04 agosto 2009

Mais uma laranja...

Isaltino disse que o seu mal foi ter acreditado em pessoas que não devia. (!...) Pergunta-se: Se tivesse acreditado nas pessoas que devia, o que saberíamos hoje? Nada?

Quer se queira quer não, foi muito tempo a laranjas podres, não é uma conclusão forçada, é uma evidência constante que só peca por tardia.

03 agosto 2009

A música portuguesa

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A criatividade humana é surpreendente em vários domínios. Quando pensamos que já tudo foi dito ou feito, haverá sempre uma última forma de grande qualidade para nos surpreender. A música não foge à regra e as recuperações de canções portuguesas só têm dignificado o nosso panorama musical pela grande qualidade com que são feitas. Este é o mais recente exemplo, com um excelente arranjo e uma portentosa interpretação. Há já algum tempo que a música portuguesa vem atingindo a maioridade e é tempo de reconhecê-lo. É pena que uma das montras mais visíveis em termos mediáticos seja a do desfile festivaleiro anual. Retiro provisoriamente o som residente para o poder confirmar. Passado o período provisório terá que activar este som e desactivar o residente.
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01 agosto 2009

Abrenúncio Salamanca!

(Reeditado por alteração da fonte)
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Tinha para edição mais um texto que envolvia a nossa relação com Espanha, quando intervenientes na polémica – a Universidade de Salamanca - fazem renascer, outra vez em simultâneo com uma visita oficial, a de Juan Carlos à Madeira, a questão Ibérica, publicando duvidosas sondagens sobre quem é contra ou a favor. Aqui no Alcatruz por exemplo, diz-se que se elas fossem feitas em casa de Saramago dariam 100%!... Porém, um dos mais bem fundamentados escritos sobre o tema que encontrei, escrito já em 2006, por Miguel Urbano Tavares Rodrigues, está aqui neste link: O fantasma do Iberismo volta a ser agitado.

Passaram três anos e tudo o que ali se diz está agora mais agravado, o que prova a validade da argumentação deste comunista que respeito. Leiam porque acho obrigatório.

Mas convêm também conhecer o outro lado e saber um pouco mais sobre alguns notáveis iberista portugueses. Veja-se Oliveira Martins, neste extremado resumo de Carlos Fontes.


Tenho para mim que há nesta questão do Iberismo uma mãozinha secreta e invisível. É que há demasiadas coincidências que se têm simultâneamente verificado e os governos PS estão nisto atolados. Influência póstuma de Oliveira Martins?! Pouco me importa em que parte do espectro político se enquadra este meu anti-iberismo, porque a questão é transversal, mas sei que esta nuvem que vai-e-vem, mais reforça o meu conceito de Pátria.

No artigo que tenho para edição, existe curiosamente a mesma preocupação com alguns comportamentos e distracções nacionais, por isso, junto
mais este link oportuno, não deixando de referir o problema da denominação Ibéria, para designar uma companhia de aviação unicamente espanhola, enquanto que nenhum país nórdico se apropriou do termo Scandinavian (SAS), para fazerem uma companhia comum: juntaram-se três, a Dinamarca, Suécia e Noruega. Como se vê, para a Espanha a Ibéria são eles. Curiosamente eu também acho que sim, por isso é que nunca me senti Ibérico.

Leiam aquele grande texto de Miguel Urbano Rodrigues, se querem saber porque razão esta questão não se põe nas nossas relações pessoais só ao nível da simples discordância, mas num outro patamar superior, bem mais preocupante para a paz nacional.
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30 julho 2009

Martinho da Arcada

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Se Lisboa tivesse estado mais atenta ao seu património, não teria perdido tanto dos lugares emblemáticos que fizeram parte da sua história e que são tão procurados por quem quer saber um pouco mais sobre nós.

Não sei se o Martinho da Arcada está agora envolvido nesse risco, como alerta o seu proprietario, a propósito do desassossego que é a passagem dos transportes colectivos à sua frente que lhe tiram também a dignidade, mas sei isso sim, que é tempo de mudarmos de atitude e estarmos atentos aos perigos que cercam os lugares que nos restam como este, como o Nicola, a Brasileira do Chiado ou a Vesailles. Enterrar a cabeça na areia e fingir que não se vê só porque são negócios privados é um erro, aqueles lugares são história, são património vivo, pertença da cidade. Pessoa não nos perdoaria.

Acabei por trazer de lá aquela pequena brochura, que nos ajuda a perceber melhor o valor do espaço que desde 1782 viu passar e serviu de pouso a tanta da nossa cultura. É dele que retiro o excerto de uma carta totalmente imaginária de Fernando Pessoa a Ophélia Queirós, escrita por António Tabucchi em 2004: "(...) gostaria que a Ophelinha ficasse à minha espera sentada na mesa ao lado, (...) A Ophelinha sente-se com as costas para a parede à sua mesa; eu sentar-me-ei da mesma maneira à minha. (...) Tenho uma coisa muito importante para lhe dizer, uma coisa de que a Ophelinha vai gostar com certeza. Mas é indispensável fingir que não nos conhec
emos. Só nós sabemos que fingir é conhecer-se..."

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27 julho 2009

Marinho e Pinto na Abril

O Bastonário Marinho e Pinto, dá mais uma prova do seu empenho na Justiça aceitando este convite para um pequeno debate, sem luzes da ribalta, no fim da tarde de amanhã dia 28 às 18h00, na Abril, na R. de S. Pedro de Alcântara, 63 – 1º Dto. - Metro do Chiado, uma pequena associação que desde a campanha de Lourdes Pintasilgo à Presidência da República se dedica a promover o desenvolvimento social e a cidadania. Vale a pena ir, porque é motivador ouvir uma pessoa como ele falar da Justiça. A sala é pequena não se atrase.

Quem aqui vem, sabe quanto já escrevi sobre ele mesmo antes de ser bastonário, e é com agrado que descubro novos textos de apoio como este do Alpendre da Lua. Leia no link a sua entrevista ao Expresso.
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21 julho 2009

Superbe! - II

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Porque é uma alegria ver amigas decidir meter mãos à obra e obterem resultados destes, fica mais uma confirmação do que disse aqui.

Encore une fois, merci Cloclo.
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18 julho 2009

Cidadãos por Lisboa na CML

O "acordo coligatório” dos Cidadãos por Lisboa, com a candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa, é não só uma mais valia para a cidade como para a candidatura do PS. Todos reconhecem que Helena Roseta marcou nestes dois anos a diferença no estilo a que estávamos habituados. Basta entrar na página oficial dos CPL para se verificar como foram importantes as suas acções.

Não foi no entanto uma decisão fácil, porque este Movimento recusa entrar no calculismo dos jogos partidários. Quem ali está fartou-se do espartilho do modelo actual de participação cívica, nos partidos, onde a liberdade é claustrofóbica, e dificilmente volta a alinhar naqueles jogos. Mas o importante para os Cidadãos por Lisboa no momento da decisão, foi a governança da cidade, e a possibilidade de vir a ser desgovernada pela populismo de Santana Lopes, ficando a sobrevivência do Movimento suspensa do que vier a acontecer no próximo futuro.

Mas para que se perceba que não foi uma assimilação pelo PS, aqui ficam os termos do acordo. Mais uma vez a Esquerda não se entende e continua a preferir o estatuto de oposição, mostrando assim falta de coragem para agarrar a gestão da coisa pública. Alguma vez terá que ser, não? Ou só lá vão em maioria?
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17 julho 2009

Jardim é "ilegal"

O PSD nasceu como sabemos de figuras que se moviam no interior do regime que o 25 de Abril derrotou. Podemos discutir a intensidade do fascismo na sua fase final, mas era ainda a mesma ditadura que nos subjugou durante 50 anos, e foi de lá que vieram os fundadores do PPD/PSD, entre os quais Alberto João Jardim. Se alguns refizeram o percurso e são gente da nossa Democracia, este, parece viver ressabiado no nosso sistema, porque lhe sai com frequência por entre os dentes serrados daquele pensamento, o muito do ódio que lhe vai na alma. Com o antigo regime conviveu todo o tempo, sem que se lhe conheça algum protesto, bem pelo contrário, talvez exista no nosso arquivo histórico alguma inscrição na célebre União Nacional, o Partido do regime.

Alberto João fez parte daquela miséria, porém, só começamos a vê-lo como “democrata” quando este caciquismo independentista incendiava a Madeira, com um certo ódio aos contenentais e cujo cheiro ainda senti quando lá estive em 1977. Jardim é perigoso porque a cobardia de alguns sectores nacionais atingiu níveis vergonhosos. O PPD/PSD torna-se co-responsável nestas declarações por não se demarcar das alarvidades do seu fundador. E o descaramento dos seus líderes é tanto que com o próprio comentário às declarações, as defendem.

Jardim não sabe interpretar a Constituição, porque ainda não percebeu que por questões como esta, deveria ser ele a estar ilegal.
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16 julho 2009

Santana Lopes já reza

De mãos e olhos em alvo para o tecto do estúdio, terminou assim a sua entrevista na RTP1: “Os próximos dois anos serão assim, se Deus Nosso Senhor quiser, a trabalhar em Lisboa”.

Claro, já faltava a ajuda divina. Para tudo é preciso uma fezinha, homem. Reze!
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02 julho 2009

Pinho e Bernardino

Ainda hoje me interrogo sobre aquelas dúvidas que Bernardino Soares do PCP tinha, sobre se a Coreia do Norte não era uma democracia. A culpa é minha que não procurei esclarecer-me e é agora que vou ter que fazê-lo. Se não o fiz foi porque não tive essa curiosidade, não me interessou saber, dei como certo, e deixei provavelmente que o deputado fosse queimado em lume brando injustamente. Bastou-me aquela declaração, e como não vi rectificação da mesma, fiquei por ali, provavelmente com um juízo de intenções errado, que é o que mais detesto que me façam.

Mas não deixei de considerar que o simples facto de ser dito, era uma espécie de ofensa à Democracia, a minha. Bernardino disse isto por palavras, não disse isto por gestos e mesmo que o dissesse, tenho dúvidas que o presidente da A.R. viesse defender a honra da Democracia ofendida pelos manguitos e remelguisses do deputado. Mas Bernardino pegou agora na luva branca e num pretenso cheque dado ao clube de futebol dos trabalhadores das minas, e zás! Atirou-o com epítetos à cara do Ministro Pinho. Pobre do “Cenoura”, um rapaz brilhante como ele, do pouco que lhe conheço da vida, com quem acho que foi cometida uma tremenda injustiça de análise, por massacre, só possível porque somos este país assim, incapaz de reconhecer o mérito se ele vier sem bandeiras agarradas, que não atingiu no BES a posição que teve por acaso, nem chegou a Ministro por orbitar na política, levar assim de um Bernardino aquele epíteto, é obra.

Todos temos pensamentos e actos que fazem os nossos momentos baixos da vida. Não me peçam que considere mais grave o de um que os de outro. O ser humano é assim mesmo: imperfeito.
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30 junho 2009

Informação faz de conta...

Quando estas ondas de vitória se levantam à Direita, há um complexo que tolhe a Esquerda. Recuso admitir que o PS seja um partido de Direita, e que não possa nas circunstâncias que disse anteriormente ter o meu apoio, porque uma coisa são os desvarios momentâneos que Sócrates lhe imprimiu, outra é o seu passado histórico. Manuel Alegre, Edmundo Pedro e outros, sofreram justamente por ser de Esquerda. Neste sentido, e porque ficaram vulneráveis as defesas por esse lado, não é por estar na moda malhar em Sócrates que terei de calar, alinhando nesta farsa que a Direita e alguma imprensa vem cavalgando. A Direita prepara o seu rega bofe no poder e pelos vistos tudo vale, mas uma critica deve ter como suporte um motivo concreto, e não a acefalia de um ruidoso foguetório.

O exemplo da desconstrução desta táctica pode ver-se aqui no Pátio das Conversas, veja-se como o Correio da Manhã apresentou aquelas notícias. Abra os links para o C.M. e veja a falsa informação através de fotografias de Sócrates, a despropósito. Este tipo de informação, é ainda mais grave porque usa de técnicas dissimuladas de campanha surda, não assumida, maquiavélica. Há leitores, que por algum tipo de iliteracia são incapazes de fazer as suas próprias leituras, mas jogar com isso, é fazer com que eles nunca passem do nível que o jornal tem. O jornalismo dos futebóis é melhor e mais sério do que este, o que é estranho é o seu director não ter aprendido lá grande coisa com ele.
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29 junho 2009

Porque votarei PS

As origens deste blog remontam ao período difícil em que Santana Lopes e José Luís Arnaut queriam à força implementar a Lei dos Despejos no arrendamento urbano. Estaríamos hoje a viver momentos conturbados se aquele par tivesse continuado e concluído a lei. Mas estão aí outra vez, Santana chegará à Câmara (por estranho que pareça) se a Esquerda não tiver juízo, e Arnaut que atravessou o deserto já é visto ao lado de MFL e não tenho dúvida que farão sangue nesta matéria se lá chegarem. Arnaut reconheceu mesmo ter a sua família muitos bens em propriedade urbana, e eu acrescento que era escandalosa a pressa e o nervoso com que tentava finalizar aquela lei antes de sair, parecendo legislar em causa própria.

No Expresso, li sobe a manutenção da posição do PS nesta matéria, e isso, é para mim motivo para afirmar que se for mantida esta coerência não terei dúvidas em votar PS na próxima consulta. Isto não é um apelo despudorado, é cada um a fazer pela sua vidinha estando farto de ser trouxa, e porque não vi nenhum dos outros partidos colocar-se ao lado dos inquilinos quando tivemos as calças nas mãos. O que vi foi uma colagem através de algumas sessões públicas para manter votos e a imprensa, com o Público à cabeça, a ser a representação do Sector Imobiliário, movido por elevados interesses publicitários.

Como se sabe, aos Proprietários não chegam os 60 000 fogos devolutos que mantêm em Lisboa em pousio especulativo, reclamam ainda a liberalização total do arrendamento, apesar de já poderem alugar pelo preço que quiserem e pelo prazo que entenderem. Sobre isto respondeu agora o PS: “Decisivo é dar prioridade à reabilitação e colocar prédios devolutos no mercado de arrendamento. Não é uma estratégia facilitar o despejo de idosos”, afirmou o secretário de Estado da Administração Local. Eduardo Cabrita que reagiu assim às propostas da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) de que os contratos de arrendamento antigos caduquem em três anos. Leram bem: caduquem, o sublinhado é meu... É esta oportunidade que espreitam com uma vitória da Direita.

“Há um compromisso do Partido Socialista de, no início da próximo mandato legislativo, reavaliar a aplicação da lei do arrendamento face ao regime jurídico da reabilitação urbana”

E um leitor comentou desta forma:

Recuperar os imóveis e aumentar rendas NÃO, a ALP não quer. Especular, com um bem de consumo de primeira necessidade, que ficou velho, podre, caduco e ultrapassado com o tempo, em que a única coisa que mudou para melhor foi a localização, SIM a ALP quer, claro.

(Atenção que o conceito de rendas antigas da ALP engloba rendas que para muitos até serão relativamente recentes)

Mas indo ao encontro da ideia da ALP de que os contratos de arrendamento antigos caduquem em três anos. Porque não, dentro de três anos também caducarem as escrituras de compra de todos os prédios e andares antigos e, estes serem vendidos em hasta publica na condição de serem efectivamente recuperados? (Uma escritura não é mais que um contrato)

No Expresso Primeiro Caderno de 27Jun2009.
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28 junho 2009

Património sem uso

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Lisboa tem enormes espaços com os quais não sabe interagir, nem eles servem Lisboa nem a cidade lhes serve para alguma coisa. São jardins antigos, tapadas muradas que os lisboetas não descobriram, ou sabem que naquele estado de nada lhes valem. A Tapada das Necessidades é um deles. Entre muros velhos e altos, pertença do Ministério dos Negócios Estrangeiros, vai-se degradando de ano para ano sem intervenções nem melhoramentos, pouco atractivo e sub-utilizado, mais a caminho de ser tomado por maus espíritos do que próximo de alguma alma que o salve.


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26 junho 2009

Irregularidades eleitorais ...

... em Portugal?
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A gravidade da questão é de tal ordem para a democracia que não a podemos encarar de ânimo leve. António Vilarigues mostra-se preocupado no Público de hoje, com o facto de terem sido detectadas diversas irregularidades no distrito de Viseu, e pelos exemplo que deu, bastante graves e em grande número, sem que se tenha lido, ouvido, ou visto na Comunicação Social alguma referência a estes factos. Segundo ele a questão toma outros contornos nas autárquicas, onde as disputas se fazem ombro a ombro. Perguntou muito a propósito, que tendo aquilo acontecido nos 24 concelhos do distrito de Viseu, só o tenha acontecido naquele distrito? O distrito de Viseu é mesmo uma excepção nacional? Eu acho que não, logo, estamos perante um assunto muito sério. A quem compete fiscalizar isto, ao STAPE, aos Governadores Civis ou aos presidentes da xunta? Acreditem que se lhes colocarmos a questão, todos vão limpar a água do capote e ninguém é responsável. O mesmo de sempre.

Fui numa destas últimas eleições delegado de uma candidatura nas mesas de voto, porque há experiências e responsabilidades cívicas que devemos assumir e isso, serviu-me para detectar que podem existir fragilidades, porque a perpetuação de sistemas de funcionamento podem levar à sua fadiga, e pude aí verificar que há gente que já se movimenta demasiado à vontade nos meandros locais dos actos eleitorais. Por que razão não há uma maior rodagem de elementos novos nas assembleias de voto? Por que se repetem ano após ano esses elementos e nas mesmas mesas? O facto de o frete ser bem pago pode ser uma razão, mas isso melhora a qualidade do acto?
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24 junho 2009

Patch Adams

(Reeditado)
Uma troca de comentários neste post levou a que Uivomania editasse o link desta fabulosa entrevista de Patch Adams. Desculpem o espanto, serei talvez o último a conhecê-lo, mas não tenho o hábito de me fazer entendido quando não sou. Este homem é fabuloso! Para o convencer a ver os vídeos todos, veja os dois primeiros minutos do 10º vídeo, para ficar com uma ideia do ser humano que vai conhecer.

Preferi deixar aqui todos os links para o filme porque no Youtube estão editados duas séries da entrevista não coincidentes em cada parte.

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Uma pesquisa às suas actividade levou-me à página da sua instituição: The Gesundheit Institute. É justo que se divulgue e se visite, porque sonhos de pessoas como estas não podem deixar-se morrer.
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22 junho 2009

José Eduardo Moniz? - II

Tínhamos razão para ter ficado admirados com a candidatura de um jornalista a presidente do Benfica.
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Só podia ser promoção pessoal ou coisa igualmente má. Mas os espanhóis, desta vez não fui eu que inventei!... Alguém os trouxe com essa operação. Veja.
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O que foi curioso ao longo da história, é que estes portugueses estiveram sempre convencidos de estar a prestar um serviço à Pátria. Neste sentido, foi e é injusto saírem pela janela!
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19 junho 2009

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A oportunidade das lutas.

Custa dizer isto, porque sabemos que alguns empresários aproveitam a maré para tirar ganhos ilegítimos, mas deixa-me confuso o problema da recusa do acordo laboral pelos trabalhadores na Auto Europa, numa altura em que recebemos email com fotografias de filas intermináveis de automóveis novos alinhados em portos, aerogares, terminais ferroviários e até autódromos por esse mundo fora, aguardando quem os compre, e numa altura em que assistimos à fusão das grandes marcas para evitar a catástrofe. A diferença que gerou a recusa foi de apenas uma centena de trabalhadores que votou o não acordo. Não sabemos que tipo de trabalhadores fez a diferença, qual é a sua consciência política, profissional e cívica, mas a avaliar pelos vv de vitória à saída do plenário, pela firme determinação como defendem os seus postos de trabalho devem ser gente mais corajosa e esclarecida do que eu, embora saiba que esta é uma velha questão que entronca com a luta e a firmeza dos trabalhadores, mas também com a solidariedade forçada e sofrida dos que não têm emprego e gostariam de ter, e olham de fora estas lutas com outros olhos.

Se a Auto Europa falhar como falhou a Quimonda, não teremos todos, os que vamos pagar esses enormes prejuízos que olhar para a coragem e para esclarecimento daquela centena de trabalhadores com outros olhos? Ou então, a responsabilidade de um qualquer grupo de cem trabalhadores de uma PME, pode ser considerada em termos nacionais, igual à de cem trabalhadores na Auto Europa? Isto não são certezas, são dúvidas.
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17 junho 2009

José Eduardo Moniz?

A oposição a Luís Filipe Vieira no Benfica, propõe José Eduardo Moniz, da TVI, para encabeçar a lista à presidência nas próximas eleições. Como é isto possível?!... O futebol faz perder o tino a muita gente. Miguel Sousa Tavares, nos antípodas futeboleiros, é um exemplo disso.

Ponderando bem...também a mim faz! Só tenho um remédio: fazer-me sócio para ver se consigo evitá-lo. Até pago para isso. José Eduardo Moniz?!...
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14 junho 2009

Melhorar o Arraial - II


Disse aqui há dois anos que era possível melhorar as Festas dos Santos Populares, mas a evolução vai no mau sentido. Verifica-se que o aproveitamento dos profissionais do torresmo e do courato estão a matá-las e a fazer delas um evento sem graça e sem matriz, que tinha tudo para ser um postal típico de Lisboa. Ver estranhos aos bairros populares entrar por ali para fazer comércio, todos ao molho, numa algazarra igual à que montam nos arredores dos estádios de futebol, é desvirtuar tudo. Competiria à Câmara disciplinar, impor regras, formatar até o que fosse possível, chamar os moradores ou os seus representantes e empenhá-los, apelar ao asseio de tudo aquilo, à decoração, dar efectivamente o ar popular que as fez nascer excluindo o que já não toleramos agora, e não a oferta do cenário que vi entre o Limoeiro e o Largo da Graça, o mesmo que podemos ver amanhã ou depois numa qualquer feira sem um pingo de tradição. Não é destes Santos Populares que tenho boas memórias, e quem nos visita leva uma imagem distorcida da origem de tudo isto.
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A sardinha cresceu!

Talvez tenham ido para zonas privilegiadas onde não vou e alguém se esteja a lambusar com a fartura, o facto, é que não tenho encontrado aquela sardinha média saborosa que se come num filete de cada lado. Agora, são enormes peixões de 20 cm que têm pelo menos a vantagem de não cair nos intervalos da grelha, e mais do que isso, o facto de terem tido a oportunidade de dar o seu contributo para o aumento dos cardumes. É uma lamento que atenuo, com a satisfação disto ser o resultado de algum controlo na preservação da espécie. Oxalá seja. Talvez pró ano tenha mais sorte...

08 junho 2009

O Voto

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No debate que reaparece sobre a obrigatoriedade do voto, face ao alheamento do cidadão, e porque é da retirada de um direito que se trata, sou também dos que não concorda que me obriguem a votar, porque o meu voto é também para que isso nunca me seja imposto, embora saiba da existência subentendida de um compromisso com a democracia. É nesta simplicidade de organização política que me revejo e nunca deixei por isso de dar o meu apoio votando, porque uma coisa que não admitiria era ser acusado de não ter remado quando me foi pedido, passando a ser um indesejável peso morto, por rebelião ou inacção, tanto faz. O paradoxo, é que a perfeição da democracia que reclamo, é mesmo aquela que me dá o direito de não a exercer, mas que faz ao mesmo tempo com que recuse ser pária na cidadania, caso faça da minha ausência a forma sistemática de participar.

Na noite de todas as vitórias que lavou tristezas, também eu ganhei, era o que faltava! ... Mas entre tanta leitura e euforia trocaram a minha intenção de voto, se é que votei. Somos um país de ganhadores, mas pouco sabemos o que fazer com as vitórias.

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05 junho 2009

Um Planeta à deriva


“Uma verdade Inconveniente“ de Al Gore foi um marco na luta contra as alterações climáticas, porque massificou o debate através do seu mediatismo. Tem por isso um lugar específico nesta luta.

Mas hoje, Dia Mundial do Ambiente, "HOME – O Mundo é a nossa casa" foi um outro contributo inestimável para esta luta com este filme de Yann Arthus-Bertrand e Luc Besson, porque lhe acrescenta a Fotografia, para além de outras formas de garantir o impacto, como a divulgação simultânea em 60 canais de televisão mundiais a exibição em telas gigantes em vários países. Foi seguramente o melhor que vi em TV. Uma qualidade excepcional aquela forma de olhar com a câmara, sem Photoshop no final, apenas a escolha das melhores horas solares, os melhores ângulos, regulações, contrastes, saturações, tudo do melhor que vi. Cada nova cena que aparecia eram fotografias de pódium. É um filme para rever porque vai aparecer aí em formato e duração de cinema. Aconselho vivamente a verem nesse formato, agora com este alerta para a qualidade fotográfica.
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O link para o filme: HOME – O Mundo é a nossa casa
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Uma referência especial para o Fernando Alves, dos Sinais, na TSF, porque foi dele que ouvi o elogio ao que poderia vir o ser o filme, e sem o qual não vos teria antecipadamente convidado.
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O que têm em comum:

Cavaco Silva, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Daniel Sanches, Miguel Cadilhe, Rui Machete, Amílcar Theias, Arlindo de Carvalho, Briosa e Gala, Joaquim Coimbra etc.?

Nada. Dizem. Porque é abusivo ligar um Partido a eles, só porque eles estão ligados a um Partido. Vamos lá a ter maneiras!

Claro que é tudo gente honesta. Cavaco não sendo o meu presidente, é o nosso presidente, é o que temos, e se há um crédito que lhe dou é o da honestidade. O problema não sendo esse, é outro: é serem muitos, do mesmo naipe, na mesma jogada!... É como jogar à sueca e sair-nos uma rodada só de trunfos. Sorte? Azar? Talvez, mas é garantida a desconfiança sobre a próxima rodada de cartas! Não?
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02 junho 2009

Interesses, inveja, política.

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Finalmente os portugueses deram com Marinho e Pinto. Porém, apontar-lhe como defeito exactamente aquilo que acho que é a sua virtude, é tornar a concordância à volta do seu discurso num diálogo de surdos, porque não basta concordar acrescentando um “mas”, ao contrário, é precisamente esse “mas” a mais valia. Marinho e Pinto teve o condão de estiolar o sacro santo discurso desta falsa sociedade que impõe o tom de voz à razão, e o polimento do comportamento como verniz social ao suor que a força da verdade cria, isto, está ele finalmente a fazer com coragem, porque tem sido o arremesso dessas regras de meninos de coro bem comportados que tem castrado qualquer discurso de revolta. Em Portugal e nos portugueses, há ainda uma sociedade bafienta, retrógrada e conservadora, onde o engravatamento e o pedantismo se impõem surdamente como medos sociais para os acarneirar, para que outra espécie de sordidez verbal exista noutros moldes em circuito fechado. E é também nas erupções dos malfadados corporativismos das nossas classes profissionais que ele se manifesta, quer sejam médicos, magistrados, jornalistas, professores ou as tias da Quinta da Marinha, onde só se entra com santo e senha. Mas preparem-se, ele continuará a ser atacado por essa Direita elitista e mais estranho, é sê-lo também por gente ligada à Esquerda com ataques despudorados que mais parecem ciumeira. Sabem os que vos digo? Contra o castramento da revolta que nem pecisa de armas, viva a Maria da Fonte, porque o que mais temos são Cabrais. Aqui fica Baptista-Bastos, no DN Opinião em 27 de Maio, que pergunta: Quem tem medo de Marinho e Pinto?

"Não pode deixar de causar perplexidade os ataques de que Marinho Pinto (ou Marinho e Pinto) tem sido alvo. Ele não fala baixinho, não sussurra, não vive dos seus próprios venenos, e em nada contribui para garantir a quietude das águas palustres. Vai-nos revelando, com estremecedor vozeirão e gestos a condizer, que muitos componentes da sociedade portuguesa, criminais e legais, estão imbricados uns nos outros. E tem exigido que sejam submetidas a controlos reais algumas veneráveis instituições e suas actividades peculiares.

Não me parece que Marinho Pinto haja sido tocado pela desonestidade, pela indecência, pela indignidade, ou movido por interesses cavilosos. Querem-no brunido, direitinho, ajeitado, dentro da esquadria: um artesão formal da aplicação das leis e seu complacente vigilante. Ele é, definitivamente, o contrário dessa banalização precaucionista que atingiu todo o tecido social e garantiu a instauração da indiferença, do abandono cívico e, finalmente, da coisificação do medo.

As velhas classificações foram recuperadas do pó dos armários ideológicos: populista, esquerdista radical, chavezista; e apontado, acriticamente, à execração popular, entre maliciosas meias-frases, silêncios ambíguos e sorrisos equívocos. O homem fala alto e grosso, enfrenta situações perigosas porque, nitidamente, está a mexer em áreas historicamente inamovíveis e diz-nos de uma justiça, na sua opinião "miserável" e desprovida dos "valores mais elementares."

O discurso do bastonário da Ordem dos Advogados exige uma reflexão profunda e uma discussão alargada, não o aluvião de injúrias e de insultos de que ele tem sido objecto. Na minha opinião, o que Marinho Pinto tem vindo a afirmar quebrou uma espécie de solidariedade aldeã, ou seja: aquilo que nos era apresentado como poderoso bloco, inabalável na coesão, sem ferrugem e sem mácula, um dos pilares da democracia, não passava de uma farsa avariada. Ele tem ou não razão? Ele mente ou diz a verdade? Ele é, ou não, um homem sério? Conhecem-se-lhe desígnios menos claros do que os sabidos da opinião pública? A exigência ética que proclama é a afirmação individual de um combate ou a máscara de uma fatal incoerência?

O problema complica-se, ainda mais, quando se evoca a "cadeia" da justiça, tal como a compreende o comum dos mortais. Contudo, o comum dos mortais é diariamente confrontado com a desconstrução do que deveria ser o grande edifício democrático.

Dizem que ele acusa sem nomear. Mas, os que dizem, nomeiam-no sem rigorosamente o acusar de coisa alguma. Convém interrogarmo-nos sobre o que nos não tem sido dito."

Post-Scriptum: Não sei se reparam, já restituiram o braço e a arma à Maria da Fonte!...

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31 maio 2009

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Serralves em festa

Fui em tempos a Serralves e no mesmo dia à Fundação Cupertino de Miranda, no Porto, ver uma exposição única e irrepetivel do nosso naturalista Souza Pinto. Serralves e a Gulbenkian transpiram sossego, ambiente e cultura. Serralves é lindíssima. Serralves está neste momento a fazer “uma directa”: festa non stop durante 40 horas. Muita festa! Mas imagino o que seria neste momento, se Serralves oferecesse àquela gente – quem sabe quantos, pela primeira vez a vê-la – a festa desta exposição:


Não posso deixar de pensar naquilo (a arte (!) obviamente) sempre que falo agora de Serralves. Não sou um vanguardista – até porque verdadeiros, há poucos – estou apenas preparado para os interpretar, porque se há uma coisa que não quero é perder-me no caminho, e porque quero estar no grupo dos que conseguiram ver antes. Mas parece que esse condão nem sempre passa por mecenatos.

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30 maio 2009

26 maio 2009

A Coreia e o Mundo

Enquanto a Coreia do Norte faz miséria armando-se até aos dentes desafiando a opinião pública mundial – e se são arrepiantes os limites de veneração daquele povo, e a apetência pela exibição bélica daquela gente! - aqui fica uma surpreendente simulação da porra da esperança que ainda nos resta, ainda que publicitária que importa agora.
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Gostava de ouvir outra vez o deputado do PC, Bernardino Soares. Acreditamos os dois em utopias mas não são só ligeiramente diferentes.
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22 maio 2009

Marinho arrasa Moura Guedes

(Reeditado por inclusão de novo vídeo. E agora, fica em acabamentos porque o tema merece)
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Finalmente, alguém teve a coragem de desmontar em directo o embuste jornalístico que é a Manuela Moura Guedes nos telejornais da TVI. Só podia ser o Dr. Marinho e Pinto. Esta senhora, quase tem o condão de nos fazer defender o que acusa. Estar ao contrário dela, é meio caminho para estar certo.

A forma como o Dr. Marinho e Pinto rebateu a Manuela foi soberba e foi o triunfo da Justiça de uma forma inesperada, mas não faltarão agora os tais puristas do costume, os mesmos que a mantêm refém entre as teias de aranha dos seus imobilismos, a vir atacá-lo pela veemência utilizada na defesa das acusações despudoradas que a Moura Guedes lhe fazia. Que coragem aquela! Que orgulho tenho estar entre as pessoas que mais o admira neste país. Faço daqui um apelo aos advogados que o elegeram: não desistam deste Bastonário, porque nunca como hoje senti que um advogado pode fazer tanto pela Justiça que nos falta, e devem perguntar-se porque razão colecciona inimigos tão poderosos. É um momento único para a advocacia portuguesa, aceitem fazer parte das transformações que este país precisa. Veja no link em baixo:
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Post-Scriptum I - As ondas deste episódio continuam na net e tenho lido textos e comentários fantásticos de apoio ao Dr. Marinho e Pinto, vou seleccionar este, por ser de alguém que o conhece das lides académicas, pela qualidade do autor e pela sua capacidade de síntese. Clique no link abaixo e vá ler o resto do comentário de: e-pá! - de Dom, 02:57 PM, que subscrevo:

(...) “Desde o dia da sua eleição que começou no interior da corporação uma impiedosa "guerrilha", a que não são estranhos os grandes escritórios de advogados. Estes tem acesso - quando querem - aos media e, em momentos críticos, intensificam a guerrilha e ameaçam-no com a destituição.” (...)
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Made in Portugal - II

A propósito do post interior, e do que escrevi aqui neste, aquela notícia pode bem ser o indicador de uma mudança de paradigma que possa estar a operar-se de uma forma menos visivel. É a leitura que faço dela e dos exemplos que a TSF nos relata quase todas as manhãs, neste programa, Made in Portugal. Abra o link e veja em qualquer exemplo se aquilo não são excelentes notícias. O de ontem dia 21/05, falava-nos de válvulas portuguesas a funcionar por esse mundo, e o de hoje 22, dá o exemplo de uma fábrica numa aldeia do Norte, já com patentes registadas e com uma exportação de 99% da sua produção, mas os exemplos estão lá e são muitos. Vamos ou não recusar-nos atirar a toalha ao chão antes de tempo? Esqueçam lá as Susan Boyle e outras com que os media nos encharcam.

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21 maio 2009

O jornalismo que temos

Não fui eu que vi, foi um amigo que me chamou a atenção para o facto. A notícia deste link para o vídeo do Diário Económico, só veio publicada na 29ª página do Diário de Notícias do dia 20. Vigésima nona!... Até lá, foi o passar pelo chorrilho do costume. Estou-me nas tintas para quem beneficia das boas notícias nacionais, o que me importa é se elas são ou não boas para o meu país e se contribuem ou não para o optimismo que tanta falta nos faz.

19 maio 2009

Nunca será cá!

Reeditado.
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A forma como o parlamentar britânico Michael Martin vai acabar politicamente a sua carreira, fez lembrar-me os casos dos nossos turbo-deputados e as célebres viagens-fantasma que por cá deram em nada, e ainda, o recente pedido de justificativos do Tribunal de Contas às despesas dos nossos grupos parlamentares. Se juntarmos a irupção dos isaltínicos desvarios que o nosso povo premeia na política com o voto, ficamos com a medida do nosso nível de exigência e rigor, e com um quadro confrangedor do nosso subdesenvolvimento ético.

Só por cá é que não há drama, tudo é intriga e trama.
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17 maio 2009

O fecho do Dona Estefânia

O Dr. Gentil Martins é a nível mundial uma referência nacional de que deveremos orgulhar-nos. É por isso muito importante a sua posição sobre o encerramento do Hospital de Dona Estefânia. Veja aqui porque é contra o modelo que se propõe, porque no nosso país insistimos em andar ao arrepio de processos já em desuso noutros. Mas o “Fecho de Hospitais Civis de Lisboa rende 175 milhões de Euros ao Estado”. Claro, lá tinha que vir o negócio com a Saúde pelo meio!
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Não se fique por isto que diz a Dra. Teresa Sustelo: “o hospital pediátrico individualizado está contra o mais moderno que se está a fazer no mundo” e “Hospitais do futuro vão ser multi disciplinares com biólogos e até matemáticos e concentrados ao invés de unidades especialidades e isoladas”, e veja a excelente resposta dos médicos do Hospital de Dona Estefânia: “Apresentamos alguns exemplos de imagens de Hospitais Pediátricos que estão a ser construídos em todo o mundo. De facto o mundo anda ás avessas do nosso Ministério da Saúde. Propomos assim que a Administração do Centro Hospitalar notifique a Google por transmitir informação desactualizada". Clique no link e veja os modernos hospitais dedicados à criança que a Dra. Teresa diz que afinal já não se constroem, para achar que é o seu modelo que é válido, mas que afinal enferma é disto: - Confunde “Modernidade” em construções hospitalares, com o “Modelo Tecnológico Monobloco” hoje considerado desumanizado de que o actual plano funcional do futuro Hospital de Todos os Santos é exemplo e já está ultrapassado há cerca de vinte anos.
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14 maio 2009

Versões do Capitalismo

Resisto sempre a replicar aqui os email que vão chegando e que acho mais graça, mas não resisto a este recebido do Alexandre. Então, o capitalismo é assim :

CAPITALISMO IDEAL - Tu tens duas vacas. Vendes uma e compras um boi. Eles multiplicam-se, e a economia cresce. Tu vendes a manada e aposentas-te. Ficas rico!

CAPITALISMO AMERICANO - Tu tens duas vacas. Vendes uma e forças a outra a produzir o leite de quatro vacas. Ficas surpreso quando ela morre.

CAPITALISMO JAPONÊS - Tu tens duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois crias desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo inteiro.

CAPITALISMO BRITÂNICO - Tu tens duas vacas. As duas são loucas.

CAPITALISMO HOLANDÊS - Tu tens duas vacas. Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.

CAPITALISMO ALEMÃO - Tu tens duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que tu querias mesmo era criar porcos.

CAPITALISMO RUSSO - Tu tens duas vacas. Conta-as e vês que tens cinco. Contas de novo e vês que tens 42. Contas de novo e vês que tens 12 vacas. Tu paras de contar e abres outra garrafa de vodka.

CAPITALISMO SUÍÇO - Tu tens 500 vacas, mas nenhuma é tua. Tu cobras para guardares as vacas dos outros.

CAPITALISMO ESPANHOL - Tu tens muito orgulho de ter duas vacas.

CAPITALISMO BRASILEIRO - Tu tens duas vacas. E reclamas porque o rebanho não cresce...

CAPITALISMO HINDU - Tu tens duas vacas. Ai de quem tocar nelas.

CAPITALISMO PORTUGUÊS - Tu tens duas vacas. Foram compradas através do Fundo Social Europeu. O governo cria O IVVA - Imposto de Valor Vacuum Acrescentado. Tu vendes uma vaca para pagar o imposto. Um fiscal vem e multa-te, porque embora tu tenhas pago correctamente o IVVA, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que tu tenhas 200 vacas. Para te livrares do sarilho, tu dás a vaca que resta ao inspector das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho... E vida alegre !!!
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Santarém

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Aqui, há duas concepções de património lado a lado. Tão perto que se vigiam. Uma pena!


07 maio 2009

Superbe!

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Uma amiga da bonita região da Normandia acaba de me surpreender, com a oferta deste belíssimo pastel com 65 x 50, que me deixou sem palavras. Primeiro, porque é um excelente trabalho, segundo, porque me alegra ver uma amiga ao fim de todos estes anos revelar-se com uma qualidade que eu desconhecia, terceiro, porque confirma o que já disse aqui várias vezes: muitos desconhecem vocações por nunca as terem testado. Depois, porque me passa a bola ao responder ao desafio que lhe fiz. Aqui fica para ela o agradecimento e o elogio público, e para vocês o desafio.

Merci Claudine!
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06 maio 2009

Desejo-lhes a falência!

Depois do espanhol El Corte Inglês que arruinou grande parte do comércio de Lisboa, os espanhóis da Chamartín abrem amanhã o maior Centro Comercial do país, um dos maiores da Europa – claro, tinha que ser - área <> 12 campos de futebol, é o Dolce Vita Tejo entre Amadora e Odivelas. Só quem não conhece a pressão sobre o comércio de rua e a ruína que causam à dinâmica da vida das cidades poderá passar a fazer dele o seu passeio de domingo. No final do ano havia mais 57 centros para abrir em todo o país. Solução: não os frequentar até falirem e correr através do voto com os autarcas que possibilitam isto. De outra maneira acabamos com as nossas cidades como as conhecemos, passarão a ser ruas desertas para marginais. Por mim, estou a contraria-los, só compro nas ruas da cidade.

BPP: claro, oportunismo!

Um amigo tem feito chegar-me a sua indignação por email, sobre que se prepara no caso BPP:

“Carlos Tavares, o presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), ao defender o recurso ao fundo de garantia de depósitos para o reembolso das aplicações dos clientes do BPP, esqueceu-se de considerar que as respectivas taxas de juro oferecidas por este banco eram muito superiores às praticadas no mercado bancário para os normais depósitos a prazo, o que configura a existência de uma concorrência desleal, por parte do BPP, também já denunciada pelo presidente do BPI. E é essa concorrência desleal que Carlos Tavares está a defender, tentando premiar, com o dinheiro dos impostos dos portugueses, o claro oportunismo daqueles clientes, que se julgaram mais espertos do que os outros. Por outro lado, aquelas aplicações foram reguladas por um contracto escrito, onde numa das cláusulas aparece a referência ao risco assumido na operação, o que à partida retira àquelas aplicações a característica formal de um depósito bancário normal, constituindo uma razão mais do que suficiente para não serem incluídas no balanço do banco e não poderem ser, por uma mera manobra contabilística, cobertas pelo fundo de garantia disponibilizado pelo Estado (impostos dos portugueses) para os depósitos insolventes dos bancos. Se este cenário, avançado por Carlos Tavares, viesse a verificar-se, com a conivência do Banco de Portugal e por decisão governamental, consumar-se-ia mais uma grande imoralidade, com mais um esbulho dos dinheiros públicos, aprofundando-se assim, mais uma vez, a crescente e promíscua relação entre os bancos e o Estado, e que já está a tornar-se obscena.

Que parece estar a concretizar-se:

“Tal como eu previra, uma nova manobra está a ser urdida para reembolsar, com o dinheiro de todos nós, os clientes do BPP, cujos investimentos, aplicados por grosso na especulação bolsista, lhes proporcionaram reembolsos de mais valias, superiores à remuneração obtida pelos depósitos a prazo normais. Esses investimentos, designados por depósitos de capital garantido, mas que contratualmente assumiam o respectivo risco inerente às operações a que se destinavam, não podiam fazer parte do balanço do banco, o que levou governo, e muito bem, há dois meses atrás, a excluí-los do fundo de garantia criado para os clientes titulares dos tradicionais depósitos a prazo, no caso de ser declarada a insolvência da instituição.

Agora, aparece uma proposta de viabilização do banco, desenhada pela nova administração, onde o que se destaca é o pedido de mais dinheiro ao Estado para reembolsar aqueles clientes, constituindo o tal megafundo, o que, a verificar-se, constitui mais um escândalo. Não bastava já o escândalo do BPN, onde o Estado injectou biliões de euros para salvar os accionistas e todo o tipo de depositantes, deixando incólume as empresas do universo da Sociedade Lusa de Negócios, confrontamo-nos agora com este despautério e com esta injustiça de, provavelmente, virmos a assistir ao negligente e descarado esbanjamento do dinheiro dos impostos dos portugueses, para premiar especuladores.

O protesto e a indignação, perante esta imoralidade, é um direito que nos assiste e um dever imperativo que se impõe.
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03 maio 2009

Branqueamento do Estado Novo?

(Reeditado)
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Mário Crespo foi o único correspondente da RTP acreditado na Casa Branca. O FBI investigou-lhe a vida toda para que o pudesse ser. Isto é, este senhor nunca fez ondas, um bom indício para os Americanos e para muita gente. Eu tenho outra opinião.

Disse no JN: "(...) É a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo (...)" via Pátio das Conversas.

Escrever nestes termos sobre a nossa Democracia para compará-la com o Estado Novo é insultuoso, e uma vergonha que como jornalista não tenha pejo de o fazer, apenas para atingir o seu objectivo. Dizer isto desta forma, obriga-nos a perguntar ao MC, onde é que estava quando fizemos a Revolução, para conseguir falar com esta leviandade sobre a censura do Estado Novo. Que horrível desconstrução se permite fazer no interesse da sua prosa. Como pode explicar aos descendentes, o que foi viver no Estado Novo? Será uma baralhação, porque da comparação ganha o Estado Novo. Já não são muitos os jornalistas que podem testemunhar o que foram os horrores do lápis e o cerceamento da liberdade, mas sentirão a indignidade desta declaração e deste claro branqueamento duma ditadura de 50 anos. Branqueamento do Estado Novo! É isso mesmo, é estranho o que está despudoradamente a fazer, e como cidadão que senti na pele a falta da liberdade e o medo daquele Estado, não lhe admito.

O que terá o FBI investigado, que o abonou!?
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Em 04/05: Faz agora todo o sentido esta virulência de Mário Crespo na comparação da nossa democracia com o Estado Novo, depois de lermos isto. Bem me parecia que tinha ficado subitamente azedo, uma faceta que não lhe conhecia.
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02 maio 2009

Alguma Esquerda

É uma tristeza que isto se passe na Esquerda que gostaria de ver reconstruída. Afinal estou longe, muito longe desta gente, destes dirigentes, deste sectarismo doentio. Como podem estes senhores sorrindo, apontar-me utopias que me convidem ao caminho, para me desancarem no virar da esquina se achar que me enganei? É que estamos longe da Calábria! Ou são reacções irreflectidas por alguma espécie de omertá que os limita? Sempre achei que até no debate a consanguinidade é um perigo. Estas faltas de tolerância tentam empurrar-me de onde estou, mas não será bíblia nenhuma que em nome destas barbaridades me fará calar ou arredar.
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Aqueles dirigentes já esclareceram, à maneira de: alguém está a vitimizar-se e só têm que pedir desculpa! Assim mais ou menos: coma e cale! Qual emenda, qual soneto?
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01 maio 2009

Bonitas mas Perigosas

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Ajudando uns amigos, decidimos arrancar aquela planta do centro do jardim por ser cada vez mais um empecilho com a suas folhas em serrilha. A odisseia deixou-nos de rastos porque aquela aparente erva de caniços altos vai construindo suporte na terra e crescendo em circular sobre si própria, transformando o pequeno ancoramento num enorme caule com várias braças de perímetro. Um tronco de madeira serra-se, mas um tronco fibroso com diversos camadas de resistências diferentes põe-nos à beira de um ataque de nervos, resistiu à serra, ao serrote, ao machado e ao que havia de mais contundente, resistiu ao fogo porque era verde, quem não resistiu fomos nós. Largamos a malvada, descaniçada, mas definitivamente alapada no formato que lhe permitiria continuar a dar caniços quando voltássemos as costas. Espécie terrível esta que até hoje lhe desconhecia o nome! Só a força brutal de uma máquina a demoveu, deixando uma cratera.

Um mês depois, vejo numa visita ao Norte que não havia leira de cultivos abandonados que não estivesse engalanada e coberta com aqueles elegantes penachos. Lá pus a questão aos amigos com que ia mas ninguém sabia do que falava. Conheciam aquilo como uma planta decorativa. A praga alastrou e vejo agora os arredores de Lisboa com a mesma invasão. Só hoje finalmente conheci aqui no De Rerum Natura o seu nome, e confirmei tratar-se de uma das cinco mais graves infestantes que temos: é a Erva-das-Pampas ou Penacho. Livrem-se dela.
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29 abril 2009

A Frota Parlamentar

Lá estou outra vez na inveja social, mas se é verdade que o discurso que se subentende neste vídeo serve que nem ginjas a um qualquer caciquismo anti-parlamentar, não há também dúvida que o nosso parlamento se pôs a jeito. Dificilmente o povinho entenderá o excesso nestas mordomias. Quase nem parecem simples e comuns mortais com estes luxos, alguns vitalícios. Espanta-me que alguns dos beneficiados não as recusem, mas não há bela sem senão e também sempre disse que não acreditava em homens providenciais, já que dos partidos que suportam isto, a minha deriva começou há muito. Uma chapelada a Nuno Melo, ao seu gesto e ao seu Triumph.

Sobreiros abaixo: Covilhã

A saga da destruição do sobreiro, para implementação de redundantes rotundas por esse país, não pára. Ensandeceram todos e agora a doença espalha-se para Norte. Tenho pelo sobreiro um respeito quase reverencial, talvez por estar-me impregnado na matriz que vem de longe, e tenho aqui denunciado ou antes, lamentado, porque não me resta outra hipótese, tanto atentado à nobreza desta árvore, da qual somos um dos maiores representantes mundiais. A notícia caiu-me ontem em cima, pela TV: "... mais uma Câmara etc. etc. etc."

Fiquei sem palavras. Sobreviveu apenas aquela sensação de nojo por esta gente que domina o nosso panorama autárquico, pela falta de cultura, de respeito, de consciência ambiental, de tudo. De tudo. Só me resta o p.q.o.p.
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A Gripe Suina

Do Inquietude Permanente do Prof. João Vasconcelos Costa, recebi de um amigo um email com novos alertas para esta questão da variante da gripe, agora Suína, ou Mexicana. O Prof. JVC exerce a sua actividade profissional em Biologia Molecular e Virologia, e tem nestas questões uma opinião exterior à oficial que nos é dada a conhecer. Vejam-se os textos sobre a Gripe. Aguarda-se mais informação com esta credibilidade.
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Reedição: E assim aconteceu, o Prof. JVC está numa atitude responsável a acescentar mais informação sobre o problema.
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27 abril 2009

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As nossas limitações

Um exercício em que temos dificuldades, é despir convicções e preconceitos para entendermos o outro. Se falharmos uma audição hoje, dificilmente teremos de alguém amanhã uma opinião isenta porque, sem que nos dêmos conta, o nosso filtro só deixou ver e ouvir o que os nossos sentidos quiseram.

21 abril 2009

Foi em Abril


... e o que foi bom há 35 anos, é poder dizer hoje que assim como fiz este cravo, também inventei e fiz Revolução.
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20 abril 2009

O nosso cão e D. Nuno

Ora bolas, então agora que os portugas andavam felizes com um cão de água português na Casa Branca, e afinal é considerado pelos espanhóis um cão ibérico!

“La mascota del presidente de EEUU es autóctona de la Península Ibérica. Es de la misma familia que el perro de agua español, pero más grande. Originariamente, recibía el nombre de 'turco andaluz' y era perro de pastores. No suelta pelo y es perfecto para alérgicos, como la hija pequeña de Obama." Daniel G. Lifona

E D. Nuno Álvares Pereira? Também não escapa, os convites para a canonização em Roma foram misteriosamente impressos com o nome do santo portuga guerreiro transformado no espanhol “Alvarez”. Mas nada destas coisas são intencionais! Não. Isto são é as minhas lucubrações anti-iberistas. Leia: “Gafe” no Vaticano?!...

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15 abril 2009

Marinho e Pinto, sem medo.

“...o legado do medo que nos deixou a ditadura não abrange apenas o plano político.”

“... Porque na sociedade portuguesa actual, o medo, a reverência, o respeito temeroso, a passividade perante as instituições e os homens supostos deterem e dispensarem o poder-saber não foram ainda quebrados por novas forças de expressão da liberdade....”
José Gil em: "Portugal, Hoje – O Medo de Existir".

O povo deste país tem de há muito uma espécie de temores reverenciais, que por insistência histórica tem originado que muito pouco se inscreva na vida dos portugueses, o que de certa forma alimenta um poder que o tolhe e lhe sonega a Justiça. Isto acaba também por estar na base do que fez com que José Gil desse ao seu livro aquele título.

Vem isto a propósito da entrevista de ontem à TSF e do apoio que tenho dado ao Bastonário Marinho e Pinto, porque acredito que como ele diz, é a liberdade plena que move o seu espírito na procura da Justiça e quem não o entender, ou não quiser, dificilmente estará com ela de corpo e alma - isso não seria pecado, porque há muito quem cumpra o seu desempenho apenas de corpo presente - mas ao contrário, Marinho e Pinto está com a sua convicção e a verdade que lhe lemos no que diz, a romper com o discurso formal e a ousar entrar no castelo da Justiça tentando que se alterem regras internas de poder e domínio que fizeram da nossa Justiça aquilo que vemos.
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Hoje, quase gostaria de ter feito uma licenciatura em Direito, para poder ter o prazer de o ajudar com o meu voto. Mas, trazer um cidadão externo como eu, para a causa da Justiça, é já uma mais valia que nenhum outro se pode orgulhar. Continuo porém a temer, pela poderosa corporação que está a enfrentar, se a grande base que o elegeu vacilar no seu apoio.

Não vale a pena dissecar aqui a sua excelente entrevista de ontem à TSF, basta ouvi-lo neste link, abrindo depois o comando do som e fazendo pause neste blogue.

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09 abril 2009

"They are heros of a kind"


que fala dos heróis desconhecidos deste excelente documentário feito há décadas por canadianos, sobre a aventura dos portugueses na pesca do bacalhau nos mares do Norte do Atlântico, quando um telejornal traz a imagem do “Argus”, que apesar de ferrugento e mal tratado foi resgatado num leilão num porto das Antilhas por um empresário português. E como diz o narrador, “they are heros of a kind”. Um país também se constroi com a memória.
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07 abril 2009

L'Aquila, Itália.

Tenhamos ainda fé no Homem. O cenário, são os destroços do terramoto e muita gente voluntária de coletes reflectores vestidos, empenhados em ajudar os que sobreviveram e o desespero na tentativa de novos resgates. Um fragilizado cidadão de L’Aquila, com tudo esboroado à sua volta, dizia ao repórter da TV, com a voz a embargar, mais ou menos neste italiano:

- La gente non si aspettava questo. Sono fantastici. Un vero esercito di angeli.

Depois, foram o silêncio e as lágrimas, a única forma possível de agradecer.
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06 abril 2009

A Suiça e o Segredo

Basta uma pesquisa como esta para ver o que se diz sobre as off shore e o segredo bancário em vigor em países tão respeitáveis como a Suíça. Como se sabe, um dos seus sustentos é aquele negócio de viver com o dinheiro sujo que lhes chega, grande parte desviado de países pobres de todo o Mundo, pela corrupção, pela guerra, pela droga, e ninguém se questiona pelo sangue e pelo sujo que o mancha. Há alguns anos atrás os Suíços respondendo sobre sobre o tema, disseram sem a menor dúvida que não concordavam com a abolição do seu sistema de contas secretas. Pudera!
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Assim temos vivido, aceitando aqueles sistemas a funcionar, considerando que eram perigosos esquerdistas os que se atreviam a questionar a forma legal de manutenção daqueles paraísos da riqueza. Hoje, parece começar a haver algum pudor e um incómodo de que estejam a fazer parte da nossa história. Vale mais tarde do que nunca. Os Suíços e os países que fechavam os olhos a estas imoralidades vão ter que fazer uma reciclagem aos seus conceitos de ética e vão descobrir outras formas de se governarem na vida. Se não aproveitarmos agora para a mudança, a próxima não será uma crise, será uma catástrofe planetária.