“Pessoa terá desconfiado, como Miguel de Unamuno, e como
outros críticos, do intuito e do alcance da proposta de Lorenzo em prol de uma “armonia
ibérica”. Num artigo publicado a 7 de Junho de 1917, em España. Semanário de la vida nacional, Unamuno defende que a
proposta de harmonia luso-espanhola se baseia numa grande admiração pela
Alemanha, ou melhor, pelo seu tipo de imperialismo, e que essa proposta
facilitaria que Portugal fosse, mais tarde, anexado a Espanha, apesar da
aparente neutralidade espanhola perante a guerra. Unamuno defende, pois, a independência
política da República portuguesa, como também o fará Pessoa, e propõe uma “unión
moral” que nasça da “soberania popular”, convertendo, assim, as pequenas nações
em símbolos de resistência ao imperialismo de conquista de índole alemã.
Pessoa, como Unamuno, realça também o papel que as pequenas nações podem cumprir
no âmbito dos mais desmedidos sonhos e expansão imperialista (texto nº 9
[97-1])”. in Fernando Pessoa. Ibéria – Introdução a um Imperialismo Futuro, Edição
de Jerónimo Pizarro e Pablo J.P. López, da Ática. (Pág. 14),
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07 julho 2013
25 fevereiro 2009
Maus ventos de Espanha
Aqui vai à atenção dos iberófilos. Depois da manobra vergonhosa de tentarem empurrar-nos o Prestige, e de ameaças ao rico património do Douro com uma Central Nuclear em Aldeiadávila, é agora uma refinaria em Balboa a escassos quilómetros da fronteira, em Badajoz, com riscos para o ar e água da albufeira do Guadiana. Há investimentos do nosso lado projectados para aquela zona que se recusam concretizar se a central avançar.
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28 abril 2008
La Rioja: A vergonha.
A partir de hoje La Rioja fica manchada como a região demarcada do famoso vinho espanhol, onde durante alguns anos puderam trabalhar, nas famosas vinhas e olivais, em formato de escravatura milhares de portugueses, oriundos de franjas da nossa sociedade com baixa escolaridade, toxicodependência e alcoolismo, sem que ninguém se tenha aparentemente apercebido disso. Foram maus embaixadores da nossa dignidade, mas são nossos, e devemos assumir a sua defesa com a mesma veemência com que defendemos os bons. Para um cidadão espanhol que não teve de cruzar-se com o problema, admito, mas para os beneficiários a quem o trabalho interessou é que já é difícil de entender tanto desconhecimento. Depois, a questão começou por ser assinalada desde 2005 e provavelmente já existia antes, estamos em 2008! Foi preciso deixar correr tanto tempo de crime a céu aberto para intervir? Quem andou também aqui a falhar e não teve pressa? Nós, ou eles? Como é possível tanto alheamento e aproveitamento da tragédia humana? Não haverá aqui mais por explicar?
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