Fernando Ruas, autarca de Viseu, respondendo aos jornalistas no Congresso do PSD, de memória: “É naturalmente uma honra ter sido nomeado presidente da Mesa do Congresso, até por ter sido um cargo exercido por ilustres sociais-democratas, como o Dr. (…) o Dr. Dias Loureiro, o Dr. (…)” Oops! Vejamos alguns significados de ilustre: célebre, notável, famoso, insigne, nobre, distinto. Puxa! O que é preciso para ser classificado assim? Se não fosse aquela coisa do tal coiso do tal Banco, que adjectivo teríamos então?
14 abril 2010
12 abril 2010
11 abril 2010
Batata transgénica
Dia Internacional de Acção Anti-Transgénicos. Lembra-me a propósito esta cebração a 17 de Abril, às 15 horas, no Rossio, que passou despercebida a notícia desta infeliz autorização da Comissão Europeia: vamos agora correr o risco de ter batata transgénica à mesa, é a variedade Amflora, “concebida” pela alemã BASF, dizem que é para amido e para alimentação de animais – que nos servem depois de alimento - mas a seguir será para a fécula dos purés que vamos provavelmente dar às nossas crianças..
Com isto, só posso considerar heróis os rapazes que escaqueiraram um dia uma plantação de milho transgénico, porque não restam outras armas. Não vejo na transgressão aos transgénicos alguma subversão ao Estado de Direito, porque entendo ser mais imperioso mostrar aos lobbies da indústria química e aos políticos que é tempo do cidadão ter uma palavra em questões tão relevantes de saúde e de precaução da contaminação da biodiversidade planetária, porque é terrível o desconhecimento geral sobre o cenário futuro do domínio da propriedade das sementes do planeta e do seu efeito no Homem a longo prazo, e o poder da indústria que se movimenta pela avidez do lucro não nos está a deixar fazê-lo de outra forma.
10 abril 2010
República, Superior, Conselho!
Por entre o desembaraçar do saco dos resíduos do jantar e um olhar para as notícias da TV, ainda consegui ouvir a nova estrela do PSD, Passos Coelho, no cenário estudado de mais um palco e no truque da já gasta “hora do telejornal”, propor com veemência para maior credibilidade, a criação de um Conselho Superior da República. Lavei as mãos da gordura da operação lixo e lavei dos ouvidos o som da proposta de mais um candidato a Salvador da Pátria. O molho do assado de peixe que antes fez as delícias da refeição, era-me agora quase nojo. Sabemos o que é a República, o que é Superior e o que é Conselho, são três palavras de topo numa classificação hierárquica, como cortinas pesadas, o que não sabemos é o que fazem elas junto a não ser, a tentativa de se propor com as três uma significância de grande calibre, e é através disso que descobrimos a razão da escolha dos termos da proposta, é a nova estratégia do leader: impressionar com a fachada porque a imponência convence, o povo não sabe se gosta mas é de boca aberta que reage perante ela. O deserto de ideias e alternativas de quem se propõe ter novas soluções para o país, vai produzir mais foguetório deste, mas o povo cai sempre. Querem ver? Ó patego, olh’ó balão!
07 abril 2010
Valença sem vergonha.
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Aquelas poucas centenas de gente que se deixou arregimentar, são a vergonha da nossa cara, mas não os podemos descartar porque infelizmente falam português. Que atitude obscena este vergar de espinha mole perante o padrinho que a troco de um inconfessável jeitinho lhes vai provendo o sustento da família. Não há forma mais desonrosa de o conseguir! É isso que está no código genético do resto do país que assistiu impávido àquele espectáculo único na Europa. Por mim, nem precisam de guia de marcha, peguem na bandeira e … desandem!
05 abril 2010
02 abril 2010
As bandeiras da vergonha
Comissão de povo nenhum na Europa pediria a colocação de uma bandeira estrangeira às janelas das casas do seu país. Em Valença, Portugal, pediram. Tenho vergonha deles. Tenho muita vergonha deles.
A questão do convite da Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Valença para colocação de bandeiras espanholas nas janelas, é uma afronta aos portugueses e o resultado do caciquismo que Abril não conseguiu vencer. Decidi pesquisar para saber quem é este fulano: Carlos Natal, que lidera com fulgor essa Comissão de Utentes porque, desde o célebre businão da Ponte, no qual viemos a saber depois que foi liderado por dois meliantes que acabaram presos, nunca mais me deixei enganar e atento agora melhor nestes actos, que acabam muitos por revelar desejos de protagonismo, lutas políticas e interesses pessoais, e não mais um exercício de Cidadania, porque esta, atribui ao cidadão um conjunto de direitos, mas igualmente um conjunto de obrigações. Ao incentivar desta forma ao desrespeito à Nação através da imposição no nosso país de um símbolo estrangeiro, como é a bandeira de um país, esta Comissão coloca a sua luta fora da legitimidade do acto de Cidadania, e no patamar da ofensa a todos os portugueses. Tenho até dúvida se não configura algum crime punível pelo convite que faz.
O resultado da pesquisa a este senhor diz-nos, que é deputado à Assembleia Municipal de Valença, eleito pelo PSD, como se pode ver na página da Câmara, aqui: “Assembleia Municipal > Composição … Carlos Natal, Paula Natal, (etc …)” Depois, como Jornalista e Director de jornal, escreve assim sobre si próprio, no seu próprio jornal.
A questão do convite da Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Valença para colocação de bandeiras espanholas nas janelas, é uma afronta aos portugueses e o resultado do caciquismo que Abril não conseguiu vencer. Decidi pesquisar para saber quem é este fulano: Carlos Natal, que lidera com fulgor essa Comissão de Utentes porque, desde o célebre businão da Ponte, no qual viemos a saber depois que foi liderado por dois meliantes que acabaram presos, nunca mais me deixei enganar e atento agora melhor nestes actos, que acabam muitos por revelar desejos de protagonismo, lutas políticas e interesses pessoais, e não mais um exercício de Cidadania, porque esta, atribui ao cidadão um conjunto de direitos, mas igualmente um conjunto de obrigações. Ao incentivar desta forma ao desrespeito à Nação através da imposição no nosso país de um símbolo estrangeiro, como é a bandeira de um país, esta Comissão coloca a sua luta fora da legitimidade do acto de Cidadania, e no patamar da ofensa a todos os portugueses. Tenho até dúvida se não configura algum crime punível pelo convite que faz.
O resultado da pesquisa a este senhor diz-nos, que é deputado à Assembleia Municipal de Valença, eleito pelo PSD, como se pode ver na página da Câmara, aqui: “Assembleia Municipal > Composição … Carlos Natal, Paula Natal, (etc …)” Depois, como Jornalista e Director de jornal, escreve assim sobre si próprio, no seu próprio jornal.
É gente desta, que a gente boa de Valença anda a ouvir, capaz de os levar a cometer uma asneira que o resto do país não vai perdoar e pode estar a incentivar a alguma coisa que nos venha a lembrar a Guerra das Laranjas, com Espanha. Estamos a tempo de travar a loucura de gente impreparada que acaba por manipular as massas e por alguma razão se debate pelo protagonismo a que acha que tem direito, através da nossa revolta e do pedido oficial de responsabilidades a quem as tiver nisto, tanto mais que é um autarca eleito do Estado Português.
"Eu e os Meus Irmãos"
Quando em Dezembro passado, fiz este post: "Uma bola de futebol a sério" sobre um documentário de Cândida Pinto numa tabanca algures em Moçambique, estava longe de pensar que viria agora a ser um trabalho premiado no Festival Internacional de Grandes Reportagens e Documentários, em França. “Eu e os Meus Irmãos”, repetiu hoje na SIC Notícias, prémio para a melhor imagem, de Jorge Pelicano, o mesmo que assinou o “Ainda há Pastores”. Um documentário que me faz trazer o link, agora que está disponível AQUI. Parabéns a ambos pela sensibilidade.
31 março 2010
30 março 2010
Luz sobre a Matéria
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O fascínio do mundo subatómico é fruto de perguntas sem resposta fácil, e um dia como o de hoje, é para todo o mundo da Ciência, especialmente o que se dedica à pesquisa da estrutura da matéria, um dia inesquecível, daqueles em que se acorda com a excitação da antecipação da descoberta que vai levar a novas perguntas e a novas pesquisas. Ficam aqui as notícias em directo do Centro de Controle do CERN, em Genebra, reportando os primeiros momento da experiência. Sabemos que vamos ficar com mais perguntas para as quais não temos a resposta imediata, mas esta, tem sido a força da ciência: livrar-nos de explicações religiosas que vogam ao sabor da religião que as dá.
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28 março 2010
Corte "de carrinho"?
Já vai por aqui dose a mais de futebol em relação aos temas do blog, mas a culpa é do Benfica. A questão agora é esta e há muito que a acho importante. Pergunto se concordam com aqueles lances de futebol em que a entrada se faz através da projecção de pés em riste e derrapagem controlada, escorregando pelo campo fora para desarmar o adversário, tirando-lhe a bola mas trucidando-lhe a seguir os ossos todos a partir dos artelhos? Eu não concordo, e acho até que é uma manobra que não deveria valer, primeiro, porque se trata de um jogo para praticar em pé e não deitado - á alentejano - e isso, é uma desvantagem para o desgraçado que vai malhar no chão por não dispor da mesma arma de sustentação do adversário que joga na horizontal. Depois, porque existe um grande risco de lesões e raramente o atingido fica em posição de poder disputar o lance ou defender-se, acabando por ser uma rasteira permitida ganhando sempre quem joga feio.
Veio isto a propósito daquele desarme infeliz do Carlos Martins ao jogador do Braga, que embora jogando a bola num lance considerado legal, acabou por enviar o adversário para o hospital e fazê-lo parar por seis meses. Nunca concordei com aqueles atropelanços, manobra a que chamam de carrinho, como se o relvado fosse uma pista de automóveis.
27 março 2010
Confissões
O ex-jogador de futebol Fernando Mendes, resolveu numa atitude assinalável, falar e escrever sobre coisas que desconhecíamos que vão nos bastidores do nosso futebol e que resulta no engano do jogo actual em que nos têm feito acreditar. Tínhamos através do comportamento de alguns, a ideia de que alguma coisa não deveria andar bem nos balneários, porque há arruaceiros a quem só lhes falta espumar, afinal, há mesmo, porque é impossível um jogador ser tão afectado pela competição como aconteceu no último jogo entre o Benfica e o FCP. Aqui fica aquele depoimento neste vídeo YouTube.
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22 março 2010
21 março 2010
SLB 3 - Bruno Alves 0
O problema da violência dentro dum rectângulo de jogo é, em termos do padrão de comportamentos sujeito ao escrutínio das nossas crianças, bastante mais grave do que os disparates que os infelizes e desmiolados adeptos fazem à volta dos estádios de futebol e das Estações de Serviço das nossas estradas. Vem isto a propósito do engulho que deve ter um pai assistindo com o filho a um jogo de futebol, com jogadores à batatada e um árbitro pelo meio, sem discordar. A violência que ocorre por aí a coberto da rivalidade entre clubes, todos condenam e a criança sabe assim que aqueles não são padrões de comportamento correctos, mas vendo Bruno Alves em Faro acabar aquele jogo e tantos outros que já acabou, como também acabou um tal Paulinho Santos, deve ter deixado qualquer criança confusa em relação ao que é a lisura no comportamento desportivo. Não sei o que se passa no balneário do FCP no final dos jogos que aquele jogador sempre consegue completar, mas pelos vistos, nada, porque continua igual a si mesmo. Assim, tenho medo dum jogador destes na equipa nacional no próximo Mundial, pelo mau resultado que pode vir dar.
Não terão sido os arruaceiros das nossas Estações de Serviço os filhos que têm assistido a estes espectáculos de futebol?
Não terão sido os arruaceiros das nossas Estações de Serviço os filhos que têm assistido a estes espectáculos de futebol?
20 março 2010
Limpar Portugal
Que bom seria se toda a nossa floresta pudesse viver da saúde que encontrei um dia destes, nos montados desta foto.
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Limpar Portugal das imundices dos pobres de espírito, que põem os seus interesses pessoais à frente da saúde do território, não é tarefa fácil, porque apesar da razoável cobertura sanitária autárquica, há quem insista em preferir olhar para o lado e descarregar o lixo que lhe vai na cabeça, onde bem entende. Um dia, veio da Estónia uma ideia, que como todas as coisas bonitas, é simples: por a sociedade civil a funcionar. O grupo restrito do Limpar Portugal teve o mérito de agarrar a ideia e levá-la à prática. Pelo caminho, ficam as discordâncias em muitos debates e reuniões, na forma como adaptamos o projecto a Portugal, que levou a que muitos como eu tenham perdido o entusiasmo inicial. Mas isso, foram as crises inevitáveis provocadas pela vontade de alguns que sonhavam o projecto de uma outra forma e era possível, pela abrangência, pelos meios, pelo risco na data etc. etc.
Vingou o formato de quem se empenhou inicialmente e o que importa é que hoje, apesar do tal risco provável de termos um dia chuvoso e desmobilizador para alguns, como este, aí estão 100 000 mil portugueses a vasculhar em 13 mil pontos de lixo a tentar fazer deste país uma coisa mais asseada. Aconteça o que acontecer hoje, já é uma vitória confrontar os poluidores com o lixo que fizeram e a boa vontade de tanta gente em evitar que isso volte a acontecer.
18 março 2010
14 março 2010
Este Estado de coisas
Haverá muita gente a tentar entender qual é efectivamente a relação da importância que existe entre o inquérito que já dura há muito na Comissão de Ética - mais outro que se arrastará num triste espectáculo que não sabemos em que é que reforça a qualidade da nossa Democracia - e o conhecimento de saber, se afinal Sócrates sabia ou não sabia e qual era o formato dessa sabedoria na aquisição de uma parcela não maioritária de capital da TVI, pela PT, tudo patrocinado pela falência da protecção que o actual funcionamento da Justiça não garante. Entretanto, ligamos a TV e temos num directo em oito canais ao mesmo tempo durante mais de vinte minutos, uns senhores a discursar sobre o estado caótico da vida do seu partido. Um estranho aqui caído, que analise as prioridades do Parlamento português e da nossa Informação, ficará baralhado com a nossa agenda e sairá daqui dando razão ao tal governador romano, mas se cá voltar em pleno inquérito parlamentar verá mais do mesmo e nem acreditará. Também me questiono sobre isso e sobre a importância que cada um dá a cada episódio da vida nacional, mas que em questões tão fundamentais como estas, não deveria haver direito a gostos.
O que aqueles deputados estão a fazer, baralha e confunde os conceitos de Ética a este povo, porque a reduz àquele espectáculo e estou a vê-lo atónito, com um olhar no écran daqueles inquéritos a tentar descortinar de que lhe falam quando lhe falam de ética algumas caras que fazem as perguntas e muitas das que dão as respostas.
Indica-me a ética republicana que tenha cuidado com este discurso. Estou avisado disso e é matéria que não reproduzo, mas quando na caixa de correio nos caem email com vídeos que nos obrigam a comparações parlamentares como este: " O Parlamento sueco", dizendo que cada povo tem o parlamento que merece, e outros que nos falam no número excedentário dos nossos deputados e do orçamento para a nossa Assembleia, de quase 200 milhões de euros, é difícil não parar e olhar para trás e ver o motivo de tanto ruído. De facto, fulanizamos de mais os falhanços do nosso Estado, esquecendo que este é um edifício assente em três pilares, o Legislativo, o Executivo e o Judicial e são eles que estão doentes há muito tempo, mas fraca é também a cidadania de um povo que não consegue alterar este Estado de coisas.
O que aqueles deputados estão a fazer, baralha e confunde os conceitos de Ética a este povo, porque a reduz àquele espectáculo e estou a vê-lo atónito, com um olhar no écran daqueles inquéritos a tentar descortinar de que lhe falam quando lhe falam de ética algumas caras que fazem as perguntas e muitas das que dão as respostas.
Indica-me a ética republicana que tenha cuidado com este discurso. Estou avisado disso e é matéria que não reproduzo, mas quando na caixa de correio nos caem email com vídeos que nos obrigam a comparações parlamentares como este: " O Parlamento sueco", dizendo que cada povo tem o parlamento que merece, e outros que nos falam no número excedentário dos nossos deputados e do orçamento para a nossa Assembleia, de quase 200 milhões de euros, é difícil não parar e olhar para trás e ver o motivo de tanto ruído. De facto, fulanizamos de mais os falhanços do nosso Estado, esquecendo que este é um edifício assente em três pilares, o Legislativo, o Executivo e o Judicial e são eles que estão doentes há muito tempo, mas fraca é também a cidadania de um povo que não consegue alterar este Estado de coisas.
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10 março 2010
09 março 2010
... e se ele voltasse?
Quando o Leandro põe gente que não o conheceu a escrever desta forma tão terna, temos que acreditar que não foi em vão o sacrifício, e o bullying será resolvido. O Tacci acabou assim o seu texto, mas vá ler o post completo:
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08 março 2010
Março marçagão...
assim é que não, e com esta manta d’água, os ossos ensopados e a tenda do espectáculo mediático montada, é melhor mudar de música:
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Link removido.
Reedição: Não há nada a fazer, o post foi editado com a Segunda Valsa de Shostakovich activada, numa altura em que a memória do pequeno Leandro não nos deixava sossegados. Esta vídeo, era uma espécie de afronta por cada vez que se abria o blog. Nem sempre acertamos no que fazemos, quando assim é o melhor é reconhecê-lo.
05 março 2010
04 março 2010
Adivinhem quem disse:
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…e isso a que alguns chamam liberdade de Informação não passa do toque a finados do Estado de direito democrático e da própria Democracia.” Visto no Corporações.
Clique para saber quem é e ouvir uma das declarações mais lúcidas sobre o actual estado na Justiça e da sua relação com a Comunicação Social.
03 março 2010
Qual Ética?
Ouvir aquele deputado do PC dizer-nos que, “...os deputados não cedem à lei da rolha”, a propósito de um aparte na Comissão de Ética e depois, marcar a Balsemão: "...as diferenças que nos separam em termos de Comunicação Social", devem ter deixado um sorriso na cara de muitos portugueses. E o Bloco de Esquerda? Novamente de braço dado na defesa dos argumentos da deputada da Direita/PP? Desta forma, haverá muitos revolucionários a dar voltas no túmulo nos últimos tempos. Houve ainda aquele deputado - com uma interrogação na imagem - quem é ele? O homem quase se babava de risinhos de satisfação com as respostas da doutora. Como ele gozou o momento!Se esta é uma pessoa doente que está ou esteve com uma depressão, vou ali e já venho. Como seria se não estivesse! Com que então o Rei de Espanha... uma cunhazita? Agora é que se entalou doutora! Uma coisa é certa: a mulher é execrável e não há jornalismo nem TV que precise dela.
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Da Escuta à Bufaria
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Aí está em todo o seu esplendor, o resultado desastroso da actual campanha de delação em vigor a obnubilar tanta cabeça e que o Bastonário Marinho e Pinto, explica desta forma: A bufaria. Esse desastroso resultado é esta miserável capa do Jornal I, com um artigo de Paulo Pinto Mascarenhas. Aquilo que a nossa Judite e a Interpol não conseguiram porque os Americanos não quiseram identificar, conseguiu ele… e vai daí, denunciou a identidade do pseudónimo do autor do blog O Jumento! Isso mesmo, bufou à maneira do antigamente.
Aí está em todo o seu esplendor, o resultado desastroso da actual campanha de delação em vigor a obnubilar tanta cabeça e que o Bastonário Marinho e Pinto, explica desta forma: A bufaria. Esse desastroso resultado é esta miserável capa do Jornal I, com um artigo de Paulo Pinto Mascarenhas. Aquilo que a nossa Judite e a Interpol não conseguiram porque os Americanos não quiseram identificar, conseguiu ele… e vai daí, denunciou a identidade do pseudónimo do autor do blog O Jumento! Isso mesmo, bufou à maneira do antigamente..
É este o resultado da actual campanha da delação em vigor. Nesta altura da nossa aprendizagem democrática era impensável que uma histeria destas tomasse conta da cabeça de tanta gente sensata. Depois, chegam arrivista destes, que sem se darem conta e confundindo-se neste frenesim, num passo de mágica ficam à porta do mais puro dos fascismos. Não tenho dúvida, o momento é grave, não por ser o Sócrates, o Crespo ou a TVI, mas pelos limites que gente de Esquerda está a pisar, em conluio circunstancial com a Direita tão deslumbrada com o voto, como com o aumento da dotação orçamental para o Partido por via de mais um voto na próxima legislatura, ofuscada por pobres e minguadas vitórias como se fossem a sua última batalha. Se daqui resultasse algum ensinamento popular, teria ao menos valido a pena, mas como se vê é este o resultado porque falta sustentação ética. Mas foi brilhante a reacção de revolta da blogosfera. Uma chapelada a todos eles.
É este o resultado da actual campanha da delação em vigor. Nesta altura da nossa aprendizagem democrática era impensável que uma histeria destas tomasse conta da cabeça de tanta gente sensata. Depois, chegam arrivista destes, que sem se darem conta e confundindo-se neste frenesim, num passo de mágica ficam à porta do mais puro dos fascismos. Não tenho dúvida, o momento é grave, não por ser o Sócrates, o Crespo ou a TVI, mas pelos limites que gente de Esquerda está a pisar, em conluio circunstancial com a Direita tão deslumbrada com o voto, como com o aumento da dotação orçamental para o Partido por via de mais um voto na próxima legislatura, ofuscada por pobres e minguadas vitórias como se fossem a sua última batalha. Se daqui resultasse algum ensinamento popular, teria ao menos valido a pena, mas como se vê é este o resultado porque falta sustentação ética. Mas foi brilhante a reacção de revolta da blogosfera. Uma chapelada a todos eles.
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02 março 2010
À atenção dos Iberófilos
O protecionismo espanhol já era conhecido há muito, mas a nossa eterna tolerância ao desrespeito espanhol escondeu isso no discurso oficial e admitiu-o, levando para o facto de ser uma característica castelhana, como se a união europeia fosse um vínculo de sentido único. Só agora, alguém com responsabilidades denuncia o resultado que nos remete para comportamentos antigos nas relações de Espanha com Portugal. As exportações para Espanha levaram um rombo de mais de quatro mil milhões de euros… só em apenas dois meses!
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«Há uma palavra, que é a equidade, nas relações comerciais, e nós quando olhamos, em termos de obras públicas não vemos empresas portuguesas em Espanha. Não é de agora, nunca vimos, mas a pergunta é esta -, devemos nós aceitar como boa esta situação?». «Mas não é só um problema das obras públicas. É quando a EFACEC, - uma empresa portuguesa com mais de 60 anos e uma das tecnológicas actuais de maior sucesso no mundo, veja aqui - quer vender motores elétricos e a autoridade de transportes entende que não tem experiência suficiente. Ou quando uma farmacêutica quer registar um fármaco e demora tanto tempo que acaba por desistir», acrescentou Basílio Horta, presidente do Investimento e Comércio Externo (AICEP). Fonte, Diário Digital.
«Há uma palavra, que é a equidade, nas relações comerciais, e nós quando olhamos, em termos de obras públicas não vemos empresas portuguesas em Espanha. Não é de agora, nunca vimos, mas a pergunta é esta -, devemos nós aceitar como boa esta situação?». «Mas não é só um problema das obras públicas. É quando a EFACEC, - uma empresa portuguesa com mais de 60 anos e uma das tecnológicas actuais de maior sucesso no mundo, veja aqui - quer vender motores elétricos e a autoridade de transportes entende que não tem experiência suficiente. Ou quando uma farmacêutica quer registar um fármaco e demora tanto tempo que acaba por desistir», acrescentou Basílio Horta, presidente do Investimento e Comércio Externo (AICEP). Fonte, Diário Digital.
Um dia, virá aí novamente o rei dizer que gosta muito de nós, dá mais umas palmadinhas, vergamo-nos oficialmente e os nossos camionistas voltam a ser impedidos de entrar na outra Europa e a ter que alinhar à força. A nossa economia forçada a viver de perna aberta e os portugueses de cabeça na Lua a comprar produto espanhol e a exigir ordenado português. É urgente exigir da EU o respeito pelas regras do jogo e a nós a privilegiar a exportação para outros mercados, é urgente uma consciência nacional. Começo a ter inveja dos Bascos.
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26 fevereiro 2010
A RTP2 previu tragédia
Não é a solidariedade actual com a tragédia da Madeira que me faz acreditar que viramos uma página com Jardim. Os problemas vão reaparecer pelas exigências que vai agora fazer, para manter o modelo de ocupação da Ilha que ele decidiu que era o melhor, mas cujas graves lacunas os links que seguem mostram que não era, porque anteciparam em dois anos com rigor incrível o que aconteceu agora, e pode voltar-se a repetir se o modelo não for modificado.
Jardim já provocou há muito, danos irreparáveis na relação da Madeira com o Continente e muito mais em sentido inverso, porque tantos anos de jardinismo deixaram marcas e em alguns de nós muito pouca vontade de contribuir para um peditório que tem neste modelo suicida o seu objectivo. Exceptuo nesta disponibilidade o carinho que nos merecem os pobres madeirenses despojados de vidas e haveres, ainda que sejam os mesmo do Chão da Lagoa. Vejam se não é verdade esta catástrofe anunciada no programa:
Jardim já provocou há muito, danos irreparáveis na relação da Madeira com o Continente e muito mais em sentido inverso, porque tantos anos de jardinismo deixaram marcas e em alguns de nós muito pouca vontade de contribuir para um peditório que tem neste modelo suicida o seu objectivo. Exceptuo nesta disponibilidade o carinho que nos merecem os pobres madeirenses despojados de vidas e haveres, ainda que sejam os mesmo do Chão da Lagoa. Vejam se não é verdade esta catástrofe anunciada no programa:
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BIOSFERA da RTP2 - Versão curta. Versão 1/2. Versão 2/2.
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25 fevereiro 2010
Os profetas do Fim
Estes discursadores da tanga parecem não entender que Portugal tem há muito um endémico problema estrutural, é sabido, basta conhecer um pouquinho da história. Não fomos para mares desconhecidos por sermos ricos e vivermos aqui felizes, foi aliás esse isolamento entre o Oceano e Espanha, que sempre nos fez de tampão à Europa, que nos obrigou a saltar. Enquanto isso, a Europa distanciava-se ainda mais tratando da sua cultura e desenvolvimento humano. Nós, acabávamos aquela aventura tolamente exangues. À entrada pobres no início do século, juntamos o efeito das guerras e os 50 anos de obscurantismo de Salazar. É assim que finalmente chegamos á massificação do ensino em 1974. Tínhamos na altura um atraso estimado de 50 anos em relação á Europa. Isto foi há 36 anos. Culpar agora Soares, Cavaco, Guterres, Barroso ou Sócrates de todos aqueles erros incrustados na cultura de um povo, é um mero exercício de retórica política. Basta olharmos para este discurso dos nossos profetas do Fim e para o comportamento individual de cada um de nós, plasmado por aí nesses ódios de estimação e nesta caça às bruxas, para percebermos que é com estas nossas limitações que temos tentado ser iguais aos povos a que nos queremos igualar. Quanto pior, melhor, desde que ganhe eu e percam os outros, é assim há muito tempo, é esta a nossa estranha forma de sermos portugueses.
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24 fevereiro 2010
A irresponsabilidade de MFL
Com Ferreira Leite e o PSD, não precisamos de Almunias nem de Agências de Rating para nos dar cabo do canastro.
O que nós ouvimos!
Uns anjinhos:
Alguém disse na TV, quanto à proposta da Procuradora Cândida de Almeida para que se escutem os Magistrados para proteger o segredo de justiça: “O que é estranho não é o que disse a Procuradora Cândida de Almeida, o que é estranho é o que disse o Presidente do Sindicato dos Magistrados, ao estranhar aquelas declarações, segundo ele, porque não é admissível que haja violação do segredo de justiça por Magistrados.” Claro. Que não é admissível sabemos nós.
Alguém disse na TV, quanto à proposta da Procuradora Cândida de Almeida para que se escutem os Magistrados para proteger o segredo de justiça: “O que é estranho não é o que disse a Procuradora Cândida de Almeida, o que é estranho é o que disse o Presidente do Sindicato dos Magistrados, ao estranhar aquelas declarações, segundo ele, porque não é admissível que haja violação do segredo de justiça por Magistrados.” Claro. Que não é admissível sabemos nós.
A jactância:
Alberto João Jardim, numa declaração circunstancial de resignação, na primeira pessoa do singular: “Porque eu não estou para andar à porrada com a Natureza”. É a jactância consubstanciada num simples pronome.
Assumindo culpas?:
Hugo Velosa do PSD, num Telejornal, falando sobre a tragédia da Madeira e a resposta do Governo e do resto do país: “O que está para trás, está para trás. Agora parecem ser possíveis novos consensos. Está a admirar-me a reacção da solidariedade nacional” Ai está? Ou há frases que expõem as entranhas? Está a admirar-se porquê? Pois. Não esteja tão seguro de que o que está para trás, está para trás, porque há tolerâncias que são promiscuidades.
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Afinal havia outraaa...
Ferreira Leite confirma que sabia do negócio PT/TVI . A propósito desta falhada tentativa de aquisição, até eu “estava de acordo com a operação porque era trazer de Espanha para Portugal um activo da comunicação social que era importante por causa das guerras com a Telefónica no Brasil", conforme disse aqui, quando me regozijei com o falhanço da OPA da Telefónica sobre a PT: "para mim, ver Telefónica e Santander juntos, não era certamente pelos nossos bonitos olhos... Depois, como "falta cumprir-se Portugal", ver o negócio no Brasil ser alienado à Telefónica, era outra forma de não se cumprir."
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Mas o confronto político achou que legítimos interesses de defesa de mercado e por outro a protecção de valiosos conteúdos produzidos em língua portuguesa que iriam ficar nas mãos da espanhola Telefónica, para os utilizar na disputa com a PT no mercado do Brasil, era controlo da Comunicação Social, só por causa de uma caldeirada de charroco. Se me tivessem feito a pergunta há quatro anos, eu próprio teria concordado com esta “manobra cabalística” da PT, que parece transparecer tinha mais e insuspeitos adeptos.
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Esta edição do DN esclarece muito do que foi afinal o negócio PT/TVI, vale a pena ler.
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23 fevereiro 2010
Ensaios
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Disse aqui: “Sempre tive alguma inveja daquela gente de traço fácil”. Tentar não custa, e este blog também não é para levar tão a sério.
22 fevereiro 2010
Calúnias a pataco
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Afinal, “Perestrello desconhecia Figo”. O CM lido no CC.
Isto, não é liberdade de imprensa, é servirem-se dela. Não é a liberdade de expressão, é a libertinagem na expressão e muito menos jornalismo sério, assim, é de sarjeta e não é merecido o pão que se ganha desta forma. É urgente que a Justiça retire a estes escribas a pica com que falam, de quem não gostam, de modo a que possamos acreditar outra vez no que lemos, porque desde que vi a notícia que tenho em má nota Marcos Perestrello. Desabafei impropérios contra este jovem por vê-lo naqueles cambalachos, e se não fosse ler por acaso este post, assim ficaria como ficarão muitos portugueses. Já nos bastam os maus e os corruptos, mas assim, não é justo, é indigno e merecia penalização também porque o desmentido que o Correio da Manhã faz só é colocado na 28ª página, sem correspondência com a gravidade da suspeição lançada, e nestas questões da honra, não há desculpa.
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Quantos mais estarão a ser vítimas da liberdade que o fanatismo político por detrás da notícia exige, para esses fins? Confesso a minha desilusão com tudo isto, e com tantos que não entenderam o país de Abril que imaginei.
21 fevereiro 2010
Jardim até na tragédia.
Claro que sim, hoje somos todos madeirenses, apesar de sermos obrigados a engolir o fel do ódio, até na tragédia. Isto é apenas a notação de uma primeira provocação. Agora foi assim: "Precisamos da ajuda de todos, de todos! Há momentos que não são para brincar à política. Seria miserável (!) que fosse quem fosse, viesse brincar à política..." Alberto João Jardim ouvido na RTP no dia do temporal.
Foi este o tom de provocação e ameaça com que se nos dirigiu. É preciso estofo para ir ajudar sem ter que o mandar à merda. Terão os madeirenses capacidade para imaginar como se sentem os seus irmãos continentais ao serem convocados desta forma?
Foi este o tom de provocação e ameaça com que se nos dirigiu. É preciso estofo para ir ajudar sem ter que o mandar à merda. Terão os madeirenses capacidade para imaginar como se sentem os seus irmãos continentais ao serem convocados desta forma?
19 fevereiro 2010
Guedes, Crespo, Judite etc.
Veja-se o favor político neste caso exemplar encontrado aqui, no Câmara Corporativa. Três canais, três pivots e três pares de jarras. É disto que se queixa a Direita. O que estaria acontecer se fossem três jornalistas afectos à Esquerda? Existe há muito um excesso na Comunicação Social sim senhor, mas esse excesso está no controle total dos media pela Direita por via dos proprietarios desses meios. Vital Moreira no CC: “Se existem perigos, eles vêm da excessiva concentração empresarial e da consequente limitação do pluralismo nos media privados.” . Esta é que é a verdade e é triste ver o PCP e o BE alinhar, por uma estratégia de voto, num cenário que altera esta realidade.
Quanto ao inquérito da Comissão de Ética, continua a haver gente a achar tudo aquilo um mau espectáculo em tempo de outras crises. Diz Lobo Xavier: «Falaram de impressões e de sensações, e foi uma triste imagem e um desrespeito ao Parlamento», declarou hoje em Coimbra, ao reportar-se «ao espetáculo» do jornalista Mário Crespo, e também à sessão com o antigo diretor do jornal Público José Manuel Fernandes.” . No CC.
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17 fevereiro 2010
Desobediência civil!
Proponho a “desobediência civil aos jornalistas” como resposta ao desafio à “desobediência civil dos jornalistas” proposto por Joaquim Vieira, ex-Provedor do Público.
É que isto é mais uma forma do corporativismo que nos minou e com o qual a Democracia se está a debater cada vez mais, porque é o sistema de organização que melhor se resguarda da solidariedade necessária na construção de uma sociedade mais participada. É o egoísmo de uma classe profissional sobre as outras na imposição e defesa das suas actuações e interesses. Começamos a ter cada vez mais dificuldade na solidariedade às excepções quando elas se perpectuam em interesses próprios.
Não é difícil saber em que se traduzirá a nossa desobediência civil: é deixá-los ficar a escrever para que cada vez mais os jornais sejam oferecidos na caixa de um super mercado ou posto de combustíveis. Não somos obrigados a tomar como boas as regras que um qualquer Vieira nos quiser passar a impor, através das suas interpretações do que é interesse público, confundindo-as com interesses profissionais privados. Isto é o convite à barbárie se legitimado a todos. Vamos fazer como se diz aqui no Jumento: "tratar o cão com o pelo do cão".
É que isto é mais uma forma do corporativismo que nos minou e com o qual a Democracia se está a debater cada vez mais, porque é o sistema de organização que melhor se resguarda da solidariedade necessária na construção de uma sociedade mais participada. É o egoísmo de uma classe profissional sobre as outras na imposição e defesa das suas actuações e interesses. Começamos a ter cada vez mais dificuldade na solidariedade às excepções quando elas se perpectuam em interesses próprios.
Não é difícil saber em que se traduzirá a nossa desobediência civil: é deixá-los ficar a escrever para que cada vez mais os jornais sejam oferecidos na caixa de um super mercado ou posto de combustíveis. Não somos obrigados a tomar como boas as regras que um qualquer Vieira nos quiser passar a impor, através das suas interpretações do que é interesse público, confundindo-as com interesses profissionais privados. Isto é o convite à barbárie se legitimado a todos. Vamos fazer como se diz aqui no Jumento: "tratar o cão com o pelo do cão".
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16 fevereiro 2010
Pela Democracia
“É urgente esclarecer que a direita controla a comunicação social não se inibindo de sistematicamente distorcer a verdade, lançar torpes campanhas de difamação e, uma vez que controla toda a informação tem a desfaçatez de se armar em vítima. A direita está a levar à prática, aqui e agora, a máxima de Goebels, "uma mentira mil vezes repetida acaba por ser tomada como verdade". É urgente acabar com este estado de coisas que está efectivamente a corroer a democracia.”
Este é o comentário nº 1573 da Petição pública que está a decorrer com o nome “Pela Democracia, nós tomamos partido”, que não é o mesmo que tomar Partido, e você pode sempre escolher dizer que “Subscreve sem ser um apoio incondicional ao PS e a Sócrates, mas um manifesto contra esta forma de fazer jornalismo e fazer escutas que não gostaria de voltar a ver instituídas em Portugal.” O que está a acontecer é um novo formato de golpe de Estado em Democracia.
A Petição: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1319
Este é o comentário nº 1573 da Petição pública que está a decorrer com o nome “Pela Democracia, nós tomamos partido”, que não é o mesmo que tomar Partido, e você pode sempre escolher dizer que “Subscreve sem ser um apoio incondicional ao PS e a Sócrates, mas um manifesto contra esta forma de fazer jornalismo e fazer escutas que não gostaria de voltar a ver instituídas em Portugal.” O que está a acontecer é um novo formato de golpe de Estado em Democracia.
A Petição: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1319
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14 fevereiro 2010
12 fevereiro 2010
Com as unhas de fora
Isto que se diz no Pátio das Conversas, é a Direita com as unhas de fora desesperada. Imagine-se a força com que virá se quebrarmos nós na defesa deste Estado de Direito. Ver a Manuela M. Guedes fazer aquelas dementes declarações no re-lançamento das crónicas já lidas do Crespo, com a grande ex-comunista e agora tia, Zita Seabra e aqueles dois Juízes do Sindicato dos Magistrados a assistir, mete medo, mas apenas por saber que eles se estão a servir da liberdade de expressão e não a usá-la.
10 fevereiro 2010
Os amigos de Crespo
(*) Reeditado, pela alteração do termo inicialmente utilizado aqui e que uma pesquisa na net me confirmou que terei errado invonluntáriamente.
Contou-me um amigo escandalizado, a conversa que acabava de ouvir ao Ex-Bastonário do Advogados, António Pires de Lima, no Jornal das Nove da SIC Notícias d’hoje, do já inefável Mário Crespo. Afirmou ele algures na conversa, que:
- (*) (…) Aquele senhor Sócrates é um aldrabão de feira, e
- (…) Não aconselho ninguém a investir neste momento em Portugal.
Nem mesmo um qualquer desvario próprio da sua idade deveria ser desculpa para deixar este cavalheiro a ofender e a rir alarvemente. Como é possível? Depois, recorrendo à política da terra queimada, fala daquela forma do investimento em Portugal sem ser interpelado por essa conversa? Que jornalismo é este em que só conta a conversa reaccionária e se despreza a informação? Como se deixa passar uma conversa contrária aos interesses nacionais? Com azeiteiros destes não precisamos de Almunias nem de agências sabotadoras da nossa credibilidade internacional e é intolerável que aquele tortuoso “jornalista” se desfaça em risinhos de contentamento pelas declarações de mais um convidado que serviu perfeitamente a sua persecutória agenda. É uma tristeza.
As necessidades de Jardim
Dez bons exemplos descobertos aqui no Câmara Corporativa do que faz Jardim ao nosso dinheiro, numa boa reportagem de José Teles. Veja em cada link o exemplo das fortes necessidades de endividamento que convenceram o nosso Parlamento.
08 fevereiro 2010
"A SÍNDROME" - Tragédia em 1 Acto.
Estudos apontam para que esta seja uma patologia adquirida em períodos de falta do exercício do poder. Dá-se como exemplo vulgar os afogamentos que ocorrem a partir do momento em que o nadador se apercebe que está a nadar fora de pé. É um “ar” que lhes dá! Começam a chapinhar e vão-se por aí abaixo que nem tordos! Os tordos não sabem nadar.
Estudos apontam para que esta seja uma patologia adquirida em períodos de falta do exercício do poder. Dá-se como exemplo vulgar os afogamentos que ocorrem a partir do momento em que o nadador se apercebe que está a nadar fora de pé. É um “ar” que lhes dá! Começam a chapinhar e vão-se por aí abaixo que nem tordos! Os tordos não sabem nadar.
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Sai de cena. Não!...Não sai de cena! Fica a perorar à boca do palco agarrado à cortina de olhar em alvo em posição de Louva-a-Deus.
Acto 1, cena II
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07 fevereiro 2010
Das Escutas aos Despojos
Não escrevo sobre estas escutas, nem sobre as supostas que existem e virão a conta gotas escorrendo por aí como baba, porque vivi no fascismo português, tenho memória e ética, e um nojo enorme pelos biltres que se prestam a levantar do outro lado a cavilha. Acreditei um dia que seria uma prática que nunca mais veria em Portugal, enganei-me, e o que é grave é que a mesma Democracia que foi por elas sufocada, não as trate com a impiedade que merecem. Hoje as escutas, amanhã a tortura, haverá em cada momento um herdeiro genético do Pide que não caçamos, com estrutura moral para se servir dos resultados dessa actividade, obtido nas catacumbas do equivalente quartel de uma qualquer Nova Legião. Mesmo que ele seja Juiz, porque juízes também o eram nos sinistros Tribunais Plenários e a Democracia ainda não se soube livrar deles. Tenho medo porque há quem goste. Tenho medo porque há quem não se importe. Tenho medo sobretudo, porque à crianças na sala e elas sim, a ouvir sem querer e a ser deformadas pela pouca vergonha que vai na cabeça de cada adulto.
Retive do Haiti um relato: o da espoliação selvagem dos haveres dos cadáveres enquanto se procedia à sua remoção. O nojo humano comunado com o Diabo. Aqui, o fogo já se pegou, o país está arder e no saque dos salvados que são o voto, há homens sérios que tapam a cara para não ficar na foto.
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Não sou supersticioso mas ficou-me destas coisas um único tique: não apanho do chão moedas de tostão. São uma oferta do Diabo.
Retive do Haiti um relato: o da espoliação selvagem dos haveres dos cadáveres enquanto se procedia à sua remoção. O nojo humano comunado com o Diabo. Aqui, o fogo já se pegou, o país está arder e no saque dos salvados que são o voto, há homens sérios que tapam a cara para não ficar na foto.
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Não sou supersticioso mas ficou-me destas coisas um único tique: não apanho do chão moedas de tostão. São uma oferta do Diabo.
06 fevereiro 2010
O seu a seu dono
Tenho-me referido a Luís Delgado quando dou um exemplo dos jornalistas comissários que me obrigam a fazer zap. Com tanta boa prestação, acabou mesmo nomeado para dirigir a Lusa. Mas devo da mesma forma destacar-lhe as boas performances quando as ouço e curiosamente anda agora mais profissional. Disse ele numa mesa redonda na SIC-N:
- Meus senhores temos que ser justos com eles (PS), nós estávamos aqui há um ano a pedir-lhes: “Meus senhores deixem lá o deficit, injectem dinheiro no mercado, salvem as famílias, as pessoas, e não podemos agora estar aqui a falar que o deficit é nove. Que fosse nove ou dez ou onze, o importante foi salvar as coisas”
O filme da crise ainda não acabou, mas há muita gente a precisar de vê-lo de principio. E ali a tia Avilez meteu a viola no saco.
- Meus senhores temos que ser justos com eles (PS), nós estávamos aqui há um ano a pedir-lhes: “Meus senhores deixem lá o deficit, injectem dinheiro no mercado, salvem as famílias, as pessoas, e não podemos agora estar aqui a falar que o deficit é nove. Que fosse nove ou dez ou onze, o importante foi salvar as coisas”
O filme da crise ainda não acabou, mas há muita gente a precisar de vê-lo de principio. E ali a tia Avilez meteu a viola no saco.
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05 fevereiro 2010
A Turquia e a Honra...
Acabo de ler em rodapé na TV: "Menina enterrada viva na Turquia para defesa da honra da familia". É esta Turquia que acham que deve alguma vez fazer faz parte da Europa?
Solidariedade
Convido-vos a visitarem a “Asociación Civil 20 de Setiembre por el Librepensamiento, la Tolerancia y el Humanismo“."É uma página negra para a laicidade"
Numa atitude igual à do fascismo islâmico onde a religião é um dever público e não um direito privado, O JUIZ ITALIANO LUIGI TOSTI É AFASTADO DAS SUAS FUNÇÕES. Impedem-no de exercer, por não acatar uma circular de Mussolini. A Europa só terá voz para combater qualquer forma de fascismo de Estado se entre nós for coerente.
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Alerta visto no Ponte Europa.
04 fevereiro 2010
Ainda o Crespo
O grande Mário é isto!
Mário by himself.
Liberdade de Expressão ou liberdade de “Informar”?
Tudo visto aqui, no Pátio das Conversas
Reedição: Aqui no Câmara Corporativa também há matéria suficiente para se ficar com uma ideia do que se passou, veja-se este sobre a Crespologia... Ou esta repescagem de um texto de Cintra Torres. Também por lá descobri que Crespo é testemunha da Guedes e do Moniz no famoso processo da TVI. Tudo se conjuga.
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Mário by himself.
Liberdade de Expressão ou liberdade de “Informar”?
Tudo visto aqui, no Pátio das Conversas
Reedição: Aqui no Câmara Corporativa também há matéria suficiente para se ficar com uma ideia do que se passou, veja-se este sobre a Crespologia... Ou esta repescagem de um texto de Cintra Torres. Também por lá descobri que Crespo é testemunha da Guedes e do Moniz no famoso processo da TVI. Tudo se conjuga.
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02 fevereiro 2010
"Pulhices" e "Palhaçadas"
As palhaçadas e as pulhices que estão a envolver Mário Crespo começam a feder. Tenho visto entrevistas que pela raiva subjacente ou pela besuntice babada lhe definem o carácter por detrás da máscara. Não sou obrigado a levar com comissários de outros interesses, travestidos de ingénuos jornalistas e nenhuma destas "palhaçadas" e "pulhices" são inócuas.
Há muito que me habituei a saber ler e ouvir a Comunicação Social e teria que estar eu num manicómio se colocasse as Guedes e os Crespos na galeria dos que contribuíram alguma vez para isso. Parece que vai estar nas jornadas parlamentares do CDS/PP... Fará lá falta por certo, vai ter o seu banho de afecto, mas não é disto que o Jornalismo precisa nem é assim que vai sobreviver.
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Reedição: Ou se quiserem, ele é um bom jornalista, como Jardim é considerado um bom político, o Pinto da Costa um bom dirigente desportivo ou Toy um bom cantor. Há audiências e gostos para tudo, eu é que não sou obrigado a alinhar pelo gosto comum e ninguém me pode proibir de o confessar. Fica pois a confissão. E daí?
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Não resisto ao link deste comentário no Ponte Europa: “Fico impressionado com a credibilidade que o inefável "diz que se disse" merece em Portugal.
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29 janeiro 2010
Desenhadores urbanos
Descobri os Urban Sketchers pelo Tacci, no Portugal, Caramba! e depois fui vê-los a Torres Vedras. Valeu a pena. É a arte do desenho numa das suas formas mais simples, despida de outros constrangimentos o que lhe confere um interesse especial. Naquela forma de diários gráficos, mas também literários, estavam lá umas largas centenas de desenhos em blocos de diversos tamanhos que nos falam da forma como cada um registou um determinado momento do dia. Sempre tive alguma inveja desta gente de traço fácil. Resta-me a persistencia.
E tu Caitas? Faz aí um Mini em derrapagem controlada que eu por mim só me atrevo a isto ... mas fica-te como desafio!
P.S. Mas olha, cuidado, este bloco era um chinês barato, aguenta aguarela mas é mata- borrão para tinta.
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26 janeiro 2010
25 janeiro 2010
O que eles lêem.
No programa Plano Inclinado da Sic Notícias, Medina Carreira: - Olhe ando a ler uma biografia de Goebbels...
Mário Crespo: - E eu ando a ler Norman Mailer (ou Miller) que inclui uma parte da biografia de Hitler onde ele diz que os grandes problemas se resolvem por si. Contrariamente á ideia que temos dele de, centralismo...
É pá... isso não são leituras depressivas?!
Mário Crespo: - E eu ando a ler Norman Mailer (ou Miller) que inclui uma parte da biografia de Hitler onde ele diz que os grandes problemas se resolvem por si. Contrariamente á ideia que temos dele de, centralismo...
É pá... isso não são leituras depressivas?!
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21 janeiro 2010
Opinto dourado
Não devíamos ter ido a correr para o YouTube ouvir o que disse o presidente Pinto, mais o Pinto dos árbitros, o Teles do jornais, o Jacinto do apito, o Araújo da fruta, e toda a gente honrada daquela “genial chantagem”, porque não é uma actividade saudável, é subterrâneo como foram aquelas conversas que minaram os alicerces do nosso futebol durante todos estes anos. Mas pronto já está, nada a fazer, fica uma enorme tristeza por ficarmos ainda mais desiludidos com estes actores, ainda activos e até elogiados do nosso futebol. Não foram penalizados pelo que ouvimos e podendo agora sê-lo pela opinião pública, resta-lhes a fuga para a frente da queixa-crime, e do fumo com Apitos de outras cores, assim à maneira do fedelho que leva um tabefe e quer correctivo igual para os que riem. Uma miséria porque, conseguem apesar de tudo ter audiências.
20 janeiro 2010
A medalha do Santana
Dizer que meteu pena o episódio da condecoração com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo é o pior que lhe podemos fazer, mas deixar passar como um louvor fingindo como a Ordem daquela medalha, é que não fazia sentido.
Se quisermos saber o nexo que tudo fez, basta ver o filme da agraciação, as duas conversas de circunstância e os ares compungidos que rodearam tudo aquilo. Não fomos nós que inventamos ou recreamos o ambiente, foram os presentes que deram ao acto o tom que realmente teve.
Um prémio, deve ter como critério de atribuição a distinção num determinado feito e não uma atribuição “por tradição”, independentemente da qualidade com que se concluiu. Parece óbvio que isto esvazia o sentido de qualquer prémio e a ser este o critério, esvazia o sentido de qualquer Ordem, e de qualquer cruz.
Se quisermos saber o nexo que tudo fez, basta ver o filme da agraciação, as duas conversas de circunstância e os ares compungidos que rodearam tudo aquilo. Não fomos nós que inventamos ou recreamos o ambiente, foram os presentes que deram ao acto o tom que realmente teve.
Um prémio, deve ter como critério de atribuição a distinção num determinado feito e não uma atribuição “por tradição”, independentemente da qualidade com que se concluiu. Parece óbvio que isto esvazia o sentido de qualquer prémio e a ser este o critério, esvazia o sentido de qualquer Ordem, e de qualquer cruz.
17 janeiro 2010
Missão AMI no Haiti
Pode ser uma forma, porque mais não podemos fazer por agora: A melhor maneira de contribuir, neste momento, é fazendo donativos em dinheiro pois a equipa fará a aquisição dos bens necessários nos países vizinhos. Contribua para esta missão:
NIB: 0007 001 500 400 000 00672 - IBAN: PT 50 0007 001 500 400 000 00672
Multibanco: Entidade -20909 Referência -909 909 909 em Pagamento de Serviços
NIB: 0007 001 500 400 000 00672 - IBAN: PT 50 0007 001 500 400 000 00672
Multibanco: Entidade -20909 Referência -909 909 909 em Pagamento de Serviços
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Acompanhe a Missão aqui.
15 janeiro 2010
14 janeiro 2010
Aos haitianos
É um simples cravo mas representou a esperança da renovação, e foi assim que sempre o vi. Uma renovação que não era só política, era também esperança noutra vida onde cabiam todos os sonhos. Neste momento, vocês não precisam de flores bem sei, precisam de tudo, mas sobretudo precisam para não sucumbir: de Esperança, até que o mundo chegue, vos agarre e perceba que não vale a pena andar em desvarios perante tanta força que não domina e esta, foi um impacto igual ou superior a trinta bombas atómicas!.
Tenho esperança que algum destes infernos a que a Humanidade está sujeita - mas mais uma vez e sempre, os pobres – a despertem para a evidência de um maior valor: o da vida humana. Quem sabe se não foram vocês os escolhidos para essa prova final? Mas acredito que um dia acontecerá. É por isso que vos trago em vez das nobres flores de circunstância para os que foram, este cravo que fiz, enquanto me lembrava da grande esperança de vida que ele representa em cada Primavera. Não acredito que persista a cobardia dos que vão achar que alguém se vai importar com vocês, porque este é um assunto de cada um de nós: delegar é não fazer e nunca foi tão fácil participar.
13 janeiro 2010
12 janeiro 2010
Há Pinto na costa!
Quando hoje ouvi a notícia, achei que era ainda uma repetição desta outra, mas não, era mesmo Pinto outra vez, desbragado, parecendo aceitar muito mal que a sua equipa não vá à frente da classificação na Liga. Não passou uma semana e volta a inflamar as hostes com esta espécie de gritos de guerra. É de recear pelo dia em que o FCP - para não o confundir com o Porto – deixe de ganhar campeonatos e não sei se não serão de temer reacções mais graves acicatadas por este fogo posto permanente, porque alguma gente da bola, tem na bola razões que a razão desconhece. Tão grave como isto, é que haja políticos que por aritmética de votos não consigam resistir ao fascínio do futebol.
09 janeiro 2010
Pinto dá à costa
O que foi que nós fizemos agora? O ambiente dos futebois andava sossegado, talvez pelos atrasos na conclusão dos processos a decorrer na Justiça. Valia o facto do Pinto ter as suas declarações limitadas pelo tribunal evitando assim as suas habituais alarvidades, com as acusações a Lisboa, aos mouros e a tudo o que pareça vermelho mais-ao-diabo-que-o-carregue. Acabou a proibição e voltou a falar para dizer que “Portugal era um país pequeno de mais para ser dividido em dois” assim, sem mais... Não acho que Jardim e Pinto resistissem muito tempo na marquesa de um bom psiquiatra, porque têm tiques que revelam um qualquer complexo, conflitos interiores que causam aqueles distúrbios e os levam à mania da perseguição. São pessoas afectadas no recôndito do ego. O Alberto, com a fanfarronia e o exibicionismo de rei sol, pode dizer o quiser porque todos o consideram inimputável, o outro, acorda da quarenta a que a Justiça o obrigou para voltar a pegar na espada e no elmo para se espadeirar contra moinhos que não existem, quanto mais os fantasmas que representam.
Esta necessidade de manter vivo um inimigo, é o truque velho que qualquer ditador ayatola ou manipulador tem que sustentar, para dominar as massas. Neste caso, tudo começa com Pedroto, quando este falou do “centralismo”, que não era nada mais nada menos do que o Porto não ganhar campeonatos há duas décadas, mas resultou, porque ao arranjar uma boa equipa que começou a vencer, a culpa passou para o povo a ser do “centralismo” e a partir daí se começou uma campanha de animosidade contra Lisboa. Qualquer lisboeta sente a injustiça desse tratamento, embora esteja a mudar, mas por força de serem empurrados para a guerra por esse tratamento iníquo. O ego deste Pinto foi desde esses tempos alimentado com esse ódio e não conseguirá agora viver sem ele porque foi com esse alimento e nesse clima que cresceu, daí que todas as semanas tenha necessidade de o manter e falar a despropósito do Benfica e de Lisboa. Valham-me os bons amigos que tenho no Porto para que tanto eu como eles não confundamos o Porto com o Pinto e Lisboa com os mouros.
Vejam o que se diz aqui no Pátio das Conversas e que lembra muito bem a forma como este cavalheiro está no futebol. Ganhar, é para ele uma questão de sobrevivência, o problema é que com esse estilo ele arrasta e aliena nessa vertigem uma cidade.
Esta necessidade de manter vivo um inimigo, é o truque velho que qualquer ditador ayatola ou manipulador tem que sustentar, para dominar as massas. Neste caso, tudo começa com Pedroto, quando este falou do “centralismo”, que não era nada mais nada menos do que o Porto não ganhar campeonatos há duas décadas, mas resultou, porque ao arranjar uma boa equipa que começou a vencer, a culpa passou para o povo a ser do “centralismo” e a partir daí se começou uma campanha de animosidade contra Lisboa. Qualquer lisboeta sente a injustiça desse tratamento, embora esteja a mudar, mas por força de serem empurrados para a guerra por esse tratamento iníquo. O ego deste Pinto foi desde esses tempos alimentado com esse ódio e não conseguirá agora viver sem ele porque foi com esse alimento e nesse clima que cresceu, daí que todas as semanas tenha necessidade de o manter e falar a despropósito do Benfica e de Lisboa. Valham-me os bons amigos que tenho no Porto para que tanto eu como eles não confundamos o Porto com o Pinto e Lisboa com os mouros.
Vejam o que se diz aqui no Pátio das Conversas e que lembra muito bem a forma como este cavalheiro está no futebol. Ganhar, é para ele uma questão de sobrevivência, o problema é que com esse estilo ele arrasta e aliena nessa vertigem uma cidade.
08 janeiro 2010
O Pulha
O meu fascínio por Almada no "Manifesto Anti-Dantas", leva-me a sugerir este excelente texto:
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05 janeiro 2010
Homenagem a Lhasa de Sela
(Reeditado)
"La Fontera
Hoy vuelvo a la frontera
Otra vez he de atravesar
Es el viento que me manda
Que me empuja a la frontera
Y que borra el camino
Que detras desaparece
Me arrastro bajo el cielo
Y las nubes del invierno
Es el viento que las manda
Y no hay nadie que las pare
A veces combater despiadado
A veces baile
Y a veces...nada
Hoy cruzo la frontera
Bajo el cielo
Bajo el cielo
Es el viento que me manda
Bajo el cielo de acero
Soy el punto negro que anda
A las orillas de la suerte "
Entre tanto drama humano merecedor da nossa atenção, desfocado pelo abastardamento da repetição de imagens, retive apenas nestes primeiros dias do ano uma história, a de Lhasa de Sela, uma cantora que mal conheci. Ela talvez representasse um produto de experiências, interrogações e caminhos paralelos aos da minha juventude. Cantora conhecida como “Nómada”, era filha de pais hippies, dos verdadeiros, pai mexicano e mãe norte-americana, de nacionalidade canadiana, não teve escola até aos treze anos aprendendo apenas com os ensinamentos da mãe. Viveu uma infância maravilhosa, segundo ela, parece que por não ter a responsabilidade que tinham as outras crianças. Livre de drogas diz, que foi talvez porque em casa não era fruto proibido, por muito polémico que isto possa ser. Considerava-se uma cidadã sem pátria. Fica uma simples homenagem nesta sua música e na entrevista a Carlos Vaz Marques na TSF em 2005.
"La Fontera
Hoy vuelvo a la frontera
Otra vez he de atravesar
Es el viento que me manda
Que me empuja a la frontera
Y que borra el camino
Que detras desaparece
Me arrastro bajo el cielo
Y las nubes del invierno
Es el viento que las manda
Y no hay nadie que las pare
A veces combater despiadado
A veces baile
Y a veces...nada
Hoy cruzo la frontera
Bajo el cielo
Bajo el cielo
Es el viento que me manda
Bajo el cielo de acero
Soy el punto negro que anda
A las orillas de la suerte "
Entre tanto drama humano merecedor da nossa atenção, desfocado pelo abastardamento da repetição de imagens, retive apenas nestes primeiros dias do ano uma história, a de Lhasa de Sela, uma cantora que mal conheci. Ela talvez representasse um produto de experiências, interrogações e caminhos paralelos aos da minha juventude. Cantora conhecida como “Nómada”, era filha de pais hippies, dos verdadeiros, pai mexicano e mãe norte-americana, de nacionalidade canadiana, não teve escola até aos treze anos aprendendo apenas com os ensinamentos da mãe. Viveu uma infância maravilhosa, segundo ela, parece que por não ter a responsabilidade que tinham as outras crianças. Livre de drogas diz, que foi talvez porque em casa não era fruto proibido, por muito polémico que isto possa ser. Considerava-se uma cidadã sem pátria. Fica uma simples homenagem nesta sua música e na entrevista a Carlos Vaz Marques na TSF em 2005.
04 janeiro 2010
Saúdem-no como Arte.
Falámos daquele homem hoje à refeição. Já não me lembro se lhe respondi na primeira vez que me saudou quando passei por ele de carro, mas seguramente que o fiz na vez seguinte e sempre em todas as outras, porque há um apelo enorme naquela figura humana que sem nos conhecer, nos presenteia com um enorme sorriso e nos saúda de braço no ar, sempre que passamos por ele no Restelo ou na Avenida Fontes Pereira de Melo, como que lembrando-nos a prioridade a dar ao melhor da espécie humana: os afectos. Ele é para quem passa, uma provocação boa ou má, uma indiferença, talvez uma irritação para alguns, e essas, são contradições de uma obra de arte.
Vejamos então aquele homem de quem não conhecemos a história, como a obra de arte na qual o próprio escultor se tornou, como uma instalação pública montada fora da galeria, arte urbana, cumprindo um dos objectivos principais da arte: interpelar-nos. Cumpre-nos devolver-lhe o capital que nela investiu, tornando-o num caso ímpar: o de uma obra que nos agradece a apreciação através dela própria, em si mesma, o autor.
“A arte não tem, para o artista, fim social. Tem, sim, um destino social, mas o artista nunca sabe qual ele é, porque a Natureza o oculta no labirinto dos seus desígnios.” (...) Fernando Pessoa .
Vejamos então aquele homem de quem não conhecemos a história, como a obra de arte na qual o próprio escultor se tornou, como uma instalação pública montada fora da galeria, arte urbana, cumprindo um dos objectivos principais da arte: interpelar-nos. Cumpre-nos devolver-lhe o capital que nela investiu, tornando-o num caso ímpar: o de uma obra que nos agradece a apreciação através dela própria, em si mesma, o autor.
“A arte não tem, para o artista, fim social. Tem, sim, um destino social, mas o artista nunca sabe qual ele é, porque a Natureza o oculta no labirinto dos seus desígnios.” (...) Fernando Pessoa .
01 janeiro 2010
25 dezembro 2009
22 dezembro 2009
O Povo e a Música
Disse um dia que tinha inveja deste povo, seria antes que gostaria de ter tido um povo ou uma nação que tivesse tido a oportunidade de produzir cultura desta forma. Perguntavam-me no email que recebi com o link do vídeo que segue: “E nós o que temos? O Toni Carreira e agora o filho?” Não, não são as audiências do Toni que preocupam, até porque as salas com grandes clássicos, começam a ter as suas audiências, do que tenho pena é que lá muito para trás na nossa história esse despertar para as ideias, as artes e a cultura não tenha acontecido. É portanto um deficit na nossa evolução histórica. Mas não podemos ser severos, porque quer se queira quer não, é também um problema geográfico: tivemos sempre na Espanha um tampão entre nós e a cultura europeia, enquanto os Iluministas e outros arejavam a Europa séculos atrás. Compete-nos agora correr atrás do tempo e tornar o nosso futuro povo um amante de cultura capaz de produzir um dia a sua obra e quem sabe gostar de cantá-la assim.
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16 dezembro 2009
O postal de Natal
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Imaginem que o receberam porque foi feito da forma menos virtual possível, ele existe mesmo. Foi comprado, manuseado, escrito, fotografado e agora colocado aqui para fazerem dele, vosso. Um abraço a todos. Deixo-vos esta belíssima voz da Jana Mashonee, cantando na Língua nativa Navajo.
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14 dezembro 2009
Erros caros.
Um email fez-me chegar este texto do Jumento: (...) o Manuel Alegre tentou animar as suas hostes, relançando a sua imagem de político acima de todos, especialmente dotado para ser Presidente da República. Só que os eleitores do PS não se esquecem do apoio sinistro que Manuel Alegre deu ao BE que agora já não parece interessado nas suas convergências de esquerda. É cada vez mais previsível um fim triste para a sua carreira política, agora que vale por si próprio e não pelos danos que poderia causar à maioria absoluta de Sócrates Manuel Alegre arrasta-se acompanhado por jornalistas estagiários. (...). A fraca tentativa de animação das hostes, foi apenas este jantar: "... Numa sala completamente esgotada ..."
Parece continuar a haver gente a insistir no mesmo erro em relação às Presidenciais, ao esquecer que foi este Manuel Alegre, só, sem apoios oficiais, com as animosidades internas apontadas para ele, contando apenas com os portugueses como eu que pensaram por si não delegando em ninguém essa responsabilidade, suportando do seu bolso uma campanha apoiada em muita contribuição individual, sendo constantemente afrontado pelos seguidistas de Sócrates e Soares hoje premiados no Governo, que por uma unha negra não obrigou Cavaco a uma segunda volta. Sabe porquê? Porque foi capaz de nos falar da CIDADANIA de uma forma que os adeptos do discurso oficial não ousam porque têm medo dela, medo que os centrifugue. Há uma nova esperança na força do discurso de Alegre e isso não faz quem quer só faz quem pode. Obama confirma isto. É pois com espanto que continuo a assistir a este tipo de análise, mas se não é já alguma estratégia de demolição eleitoral, é pelo menos um déjà vu com uma desastrosa derrota, reeditavel com qualquer-um-peixe-de-águas-profundas que venham a pescar.
Quanto aos jornalistas, não me diga que não são preferíveis os independentes, ainda que estagiários, a efectivos dependentes, a mercenários em outsourcing ou a agenciados, convenientemente bem pagos. As Agências ... claro.
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11 dezembro 2009
10 dezembro 2009
Portugal profundo
Em tempos fui pró regionalização e não sei bem porquê, porque isto de regiões é coisa que não pensamos todos os dias de forma a termos uma opinião tão formada. Acho que acreditei mesmo que era possível não multiplicar as estruturas que suportamos e por aí pululam, de forma a que não começassem a haver por aí mais esposas de presidentes e de vice-presidentes, de chefes de gabinete de presidentes e respectivas Secretárias, e mais secretárias e cadeiras novas de espaldar e up grade das frotas automóvel, assim à maneira da nossa Assembleia e do seu presidente peixe-de-águas-profundas. Naquele tempo alimentava-me um espírito que entretanto me parece ter-se perdido, e começo agora a descrer em regionalizações ao ver gente recuperar o tema depois de falhar o assalto ao poder, de tantos apitos e sacos às cores, contas na Suíça e mais estes exemplos edificantes que junto no link. Agora, atormenta-me pensar que estes homens poderiam candidatar-se um dia e mandar calar ou arrotundar uma região inteira.
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as
08 dezembro 2009
Manuel Alegre

Mário Soares teima em não ter o final político que merecia. Não precisava de continuar esta senda. Uma pena. Ver no Jornal I.
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"Uma bola de futebol a sério"
Era uma reportagem nas tabancas algures em Moçambique, com os filhos órfãos da guerra. Falavam da responsabilidade dos rapazes mais velhos, agora o amparo dos mais novos, depois dos pais morrerem com sida. Do cultivo da terra e da subida arriscada aos coqueiros que agora lhes competia. Das contenções em namoros, porque não havia mais ninguém para apoiar a família se “houvesse problema”. Da moça quase criança que à força virou mulher com uma pequena criança nos braços, filha do desconhecimento “dessas coisa dos tempo”. Das crianças descalças que jogavam felizes com uma bola de trapos da cor do pó vermelho dos pés, e declaravam com um grande sorriso aberto “que o que mais queriam era mesmo uma bola de futebol a sério!”. A repórter, virando-se para aquele rapaz meio criança, tutor daquela gente, ainda pergunta:
- E o que é que vos faz falta?
- Ah sim! Nada. Nada nada. Tá tudo bom. Tudo bom. Numa introspecção, distante, onde provavelmente já não estavam para ele os repórteres, disse uma vez mais olhando o chão:
- E o que é que vos faz falta?
- Ah sim! Nada. Nada nada. Tá tudo bom. Tudo bom. Numa introspecção, distante, onde provavelmente já não estavam para ele os repórteres, disse uma vez mais olhando o chão:
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- Tá tudo bom.
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A espanholização da política
António Vitorino em entrevista a Judite de Sousa, a propósito dos recentes episódios entre Oposição e Governo: “Estamos a caminho da espanholização da politica”.
Ou, casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão? Eu quero tudo menos espanholizar-me. Tenham lá então juízo.
Ou, casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão? Eu quero tudo menos espanholizar-me. Tenham lá então juízo.
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