10 fevereiro 2010

Os amigos de Crespo

Contou-me um amigo escandalizado, a conversa que acabava de ouvir ao Ex-Bastonário do Advogados, António Pires de Lima, no Jornal das Nove da SIC Notícias d’hoje, do já inefável Mário Crespo. Afirmou ele algures na conversa, que:

- (*) (…) Aquele senhor Sócrates é um aldrabão de feira, e

- (…) Não aconselho ninguém a investir neste momento em Portugal.

Nem mesmo um qualquer desvario próprio da sua idade deveria ser desculpa para deixar este cavalheiro a ofender e a rir alarvemente. Como é possível? Depois, recorrendo à política da terra queimada, fala daquela forma do investimento em Portugal sem ser interpelado por essa conversa? Que jornalismo é este em que só conta a conversa reaccionária e se despreza a informação? Como se deixa passar uma conversa contrária aos interesses nacionais? Com azeiteiros destes não precisamos de Almunias nem de agências sabotadoras da nossa credibilidade internacional e é intolerável que aquele tortuoso “jornalista” se desfaça em risinhos de contentamento pelas declarações de mais um convidado que serviu perfeitamente a sua persecutória agenda. É uma tristeza.

As necessidades de Jardim

Dez bons exemplos descobertos aqui no Câmara Corporativa do que faz Jardim ao nosso dinheiro, numa boa reportagem de José Teles. Veja em cada link o exemplo das fortes necessidades de endividamento que convenceram o nosso Parlamento.

08 fevereiro 2010

ASFIXIA DEMOCRÁTICA

"A SÍNDROME" - Tragédia em 1 Acto.

Estudos apontam para que esta seja uma patologia adquirida em períodos de falta do exercício do poder. Dá-se como exemplo vulgar os afogamentos que ocorrem a partir do momento em que o nadador se apercebe que está a nadar fora de pé. É um “ar” que lhes dá! Começam a chapinhar e vão-se por aí abaixo que nem tordos! Os tordos não sabem nadar.
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SOCORRO! ESTOU ASFIXIADO. TIREM-ME DAQUI PARA FORA,

TRAGAM-ME O DANTAS, UM ANTÓNIO FERRO, O CAVACO,

MAIS O JARDIM, O RAMOS E O GUILHERME,

COMO ESTOU ATÉ O LARA ME SERVE.

OLHEM, O NOSSO LOUREIRO TAMBÉM. ELE VEM.


AH! O NOSSO LOUREIRO, QU'É DELE?... E DO OUTRO TAMBÉM?

INGRATO! INGRATOS TODOS! INGRATOS!

SOCORRO! Ó D'ASTRANJA, ESTOU ASFIXIADO.

Sai de cena. Não!...Não sai de cena! Fica a perorar à boca do palco agarrado à cortina de olhar em alvo em posição de Louva-a-Deus.

Acto 1, cena II
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07 fevereiro 2010

Das Escutas aos Despojos

Não escrevo sobre estas escutas, nem sobre as supostas que existem e virão a conta gotas escorrendo por aí como baba, porque vivi no fascismo português, tenho memória e ética, e um nojo enorme pelos biltres que se prestam a levantar do outro lado a cavilha. Acreditei um dia que seria uma prática que nunca mais veria em Portugal, enganei-me, e o que é grave é que a mesma Democracia que foi por elas sufocada, não as trate com a impiedade que merecem. Hoje as escutas, amanhã a tortura, haverá em cada momento um herdeiro genético do Pide que não caçamos, com estrutura moral para se servir dos resultados dessa actividade, obtido nas catacumbas do equivalente quartel de uma qualquer Nova Legião. Mesmo que ele seja Juiz, porque juízes também o eram nos sinistros Tribunais Plenários e a Democracia ainda não se soube livrar deles. Tenho medo porque há quem goste. Tenho medo porque há quem não se importe. Tenho medo sobretudo, porque à crianças na sala e elas sim, a ouvir sem querer e a ser deformadas pela pouca vergonha que vai na cabeça de cada adulto.

Retive do Haiti um relato: o da espoliação selvagem dos haveres dos cadáveres enquanto se procedia à sua remoção. O nojo humano comunado com o Diabo. Aqui, o fogo já se pegou, o país está arder e no saque dos salvados que são o voto, há homens sérios que tapam a cara para não ficar na foto.
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Não sou supersticioso mas ficou-me destas coisas um único tique: não apanho do chão moedas de tostão. São uma oferta do Diabo.

06 fevereiro 2010

O seu a seu dono

Tenho-me referido a Luís Delgado quando dou um exemplo dos jornalistas comissários que me obrigam a fazer zap. Com tanta boa prestação, acabou mesmo nomeado para dirigir a Lusa. Mas devo da mesma forma destacar-lhe as boas performances quando as ouço e curiosamente anda agora mais profissional. Disse ele numa mesa redonda na SIC-N:

- Meus senhores temos que ser justos com eles (PS), nós estávamos aqui há um ano a pedir-lhes: “Meus senhores deixem lá o deficit, injectem dinheiro no mercado, salvem as famílias, as pessoas, e não podemos agora estar aqui a falar que o deficit é nove. Que fosse nove ou dez ou onze, o importante foi salvar as coisas”

O filme da crise ainda não acabou, mas há muita gente a precisar de vê-lo de principio. E ali a tia Avilez meteu a viola no saco.
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05 fevereiro 2010

A Turquia e a Honra...

Acabo de ler em rodapé na TV: "Menina enterrada viva na Turquia para defesa da honra da familia". É esta Turquia que acham que deve alguma vez fazer faz parte da Europa?

Solidariedade


"É uma página negra para a laicidade"

Numa atitude igual à do fascismo islâmico onde a religião é um dever público e não um direito privado, O JUIZ ITALIANO LUIGI TOSTI É AFASTADO DAS SUAS FUNÇÕES. Impedem-no de exercer, por não acatar uma circular de Mussolini.
A Europa só terá voz para combater qualquer forma de fascismo de Estado se entre nós for coerente.
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Alerta visto no Ponte Europa.

04 fevereiro 2010

Ainda o Crespo

O grande Mário é isto!

Mário by himself.

Liberdade de Expressão ou liberdade de “Informar”?

Tudo visto aqui, no Pátio das Conversas


Reedição: Aqui no Câmara Corporativa também há matéria suficiente para se ficar com uma ideia do que se passou, veja-se este sobre a Crespologia... Ou esta repescagem de um texto de Cintra Torres. Também por lá descobri que Crespo é testemunha da Guedes e do Moniz no famoso processo da TVI. Tudo se conjuga.
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02 fevereiro 2010

"Pulhices" e "Palhaçadas"

As palhaçadas e as pulhices que estão a envolver Mário Crespo começam a feder. Tenho visto entrevistas que pela raiva subjacente ou pela besuntice babada lhe definem o carácter por detrás da máscara. Não sou obrigado a levar com comissários de outros interesses, travestidos de ingénuos jornalistas e nenhuma destas "palhaçadas" e "pulhices" são inócuas.

Há muito que me habituei a saber ler e ouvir a Comunicação Social e teria que estar eu num manicómio se colocasse as Guedes e os Crespos na galeria dos que contribuíram alguma vez para isso. Parece que vai estar nas jornadas parlamentares do CDS/PP... Fará lá falta por certo, vai ter o seu banho de afecto, mas não é disto que o Jornalismo precisa nem é assim que vai sobreviver.
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Reedição: Ou se quiserem, ele é um bom jornalista, como Jardim é considerado um bom político, o Pinto da Costa um bom dirigente desportivo ou Toy um bom cantor. Há audiências e gostos para tudo, eu é que não sou obrigado a alinhar pelo gosto comum e ninguém me pode proibir de o confessar. Fica pois a confissão. E daí?
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29 janeiro 2010

Desenhadores urbanos

Desenho 2


Descobri os Urban Sketchers pelo Tacci, no Portugal, Caramba! e depois fui vê-los a Torres Vedras. Valeu a pena. É a arte do desenho numa das suas formas mais simples, despida de outros constrangimentos o que lhe confere um interesse especial. Naquela forma de diários gráficos, mas também literários, estavam lá umas largas centenas de desenhos em blocos de diversos tamanhos que nos falam da forma como cada um registou um determinado momento do dia. Sempre tive alguma inveja desta gente de traço fácil. Resta-me a persistencia.

E tu Caitas? Faz aí um Mini em derrapagem controlada que eu por mim só me atrevo a isto ... mas fica-te como desafio!
P.S. Mas olha, cuidado, este bloco era um chinês barato, aguenta aguarela mas é mata- borrão para tinta.
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25 janeiro 2010

O que eles lêem.

No programa Plano Inclinado da Sic Notícias, Medina Carreira: - Olhe ando a ler uma biografia de Goebbels...

Mário Crespo: - E eu ando a ler Norman Mailer (ou Miller) que inclui uma parte da biografia de Hitler onde ele diz que os grandes problemas se resolvem por si. Contrariamente á ideia que temos dele de, centralismo...

É pá... isso não são leituras depressivas?!
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21 janeiro 2010

Opinto dourado

Não devíamos ter ido a correr para o YouTube ouvir o que disse o presidente Pinto, mais o Pinto dos árbitros, o Teles do jornais, o Jacinto do apito, o Araújo da fruta, e toda a gente honrada daquela “genial chantagem”, porque não é uma actividade saudável, é subterrâneo como foram aquelas conversas que minaram os alicerces do nosso futebol durante todos estes anos. Mas pronto já está, nada a fazer, fica uma enorme tristeza por ficarmos ainda mais desiludidos com estes actores, ainda activos e até elogiados do nosso futebol. Não foram penalizados pelo que ouvimos e podendo agora sê-lo pela opinião pública, resta-lhes a fuga para a frente da queixa-crime, e do fumo com Apitos de outras cores, assim à maneira do fedelho que leva um tabefe e quer correctivo igual para os que riem. Uma miséria porque, conseguem apesar de tudo ter audiências.

20 janeiro 2010

A medalha do Santana

Dizer que meteu pena o episódio da condecoração com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo é o pior que lhe podemos fazer, mas deixar passar como um louvor fingindo como a Ordem daquela medalha, é que não fazia sentido.

Se quisermos saber o nexo que tudo fez, basta ver o filme da agraciação, as duas conversas de circunstância e os ares compungidos que rodearam tudo aquilo. Não fomos nós que inventamos ou recreamos o ambiente, foram os presentes que deram ao acto o tom que realmente teve.

Um prémio, deve ter como critério de atribuição a distinção num determinado feito e não uma atribuição “por tradição”, independentemente da qualidade com que se concluiu. Parece óbvio que isto esvazia o sentido de qualquer prémio e a ser este o critério, esvazia o sentido de qualquer Ordem, e de qualquer cruz.

14 janeiro 2010

Aos haitianos

É um simples cravo mas representou a esperança da renovação, e foi assim que sempre o vi. Uma renovação que não era só política, era também esperança noutra vida onde cabiam todos os sonhos. Neste momento, vocês não precisam de flores bem sei, precisam de tudo, mas sobretudo precisam para não sucumbir: de Esperança, até que o mundo chegue, vos agarre e perceba que não vale a pena andar em desvarios perante tanta força que não domina e esta, foi um impacto igual ou superior a trinta bombas atómicas!
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Tenho esperança que algum destes infernos a que a Humanidade está sujeita - mas mais uma vez e sempre, os pobres – a despertem para a evidência de um maior valor: o da vida humana. Quem sabe se não foram vocês os escolhidos para essa prova final? Mas acredito que um dia acontecerá. É por isso que vos trago em vez das nobres flores de circunstância para os que foram, este cravo que fiz, enquanto me lembrava da grande esperança de vida que ele representa em cada Primavera. Não acredito que persista a cobardia dos que vão achar que alguém se vai importar com vocês, porque este é um assunto de cada um de nós: delegar é não fazer e nunca foi tão fácil participar.

12 janeiro 2010

Há Pinto na costa!

Quando hoje ouvi a notícia, achei que era ainda uma repetição desta outra, mas não, era mesmo Pinto outra vez, desbragado, parecendo aceitar muito mal que a sua equipa não vá à frente da classificação na Liga. Não passou uma semana e volta a inflamar as hostes com esta espécie de gritos de guerra. É de recear pelo dia em que o FCP - para não o confundir com o Porto – deixe de ganhar campeonatos e não sei se não serão de temer reacções mais graves acicatadas por este fogo posto permanente, porque alguma gente da bola, tem na bola razões que a razão desconhece. Tão grave como isto, é que haja políticos que por aritmética de votos não consigam resistir ao fascínio do futebol.

09 janeiro 2010

Pinto dá à costa

O que foi que nós fizemos agora? O ambiente dos futebois andava sossegado, talvez pelos atrasos na conclusão dos processos a decorrer na Justiça. Valia o facto do Pinto ter as suas declarações limitadas pelo tribunal evitando assim as suas habituais alarvidades, com as acusações a Lisboa, aos mouros e a tudo o que pareça vermelho mais-ao-diabo-que-o-carregue. Acabou a proibição e voltou a falar para dizer que “Portugal era um país pequeno de mais para ser dividido em dois” assim, sem mais... Não acho que Jardim e Pinto resistissem muito tempo na marquesa de um bom psiquiatra, porque têm tiques que revelam um qualquer complexo, conflitos interiores que causam aqueles distúrbios e os levam à mania da perseguição. São pessoas afectadas no recôndito do ego. O Alberto, com a fanfarronia e o exibicionismo de rei sol, pode dizer o quiser porque todos o consideram inimputável, o outro, acorda da quarenta a que a Justiça o obrigou para voltar a pegar na espada e no elmo para se espadeirar contra moinhos que não existem, quanto mais os fantasmas que representam.

Esta necessidade de manter vivo um inimigo, é o truque velho que qualquer ditador ayatola ou manipulador tem que sustentar, para dominar as massas. Neste caso, tudo começa com Pedroto, quando este falou do “centralismo”, que não era nada mais nada menos do que o Porto não ganhar campeonatos há duas décadas, mas resultou, porque ao arranjar uma boa equipa que começou a vencer, a culpa passou para o povo a ser do “centralismo” e a partir daí se começou uma campanha de animosidade contra Lisboa. Qualquer lisboeta sente a injustiça desse tratamento, embora esteja a mudar, mas por força de serem empurrados para a guerra por esse tratamento iníquo. O ego deste Pinto foi desde esses tempos alimentado com esse ódio e não conseguirá agora viver sem ele porque foi com esse alimento e nesse clima que cresceu, daí que todas as semanas tenha necessidade de o manter e falar a despropósito do Benfica e de Lisboa. Valham-me os bons amigos que tenho no Porto para que tanto eu como eles não confundamos o Porto com o Pinto e Lisboa com os mouros.

Vejam o que se diz aqui no Pátio das Conversas e que lembra muito bem a forma como este cavalheiro está no futebol. Ganhar, é para ele uma questão de sobrevivência, o problema é que com esse estilo ele arrasta e aliena nessa vertigem uma cidade.

05 janeiro 2010

Homenagem a Lhasa de Sela

(Reeditado)

"La Fontera

Hoy vuelvo a la frontera
Otra vez he de atravesar
Es el viento que me manda
Que me empuja a la frontera
Y que borra el camino
Que detras desaparece

Me arrastro bajo el cielo
Y las nubes del invierno
Es el viento que las manda
Y no hay nadie que las pare
A veces combater despiadado
A veces baile
Y a veces...nada

Hoy cruzo la frontera
Bajo el cielo
Bajo el cielo
Es el viento que me manda
Bajo el cielo de acero
Soy el punto negro que anda
A las orillas de la suerte "


Entre tanto drama humano merecedor da nossa atenção, desfocado pelo abastardamento da repetição de imagens, retive apenas nestes primeiros dias do ano uma história, a de Lhasa de Sela, uma cantora que mal conheci. Ela talvez representasse um produto de experiências, interrogações e caminhos paralelos aos da minha juventude. Cantora conhecida como “Nómada”, era filha de pais hippies, dos verdadeiros, pai mexicano e mãe norte-americana, de nacionalidade canadiana, não teve escola até aos treze anos aprendendo apenas com os ensinamentos da mãe. Viveu uma infância maravilhosa, segundo ela, parece que por não ter a responsabilidade que tinham as outras crianças. Livre de drogas diz, que foi talvez porque em casa não era fruto proibido, por muito polémico que isto possa ser. Considerava-se uma cidadã sem pátria. Fica uma simples homenagem nesta sua música e na entrevista a Carlos Vaz Marques na TSF em 2005.

04 janeiro 2010

Saúdem-no como Arte.

Falámos daquele homem hoje à refeição. Já não me lembro se lhe respondi na primeira vez que me saudou quando passei por ele de carro, mas seguramente que o fiz na vez seguinte e sempre em todas as outras, porque há um apelo enorme naquela figura humana que sem nos conhecer, nos presenteia com um enorme sorriso e nos saúda de braço no ar, sempre que passamos por ele no Restelo ou na Avenida Fontes Pereira de Melo, como que lembrando-nos a prioridade a dar ao melhor da espécie humana: os afectos. Ele é para quem passa, uma provocação boa ou má, uma indiferença, talvez uma irritação para alguns, e essas, são contradições de uma obra de arte.

Vejamos então aquele homem de quem não conhecemos a história, como a obra de arte na qual o próprio escultor se tornou, como uma instalação pública montada fora da galeria, arte urbana, cumprindo um dos objectivos principais da arte: interpelar-nos. Cumpre-nos devolver-lhe o capital que nela investiu, tornando-o num caso ímpar: o de uma obra que nos agradece a apreciação através dela própria, em si mesma, o autor.

“A arte não tem, para o artista, fim social. Tem, sim, um destino social, mas o artista nunca sabe qual ele é, porque a Natureza o oculta no labirinto dos seus desígnios.” (...) Fernando Pessoa .

22 dezembro 2009

O Povo e a Música

Disse um dia que tinha inveja deste povo, seria antes que gostaria de ter tido um povo ou uma nação que tivesse tido a oportunidade de produzir cultura desta forma. Perguntavam-me no email que recebi com o link do vídeo que segue: “E nós o que temos? O Toni Carreira e agora o filho?” Não, não são as audiências do Toni que preocupam, até porque as salas com grandes clássicos, começam a ter as suas audiências, do que tenho pena é que lá muito para trás na nossa história esse despertar para as ideias, as artes e a cultura não tenha acontecido. É portanto um deficit na nossa evolução histórica. Mas não podemos ser severos, porque quer se queira quer não, é também um problema geográfico: tivemos sempre na Espanha um tampão entre nós e a cultura europeia, enquanto os Iluministas e outros arejavam a Europa séculos atrás. Compete-nos agora correr atrás do tempo e tornar o nosso futuro povo um amante de cultura capaz de produzir um dia a sua obra e quem sabe gostar de cantá-la assim.
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16 dezembro 2009

O postal de Natal

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Imaginem que o receberam porque foi feito da forma menos virtual possível, ele existe mesmo. Foi comprado, manuseado, escrito, fotografado e agora colocado aqui para fazerem dele, vosso. Um abraço a todos. Deixo-vos esta belíssima voz da Jana Mashonee, cantando na Língua nativa Navajo.
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14 dezembro 2009

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Erros caros.


Parece continuar a haver gente a insistir no mesmo erro em relação às Presidenciais, ao esquecer que foi este Manuel Alegre, só, sem apoios oficiais, com as animosidades internas apontadas para ele, contando apenas com os portugueses como eu que pensaram por si não delegando em ninguém essa responsabilidade, suportando do seu bolso uma campanha apoiada em muita contribuição individual, sendo constantemente afrontado pelos seguidistas de Sócrates e Soares hoje premiados no Governo, que por uma unha negra não obrigou Cavaco a uma segunda volta. Sabe porquê? Porque foi capaz de nos falar da CIDADANIA de uma forma que os adeptos do discurso oficial não ousam porque têm medo dela, medo que os centrifugue. Há uma nova esperança na força do discurso de Alegre e isso não faz quem quer só faz quem pode. Obama confirma isto. É pois com espanto que continuo a assistir a este tipo de análise, mas se não é já alguma estratégia de demolição eleitoral, é pelo menos um déjà vu com uma desastrosa derrota, reeditavel com qualquer-um-peixe-de-águas-profundas que venham a pescar.

Quanto aos jornalistas, não me diga que não são preferíveis os independentes, ainda que estagiários, a efectivos dependentes, a mercenários em outsourcing ou a agenciados, convenientemente bem pagos. As Agências ... claro.
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10 dezembro 2009

Portugal profundo

Em tempos fui pró regionalização e não sei bem porquê, porque isto de regiões é coisa que não pensamos todos os dias de forma a termos uma opinião tão formada. Acho que acreditei mesmo que era possível não multiplicar as estruturas que suportamos e por aí pululam, de forma a que não começassem a haver por aí mais esposas de presidentes e de vice-presidentes, de chefes de gabinete de presidentes e respectivas Secretárias, e mais secretárias e cadeiras novas de espaldar e up grade das frotas automóvel, assim à maneira da nossa Assembleia e do seu presidente peixe-de-águas-profundas. Naquele tempo alimentava-me um espírito que entretanto me parece ter-se perdido, e começo agora a descrer em regionalizações ao ver gente recuperar o tema depois de falhar o assalto ao poder, de tantos apitos e sacos às cores, contas na Suíça e mais estes exemplos edificantes que junto no link. Agora, atormenta-me pensar que estes homens poderiam candidatar-se um dia e mandar calar ou arrotundar uma região inteira.
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as

08 dezembro 2009

Manuel Alegre


Mário Soares teima em não ter o final político que merecia. Não precisava de continuar esta senda. Uma pena. Ver no Jornal I.
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"Uma bola de futebol a sério"

Era uma reportagem nas tabancas algures em Moçambique, com os filhos órfãos da guerra. Falavam da responsabilidade dos rapazes mais velhos, agora o amparo dos mais novos, depois dos pais morrerem com sida. Do cultivo da terra e da subida arriscada aos coqueiros que agora lhes competia. Das contenções em namoros, porque não havia mais ninguém para apoiar a família se “houvesse problema”. Da moça quase criança que à força virou mulher com uma pequena criança nos braços, filha do desconhecimento “dessas coisa dos tempo”. Das crianças descalças que jogavam felizes com uma bola de trapos da cor do pó vermelho dos pés, e declaravam com um grande sorriso aberto “que o que mais queriam era mesmo uma bola de futebol a sério!”. A repórter, virando-se para aquele rapaz meio criança, tutor daquela gente, ainda pergunta:

- E o que é que vos faz falta?

- Ah sim! Nada. Nada nada. Tá tudo bom. Tudo bom. Numa introspecção, distante, onde provavelmente já não estavam para ele os repórteres, disse uma vez mais olhando o chão:
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- Tá tudo bom.
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A espanholização da política

António Vitorino em entrevista a Judite de Sousa, a propósito dos recentes episódios entre Oposição e Governo: “Estamos a caminho da espanholização da politica”.

Ou, casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão? Eu quero tudo menos espanholizar-me. Tenham lá então juízo.

07 dezembro 2009

O Clima em Copenhaga

Vigílias por um acordo sobre as medidas para combater as alterações climáticas vão ser realizadas por todo o mundo no próximo dia 12. Esta equipa de http://www.avaaz.org/ colocou em marcha uma campanha a nível mundial. Veja o quê: Vigília por um Acordo.

Cavaco: "Autoritarismo gelado"

(...) "Agora, sustentado por uma absurda evasiva protocolar, não compareceu na grande homenagem à memória de Melo Antunes. A justificação brada aos céus. Estavam presentes três antigos Presidentes da República, demonstrando que a questão central, o tributo a Melo Antunes, evocava o sentido dos valores e a magnitude de uma Revolução que determinava a defesa desses valores. O dr. Cavaco virou as costas. E a Associação 25 de Abril, cansada de ambiguidades e de escusas disparatadas a quatro convites destinados a memórias semelhantes, a Associação decidiu nunca mais solicitar a presença do dr. Cavaco. Há, portanto, um corte de relações entre uma instituição que simboliza a Revolução de 1974 e os seus heróis, e um indivíduo que, casual e episodicamente, é Presidente da República."(...)
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Leia o resto do artigo de Batista Bastos justamente indignado no JN.

05 dezembro 2009

Os Dubais de areia.


Li algures: Cidade-símbolo do capitalismo árabe está à beira de tornar-se uma cidade fantasma. Em tempos, uma amiga enviou-me um pps com fotos maravilhosas de um empreendimento algures no deserto, com canais de água cristalina, lagos com ancoradouros em estilo veneziano, embarcações de recreio onde era possível antever sortudos desta vida, gente dourada pelo sol esquecida das coisas que nem tem que fazer. Respondi-lhe, com a primeira imagem que a minha memória fez, lembrando-me da mensagem final do filme: “O planeta dos macacos”. Via tudo aquilo como uma construção na areia que um dia a lei da entropia converteria fatalmente noutra ordem planetária, quando as areias chegassem para secar aqueles desvarios, ou o desentendimento entre os homens o tornassem num deserto igual ao do filme. Depois, foi também a certeza que a loucura financeira a que assistíamos que suportava tudo aquilo, era como uma espécie de encantamento próprio das miragens da sede no deserto, e continha a prova que seria tudo mais efémero do que parecia. Foi mais ou menos esta a resposta.

Receio não me ter enganado, porque as más notícias sobre aqueles exageros, agora, os financeiros, estão a chegar mais rápido do que o previsto e a antecipar-se até a chegada das areias e do capim das dunas, apressando o agravamento da crise que ainda não quisemos resolver. Decididamente, montamos mal este mundo porque não o fizemos com sustento. Fontes aleatórias: aqui, aqui e etc.
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02 dezembro 2009

Aula sem cadernos

Estes, são exemplos de vida que valem a pena conhecer, e esta aula uma forma tão elevada de como podemos falar sobre eles, ou melhor, como nos podem ajudar, se utilizados desta forma tão empenhada e conseguida. Não me importava de ter sido aluno nesta aula do Jad:
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01 dezembro 2009

Hino da Restauração

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A charanga irrompia na rua em alvorada de estridentes metálicos, por aquelas noites frias do negro azulado de Dezembro, antecipando uma aurora ainda meio adormecida, tocando o hino da Restauração, quase roçando a janela do quarto onde eu ainda criança, dormia, alheio àquela manifestação patriótica. Era assim, com aquela genuinidade, que naquela vila do norte do Alentejo se comemorava o 1º de Dezembro, evocando a memória da madrugada em que nos livramos do domínio Filipino em 1640.

Talvez tenham sido os actos de coragem daqueles músicos ao percorrerem as ruas geladas do 1º de Dezembro, que me incutiram o espírito que guardo por este país. Confesso-me um patriota, saudável, mas sem medos: patriota. Sendo que pátria, é a terra onde a pessoa nasce ou nação a que pertence.

Neste vídeo, em Elvas, ninguém parece saber a letra do hino, nem sei se a que existe é original, mas a que cantávamos não é recomendável reproduzir aqui...
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29 novembro 2009

A Igreja

Não é só a falta de consenso no valor da obra de arquitectura da nova igreja em Belém, o qual sabemos que só o tempo devolve, ou não, quando outras análises noutra época pesarem na sua avaliação, que me leva a discordar em absoluto do projecto - também, por não lhe reconhecer nenhum vanguardismo especial digno de crédito - mas, as razões que estranhamente parece não terem pesado na ideia estapafúrdia de colocar ali e naquele ponto alto, mais uma igreja. São tantas as razões que escolher um começo é difícil, mas desde logo, o porquê da coligação de Direita que governava Lisboa à época, ter oferecido tão valiosos terrenos à Igreja, naquela zona. Depois, o da ostentação que é sempre coisa incompatível com a mensagem do inspirador da Igreja mas a que esta pouco liga, sabendo que o projecto vai custar três milhões de euros, que não existem ainda, dizem-nos, um pouco em forma de choradinho. Depois, porque em termos urbanísticos é um desastre e em termos simbólicos há nela muitas contradições. Lisboa, não tem falta de locais de culto católico e aquela zona já possui os suficientes, do que Lisboa precisa são projectos e obras de carácter social, para uma população cada vez mais pobre, envelhecida e amendigada, mas a isto a Igreja fala-nos de resignação. Belém já começou a ser escavada para dar lugar a mais este espavento da Igreja Católica, não sei se iremos a tempo. Abecassis e Santana Lopes estão-lhe associados.

Enquanto as religiões não se impuserem pela prática diária junto dos povos e pelo despojar de atavios magnânimos, arquitectónicos e cenográficos com que esmagam a pequenez dos fiéis seguidores, nunca serão religiões sérias, no sentido em que o grande valor da sua existência deveria ser exclusivamente a mensagem em si, bastando apenas isso como método de captação e não buscá-lo pelo efeito que deixa sideradas as ovelhas ao contemplarem as suas obras megalómanas. É esse jogo perverso de imposição de imagem que aniquila a seriedade de muitas religiões. Veja aqui o projecto.
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27 novembro 2009

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Photobucket

Os Pombos

"Sendo a prevenção um dos aspectos a atender, enquadra-se nesta perspectiva a proibição da sua alimentação, que constitui contra-ordenação punível com coima." (n.º 1, artº. 60º do Regulamento de Resíduos Sólidos da Câmara Municipal de Lisboa). Onde pára a nossa Polícia Municipal? No Brasil já aconteceu isto, veja:
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As doenças dos pombos que convém saber:
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INFECCIOSAS:
BACTERIANAS - Salmonelosis ou Paratifosis, Cólera, Corízia, Ornitosis, Micoplasmosis.
VIRÓSICAS (Vírus) - New Castle ou Paramixovirus, Adenovirus, Herpes, Diftero, Viruela.
MICÓTICAS (Fungos) - Aspergilosis, Cadidiasis ou Muguet.
PARASITÁRIAS:
INTERNOS - Coccidiosis, Ascaridiosis, Capilariosis, Teniasis.
PROTOZOARIOS - Plasmodiosis ou Malária, Haemoproteosis, Trichomoniasis.
EXTERNOS - Piolhos, Ácaros, Dipteros (Moscas), Carraças.

25 novembro 2009

Esclareçam-nos!

Fazendo aqui o papel do cidadão comum, o da rua, dos transportes, do café, diria que não me preocupa nada que Penedos tenha saído da REN e o porquê é óbvio: já o culpamos! … Ainda que não seja assim, e assumindo-nos todos, os Invejosos Sociais de que fala Sócrates, classificamos os proventos destes gestores, excessos de um sistema profundamente injusto, que baixa a estima que temos por estas classes incomuns.

Se este advogado diz isto depois de ver 50 anos de decisões judiciais, não deveremos interrogar-nos sobre o que quer o senhor dizer? Das duas três, ou o advogado está a perder faculdades, ou a jogar o seu capital de confiança junto de nós de uma forma tão arriscada, ou alguma coisa de profundamente errado está a assistir. Como homem da rua é mais uma curiosidade com que fico e uma investigação a fazer por conta própria, uma vez que não nos vai restando Comunicação Social que possamos encarregar disso, como podemos ver aqui.

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24 novembro 2009

Tenho medo...

“Tenho medo de uma sociedade que não tem medo de escutar. Nesse sentido Mário Crespo, tenho medo.” Era assim que os seus entrevistados de ontem, Saldanha Sanches e Paula Teixeira da Cunha poderiam bem ter respondido, quando você queria insistentemente que eles entrassem na sua campanha do Medo. Você quer fazer acreditar as pessoas, que há Medo, quer levá-las a dizer o que faz parte da sua agenda. Está a ser patético e os seus objectivos são indisfarçáveis.

Remeto-o de os olhos fechados e ouvidos tapados para VPV, no Público. Lido em primeira mão no Pátio das Conversas: (…) "A oposição acusa Sócrates de não dar explicações ao país sobre o que alegadamente disse na escuta a Armando Vara. Não percebe, ou percebe demasiado bem, que a mais leve explicação abriria um precedente perigoso. Dali em diante, o primeiro boato com uma aparência de plausibilidade forçaria o primeiro-ministro a justificar, como culpado presuntivo, cada movimento e cada palavra, que directa ou indirectamente transpirasse para a televisão ou para a imprensa. O Governo acabaria por se transformar, como de resto já se transformou, numa feira contínua e num escândalo gratuito. É inteiramente legítimo tentar remover Sócrates de cena. Não é legítimo, nem recomendável arriscar nessa querela a própria integridade do regime." Como vê Mário Crespo até o inefável VPV escreve assim.

Apanhemos quaisquer Sócrates ou Cavacos se eles forem sacripantas, mas sem que isso ponha em causa uma coisa mais fundamental, a nossa liberdade e o direito a não ser escutados em manobras de diversão manipuláveis por qualquer mente sem escrúpulos, quanto à devassa da nossa privacidade. Isso, mete mais medo do que os seus Medos.

21 novembro 2009

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Os Comentadores e Sá Pinto

Rui Moreira diz: “Sim, porque o Ricardo Sá Pinto é uma pessoa benquista no nosso futebol. As pessoas gostam dele…”.

Rui Oliveira e Costa: “Menos o Artur Jorge, não?! … Ahhh ah ah ah ah”.

Rui Moreira: "Ah sim claro! ... Ah ah ah ah".

Sá Pinto, foi aquele jogador que por não ter sido seleccionado, se lançou um dia em cima do seleccionador Artur Jorge ao soco e ao pontapé, quando este estava de costas a falar com alguém. Como prémio, foi recebido em Alvalade por uma multidão ululante, e é agora o director desportivo e já distribui sorridente, autógrafos às criancinhas.

Paulo Bento diz isto dele: “Por minha vontade Sá Pinto não trabalharia no futebol”. Atenção, não é no Sporting, é no futebol! Das duas uma, ou Paulo Bento não é o homem integro que todos conhecem, ou o outro não é mesmo flor que se cheire. Estou mais tranquilo. Julguei que era exagero meu.

19 novembro 2009

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Queiroz ... muito que fazer!

“… Muitos abutres falavam antes destes jogos, mas agora não têm mais carne para comer…”. Foram declarações de Eduardo, Guarda-redes da Selecção Nacional a uma Televisão.

Digo muito que fazer, não tanto pelo que vimos no jogo contra o inferno bósniohersegovino, mas pelo inferno que é a falta de nível de jogadores que chegam à Selecção e se acham craques com direito à bimbalhice e aleivosia. “… Muitos abutres falavam…”? Quem se julga Eduardo? Com que direito fala daquela forma, sobre quem não esteve de acordo com a forma como a equipa vinha perdendo pontos? Olha Eduardo, escrevo isto desta forma, mas fui dos que sempre apoiou a Selecção e este seleccionador, mas de repente, e com isto, deste-me uma veneta e acabaste por me fazer lembrar uma coisa que já estava esquecida: foi quando te precipitaste que nem um abutre nas tristes cenas das agressões à entrada do túnel no Braga, contra o Cardoso e o Benfica, quando ele apaziguava todos. Assim, Carlos Queiroz vai ter mesmo muito que fazer, porque um style desses não vem só de berço, e nós não queremos gente reles na Selecção.
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14 novembro 2009

Refugos na TVI - (Reeditado)

A Pide não escutava por motivos criminais, não andava a saber o que cada um falava porque o seu zelo se estendesse à prevenção do crime. A Pide escutava puramente por motivos políticos. A Pide só queria saber o que cada um dizia politicamente, não me consta que os criminosos tivessem a Pide à perna.

Ora: “O presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, decidiu, ontem, sexta-feira, anular e destruir as escutas telefónicas do processo Face Oculta em que intervém o primeiro-ministro, José Sócrates, à conversa com Armando Vara. (...) O presidente do STJ terá considerado as escutas nulas e irrelevantes do ponto de vista criminal.”. Lido no JN. É um juiz, e logo o presidente deles, que o diz: “... do ponto de vista criminal” que é isso que lhe interessa e está em causa, porque as escutas neste Estado de Direito só são permitidas em investigações criminais e com moldura penal superior a três anos, e não em investigações políticas. O que alguns arautos da defesa do Estado de Direito reclamam è a sua subversão pela via das alterações pontuais em função dos seus interesses políticos, esquecendo que a abertura a esse voyerismo é o principio que pode vir a legitimar a coisa mais execrável num regime político: a escuta segredosa ao cidadão. Isto deixa-me um arrepio no pelo, mas pelos vistos não deixa a todos. E vi ontem alguns na TVI, o José Manuel Fernandes, pois claro, e um artista com um ar muito pouco recomendável António Ribeiro Ferreira, sobre o qual descobri esta pérola de veneração a Bush, tendo-o descoberto nesta e nesta onde o pode conhecer. É com arautos destes que o jornalismo e a Direita vão fazendo o seu caminho, e é uma pobreza que a televisão promova o seu fel, unicamente à cause de Sócrates.
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Reediação depois da audição do "Contraditório", na Antena 1:
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Um dos riscos que se corre quando se escreve a quente, é o de laborar num raciocínio errado, e esse foi um risco corrido neste post. Mas vi as reacções de alguns políticos a este problema e cada vez mais, e por isso, me sinto melhor no raciocínio autónomo sem precisar de correias de transmissão política. Remeto-vos para este programa da RDP, o Contraditório, com Carlos Magno, Luis Delgado e Ana Sá Lopes.

Diz Carlos Magno: “Há coisas que um cidadão não faz, não faz pelas pernas abaixo e não comenta escutas.” De memória, dizem eles, e até o inefável Luis Delgado, entrou neste acordo de conversa: “Quem colocou as escutas cá fora cometeu um crime. Repugna-me que alguém seja quem seja, esteja a ser escutado. Como diz o Bastonário Marinho e Pinto, até um arguido e o seu advogado tem o direito a não ser escutados, quando alguém está a escutar, deve parar logo ali.
Vejam lá o que isto dá: aqui há coisa de um mês andávamos todos preocupados a discutir porque o Presidente estava a ser escutado, afinal era Sócrates que andava a sê-lo há quatro meses. Provavelmente andamos todos a ser escutados isto é uma sociedade inquisitorial pidesca, soviética, própria de regimes ditatoriais etc. etc. “
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Direi mais: é preciso registar os nomes de quem está a dar apoio ou concorda com a isto porque não é gente de confiança para alguma vez ter acesso aos destinos deste país.

Clique no link daquela conversa, e depois no botão de áudio para ouvir, porque raramente lhe sugiro coisa que não mereçam ser ouvidas.
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11 novembro 2009

Encerrada temporariamente

Buchholz. Ou o seu epitáfio?

Ia à Livraria Buchholz, na Rua Duque de Palmela, comprar um livro, mas a indicação à entrada provocou o desalento que aqui me trouxe. Por baixo da reentrância da porta de vidro já se acumulavam folhas amarelas de Outono, que me acentuaram a melancolia neste S. Martinho, talvez ainda pela falta de água-pé e duas castanhas. Não comprava ali há algum tempo porque o meu circuito na cidade mudou e este intervalo foi fatal. A Buchholz não aguentou o momento que aqui antecipei há dois anos atrás, em Livros & Hipermercados, e ela passa agora nesta história, pelo dilaceramento real do corpo que um dia fez parte da cultura da cidade.

Somos todos culpados! Porque já misturamos a leitura com as couves, quando a mercantilizamos no hiper por mais ou menos um euro. Uma livraria com aquela história entra em qualquer classificação que façamos de património cultural ou imaterial, só a gestão das cidades não parece ver isso. Aceitam-se propostas que salvem as livrarias, desde que não incluam a mistura de livros com chouriço. Os hipermercados secaram as cidades - todo o comércio nas cidades - e elas nasceram mesmo por essa razão. É no comércio que está a sua génese, e a alteração deste padrão de organização humana está já a provocar roturas das quais nos vamos queixando, sem nos apercebermos bem de quê. Depende de nós, já que os poderes que atibuimos à livre concorrência também estão aí para se servirem apenas de nós. Vai morrer mais um pedaço da cultura da cidade sem que ninguém dê o alerta.

10 novembro 2009

Mais um ano assim?!

Alguém dizía na rádio: o que é preciso é arranjar mensageiros que sirvam objectivos políticos e jornalísticos, logo económicos, e mantenham este pântano: Ferro Rodrigues e Jorge Sampaio no Casa Pia, Sócrates no Freeport e Sócrates no Face Oculta. O estatuto da investigação jornalística, não pode ser uma actividade sem riscos, não pode servir para tudo e virar candidamente num conto telenovelado, sem uma forte penalização, se nos andar a enganar. A investigação pode render dinheiro, desde que esteja segura que não o está a fazer à custa do meu bom nome, caso contrário, não pode ser uma actividade rentável como qualquer negócio de sucatas.

Ferreira Fernandes no DN, de 08/11/09:

Leio o resto no link.

06 novembro 2009

Tá boniiiito...


Falta referir que a nova secretária foi nomeada 2 (dois) dias antes de ser mamã. Nem com os escândalos que por aí vão esta gente se resguarda, o que configura que até o pudor já se está a perder. Agora vou ver quem ganhou em Loures.

Aplaudido

Neste excelente vídeo de promoção das obras na Praça do Comércio que aconselho a ver, podemos avaliar o valor das obras que estão em conclusão e que com a finalização da ETAR de Alcântara, daqui a cerca de ano e meio, livrarão finalmente aquela praça do cheiro nauseabundo e da poluição actual que neste momento nos impedem de passar por lá. É disto que as cidades precisam, de obras que a façam funcionar. Para rotundas, flores e palmeiras já demos o suficiente. Vejam:

05 novembro 2009

Nimrod e a Patética

Não ouvimos com frequência música clássica na nossa rádio, apenas a Antena 2 vai cumprindo essa função. Se não tivermos formação musical q.b. é natural por falta de treino não conseguirmos identificar um tema que ouvimos. Pode ser o caso deste que está em audição e o relevo que lhe vou dar é para o facto de provavelmente reconhecermos nele uma semelhança com outro, que não conseguimos identificar de imediato. Aconteceu-me o mesmo e tive que pesquisar a origem que partilho convosco.

Este maravilhoso tema, é de Sir Elgar, chama-se Nimrod, e é a parte IX do “Enigma Variations” e também a mais interessante e empolgante desta sinfonia. É um movimento em que Sir Elgar faz uma dessas variations à volta do 2º Movimento da Sinfonia nº 8, a Pathetique, de Beethoven, como se pode ouvir na comparação em baixo, daí termos a sensação de ser um tema que já conhecemos mas sem aquelas roupas. Verifica-se isso depois de ouvir a Patética, controlando os sons de um lado e outro, desligando primeiro em cima o som do blog:


...Nimrod ....................Pathetique

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04 novembro 2009

Braga: mais do mesmo.

O primeiro lugar da Liga está a tornar antipática esta equipa do Braga com todo aquele comportamento arruaceiro à sua volta e é pena, porque o futebol português precisava mesmo de ar fresco e não de comportamentos decalcados. Braga deixou-se infectar. Parabéns à SIC por divulgar o que a Sport TV não quis. Vídeo retirado do Pátio das Conversas.
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03 novembro 2009

- Isto é um assalto!

Surpreendida, a funcionária da ourivesaria atirou-se decidida e agarrou-lhe a caçadeira com a ajuda da colega, pondo o assaltante assustado em fuga avenida abaixo. No cruzamento seguinte, apontou a arma à primeira viatura que estava parada no semáforo que não foi em cantigas e acelerou a fundo deixando o rasto de pneu no asfalto. Virando-se depois para outro carro, de arma no nariz do condutor, fez saltá-lo cá para fora mais depressa do que tinha entrado. Não fosse a interposição de outra viatura, e a mota do companheiro da corajosa funcionária, que entretanto se meteu no encalço do meliante, teria evitado a fuga logo ali, mas só veio a perder-lhe o rasto nas ruas da Baixa depois de uma perseguição por entre o trânsito, quando também ele viu os canos apontados ao capacete. Isto por informações na hora, via telemóvel! Viemos mais tarde a saber que o artista se perdeu na fuga, já com uma segunda viatura, tendo entrado em contra-mão na Ponte 25 de Abril. Acreditamos que tenha sido depois canja para os nossos ti-nó-nis.

Conclusão: Depois das últimas notícias do Algarve, e de ver o número de pedidos que aguardam licença de porte de arma, começo a acreditar que o cidadão quer fazer justiça pelas próprias mãos, o que por várias razões, é sempre um exercício perigoso e hoje, quatro corajosos cidadãos correram ao pé de mim esse risco.

Isto não é um conto, foi a última aventura d´hoje ao entrar em casa nesta movimentada avenida, já com a sopa na mesa a arrefecer.

01 novembro 2009

A Ética

A falta de sentido ético que por aí vai é de tal ordem que a notícia do engenheiro da Câmara Municipal do Porto apanhado na rede corruptiva que grassa por essas autarquias, está a incensar Rui Rio, por este ter feito, como devia, a denúncia à PJ, da informação que recebeu, sobre o ilícito que se estava a praticar. Isto seria uma atitude normal e até obrigatória, depois de receber aquela informação, e não poderia ser outra sem correr o risco de um encobrimento punível por lei. Mas ao que assistimos, foi às loas que se teceram por aí em louvor do gesto. O que deveria ser tido como uma atitude corriqueira, catapulta um homem a super herói. Isto é o sintoma mais visível de que a ética não vem na matriz de muita gente e que também não a andamos a ensinar nas escolas.

31 outubro 2009

Lavagens ...

No mesmo dia em que leio sobre a edição da primeira biografia de Salazar em inglês, da responsabilidade de um historiador (!) luso nos EUA, que diz: “...era um político menos dominante do que se pensa”, leio também num rodapé da TV que um ex-oficial alemão das SS disse que Hitler "...era uma pessoa afectuosa".

23 outubro 2009

Curriculum? E o resto?

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Como poderá uma Cultura resistir a vaidades e caprichos, e encenamentos de faz-de-conta? A Economia evoluir a cinzento envergonhada e sem chama, e a Defesa comandada por faz-tudos não sucumbir a uma invasão de pirilampos?

Além dos curricula, a nação deveria até possuir de cada candidato a membro de governo, um cadastro aberto do seu carácter, saber a qualidade da pessoa e não só essa outra relação das suas qualificações para o cargo. Um ministro deveria ser um exemplo de cidadão até nas características básicas que reclamamos no ser humano. Não basta saber fazer um pouquinho qualquer coisa, ou essa coisa, deveria ser exigida prova da sua verticalidade humana que nos salvaguardasse que lucubrações tortuosas no histórico dos seus comportamentos, escondidas por detrás da fotogenia de cada máscara, fossem omitidas, acabando por fazer deles cidadadãos exemplares guindados ao topo da hierarquia dos cidadãos do Estado.
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21 outubro 2009

Sousa Lara II

O euro deputado do PSD, Mário David, escreveu no seu blog: “José Saramago, há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. (...) Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa! (...)". Edite Estrela respondeu no Parlamento Europeu: “Isso é uma atitude inquisitorial”. Claro que sim, é um pensamento inquisitorial dos tempos modernos. Uma coisa é Saramago ter ameaçado com a renúncia à cidadania portuguesa, ele fará o que entender com a sua falta ou não, de apego a esta parte da jangada e a mim sinceramente pouco me importa desde que revelou a sua iberofilia, outra, é um português não poder pronunciar-se livremente sobre religião, independentemente de concordarmos ou não com o que diz, sem correr o risco de ser afrontado por estes novos guardiões do Santo Oficio. É preciso lembrar que foram mecanismos de pensamento como estes que lavaram à fatwah islâmica sobre o autor dos cartoons de Maomé. Mais um passo e a atitude é idêntica. Mário David diz que as declarações de Saramago são uma forma de vilipendiar povos! Vilipendiar povos?! Ou parte de povos, se assim o sentirem? Porque é que me inclui nesse número absoluto que julga? Ele desconhece a secularidade do nosso Estado ou tem aspirações a que isto se transforme numa teocracia? Se Mário David perguntasse o que nos levou afastar da fé, talvez tivesse uma surpresa e não falasse em vilipêndios. Não lhe passei procuração para me defender, presumindo que quando escreve vilipendiar povos, se refere também ao povo português.

Isto não significa que eu tenha concordado com as declarações de Saramago.
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19 outubro 2009

Pedantismo intelectual

Há entre nós, um pedantismo intelectual castrador das reacções justas e genuínas, que actua por receio de colagem a tudo quanto cheire a popular, logo, segundo eles, saloio e provinciano! Para além disto, já ouvi falar, quanto às reacções ao vídeo Maitê, em machismo, misoginia, xenofobia, dá para tudo desde que marque a distinção. Para estes, não há reacção justa possível do povo, cujo denominador comum não acabe por gerar uma série de epítetos que lhe colam, tudo menos ter razões que assistam às suas reacções.

Não há nada a fazer, eles existem e essa cultura também. Resta-me excluir da lista desses comensais, alguns amigos a quem concedo a genuinidade da opinião, mas a grande maioria germina nessa marca indistinta dos que pretendem a notoriedade à custa do distanciamento elitista dessas “hordas” inflamadas que são a populaça a que pertenço.

Almada era polémico e o legado não é pacífico, mas é dos que mais falta faz, à míngua de quem nos defenda das hordas dos novos Dantas e Alcoforados que nos cercam.
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14 outubro 2009

David Crockett ou MST?

Precisavas disto Miguel? Nós que estivemos contigo em tantas coisas e causas, engolindo algumas que já iam custando a passar, por que raio, eras tu o Miguel a dizer aquilo e lá fazíamos algumas correcções na pontaria para acertarmos em cheio neles e agora: splaaash! Foi ao comprido. Tu dizes como a tua nova amiga, a Maitê, que somos saloios e provincianos. A Maitê tem então razão?!

Todos os portugueses que gostam demais da merda desta "província" e que reagiram com o coração e não com a cabeça como tu - e sabemos que não fazes parte dos homens que nem sempre pensam com a mesma cabeça, nem isso era afronta para fazer a um pensador como tu - ou então, como mandam os cânones das minorias elitistas que se querem diferenciar das reacções epidérmicas da plebe, dizia, somos: saloios e provincianos. Presumo que não o tenhas dito juntando os quatro dedos, cuspindo nas unhas e passando-lhes lustro no ombro. Faço-te um convite, passa-te para o outro teu anterior lado e como David Crockett esfarrapa-te comentando as declarações do MST do link lá de cima.

Afinal aqueles tiques que te desculpamos, já eram um erro e tu não és afinal intemporal, mudas também com a queda da folha, estarás agora na fase efémera de um fogacho, pensando na tal “...índia muito bonita – “skaw”, na literatura do Far-West...” mas não deixaste o fruto ser semente, e terás assim também como nós um frio e definitivo Inverno reservado para ti, sem que te possamos reinventar, por isso, não direi que nunca te deixarei morrer, porque tu não és afinal um David Crockett.
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O Brasil será a Maitê? - II

Aos brasileiros.
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Tenho lido comentários de brasileiros que conseguem ter a medida da ofensa e ver que o que aconteceu foi muito grave. O povo brasileiro deve ter a noção disso. Nós conhecemos aqui o tradicional manual da vossa anedota, no qual só basta trocar de país para virarmos a ofensa, mas temos convivido com isso, não posso dizer que bem, mas vamos suportando até o povo brasileiro perceber que isso é um sintoma pouco saudável, porque deveriam encontrar melhor forma de elevar o seu ego, sem apoio da anedota. Mas têm reparado apesar de tudo, a forma como são recebidos em Portugal. É evidente que as coisas não têm corrido bem agora, porque está aqui chegando gente de toda a qualidade que não honra o Brasil com o seu comportamento, como não o honrariam se aí estivessem e são estes casos que vêm depois com a chantagem da xenofobia, mas os brasileiros não devem deixar iludir-se com isso. Posso antes assegurar aos que subscrevem comportamentos como os da Maitê & amigas ou os aprova com comentários, que são tremendamente injustos com Portugal e os portugueses. Não merecemos isso porque não terão no mundo um povo que mais estime o Brasil que o povo português. Nós somos demasiado crédulos com os brasileiros, é verdade, e passamos por trouxas, sim, e reconhecemos isso depois quando tomamos consciência da falta de reciprocidade no tratamento, é verdade, mas isso merece o vosso escárnio? Preferiam que o fizéssemos de pé atrás? Na desconfiança? Um dia um escritor brasileiro dizia que a pior sensação que teve quando aqui chegou e começou a conviver, era aquela sensação de que vinha sujo por dentro porque apesar da maravilha do seu povo ele sentia que trazia muita coisa para limpar. Que homem maravilhoso aquele que consegue despir-se para falar assim. Mas isso só o honrou e em nada diminuiu o seu povo, os povos são como são, com qualidades e defeitos.

Apelo a todos vocês, façam um esforço e entendam que é diferente uma criança brasileira ouvir uma anedota, a ver na TV aquele espectáculo de escárnio com um País, um Povo e os seus símbolos históricos numa altura em que constrói os seus processos mentais. Tudo está a ficar lá registado e ela deve perceber que os outros povos lhe devem merecer o respeito que vai exigir mais tarde para si. Um desastre.
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Já agora, e como uma anedota não ofende, aí vai uma para desanuviar:
Os anjos, ao verem o lindo país que Deus fez, e as maravilhas da natureza todas reunidas num só país, quase que ocupa um continente... exclamaram para o Senhor Deus do Universo:
- Mas Senhor, quanta beleza num só país! O Senhor que é tão justo, como pode fazer uma coisa destas? E os outros povos como irão reagir?
O Senhor Deus, de Sabedoria Infinita, responde serenamente ao anjo:
- É, de facto é um país muito bonito, belo clima, de uma beleza natural deslumbrante! Mas aguarde, para ver o POVINHO que vou lá pôr!
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Mas, se os mais renitentes acham que estou errado e há muitos, para esses, e só para esses, porque eu também não sou Santo António, posso acrescentar, como uma amiga brasileira me dizia: "Isso é o tradicional complexo de colonizado frente ao colonizador. Fazer o quê? Só divã de analista resolve! Por esse vídeo se vê até onde vai a ignorância e o desrespeito dos profissionais que deveriam estar passando cultura aos ouvintes, e não esse tipo de atitude. Depois reclamam da ignorância do povo? Se os que são letrados tem atitudes como estas...Imaginem os menos abençoados com a educação...REFLITAM!
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13 outubro 2009

O Brasil será a Maitê?

Vejamos, mas para isso não posso deixar passar em branco o conhecimento do vídeo da Maitê Proença e a sua gozação no canal público brasileiro, GNT, com os portugueses e Portugal. Uma coisa são as anedotas de que somos vítimas, como o são outros países em circunstâncias idênticas, os belgas com os franceses, os alentejanos com o resto de Portugal etc., mas isso entende-se na medida em que faz parte das festinhas que cada sociedade tem que fazer ao seu ego para se confortar da suas tristezas da vida, toleramos por isso a fraqueza de quem recorre à anedota. O que não podemos deixar passar em claro são coisas destas, porque até com os grandes simbolos de Portugal chingou. Um canal público brasileiro é um órgão que deve ter responsabilidades perante o seu próprio país e eu não acredito que o Brasil e a maioria dos brasileiros se reveja neste ataque despudorado a Portugal. Exijo que o Brasil nos diga de alguma forma que foi um erro aquele vídeo e o triste espectáculo que aquelas cidadãs nos deram.

Mas convém saber quem é afinal esta menina Maitê, e ela é fresca. Já colecciona capas da Playboy como se pode ver na pesquisa. Necessidade a quanto obrigas! Será?!

Mas há mais, e porque eu não quero escarranchar aqui ninguém, faça pesquisa na caixa deste blog: blogs.abril.com.br e lá encontrará “Fotos nuas da Maitê ...”. É desta "senhora" que falamos. Estará tudo dito? Não acho, deverá faltar dizer muito mais e acho que ela vai passar a contar com os portugueses para isso. Veja o vídeo. Desligue o som na barra da música residente do blog. E não lhe perdoe a habitual conversa mole que aí virá.
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12 outubro 2009

Oeiras e os Licenciados!

"A prova que as licenciaturas não formam cidadãos, é Oeiras."

Daniel Oliveira, no O Eixo do Mal, SIC. Bravoo!