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22 julho 2010
20 julho 2010
Constituição: Toque a rebate!
É este novo PSD que alguns descontentes enquadrados por corporativismos egoístas se preparam para levar a governo: “O PSD pretende retirar «tendencialmente gratuito» na Saúde e “sem justa causa” na proibição dos despedimentos.” É o tradicional ataque da Direita à Constituição antes de governar. Já vem de longe.
A concretizar-se este golpe de Estado constitucional, como lhe chama António Arnaut, da revolução que fizemos e do que conquistámos pouco nos resta, ou por outra, resta-nos o Parlamento, estes Deputados e os Partidos que temos e por enquanto, Cavaco. Estamos cada vez mais pobres.
19 julho 2010
17 julho 2010
A CPLP e a Guiné Equatorial
A propósito da hipótese da possível admissão da Guiné Equatorial na CPLP, é conveniente esclarecer que na existência de uma comunidade tem que verificar-se a presença de alguns valores comuns identitários, em torno dos quais se decide e se montam os compromissos comuns. Ao estabelecer que existe uma integração sem esses valores reunidos, podemos chamar-lhe o que bem entendermos, e também lhe podemos chamar comunidade porque não? Mas nunca a teremos efectivamente concretizada dessa forma.Quando se trata de povos, há um cimento agregador que vai além da Língua, mas que só ela potencia. Querer inverter a filosofia que está na base desta CPLP que acredito que vai ser um fórum onde nos vamos entender, pode ser a introdução de um elemento desagregador, por introduzir valores não reconhecidos. Não é por acaso que esta Comunidade foi quem mais celebrou a libertação de Timor como nação. Nem se trata do medo de colocar em risco a sua credibilidade, apenas para facilitar movimentações no xadrez político internacional das lideranças corruptas daquele país, mas porque a base da sua constituição, feita à sombra da Língua portuguesa, passou também a transcendê-la, porque foi ditada pelos afectos que só a convivência histórica possibilita. Os povos da CPLP não entenderão as razões da entrada de um país que não reúne os valores através dos quais nos entendemos: a Língua, a história, os afectos.
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15 julho 2010
13 julho 2010
A (des)regulação capitalista
A leitura seguinte no Politeia é obrigatória, porque o neo-liberalismo vai atacar com mais força apoiado nas tais hordas de descamisados, induzidas de que o vizinho lhes rouba a mísera côdea do dia e porque é precisa a nossa preparação para defendermos os valores da solidariedade que não cabem nas avaras cartilhas do lucro a qualquer preço, nem no sectarismo doentio que desmobiliza qualquer luta. A clareza com que J.M.Correia Pinto, continua a reflectir sobre a actualidade portuguesa face ao futuro na/da Europa merece uma visita, apesar do extenso link que deixo:
E o problema que se põe a um país periférico como Portugal, não obviamente em consequência desta sentença, mas relativamente à sua integração na União Europeia é: que futuro? (...)
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12 julho 2010
Saudades coloniais?
Mário Crespo, o tal do “Palhaço”, para Mira Amaral: - E Angola, ainda poderá voltar a ser o eldorado que já foi?
Mira Amaral: - (!) Não gosto dessa expressão. O que lhe posso dizer é que...” etc. etc.
Que palhaçada é esta pá? Ainda estás no tempo do botas?
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Mira Amaral: - (!) Não gosto dessa expressão. O que lhe posso dizer é que...” etc. etc.
Que palhaçada é esta pá? Ainda estás no tempo do botas?
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09 julho 2010
Silêncios criminosos
No Ponte Europa está um grito que honra uma parte da nossa civilização: a que é representada pelo Ateísmo.
Parece existir um pacto de não ingerência das religiões nas interpretações malévolas que cada uma faz do “livro”, em nome não sei de que principio, mas é de tal forma lavado que o único grito que se ouve é o dos Ateus. Os crimes contra a Humanidade são mais graves quando se despem dos ódios que infestam a besta humana e se travestem da justiça religiosa dos seus demónios interiores. A prova, é que o mundo não está neste momento a gritar em o uníssono.
Parece existir um pacto de não ingerência das religiões nas interpretações malévolas que cada uma faz do “livro”, em nome não sei de que principio, mas é de tal forma lavado que o único grito que se ouve é o dos Ateus. Os crimes contra a Humanidade são mais graves quando se despem dos ódios que infestam a besta humana e se travestem da justiça religiosa dos seus demónios interiores. A prova, é que o mundo não está neste momento a gritar em o uníssono.
05 julho 2010
Portugal? Sim! Mas...
Não fosse a firmeza com que Sócrates justificou o veto do Estado à venda da Vivo aos espanhóis, na entrevista de ontem ao El País, que deveria merecer o aplauso e o apoio de todos, independentemente dos ódios de estimação de cada um, e ficaríamos humilhados pelo comportamento dos accionistas portugueses, o BES e a Ongoing. Depois de vermos Cavaco titubear na Republica Checa, temos um Primeiro-Ministro a não se acobardar e não nos deixar de cócoras perante a arrogância castelhana e algumas declarações humilhantes a nosso respeito pouco consentâneas com uma política de boa vizinhança. Mas sabemos que é um esforço que não se pode pedir a alguns, porque na política, como na igreja, o dogma é a razão que encosta cada um à sua barricada. Gostei de ver Sócrates defender Portugal desta forma tão firme no El País.
Mas causa perplexidade o estranho comportamento de alguns portugueses quando se trata de apoiar Portugal por oposição a outros. No Politeia, J.M. Correio Pinto, desabafa neste excelente texto, assim:
Que espécie de complexo será este que impele um tão grande número de portugueses a fazer, por exemplo,(…) Leia o resto.
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03 julho 2010
01 julho 2010
Nem bom vento ...
(Reeditado)
Bem sei que o capital não tem pátria, mas este trás o rótulo castelhano na testa e está a chegar com os maus ventos que mais uma vez nos vieram de um mau casamento! Não lhes vendemos a VIVO, nem os queremos as escutar na PT e queremos que Bruxelas olhe para as golden share dissimuladas que vão pela economia mais blindada da Europa, como o atestam os empresários portugueses. Vamos mandá-los guardar os caramelos, a Zara, a Repsol e os Pina Mouras que os representam e morrerão com o nosso desprezo, mas lutar pela defesa dos sectores estratégicos do país e pela supremacia do Estado em questões fundamentais. Se ainda têm dúvidas, o Iberismo é isto: a falta de respeito pela escala da nossa economia e a provocação que se faz aos portugueses através desta estratégia de polvo. Aí está ele, para já, obrigando o nosso Estado a uma atitude que foi ridicularizada pelos amigos das Lehmans Brothers e quejandos, os mesmos arautos que deixaram passar as más práticas financeiras que lançaram o caos nas finanças mundiais e obrigaram os povos a pagar as suas aldrabices. Entretanto, alguém nos chamou aí de colonialistas? Isso era mais a puta-que-os-pariu! Não acham? Para mim o nível do insulto é igual..
Reedicção I: A arrogância e o cinismo britânico veiculados através do Financial Times, esquecem que se houve quem colonizasse e saqueasse pelo mundo fora foram os ingleses e os seus piratas. Nas Malvinas (Falklands) e na Ilha de Santa Helena não consta que tenha nascido um único inglês imberbe de geração espontânea, como nasce uma flor, no entanto, são território de onde não querem tirar a pata. Chegamos tarde à descolonização para mal dos nossos pecados, mas mesmo assim acabamos por lutar por uma atribuição honrosa e a prova é a excelente relação que temos com os novos países irmãos, o que não admitimos é que nenhum escroque o ponha em dúvida e cole rótulos que nos ofendem a honra.
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Reedicção II: Há argumentos que não podem ser ignorados. Se estamos a discutir e a refazer a Europa à face dos precalços que, provavelmente, ainda bem lhe aconteceram, antes de estar definitivamente concretizada, então é tempo de ouvir tudo o que ainda não foi dito. Leia no Ponte Europa: "PT - a "golden chair" e "PT/Telefónica & Mecado(s)"
28 junho 2010
Soares, acabou hoje!
Talvez não seja oportuno escrever desta forma sobre Mário Soares, mas já não se aguenta, estamos fartos de ter que aceitar que aquele ego desmesurado não tolere a existência de quem lhe faça sombra. Foi primeiro o ético Salgado Zenha, do melhor que o PS teve, foi depois a sua confrontação com o integro Ramalho Eanes, foi ainda o atropelo à candidatura do histórico Manuel Alegre acabando humilhado pela sua ganância por mais um mandato, e finalmente, a confirmação do seu despeito com o apoio disfarçado a Fernando Nobre. Afinal os rumores daquela noite de apresentação da candidatura de Nobre sempre se confirmam. Soares revela mau carácter com este namoro que existe apenas para criar dificuldades a Alegre. Agora, já não se importa que não haja ideologia por detrás do candidato, coisa que sempre privilegiou. Também eu reconheci aqui qualidades a Nobre mas acho-as uma insuficiência, de um ponto de vista até um abuso delas nesta candidatura a P.R. Andar às palmadinhas a Nobre seria caricato se não revelasse um carácter que sempre neguei que existia nele quando me convenciam do contrário.
Não podemos continuar a fingir, Soares acabou hoje. Acabou porque é imoral utilizar o seu lado cândido para nos enganar ao debitar argumentos que não cabem em justificações pueris nem estratégias inócuas. Estava lá Victor Ramalho para tornar tudo mais claro, embora nos digam que as coincidências existem. A mentira é a arma dos fracos. Ele pode gostar de Nobre mas gostará muito mais que Alegre não venha a ser Presidente da República. É uma evidente atitude de mesquinhez que o devia envergonhar perante uma leitura mais isenta e homens assim não merecem fazer parte da galeria dos bons.
Um outro ex-P.R. já disse: “O meu apoio a Manuel Alegre é natural”. Viva então Jorge Sampaio! Rasguei o cartão, Soares acabou hoje.
Não podemos continuar a fingir, Soares acabou hoje. Acabou porque é imoral utilizar o seu lado cândido para nos enganar ao debitar argumentos que não cabem em justificações pueris nem estratégias inócuas. Estava lá Victor Ramalho para tornar tudo mais claro, embora nos digam que as coincidências existem. A mentira é a arma dos fracos. Ele pode gostar de Nobre mas gostará muito mais que Alegre não venha a ser Presidente da República. É uma evidente atitude de mesquinhez que o devia envergonhar perante uma leitura mais isenta e homens assim não merecem fazer parte da galeria dos bons.
Um outro ex-P.R. já disse: “O meu apoio a Manuel Alegre é natural”. Viva então Jorge Sampaio! Rasguei o cartão, Soares acabou hoje.
25 junho 2010
O Mathis e o Embaixador
Parabéns Senhor Embaixador por ter escrito esta carta ao Mathis, ela enche-nos de orgulho:
(...) Pode discutir-se se a escola é o lugar mais indicado para andar com as camisolas da nossa seleção, mas, aos teus amigos de cá, deves lembrar que foi a Revolução Francesa, aquela que está na bela "La Marseillaise", que ensinou o mundo a lutar pela liberdade, a defender a igualdade entre todos e a demonstrar a nossa fraternidade perante os outros. (...) Ler na integra no blogue "duas ou três coisas" do nosso Embaixador em França, Francisco Seixas da Costa, o resto desta maravilhosa carta ao pequeno Mathis, proibido de entrar na escola vestido com a camisola da selecção portuguesa.
(...) Pode discutir-se se a escola é o lugar mais indicado para andar com as camisolas da nossa seleção, mas, aos teus amigos de cá, deves lembrar que foi a Revolução Francesa, aquela que está na bela "La Marseillaise", que ensinou o mundo a lutar pela liberdade, a defender a igualdade entre todos e a demonstrar a nossa fraternidade perante os outros. (...) Ler na integra no blogue "duas ou três coisas" do nosso Embaixador em França, Francisco Seixas da Costa, o resto desta maravilhosa carta ao pequeno Mathis, proibido de entrar na escola vestido com a camisola da selecção portuguesa.
O discurso da tanga.
Neste momento, só alguém com deficiência mental não sabe o que se passa a nível económico e financeiro em Portugal e na Europa. Primeiro, porque esta é uma crise diferente das episódicas e as pessoas estão a ser directamente afectadas depois, porque os níveis de analfabetismo já não são os que Cavaco julga, as pessoas já lêem e já sabem interpretar uma notícia que ouvem. Não é preciso andar a berrar para o exterior a anunciar as nossas dificuldades. Mas Cavaco é mesquinho, quando foi à Republica Checa levar com um pano encharcado ficou-se cobardemente sem uma resposta à altura do desaforo do presidente checo, em vez de defender a honra do país, mas vem agora bater no ceguinho, como aqueles putos que se vingam nos mais novos quando levam nas fuças. Ele é irresponsável. É irresponsável porque sendo economista sabe como funcionam os mercados, vir na pele da primeira instituição da nação fazer um discurso como este que acaba de fazer, só pode ser arrogância, vaidade, mesquinhez, campanha eleitoral ou estupidez.
21 junho 2010
Saramago
Um dia acharia estranho não ler aqui uma referência simples que fosse à morte de Saramago. É nesse sentido que o faço, não que subscreva o formato de texto obrigatório, mas como nestas ocasiões as palavras são de circunstância e tendem para o lugar-comum o melhor é poupá-las para se sobreporem a qualquer texto laudatório.
O rescaldo das cerimónias impõe a questão do homem confrontado com estas homenagens. Ele sabia que seria inevitável este processo que agora vai começar a transcender a sua vida e que já não estaria cá para evitar aproveitamentos e promoções pessoais, penduradas no brilho com que alguns ou algumas ornamentam os discursos fúnebres pejados de alegorias e frases feitas: “...Deus tinha fé em Saramago”, “Não há palavras, Saramago levou-as todas”, ele sabia-o, mas só em vida se lhes poderia opor.
Quanto ao caso Cavaco, esqueçam-no, porque Saramago aceitou que não estivesse presente nas cerimónias e concedeu-lhe que tivesse uma última atitude digna, porque acha que qualquer homem tem sempre esse último direito a preservar a sua honra, ou o que sobre dela. Estar presente, seria sujeitar-se neste último encontro a uma luta patética pela sua dignidade e isso, nem Saramago quereria. Mas concordo que o pior serviço que se pode fazer à sua obra é politizá-la, porque ambos são já de um património mais vasto e estão a caminho na universalidade. Só o Vaticano continua preso aos seus demónios. Se houver Deus, acredito que salvará aquela Igreja um dia.
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09 junho 2010
Isto é obra de quem?
Começo a não ter culpa do tema ser recorrente, mas as provocações é que são muitas. Do programa Sociedade Civil, na RTP2, a Fernanda Freitas faz um espaço de debate interessante face à exaustão dos temas já tratados porque é diário, mas não há bela sem se não, e desta vez o tema foi este: "União Ibérica: ficção ou realidade?" O programa tem um blog onde pode interagir-se deixando comentários e era este o texto:
Ambos os países vêem nesta união a solução para preocupações comuns: criminalidade, terrorismo e crise económica. Mas o que une mais portugueses e espanhóis de forma a aceitarem uma Ibéria? Que cedências seriam feitas? Que língua se aprenderia na escola? Ficaríamos mais fortes economicamente? (Isto num canal do Estado. Imaginam isto em … Espanha? França? Alemanha?)
Ó Fernanda Freitas para além do tema até o texto é horroroso e foi redigido por alguém que se denunciou com ele, então: “Ambos os países vêem…”? Ou antes “Ambos os inquiridos vêem…”? É que eu sou português e não vejo nada disso! E porquê a frase: “Mas o que une mais portugueses e espanhóis…”? E não “Mas o que une mais os inquiridos portugueses e espanhóis…” Isto não é tendencioso?!
Aqui, pode ser visto o programa on-line a partir de amanhã dia 10 de Junho. É preocupante esta “agenda” que alguém está a fazer passar nos media com impunidade, porque não vejo intervir uma Instituição nacional que vele pela nossa independência! Ou não há? Tanto quanto parece, do lado de Espanha a origem está em Salamanca, e do lado de cá parece haver um cheiro a sociedade secreta. Mas será? Atentem agora no último parágrafo do blog: (…) Que cedências seriam feitas? Que língua se aprenderia na escola? (…) Já chegamos a este patamar! Uma riqueza, não é? Até custa crer que Saramago ande acompanhado desta gente. Mas anda! Segundo os artífices da “sondagem” Barómetro Hispano-Luso, (!!!) a uma taxa de crescimento de 5,6% ao ano, dentro de 9 anos todos os portugueses querem a união. Ora porra – que eu sou alentejano e lá não é asneira - só perguntaram aos descendentes do Vasconcelos? Uma União Anti Qualquer Coisa ou de Caça, precisa-se urgente!
05 junho 2010
04 junho 2010
"O Complexo Pizarrito"
Começam a sentir-se fraquezas na resistência à operação da Telefónica sobre a VIVO, porque já aí disseram que “...tudo tem um preço”. Aqui, emendo o ditado “... até a honra” e o capital não a tem. Espanha está a reconquistar a América do Sul e a deslocar Tordesilhas.
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(...) "E se tal acontecer, acontecerá com a PT o que sucedeu com todos os bancos portugueses que foram comprados por Bancos espanhóis: deslocalização e despedimentos massivos. Espanha (Castela) não sabe conviver, sabe apenas exterminar e anexar e nunca esqueceram que Portugal foi o único país que soube furtar-se aos seus ímpetos centrípetos. Não esqueçamos. Eles não esqueceram." .Lido no Quintus.
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02 junho 2010
Recomendo.
Mentiram-nos este tempo todo? do Tacci
Um parlamento rico num país cada vez mais pobre!... do Alexandre Castro
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Um parlamento rico num país cada vez mais pobre!... do Alexandre Castro
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Vida Artificial? II
A propósito da “Vida Artificial” tratada aqui mais abaixo, deve ser dito que este é um exemplo do cuidado que devemos ter quando abordamos uma qualquer matéria, baseados apenas nas notícias que nos caem na sopa, porque o mundo da Ciência de investigação é, apesar do escrutínio a que está sujeito pelos pares, um dos que mais propicia lacunas entre o facto, a notícia e a interpretação, por deficiências no circuito da divulgação não raras vezes intencionais, originando pela sua complexidade interpretações desfocadas.Aconselho a que investiguem a que corresponde efectivamente esta “Vida Artificial” que se noticiou, porque já li por aí sobre o abuso do termo. Com as devidas diferenças faz lembrar aquela que nos deixou um dia a cabeça em água quando foi anunciada a Fusão Nuclear a Frio, por Martin Fleischmann e Stanley Pons, e ficamos em transe, mas por pouco tempo.
Deixo aqui parte de um texto que aconselho que leiam na totalidade, em De Rerun Natura, que fez parte da minha pesquisa sobre a notícia:
(...) “Hoje a sequência do ADN humano é de livre acesso muito graças ao esforço do consórcio público que divulgava os resultados da sequenciação no final de cada dia, à medida que os ia obtendo, fazendo cair a sequência no domínio público.
Mas, para os media e generalidade do público, a história que ficou foi a de que a Celera Genomics fez em dois anos o mesmo que o consórcio público fez em dez, e que talvez tenha havido um desperdício de fundos públicos numa estrutura ineficiente quando comparada com a agilidade de uma única empresa privada” (...)
30 maio 2010
A Bruna na bruma.
Entre o papel de Encarregado de Educação e de aluno da Escola de Mirandela, vou escolher o mais difícil.
Fez a Bruna Real polémica e recoloca novamente Mirandela no mapa, acrescentando à alheira o condimento picante que não tinha, despindo-se de preconceitos e apresentando os seus argumentos numa revista que tem de tudo, até ligações perigosas, e menos de Ciências da Educação, e não figura certamente nas bibliotecas das nossas escolas quanto muito, andará escondida debaixo do tampo de alguma carteira. Não quero fazer parte de facções e sobretudo não quero estar com os puritanos ou com os herdeiros longínquos dos pirómanos da Inquisição, mas verifico que em nome da defesa de uma liberdade individual da “professora” quase me fazem parecer mal que não entenda os direitos da Bruna. Ela pode fazer do corpo o que quiser porque terá para isso a explicação que lhe serve de forma a conviver com isso, mas também sabe que abriu uma caixa de Pandora, com as novas imagens de raio x que alunos e alunas vão passar a ter dela. Qualquer pai ou Encarregado de Educação saberá falar a uma filha ou um filho sobre a nudez de uma Bruna que se passeie na bruma de uma qualquer Praia do Meco, mas já sentirá engulhos ao justificar a “professora” e ao explicar-lhes as razões que estão por detrás da existência da revista e que são no fundo as que levaram a Playboy a fotografar a professora para a exibir daquela forma. As legítimas aspirações e uma certa vaidade da Bruna atraiçoaram a "professora”.
Os espanhóis, outra vez...
Os comentários ao ataque da Telefónica aos interesses da Portugal Telecom no Brasil, e à sua arrogante ameaça ao capital da operadora portuguesa através de OPA hostil, ameaçando Portugal com o terrível cenário da perda de uma empresa tecnológica tão estratégica, passando os comandos para Espanha e fragilizando ainda mais o nosso mercado de emprego, são unânimes e representam a melhor resposta aos iberistas porque os portugueses conseguem afinal saber de onde pode vir perigo.
No Jornal I diz-se: “A PT recusou de forma clara. E os espanhóis não entendem porquê. "Ficámos surpreendidos ao ver que rejeitaram a oferta", diz o CFO da Telefónica aos analistas”. Pois é, se os espanhóis não entendem, é porque pura e simplesmente não nos entendem, e o texto que segue, sobre o qual não faço um juízo de valor, vale o que vale, foi escolhido avulso de um fórum sobre a questão e pode representar muitos outros:
“É óbvio que a PT e o Estado Português têm de fazer tudo para impedir a venda da Vivo. Espanha tem estado a perder negócios nas suas ex-colónias da América Latina, sobretudo na Venezuela. Perante essas contrariedades, Espanha está apostada em tentar controlar os investimentos no Brasil, dificultando e tentando impedir lá os investimentos de Portugal.
O Brasil e Portugal são países irmãos que partilham a mesma língua e cultura. Em contraste com o caso Espanhol, Portugal deu a independência ao Brasil pacificamente. A independência de todas as ex-colónias espanholas na América Latina teve de ser conquistada pela força das armas. À Espanha não interessa que Portugal e o Brasil tenham boas relações económicas na zona porque isso tornaria Portugal num país com mais potencial do que a Espanha.
O Estado Português tem de ter muita cautela com Espanha. Todas as empresas portuguesas devem ser protegidas pela aquisição da maior parte das acções e pela blindagem dos estatutos. Essa é a única forma de conseguir manter a independência e soberania de Portugal.
Portugal tem de proteger o seu mercado dos investidores espanhóis e os portugueses devem punir os políticos que a troco de dinheiro e cargos de administradores, vendam empresas estratégicas portuguesas a Espanha.”
No Jornal I diz-se: “A PT recusou de forma clara. E os espanhóis não entendem porquê. "Ficámos surpreendidos ao ver que rejeitaram a oferta", diz o CFO da Telefónica aos analistas”. Pois é, se os espanhóis não entendem, é porque pura e simplesmente não nos entendem, e o texto que segue, sobre o qual não faço um juízo de valor, vale o que vale, foi escolhido avulso de um fórum sobre a questão e pode representar muitos outros:
“É óbvio que a PT e o Estado Português têm de fazer tudo para impedir a venda da Vivo. Espanha tem estado a perder negócios nas suas ex-colónias da América Latina, sobretudo na Venezuela. Perante essas contrariedades, Espanha está apostada em tentar controlar os investimentos no Brasil, dificultando e tentando impedir lá os investimentos de Portugal.
O Brasil e Portugal são países irmãos que partilham a mesma língua e cultura. Em contraste com o caso Espanhol, Portugal deu a independência ao Brasil pacificamente. A independência de todas as ex-colónias espanholas na América Latina teve de ser conquistada pela força das armas. À Espanha não interessa que Portugal e o Brasil tenham boas relações económicas na zona porque isso tornaria Portugal num país com mais potencial do que a Espanha.
O Estado Português tem de ter muita cautela com Espanha. Todas as empresas portuguesas devem ser protegidas pela aquisição da maior parte das acções e pela blindagem dos estatutos. Essa é a única forma de conseguir manter a independência e soberania de Portugal.
Portugal tem de proteger o seu mercado dos investidores espanhóis e os portugueses devem punir os políticos que a troco de dinheiro e cargos de administradores, vendam empresas estratégicas portuguesas a Espanha.”
28 maio 2010
Pianistas...
“O Pianista” foi o filme que Cavaco escolheu ontem na Cinemateca Portuguesa no âmbito da Comemoração dos 100 anos da República. Enquanto discursava, por lá andava outra pianista catrapiscando as objectivas, a Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, mas diria que com outras “pianistas” no sapato.
É que “A Pianista” Alexandra Simpsom, representou ontem mais uma derrota da Ministra, enquanto ex-responsável da AMEC (Orquestra Metropolitana de Lisboa), ao ter ganho em tribunal, cinco anos depois, um processo por ter sido despedida ilegalmente e pressionada a trabalhar programas inexequíveis. A procissão continua. Agora há que somar mais 80.000 Euros de indemnização e retorno da Alexandra às funções anteriores na Orquestra. Mas que a Ministra é bonita, isso é…
26 maio 2010
21 maio 2010
Vida Artificial?
A criação da primeira forma de vida artificial, talvez se possa resumir deste modo: O criador determinou com um computador quais eram os pozinhos a colocar numa célula com vida "natural" para criar outra com vida artificial. Parece que resultou, porque depois de milhões de replicações do ADN invasor, nada restou da hospedeira, sobrevivendo unicamente uma coisa cuja vida foi programada artificialmente.-
Esta manipulação cheira a esturro, não pelos motivos que a Igreja Católica levanta mas porque o exemplo dos OGM’s já nos bastavam para hipotecar a biodiversidade na Terra. Esta descoberta, vai certamente começar a ser usada como todas, inicialmente, desconhecendo os perigos por detrás da sua aplicação ou aplicações porque os interesses económicos monstruosos vão encarregar-se de a por imediatamente a render. Com tanta ameaça sobre nós o que precisamos é de aventuras com retorno garantido e este parece de todos o menos certo, basta atentar nas palavras do criador: "Mudou o meu ponto de vista da definição de vida e do seu funcionamento". Curiosamente, a forma fria como nos olha é perturpadora.
15 maio 2010
Um balão a mirrar.
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Como podem os Oceanos estar há um mês a ser inundados de naftas sem que haja fim à vista numa solução eficaz, e não encontrarmos uma preocupação geral que esteja de acordo com a importância deste terrível desastre, nem vermos, pelo menos por cá, os media darem-lhe relevo face a outros títulos em agenda?
A exploração petrolífera nos oceanos em plataformas que descem tubos de sucção a milhares de metros de profundidade, é uma actividade de garantias pouco seguras como se viu agora, porque aquilo não deixa de ser uma gerigonça frágil perante as potentes forças da natureza a que está sujeita e se provou agora que é um enorme risco planetário. Nunca questionávamos os processos de segurança em caso de acidente nestas estruturas, porque achávamos que tudo estava pensado, e nestas, sempre achei que nos mecanismos de contenção de uma rotura, se recorresse a algum método de aproveitamento da física da natureza e não a um processo mecânico de válvulas degradáveis sujeitas a avarias e a homens sujeitos à asneira, porque um desastre a tantos metros de profundidade não iria lá ter reparadores de máscaras e garrafinhas de ar nas costas para o resolver.

Para além dos milhares de toneladas de crude a ser derramados diariamente desde o dia 20 de Abril - 800.000 litros durante 25 dias são 20 milhões de litros até agora, - e que se vão espalhar sem controlo levando a morte por onde passam, resta ainda um outro, que terá porventura a ver com a compensação da massa na crosta terrestre que é extraída das enormes bolsas de crude, através da injecção de água para o fazer subir e simultâneamente preencher os espaços vazios que ficaram. Quantas plataformas existem no mar a correr este risco? A Terra é cada vez mais, desde o evento da época industrial, um enorme queijo suíço, porque não paramos de a esventrar sempre mais fundo e neste processo, ainda um dia veremos nela o efeito de um balão a esvair-se.
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13 maio 2010
Despesa & Crescimento
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Gráfico do DAP da Pedro Arroja, foi complementado com dados de leitura. Ambos lidos inicialmente no Corporações, aqui e aqui.
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Se insistirmos tocar num piano apenas teclas deprimentes, a nossa música não passará de tristes nocturnos. O mesmo se passa com as notícias do país se insistirmos em fixar-nos apenas nas dúvidas que temos pela frente. Isso pode servir alguns interesses políticos e à mudança das moscas, mas não servirá o interesse colectivo que é o que unicamente nos interessa.
Aqui ficam dois exemplos que não fazem normalmente parte dos grandes títulos. Um, que nos diz que o aumento da Despesa da Administração Pública foi a tradição na longa governação de Cavaco e depois, de Barroso e Santana, e outro, que é preciso ter esperança nas nossas capacidades, face às últimas notícias de crescimento económico. Fontes dos gráficos: Banco de Portugal e o Eurostat. Para melhor enquadramento da leitura, junta-se este:
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11 maio 2010
Caminhos...?
No Império, todos levavam a Roma, hoje há alternativas. Não me importava se Cavaco tivesse dito que o fazia “…em nome dos portugueses”, quando falava para o Papa, mas já não gostei que tivesse dito que era “…em nome de todos os portugueses”. Mas faço votos para que a fantástica luz do Tejo o ilumine.
Entretanto...
"Uma professora do 1º ciclo, (…) admitiu ontem à direcção escolar ter dado "uns tabefes" a uma aluna com nove anos de idade, (…)
A direcção escolar aconselhou a professora a procurar ajuda médica, (…). E abriu um inquérito, do qual poderá resultar um processo disciplinar. A mãe da criança apresentou queixa na GNR (…)"
08 maio 2010
CIA: Erros & Tragédias
A história dos grandes Serviços Secretos está montada sobre enormes cemitérios, porque é recorrente nas suas actividades a eliminação física dos alvos que escolhem. Se já é um drama que a obtenção ou manutenção do poder se faça à custa da interferência na vida dos outros, maior ele é quando as suas actividades, baseadas em erros de observação, provocam hecatombes. Porque nunca saberemos a totalidade dessas verdades, é muito relevante que alguém tenha decidido contar-nos parte da história, com a edição em 2007, nos Estados Unidos, de um extraordinário livro: “História da CIA – Um Legado de Cinzas”, vencedor do “Book Award”, escrito por Tim Weiner, premiado com o prémio Pulitzer. É um livro nada abonatório da política dos Estados Unidos desde década de 40, porque nos relata com fidelidade os erros cometidos por aquela Agência, ao longo de 641 páginas, suportado noutras 200 de notas extra, por via das dúvidas, que remetem para 50 000 documentos e centenas de entrevistas a ex-agentes e directores da CIA.
Haveria para descrever, muitos exemplos de história que nos foi contada de outra forma, como a dos mísseis de Cuba, mas ainda só até meio da leitura do livro, não posso deixar de referir aquela que mais me impressionou. A tragédia do Vietname, como a do Iraque, partem de dois erros clamorosos de informação. A do Vietname foi detectada ainda a tempo, já com os aviões no ar, mas ninguém quis assumir e voltar com a palavra atrás. Está dito nas Pág. 306 a 311. No Iraque como já sabíamos, a história repete-se enganando meio mundo. Com ambas, alteraram a vida de milhões de seres humanos. Tinha razão o presidente Eisenhower quando desabafou que a Agência lhes tinha deixado “um legado de cinzas”.
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03 maio 2010
Gananciosos? Quem?!
A propósito deste grande texto de Daniel Oliveira, no Arrastão mas também no Expresso, Uns gananciosos, estes trabalhadores.
Quando isto era uma Monarquia, havia formalmente instituído uma divisão política e social formada pelo Clero, a Nobreza e o Povo. A Nobreza tinha sobre a populaça uma prioridade de tal ordem e tão injusta que acabou por levar à Revolução Francesa, com reflexos em todo o mundo e foi de tal forma, que hoje quando dizemos Idade Contemporânea é ao período que começou a partir da Tomada da Bastilha a que nos referimos. Era injusto, que por artes de um sistema de organização vindo do fundo dos tempos negros da Humanidade, o povo servisse a uma classe cheia de privilégios e direitos que lhes vinham agarrados ao umbigo.
Os tempos que agora vivemos, começam, pela atitude de alguns políticos e gestores a parecer-se com aqueles, porque espanta a desfaçatez com que uma classe de dirigentes se sente no direito de concentrar em si valor de tantos milhões pelo trabalho que produz, e ao mesmo tempo, inverter o raciocínio quando pensa nos trabalhadores, achando por outro lado que as suas escandalosas regalias salariais não podem ser mexidas quando o Estado precisa de todos. Perdem mesmo a vergonha e assumem-no dando a cara. Ora, esta presunção de pertença a uma casta é o equivalente ao período que antecedeu a Revolução Francesa, que para além de falar de Liberdade, falava também de Igualdade e Fraternidade. Quando vemos as hordas que começam a manifestar-se por essa Europa e a pô-la a ferro e fogo, é nisto que pensam, é este sentimento de injustiça que as atiça e revolta, e à luz da Comunicação Social esta realidade não é convenientemente explicada. Agora, outra vez, a tal Nova Classe que deixamos imergir por falta de informação, olha para esta gente com o mesmo espanto dos Nobres, quando começaram a rolar as cabeças numa das mais espantosas revoluções da Europa. Que se cuidem, estão demasiado expostos se a loucura tomar conta delas.
01 maio 2010
Maio. Que luta?
Reeditado (só o texto...)
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O 1º de Maio passa ruidoso entoando os velhos slogans, agora acrescido de reivindicações como a do passe social L 123 para o concelho de Cascais... Os panos são os mesmos ou repintados, os cabelos são mais brancos e o filme que corre já não empolga quem assistiu daqui a muitos Maios. A questão é, se podemos resolver isto desta forma? Existirá força civil que possa de outra maneira opor-se ao circo que deixamos montar? Se o poder já não é dos Estados mas desta economia de mercado que nos cerca, podemos dentro do sistema opor-lhe outra? Qual? E ela deixa? É que assistimos e deixamos que a palavra Socialismo, no seu mais puro sentido, fosse hipotecada, também por uma ganância de poder, – sobre o qual tão bem escreveu Jean-Paul Sartre – derivada dos desvarios totalitários próprios da espécie humana, e assim se impediu a alternativa de outro sistema credível de governança.
A solidariedade é mais uma palavra bonita que uns usam como alfinete de gravata, outros como broche na lapela. Mas há também os que não usam nada disto e suspiram por velhos modelos que nunca viram, inventando por sobrevivência moinhos de vento contra os quais investir, a cada hora.
A solidariedade é mais uma palavra bonita que uns usam como alfinete de gravata, outros como broche na lapela. Mas há também os que não usam nada disto e suspiram por velhos modelos que nunca viram, inventando por sobrevivência moinhos de vento contra os quais investir, a cada hora.
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22 abril 2010
Abaixo a corrup...! Oops...
“O tal senhor, foi hoje absolvido no caso dos Parques e das Feiras da (ou, na?) tentativa de corrupção do vereador da Câmara de Lisboa”... Isto vai em texto codificado, porque começa a ser perigoso exercer a cidadania falando ou escrevendo de corrupção em Portugal.
Inacreditável! Esta notícia é o desfilar da miséria da Justiça que temos e dos homens que a aplicam. Como podem desta forma pedir-nos respeito por quem a gere assim? Já não é possível ouvir a falsidade de quem declara o contrário, conforme lhe calham as simpatias ou os interesses. Se aquilo não foi aquilo, já tudo pode ser o que se quiser.
Alguém me tinha enviado esta semana um link de um trabalho notável da SIC sobre a corrupção, que acho que não devem mesmo deixar de ver, é este, “Corrupção: crime sem castigo”, e hoje, acabamos por ter esta notícia onde o homem é absolvido, e o que acaba por restar, pasme-se, é a condenação do cidadão Sá Fernandes que preferiu não receber uma pipa de massa em troca de fazer justiça, por, segundo o veredicto, ter difamado o tal senhor que queria dar a massa.
Agora que vamos comemorar a Revolução não podíamos aproveitar a boleia e pedir à tal menina, se ela aparecer… que não dê o tal cravo ao tal soldado, para ele não ter a veleidade de o espetar onde não deve?
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17 abril 2010
Abril foi bonito.
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Cartaz do Arraial no Carmo, editado pela Associação Abril, gente que o comemora com o espírito certo, todos os anos, naquele Largo. Veja aqui o Programa para o dia 23 e 24.
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O 25 de Abril não é uma data consensual, porque nem todos viviam na mesma necessidade de liberdade. Para alguns, não existia constrangimento porque não precisavam de transgredir, adaptados que estavam a tantos anos de imposição de uma liberdade balizada. Cada um comemora esta data de acordo com o significado interior que lhe dá, mas para os mais novos temos até que admitir que é apenas mais um feriado político. Um dia, esta data deixará de ser a de uma forte e boa lembrança do dia em que um arrepio percorreu alguns, e lágrimas de contentamento caíram. Outros ficaram apreensivos e medrosos e terão havido os que trincaram os dentes de raiva.
Por mim, entro sempre na festa sem política, recordando que foi um dia em que respirei fundo, muito fundo, e me senti profundamente livre. Mas havia gente distraída que ficou de repente com o olhar no vazio, sem perceber o que lhe aconteceu. A estes, não podemos pedir-lhes que comemorem da mesma forma, andarão por aí, olhando-nos e tentando perceber o que nos move.
15 abril 2010
14 abril 2010
O que a gente ouve!
Fernando Ruas, autarca de Viseu, respondendo aos jornalistas no Congresso do PSD, de memória: “É naturalmente uma honra ter sido nomeado presidente da Mesa do Congresso, até por ter sido um cargo exercido por ilustres sociais-democratas, como o Dr. (…) o Dr. Dias Loureiro, o Dr. (…)” Oops! Vejamos alguns significados de ilustre: célebre, notável, famoso, insigne, nobre, distinto. Puxa! O que é preciso para ser classificado assim? Se não fosse aquela coisa do tal coiso do tal Banco, que adjectivo teríamos então?
12 abril 2010
11 abril 2010
Batata transgénica
Dia Internacional de Acção Anti-Transgénicos. Lembra-me a propósito esta cebração a 17 de Abril, às 15 horas, no Rossio, que passou despercebida a notícia desta infeliz autorização da Comissão Europeia: vamos agora correr o risco de ter batata transgénica à mesa, é a variedade Amflora, “concebida” pela alemã BASF, dizem que é para amido e para alimentação de animais – que nos servem depois de alimento - mas a seguir será para a fécula dos purés que vamos provavelmente dar às nossas crianças..
Com isto, só posso considerar heróis os rapazes que escaqueiraram um dia uma plantação de milho transgénico, porque não restam outras armas. Não vejo na transgressão aos transgénicos alguma subversão ao Estado de Direito, porque entendo ser mais imperioso mostrar aos lobbies da indústria química e aos políticos que é tempo do cidadão ter uma palavra em questões tão relevantes de saúde e de precaução da contaminação da biodiversidade planetária, porque é terrível o desconhecimento geral sobre o cenário futuro do domínio da propriedade das sementes do planeta e do seu efeito no Homem a longo prazo, e o poder da indústria que se movimenta pela avidez do lucro não nos está a deixar fazê-lo de outra forma.
10 abril 2010
República, Superior, Conselho!
Por entre o desembaraçar do saco dos resíduos do jantar e um olhar para as notícias da TV, ainda consegui ouvir a nova estrela do PSD, Passos Coelho, no cenário estudado de mais um palco e no truque da já gasta “hora do telejornal”, propor com veemência para maior credibilidade, a criação de um Conselho Superior da República. Lavei as mãos da gordura da operação lixo e lavei dos ouvidos o som da proposta de mais um candidato a Salvador da Pátria. O molho do assado de peixe que antes fez as delícias da refeição, era-me agora quase nojo. Sabemos o que é a República, o que é Superior e o que é Conselho, são três palavras de topo numa classificação hierárquica, como cortinas pesadas, o que não sabemos é o que fazem elas junto a não ser, a tentativa de se propor com as três uma significância de grande calibre, e é através disso que descobrimos a razão da escolha dos termos da proposta, é a nova estratégia do leader: impressionar com a fachada porque a imponência convence, o povo não sabe se gosta mas é de boca aberta que reage perante ela. O deserto de ideias e alternativas de quem se propõe ter novas soluções para o país, vai produzir mais foguetório deste, mas o povo cai sempre. Querem ver? Ó patego, olh’ó balão!
07 abril 2010
Valença sem vergonha.
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Aquelas poucas centenas de gente que se deixou arregimentar, são a vergonha da nossa cara, mas não os podemos descartar porque infelizmente falam português. Que atitude obscena este vergar de espinha mole perante o padrinho que a troco de um inconfessável jeitinho lhes vai provendo o sustento da família. Não há forma mais desonrosa de o conseguir! É isso que está no código genético do resto do país que assistiu impávido àquele espectáculo único na Europa. Por mim, nem precisam de guia de marcha, peguem na bandeira e … desandem!
05 abril 2010
02 abril 2010
As bandeiras da vergonha
Comissão de povo nenhum na Europa pediria a colocação de uma bandeira estrangeira às janelas das casas do seu país. Em Valença, Portugal, pediram. Tenho vergonha deles. Tenho muita vergonha deles.
A questão do convite da Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Valença para colocação de bandeiras espanholas nas janelas, é uma afronta aos portugueses e o resultado do caciquismo que Abril não conseguiu vencer. Decidi pesquisar para saber quem é este fulano: Carlos Natal, que lidera com fulgor essa Comissão de Utentes porque, desde o célebre businão da Ponte, no qual viemos a saber depois que foi liderado por dois meliantes que acabaram presos, nunca mais me deixei enganar e atento agora melhor nestes actos, que acabam muitos por revelar desejos de protagonismo, lutas políticas e interesses pessoais, e não mais um exercício de Cidadania, porque esta, atribui ao cidadão um conjunto de direitos, mas igualmente um conjunto de obrigações. Ao incentivar desta forma ao desrespeito à Nação através da imposição no nosso país de um símbolo estrangeiro, como é a bandeira de um país, esta Comissão coloca a sua luta fora da legitimidade do acto de Cidadania, e no patamar da ofensa a todos os portugueses. Tenho até dúvida se não configura algum crime punível pelo convite que faz.
O resultado da pesquisa a este senhor diz-nos, que é deputado à Assembleia Municipal de Valença, eleito pelo PSD, como se pode ver na página da Câmara, aqui: “Assembleia Municipal > Composição … Carlos Natal, Paula Natal, (etc …)” Depois, como Jornalista e Director de jornal, escreve assim sobre si próprio, no seu próprio jornal.
A questão do convite da Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Valença para colocação de bandeiras espanholas nas janelas, é uma afronta aos portugueses e o resultado do caciquismo que Abril não conseguiu vencer. Decidi pesquisar para saber quem é este fulano: Carlos Natal, que lidera com fulgor essa Comissão de Utentes porque, desde o célebre businão da Ponte, no qual viemos a saber depois que foi liderado por dois meliantes que acabaram presos, nunca mais me deixei enganar e atento agora melhor nestes actos, que acabam muitos por revelar desejos de protagonismo, lutas políticas e interesses pessoais, e não mais um exercício de Cidadania, porque esta, atribui ao cidadão um conjunto de direitos, mas igualmente um conjunto de obrigações. Ao incentivar desta forma ao desrespeito à Nação através da imposição no nosso país de um símbolo estrangeiro, como é a bandeira de um país, esta Comissão coloca a sua luta fora da legitimidade do acto de Cidadania, e no patamar da ofensa a todos os portugueses. Tenho até dúvida se não configura algum crime punível pelo convite que faz.
O resultado da pesquisa a este senhor diz-nos, que é deputado à Assembleia Municipal de Valença, eleito pelo PSD, como se pode ver na página da Câmara, aqui: “Assembleia Municipal > Composição … Carlos Natal, Paula Natal, (etc …)” Depois, como Jornalista e Director de jornal, escreve assim sobre si próprio, no seu próprio jornal.
É gente desta, que a gente boa de Valença anda a ouvir, capaz de os levar a cometer uma asneira que o resto do país não vai perdoar e pode estar a incentivar a alguma coisa que nos venha a lembrar a Guerra das Laranjas, com Espanha. Estamos a tempo de travar a loucura de gente impreparada que acaba por manipular as massas e por alguma razão se debate pelo protagonismo a que acha que tem direito, através da nossa revolta e do pedido oficial de responsabilidades a quem as tiver nisto, tanto mais que é um autarca eleito do Estado Português.
"Eu e os Meus Irmãos"
Quando em Dezembro passado, fiz este post: "Uma bola de futebol a sério" sobre um documentário de Cândida Pinto numa tabanca algures em Moçambique, estava longe de pensar que viria agora a ser um trabalho premiado no Festival Internacional de Grandes Reportagens e Documentários, em França. “Eu e os Meus Irmãos”, repetiu hoje na SIC Notícias, prémio para a melhor imagem, de Jorge Pelicano, o mesmo que assinou o “Ainda há Pastores”. Um documentário que me faz trazer o link, agora que está disponível AQUI. Parabéns a ambos pela sensibilidade.
31 março 2010
30 março 2010
Luz sobre a Matéria
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O fascínio do mundo subatómico é fruto de perguntas sem resposta fácil, e um dia como o de hoje, é para todo o mundo da Ciência, especialmente o que se dedica à pesquisa da estrutura da matéria, um dia inesquecível, daqueles em que se acorda com a excitação da antecipação da descoberta que vai levar a novas perguntas e a novas pesquisas. Ficam aqui as notícias em directo do Centro de Controle do CERN, em Genebra, reportando os primeiros momento da experiência. Sabemos que vamos ficar com mais perguntas para as quais não temos a resposta imediata, mas esta, tem sido a força da ciência: livrar-nos de explicações religiosas que vogam ao sabor da religião que as dá.
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28 março 2010
Corte "de carrinho"?
Já vai por aqui dose a mais de futebol em relação aos temas do blog, mas a culpa é do Benfica. A questão agora é esta e há muito que a acho importante. Pergunto se concordam com aqueles lances de futebol em que a entrada se faz através da projecção de pés em riste e derrapagem controlada, escorregando pelo campo fora para desarmar o adversário, tirando-lhe a bola mas trucidando-lhe a seguir os ossos todos a partir dos artelhos? Eu não concordo, e acho até que é uma manobra que não deveria valer, primeiro, porque se trata de um jogo para praticar em pé e não deitado - á alentejano - e isso, é uma desvantagem para o desgraçado que vai malhar no chão por não dispor da mesma arma de sustentação do adversário que joga na horizontal. Depois, porque existe um grande risco de lesões e raramente o atingido fica em posição de poder disputar o lance ou defender-se, acabando por ser uma rasteira permitida ganhando sempre quem joga feio.
Veio isto a propósito daquele desarme infeliz do Carlos Martins ao jogador do Braga, que embora jogando a bola num lance considerado legal, acabou por enviar o adversário para o hospital e fazê-lo parar por seis meses. Nunca concordei com aqueles atropelanços, manobra a que chamam de carrinho, como se o relvado fosse uma pista de automóveis.
27 março 2010
Confissões
O ex-jogador de futebol Fernando Mendes, resolveu numa atitude assinalável, falar e escrever sobre coisas que desconhecíamos que vão nos bastidores do nosso futebol e que resulta no engano do jogo actual em que nos têm feito acreditar. Tínhamos através do comportamento de alguns, a ideia de que alguma coisa não deveria andar bem nos balneários, porque há arruaceiros a quem só lhes falta espumar, afinal, há mesmo, porque é impossível um jogador ser tão afectado pela competição como aconteceu no último jogo entre o Benfica e o FCP. Aqui fica aquele depoimento neste vídeo YouTube.
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22 março 2010
21 março 2010
SLB 3 - Bruno Alves 0
O problema da violência dentro dum rectângulo de jogo é, em termos do padrão de comportamentos sujeito ao escrutínio das nossas crianças, bastante mais grave do que os disparates que os infelizes e desmiolados adeptos fazem à volta dos estádios de futebol e das Estações de Serviço das nossas estradas. Vem isto a propósito do engulho que deve ter um pai assistindo com o filho a um jogo de futebol, com jogadores à batatada e um árbitro pelo meio, sem discordar. A violência que ocorre por aí a coberto da rivalidade entre clubes, todos condenam e a criança sabe assim que aqueles não são padrões de comportamento correctos, mas vendo Bruno Alves em Faro acabar aquele jogo e tantos outros que já acabou, como também acabou um tal Paulinho Santos, deve ter deixado qualquer criança confusa em relação ao que é a lisura no comportamento desportivo. Não sei o que se passa no balneário do FCP no final dos jogos que aquele jogador sempre consegue completar, mas pelos vistos, nada, porque continua igual a si mesmo. Assim, tenho medo dum jogador destes na equipa nacional no próximo Mundial, pelo mau resultado que pode vir dar.
Não terão sido os arruaceiros das nossas Estações de Serviço os filhos que têm assistido a estes espectáculos de futebol?
Não terão sido os arruaceiros das nossas Estações de Serviço os filhos que têm assistido a estes espectáculos de futebol?
20 março 2010
Limpar Portugal
Que bom seria se toda a nossa floresta pudesse viver da saúde que encontrei um dia destes, nos montados desta foto.
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Limpar Portugal das imundices dos pobres de espírito, que põem os seus interesses pessoais à frente da saúde do território, não é tarefa fácil, porque apesar da razoável cobertura sanitária autárquica, há quem insista em preferir olhar para o lado e descarregar o lixo que lhe vai na cabeça, onde bem entende. Um dia, veio da Estónia uma ideia, que como todas as coisas bonitas, é simples: por a sociedade civil a funcionar. O grupo restrito do Limpar Portugal teve o mérito de agarrar a ideia e levá-la à prática. Pelo caminho, ficam as discordâncias em muitos debates e reuniões, na forma como adaptamos o projecto a Portugal, que levou a que muitos como eu tenham perdido o entusiasmo inicial. Mas isso, foram as crises inevitáveis provocadas pela vontade de alguns que sonhavam o projecto de uma outra forma e era possível, pela abrangência, pelos meios, pelo risco na data etc. etc.
Vingou o formato de quem se empenhou inicialmente e o que importa é que hoje, apesar do tal risco provável de termos um dia chuvoso e desmobilizador para alguns, como este, aí estão 100 000 mil portugueses a vasculhar em 13 mil pontos de lixo a tentar fazer deste país uma coisa mais asseada. Aconteça o que acontecer hoje, já é uma vitória confrontar os poluidores com o lixo que fizeram e a boa vontade de tanta gente em evitar que isso volte a acontecer.
18 março 2010
14 março 2010
Este Estado de coisas
Haverá muita gente a tentar entender qual é efectivamente a relação da importância que existe entre o inquérito que já dura há muito na Comissão de Ética - mais outro que se arrastará num triste espectáculo que não sabemos em que é que reforça a qualidade da nossa Democracia - e o conhecimento de saber, se afinal Sócrates sabia ou não sabia e qual era o formato dessa sabedoria na aquisição de uma parcela não maioritária de capital da TVI, pela PT, tudo patrocinado pela falência da protecção que o actual funcionamento da Justiça não garante. Entretanto, ligamos a TV e temos num directo em oito canais ao mesmo tempo durante mais de vinte minutos, uns senhores a discursar sobre o estado caótico da vida do seu partido. Um estranho aqui caído, que analise as prioridades do Parlamento português e da nossa Informação, ficará baralhado com a nossa agenda e sairá daqui dando razão ao tal governador romano, mas se cá voltar em pleno inquérito parlamentar verá mais do mesmo e nem acreditará. Também me questiono sobre isso e sobre a importância que cada um dá a cada episódio da vida nacional, mas que em questões tão fundamentais como estas, não deveria haver direito a gostos.
O que aqueles deputados estão a fazer, baralha e confunde os conceitos de Ética a este povo, porque a reduz àquele espectáculo e estou a vê-lo atónito, com um olhar no écran daqueles inquéritos a tentar descortinar de que lhe falam quando lhe falam de ética algumas caras que fazem as perguntas e muitas das que dão as respostas.
Indica-me a ética republicana que tenha cuidado com este discurso. Estou avisado disso e é matéria que não reproduzo, mas quando na caixa de correio nos caem email com vídeos que nos obrigam a comparações parlamentares como este: " O Parlamento sueco", dizendo que cada povo tem o parlamento que merece, e outros que nos falam no número excedentário dos nossos deputados e do orçamento para a nossa Assembleia, de quase 200 milhões de euros, é difícil não parar e olhar para trás e ver o motivo de tanto ruído. De facto, fulanizamos de mais os falhanços do nosso Estado, esquecendo que este é um edifício assente em três pilares, o Legislativo, o Executivo e o Judicial e são eles que estão doentes há muito tempo, mas fraca é também a cidadania de um povo que não consegue alterar este Estado de coisas.
O que aqueles deputados estão a fazer, baralha e confunde os conceitos de Ética a este povo, porque a reduz àquele espectáculo e estou a vê-lo atónito, com um olhar no écran daqueles inquéritos a tentar descortinar de que lhe falam quando lhe falam de ética algumas caras que fazem as perguntas e muitas das que dão as respostas.
Indica-me a ética republicana que tenha cuidado com este discurso. Estou avisado disso e é matéria que não reproduzo, mas quando na caixa de correio nos caem email com vídeos que nos obrigam a comparações parlamentares como este: " O Parlamento sueco", dizendo que cada povo tem o parlamento que merece, e outros que nos falam no número excedentário dos nossos deputados e do orçamento para a nossa Assembleia, de quase 200 milhões de euros, é difícil não parar e olhar para trás e ver o motivo de tanto ruído. De facto, fulanizamos de mais os falhanços do nosso Estado, esquecendo que este é um edifício assente em três pilares, o Legislativo, o Executivo e o Judicial e são eles que estão doentes há muito tempo, mas fraca é também a cidadania de um povo que não consegue alterar este Estado de coisas.
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10 março 2010
09 março 2010
... e se ele voltasse?
Quando o Leandro põe gente que não o conheceu a escrever desta forma tão terna, temos que acreditar que não foi em vão o sacrifício, e o bullying será resolvido. O Tacci acabou assim o seu texto, mas vá ler o post completo:
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08 março 2010
Março marçagão...
assim é que não, e com esta manta d’água, os ossos ensopados e a tenda do espectáculo mediático montada, é melhor mudar de música:
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Link removido.
Reedição: Não há nada a fazer, o post foi editado com a Segunda Valsa de Shostakovich activada, numa altura em que a memória do pequeno Leandro não nos deixava sossegados. Esta vídeo, era uma espécie de afronta por cada vez que se abria o blog. Nem sempre acertamos no que fazemos, quando assim é o melhor é reconhecê-lo.
05 março 2010
04 março 2010
Adivinhem quem disse:
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…e isso a que alguns chamam liberdade de Informação não passa do toque a finados do Estado de direito democrático e da própria Democracia.” Visto no Corporações.
Clique para saber quem é e ouvir uma das declarações mais lúcidas sobre o actual estado na Justiça e da sua relação com a Comunicação Social.
03 março 2010
Qual Ética?
Ouvir aquele deputado do PC dizer-nos que, “...os deputados não cedem à lei da rolha”, a propósito de um aparte na Comissão de Ética e depois, marcar a Balsemão: "...as diferenças que nos separam em termos de Comunicação Social", devem ter deixado um sorriso na cara de muitos portugueses. E o Bloco de Esquerda? Novamente de braço dado na defesa dos argumentos da deputada da Direita/PP? Desta forma, haverá muitos revolucionários a dar voltas no túmulo nos últimos tempos. Houve ainda aquele deputado - com uma interrogação na imagem - quem é ele? O homem quase se babava de risinhos de satisfação com as respostas da doutora. Como ele gozou o momento!Se esta é uma pessoa doente que está ou esteve com uma depressão, vou ali e já venho. Como seria se não estivesse! Com que então o Rei de Espanha... uma cunhazita? Agora é que se entalou doutora! Uma coisa é certa: a mulher é execrável e não há jornalismo nem TV que precise dela.
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Da Escuta à Bufaria
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Aí está em todo o seu esplendor, o resultado desastroso da actual campanha de delação em vigor a obnubilar tanta cabeça e que o Bastonário Marinho e Pinto, explica desta forma: A bufaria. Esse desastroso resultado é esta miserável capa do Jornal I, com um artigo de Paulo Pinto Mascarenhas. Aquilo que a nossa Judite e a Interpol não conseguiram porque os Americanos não quiseram identificar, conseguiu ele… e vai daí, denunciou a identidade do pseudónimo do autor do blog O Jumento! Isso mesmo, bufou à maneira do antigamente.
Aí está em todo o seu esplendor, o resultado desastroso da actual campanha de delação em vigor a obnubilar tanta cabeça e que o Bastonário Marinho e Pinto, explica desta forma: A bufaria. Esse desastroso resultado é esta miserável capa do Jornal I, com um artigo de Paulo Pinto Mascarenhas. Aquilo que a nossa Judite e a Interpol não conseguiram porque os Americanos não quiseram identificar, conseguiu ele… e vai daí, denunciou a identidade do pseudónimo do autor do blog O Jumento! Isso mesmo, bufou à maneira do antigamente..
É este o resultado da actual campanha da delação em vigor. Nesta altura da nossa aprendizagem democrática era impensável que uma histeria destas tomasse conta da cabeça de tanta gente sensata. Depois, chegam arrivista destes, que sem se darem conta e confundindo-se neste frenesim, num passo de mágica ficam à porta do mais puro dos fascismos. Não tenho dúvida, o momento é grave, não por ser o Sócrates, o Crespo ou a TVI, mas pelos limites que gente de Esquerda está a pisar, em conluio circunstancial com a Direita tão deslumbrada com o voto, como com o aumento da dotação orçamental para o Partido por via de mais um voto na próxima legislatura, ofuscada por pobres e minguadas vitórias como se fossem a sua última batalha. Se daqui resultasse algum ensinamento popular, teria ao menos valido a pena, mas como se vê é este o resultado porque falta sustentação ética. Mas foi brilhante a reacção de revolta da blogosfera. Uma chapelada a todos eles.
É este o resultado da actual campanha da delação em vigor. Nesta altura da nossa aprendizagem democrática era impensável que uma histeria destas tomasse conta da cabeça de tanta gente sensata. Depois, chegam arrivista destes, que sem se darem conta e confundindo-se neste frenesim, num passo de mágica ficam à porta do mais puro dos fascismos. Não tenho dúvida, o momento é grave, não por ser o Sócrates, o Crespo ou a TVI, mas pelos limites que gente de Esquerda está a pisar, em conluio circunstancial com a Direita tão deslumbrada com o voto, como com o aumento da dotação orçamental para o Partido por via de mais um voto na próxima legislatura, ofuscada por pobres e minguadas vitórias como se fossem a sua última batalha. Se daqui resultasse algum ensinamento popular, teria ao menos valido a pena, mas como se vê é este o resultado porque falta sustentação ética. Mas foi brilhante a reacção de revolta da blogosfera. Uma chapelada a todos eles.
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02 março 2010
À atenção dos Iberófilos
O protecionismo espanhol já era conhecido há muito, mas a nossa eterna tolerância ao desrespeito espanhol escondeu isso no discurso oficial e admitiu-o, levando para o facto de ser uma característica castelhana, como se a união europeia fosse um vínculo de sentido único. Só agora, alguém com responsabilidades denuncia o resultado que nos remete para comportamentos antigos nas relações de Espanha com Portugal. As exportações para Espanha levaram um rombo de mais de quatro mil milhões de euros… só em apenas dois meses!
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«Há uma palavra, que é a equidade, nas relações comerciais, e nós quando olhamos, em termos de obras públicas não vemos empresas portuguesas em Espanha. Não é de agora, nunca vimos, mas a pergunta é esta -, devemos nós aceitar como boa esta situação?». «Mas não é só um problema das obras públicas. É quando a EFACEC, - uma empresa portuguesa com mais de 60 anos e uma das tecnológicas actuais de maior sucesso no mundo, veja aqui - quer vender motores elétricos e a autoridade de transportes entende que não tem experiência suficiente. Ou quando uma farmacêutica quer registar um fármaco e demora tanto tempo que acaba por desistir», acrescentou Basílio Horta, presidente do Investimento e Comércio Externo (AICEP). Fonte, Diário Digital.
«Há uma palavra, que é a equidade, nas relações comerciais, e nós quando olhamos, em termos de obras públicas não vemos empresas portuguesas em Espanha. Não é de agora, nunca vimos, mas a pergunta é esta -, devemos nós aceitar como boa esta situação?». «Mas não é só um problema das obras públicas. É quando a EFACEC, - uma empresa portuguesa com mais de 60 anos e uma das tecnológicas actuais de maior sucesso no mundo, veja aqui - quer vender motores elétricos e a autoridade de transportes entende que não tem experiência suficiente. Ou quando uma farmacêutica quer registar um fármaco e demora tanto tempo que acaba por desistir», acrescentou Basílio Horta, presidente do Investimento e Comércio Externo (AICEP). Fonte, Diário Digital.
Um dia, virá aí novamente o rei dizer que gosta muito de nós, dá mais umas palmadinhas, vergamo-nos oficialmente e os nossos camionistas voltam a ser impedidos de entrar na outra Europa e a ter que alinhar à força. A nossa economia forçada a viver de perna aberta e os portugueses de cabeça na Lua a comprar produto espanhol e a exigir ordenado português. É urgente exigir da EU o respeito pelas regras do jogo e a nós a privilegiar a exportação para outros mercados, é urgente uma consciência nacional. Começo a ter inveja dos Bascos.
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26 fevereiro 2010
A RTP2 previu tragédia
Não é a solidariedade actual com a tragédia da Madeira que me faz acreditar que viramos uma página com Jardim. Os problemas vão reaparecer pelas exigências que vai agora fazer, para manter o modelo de ocupação da Ilha que ele decidiu que era o melhor, mas cujas graves lacunas os links que seguem mostram que não era, porque anteciparam em dois anos com rigor incrível o que aconteceu agora, e pode voltar-se a repetir se o modelo não for modificado.
Jardim já provocou há muito, danos irreparáveis na relação da Madeira com o Continente e muito mais em sentido inverso, porque tantos anos de jardinismo deixaram marcas e em alguns de nós muito pouca vontade de contribuir para um peditório que tem neste modelo suicida o seu objectivo. Exceptuo nesta disponibilidade o carinho que nos merecem os pobres madeirenses despojados de vidas e haveres, ainda que sejam os mesmo do Chão da Lagoa. Vejam se não é verdade esta catástrofe anunciada no programa:
Jardim já provocou há muito, danos irreparáveis na relação da Madeira com o Continente e muito mais em sentido inverso, porque tantos anos de jardinismo deixaram marcas e em alguns de nós muito pouca vontade de contribuir para um peditório que tem neste modelo suicida o seu objectivo. Exceptuo nesta disponibilidade o carinho que nos merecem os pobres madeirenses despojados de vidas e haveres, ainda que sejam os mesmo do Chão da Lagoa. Vejam se não é verdade esta catástrofe anunciada no programa:
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BIOSFERA da RTP2 - Versão curta. Versão 1/2. Versão 2/2.
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25 fevereiro 2010
Os profetas do Fim
Estes discursadores da tanga parecem não entender que Portugal tem há muito um endémico problema estrutural, é sabido, basta conhecer um pouquinho da história. Não fomos para mares desconhecidos por sermos ricos e vivermos aqui felizes, foi aliás esse isolamento entre o Oceano e Espanha, que sempre nos fez de tampão à Europa, que nos obrigou a saltar. Enquanto isso, a Europa distanciava-se ainda mais tratando da sua cultura e desenvolvimento humano. Nós, acabávamos aquela aventura tolamente exangues. À entrada pobres no início do século, juntamos o efeito das guerras e os 50 anos de obscurantismo de Salazar. É assim que finalmente chegamos á massificação do ensino em 1974. Tínhamos na altura um atraso estimado de 50 anos em relação á Europa. Isto foi há 36 anos. Culpar agora Soares, Cavaco, Guterres, Barroso ou Sócrates de todos aqueles erros incrustados na cultura de um povo, é um mero exercício de retórica política. Basta olharmos para este discurso dos nossos profetas do Fim e para o comportamento individual de cada um de nós, plasmado por aí nesses ódios de estimação e nesta caça às bruxas, para percebermos que é com estas nossas limitações que temos tentado ser iguais aos povos a que nos queremos igualar. Quanto pior, melhor, desde que ganhe eu e percam os outros, é assim há muito tempo, é esta a nossa estranha forma de sermos portugueses.
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24 fevereiro 2010
A irresponsabilidade de MFL
Com Ferreira Leite e o PSD, não precisamos de Almunias nem de Agências de Rating para nos dar cabo do canastro.
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