Continue a ler no link, esta matéria está bem abordada no Uivomania.
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O recente julgamento de dinheiros na Suíça e a passagem de charutos, fez lembrar-me poses como esta. Barriga bem nutrida, peitaça empertigada e no charuto a infalível necessidade da exibição, ou de lucros ou vertigem de poder. Na cara, um sorriso descarado que nos põe trouxas e incomoda, a outros obriga a respeito canino e a alguns, social ou politicamente dependentes, até medo. Apesar da permanente ligação entre estes homens e a fumaça, e a fumaça e outros fumos, o mal só pode estar nos homens, não acredito que seja algum aditivo ou defeito dos charutos.
Tínhamos razão para ter ficado admirados com a candidatura de um jornalista a presidente do Benfica.
Disse aqui há dois anos que era possível melhorar as Festas dos Santos Populares, mas a evolução vai no mau sentido. Verifica-se que o aproveitamento dos profissionais do torresmo e do courato estão a matá-las e a fazer delas um evento sem graça e sem matriz, que tinha tudo para ser um postal típico de Lisboa. Ver estranhos aos bairros populares entrar por ali para fazer comércio, todos ao molho, numa algazarra igual à que montam nos arredores dos estádios de futebol, é desvirtuar tudo. Competiria à Câmara disciplinar, impor regras, formatar até o que fosse possível, chamar os moradores ou os seus representantes e empenhá-los, apelar ao asseio de tudo aquilo, à decoração, dar efectivamente o ar popular que as fez nascer excluindo o que já não toleramos agora, e não a oferta do cenário que vi entre o Limoeiro e o Largo da Graça, o mesmo que podemos ver amanhã ou depois numa qualquer feira sem um pingo de tradição. Não é destes Santos Populares que tenho boas memórias, e quem nos visita leva uma imagem distorcida da origem de tudo isto.
No debate que reaparece sobre a obrigatoriedade do voto, face ao alheamento do cidadão, e porque é da retirada de um direito que se trata, sou também dos que não concorda que me obriguem a votar, porque o meu voto é também para que isso nunca me seja imposto, embora saiba da existência subentendida de um compromisso com a democracia. É nesta simplicidade de organização política que me revejo e nunca deixei por isso de dar o meu apoio votando, porque uma coisa que não admitiria era ser acusado de não ter remado quando me foi pedido, passando a ser um indesejável peso morto, por rebelião ou inacção, tanto faz. O paradoxo, é que a perfeição da democracia que reclamo, é mesmo aquela que me dá o direito de não a exercer, mas que faz ao mesmo tempo com que recuse ser pária na cidadania, caso faça da minha ausência a forma sistemática de participar.
“Uma verdade Inconveniente“ de Al Gore foi um marco na luta contra as alterações climáticas, porque massificou o debate através do seu mediatismo. Tem por isso um lugar específico nesta luta.Post-Scriptum: Não sei se reparam, já restituiram o braço e a arma à Maria da Fonte!...
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Não tenho vergonha de dizer da forma como este filme de Michael Moore me comoveu. É que de alguma forma as minhas utopias passam por aqui, seja lá onde for e seja Cuba o que for.
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Há quem lhe chame populismo ou demagogia, mas o que está na moda é: inveja social!...