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Ouvir aquele deputado do PC dizer-nos que, “...os deputados não cedem à lei da rolha”, a propósito de um aparte na Comissão de Ética e depois, marcar a Balsemão: "...as diferenças que nos separam em termos de Comunicação Social", devem ter deixado um sorriso na cara de muitos portugueses. E o Bloco de Esquerda? Novamente de braço dado na defesa dos argumentos da deputada da Direita/PP? Desta forma, haverá muitos revolucionários a dar voltas no túmulo nos últimos tempos. Houve ainda aquele deputado - com uma interrogação na imagem - quem é ele? O homem quase se babava de risinhos de satisfação com as respostas da doutora. Como ele gozou o momento!
Aí está em todo o seu esplendor, o resultado desastroso da actual campanha de delação em vigor a obnubilar tanta cabeça e que o Bastonário Marinho e Pinto, explica desta forma: A bufaria. Esse desastroso resultado é esta miserável capa do Jornal I, com um artigo de Paulo Pinto Mascarenhas. Aquilo que a nossa Judite e a Interpol não conseguiram porque os Americanos não quiseram identificar, conseguiu ele… e vai daí, denunciou a identidade do pseudónimo do autor do blog O Jumento! Isso mesmo, bufou à maneira do antigamente.
Convido-vos a visitarem a “Asociación Civil 20 de Setiembre por el Librepensamiento, la Tolerancia y el Humanismo“.
É um simples cravo mas representou a esperança da renovação, e foi assim que sempre o vi. Uma renovação que não era só política, era também esperança noutra vida onde cabiam todos os sonhos. Neste momento, vocês não precisam de flores bem sei, precisam de tudo, mas sobretudo precisam para não sucumbir: de Esperança, até que o mundo chegue, vos agarre e perceba que não vale a pena andar em desvarios perante tanta força que não domina e esta, foi um impacto igual ou superior a trinta bombas atómicas!
Li algures: Cidade-símbolo do capitalismo árabe está à beira de tornar-se uma cidade fantasma. Em tempos, uma amiga enviou-me um pps com fotos maravilhosas de um empreendimento algures no deserto, com canais de água cristalina, lagos com ancoradouros em estilo veneziano, embarcações de recreio onde era possível antever sortudos desta vida, gente dourada pelo sol esquecida das coisas que nem tem que fazer. Respondi-lhe, com a primeira imagem que a minha memória fez, lembrando-me da mensagem final do filme: “O planeta dos macacos”. Via tudo aquilo como uma construção na areia que um dia a lei da entropia converteria fatalmente noutra ordem planetária, quando as areias chegassem para secar aqueles desvarios, ou o desentendimento entre os homens o tornassem num deserto igual ao do filme. Depois, foi também a certeza que a loucura financeira a que assistíamos que suportava tudo aquilo, era como uma espécie de encantamento próprio das miragens da sede no deserto, e continha a prova que seria tudo mais efémero do que parecia. Foi mais ou menos esta a resposta.
Buchholz. Ou o seu epitáfio?