Quanto fazia uma pesquisa para encontrar a notícia de que no norte do Mali não se realizaria este ano um festival world music, por ter sido proibido por uma sharia islâmina emitida pelos dos novos senhores do território, encontrei mais esta perturbante notícia.
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundamentalismos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundamentalismos. Mostrar todas as mensagens
23 setembro 2012
13 setembro 2008
Jesus Camp - II
Ao reenviar-vos no post anterior para o documentário Jesus Camp que passou no DOC Lisboa de 2007, verifiquei que o thriller da Magnólia Films já não está activo. Porque o considero um documento importante para percebermos o que se passa numa grande parte dos Estados Unidos, na questão tão sensível como é a mistura da política com a religião, aqui fica o filme completo que encontrei no YouTube dividido em nove partes. Vejam o convidado surpresa e o fanatismo ao rubro na parte VI e VII. Não se arrependem se forem até ao fim, não está legendado mas uma imagem vale mais que mil palavras. Ponham em ecran total e façam de conta que estão no DOC.
.
.
03 julho 2008
"Instrumentos do Diabo"
O recebimento deste link com esta proibição estapafúrdia que o Alexandre me fez chegar, leva-me a enquadrá-la da seguinte forma.
É provável que a justificação das restrições, penitências e regras de comportamentos individuais que as religiões impunham aos seus crentes, fosse a única forma possível de difundir, massivamente, naquelas épocas, ensinamentos úteis às comunidades congregadas, cuja finalidade a sociedade do Conhecimento mais tarde descodificou. Foram o caso das abstinências ou jejum que curiosamente tem como significado: dieta, e era a prescrição da “privação da carne” em determinados dias. Encontraríamos exemplos mais bizarros, com outros significados mas um mesmo objectivo, a coberto do cumprimento das boas práticas espirituais e religiosas de um crente.
Continuará a fazer sentido hoje que as religiões mantenham ainda alguns destes preceitos? Para mim e neste contexto, fazem mais sentido os preceitos do que as religiões, o que já não faz sentido, é que a prescrição dessas privações se faça ainda à luz dos moldes que enformaram a divulgação de algum conhecimento. Conhecendo o mau uso de algumas das tecnologias que os nossos jovens têm ao seu dispor, diria que o erro não está no fundamentalismo do facto mas na mensagem que ele transmite, vide: «instrumentos do diabo para levar as pessoas a pecar», ou «só procuram levar a população de Israel a pecar através dos vídeos e outras abominações». Concluindo, acho muito boa a ideia de os mandar pregar para o deserto e converter camelos.
É provável que a justificação das restrições, penitências e regras de comportamentos individuais que as religiões impunham aos seus crentes, fosse a única forma possível de difundir, massivamente, naquelas épocas, ensinamentos úteis às comunidades congregadas, cuja finalidade a sociedade do Conhecimento mais tarde descodificou. Foram o caso das abstinências ou jejum que curiosamente tem como significado: dieta, e era a prescrição da “privação da carne” em determinados dias. Encontraríamos exemplos mais bizarros, com outros significados mas um mesmo objectivo, a coberto do cumprimento das boas práticas espirituais e religiosas de um crente.
Continuará a fazer sentido hoje que as religiões mantenham ainda alguns destes preceitos? Para mim e neste contexto, fazem mais sentido os preceitos do que as religiões, o que já não faz sentido, é que a prescrição dessas privações se faça ainda à luz dos moldes que enformaram a divulgação de algum conhecimento. Conhecendo o mau uso de algumas das tecnologias que os nossos jovens têm ao seu dispor, diria que o erro não está no fundamentalismo do facto mas na mensagem que ele transmite, vide: «instrumentos do diabo para levar as pessoas a pecar», ou «só procuram levar a população de Israel a pecar através dos vídeos e outras abominações». Concluindo, acho muito boa a ideia de os mandar pregar para o deserto e converter camelos.
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)