25 abril 2009
Tiro-lhe o chapéu.
"As elites portugueses são das mais egoístas a nível europeu. São os menos empenhados em que o país funcione". José Miguel Judice, na SIC.
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23 abril 2009
21 abril 2009
Foi em Abril
20 abril 2009
O nosso cão e D. Nuno
“La mascota del presidente de EEUU es autóctona de la Península Ibérica. Es de la misma familia que el perro de agua español, pero más grande. Originariamente, recibía el nombre de 'turco andaluz' y era perro de pastores. No suelta pelo y es perfecto para alérgicos, como la hija pequeña de Obama." Daniel G. Lifona
E D. Nuno Álvares Pereira? Também não escapa, os convites para a canonização em Roma foram misteriosamente impressos com o nome do santo portuga guerreiro transformado no espanhol “Alvarez”. Mas nada destas coisas são intencionais! Não. Isto são é as minhas lucubrações anti-iberistas. Leia: “Gafe” no Vaticano?!...
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18 abril 2009
15 abril 2009
Marinho e Pinto, sem medo.
“...o legado do medo que nos deixou a ditadura não abrange apenas o plano político.”
“... Porque na sociedade portuguesa actual, o medo, a reverência, o respeito temeroso, a passividade perante as instituições e os homens supostos deterem e dispensarem o poder-saber não foram ainda quebrados por novas forças de expressão da liberdade....”
José Gil em: "Portugal, Hoje – O Medo de Existir".
O povo deste país tem de há muito uma espécie de temores reverenciais, que por insistência histórica tem originado que muito pouco se inscreva na vida dos portugueses, o que de certa forma alimenta um poder que o tolhe e lhe sonega a Justiça. Isto acaba também por estar na base do que fez com que José Gil desse ao seu livro aquele título.
Vem isto a propósito da entrevista de ontem à TSF e do apoio que tenho dado ao Bastonário Marinho e Pinto, porque acredito que como ele diz, é a liberdade plena que move o seu espírito na procura da Justiça e quem não o entender, ou não quiser, dificilmente estará com ela de corpo e alma - isso não seria pecado, porque há muito quem cumpra o seu desempenho apenas de corpo presente - mas ao contrário, Marinho e Pinto está com a sua convicção e a verdade que lhe lemos no que diz, a romper com o discurso formal e a ousar entrar no castelo da Justiça tentando que se alterem regras internas de poder e domínio que fizeram da nossa Justiça aquilo que vemos.
“... Porque na sociedade portuguesa actual, o medo, a reverência, o respeito temeroso, a passividade perante as instituições e os homens supostos deterem e dispensarem o poder-saber não foram ainda quebrados por novas forças de expressão da liberdade....”
José Gil em: "Portugal, Hoje – O Medo de Existir".
O povo deste país tem de há muito uma espécie de temores reverenciais, que por insistência histórica tem originado que muito pouco se inscreva na vida dos portugueses, o que de certa forma alimenta um poder que o tolhe e lhe sonega a Justiça. Isto acaba também por estar na base do que fez com que José Gil desse ao seu livro aquele título.
Vem isto a propósito da entrevista de ontem à TSF e do apoio que tenho dado ao Bastonário Marinho e Pinto, porque acredito que como ele diz, é a liberdade plena que move o seu espírito na procura da Justiça e quem não o entender, ou não quiser, dificilmente estará com ela de corpo e alma - isso não seria pecado, porque há muito quem cumpra o seu desempenho apenas de corpo presente - mas ao contrário, Marinho e Pinto está com a sua convicção e a verdade que lhe lemos no que diz, a romper com o discurso formal e a ousar entrar no castelo da Justiça tentando que se alterem regras internas de poder e domínio que fizeram da nossa Justiça aquilo que vemos.
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Hoje, quase gostaria de ter feito uma licenciatura em Direito, para poder ter o prazer de o ajudar com o meu voto. Mas, trazer um cidadão externo como eu, para a causa da Justiça, é já uma mais valia que nenhum outro se pode orgulhar. Continuo porém a temer, pela poderosa corporação que está a enfrentar, se a grande base que o elegeu vacilar no seu apoio.
Não vale a pena dissecar aqui a sua excelente entrevista de ontem à TSF, basta ouvi-lo neste link, abrindo depois o comando do som e fazendo pause neste blogue.
Não vale a pena dissecar aqui a sua excelente entrevista de ontem à TSF, basta ouvi-lo neste link, abrindo depois o comando do som e fazendo pause neste blogue.
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14 abril 2009
09 abril 2009
"They are heros of a kind"
07 abril 2009
L'Aquila, Itália.
Tenhamos ainda fé no Homem. O cenário, são os destroços do terramoto e muita gente voluntária de coletes reflectores vestidos, empenhados em ajudar os que sobreviveram e o desespero na tentativa de novos resgates. Um fragilizado cidadão de L’Aquila, com tudo esboroado à sua volta, dizia ao repórter da TV, com a voz a embargar, mais ou menos neste italiano:
- La gente non si aspettava questo. Sono fantastici. Un vero esercito di angeli.
Depois, foram o silêncio e as lágrimas, a única forma possível de agradecer.
- La gente non si aspettava questo. Sono fantastici. Un vero esercito di angeli.
Depois, foram o silêncio e as lágrimas, a única forma possível de agradecer.
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06 abril 2009
A Suiça e o Segredo
Basta uma pesquisa como esta para ver o que se diz sobre as off shore e o segredo bancário em vigor em países tão respeitáveis como a Suíça. Como se sabe, um dos seus sustentos é aquele negócio de viver com o dinheiro sujo que lhes chega, grande parte desviado de países pobres de todo o Mundo, pela corrupção, pela guerra, pela droga, e ninguém se questiona pelo sangue e pelo sujo que o mancha. Há alguns anos atrás os Suíços respondendo sobre sobre o tema, disseram sem a menor dúvida que não concordavam com a abolição do seu sistema de contas secretas. Pudera!
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Assim temos vivido, aceitando aqueles sistemas a funcionar, considerando que eram perigosos esquerdistas os que se atreviam a questionar a forma legal de manutenção daqueles paraísos da riqueza. Hoje, parece começar a haver algum pudor e um incómodo de que estejam a fazer parte da nossa história. Vale mais tarde do que nunca. Os Suíços e os países que fechavam os olhos a estas imoralidades vão ter que fazer uma reciclagem aos seus conceitos de ética e vão descobrir outras formas de se governarem na vida. Se não aproveitarmos agora para a mudança, a próxima não será uma crise, será uma catástrofe planetária.
02 abril 2009
26 março 2009
Invejosos Sociais
Como se diz aqui, Invejosos Sociais, é o que somos! É a nova moda. Mas não é apenas Sócrates a classificar-nos desta forma, anda até mais gente a não gostar que nos indignemos com o escândalo dos vencimentos anuais dos nossos gestores! Começam a perder a vergonha por esse discurso. Também João Marcelino por exemplo, diz no DN: “Este clima de puritanismo é nefasto. É mais uma razão para desgostar os bons quadros e promover a inveja mesquinha” Assim mesmo, tal qual!... É claro que enroupa a crónica com outra conversa mais soft, mas: ”puritanismo nefasto”, “desgostar os bons quadros” e “inveja mesquinha”?. Com gente desta cá, e AIG’s nos States, começo a duvidar que esta civilização dê volta a esta crise gerada no egoísmo dos sistemas neoliberais que nos impuseram e em cuja solução recusam agora colaborar, dizendo que somos nada mais nada menos do que: invejosos. São estes peitos inchados de vento, sumidades que acham que diferenças de vencimentos de 450 para 40.000 euros/mês estão correctas e se justificam neste mundo em estertor.
Não há sistema democrático que consiga repor alguma decência nisto, e é isso que é preocupante. A única via possível quando as massas se fartarem teria que fazer tábua rasa do Direito. O problema, é que as massas podem mesmo não se importar de prescindir por algum tempo de um Estado de Direito, ou mais grave: nem tenham tão pouco possibilidade de se importar com isso. Quanto a mim, apenas e só, porque também elas pagariam a factura. Perante tanto egoísmo, já estou assim.
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Não há sistema democrático que consiga repor alguma decência nisto, e é isso que é preocupante. A única via possível quando as massas se fartarem teria que fazer tábua rasa do Direito. O problema, é que as massas podem mesmo não se importar de prescindir por algum tempo de um Estado de Direito, ou mais grave: nem tenham tão pouco possibilidade de se importar com isso. Quanto a mim, apenas e só, porque também elas pagariam a factura. Perante tanto egoísmo, já estou assim.
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24 março 2009
Quem lhes corta o pio?
O exemplo do Portugal triste que não quero está aí pasmado nas reacções mais absurdas a uma falta mal assinalada, apesar de corriqueira nos fins de semana da bola. Por causa disto, já houve trolha, pela primeira vez deitada fora uma medalha numa prova oficial, e pela primeira vez reclamada a sua não aceitação, há demissões na direcção da Liga, há treinadores que choram, há dirigentes em desespero por não conseguirem ganhar o troféu de que foram os maiores impulsionadores, há um senhor Dias Ferreira na TV a reclamar que o clube não castigue o jogador que agrediu o árbitro, este senhor é para além de comentador residente, advogado (?!), ex-dirigente do Sporting, irmão de sangue da família laranja, mas para mim sobretudo, incendiário desportivo com declarações destas e outras que lhe costumamos ouvir. De repente, lembro-me que o Sporting tem como ídolo o único jogador português que agrediu violentamente um treinador nacional, e foi recebido no estádio em delírio. Não deve ser por acaso. Há ainda, en passant, um árbitro ameaçado de morte e há um clube pateticamente em histeria: o Sporting. Que exemplo ou sinal acha um clube destes estar a dar da nossa imagem, sobretudo aos jovens que gostam de futebol? Toda a gente viu o que aconteceu, só o Sporting não. Coisas recentes aconteceram ao Benfica, ao Braga, ao Rio Ave e a outros. O árbitro errou e veio depois de visionar o lance reconhecer isso mesmo. Eu próprio, só depois de rever a imagem confirmei que apesar da inflexão do braço, que engana os árbitros, a bola só é jogada afinal com o peito. Erradamente induzido pelo alarido apitou, e a confirmação só veio afinal do outro árbitro que também foi enganado pela dinâmica do lance. O Sporting parece agora, perante o exagero das suas reacções descabeladas, assentar as suas lamurias no facto de não ouvir uma palavra de dirigentes, particularmente do Benfica. Coisa estranha esta, o poder de acalmia reclamado!
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Entretanto as Juves, os Boys e os Ultras vão-se alimentando do veneno destilado pela irresponsabilidade destes senhores que ganham balúrdios com o futebol que supostamente deveriam defender. Quem lhes corta o pio?
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22 março 2009
Almada no Restelo
Sendo Almada Negreiros para este blog, uma referência como português, artista plástico, escritor e vanguardista sempre, em qualquer tempo, tudo quanto a ele diga respeito merece o devido destaque.
Na recente polémica com a Casa de Alcolena ao Restelo, onde um valioso património estava em vias de ler levantado e que foi tão bem denunciado pelo Cidadãos por Lisboa, faltava-me o essencial, saber do que falávamos e a isso não havia maneira de ter acesso.
Uma intervenção na página dos CPL, esclareceu-me a dúvida e é justo dizer aqui que afinal estava tudo muito bem documentado com fotografias de Paulo Cintra, na proposta apresentada pelos CPL para salvar aquele valioso espaço. Aqui fica o acesso neste link, para os Cidadãos por Lisboa. Veja o rico património que estava em causa.
Na recente polémica com a Casa de Alcolena ao Restelo, onde um valioso património estava em vias de ler levantado e que foi tão bem denunciado pelo Cidadãos por Lisboa, faltava-me o essencial, saber do que falávamos e a isso não havia maneira de ter acesso.
Uma intervenção na página dos CPL, esclareceu-me a dúvida e é justo dizer aqui que afinal estava tudo muito bem documentado com fotografias de Paulo Cintra, na proposta apresentada pelos CPL para salvar aquele valioso espaço. Aqui fica o acesso neste link, para os Cidadãos por Lisboa. Veja o rico património que estava em causa.
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18 março 2009
Carta a um amigo
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...nessa altura, não havia carta que não fizesse sem a abertura da garrafa que continha os restos poupadíssimos de um velho Calvados que daí trouxe. Os restos foram-se, o perfume esfumou-se, mas uma das últimas garrafas vazia ficou, como vês, e preserva ainda a memória de uma das coisas mais bonitas que temos, a amizade. Conclusão: há coisas que resistem à falta de rega!
Preciso dizer-te o que falta mais?
Preciso dizer-te o que falta mais?
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Foi a partida
"... no principio era o verbo". Era o começo! Mas se a eficácia prometida se perdeu, não foi por culpa do Arroios mas pelo movimento que dependia dos outros, esses, ficaram sentados e nós partimos sozinhos. Olhamos em frente e empenhamo-nos em Ítaca. De vez em quando, vão passando caminheiros mais lestos que nos renovam a esperança e validam a viagem. Obrigado a eles.
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16 março 2009
14 março 2009
Sobreiros, outra vez?!
(Reeditado)
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Escrevi em 2005: “Houve agricultores que pagaram pela imprudência de ter derrubado uma ou duas arvores que não podiam. Devem sentir-se agora os mais injustiçados deste país. Ali para Benavente – na Herdade Portucale - já cairam uns milhares de sobreiros. Provavelmente ninguém vai ser culpado…”. .Parece que ninguém foi.
Depois daquele, foram mais este e este atentados em Setúbal e agora, mais este com umas centenas deles em Almeirim, ocorrências com poucos dias de intervalo, tão próximas que até parece que umas estão a encorajar as outras. Já não sei o que pense deste país em que as leis se suspendem para voltarem a valer depois ao sabor dos interesses ocasionais e locais, nem sei o que pense acerca desta fúria assassina com os sobreiros. Só encontro uma explicação: Ninguém pagou ainda com o pelo na prisão aqueles atentados, e quando há penalizações elas cobrem as mais valias geradas. Só pode ser isto. De outra forma ninguém arriscaria ficar uns tempos à sombra misturado com meliantes sujeito a vir de lá a pegar de empurrão. Só quando isso acontecer os sobreiros deixarão de cair. Mas confesso, gostava de ver alguns a sair de lá de rabo assado.
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Reeditei o post, porque mal sabia que enquanto incluía o link do assunto de abertura deste texto, ele voltaria a estar na ordem do dia. Vejo agora num telejornal e confirmo aqui no JN que há ainda quem tenha o mesmo entendimento e sinta a mesma revolta pela forma como tudo isto se faz em Porugal. Mas está dificil, como pode ler!
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12 março 2009
Setúbal vs. Sobreiros
Quando os autarcas de Setúbal não encontram outra forma de gerir um município, ou atrair investimentos para a região que não seja à custa da desmatação do concelho, arrancando sistematicamente sobreiros, uma árvore protegida, como já o deixaram fazer aqui, por razões comerciais, está chegada a altura de dar lugar a outros que o consigam fazer sem ter que vender os dedos juntamente com os anéis. Agora, foi autorizado o abate de mais de uma centena de árvores para instalação do centro de aprovisionamento de uma empresa comercial!... Repito, comercial, sim, porque comércio até parece ser aquilo que mais falta faz neste país. Já fui a favor da regionalização, mas cada vez me convenço mais que autarcas destes sem freio, hipotecariam o resto do país.
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10 março 2009
Arruaceirismo na A.R.
Vem este comentário que deixei no Pátio das Conversas a propósito daquele ditado popular, que é nem mais nem menos do que o convite à zaragata. Se eu não reagir como um árabe ou como um cigano a um qualquer desaforo, quer pelo meu estado de espírito, pela minhas diferenças culturais, sociais, religiosas etc., em relação ao provocador, a minha família já não é boa porque eu decidi não reagir? Eu posso reagir a um desaforo pelo direito que tenho de me indignar, nunca porque a minha família é boa ou má. Um exemplo típico é aquele em que num ambiente de trabalho ficam todos suspeitos pelo desaparecimento de uma carteira e os mais assanhados decidem lavar a honra quando a vítima insinua que a suspeita recai no colectivo. Nessa altura, estes samurais são os primeiros de que suspeito!
Tenham juízo, não metam as nossas boas famílias nos nossos desentendimentos, e já nem no Japão há samurais a fazer espichar sangue, o mundo e a nossa civilização evoluíram nesta matéria. Ainda faltam os árabes e os ciganos, mas haverão de lá chegar.
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09 março 2009
08 março 2009
O LELO
Chiça! Estou farto de Lelos Lelos Lelos Lelos Lelos Lelos Lelos que até têm "freezers".
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Vivó Melro! Abaixo o Dantas mais o "freezer"! Abaixo o Lelo! Pim...
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06 março 2009
Afinal a história repete-se!
"In "Chinatown, Africa", Vanguard correspondent Mariana van Zeller travels to Angola to investigate China's rapidly growing presence in Africa. While many welcome China's investment, others see reason for concern. Chinatown, Africa is revealing look at a growing superpower's adventures abroad"
Uma amiga fez chegar-me um email/catástrofe cujo conteudo se pode adivinhar neste primeiro parágrafo: “A crise econômica atual e uma futura guerra civil nos Estados Unidos vão impulsionar a divisão da maior potência do planeta em repúblicas que ficarão sob influência de diversos países. A opinião é do analista russo Igor Panarin, um ex-agente da KGB que atualmente lidera a formação de diplomatas no Ministério das Relações Exteriores, em Moscou. Apesar de improvável, sua tese vem ganhando espaço na mídia russa nas últimas semanas....”
Da forma como tudo é previsto, diria que o ex-agente tem mais perfil de vidente do que analista, mas como tinha visto um dia antes a excelente reportagem de Mariana van Zeller, do link de introdução, fez-me pensar na reconfiguração geo-estratégia mundial em curso, com novas potencias a emergirem, como a China, e resolvi responder-lhe desta forma, complementada com aquele vídeo.
“Não custa nada revermos a história que estudamos porque aí vamos encontrar as respostas. Se atentarmos na ascensão e queda dos maiores e mais bem organizados impérios que a humanidade já viu, facilmente chegamos à conclusão que qualquer império tem um tempo de vida útil. Não é assim difícil de antever que o império americano não vai durar para sempre, porque a dinâmica do seu desenvolvimento pode ter transportado também o germen da sua implosão. Sempre foi assim: nascimento, apogeu e queda, como a vida dos seres à face da Terra. Não tenho dúvidas que um dia isso acontecerá, não sei é quando, e a fragmentação motivada por egoísmos internos pode ser uma das formas. Não esqueça, e já escrevemos sobre isso, é o egoísmo humano o nosso calcanhar de Aquíles. A emergência de outras potências ainda com muito por explorar, a China por exemplo, que consegue por nos confins de Àfrica trabalhadores seus a "ajudar" países africanos por troca de minérios, trabalhando em condições quase infra-humanas, ajuda nesse dequilibrio de poderes. No fundo é a reedição do que os americanos fizeram pelo mundo, noutros moldes, indicando que afinal a história se repete, porque os homens fazem sempre as mesmas asneiras.“
Uma amiga fez chegar-me um email/catástrofe cujo conteudo se pode adivinhar neste primeiro parágrafo: “A crise econômica atual e uma futura guerra civil nos Estados Unidos vão impulsionar a divisão da maior potência do planeta em repúblicas que ficarão sob influência de diversos países. A opinião é do analista russo Igor Panarin, um ex-agente da KGB que atualmente lidera a formação de diplomatas no Ministério das Relações Exteriores, em Moscou. Apesar de improvável, sua tese vem ganhando espaço na mídia russa nas últimas semanas....”
Da forma como tudo é previsto, diria que o ex-agente tem mais perfil de vidente do que analista, mas como tinha visto um dia antes a excelente reportagem de Mariana van Zeller, do link de introdução, fez-me pensar na reconfiguração geo-estratégia mundial em curso, com novas potencias a emergirem, como a China, e resolvi responder-lhe desta forma, complementada com aquele vídeo.
“Não custa nada revermos a história que estudamos porque aí vamos encontrar as respostas. Se atentarmos na ascensão e queda dos maiores e mais bem organizados impérios que a humanidade já viu, facilmente chegamos à conclusão que qualquer império tem um tempo de vida útil. Não é assim difícil de antever que o império americano não vai durar para sempre, porque a dinâmica do seu desenvolvimento pode ter transportado também o germen da sua implosão. Sempre foi assim: nascimento, apogeu e queda, como a vida dos seres à face da Terra. Não tenho dúvidas que um dia isso acontecerá, não sei é quando, e a fragmentação motivada por egoísmos internos pode ser uma das formas. Não esqueça, e já escrevemos sobre isso, é o egoísmo humano o nosso calcanhar de Aquíles. A emergência de outras potências ainda com muito por explorar, a China por exemplo, que consegue por nos confins de Àfrica trabalhadores seus a "ajudar" países africanos por troca de minérios, trabalhando em condições quase infra-humanas, ajuda nesse dequilibrio de poderes. No fundo é a reedição do que os americanos fizeram pelo mundo, noutros moldes, indicando que afinal a história se repete, porque os homens fazem sempre as mesmas asneiras.“
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03 março 2009
Agora, é proteccionismo.
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Tenho mantido no blog um link residente e fiz aqui e aqui apelos para o Movimento 560, por entender que os portugueses têm abusado de adquirir produto estrangeiro, baseados numa realidade que foi verdade há muito, mas que não faz sentido hoje, porque o que fazemos internamente em nada fica a dever ao que vem de fora e são muitos os exemplos da superação, conforme disse no post Made in Portugal. Mas são agora vários os amigos que me enviam emails com um pps: “Compre produto nacional – compre código de barras 560”. Ora, é precisamente neste momento que deveremos moderar esta atitude por confirmar-se como uma medida proteccionista que em nada ajudará: se não comprarmos estrangeiro, e o estrangeiro não comprar ao estrangeiro, ficaremos certamente todos a jogar ao pau com os ursos. Retiro assim provisoriamente aquele link, voltando depois da crise, para vos lembrar que a mão de obra nacional deve ser apoiada.
Tenho mantido no blog um link residente e fiz aqui e aqui apelos para o Movimento 560, por entender que os portugueses têm abusado de adquirir produto estrangeiro, baseados numa realidade que foi verdade há muito, mas que não faz sentido hoje, porque o que fazemos internamente em nada fica a dever ao que vem de fora e são muitos os exemplos da superação, conforme disse no post Made in Portugal. Mas são agora vários os amigos que me enviam emails com um pps: “Compre produto nacional – compre código de barras 560”. Ora, é precisamente neste momento que deveremos moderar esta atitude por confirmar-se como uma medida proteccionista que em nada ajudará: se não comprarmos estrangeiro, e o estrangeiro não comprar ao estrangeiro, ficaremos certamente todos a jogar ao pau com os ursos. Retiro assim provisoriamente aquele link, voltando depois da crise, para vos lembrar que a mão de obra nacional deve ser apoiada..
02 março 2009
28 fevereiro 2009
Faianças Borbalo Pinheiro
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"Salvaguardar o espólio e a fábrica Bordalo Pinheiro e contribuir para a definição de uma estratégia que reposicione a marca Bordalo Pinheiro são alguns dos pedidos endereçados numa carta aberta ao primeiro-ministro, José Sócrates, pela artista Joana Vasconcelos, pela empresária Catarina Portas ou pelo presidente do Centro Português de Design, Henrique Cayatte, entre outras personalidades ligadas às artes e ao design, “As notícias recentes e inquietantes sobre o futuro da Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro obrigam-nos neste momento a manifestar-nos publicamente. Por preocupação com um património histórico único e em defesa da obra de um artista que desde finais do séc. XIX integra o imaginário nacional”, pode ler-se no documento. A carta pode também ser subscrita em:" Recebido por email. Imagem Wikipédia.
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26 fevereiro 2009
25 fevereiro 2009
Maus ventos de Espanha
Aqui vai à atenção dos iberófilos. Depois da manobra vergonhosa de tentarem empurrar-nos o Prestige, e de ameaças ao rico património do Douro com uma Central Nuclear em Aldeiadávila, é agora uma refinaria em Balboa a escassos quilómetros da fronteira, em Badajoz, com riscos para o ar e água da albufeira do Guadiana. Há investimentos do nosso lado projectados para aquela zona que se recusam concretizar se a central avançar.
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23 fevereiro 2009
Oscars!...
- Não trago discurso, faltam-me as palavras e não sei se estarei à altura desta aposta! Para não falhar vou manter-me assim por aqui, surfando a mesma onda virtual, porque foi assim que aqui cheguei: piano se va lontano!
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21 fevereiro 2009
Seres Decentes
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Este post vem com atraso mas não posso deixar de editá-lo. Não é por divergir do pensamento político de Ramalho Eanes que vou deixar de sublinhar o extraordinário comportamento ético que teve o ano passado e que aqui bem realçou nesta boa crónica Fernando Dacosta na Revista Tempo Livre, do INATEL. Chamou-lhe Seres Decentes, o título não é meu.
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16 fevereiro 2009
Karl Marx
(Reeditado)
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..."Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado". Em "O Capital", 1867.
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Com muitas dúvidas e poucas certezas, só me resta reflectir sobre o que se passa e tentar pesquisar e saber sem complexos, o que significa efectivamente o momento que vivemos. E é preocupante:
”... Pessoas no mundo inteiro foram sacudidas pelos eventos dos mercados financeiros. Agora estão procurando por respostas e, como não as acham em nenhuma das teorias económicas oficiais, dominantes, eles se voltam para o único que previu o que está acontecendo hoje, o Marxismo!...”. Leia o resto do artigo no link.
”... Pessoas no mundo inteiro foram sacudidas pelos eventos dos mercados financeiros. Agora estão procurando por respostas e, como não as acham em nenhuma das teorias económicas oficiais, dominantes, eles se voltam para o único que previu o que está acontecendo hoje, o Marxismo!...”. Leia o resto do artigo no link.
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Nota: Este post faltaria à verdade, se não dissesse que foi editado porque tem por base o email que mais vezes me foi repetido num único dia, pelos amigos. Poucos não me fizeram chegá-lo hoje e se o fizeram, é porque também eles têm poucas certezas.
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15 fevereiro 2009
As "pressões"
Os delegados do Sindicato dos Magistrados do MP vieram agora numa moção queixar-se de pressões. Perguntados sobre que pressões, ninguém esperaria que as concretizassem, mas se é destas questões que falamos, fará sentido utilizar um termo como “pressões” para nos deixar ficar a todos preocupados?:
..."Entretanto, questionado pela TSF, o secretário-geral do sindicato recusou-se a dizer em concreto a que «pressões» a moção se referia, afirmando apenas que têm a ver com notícias recentes e que podem inclusive tratar-se de «situações imaginadas» que, «uma vez noticias, são suficientes para criar pressão»"....
Ora bolas!...
..."Entretanto, questionado pela TSF, o secretário-geral do sindicato recusou-se a dizer em concreto a que «pressões» a moção se referia, afirmando apenas que têm a ver com notícias recentes e que podem inclusive tratar-se de «situações imaginadas» que, «uma vez noticias, são suficientes para criar pressão»"....
Ora bolas!...
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12 fevereiro 2009
Sobreiros ou Shoppings?
O Sobreiro, símbolo da floresta mediterrânica e a âncora da preservação do frágil habitat do montado alentejano e a única que juntamente com a azinheira dá àquelas pobres terras a nobreza de não se resignar perante a dureza com que suporta os rigores do tempo ao longo de séculos, foi hoje barbaramente atacado com um desprezo chocante, em Setúbal. Não lhe tinha já bastado este crime e a doença que o mina, que se tenta combater, e teve agora mais este atentado. Foram hoje começadas a ser arrancadas, serradas, 1331 árvores, algumas com mais de cem anos, para que uma empresa imobiliária, mais uma, implante ali um Centro Comercial, mais um, com casinhas à volta, e que a Câmara de Setúbal, o Ministério do Ambiente e o da Agricultura, consideraram projecto de suficiente interesse nacional para que justificasse esta barbaridade.Defendi Sócrates na campanha do Freeport, pelas razões aqui apresentadas, mas não entendo desta vez como foi capaz de admitir que um Centro Comercial com um aldeamento à volta é de suficiente interesse nacional. Depois, a vilania do promotor que manda atacar aquelas árvores à pressa sabendo que pode chegar a qualquer hora a ordem de suspensão do abate, pelo recurso interposto pela Quercus é revoltante, é criminoso e aqui tem a comunicação social uma tarefa útil: traga cá para fora todos os nomes dos actores envolvidos nesta peça para os conhecermos e fixarmos os seus nomes. Não haverá por aí uma lei que prenda gente desta, ainda que armados da lei?
Reedição: Esta miséria fede tanto que me fez truncar o interesse do projecto. É interesse público e não nacional, ou seja, um interesse subalterno na galeria dos interesses. Pior ainda. Mas devo esclarecer que, relendo o que escrevi, utilizei uma palavra para classificar os intervenientes que não me orgulho de ter escrito. Rectifico assim sem grande custo, o erro que eu próprio detectei.
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10 fevereiro 2009
O correio electrónico
A praga das correntes de email que não devemos quebrar, os falsos alarmes e outros convites e falcatruas que originam spams e nos complicam a caixa do correio, deveriam merecer um pouco mais da nossa atenção. A partir de uma certa altura em que fui submerso por eles e em que eu próprio ridiculamente caí, decidi começar a investigar para responder aos remetentes com a evidência das falsidades. Passou a ser também um jogo divertido: investigação electrónica. Tenho desmontado as coisas mais absurdas, e até com extrema facilidade, desde o alerta para leis que não existem em Portugal porque se reportam ao Brasil, ao escárnio de aberrações urbanísticas supostamente em Portugal, mas que se referem a outros países, a meninos e meninas desaparecidas que já apareceram há anos, reclamações sobre falsos débitos nas facturações da EDP e muitas outras situações, têm agora no meu computador uma pasta dedicada para dar resposta imediata.Sem querer dar lições, porque sou apenas um utilizador sem pretensões, sugiro a consulta ao mais simples que encontrei: WIKIPÉDIA, para sabermos naquilo em que colaboramos quando não somos prudentes no uso que fazemos do correio electrónico.
Cartoon de Matson retirado daqui: Castelo de Marfim
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08 fevereiro 2009
Odisseia no espaço
Gostaria de viver a mesma experiência daquele astronauta que andou fora da nave suspenso no espaço, não tanto para ficar esmagado com a beleza e claridade indescritível que envolve a Terra durante o dia, ou com o escuro profundo da noite e que segundo ele nenhuma câmara conseguirá captar, mas para saber o que aconteceria ao olhá-la de cima e vê-la reduzida a um grande pião a rolar lento à minha volta. Algum efeito irreversível teria, a avaliar pela forma como aquele astronauta americano, olhando depois cá de baixo para o espaço perguntou intrigado: This me really happened?O que acontecerão às nossas convicções políticas e religiosas? Que evolução se produzirá do nosso pensamento? Fico sempre com a sensação que estiveram noutro patamar da nossa evolução ou vieram do futuro, pela impressão com que ficam da nossa dimensão neste Universo. Por enquanto, ele começa no nosso umbigo.
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07 fevereiro 2009
Pardelhas
Entretanto, as crianças da Aldeia de Pardelhas levantam-se às seis horas da manhã para poder estar às oito na Escola em Mondim de Basto, a 30 km de distância e chegam a casa já de noite com os ténis e calças ensopadas do dia inteiro, apenas porque têm que andar ao ritmo dos horários dos transportes colectivos camarários.
05 fevereiro 2009
Serenade
Ouvi hoje esta Serenade de Franz Schubert que está aqui em fundo musical, e vai depois ficar em link como homenagem que faço ao padre que nos dava a disciplina de Canto Coral e Religião e Moral, no Liceu Salvador Correia, em Luanda, onde nos reunia no ginásio em horas extras, para ensaiar músicas como esta para a festa anual. Bom homem, dedicado ao que fazia, alguma coisa me transmitiu de bom, mas não conseguiu deixar semente germinável da doutrina que o movia. Traí os seus ensinamentos e alguns dos seus mandamentos, mas não a boa memória que tenho dele, daqueles momentos e desta Serenade..
03 fevereiro 2009
Todos podem pintar - III
Por mim, bem ou mal, já não tenho mãos a medir como vêem! Falta-me é tempo!...
Salve o DN
Afinal são os dois! Começa assim a petição: "Cerca de quatro mil cidadãos já tinham subscrito, ontem, 2 de Fevereiro, os manifestos públicos em defesa do "Jornal de Notícias" e do "Diário de Notícias", os dois jornais centenários atingidos pela intenção do Grupo Controlinveste de proceder ao despedimento colectivo de 123 trabalhadores, 61 dos quais são jornalistas ao serviço do JN, do DN e ainda do "24 Horas" e de "O Jogo".
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Assine aqui: Petição para salvar o Diário de Notícias. E se ainda não assinou esta, assine agora: Petição para salvar o Jornal de Notícias.
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01 fevereiro 2009
Freeport?! Duvido.
A defesa que faço de qualquer figura acusada na praça pública, tem mais a ver com o espírito de confiança que o implicado me transmite, do que simpatias pessoais, ou do seu desempenho público. É uma questão transversal ao seu posicionamento político, pelo menos no meu caso, como já se percebeu aqui, em relação ao caso Freeport. Desse modo, não seria por um jornal implicar Cavaco em qualquer falcatrua que me poria a duvidar a sua honra. Tenho naturalmente muitas dúvidas sobre os desvios que Sócrates imprimiu ao PS, mas não o vejo no papel em que anda a ser metido. E este benefício da dúvida, é um crédito de confiança que não consigo alterar sem motivos fortes para isso, e não é este jogo mediático de meios de Comunicação Social à beira da falência que me farão ver as coisas doutra forma. Não vou fazer aqui uma ronda pelos blogues que o consideram culpado antecipadamente, porque para isso já basta o que nos entra em casa a toda a hora embrulhado como notícia. Sigo antes o rasto de quem anda a escrever no sentido inverso. Veja nos links a seguir se desta forma não lhe parece que o caso Freeport tem andado a ser mal contado:
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30 janeiro 2009
Salve o JN
“Há um só jornal de dimensão nacional sediado fora de Lisboa, o “Jornal de Notícias”, resistente último à razia que o tempo e as opções de gestão fizeram na Imprensa da cidade do Porto. Todavia, nunca a precariedade dessa sobrevivência foi tão notória como hoje, sendo tempo de todas as forças vivas da sociedade reclamarem contra o definhamento da identidade de uma instituição centenária que sempre as representou, passo primeiro para a efectiva e irreversível extinção.” Começa assim a Petição.
Assine aqui: Petição para salvar o Jornal de Notícias
Assine aqui: Petição para salvar o Jornal de Notícias
29 janeiro 2009
Cepticismo
Nacionalização da Banca sem indemnizações, assim como uma espécie de socialização do nosso sector Financeiro? Sendo que socialização pode significar: “desenvolvimento do espírito de cooperação nos indivíduos associados” ou “processo de integração mais intensa dos indivíduos no grupo”. Já não sei Alexandre, ando céptico.
Descobri quando o tal Muro caiu que afinal nem tudo eram rosas e que a tal propaganda ocidental não tinha mentido em tudo. Descobri agora, ou confirmei agora, que o tal sistema que empurrou o Muro queria afinal era ter mais lastro, para poder avacalhar sem oposição. Resultado, parece que nem Lenine nem Adam Smith, acertaram ainda na receita para a organização perfeita da nossa sociedade ou então, os homens deram-lhes cabo das doutrinas.
É urgente um meio termo entre os dois, mas desta vez, talvez a solução não venha de algum incendiador de multidões, por uma razão muito simples, o tempo mudou e o cidadão do Mundo está hoje on line e talvez a mudança seja desta vez mais ditada pela força colectiva do querer da Humanidade, que já percebeu que se pode auto motivar num clique, e ser ela agora a influenciar a escolha. Por outro lado, esta força pode igualmente ser fatal se deixar dominar-se pelo pânico por se considerar roubada por aqueles em quem confiou. Duvido é que possa agora voltar a acreditar em cartilhas. Mas isto sou eu, o burguês a achar que. Sei lá que confusão vai na cabeça dos desgraçados famintos que não vêem uma côdea há séculos, para que possam entender-me se lhes falar de soluções do tipo Cidadania Global Colectiva, de que fala o Fernando Nobre. E se eles entenderem, como convenço os meus amigos?
Descobri quando o tal Muro caiu que afinal nem tudo eram rosas e que a tal propaganda ocidental não tinha mentido em tudo. Descobri agora, ou confirmei agora, que o tal sistema que empurrou o Muro queria afinal era ter mais lastro, para poder avacalhar sem oposição. Resultado, parece que nem Lenine nem Adam Smith, acertaram ainda na receita para a organização perfeita da nossa sociedade ou então, os homens deram-lhes cabo das doutrinas.
É urgente um meio termo entre os dois, mas desta vez, talvez a solução não venha de algum incendiador de multidões, por uma razão muito simples, o tempo mudou e o cidadão do Mundo está hoje on line e talvez a mudança seja desta vez mais ditada pela força colectiva do querer da Humanidade, que já percebeu que se pode auto motivar num clique, e ser ela agora a influenciar a escolha. Por outro lado, esta força pode igualmente ser fatal se deixar dominar-se pelo pânico por se considerar roubada por aqueles em quem confiou. Duvido é que possa agora voltar a acreditar em cartilhas. Mas isto sou eu, o burguês a achar que. Sei lá que confusão vai na cabeça dos desgraçados famintos que não vêem uma côdea há séculos, para que possam entender-me se lhes falar de soluções do tipo Cidadania Global Colectiva, de que fala o Fernando Nobre. E se eles entenderem, como convenço os meus amigos?
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27 janeiro 2009
114
As Buscas
A forma mais corriqueira de atacar qualquer declaração do Bastonário Marinho e Pinto tem sido a de considerar que deveria apresentar provas sobre tudo o que vai falando. Não haverá pessoa mais instada a isso em Portugal do que este bastonário. Teria sido impossível o cidadão ter uma opinião deste operador da área da Justiça, se este estivesse obrigado apresentar provas de tudo o que diz quando não cai bem, e essa obrigação, mais não seria do que uma grave forma de castrar a liberdade que tanto preservamos.
A propósito das declarações de “terrorismo de Estado” com que defende agora um grande gabinete de advogados devido às buscas no âmbito do caso Freeport, só provam a sua verticalidade no exercício da sua função, porque tanto faz isto, como defende um Skinhead da Justiça de que não estava a beneficiar.
Marinho e Pinto pode errar ou exceder-se como qualquer um de nós, ou qualquer interveniente na área da aplicação da Justiça, mas considero os seus erros ou excessos a existirem, bem menos lesivos do que aqueles de que tenta defender-me, quando faz estas declarações que incomodam tanta gente. Como cidadão, não sinto em momento nenhum a Justiça que quero, afectada pela declarações do Dr. Marinho e Pinto.
A propósito das declarações de “terrorismo de Estado” com que defende agora um grande gabinete de advogados devido às buscas no âmbito do caso Freeport, só provam a sua verticalidade no exercício da sua função, porque tanto faz isto, como defende um Skinhead da Justiça de que não estava a beneficiar.
Marinho e Pinto pode errar ou exceder-se como qualquer um de nós, ou qualquer interveniente na área da aplicação da Justiça, mas considero os seus erros ou excessos a existirem, bem menos lesivos do que aqueles de que tenta defender-me, quando faz estas declarações que incomodam tanta gente. Como cidadão, não sinto em momento nenhum a Justiça que quero, afectada pela declarações do Dr. Marinho e Pinto.
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26 janeiro 2009
O Humor e a Ciência
Há várias razões para termos o De Rerum Natura nos obrigatórios. Esta é mais uma delas: “Stupid Design”
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25 janeiro 2009
24 janeiro 2009
Deste, gosto mesmo.
Nunca apontei aqui nas minhas leituras para os gurus da blogosfera ou para as personalidades da política e da Comunicação Social, por já lhes conhecer o pensamento e não precisar de aferir o que escrevo pelas suas opiniões. Tenho tido por outro lado o privilégio de ler, e de alguma forma aprendido, com bloggers de perfil menos mediático, mas com uma escrita e um pensamento superiores na forma e no conteúdo, e tem sido essa a riqueza que me tem ajudado também a manter por aqui todo este tempo. Há blogues que leio sem intervir, há outros onde deixo um comentário a espaços e há os que se mantêm e resultam numa maior assiduidade e há depois os que desistiram e já são história.Acabei por conhecer bloggers, pessoas interessantes que ficaram amigas, que não sendo como as imaginava, corresponderam no entanto ao que escreviam. Outros, mantêm-se ainda virtuais e sem o rosto que não seja o seu nome mas este, é também um lado interessante nestas ligações.Tenho sido parco nos contactos, e optei por ter os blogues que leio apenas nos Favoritos, mas agradeço a todos os que mantêm um link para o Arroios. É o caso do Ricardo do Pátio das Conversas, um blogger muito atento ao que nos cerca, com os pesos certos em tudo o que escreve e é por isso que é uma honra que me tenha aqui distinguido entre alguns blogues que lê. Manda o regulamento que nomeie também. São estes os quinze por onde tenho passado mais recentemente, mas nem sempre os mesmos. Aos não nomeados um abraço, isto é só uma brincadeira! Também por ordem alfabética:
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1.A Barbearia do Sr. Luís
2.Associação Abril
3.Cidadãos por Lisboa
4.Coisas da Vida
5.Contra a Indiferença
6.De Rerum Natura
7.Estranho Estrangeiro
8.Fênix Ad Eternum
9.Fórum Cidadania
10.Lagartices-Martim
11.MIC
12.Pátio das Conversas
13.Ponte Europa
14.Portugal, Caramba!
15.Uivomania
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Há um Ministro...! dizem...!
Reeditado.
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Vejo a SIC, e hoje não fez outra coisa, vejo Ricardo Costa e um tal jornalista que era dos futebóis e agora é investigador e se replicam de programa em programa, vejo o Expresso, vejo o Sol, vejo esta gente nervosa! – Há um Ministro que... dizem...! O PGR e a Procuradora do processo já fez desmentidos oficiais sobre isso, mas não valem! O que vale é aquilo que nós sabemos! A Direita assanha-se! É agora! É preciso pressionar! O homem meteu a mão na massa! Aquilo vem de 2002 de vez em quando, mas agora é que é, há um vídeo! Dizem...! Qual Camarate! E o jornalista que era dos futebóis e agora é investigador, rói as unhas, e diz que sim ao chefe Costa e cita artigos da Constituição e tudo!
Até podem ter razão, mas não é este circo pobre e este tipo de ética jornalística que me faz ver TV ou ler os seus jornais. Um nojo que talvez agrade à Direita que controla as TV e os media privados, tudo, menos nível e comportamento jornalístico sério: uns badamecos que me fazem ter saudades dos jornalistas.
Seremos um país de trampa (*), se não vir atrás das grades algum dos protagonistas desta peça: O Sócrates se meteu a mão na massa, ou os Jornalistas que sem ética não confirmam as fontes e se servem da Justiça para refundar a Direita a qualquer preço e fazem julgamentos em directo em prime time.
Até podem ter razão, mas não é este circo pobre e este tipo de ética jornalística que me faz ver TV ou ler os seus jornais. Um nojo que talvez agrade à Direita que controla as TV e os media privados, tudo, menos nível e comportamento jornalístico sério: uns badamecos que me fazem ter saudades dos jornalistas.
Seremos um país de trampa (*), se não vir atrás das grades algum dos protagonistas desta peça: O Sócrates se meteu a mão na massa, ou os Jornalistas que sem ética não confirmam as fontes e se servem da Justiça para refundar a Direita a qualquer preço e fazem julgamentos em directo em prime time.
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O Ricardo está a dizer melhor sobre isto, aqui no Pátio das Conversas.
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(*) Vocábulo substituído para amenizar.
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Reeditado para dar daqui uma chapelada ao que disse Eduardo Dâmaso Director-Adjunto do C.M, no Telejornal, por ser um dos que não pactua nestas questões e este sim, aprendeu em vez de andar a cabular. Ao mesmo tempo, conferir que 24 horas depois a conversa e a postura de Ricado Costa na mesma TV, não parece a do jornalista do dia anterior. Pois é, não se deve falar para uma audiência tão vasta, a quente, não é?
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23 janeiro 2009
Made in Portugal
“Por todo o país há empresas que fazem coisas boas. São inovadoras, criativas, tecnológicas, ousadas. Algumas brilham lá fora mas são desconhecidas cá dentro.” Do programa Made in Portugal, na TSF.A notícia da subida de 5 lugares no ranking europeu do desenvolvimento tecnológico, faz-me referir este programa que ouço na TSF, sobre as nossas empresas que estão a fazer produto com qualidade a nível mundial. São empresas novas que herdaram uma característica que existe um pouco na matriz dos portugueses: somos inventivos, criativos e com um "desenrasca" muito nosso. Em tempos, concorríamos mesmo ao Salão de Inventores na Europa e trazíamos todos os anos prémios que depois não tínhamos capacidade para desenvolver ou patentear, acabando a maior parte dos inventos por serem aproveitados por outros.
Esquecendo o actual período da recessão global, talvez estejamos a entrar num novo ciclo em que, obrigados pelas conjunturas, transmitimos essa força a empresas que beneficiam agora da ascenção de gente com uma formação académica diferente da anterior geração de empresários, que tinha apenas formação liceal, quando tinha. Este programa, poderia ser complementado com outro que relatasse o que se passa igualmente ao nível da investigação individual, onde há cientistas a produzir e a publicar trabalhos.
Acredito que possamos estar a mudar de paradigma, embora com mudanças pouco visíveis no curto prazo. Se há uma coisa que nunca me verão fazer, é chacota pelos entusiasmos desmedidos de Sócrates com as suas inovações ou planos tecnológicos, sejam eles os Simplex ou os Magalhães, porque não são divergências políticas que me obrigarão a criticar por uma questão de circunstância. O que me recuso, é a chorar sobre o leite derramado. Um dia, teremos o retorno da aposta, é impossível que não aconteça.
Ouçam então neste link: do Made in Portugal, clicando depois no Arquivo de Emissões, podem ouvir vários casos por exemplo, o inicio que começa com a Ydreams.
20 janeiro 2009
Pela Paz
Como outras de improváveis proveitos já quebrei, e sabe-se lá o que perdi, não que os não queira mas porque até das boas intenções há quem queira tirar outros proveitos, não posso deixar que alguma coisa de muito valioso se perca, só porque faltou aqui a força da minha convicção.
Perfilo-me então com o garbo que o momento merece, mas tenho já que alertar com um meio olhar sobre o ombro, quem teima curvado em tentar descobrir a paz no seu umbigo, esquecendo a postura vertical da formatura.
Trago para isto Stolerov e Andrea Bocelli, que pedem ambos para que "Deixem a Palestina em Paz! para que Deixem Israel em Paz!"
“De Lisboa para Gaza
(no dia de um cessar fogo)
Cercada pelo nevoeiro
a minha rua tornou-se cinzenta,
tantas gotas nascem da neblina,
pontinhas frágeis de luz pegadas
aos torcidos ramos das árvores descuradas
do jardim que mal sobrevive
atrás de um muro antigo
decorado com remendos e manchas de musgo –
à frente da minha janela,
são centenas de lágrimas que brotam,
donde virão em breve folhas e flores.
Vivo o esplendor do momento e do futuro,
sentindo apenas um frio ligeiro nos dedos,
enquanto protegido na minha privacidade
escrevo sobre bairros modernos,
bairros secos e ensolarados,
onde chove só fogo e fósforo,
onde nasce tanta morte
e mal resiste a vida,
um cemitério cercado por muros novos,
onde verde pode ser a cor de bandeiras
mas brancas são sempre as mantas dos defuntos,
bairros densos de desgraça, desertos humanos,
que terão de aguentar o presente
até a Primavera.
alan stolerov
18 Jan. 09"
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18 janeiro 2009
Debatendo a Palestina - III
lendo Chomsky – “Assalto ao Médio Oriente” Antígona, 2003
“... Os projectos intensivos de construção e de colonatos levados a cabo durante os últimos anos estão encaminhados para “criar factos” que conduzirão a esta “solução definitiva”. Essa foi, claramente a intenção dos sucessivos governos desde o primeiro acordo de Oslo, firmado em Setembro de 1993...”. “... Em Fevereiro deste ano, (2002) a imprensa israelita informava que o número de edificações iniciadas havia aumentado quase de um terço desde 1998...”. “...Uma análise ...revela que só uma mínima parte das terras destinadas aos colonatos é empregue na realidade para agricultura...”
“... Os projectos intensivos de construção e de colonatos levados a cabo durante os últimos anos estão encaminhados para “criar factos” que conduzirão a esta “solução definitiva”. Essa foi, claramente a intenção dos sucessivos governos desde o primeiro acordo de Oslo, firmado em Setembro de 1993...”. “... Em Fevereiro deste ano, (2002) a imprensa israelita informava que o número de edificações iniciadas havia aumentado quase de um terço desde 1998...”. “...Uma análise ...revela que só uma mínima parte das terras destinadas aos colonatos é empregue na realidade para agricultura...”
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“...o princípio básico é o seguinte: o território útil da Cisjordânia e os recurso críticos, sobretudo a água, permanecerão nas mãos de Israel, mas a população será controlada por um regime palestiniano dependente, que se espera seja corrupto, bárbaro e submisso.”. “... Há que recordar que o regime militar, a partir de 1967, impediu desapiedadamente o desenvolvimento independente, deixando as pessoas na penúria e na dependência, ... Como afirmou outra jornalista destacada. Amira Hass, esta política foi iniciada pelo governo Rabin ”anos antes de o Hamas planear ataques suicidas, e foi aperfeiçoada através dos anos...”.
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“ As novas propostas de Barak parecem ser mais uma advertência do que um plano, ainda que constituam uma extensão natural do que sucedeu antes. Na medida em que forem implementadas, ampliarão o projecto de “transferência invisível” que se tem estado a realizar há muitos anos e que é mais exequível que uma “limpeza étnica” descarada (como chamamos ao processo quando é realizado pelos inimigos oficiais). As pessoas obrigadas a abandonar toda a esperança e sem oportunidade alguma de uma existência que tenha sentido, emigrarão, se tiverem oportunidade de fazê-lo. Os planos, que têm as suas raízes nos objectivos tradicionais do movimento sionista desde as suas origens foram articulados em discussões internas do governo israelita em 1948, quando se estava a realizar uma limpeza étnica aberta: a sua expectativa era que os refugiados “fossem esmagados” e “morressem”, enquanto “a maioria deles se converteria em pó humano e na escória da sociedade, e se uniriam às classes mais empobrecidas nos países árabes”. Os planos actuais, impostos pela diplomacia coerciva ou pela força bruta, têm objectivos semelhantes....”
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16 janeiro 2009
Debatendo a Palestina - II
lendo Chomsky: “Assalto ao Médio Oriente”, Antígona, 2003.
“... Em qualquer análise do denominado “processo de paz”, seja o de Camp David ou qualquer outro, deve-se ter em conta o significado efectivo deste termo: por definição, “processo de paz” é qualquer objectivo visado pelo governo norte-americano.
Se entendermos este princípio fundamental, compreenderemos de que modo os inegáveis esforços levados a cabo por Washington para minar a paz são considerados um processo de paz...”
“... Em qualquer análise do denominado “processo de paz”, seja o de Camp David ou qualquer outro, deve-se ter em conta o significado efectivo deste termo: por definição, “processo de paz” é qualquer objectivo visado pelo governo norte-americano.
Se entendermos este princípio fundamental, compreenderemos de que modo os inegáveis esforços levados a cabo por Washington para minar a paz são considerados um processo de paz...”
“...Entretanto os EUA vetaram as resoluções do Conselho de Segurança em que se apelava a um acordo diplomático que cumprisse o disposto na resolução 242 e contemplasse, além disso, os direitos da Palestina. Também vetaram (juntamente com Israel e, em certas ocasiões, com outros Estados clientes), em anos sucessivos, resoluções semelhantes da Assembleia Geral, e ao longo do tempo continuaram a obstaculizar todos os esforços envidados pela Europa, os países árabes a OLP para alcançar uma solução pacífica do conflito. Esta rejeição sistemática de um acordo diplomático é o “processo de paz”. Os factos concretos são há anos abafados pelos meios de comunicação, assim como pelos trabalhos académicos, mas não são difíceis de indagar....”. “...Com estas medidas, o “processo de paz” evoluiu para os arranjos bantustanianos pretendidos pelos EUA e Israel,...”
12 janeiro 2009
Antecedentes do Conflito
(1ª Reeditado para inclusão de link de mapas)
(2ª Reedição para inclusão de link infografia do Público)
No seguimento do post anterior, sobre o conflito na Palestina, junto o link dos mapas que explicam a evolução histórica do território, um contributo para percebermos como se chegou a este estado, e como é tremenda a injustiça a que aquele povo está sujeito e da razão que lhes assiste:
Mapas de Ocupação Histórica da Palestina
Mas o João - que não é o Jo do post anterior - voltou com mais mapas noutro formato, mas também elucidativos da evolução:
Novo recorte de mapas visto no, Ponte Europa.
O Alexandre ajudou a compor este post, enviando um link do Jornal Público, com uma infografia do Muro Israelita na Cisjordânia, o que agradeço. Clique na seta da barra superior da fotografia para animar a apresentação e veja a comparação com o Muro de Varsóvia e de Berlin:
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11 janeiro 2009
Debatendo a Palestina
Cópia da resposta a um amigo contestando os seus argumentos, a propósito da circulação na net de um pps sobre a Palestina:
"Bom dia Jo! Acabaste o teu email assim: “Bom, um abraço, e espero que não fique aborrecido com a minha opinião!”. De vês em quando fazes-me "cumprimentos" destes, mas eu não ligo! Não quero catequizar-te, embora te inclua nos amigos que merecem a atenção de partilhar a informação que vou recebendo e me vai esclarecendo. Como a que temos é a vinculada pelo Ocidente, não preciso de te dar essa, porque é aquela que te/nos vem intoxicando ao longo destes tempos.
Tem sido o facto de me ter interessado por este conflito que me vem há algum tempo modificando a opinião acerca dos bons e dos maus. Este processo não foi instantâneo, foi uma leitura lenta do que se tem passado. Como sabes os Judeus dominam numa grande escala a economia mundial dominando a economia americana, onde nem precisam de fazer lobby, são por natureza. Isso faz com que todo o Ocidente tenha sobre o conflito uma visão pré-formatada, vê-se nas entrevistas dos jornalistas às figuras do “outro lado”, as perguntas são feitas assentando logo em factos que são mentiras, entre as quais por exemplo podemos contar, em quem “rompe” ou “não cumpre” os acordos, ou, noutras circunstâncias, borrifa nas muitas resoluções da ONU sobre o problema. Um dos acordos mais importantes e a tentativa mais séria de resolver a questão foram os tais acordos de Oslo. Tenta informar-te quem sistematicamente fez tudo para que não fossem cumpridos e verás. Toma nota, a Israel não convêm que nenhum acordo corra direito, e fará sempre tudo para que hajam respostas que lhe permitam ter motivos para fazer o que faz há muito.
Como dizia, este meu processo não foi instantâneo, foi uma leitura lenta do que se tem passado, porque sei que nunca conseguiremos ver os dois lados do problema se nos mantivermos irredutíveis apenas na pele de um deles. E até há algum tempo atrás, se os Judeus não eram para mim os coitadinhos, tinham pelo menos o benefício da dúvida que a interpretação dos extremismos nos provoca. É preciso passarmos para o outro lado da barreira para nos apercebermos que outra verdade nos é omitida. E foi o que fiz, e não precisei de ser muçulmano para isso. O Ocidente parte do principio que as injúrias e desgraças que aqueles pobres têm sofrido não têm a mesma relevância noticiosa ou importância humana, e é bem verdade porque, mais dois ou três desgraçados mortos no meio de tantos que têm morrido ao longo destes tempos, já não faz a notícia se comparada com um morteiro que caiu num colonato e feriu um judeu. É o mesmo problema dos desgraçados que morrem aos milhares em África sem merecerem a notícia pesada por esses mesmos critérios.
Já te falei de Noam Chomsky, um americano de origem judaica, vais dizer que é um esquerdista e come caviar, mas também é verdade que não podia arranjar um Sionista para me dar a outra perspectiva, ele escreveu dois livros sobre o problema, O Assalto ao Médio Oriente, e outro sobre a política americana naquela área, Poder e Terror. Junto também aqui como exemplo de um desmistificador do que é essa informação, o Michael Moore, com os filmes que já fez. São um exemplo de que precisamos de diversificar a nossa fonte de informação sobre os conflitos, porque de outra forma somos metralhados sempre com a mesma visão do problema sem que, quem dá a notícia nem se aperceba tão pouco de que está a fazer a cabeça de quem os houve. Há uma verdade a que tenho cada vez mais que estar atento: defender as mesmas posições dos EUA é meio caminho andado para estar a pensar errado. São tantos os exemplos que me levam a este raciocínio, que me surpreendo, e se duvidares disto, envio-te um rol imenso.
Um abraço"
"Bom dia Jo! Acabaste o teu email assim: “Bom, um abraço, e espero que não fique aborrecido com a minha opinião!”. De vês em quando fazes-me "cumprimentos" destes, mas eu não ligo! Não quero catequizar-te, embora te inclua nos amigos que merecem a atenção de partilhar a informação que vou recebendo e me vai esclarecendo. Como a que temos é a vinculada pelo Ocidente, não preciso de te dar essa, porque é aquela que te/nos vem intoxicando ao longo destes tempos.
Tem sido o facto de me ter interessado por este conflito que me vem há algum tempo modificando a opinião acerca dos bons e dos maus. Este processo não foi instantâneo, foi uma leitura lenta do que se tem passado. Como sabes os Judeus dominam numa grande escala a economia mundial dominando a economia americana, onde nem precisam de fazer lobby, são por natureza. Isso faz com que todo o Ocidente tenha sobre o conflito uma visão pré-formatada, vê-se nas entrevistas dos jornalistas às figuras do “outro lado”, as perguntas são feitas assentando logo em factos que são mentiras, entre as quais por exemplo podemos contar, em quem “rompe” ou “não cumpre” os acordos, ou, noutras circunstâncias, borrifa nas muitas resoluções da ONU sobre o problema. Um dos acordos mais importantes e a tentativa mais séria de resolver a questão foram os tais acordos de Oslo. Tenta informar-te quem sistematicamente fez tudo para que não fossem cumpridos e verás. Toma nota, a Israel não convêm que nenhum acordo corra direito, e fará sempre tudo para que hajam respostas que lhe permitam ter motivos para fazer o que faz há muito.
Como dizia, este meu processo não foi instantâneo, foi uma leitura lenta do que se tem passado, porque sei que nunca conseguiremos ver os dois lados do problema se nos mantivermos irredutíveis apenas na pele de um deles. E até há algum tempo atrás, se os Judeus não eram para mim os coitadinhos, tinham pelo menos o benefício da dúvida que a interpretação dos extremismos nos provoca. É preciso passarmos para o outro lado da barreira para nos apercebermos que outra verdade nos é omitida. E foi o que fiz, e não precisei de ser muçulmano para isso. O Ocidente parte do principio que as injúrias e desgraças que aqueles pobres têm sofrido não têm a mesma relevância noticiosa ou importância humana, e é bem verdade porque, mais dois ou três desgraçados mortos no meio de tantos que têm morrido ao longo destes tempos, já não faz a notícia se comparada com um morteiro que caiu num colonato e feriu um judeu. É o mesmo problema dos desgraçados que morrem aos milhares em África sem merecerem a notícia pesada por esses mesmos critérios.
Já te falei de Noam Chomsky, um americano de origem judaica, vais dizer que é um esquerdista e come caviar, mas também é verdade que não podia arranjar um Sionista para me dar a outra perspectiva, ele escreveu dois livros sobre o problema, O Assalto ao Médio Oriente, e outro sobre a política americana naquela área, Poder e Terror. Junto também aqui como exemplo de um desmistificador do que é essa informação, o Michael Moore, com os filmes que já fez. São um exemplo de que precisamos de diversificar a nossa fonte de informação sobre os conflitos, porque de outra forma somos metralhados sempre com a mesma visão do problema sem que, quem dá a notícia nem se aperceba tão pouco de que está a fazer a cabeça de quem os houve. Há uma verdade a que tenho cada vez mais que estar atento: defender as mesmas posições dos EUA é meio caminho andado para estar a pensar errado. São tantos os exemplos que me levam a este raciocínio, que me surpreendo, e se duvidares disto, envio-te um rol imenso.
Um abraço"
09 janeiro 2009
08 janeiro 2009
Why?! É por isto:
"Estes 700 palestinianos mortos ainda não são suficientes para garantir a segurança de Israel nem para pacificar a má consciência da Europa e dos Estados Unidos. A Besta hedionda precisa de mais sangue, mesmo que seja o sangue de crianças. AC"
É também por isto, que desde a causa de Timor não me sentia tão revoltado e activo. Há três dias que não paro de reunião para fórum e hoje, estive na Embaixada de Israel, para lhes dizer que nos repugnam estes métodos e muito mais, quando a sua forma e frequência histórica configuram extermínio.
07 janeiro 2009
Why do they hate us?
"Uma vez mais, Israel abriu as portas do inferno aos palestinos. Quarenta civis refugiados mortos numa escola das Nações Unidas, mais três noutra. Nada mal para uma noite de trabalho em Gaza pelo exército que acredita na "pureza das armas". Mas porque deveremos surpreender-nos? (…)
Será que esquecemos os 17.500 mortos - quase todos civis, a maioria deles mulheres e crianças - em 1982 na invasão israelita do Líbano, os 1700 civis palestinos mortos no massacre de Sabra-Chatila, em 1996, o massacre de Qana de 106 civis libaneses refugiados, mais de metade delas crianças, numa base da ONU, o massacre dos refugiados de Marwahin que foram obrigados a sair de suas casas pelos israelitas em 2006, em seguida abatidos pela tripulação de um helicóptero israelita; os 1000 mortos desse mesmo bombardeamento na invasão libanesa, quase todos eles civis? (...)
Sim, os israelitas merecem segurança. Vinte mortos israelitas em Gaza em cerca de 10 anos é de facto uma figura sinistra. Mas 600 palestinos mortos em pouco mais de uma semana, milhares ao longo dos anos desde 1948 - quando o massacre israelita em Deir Yassin ajudou ao inicio da fuga dos palestinos desta parte da Palestina que se tornou Israel - está numa escala bastante diferente . Isso não lembra um derramamento de sangue normal no Médio Oriente, mas uma atrocidade ao nível das guerras dos Balcãs na década de 1990. E, claro, quando um árabe se bestializa com fúria não reprimida e toma a sua ira incendiaria cega sobre o Ocidente, vamos dizer que não tem nada a ver connosco. Porque é que eles nos odeiam, vamos perguntar? Mas não vamos dizer que não sabemos a resposta."
Excertos de tradução do, The Independent
January 7, 2009
Um artigo de, Robert Fisk: Why do they hate the West so much, we will ask.
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05 janeiro 2009
01 janeiro 2009
31 dezembro 2008
Massacres em Gaza
Tenho ainda guardadas duas Revistas Visão de 27 de Março e 4 de Abril de 2002, que fazem um levantamento histórico, com mapas e diagramas importantes para compreensão do problema Israelo-Palestiniano, por altura da chamada Páscoa Negra: o assalto ao quartel-general de Arafat. Por serem tão determinantes para a compreensão do problema, guardei por aqui para memória futura e valem-me agora numa altura em que civis indefesos estão a ser massacrados por causa de erros cometidos muito antes por alguém que não eles. Não posso infelizmente reproduzir aqui aqueles mapas, mas posso transcrever parte do que Mega Ferreira escreveu numa daquelas crónicas. Dizia então da edição de 4 de Abril de 2002:
“... Dir-se-á que a escalada israelita é uma resposta à extrema violência do terrorismo palestiniano. Eu acho que é uma resposta calculada e que, neste caso, estamos à beira de uma guerra de extermínio: tremo em usar a expressão maldita “solução final”, pelas conotações históricas que ela tem.
Mas basta olhar para os elucidativos mapas e diagramas publicados na última edição desta revista. Lá está a Cisjordânia, que, em princípio, deveria constituir o grosso da área de autonomia palestiniana, se as propostas de Camp David II pudessem ter valido para alguma coisa. A concentração de colonatos judaicos nessa zona é extraordinária: é quase uma manobra de ocupação do espaço, para impedir que os palestinianos respirem. E, como um colonato nunca vem só, a sua implantação mobiliza importantes forças bélicas, que se encarregam de “conter”, “proteger”, “defender” os colonos transplantados para território que, em princípio e em paz, devia ser ocupado pelos palestinianos. Moral da história: só na Cisjordânia, cerca de 600.000 pessoas vivem em campos de refugiados, sem água, nem comida, nem casa, nem cuidados de saúde. É como viver na cozinha da própria casa, porque os quartos foram ocupados pelos vizinhos....” e mais adiante, quando do ataque a Ramallah: “...Talvez a comparação com Auschwitz não seja feliz. (Esta comparação tinha sido feita anteriormente por Saramago) Não o é, seguramente. Mas não tenho a certeza que Saramago não tenha razão, quando sustenta que há em Israel um espírito de aniquilamento dos palestinianos que, com um calafrio, nos pode fazer lembrar o espírito de extermínio dos nazis. Não é, seguramente, generalizado em todos os sectores da sociedade. Mas existe, já existia há 20 anos, quando estive em Israel, pela primeira vez e decididamente, última vez da minha vida. Ouvi-o da boca de antigos combatentes, históricos do sionismo e da fundação de Israel; mas, para meu espanto e horror, vi-o nos gestos enfurecidos de muitos judeus jovens, alguns recém-chegados a Israel. Tinham o furor dos neófitos, e já se sabe como os convertidos de última hora são, tantas vezes, o braço comprido e infeliz das paranóias dos mais velhos....”
Passaram quase 7 anos e esta crónica parece ter sido feita esta semana.
“... Dir-se-á que a escalada israelita é uma resposta à extrema violência do terrorismo palestiniano. Eu acho que é uma resposta calculada e que, neste caso, estamos à beira de uma guerra de extermínio: tremo em usar a expressão maldita “solução final”, pelas conotações históricas que ela tem.
Mas basta olhar para os elucidativos mapas e diagramas publicados na última edição desta revista. Lá está a Cisjordânia, que, em princípio, deveria constituir o grosso da área de autonomia palestiniana, se as propostas de Camp David II pudessem ter valido para alguma coisa. A concentração de colonatos judaicos nessa zona é extraordinária: é quase uma manobra de ocupação do espaço, para impedir que os palestinianos respirem. E, como um colonato nunca vem só, a sua implantação mobiliza importantes forças bélicas, que se encarregam de “conter”, “proteger”, “defender” os colonos transplantados para território que, em princípio e em paz, devia ser ocupado pelos palestinianos. Moral da história: só na Cisjordânia, cerca de 600.000 pessoas vivem em campos de refugiados, sem água, nem comida, nem casa, nem cuidados de saúde. É como viver na cozinha da própria casa, porque os quartos foram ocupados pelos vizinhos....” e mais adiante, quando do ataque a Ramallah: “...Talvez a comparação com Auschwitz não seja feliz. (Esta comparação tinha sido feita anteriormente por Saramago) Não o é, seguramente. Mas não tenho a certeza que Saramago não tenha razão, quando sustenta que há em Israel um espírito de aniquilamento dos palestinianos que, com um calafrio, nos pode fazer lembrar o espírito de extermínio dos nazis. Não é, seguramente, generalizado em todos os sectores da sociedade. Mas existe, já existia há 20 anos, quando estive em Israel, pela primeira vez e decididamente, última vez da minha vida. Ouvi-o da boca de antigos combatentes, históricos do sionismo e da fundação de Israel; mas, para meu espanto e horror, vi-o nos gestos enfurecidos de muitos judeus jovens, alguns recém-chegados a Israel. Tinham o furor dos neófitos, e já se sabe como os convertidos de última hora são, tantas vezes, o braço comprido e infeliz das paranóias dos mais velhos....”
Passaram quase 7 anos e esta crónica parece ter sido feita esta semana.
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27 dezembro 2008
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