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17 abril 2011

Nobre: “Passos, quer que esclareça.”

É o último post sobre Nobre! Mas não resisto a mais esta: “Passos, quer que Nobre esclareça termos da sua candidatura”. No Económico de hoje.

Volta a ser oportuno lembrar que a ética e a cidadania não têm representantes únicos. Pois claro, todos sabemos disso! Têm é que ter representantes éticos. Não?

16 abril 2011

Nobre: "Ainda não vi o programa"

O festival Nobre continua: “Sou franco, ainda não vi o programa eleitoral do PSD”. No Público.

Haverá ainda quem o tenha como credível? Nobre atraiçoou o espírito da ética e da cidadania que tentou um dia vender-nos. Está agora definitivamente identificado, por muita travessia no deserto que queira tentar para limpar imagem e não vai voltar a enganar-nos. A ética e a cidadania não têm representantes únicos, claro. Têm é que ter representantes éticos.

12 abril 2011

Nobre: da teoria à prática.

As cambalhotas políticas que se queiram dar na vida são um problema de cada um. Muitos já as deram, e nós todos evoluímos num ou noutro sentido ao longo da vida, e temos a tendência para gostar de quem se chega a nós e detestarmos quem renega o que acreditamos. O que um candidato a político não pode fazer nos intervalos em que procura o voto, é utilizar valores universais como a ética, a cidadania, a independência etc., etc., que vai depois conspurcar com a sua prática, fazendo assim com que as pessoas que chama para esses universos da virtude se sintam defraudadas e cada vez menos crentes na prática efectiva desses valores. Resumindo: vai no sentido contrário quem alguma vez apelou a eles e os traiu com os apelos da sua vaidade. Nobre acaba de provocar um imenso rombo na ética e na cidadania que tão ufanamente tentou usurpar a Manuel Alegre, acusando-o de não ser dono delas. Pois, de facto não é dono delas, mas continua a dar provas de ser um dos seus melhores guardiães. O castigo que Nobre está a sofrer politicamente é o resultado de ter utilizado indevidamente esses valores para promoção pessoal.

11 abril 2011

Dr. Nobre: uma fraude.

Não há quem não se engane alguma vez na apreciação que faz dos outros. Por excesso ou por defeito, a avaliação que um dia fazemos de alguém pode vir mais tarde a ser um erro tremendo, por confiarmos na nossa capacidade de interpretar sinais e descurarmos muitas vezes a análise com base em critérios mais objectivos.
 
Com o Dr. Nobre, foi a AMI e o seu percurso na assistência social que serviram de máscara e nos criaram a predisposição para tolerar o que não devíamos. Confirma-se agora através desta sua entrega ao PSD que ele entrou mesmo naquela campanha para inviabilizar a candidatura de Manuel Alegre, revelando-se afinal um embuste, uma enormíssima fraude. Que pensará dele agora o clã Soares? Continuarão a tomar chá?
 
Há neste momento muita gente a dizer que gostaria de perguntar ao Dr. Soares o que pensa ele disto. O último foi Louçã. O Dr. Soares não vai dizer que foi enganado, irá continuar a fazer um ar de sonso até que apareça mais um prefácio de um Indignez-Vous! que o traga à tona, ou um FMI que lhe permita brilhar um pouco. Deveria terminar o texto a escrever sobre Nobre e não sobre Soares. Não foi por acaso. Assim, como diz o povo, as coisas da política metem nojo mesmo se os actores são os que mais encarniçadamente defendem a sua moralização.

28 junho 2010

Soares, acabou hoje!

Talvez não seja oportuno escrever desta forma sobre Mário Soares, mas já não se aguenta, estamos fartos de ter que aceitar que aquele ego desmesurado não tolere a existência de quem lhe faça sombra. Foi primeiro o ético Salgado Zenha, do melhor que o PS teve, foi depois a sua confrontação com o integro Ramalho Eanes, foi ainda o atropelo à candidatura do histórico Manuel Alegre acabando humilhado pela sua ganância por mais um mandato, e finalmente, a confirmação do seu despeito com o apoio disfarçado a Fernando Nobre. Afinal os rumores daquela noite de apresentação da candidatura de Nobre sempre se confirmam. Soares revela mau carácter com este namoro que existe apenas para criar dificuldades a Alegre. Agora, já não se importa que não haja ideologia por detrás do candidato, coisa que sempre privilegiou. Também eu reconheci aqui qualidades a Nobre mas acho-as uma insuficiência, de um ponto de vista até um abuso delas nesta candidatura a P.R. Andar às palmadinhas a Nobre seria caricato se não revelasse um carácter que sempre neguei que existia nele quando me convenciam do contrário.

Não podemos continuar a fingir, Soares acabou hoje. Acabou porque é imoral utilizar o seu lado cândido para nos enganar ao debitar argumentos que não cabem em justificações pueris nem estratégias inócuas. Estava lá Victor Ramalho para tornar tudo mais claro, embora nos digam que as coincidências existem. A mentira é a arma dos fracos. Ele pode gostar de Nobre mas gostará muito mais que Alegre não venha a ser Presidente da República. É uma evidente atitude de mesquinhez que o devia envergonhar perante uma leitura mais isenta e homens assim não merecem fazer parte da galeria dos bons.

Um outro ex-P.R. já disse: “O meu apoio a Manuel Alegre é natural”. Viva então Jorge Sampaio! Rasguei o cartão, Soares acabou hoje.