Acabo de ouvir que o dinossauro referido, ali à espreita - agora em rota de colisão com Carlos Queiroz - não o quer na Selecção, e pasmo de espanto. Como se atreve a isto, ele que não deveria ter sobrevivido ao caso Saltilho no México em 1986, e depois ao caso Coreia em 2002 e que é o rosto da ferrugem da organização do nosso futebol, não perceber que quem está a mais é ele e o estilo que representa como Vice-Presidente? Este processo assim, ainda é mais um nojo, goste-se ou não de Queiroz, e percebe-se agora porque é que as coisas se empolaram desta forma.
14 agosto 2010
Dinossauros no futebol
08 agosto 2010
Perguntar não ofende!
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Levando em conta o quanto tempo já leva esta degradação na Justiça, e porque o direito de fazer perguntas parece ser livre aqui ficam mais algumas:- Há quanto tempo existe o Sindicato dos Magistrados do MP?
- Há quanto tempo persiste sustentadamente a degradação na Justiça?
- Há quanto tempo resiste a não achar que estas perguntas têm uma intenção?
06 agosto 2010
05 agosto 2010
Um desafio ao Estado!
Nunca soube até hoje a cor política do Sindicato dos Magistrados, dia em que estalou o verniz na Justiça por via da má relação com o seu superior hierárquico, o Procurador-Geral da República e não fiz nenhum esforço nesse sentido porque queria continuar a olhar o seu comportamento sem preconceitos políticos, porque já me bastava não concordar com a bizarra existência desta Associação. Hoje fica mais claro pela exclusão de uma cor política, a do Governo, mas continuo com dúvidas porque me chegam indícios de sinal contrário.Procuro assim saber do nexo da existência deste sindicato e ao que vou verificando não é nada pacífico para muitos a sua existência, ainda por cima para funcionar nos moldes em que tem actuado. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judicial, não podem ser entendidos como empresas privadas de construção de condomínios, são Estado. Como é então possível termos uma classe que já é intocável na sua autonomia a partir do momento em que sai do Centro de Estudos Judiciários e veste a toga, passando a terceiro Poder do Estado sem que os tenhamos elegido, exigir mais poder extra pela via da institucionalização da sua corporação, para ainda por cima se dedicar a uma espécie de actuação política? Não consigo entender a sua existência e os seus desafios, nem entender tanto poder concentrado a escapar pelos dedos do único soberano: nós, o povo!
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01 agosto 2010
De Sócrates a Queiroz
Sempre que aquele jornalista, o Batista, falava de Queiroz, intrigava-me aquela forma virulenta porque era preciso detestar muito o seleccionador para ser tão agressivo. Não me espantou por isso a notícia de que tinham chegado a vias de facto. Nunca mais o ouvi, mas já tem substituto à altura na TV, e na Imprensa o circo está montado.
Mas temos agora uma questão mais grave entre Queirós e Luís Horta, por causa dos testes anti-doping, e pelo desenvolvimento só poderia ter a ver com velhas questões pessoais. Mas a opinião pública, com a ajuda do cerco montado por alguma Comunicação Social já lhe faz o enterro. E se tudo tivesse a ver com revanches e estúpidas demarcações de território? Ora aqui está uma explicação no DN: “(...) Não sei se houve alguma motivação especial, mas sei que existe um contencioso entre Carlos Queiroz e Luís Horta há muitos anos", afirmou António Simões. Mas o alvo a abater pela turba, com alguns jornalistas à cabeça, é agora Carlos Queiroz, mesmo antes de ser ouvido. É preciso continuar a vender.
Mas temos agora uma questão mais grave entre Queirós e Luís Horta, por causa dos testes anti-doping, e pelo desenvolvimento só poderia ter a ver com velhas questões pessoais. Mas a opinião pública, com a ajuda do cerco montado por alguma Comunicação Social já lhe faz o enterro. E se tudo tivesse a ver com revanches e estúpidas demarcações de território? Ora aqui está uma explicação no DN: “(...) Não sei se houve alguma motivação especial, mas sei que existe um contencioso entre Carlos Queiroz e Luís Horta há muitos anos", afirmou António Simões. Mas o alvo a abater pela turba, com alguns jornalistas à cabeça, é agora Carlos Queiroz, mesmo antes de ser ouvido. É preciso continuar a vender.
Entretanto...
Há mundos mais perigosos. No canal Odisseia passam imagens sobre a realidade da falsa partilha de território entre de judeus e palestinianos que faz de nós gente sortuda. Ainda me está na retina e nos ouvidos a conversa daquele judeu, que mostrava a realidade do seu colonato ao jornalista. Uma terra que bastava olhar, dizia ele, para ver as potencialidades que tinha para receber mais judeus cumprindo assim o sonho, porque aquela terra lhes tinha sido prometida por Deus. Era alguém que tinha vindo de Brooklyn ou algo assim, há uns anos, e dizia com a maior descontracção que não percebia como podiam “outros” (os palestinianos) achar que aquilo era terra que lhes pertencesse. Ouvido com um olhar em forma de lupa quântica, aquele homem não era mais do que um conjunto de átomos indiferenciados, igual a tantos outros, a merecer a nossa atenção para entender o que nos queria dizer. Mas retirado o filtro, damos com um horroroso ser humano alienado, não tanto pelo ódio, mas pelo mais escabroso sentimento de posse, ampliado pela religião e por aquele espírito sionista que lhe permite, de arma na mão, vedar o acesso dos “outros” à terra que sempre viram e a única que conheceram. Este homem é colonizador, conservador e reaccionário, porque foi este o espírito que o Sionismo - principio fundador do Estado de Israel - introduziu na Palestina no inicio do século passado, forma encontrada para trazer alguém de Brooklyn e usurpar aos “outros” o território onde sempre viveram, porque achavam que ele era uma dádiva de Deus. Esta gente não vai abrir mão de um palmo de terra, pelo contrário, mas os "outros" não vão desistir de lutar pelo direito a tê-la. Esta história não vai acabar bem, é uma certeza, é a conclusão que se tira.
30 julho 2010
27 perguntas?
Eu dava-lhes a falta de tempo para fazer as 27 perguntas! Primeiro, chamava o COPCON, metia-os todos no Campo Pequeno e carimbava-lhes a testa com uma tinta indelével: tatuava-os! Depois de presos e carimbados tirava-lhes a carteira, adicionava um dígito de controlo ao Bilhete de Identidade para não poderem ser reciclados na Justiça e soltava-os. E até que voltássemos a ter novos operadores formados para servir a Democracia que conquistamos em Abril, íamos passando bem sem eles e sem a bosta da justiça que fazem, até lá, instaurávamos uma lei excepcional draconiana que nos pusesse a coberto dos criminosos mais afoitos e só depois poríamos de pé o edifício da Justiça.
Acabei de ouvir o João Semedo do BE e fico estarrecido. Semedo ter-se-á definitivamente deixado apanhar por um despeito que tolda qualquer espírito.
Vídeos visto em primeira mão no: Câmara Corporativa
29 julho 2010
A vitimização
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Para a Comunicação Social, que em grandes parangonas tanto insinuou as implicações de Sócrates no caso Freeport, a importância de ver agora um PM fora desse cenário não é a mesma, quando os destaques de primeira página são assim tão pequenos e envergonhados como estes, ou não existem..
Deve concluir-se daqui que a reposição da verdade não tem o mesmo valor de uma denúncia? Ou que não vende? Mas tão grave como as insinuações e os ataques foram as acusações de vitimização aos seus movimentos de reacção, porque veladamente visavam o seu empalamento.
22 julho 2010
20 julho 2010
Constituição: Toque a rebate!
É este novo PSD que alguns descontentes enquadrados por corporativismos egoístas se preparam para levar a governo: “O PSD pretende retirar «tendencialmente gratuito» na Saúde e “sem justa causa” na proibição dos despedimentos.” É o tradicional ataque da Direita à Constituição antes de governar. Já vem de longe.
A concretizar-se este golpe de Estado constitucional, como lhe chama António Arnaut, da revolução que fizemos e do que conquistámos pouco nos resta, ou por outra, resta-nos o Parlamento, estes Deputados e os Partidos que temos e por enquanto, Cavaco. Estamos cada vez mais pobres.
19 julho 2010
17 julho 2010
A CPLP e a Guiné Equatorial
A propósito da hipótese da possível admissão da Guiné Equatorial na CPLP, é conveniente esclarecer que na existência de uma comunidade tem que verificar-se a presença de alguns valores comuns identitários, em torno dos quais se decide e se montam os compromissos comuns. Ao estabelecer que existe uma integração sem esses valores reunidos, podemos chamar-lhe o que bem entendermos, e também lhe podemos chamar comunidade porque não? Mas nunca a teremos efectivamente concretizada dessa forma.Quando se trata de povos, há um cimento agregador que vai além da Língua, mas que só ela potencia. Querer inverter a filosofia que está na base desta CPLP que acredito que vai ser um fórum onde nos vamos entender, pode ser a introdução de um elemento desagregador, por introduzir valores não reconhecidos. Não é por acaso que esta Comunidade foi quem mais celebrou a libertação de Timor como nação. Nem se trata do medo de colocar em risco a sua credibilidade, apenas para facilitar movimentações no xadrez político internacional das lideranças corruptas daquele país, mas porque a base da sua constituição, feita à sombra da Língua portuguesa, passou também a transcendê-la, porque foi ditada pelos afectos que só a convivência histórica possibilita. Os povos da CPLP não entenderão as razões da entrada de um país que não reúne os valores através dos quais nos entendemos: a Língua, a história, os afectos.
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15 julho 2010
13 julho 2010
A (des)regulação capitalista
A leitura seguinte no Politeia é obrigatória, porque o neo-liberalismo vai atacar com mais força apoiado nas tais hordas de descamisados, induzidas de que o vizinho lhes rouba a mísera côdea do dia e porque é precisa a nossa preparação para defendermos os valores da solidariedade que não cabem nas avaras cartilhas do lucro a qualquer preço, nem no sectarismo doentio que desmobiliza qualquer luta. A clareza com que J.M.Correia Pinto, continua a reflectir sobre a actualidade portuguesa face ao futuro na/da Europa merece uma visita, apesar do extenso link que deixo:
E o problema que se põe a um país periférico como Portugal, não obviamente em consequência desta sentença, mas relativamente à sua integração na União Europeia é: que futuro? (...)
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12 julho 2010
Saudades coloniais?
Mário Crespo, o tal do “Palhaço”, para Mira Amaral: - E Angola, ainda poderá voltar a ser o eldorado que já foi?
Mira Amaral: - (!) Não gosto dessa expressão. O que lhe posso dizer é que...” etc. etc.
Que palhaçada é esta pá? Ainda estás no tempo do botas?
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Mira Amaral: - (!) Não gosto dessa expressão. O que lhe posso dizer é que...” etc. etc.
Que palhaçada é esta pá? Ainda estás no tempo do botas?
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09 julho 2010
Silêncios criminosos
No Ponte Europa está um grito que honra uma parte da nossa civilização: a que é representada pelo Ateísmo.
Parece existir um pacto de não ingerência das religiões nas interpretações malévolas que cada uma faz do “livro”, em nome não sei de que principio, mas é de tal forma lavado que o único grito que se ouve é o dos Ateus. Os crimes contra a Humanidade são mais graves quando se despem dos ódios que infestam a besta humana e se travestem da justiça religiosa dos seus demónios interiores. A prova, é que o mundo não está neste momento a gritar em o uníssono.
Parece existir um pacto de não ingerência das religiões nas interpretações malévolas que cada uma faz do “livro”, em nome não sei de que principio, mas é de tal forma lavado que o único grito que se ouve é o dos Ateus. Os crimes contra a Humanidade são mais graves quando se despem dos ódios que infestam a besta humana e se travestem da justiça religiosa dos seus demónios interiores. A prova, é que o mundo não está neste momento a gritar em o uníssono.
05 julho 2010
Portugal? Sim! Mas...
Não fosse a firmeza com que Sócrates justificou o veto do Estado à venda da Vivo aos espanhóis, na entrevista de ontem ao El País, que deveria merecer o aplauso e o apoio de todos, independentemente dos ódios de estimação de cada um, e ficaríamos humilhados pelo comportamento dos accionistas portugueses, o BES e a Ongoing. Depois de vermos Cavaco titubear na Republica Checa, temos um Primeiro-Ministro a não se acobardar e não nos deixar de cócoras perante a arrogância castelhana e algumas declarações humilhantes a nosso respeito pouco consentâneas com uma política de boa vizinhança. Mas sabemos que é um esforço que não se pode pedir a alguns, porque na política, como na igreja, o dogma é a razão que encosta cada um à sua barricada. Gostei de ver Sócrates defender Portugal desta forma tão firme no El País.
Mas causa perplexidade o estranho comportamento de alguns portugueses quando se trata de apoiar Portugal por oposição a outros. No Politeia, J.M. Correio Pinto, desabafa neste excelente texto, assim:
Que espécie de complexo será este que impele um tão grande número de portugueses a fazer, por exemplo,(…) Leia o resto.
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03 julho 2010
01 julho 2010
Nem bom vento ...
(Reeditado)
Bem sei que o capital não tem pátria, mas este trás o rótulo castelhano na testa e está a chegar com os maus ventos que mais uma vez nos vieram de um mau casamento! Não lhes vendemos a VIVO, nem os queremos as escutar na PT e queremos que Bruxelas olhe para as golden share dissimuladas que vão pela economia mais blindada da Europa, como o atestam os empresários portugueses. Vamos mandá-los guardar os caramelos, a Zara, a Repsol e os Pina Mouras que os representam e morrerão com o nosso desprezo, mas lutar pela defesa dos sectores estratégicos do país e pela supremacia do Estado em questões fundamentais. Se ainda têm dúvidas, o Iberismo é isto: a falta de respeito pela escala da nossa economia e a provocação que se faz aos portugueses através desta estratégia de polvo. Aí está ele, para já, obrigando o nosso Estado a uma atitude que foi ridicularizada pelos amigos das Lehmans Brothers e quejandos, os mesmos arautos que deixaram passar as más práticas financeiras que lançaram o caos nas finanças mundiais e obrigaram os povos a pagar as suas aldrabices. Entretanto, alguém nos chamou aí de colonialistas? Isso era mais a puta-que-os-pariu! Não acham? Para mim o nível do insulto é igual..
Reedicção I: A arrogância e o cinismo britânico veiculados através do Financial Times, esquecem que se houve quem colonizasse e saqueasse pelo mundo fora foram os ingleses e os seus piratas. Nas Malvinas (Falklands) e na Ilha de Santa Helena não consta que tenha nascido um único inglês imberbe de geração espontânea, como nasce uma flor, no entanto, são território de onde não querem tirar a pata. Chegamos tarde à descolonização para mal dos nossos pecados, mas mesmo assim acabamos por lutar por uma atribuição honrosa e a prova é a excelente relação que temos com os novos países irmãos, o que não admitimos é que nenhum escroque o ponha em dúvida e cole rótulos que nos ofendem a honra.
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Reedicção II: Há argumentos que não podem ser ignorados. Se estamos a discutir e a refazer a Europa à face dos precalços que, provavelmente, ainda bem lhe aconteceram, antes de estar definitivamente concretizada, então é tempo de ouvir tudo o que ainda não foi dito. Leia no Ponte Europa: "PT - a "golden chair" e "PT/Telefónica & Mecado(s)"
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