17 junho 2009

José Eduardo Moniz?

A oposição a Luís Filipe Vieira no Benfica, propõe José Eduardo Moniz, da TVI, para encabeçar a lista à presidência nas próximas eleições. Como é isto possível?!... O futebol faz perder o tino a muita gente. Miguel Sousa Tavares, nos antípodas futeboleiros, é um exemplo disso.

Ponderando bem...também a mim faz! Só tenho um remédio: fazer-me sócio para ver se consigo evitá-lo. Até pago para isso. José Eduardo Moniz?!...
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14 junho 2009

Melhorar o Arraial - II


Disse aqui há dois anos que era possível melhorar as Festas dos Santos Populares, mas a evolução vai no mau sentido. Verifica-se que o aproveitamento dos profissionais do torresmo e do courato estão a matá-las e a fazer delas um evento sem graça e sem matriz, que tinha tudo para ser um postal típico de Lisboa. Ver estranhos aos bairros populares entrar por ali para fazer comércio, todos ao molho, numa algazarra igual à que montam nos arredores dos estádios de futebol, é desvirtuar tudo. Competiria à Câmara disciplinar, impor regras, formatar até o que fosse possível, chamar os moradores ou os seus representantes e empenhá-los, apelar ao asseio de tudo aquilo, à decoração, dar efectivamente o ar popular que as fez nascer excluindo o que já não toleramos agora, e não a oferta do cenário que vi entre o Limoeiro e o Largo da Graça, o mesmo que podemos ver amanhã ou depois numa qualquer feira sem um pingo de tradição. Não é destes Santos Populares que tenho boas memórias, e quem nos visita leva uma imagem distorcida da origem de tudo isto.
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A sardinha cresceu!

Talvez tenham ido para zonas privilegiadas onde não vou e alguém se esteja a lambusar com a fartura, o facto, é que não tenho encontrado aquela sardinha média saborosa que se come num filete de cada lado. Agora, são enormes peixões de 20 cm que têm pelo menos a vantagem de não cair nos intervalos da grelha, e mais do que isso, o facto de terem tido a oportunidade de dar o seu contributo para o aumento dos cardumes. É uma lamento que atenuo, com a satisfação disto ser o resultado de algum controlo na preservação da espécie. Oxalá seja. Talvez pró ano tenha mais sorte...

08 junho 2009

O Voto

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No debate que reaparece sobre a obrigatoriedade do voto, face ao alheamento do cidadão, e porque é da retirada de um direito que se trata, sou também dos que não concorda que me obriguem a votar, porque o meu voto é também para que isso nunca me seja imposto, embora saiba da existência subentendida de um compromisso com a democracia. É nesta simplicidade de organização política que me revejo e nunca deixei por isso de dar o meu apoio votando, porque uma coisa que não admitiria era ser acusado de não ter remado quando me foi pedido, passando a ser um indesejável peso morto, por rebelião ou inacção, tanto faz. O paradoxo, é que a perfeição da democracia que reclamo, é mesmo aquela que me dá o direito de não a exercer, mas que faz ao mesmo tempo com que recuse ser pária na cidadania, caso faça da minha ausência a forma sistemática de participar.

Na noite de todas as vitórias que lavou tristezas, também eu ganhei, era o que faltava! ... Mas entre tanta leitura e euforia trocaram a minha intenção de voto, se é que votei. Somos um país de ganhadores, mas pouco sabemos o que fazer com as vitórias.

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05 junho 2009

Um Planeta à deriva


“Uma verdade Inconveniente“ de Al Gore foi um marco na luta contra as alterações climáticas, porque massificou o debate através do seu mediatismo. Tem por isso um lugar específico nesta luta.

Mas hoje, Dia Mundial do Ambiente, "HOME – O Mundo é a nossa casa" foi um outro contributo inestimável para esta luta com este filme de Yann Arthus-Bertrand e Luc Besson, porque lhe acrescenta a Fotografia, para além de outras formas de garantir o impacto, como a divulgação simultânea em 60 canais de televisão mundiais a exibição em telas gigantes em vários países. Foi seguramente o melhor que vi em TV. Uma qualidade excepcional aquela forma de olhar com a câmara, sem Photoshop no final, apenas a escolha das melhores horas solares, os melhores ângulos, regulações, contrastes, saturações, tudo do melhor que vi. Cada nova cena que aparecia eram fotografias de pódium. É um filme para rever porque vai aparecer aí em formato e duração de cinema. Aconselho vivamente a verem nesse formato, agora com este alerta para a qualidade fotográfica.
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O link para o filme: HOME – O Mundo é a nossa casa
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Uma referência especial para o Fernando Alves, dos Sinais, na TSF, porque foi dele que ouvi o elogio ao que poderia vir o ser o filme, e sem o qual não vos teria antecipadamente convidado.
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O que têm em comum:

Cavaco Silva, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Daniel Sanches, Miguel Cadilhe, Rui Machete, Amílcar Theias, Arlindo de Carvalho, Briosa e Gala, Joaquim Coimbra etc.?

Nada. Dizem. Porque é abusivo ligar um Partido a eles, só porque eles estão ligados a um Partido. Vamos lá a ter maneiras!

Claro que é tudo gente honesta. Cavaco não sendo o meu presidente, é o nosso presidente, é o que temos, e se há um crédito que lhe dou é o da honestidade. O problema não sendo esse, é outro: é serem muitos, do mesmo naipe, na mesma jogada!... É como jogar à sueca e sair-nos uma rodada só de trunfos. Sorte? Azar? Talvez, mas é garantida a desconfiança sobre a próxima rodada de cartas! Não?
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02 junho 2009

Interesses, inveja, política.

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Finalmente os portugueses deram com Marinho e Pinto. Porém, apontar-lhe como defeito exactamente aquilo que acho que é a sua virtude, é tornar a concordância à volta do seu discurso num diálogo de surdos, porque não basta concordar acrescentando um “mas”, ao contrário, é precisamente esse “mas” a mais valia. Marinho e Pinto teve o condão de estiolar o sacro santo discurso desta falsa sociedade que impõe o tom de voz à razão, e o polimento do comportamento como verniz social ao suor que a força da verdade cria, isto, está ele finalmente a fazer com coragem, porque tem sido o arremesso dessas regras de meninos de coro bem comportados que tem castrado qualquer discurso de revolta. Em Portugal e nos portugueses, há ainda uma sociedade bafienta, retrógrada e conservadora, onde o engravatamento e o pedantismo se impõem surdamente como medos sociais para os acarneirar, para que outra espécie de sordidez verbal exista noutros moldes em circuito fechado. E é também nas erupções dos malfadados corporativismos das nossas classes profissionais que ele se manifesta, quer sejam médicos, magistrados, jornalistas, professores ou as tias da Quinta da Marinha, onde só se entra com santo e senha. Mas preparem-se, ele continuará a ser atacado por essa Direita elitista e mais estranho, é sê-lo também por gente ligada à Esquerda com ataques despudorados que mais parecem ciumeira. Sabem os que vos digo? Contra o castramento da revolta que nem pecisa de armas, viva a Maria da Fonte, porque o que mais temos são Cabrais. Aqui fica Baptista-Bastos, no DN Opinião em 27 de Maio, que pergunta: Quem tem medo de Marinho e Pinto?

"Não pode deixar de causar perplexidade os ataques de que Marinho Pinto (ou Marinho e Pinto) tem sido alvo. Ele não fala baixinho, não sussurra, não vive dos seus próprios venenos, e em nada contribui para garantir a quietude das águas palustres. Vai-nos revelando, com estremecedor vozeirão e gestos a condizer, que muitos componentes da sociedade portuguesa, criminais e legais, estão imbricados uns nos outros. E tem exigido que sejam submetidas a controlos reais algumas veneráveis instituições e suas actividades peculiares.

Não me parece que Marinho Pinto haja sido tocado pela desonestidade, pela indecência, pela indignidade, ou movido por interesses cavilosos. Querem-no brunido, direitinho, ajeitado, dentro da esquadria: um artesão formal da aplicação das leis e seu complacente vigilante. Ele é, definitivamente, o contrário dessa banalização precaucionista que atingiu todo o tecido social e garantiu a instauração da indiferença, do abandono cívico e, finalmente, da coisificação do medo.

As velhas classificações foram recuperadas do pó dos armários ideológicos: populista, esquerdista radical, chavezista; e apontado, acriticamente, à execração popular, entre maliciosas meias-frases, silêncios ambíguos e sorrisos equívocos. O homem fala alto e grosso, enfrenta situações perigosas porque, nitidamente, está a mexer em áreas historicamente inamovíveis e diz-nos de uma justiça, na sua opinião "miserável" e desprovida dos "valores mais elementares."

O discurso do bastonário da Ordem dos Advogados exige uma reflexão profunda e uma discussão alargada, não o aluvião de injúrias e de insultos de que ele tem sido objecto. Na minha opinião, o que Marinho Pinto tem vindo a afirmar quebrou uma espécie de solidariedade aldeã, ou seja: aquilo que nos era apresentado como poderoso bloco, inabalável na coesão, sem ferrugem e sem mácula, um dos pilares da democracia, não passava de uma farsa avariada. Ele tem ou não razão? Ele mente ou diz a verdade? Ele é, ou não, um homem sério? Conhecem-se-lhe desígnios menos claros do que os sabidos da opinião pública? A exigência ética que proclama é a afirmação individual de um combate ou a máscara de uma fatal incoerência?

O problema complica-se, ainda mais, quando se evoca a "cadeia" da justiça, tal como a compreende o comum dos mortais. Contudo, o comum dos mortais é diariamente confrontado com a desconstrução do que deveria ser o grande edifício democrático.

Dizem que ele acusa sem nomear. Mas, os que dizem, nomeiam-no sem rigorosamente o acusar de coisa alguma. Convém interrogarmo-nos sobre o que nos não tem sido dito."

Post-Scriptum: Não sei se reparam, já restituiram o braço e a arma à Maria da Fonte!...

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31 maio 2009

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Serralves em festa

Fui em tempos a Serralves e no mesmo dia à Fundação Cupertino de Miranda, no Porto, ver uma exposição única e irrepetivel do nosso naturalista Souza Pinto. Serralves e a Gulbenkian transpiram sossego, ambiente e cultura. Serralves é lindíssima. Serralves está neste momento a fazer “uma directa”: festa non stop durante 40 horas. Muita festa! Mas imagino o que seria neste momento, se Serralves oferecesse àquela gente – quem sabe quantos, pela primeira vez a vê-la – a festa desta exposição:


Não posso deixar de pensar naquilo (a arte (!) obviamente) sempre que falo agora de Serralves. Não sou um vanguardista – até porque verdadeiros, há poucos – estou apenas preparado para os interpretar, porque se há uma coisa que não quero é perder-me no caminho, e porque quero estar no grupo dos que conseguiram ver antes. Mas parece que esse condão nem sempre passa por mecenatos.

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30 maio 2009

26 maio 2009

A Coreia e o Mundo

Enquanto a Coreia do Norte faz miséria armando-se até aos dentes desafiando a opinião pública mundial – e se são arrepiantes os limites de veneração daquele povo, e a apetência pela exibição bélica daquela gente! - aqui fica uma surpreendente simulação da porra da esperança que ainda nos resta, ainda que publicitária que importa agora.
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Gostava de ouvir outra vez o deputado do PC, Bernardino Soares. Acreditamos os dois em utopias mas não são só ligeiramente diferentes.
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22 maio 2009

Marinho arrasa Moura Guedes

(Reeditado por inclusão de novo vídeo. E agora, fica em acabamentos porque o tema merece)
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Finalmente, alguém teve a coragem de desmontar em directo o embuste jornalístico que é a Manuela Moura Guedes nos telejornais da TVI. Só podia ser o Dr. Marinho e Pinto. Esta senhora, quase tem o condão de nos fazer defender o que acusa. Estar ao contrário dela, é meio caminho para estar certo.

A forma como o Dr. Marinho e Pinto rebateu a Manuela foi soberba e foi o triunfo da Justiça de uma forma inesperada, mas não faltarão agora os tais puristas do costume, os mesmos que a mantêm refém entre as teias de aranha dos seus imobilismos, a vir atacá-lo pela veemência utilizada na defesa das acusações despudoradas que a Moura Guedes lhe fazia. Que coragem aquela! Que orgulho tenho estar entre as pessoas que mais o admira neste país. Faço daqui um apelo aos advogados que o elegeram: não desistam deste Bastonário, porque nunca como hoje senti que um advogado pode fazer tanto pela Justiça que nos falta, e devem perguntar-se porque razão colecciona inimigos tão poderosos. É um momento único para a advocacia portuguesa, aceitem fazer parte das transformações que este país precisa. Veja no link em baixo:
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Post-Scriptum I - As ondas deste episódio continuam na net e tenho lido textos e comentários fantásticos de apoio ao Dr. Marinho e Pinto, vou seleccionar este, por ser de alguém que o conhece das lides académicas, pela qualidade do autor e pela sua capacidade de síntese. Clique no link abaixo e vá ler o resto do comentário de: e-pá! - de Dom, 02:57 PM, que subscrevo:

(...) “Desde o dia da sua eleição que começou no interior da corporação uma impiedosa "guerrilha", a que não são estranhos os grandes escritórios de advogados. Estes tem acesso - quando querem - aos media e, em momentos críticos, intensificam a guerrilha e ameaçam-no com a destituição.” (...)
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Made in Portugal - II

A propósito do post interior, e do que escrevi aqui neste, aquela notícia pode bem ser o indicador de uma mudança de paradigma que possa estar a operar-se de uma forma menos visivel. É a leitura que faço dela e dos exemplos que a TSF nos relata quase todas as manhãs, neste programa, Made in Portugal. Abra o link e veja em qualquer exemplo se aquilo não são excelentes notícias. O de ontem dia 21/05, falava-nos de válvulas portuguesas a funcionar por esse mundo, e o de hoje 22, dá o exemplo de uma fábrica numa aldeia do Norte, já com patentes registadas e com uma exportação de 99% da sua produção, mas os exemplos estão lá e são muitos. Vamos ou não recusar-nos atirar a toalha ao chão antes de tempo? Esqueçam lá as Susan Boyle e outras com que os media nos encharcam.

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21 maio 2009

O jornalismo que temos

Não fui eu que vi, foi um amigo que me chamou a atenção para o facto. A notícia deste link para o vídeo do Diário Económico, só veio publicada na 29ª página do Diário de Notícias do dia 20. Vigésima nona!... Até lá, foi o passar pelo chorrilho do costume. Estou-me nas tintas para quem beneficia das boas notícias nacionais, o que me importa é se elas são ou não boas para o meu país e se contribuem ou não para o optimismo que tanta falta nos faz.

19 maio 2009

Nunca será cá!

Reeditado.
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A forma como o parlamentar britânico Michael Martin vai acabar politicamente a sua carreira, fez lembrar-me os casos dos nossos turbo-deputados e as célebres viagens-fantasma que por cá deram em nada, e ainda, o recente pedido de justificativos do Tribunal de Contas às despesas dos nossos grupos parlamentares. Se juntarmos a irupção dos isaltínicos desvarios que o nosso povo premeia na política com o voto, ficamos com a medida do nosso nível de exigência e rigor, e com um quadro confrangedor do nosso subdesenvolvimento ético.

Só por cá é que não há drama, tudo é intriga e trama.
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