27 dezembro 2005

A entrevista de Cavaco.

Deu-me vontade de emitir este post logo que ouvi a notícia, mas aguardei para ver se estaria a ouvir ainda ensonado. Estamos numa altura da campanha em que cada candidato escolhe com critério as suas intervenções. A entrevista de Cavaco não saíu agora por acaso, o candidato não disse aquela por engano e os apoiantes de Cavaco esperam isto mesmo dele, trata-se de começar a tempo a definir as coisas, e quanto mais depressa se assumir a revanche menos custa a admiti-la, talvez isto seja mesmo um teste ás sondagens, acresce que a posse e a direcção dos media não se importa nada com este tipo de visão sobre o exercício dos poderes presidenciais, e, ou nosso povo arregaça as mangas ou teremos desta vez um caso bicudo na nossa democracia.

É que depois de tudo o que se disse sobre as “derivas” e as “tentações” é estranho, ou não, que o candidato enfie mesmo por esse caminho. É mais ou menos como abrir o caminho à força: - a partir de agora sabem que as coisas são assim.


Mas pior, é que alguém vote para a Presidencia da República do seu país, uma pessoa que manifestando uma confrangedora falta de humildade perante o conhecimento, e uma enorme arrogância intelectual e científica, consiga dizer que: raramente tem dúvidas e que nunca se engana.

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