, isso não acabou com a perversidade do ser humano que renova sempre formas para justificar as violações que esconde, por vergonha. Contudo, hoje mais do que há 60 anos, vai sendo difícil manter essas violações desconhecidas, porque podemos com mais facilidade denunciar e acusar esses abusos. Celebro, mas também protesto, porque é sempre um desespero que sinto quando vejo países utilizar os Direitos humanos como instrumento político ou arma de arremesso para disfarce ou ilibação das suas próprias violações, ou para aquelas que instigam os seus amigos de mau porte a fazer. Nunca esquecerei da dualidade de critérios quando se apoiou o Chile de Pinochet, a Argentina de Videla, a Nicarágua de Somoza, as Filipinas de Marcos, a Indonésia de Suharto e tantos outras por esse mundo fora. Guantanamo é o mais recente exemplo, assim como o esquecimento das que neste momento ocorrem. Se acabo nos EUA, é porque foram eles e não outros que nas intervenções fora da América basearam toda a sua propaganda nos Direitos humanos, desgastando a expressão. São os dois pesos e as duas medidas e o tal silêncio dos “bons”, convertidos numa hipocrisia imperdoável, como bem disse um ex-Ministro brasileiro dos Direitos humanos:
"Em poucos dias de governo, eu fui à ONU dizer que ninguém precisaria pedir licença para entrar no país para monitorar direitos humanos, as violações dos direitos humanos. Mas os EUA não permitem, nunca permitiram inspeção da ONU, da OEA sobre violações notórias dos direitos humanos, sistema prisional, suas aberrações no modo de combater terrorismo, suas violações aos direitos humanos feitas com ativistas." No Jornal Folha Online:
Mas serão muitas iniciativas como esta dos cidadãos do mundo que alertando e obrigando ao debate, podem acabar por se transformar no pequeníssimo grão de areia que encrave a máquina poderosa dos violadores. Assim acredito. Guarde consigo o documento contido neste link porque ele é um dos mais importantes alguma vez produzidos pela Humanidade: a Declaração Universal dos Direitos humanos. Veja aqui um pouco da História.
Créditos a Sam Cyrous do Fênix Ad Eternum, pela louvável promoção desta blogagem colectiva.
A consciência colectiva da Humanidade sobre o que são direitos humanos evoluiu muito em 60 anos e certamente que a proclamação da Declaração Universal, que hoje celebramos nesta blogagem colectiva, foi determinante para o evoluir dessa consciência. Muitos se lembrarão ainda o que eram os atropelos instituídos nas sociedades e nas nações antes dessa data.
Valeu assim a pena que os signatários se pusessem de acordo para que a Humanidade combatesse práticas e preconceitos impregnados de medievalismos. Apesar de tudo, isso não acabou com a perversidade do ser humano que renova sempre formas para justificar as violações que esconde, por vergonha. Contudo, hoje mais do que há 60 anos, vai sendo difícil manter essas violações desconhecidas, porque podemos com mais facilidade denunciar e acusar esses abusos. Celebro, mas também protesto, porque é sempre um desespero que sinto quando vejo países utilizar os Direitos humanos como instrumento político ou arma de arremesso para disfarce ou ilibação das suas próprias violações, ou para aquelas que instigam os seus amigos de mau porte a fazer. Nunca esquecerei da dualidade de critérios quando se apoiou o Chile de Pinochet, a Argentina de Videla, a Nicarágua de Somoza, as Filipinas de Marcos, a Indonésia de Suharto e tantos outras por esse mundo fora. Guantanamo é o mais recente exemplo, assim como o esquecimento das que neste momento ocorrem. Se acabo nos EUA, é porque foram eles e não outros que nas intervenções fora da América basearam toda a sua propaganda nos Direitos humanos, desgastando a expressão. São os dois pesos e as duas medidas e o tal silêncio dos “bons”, convertidos numa hipocrisia imperdoável, como bem disse um ex-Ministro brasileiro dos Direitos humanos:
"Em poucos dias de governo, eu fui à ONU dizer que ninguém precisaria pedir licença para entrar no país para monitorar direitos humanos, as violações dos direitos humanos. Mas os EUA não permitem, nunca permitiram inspeção da ONU, da OEA sobre violações notórias dos direitos humanos, sistema prisional, suas aberrações no modo de combater terrorismo, suas violações aos direitos humanos feitas com ativistas." No Jornal Folha Online:
Mas serão muitas iniciativas como esta dos cidadãos do mundo que alertando e obrigando ao debate, podem acabar por se transformar no pequeníssimo grão de areia que encrave a máquina poderosa dos violadores. Assim acredito. Guarde consigo o documento contido neste link porque ele é um dos mais importantes alguma vez produzidos pela Humanidade: a Declaração Universal dos Direitos humanos. Veja aqui um pouco da História.
Créditos a Sam Cyrous do Fênix Ad Eternum, pela louvável promoção desta blogagem colectiva.
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Nota de reedição: Pela surpresa que as violações deste vídeo representam, faço dele o meu destaque nesta celebração.
Veja: 300 Mil Vozes
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Desenho de TACCI, do Portugal, Caramba!
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Blogues que já aderiram = 120: Fênix Ad Eternum -Lino Resende -Leio o meu mundo assim...-Alma Poeta -Reclinada -Doutrina Espirita -"Feliz aquele que transmite o que sabe, e aprende o que ensina" -"Chama da Paz": A luz que nunca se apagará -Blog do joãoáquila -Saia Justa- Ano III -Caminhantes -Pegasus, Cavalo Alado -Arroios -Devaneios & Desatinos -Mirian-crochet -Moralitos EBIC -Flávia, Vivendo em Coma... -Oficina de Palavras. -Fio de Ariadne -Infinito Particular -Educar Já! -Casas Possíveis -Qualiblog -O mundo na Luneta -Viver Melhor -Apenas Nana -Ideia Espírita -blogosfera solidária -Página Russana -Na casa da vovó -Jus Indignatus por Ricardo Rayol -BLOG DO RONALD -By Osc@r Luiz -Entre Mãe e Filha -Luz de Luma, yes party! -Diário de Iza -Pensiere & Parole ano V -Esquinas há muitas - De ver o mar - só a minha... -MOMENTOS DE LUAR -este é o meu local de sonho... -Recordações de um Baú -Das coisas que eu sei -Pasárgada -Chronicle & Tales Unlimited (RED) -Toques de Prazer -TIMOR LOROSAE NAÇAO -PÁGINA UM -De tudo um pouco -feltro, lã, pano e papel -AprendizArte Ateliê -Bem Bolados Projetos -O pulguedo -Ramsés Século XXI -MIVA CROCHET -Maio, 26 -Essencialmente Palavras... -O Último Dia de Minha Vida. -O Blog do CanalPsi -aprendemos -Sensata Paranóia -Reflexões e opiniões -Carta de Tarot -SOL POENTE -Só para dizer que tenho um Blog -IPSI LITERIS -Doce de Fel -Dormentes -Marco S/A -Lavanderia Virtual -Tulipas - A dança da vida -Adão Braga - conectado -ZzabeLinha -Bloco de notas -Tudo para Todos sobre Nada -Mexe no Peixe -OPINIÃO LUSÓFONA -Associação abril -VERDE QUE TE QUERO VERDE -PÁGINA LUSÓFONA -PORTUGAL DIRETO -No "canto-do-conto": Um punhado de magia... -Conversamos?!...; -Fotografando a Vida -ali-se -O Meu País Azul -Blog do Brasilerô -Caravançarai -Revisitar a Educação -English is Cool -A cor da letra -The pages of my life... -Hoje eu tô de bobeira -Drop Azul Anis S -Acqua -Saúde Alternativa -Portugal, Caramba! -UNIDADE MUNDIAL -Pequenos Pormenores -Ernani Motta -Descobrindo -Retrato em branco e preto -Peciscas -JE VOIS LA VIE EN VERT -A LUZ DO DIA E DA NOITE -A PARTILHA DA ALEGRIA -.Blog -Ideias Soltas -NONA E EU -Consciência Acadêmica -pianomanga -Visão Panorâmica –Dentro da Bota -Quiosque Azul –Lu_Carioc@ -Pavulagem da Ro -A vida como a vida quer -MONAMI... 6ª FEIRA -Sindrome de Estocolmo -ius communicatio -Nothingandall
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06 dezembro 2008
The Story
É um lugar comum, um déjà vu, provavelmente muitos já editaram por email, por post ou de outra forma, a publicidade quase a exauriu, mas não foi isso que tirou ainda a força a esta história da:
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A nova Lei do Divórcio
"A nova Lei do Divórcio entra hoje em vigor, no meio de alguma contestação dos meios mais conservadores, que procuraram desencadear alguma polémica, tentando, sem êxito, provocar uma nova situação fracturante, como aconteceu em relação à lei do aborto.
Em qualquer situação de ruptura matrimonial, os efeitos são sempre devastadores, principalmente para os filhos menores, e não há enquadramento legal, por mais perfeito que seja, que consiga cobrir com justiça e equidade a multiplicidade e a complexidade das causas daquela ruptura. Na anterior lei, a noção de culpa, apenas se sustentava na quebra dos deveres contratuais por parte de um dos cônjuges, ignorando todos os antecedentes do comportamento do outro cônjuge, que, provavelmente, teriam contribuído, ao longo do tempo, para a quebra daqueles mesmos deveres. Vejamos o caso da "infidelidade matrimonial" de um dos cônjuges, quando este se via privado dos "afectos" do outro cônjuge, e não conseguia obter o seu consentimento para um divórcio de mútuo acordo. Nestes casos, para mim, é sempre difícil apontar o culpado da ruptura, mas, segundo a lei anterior, a decisão judicial só podia apoiar-se no argumento da infidelidade, punindo o cônjuge que a consumou. A nova lei, ao abolir o divórcio litigioso, não aceitando o conceito de culpa, vem libertar o juiz do penoso encargo de avaliar situações complexas e difíceis de reparar por uma justiça que, neste caso concreto, se encontrava fechada no universo contratual do casamento e ignorando as múltiplas sensibilidades afectivas e sentimentais.
O grande avanço jurídico na nova lei encontra-se no conceito da valorização das relações afectivas do casamento, em detrimento da carácter "mercantilista" do contrato matrimonial da lei anterior, adaptando-se assim às novas realidades sociais, decorrentes da afirmação de uma sociedade predominantemente urbanizada e com emergentes comportamentos de uma cultura diferente, embora isto vá acicatar o arrivismo dos sectores conservadores e, principalmente, da Igreja Católica Apostólica Romana.
Alexandre de Castro"
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01 dezembro 2008
DIREITOS HUMANOS?
Crédito de image a: Lino ResendeDIA 10 de DEZEMBRO - BLOGAGEM COLETIVA PELOS DIREITOS HUMANOS
"A Declaração Universal que, em poucos dias, celebrará o seu 60º aniversário prevê que nenhum ser humano será discriminado com base em género sexual, etnia, ideologia, orientação, ou qualquer outro atributo pessoal ou social. A separação entre negros e brancos, nacionais e estrangeiros, homens e mulheres, pobres e ricos, teístas e ateístas, esquerdas e direitas servem como instrumentos que amputam uma parte da humanidade.
Como um corpo único, estamos todos interligados, unidos, conectos seja através de uma força cósmica, um Deus uno, ou um planeta em sofrimento. Somos uma Humanidade que reside num país chamado Terra.
Por isso, este ano, tal como ocorreu no ano passado, bloggers de língua portuguesa são convidados a participar numa campanha de Blogagem Coletiva pelos Direitos Humanos, este ano a campanha será PARA TODOS NÓS! Pois todos nós, juntos fazemos a Humanidade. Aliás Dignidade e Justiça para todos nós! é o slogan do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pelo que os selos, que em mui breve estarão disponíveis, refletirão esse mesmo espírito.
Por isso, divulgue a campanha. A luta, simbolicamente, começa hoje, novamente, mas não pode terminar! Estamos nesta, unidos, pela dignidade, pela justiça, para todos nós!"
Texto de Sam Cyrous
Veja aqui no: FÊNIX AD ETERNUM
Importante: O Sam Cyrous conseguiu que esta blogagem colectiva seja registada no Gabinete do Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Um valor acrescido. Parabéns Sam.
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(Reeditado)
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Do "Manuelinho" aos "Conjurados"
A propósito do Jantar dos Conjurados que a Causa Real faz todos os anos e das comemorações do 1º de Dezembro, é preciso dizer que elas têm sido uma enormíssima injustiça a todos os que ajudaram a libertar-nos do domínio espanhol em 1640. Na verdade, a grande preparação foi dada pelo povo na Revolta do Manuelinho, que a partir de Évora em 1637, e depois por várias cidades do país, se revoltou contra o domínio dos Filipes. È verdade que coube depois aos Nobres, os 40 Conjurados, em Lisboa, concluírem o processo jogando pela janela fora os traidores, mas coisa semelhante já havia feito o povo em Évora ao corregedor Morais Sarmento, e foi aquele povo que deu o grito da revolta e desarmado sofreu as consequências com a entrada das tropas de Filipe IV de Espanha, para a repressão.
(...) “O corregedor André Morais Sarmento é um cachorrinho a obedecer às ordens de Madrid e às instruções de Lisboa. Convoca a Câmara de Évora para combinar a derrama do novo imposto. Os vereadores hesitam, sabem que vai haver agitação e revolta. Irritado, Morais Sarmento convoca para sua casa o borracheiro Sesinando Rodrigues, que é juiz do povo; e também o cuteleiro João Barradas, que é o seu escrivão. Ora promete, ora ameaça, tenta forçá-los a um compromisso em nome do povo que representam. Eles resistem e o corregedor chama o algoz. Sesinando aproveita uma janela aberta e salta para a praça, grita que o querem matar. O povo miúdo, que já enche a praça, reage, assalta e incendeia a Casa de Morais Sarmento. O corregedor consegue escapar pelo telhado.” (...)
(...) “O corregedor André Morais Sarmento é um cachorrinho a obedecer às ordens de Madrid e às instruções de Lisboa. Convoca a Câmara de Évora para combinar a derrama do novo imposto. Os vereadores hesitam, sabem que vai haver agitação e revolta. Irritado, Morais Sarmento convoca para sua casa o borracheiro Sesinando Rodrigues, que é juiz do povo; e também o cuteleiro João Barradas, que é o seu escrivão. Ora promete, ora ameaça, tenta forçá-los a um compromisso em nome do povo que representam. Eles resistem e o corregedor chama o algoz. Sesinando aproveita uma janela aberta e salta para a praça, grita que o querem matar. O povo miúdo, que já enche a praça, reage, assalta e incendeia a Casa de Morais Sarmento. O corregedor consegue escapar pelo telhado.” (...)
Um texto interessante, leia o resto aqui sobre o Manuelinho, no Vidas Lusófonas.
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25 novembro 2008
Momentos de excepção
Mário Viegas, um vulto da nossa cultura com falta do reconhecimento devido. Pedro Barroso, autor e intérprete de excepção da música Portuguesa. Menina dos Olhos D'Água, seguramente uma das mais bonitas canções portuguesas.
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23 novembro 2008
Defender um Hospital Pediátrico
Já aqui vos pedi adesão à causa pela defesa do Hospital de Dona Estefânia. Volto com a questão por não ser assunto encerrado, dado que o Estado optou mesmo pela extinção do Hospital. As nossas crianças podem assim ter que vir a partilhar com os adultos o novo Hospital de Todos os Santos, a construir em Chelas, em vez de se criar junto a ele um dedicado a cuidados pediátricos cujos inconvenientes podem ver tratados na convocação dos profissionais da Plataforma Cívica, para o Fórum no dia 27 de Novembro, às 12H00, na Sala de Conferências do H.D.E., ou aqui..
21 novembro 2008
Qual é a função do professor?
(Reeditado por inclusão de Nota)
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Tomar uma posição sobre a avaliação dos professores, não sendo professor, seria meter a foice em seara alheia com a possibilidade de o fazer de forma errada. Se o fizesse com base no que ouço, não seria mais do que debitar uns bitaites sobre alguma coisa que ouvi e nessas circunstâncias corria o tal risco de estar apenas a achar que. Prefiro assim escrever sobre o entendimento que tenho disto, balizado em percepções que tinha anteriores a este braço de ferro.
Devo confessar que depois das refregas para consolidação de Abril, algumas lutas me desiludiram, dando por mim muitas vezes quase levado para a defesa de corporativismos que abomino, por serem o contrário daquilo em que acredito. Tornei-me então mais cauteloso. Mas o que já escrevi sobre os Professores e o Ensino não deixam dúvidas e atestam a importância que atribuo à dignificação da sua carreira, sem a qual não me parece que venhamos a ter os tais grandes professores que nos ensinaram e respeitamos. Essa grande mudança, é também um processo doloroso para os professores mas parece que deve ser feita, e também por eles. Por aqui se vê que não vai ser fácil, porque serão também as relações pessoais a estar em risco.
Um dos problemas com que os professores se debatem, dizem-me, tem a ver com a panóplia das suas funções. É curioso, mas este blog está em posição de confirmar que isso é verdade. Experimente pesquisar no Google a frase: qual a função do professor. É isso, vem parar ao Arroios. Esta frase é a mais pesquisada no acumulado do Sitemeter deste blog, o que nos diz que há muita gente com dúvidas sobre o que deve ser a Função do Professor. Se assim é, há qualquer coisa por esclarecer e talvez os professores tenham a sua razão. Faça lá a pesquisa, Senhora Ministra!
Devo confessar que depois das refregas para consolidação de Abril, algumas lutas me desiludiram, dando por mim muitas vezes quase levado para a defesa de corporativismos que abomino, por serem o contrário daquilo em que acredito. Tornei-me então mais cauteloso. Mas o que já escrevi sobre os Professores e o Ensino não deixam dúvidas e atestam a importância que atribuo à dignificação da sua carreira, sem a qual não me parece que venhamos a ter os tais grandes professores que nos ensinaram e respeitamos. Essa grande mudança, é também um processo doloroso para os professores mas parece que deve ser feita, e também por eles. Por aqui se vê que não vai ser fácil, porque serão também as relações pessoais a estar em risco.
Um dos problemas com que os professores se debatem, dizem-me, tem a ver com a panóplia das suas funções. É curioso, mas este blog está em posição de confirmar que isso é verdade. Experimente pesquisar no Google a frase: qual a função do professor. É isso, vem parar ao Arroios. Esta frase é a mais pesquisada no acumulado do Sitemeter deste blog, o que nos diz que há muita gente com dúvidas sobre o que deve ser a Função do Professor. Se assim é, há qualquer coisa por esclarecer e talvez os professores tenham a sua razão. Faça lá a pesquisa, Senhora Ministra!
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Nota: Algures neste blog, iniciei um post com esta introdução: "... Acresce que, em Portugal, a escola se tornou, sem meios humanos e materiais para tal, um espaço multifuncional: aulas, dinamização social e cultural, apoio social, despiste de casos de diversas disfunções, acolhimento multiétnico, integração do indivíduo na sociedade, ocupação de tempos livres, ... Relegando um discurdo de vitimização, é pertinente clarificar e fundamentar a amplitude da função de professor na actualidade."
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Extrato do artigo, "E se, porventura, o ME tivesse razão?", do Prof. João V. Faria, da Revista Pontosnosii, de Outubro 2006.
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19 novembro 2008
As Iberíces de Pérez-Reverte
Os espanhóis não perceberam ainda porque razão os portugueses não se reconhecem como Ibéricos. É estranho sabermo-nos da Península mas não nos sentirmos na aplicação do termo. Sabem porquê? Porque foi a forma inconsciente que encontramos de afastar a atração que Castela sempre quis manter latente.
Quando por várias vezes me insurgi pelos infelizes iberismos de Saramago, estava longe de pensar que tão rápidamente haveriam espanhóis a perder a vergonha e a reclamá-lo descaradamente.
Face às declarações de Pérez-Reverte, que podem ser lidas aqui: Jornal de Notícias – RTP 1 – Jornal Público, parece começar a ser preciso tocar a rebate e dizer três coisas:
1ª - A questão destes incitamentos é séria, e é preciso começar a responsabilizar, porque assim como eu não posso andar aí na rua a incentivar a opinião pública à revolta, com o fito de conseguir a cessação de uma parte do território nacional, não posso da mesma forma andar aqui a incendiar a opinião pública que leve à perda da independência nacional.
Quando por várias vezes me insurgi pelos infelizes iberismos de Saramago, estava longe de pensar que tão rápidamente haveriam espanhóis a perder a vergonha e a reclamá-lo descaradamente.
Face às declarações de Pérez-Reverte, que podem ser lidas aqui: Jornal de Notícias – RTP 1 – Jornal Público, parece começar a ser preciso tocar a rebate e dizer três coisas:
1ª - A questão destes incitamentos é séria, e é preciso começar a responsabilizar, porque assim como eu não posso andar aí na rua a incentivar a opinião pública à revolta, com o fito de conseguir a cessação de uma parte do território nacional, não posso da mesma forma andar aqui a incendiar a opinião pública que leve à perda da independência nacional.
2ª - Há duas áreas em que é preciso actuar já, a primeira, é a que implica conhecer quem são os novos Migueis de Vasconcelos que por aqui ainda há, para que não vá ninguém pela janela fora erradamente. A segunda, é a de começar a saber quem são os bravos que se alinham para a defesa da nossa Independência e isso, implica formar uma rede, de conhecimento público mas também, secreto.
3ª - Avisar esses incendiários que esse movimento, espécie de Eta de qual a Eta teria certamente inveja, poria definitivamente em fogo a frágil união existente e lançaria o caos na Península de uma vez por todas, para depois termos não uma, mas várias jangadinhas de pedra. Seria assim uma espécie de Inferno de Dante, molhado. Capice?
Se alguém conhecer esse escritor Pérez–Reverte, diga-lhe que não conte só com os Vasconcelos que estrategicamente estão nas suas Imerdrolas, conte também com o patriotismo dos portugueses e ainda mais agora, com os apoios internos que já temos, favoráveis à suspensão da democracia por seis meses. Capice?
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13 novembro 2008
Anuências Históricas
(Reeditado). Ver aquela imagem de um presidente passar por uma ala de crianças que acenam com pequenas bandeirinhas de papel, de um lado as bandeirinhas da Região Autónoma da Madeira, e do outro as bandeirinhas nacionais, colocadas naquelas mãos por algum manipulador infantil, era uma imagem que desta forma, não esperava nunca mais ver utilizada na política em Portugal. Mas não, juro que vi hoje no telejornal.
Chega a esta distância o odor fétido daquela ilha. Dou por mim, não já a olhar Jardim quando fala, mas a detectar o que vai na mente das figuras que o acompanham, enquanto nos enche o ecran de gafanhotos. Alguns ficam na mesma, como se nada tivesse dito ou não o tivessem percebido, outros, de olhar vazio, distantes, parecem não estar lá, e os restantes “anuem”. Poucos parecem contudo perceber, e muito menos a perceber que estão a fazer história. Mas uma triste história.
Não é assim difícil entender que haja lá quem escreva desta forma, por já o ter escrito de todas as outras: (Sem conseguir resistir à tentação de vincar a mitomania de Marcello, basta recordar que a "anuência" do povo alemão - em eleições democráticas que nunca ocorreram em Portugal durante as lideranças de Salazar e Marcello - guindaram Hitler ao poder). - Vítor Sousa. Leia o resto. Mas já que o remeto para as leituras do Vitor, não deixe de ler este excelente post sobre a esperada falência da relação do Presidente da República com Jardim: A Madeira e o torpor do Presidente.
Chega a esta distância o odor fétido daquela ilha. Dou por mim, não já a olhar Jardim quando fala, mas a detectar o que vai na mente das figuras que o acompanham, enquanto nos enche o ecran de gafanhotos. Alguns ficam na mesma, como se nada tivesse dito ou não o tivessem percebido, outros, de olhar vazio, distantes, parecem não estar lá, e os restantes “anuem”. Poucos parecem contudo perceber, e muito menos a perceber que estão a fazer história. Mas uma triste história.
Não é assim difícil entender que haja lá quem escreva desta forma, por já o ter escrito de todas as outras: (Sem conseguir resistir à tentação de vincar a mitomania de Marcello, basta recordar que a "anuência" do povo alemão - em eleições democráticas que nunca ocorreram em Portugal durante as lideranças de Salazar e Marcello - guindaram Hitler ao poder). - Vítor Sousa. Leia o resto. Mas já que o remeto para as leituras do Vitor, não deixe de ler este excelente post sobre a esperada falência da relação do Presidente da República com Jardim: A Madeira e o torpor do Presidente.
09 novembro 2008
Aos Domingos no Terreiro
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06 novembro 2008
Crise de/nos valores
Vou ter que começar a dar mais crédito à minha intuição quando ela me impõe a rejeição de algumas figuras, é que aquele Oliveirinha da Costa, dos Assuntos Fiscais, foi sempre tão difícil de digerir. Desculpa Intuição, tinhas razão.
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