Mostrar mensagens com a etiqueta A Justiça e a Politica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A Justiça e a Politica. Mostrar todas as mensagens

25 março 2012

A vingança serve-se fria

(Reeditado)

Estranhei a recente preocupação dos nossos juízes quanto a  irregularidades detectadas nos gastos de 14 (catorze) ministros do governo anterior. Catorze! Nada menos. Não que não ache não haver por lá alguns que seriam bem capazes disso, até de mais, mas… esta eficiência, agora. Esta preocupação inusitada. Esta nova cruzada que um remédio assim deve corresponder a mal maior. De repente: - Aqui d’el Rei, e os nossos juízes, quais Robin dos Bosques, vão-se a eles! Não. Não cheira bem. Estamos a viver uma época estranha, até nestas inusitadas questões. O Ricardo, que escreve bem sobre estas coisas, escreveu assim sobre isto, aqui, aqui e aqui: (…) “Como esperam que as pessoas confiem que decidam com base apenas na prova, quando em público destilam ódio pessoal e político? Será que o juiz político e os restantes sindicalistas não percebem que com isto apenas estão a destruir a réstia de credibilidade que a Justiça tem na opinião pública?” (...). Não nos pasma esta atitude porque já há muito se assiste ao à vontade com que estas coisas acontecem na nossa Justiça, sem que ninguém diga, como quando as luzes se apagaram: - Alto e para o baile que apalparam as mamas à minha filha! Triste é também a forma como as notícias se dão e nos entram em casa, porque o que fica é o eco de tudo isto. E a Esquerda, interesseira, assiste muda a este desfile. Sócrates, com todos os defeitos que teve, teve a ingenuidade de meter a mão no vespeiro: saiu-lhe caro. Meteu-se com gente errada. Mete medo uma Justiça assim. Dirigida. Tenho esperança que um dia, olhando para trás, possamos achar isto estranho, como achamos os trapinhos que vestiam os nossos avós naquelas fotografias amarelas a sépia, e possamos perguntar: como foi possível que as coisas se tivessem passado assim um dia? Não abdico, da utopia se quiserem, de ter uma Justiça cega. Mas cega! E é que olhando bem para eles, parecem estar convictos na farpela que vestem.

Quanto mais for este o seu desempenho na Justiça, maior será o enorme fosso que os separa da Sociedade Civil e isso, não se resolve com mais subsídios & prebendas que o país é pobre e aviltava mais o nobre papel de julgar. Isto só facilitará a tarefa um dia destes. Que terá que ser radical. Acredito.
 
Reedição: Não posso deixar de reeditar para deixar o link do texto de Miguel Sousa Tavares, ainda por via do Legalices. Leia aqui no Câmara Corporativa.

19 novembro 2011

Um assalto à Justiça

A Ministra da Justiça tem dito claramente que Pinto Monteiro deveria demitir-se. Não gosta dele no cargo. O mediático João Palma, do Sindicato dos Magistrados tem feito críticas à actuação do Procurador. Agora, tivemos pela Comunicação Social a vergonha de uma prisão em directo. Pinto Monteiro mandou investigar. Torna-se claro que alguém anda a querer tramá-lo, como diz aqui e aqui o Jornal I, e está a fazê-lo bem feito. Há sorrisos off de record. Se isto não é um assalto à Justiça praticado à luz do dia, o que é?

07 novembro 2010

Poder político na Justiça?

Sim ou Não? Começo a ter medo de coisas que se passam neste país. Não é tanto o Orçamento e o Sócrates, o FMI e os juros ou a dívida, porque isso serão questões reversíveis com mais ou menos medidas de gestão e mudanças políticas, não, o que francamente me mete medo, é saber que uma casta de gente intocável pelos outros poderes do Estado – e assim tem sido, para nos garantir a sacro santa independência - se possa conluiar corporativamente, conspurcando a noção que tenho de sindicalismo, chantageando a nação com o terrível poder que têm que é, julgar. Sabendo como vão os seus julgamentos, através do maior défice que o país tem que é o de justiça, apavora-me imaginar o que em roda livre podem fazer deste país. Perante a evolução do esboroar de um sistema de justiça anárquico, que vai fazendo política á revelia do alvará que tem, e dominado por gente que não mandatei, não me custa nada dizer que prefiro um que tenha como origem o mandato que eu der no Voto. Isto é um escândalo? Talvez. Mas antes isto do que assistir entrincheirado á destruição do Estado. E não tenho dúvida, estamos assistir a isso. Política sem mandato, não! Sabendo que os nossos magistrados vão aderir á próxima greve geral, não vou conseguir desfilar ao lado deles na Avenida no dia 24. Desisto.