27 novembro 2005

Ensino. Novas ferramentas.


Os Professores, os Técnicos de Educação e até os Pais, tem hoje à sua disposição suportes auxiliares de ensino e educação na Internet verdadeiramente fantásticos.

A propósito de uma incursão no universo das fábulas, acabei por descobrir a excelência do que é possível encontrar de materiais de apoio a qualquer trabalho que uma criança ou um jovem tenha que desenvolver na sua área de trabalho.

A orientação inicial dos monitores da Educação e Ensino é fundamental, consoante se trate de crianças ou jovens, dado que estes últimos já dispensam esses paternalismos nestas matérias, mas tudo o resto já é apresentado de uma forma tão acessível à apreensão do conhecimento que a autonomia acaba por ser possível.

Dou apenas dois exemplos do que encontrei, mas muito material está disponível neste universo virtual, assim os pais e os orientadores das crianças e jovens se queiram dar ao trabalho de fazer, em jeito de TPC, as suas pesquisas pessoais na net. Este primeiro link é sobre Fábulas e Jogos Didácticos:
http://nonio.eses.pt/fabulas/ e é dedicado à Educação Infantil, 1º e 2º Ciclo, tem para além de outras inter-actividades, uma que achei muito potenciadora de futuros criadores artisticos: a criança é convidada a enviar o seu desenho sobre a fábula que acabou de ler e ouvir, sendo possível depois ter aquela história ilustrada com a sua criação artística. Se eu tivesse tido uma possíbilidade destas em criança, ficaria deslumbrado!...

O outro link é já para jovens:
http://www.mocho.pt é uma página de ciências, tem já meia duzia de anos mas não se nota. Se eu tivesse tido uma ferramenta destas, hoje sería cientista!...

Parabéns por isso à Professora Teresa Pacheco e ao Centro de Competências Nónio Séc. XXI da Escola Superior de Educação de Santarém, por este No Mundo das Fábulas, e ao Professor Carlos Fiolhais e ao Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, pelo Mocho.

23 novembro 2005

Manuel Alegre


Com sabeis sou por natureza um “independente” de esquerda, logo, bom rapaz! Nunca gostei de me rotular em termos políticos porque aprecio demasiado a liberdade de escolha de poder votar onde quero mau grado o coração possa estar onde bem entender. Desta vez estou com tudo no cidadão Manuel Alegre por não ter dúvidas sobre sua honestidade, verticalidade e competência. Um cidadão que não precisa que pensem nem que falem por ele. Uma mais valia da República que não nos podemos dar ao luxo de deixar de fora nesta corrida eleitoral para a Presidência da República. É por isso que me permito perguntar-te se já alguma vez na vida exerceste este direito, mas também este dever cívico de propor um candidato à Presidência? Não? Então alguém o terá de fazer por ti, mas se alguém não o fizer esse teu candidato corre o risco de nem tão pouco poder concorrer por falta de apresentações de propostas de cidadãos, como manda a Lei. É bem possível que isso possa estar a acontecer neste momento em que falta apenas uma semana para fazer chegar essas propostas à sede da sua candidatura. É o único candidato não apoiado partidáriamente, logo, só atitudes como estas podem fazer com que as coisas aconteçam. Neste momento não vos estou a pedir o voto, estou a pedir que o proponham fazendo rápidamente isto:
Entar na página do candidato
www.manuelalegre.com e em baixo carregar no link: Quero propor a candidatura, têm a seguir as condições de proponente e novamente em baixo a página indica-vos estes dois documentos necessários aqui apresentados em link: Declaração de propositura e o Requerimento de certidão de eleitor com certificação incorporada, são esses dois documentos que precisam de imprimir e preencher, levar à vossa Freguesia para certificação e enviar para o Apartado como é pedido ou entregarem pessoalmente na Sede na Rua Marquês da Fronteira, 8 – 1º , tudo isto até ao fim do mês... Força, não custa nada, era um dos últimos actos cívicos que me faltava fazer e que eu sempre deixei para os outros mas finalmente fiz.

16 novembro 2005

Povo Matéria Prima!

Olá amigo Zé! Recebi o teu email " Povo Matéria Prima" que já anda aí em circulação com o artigo que é atribuído ao famoso jornalista X do Jornal Y mas como não sabemos se esta atribuição corresponde à verdade é melhor deixarmos ficar isto no X e no Y. Não resisto a dar-te a minha opinião. É claro que toda a gente o subscreve mas nem todos se reconhecem no vilão em que é transformado o povo português neste artigo. Não me quero colocar acima de ninguém, mas tenho pautado a minha vida por comportamentos que são muitas vezes considerados excêntricos. Para poder rebater uma das linhas de leitura que se pode fazer desse artigo, tenho que puxar primeiro, mas humildemente, dos galões de cidadão português.

- Tu conheces-me e sabes o que digo, sabes que sou contra tudo e todos, contra a venda ambulante no passeio e tenho com isso problemas graves a resolver com "essa gente";
- Sabes que não embarquei na compra da caixa TV Cabo quando todos os amigos do restaurante as andavam a comprar e o alvo da critica era eu mais a minha moralização do sistema;
- Conheces a minha casa e sabes que não há lá material de expediente da minha empresa;
- Também conheces a minha luta com a Câmara de Lisboa por causa da merda dos pombos e da caca dos cães; ou dos meus telefonemas para a Epal por causa das roturas das bocas de regas nos passeios;
- Testemunhaste o meu empenhamento apoiando o Miguel Sousa Tavares para evitar que o Cavaco fizesse o POZOR na Zona Ribeirinha de Lisboa, construindo ali uma barreira;
- Sabes que mantenho um blog na net que nasceu por outros motivos mas que não o acabo porque a minha luta lá é também esta;
- Em termos de pontualidade és testemunha de que na minha empresa sou credor de horas a mais que faço voluntariamente e detesto falhar um encontro marcado na hora;
- Pelos meus filhos me privei de muito presente para lhes dar o melhor em termos de ensino e que lhes digo que não se importem de tomar uma atitude mesmo que fiquem isolados, desde que saibam que é aquilo que devem fazer;
- Sou como tu um incorruptível e não dou a muitas empresas clientes a hipótese de confundirem os presentes Natal com outra coisa!

Enfim, tenho constantemente presente esta forma vertical de estar na vida. E apesar de concordar com o jornalista X não deixo de não te dizer que o que não aceito é tratar o Povo português por estúpido. Toda esta forma de ser tem uma razão subjacente, mas talvez o jornalista tivesse querido ficar apenas por ali. Somos o produto de qualquer coisa que nos aconteceu há algum tempo atrás. Quando fazemos estes juízos de valor sobre o Povo, comparamos sempre com sociedades mais evoluídas culturalmente, mas assim, deveremos também fazer o histórico dessa nossa evolução, porque é dessa análise que pode resultar a razão deste diferencial evolutivo. Sabemos como são ainda hoje um escândalo os níveis de iliteracia e até de analfabetismo. É assim que referindo-me ao que escreveu o Prof. Santana Castilho: (que podes reler num post de Fevereiro 2005)

“... O Iluminismo marca na Europa ...a primeira preocupação de tornar o povo letrado. E aí, começou Portugal a perder a oportunidade de acompanhar um movimento...”
“...em 1910, três quartos dos portugueses eram analfabetos...”
“...de 1925 a 1940 a estagnação foi desoladora...”
“... Um aumento significativo da despesa pública com a educação só se viria a verificar com Veiga Simão nos anos 70...”
“... O 25 de Abri alterou profundamente o status . O ensino abriu-se, a gestão tornou-se participada mas ineficaz e... a degradação continuou...”
“...A tónica dominante de toda a produção de ideias para o futuro passa pela necessidade de aumentar a cultura e o conhecimento das nações e decidir a luta pelas supremacias.”


Podemos então resumir que: um povo mal formado cultural e intelectualmente, vai acentuar o defeito ancestral de uma cultura de laxismo. Andámos aqui durante 50 anos bem alimentados de espírito com Fátima, Futebol e Fado, pobretes mas alegretes, os irmãos descalços da Europa. A nossa sociedade rural não permitia o luxo de deixar estudar as raparigas e os rapazes eram precisos para o sustento da casa. Tivemos sempre a infelicidade histórica de nunca ter gente com visão quando dispusemos de oportunidades, por ex. D.João V, com o ouro do Brasil e Cavaco Silva com o ouro do início da remessa de fundos da UE. Entretanto outros foram aproveitando soberbamente as oportunidades....

O que quero dizer com isto é que não são factores genéticos que determinam estes estados de desenvolvimento social e cultural. Há razões por detrás dos nossos comportamentos que não passam pela Estupidez, pelo contrário, como vimos foram razões políticas que estiveram na base de opções mal tomadas. Uma sociedade mal formada em termos culturais, não só deixará passar a negligência e a prepotência, como será também uma sociedade negligente e prepotente, mas nunca uma “matéria prima defeituosa”, diria antes, para corrigir a análise do jornalista X uma “matéria prima não tratada”, o que é completamente diferente.

13 novembro 2005

Uma lição de garra.


Vi nestes dois sábados a lição de um bravo grupo de rapazes portugueses que bem podia servir-nos de catalizador, em vez de continuarmos a olhar as brumas esperando mais uma vez um qualquer Sebastião recauchutado que nos acuda.

São um grupo de universitários superiormente dirigidos que estão já entre as quinze melhores selecções do mundo, lugar a que têm vindo de ano para ano a subir quase exclusivamente à sua custa. Treinam em condições difíceis ao calor, ao sol, ao frio, à chuva, na lama com muito esforço pessoal e profissional para não deixarem cair a sua esperança, (só sua, porque nós nem temos dado por isso) de se colocarem entre os melhores do mundo.


Foi muito bom vê-los. Pareciam forcados impelidos pela adrenalina contra aquelas massas pesadas de Uruguaios que vergavam ao peso de uma coisa mais importante que era a força da determinação com que o faziam. Vi-me "grego" para descobrir a hora da transmissão na TV, tal é o apoio dos media, alguns sites nem contemplam a modalidade na caixa do desporto. Mas contra tudo e até um meio vazio estádio que belíssima lição nos deram os nossos rapazes do Rugby.

30 outubro 2005

ao Dr. Ant. Marinho e Pinto

“...um dos objectivos centrais da política democrática é reduzir ao máximo a sua mais-valia de poder, despertando a consciência dos cidadãos para os seus direitos de cidadania, legislando e agindo nesse sentido.” Revista Visão, de 27/10, excerto de Ensaio – José Gil.

Desde a sua saída da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados que venho acompanhando as suas intervenções públicas em defesa do cidadão, perante algumas enormidades no modelo da aplicação da Justiça que se vem praticando em Portugal.

É preciso um bom nível de conceito de cidadania para se perceber a sua luta, ou melhor, a sua causa, mas isso foi aquilo que sempre nos faltou. O entendimento e percepção desse conceito de cidadania esteve sempre ausente em sectores tão importantes na organização do nosso país.

Portugal é um país injusto. Portugal “é“ um problema de Justiça e a primeira forma de o começar a resolver é tratando um enquistamento que ninguém se atreve a resolver.

Para além da infantil relação dos portugueses com a autoridade, cujas causas também conhecemos, existe por oposição, a assumpção da prepotência, sempre que se dispõe de uma pequena atribuição de autoridade. Vemos esta sordidez de comportamentos na nossa sociedade todos os dias. É porém intolerável o arrastamento deste mecanismo para sectores tão importantes na organização dos poderes de uma nação.

Os portugueses dizem, enfatuando o respeito, mas deixando escorregar a graxa: “eu acredito na Justiça Portuguesa”. O senhor por outro lado, perdeu o medo. Teria provávelmente que recuar muito na história do país, para encontrar nesta área tanta coragem. Não deve ser fácil. Deve até ser difícil, porque a regra perante a ameaça é a cobardia centrifugar as amizades e a luta ser ainda mais difícil. É por isto que lhe presto públicamente a minha homenagem.

29 outubro 2005

As doenças dos pombos

E para os que duvidem ou desconheçam os riscos a que nos sujeitamos, quando temos excesso de pombos nas nossas varandas ou quando tiramos tranquilas fotos com as nossas criancinhas a dar-lhes milho nas praças, aqui estão alguns links onde pode obter informação adicional, sobre estas “avezinhas decorativas”.

http://pwp.netcabo.pt/cm.fonseca/pombos/doencas.htm#LISTA_DE_DOENÇAS

http://www.biosaude.com.br/artigos/index.php?id=240&idme=9&ind_id=31

http://www.geocities.com/~esabio/pombo/pombos_urbanos.htm

16 outubro 2005

Gaivotas "gripadas"








Uma das fontes de contágio das aves que nos rodeiam é feita através das fezes das aves migratórias portadoras do vírus, nos bebedouros e nos locais de alimentação.

Nem de propósito, no local em que me encontro a escrever, um 7º andar numa zona alta, avisto a placa do telhado de um edifício mais baixo, situado no vale da Rua António Pedro. Existe ali uma zona de não escoamento das águas pluviais durante todo o Outono e Inverno. O que vejo neste momento e pode ser visto durante grande parte do ano é essa comunhão de partilha do bebedouro entre as gaivotas e os pombos. Para quem achasse que era difícil, aqui está o exemplo antes da chegada do famoso vírus H5N1.

Os Pombos e a Gripe







Existem hoje conhecimentos quanto aos problemas da saúde que não existiam num passado recente. Sabemos hoje por exemplo que os pombos são portadores de uma meia dúzia de doenças que podem afectar o ser humano com: Alergias, Rinites e Crises de Asma, Pneumonias, Meningites, Doenças Graves do Sistema Nervoso Central, Micoses, Doenças do Aparelho Digestivo (Salmonelas) etc., mas agora há outra ameaça.

A propósito da gripe das aves e porque não queria criar alarmismos, aguardava a opinião de entendidos para saber qual o perigo dos pombos que nos rodeiam, na transmissão de uma gripe que segundo declarações do novo responsável das Nações Unidas, David Nabarro, para o combate a uma eventual pandemia da gripe:
“... uma nova pandemia está eminente, dependendo das medidas de controlo levadas a cabo pelos países, pode causar “entre 5 milhões e 150 milhões de mortes”
E ainda do técnico Domingos Leitão da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves que diz:
“...porém, há duas situações que deveriam ser acauteladas: os caçadores e os pombos das cidades”
Marc Ryon, da Federação Portuguesa de Columbofilia, acrescenta:
“...Quanto aos das cidades, pode haver um risco de as aves serem vectores do vírus...”
(noticia do Jornal Público de Sábado 01 de Outubro, página 3).

Lisboa é uma cidade infestada de pombos e o que é grave é que se trata de uma ave que tem várias posturas anuais e já invadiu definitivamente todos os bairros fazendo pombais em tudo o que é degradação. A juntar a isto existem normalmente os velhinhos e pessoas com baixo nível de cidadania que os empanturra e facilita a sua propagação. Os pombos deixaram definitivamente de ser a ave da paz, são nitidamente os novos ratos alados.

Temos assim em Lisboa um enorme caldo de cultura para propagação da estirpe perigosa que está a entrar na Europa. E quem se importa com isto? Garanto que anda toda a gente distraida a avaliar pelo crescimento que verifico nesta freguesia. Recentemente na Turquia morreram seis pessoas com gripe num bairro onde está em investigação a morte pombos.

Esta distração está a fazer-me lembrar o época que precedeu a descoberta do virus da sida e a sua propagação através de transfusões de sangue. Já se sabia mas entre nós andava tudo distraído.

15 outubro 2005

Ainda sobe a Bárbara.

Tenho sobre a questão das esposas nas campanhas uma opinião que guardo para o fim.

O assunto “Bárbara na campanha” estava já arrumado até ouvir na TVI o comentário da Manuela Moura Guedes em pleno telejornal. Dizia o Miguel Sousa Tavares que aqueles resultados, dadas as peripécias na Câmara de Lisboa, eram uma derrota de Carrilho mas a Manuela achou que eram mais e da proeminência do seu aparelho vocal acrescentou triunfante, de uma qualquer mal disfarçada contenda interior: "... que a derrota não era só do candidato
mas de toda a familia!"

O brilho nos olhos, a veemência da afirmação e a própria frase, não podiam ser mais assassinas e foi aqui que decidi o comentário. Então é assim uma derrota de toda a familia? Ou antes, a MMGuedes que gostaria tanto, por alguma secreta razão, ver aquela familia derrotada? O candidato? Admito. Mas o pobre do petiz? E a familia no seu conjunto? Porquê tanto gaudio na derrota (segundo a Manuela), deste elemento fucral da nossa sociedade? Também fiquei a saber que a notícia inicial da Bárbara na campanha, terá começado naquele telejornal tendo sido comentada pelo Miguel e faz assim algum sentido este final.

Alguma vez as esposas de candidatos que já apareceram, tiveram assim este interesse e tratamento da MMGuedes e da TVI? Não vimos nós a esposa de Durão Barroso, Ferro Rodrigues, Cavaco Silva, António Guterres, Mário Soares, Freitas do Amaral, Jorge Sampaio? Alguma vez a MMG e a TVI colocaram esta questão ética?

"...que era a derrota não só do candidato, mas de toda a família" ? Na forma e no conteúdo a frase fez-me doer os ouvidos! Isto quer dizer que perdeu a Família da Bárbara e ganhou a Família de quem? Ou foi lapsus lingue?

Sei de amigos que não estão a gostar do que digo, mas já me conhecem, para mim há valores que se me impõe, eu reclamo quando me devem mas denuncio quando me dão troco a mais. É assim que se ganha o direito de poder dizer como eu que não sendo a favor das esposas em campanhas, porque os candidatos devem valer por si e não por apelos aos mais serôdios instintos conservadores da nossa sociedade, também não tolero e não embarco em denúncias públicas e orquestrações, essas sim, motivadas por razões muito menos éticas.

12 outubro 2005

Ganância & Loucura

8%, oito por cento !...Acabo de ouvir.

Os Proprietários apresentaram ao Governo, para cálculo nas novas rendas a exigência da aplicação de uma taxa de 8% sobre o valor actualizado do imóvel, usado para o cálculo do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis).

Isto é: no post anterior dava-se o exemplo de uma habitação avaliada por 30 000 contos e chegava-se com a taxa de 4%, a uma renda de 100 contos. Mas o que estes senhores exigem não é mais dez, nem mais vinte, nem mais trinta, mas 200 contos!...

Fico estarrecido com o virulência e a ganância que demonstra a proposta desta gente. Aposto que não há um que falhe uma boa missa dominical, uma flexão e comunhão à mesa do Senhor a mão no peito e um suspiro de tranquilidade por ver a sua alma no bom caminho da salvação. Mas eu, desculpem-me, só consigo ver o famoso Inferno de Dante, de Hieronimus Bosch, é um quadro magnífico que está no nosso Museu Nacional de Arte Antiga que nunca mais esqueci e é sempre dele que me lembro, quando pela vida dou com estes esbirros que nem numa tina de àgua benta se purificavam.

Juntamos a isto o despudor da Comunicação Social que de imediato reflete as posições do mais forte, esquecendo em tudo o que têm sido as posições de inquilinos.

Talvez a resposta os confrontem com o Inferno de Dante.

17 setembro 2005

Inquilinos na Fac. Letras

A Comissão de Inquilinos de Campo Grande/Alvalade está a distribuir um comunicado para reunião na Faculdade de Letras em 28 de Setembro às 21 horas:

LEI DAS RENDAS
Aumentos propostos pelo Governo são incomportáveis para a maioria dos inquilinos


A promessa do actual Secretário de Estado, Dr. Eduardo Cabrita, feita antes das eleições, era a de que os aumentos das rendas seriam razoáveis. Pois bem, o que conhecemos, neste momento, da proposta do Governo é o seguinte:

· A nova renda resulta da aplicação da taxa de 4% sobre o valor actualizado do fogo usado para o cálculo do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis). Ora com a especulação imobiliária a que se tem assistido nos últimos anos, não é muito difícil que um apartamento de 3 assoalhadas no centro de Lisboa seja avaliado, através deste cálculo, em 30 000 contos. Aplicando 4% sobre 30 000 obtém-se 1.200 contos/ano ou seja uma renda de 100 contos mês.
·
· O periodo de actualização é de 4 e 9 anos consoante o rendimento bruto do agregado e a idade do inquilino e não de 5 e 10 anos como tem sido referido na imprensa porque o último ano é para aplicação das taxas acumuladas de actualização anuais que se aplicam a todas as rendas. Relativamente ao exemplo anterior, se o inquilino já pagar neste momento 30 contos, a renda terá um aumento de 70 contos o que dá 17,5 contos por mês em cada ano no caso dos 4 anos (17,5x4anos=70) e 7,7 contos (7,7x9anos=70) por mês no caso dos 9. Como a proposta de lei diz que os aumentos anuais não podem ser superiores a 10 contos por mês no 1º ano e 15 contos por mês nos seguintes, no primeiro caso o inquilino vai ter um periodo de aumentos graduais de 5 anos sendo o 6º ano para as actualizações cumulativas (contar com 2.5% ao ano).
·
Isto aplica-se a todos os inquilinos e nos meses imediatos após promulgação da lei. A diferença é que os inquilinos com rendimentos brutos do agregado inferiores a 5 salários mínimos, mais de 65 anos e os deficientes, têm um prazo de actualização gradual ao longo de 10 anos ( os outros têm prazos de 5 e 2 anos); e para os que têm um rendimento bruto do agregado inferior a 3 salários mínimos está previsto que lhes seja concedido um subsídio do Estado a partir do momento em que a renda atinja o valor equivalente a 33% desse rendimento.

O Governo parece que está fora da realidade socio-económica do país, dos salários e pensões que existem. Alguém com bom senso acredita que dentro de 5 ou 10 anos vamos ter melhor poder de compra do que hoje? Quem não pode hoje pagar 100 contos de renda não o vai conseguir fazer dentro desses prazos. De facto, quem entra, entretanto, na reforma perde poder de compra, com o envelhecimento gasta-se mais em remédios, desaparece um dos cônjuges... Claro que se a lei fosse a anterior do PSD/CDS ainda estariamos pior, seria o despejo legal já amanhã. Agora, com a lei do PS os despejos vão surgir, por razões económicas,ao longo dos próximos anos.Perante estas propostas de aumentos não há resignação possível.Inclusivamente, ainda há os chamados coeficientes de conservação que podem aumentar a renda em mais 20% se o prédio for considerado muito bem conservado!

Dia 28 de Setembro às 21h, vamos reunir na Faculdade de Letras de Lisboa, na Cidade Universitária

Antes disso vamos pedir audiências aos grupos parlamentares e convidá-los, assim como aos candidatos à CML, a virem ouvir os problemas dos inquilinos.

É preciso uma grande mobilização dos inquilinos!

É preciso combater a falta de informação e a desinformação!

Seja activo na divulgação deste comunicado!

A Comissão de Inquilinos (
leidasrendas@sapo.pt)
Lisboa,1 de Setembro de 2005

13 setembro 2005

Rendas & Contrapartidas

“... Os maiores financiadores das Campanhas e dos Partidos são os promotores imobiliários e os empreiteiros. Para quê? Para ter contrapartidas...”

da Revista Visão de 25 de Agosto. Extrato da entrevista de Paulo Morais “Vice” na Câmara Municipal do Porto com o Pelouro do Urbanismo, excluido das próximas listas às Autarquicas.

O programa Prós e Contras da RTP1 de ontem, fez sair o post que se segue da situação draft em que estava congelado, porque quantos mais formos a apoiar estas denúncias mais protecção damos a estas atitudes corajosas.


“Alguma razão têm os Inquilinos quando denunciam a pressão dos lobbies imobiliários na pressa com que querem uma Nova Lei da Rendas, pelos vistos existem mesmo, e as “contrapartidas” também.

O efeito da entrevista deste autarca não deixa de ser curioso. Depois da publicação da entrevista, ouve-se a Rádio e a TV e fica-se com a sensação de que se trata apenas de uma situação de despeito pela não inclusão em listas eleitorais. Mas é necessário ler-se a entrevista para se fazer justiça a este autarca Paulo Morais. Justiça que em meu entender não lhe foi feita pela Comunicação Social, porque a imagem dada era a de um homem “despeitado” que numa atitude de “revanche” decidiu “denunciar”.
Não temos infelizmente na nossa política tantos exemplos destes assim para que possamos dar-nos ao luxo de os deitar fora sejam eles de que partido forem.
Parece estarmos perante uma pessoa de grande verticalidade e de um combatente pelo rigor e transparência. Temos que acreditar nos homens!
Ora, este autarca, “denuncia” situações gravíssimas mas é depois apontado pelos seus pares pelo facto de não “acusar”. É a tal ameaça que leva muita gente a nada “dizer” porque nem todos querem comprometer as suas vidas tendo que carregar o ónus da prova. Ou seja: é o “ou provas ou estás calado” sabendo quem diz isto que o que faz é manter este sistema a funcionar e a permitir este mundo pantanoso de corrupção e compadrio. No nosso futebol também se ouviu “o grande dirigente” dizer isto muitas vezes."

Não é dificil de acreditar que esta espécie de “grito patético dos autarcas ofendidos” que se configura mais como, a campanha de “abafamento”, como diz Maria José Morgado referindo os brasileiros, seja antes o levantar à pressa e esticar o paletó para ficar bem na fotografia. Mas eu diria antes, a campanha do “isolamento”: produz os mesmos efeitos e é mais inócua.


Força Paulo Morais! Com autarcas destes até eu votava PSD.

27 agosto 2005

Cultura vs. Estupidez

Nem que existisse uma grande dose de Cultura, existiria sempre uma maior proporção de Estupidez, no acto que acaba de ser repetidamente praticado, numa exposição de pintura na Câmara Municipal de Mirandela.

A senhora vereadora do pelouro da Cultura, isso mesmo, “pelouro” da Cultura, mandou retirar por "duas” vezes dois quadros da exposição que ali decorria, por representarem dois “nus”. Isso mesmo! Um deles, era um belíssimo corpo feminino que exibia numa das mãos, em repouso sobre a anca, uma maçã vermelha quase comida. O outro, eram dois corpos num abraço terno...

A senhora da Cultura de Mirandela, entendeu que aquilo era uma afronta à Cultura e provalvelmente aos Transmontanos e vai daí não autorizou a exibição dos quadros e mandou retirá-los à companhia das dálias e crisântemos que ali estavam pintados.

A pintora, muito bem, retirou a exposição.

O único comentário que devo fazer antes que parta este teclado é socorrer-me de uma expressão do nosso amigo João Mateus:

“...a ameaça vem do preservativo, da perda da virgindade e do amor fora do casamento”

Digam-me que não estou louco!

Mesmo que o Presidente da Câmara já se tenha demarcado, é tarde! É tarde porque ele tem estado acompahado desta má companhia na Cultura. E alguém escolheu esta companhia. Ela não se impôs. Logo: diz-me com quem andas dir-te-ei quem és!

Assim vai o nosso país autárquico.

24 agosto 2005

A nova Floresta?


Bom, e agora foi provavelmente o Ministro que andou a ouvir o que o Miguel disse na TVI e aí está a pressa em começar a dizer coisas.

As correcções ao acumular de tanta asneira ambiental são de tal ordem que deveria haver um pouco mais de calma na apresentação de medidas. Quanto mais não seja, por duas razões: primeiro, porque estas têm que doer e aí, vão ter logo a primeira barreira a vencer. Anunciadas assim à maneira de balão de ensaio, para testar reacções, estas medidas podem, antes pelo contrário, começar a criar anti corpos, é que as pessoas acabaram de perder e não querem para já houvir falar em mais prejuizos que é a forma como encaram investimentos em floresta a longo prazo. A floresta passou a ser há poucas décadas um rendimento mais disponível a curto prazo e não é de ânimo leve, mesmo em presença da desgraça que se convencem que têm que mudar de atitude. Em segundo lugar, porque há nestas circunstâncias uma razão institiva, irracional, para dizer, não!

Bem sei que só se anunciaram intenções e que as medidas ficaram pelas generalidades, mas quando se fala da verdadeira revolução que é preciso fazer ao nível ambiental e social, não pode ser desta forma, a menos que seja muita parra e pouca uva e o esforço em projecção não esteja para aí virado e assim estarmos todos enganados.

Um silêncio perturbador.

Quanto ao "silêncio perturbador nas nossas policias de investigação", em relação ao "fogo posto" é uma afirmação que pode ser ditada pela pressa com que todos estamos em saber quantos são os "porquês" de todo este drama, mas é um silêncio que pode também ser exactamente o inverso da afirmação.

Os indiciados estão a dar tanta matéria de análise de investigação que parece ser já um desafio ao QI nos nossos rapazes! Um dia destes, fazem-nos revelações surpreendentes...

Por ora, o silêncio é estratégia. Acredito.

23 agosto 2005

Um post de fogo.

Cavaco dixit: “...O Eucalipto é o nosso Petróleo Verde”.

Acabo de ouvir Miguel Sousa Tavares na TVI falar sobre a calamidade dos fogos e as suas causas.

Tenho quanto a este blog a humildade suficiente para não achar que o Miguel passou por aqui!... Mas mesmo que tivesse passado, o seu pensamento autónomo não precisa de ser caixa de ressonância de alguma coisa. Ele tem, sobre muitas das questões que emperram os nossas prestações, noções muito claras. Um verdadeiro independente, ou freelance, como quiserem.

O que ele diz está quase inteiramente tratado nos 2º e 3º post mais a baixo a propósito do OTA TGV, dito pelo Alexandre de Castro e na resposta que lhe dei.

Ver estas questões abordadas de uma forma idêntica, apontando para algumas das mesmas causas, é sempre gratificante e empurra-nos com mais força para a defesa e apoio a estas teses. Só de forma empenhada e colectiva podemos construir alguma coisa.

Não é perseguição a ninguém, mas é perseguição a um modelo de desenvolvimento escolhido numa “determinada altura” muito precisa da nossa história. Este facto não me escapa por uma razão muito simples: quando aquela declaração foi feita e as opções foram tomadas, já o Eucalipto era para uma árvore mal vista, recordo-me das quedas que dava a brincar no chão por baixo dos eucaliptos, doíam... porque aquele chão liso, seco e gretado parecia cimento, pelo que não é fácil esquecer o estranho e fortíssimo empurrão que lhe foi dado a partir dali.

A questão já não é agora simples. Lançada a pedra pela encosta a baixo, só vai parar lá no fundo com a família toda em cima, deixando um rasto de destruição. Ou seja, será preciso esta calamidade e outras que seguirão para se atingir o fundo e então os lobbys e interesses serem vencidos pela forma mais dramática: não pela dedução das causas mas pela demonstração das consequências.

O resto, são todo um acumular de erros menores que se tornaram maiores e juntos fizeram esta enorme pira onde ardemos todos. Ouvir dizer que “o homem” não deveria estar de férias, é acreditar na providencialidade dos homens e nisso não vou, como não vou na queima ou na ressurreição politica que estas questões dão em horas de telejornal. Tanta culpa teve quem não esteve, como quem esteve. Temos é que educar este povo para a soberania de não se deixar instrumentalizar em função das vezes que o boneco aparece ou não, em bicos de pés na TV.

O exemplo que o MST deu da proposta do Bloco de Esquerda quanto à dispersão da propriedade e da exigência que deverá ser feita ao inverter-se a sua prova é um bom indicador de que o que tiver de ser feito a seguir não pode ser com punhos de renda. É preciso prepararmo-nos e exigir que se actue sem medo de combates e confrontos.

Há um silêncio perturbador nas nossas polícias de investigação, não acredito que gente honrada se deixe mercenarizar porque é um serviço onde só se deve estar quase por vocação.

15 agosto 2005

Travessias no deserto.

Para os que tiverem memória curta, é sempre bom lembrar porque desapareceu Cavaco Silva. Miguel Silva lembrou bem neste seu post: Recordações do cavaquismo. Leia.

Quando acabam em Portugal as "marinadas políticas" e as travessias no deserto?

09 agosto 2005

OTA TGV Resposta

Ao Alexandre de Castro.

Nota-se na sua recusa do OTA/TGV, uma sólida e bem estruturada fundamentação, com a qual é impossível estar em desacordo. Subscrevo inteiramente o que advoga como alternativas aos gastos brutais, cujo retorno diz ser apenas circunstancial. Mas a questão que se coloca também, é que essas alternativas, são modelos de desenvolvimento integrado tão arredios do pensamento dos nossos governantes, estes, e os outros que acabam, por esta razão, nem se colocar como alternativas.

Seria bom que houvesse no meio de toda esta catástrofe dos fogos, algum fogo regenerador. Porque estamos no tempo limite: ou invertemos agora ou vamos assistrir de “mês para mês” à desertificação de zonas que não se pensava fosse possível, tão cedo.

Assim o povo português tivesse aquela capacidade para dizer: basta! Mas prepara-se para coroar um dos padrinhos (Cavaco Silva) que não só ajudou a liquidar a hipótese de implementar essas alternativas, como as substituiu pelo seu célebre “petróleo verde” . Até à altura do seu reinado político, o eucalipto que existia no Alentejo pouco mais servia do que suporte ao acampamento de ciganos. Nunca, enquanto lá habitei, assisti à exploração de terrenos pela via destas rezinosas. Os fogos que o meu padrinho, Comandante dos Bombeiros, apagava, não tinham a proporção de catástrofe e era feito com ronceiras viaturas, mas bastavam. Depois daquela alteração, foi a inversão.

Um dia, visitei uma zona de montado de sobro e zinho onde gostava de ir. Fiquei siderado!... Durante bastante tempo não reconhecia o que estava a ver! Aquela zona havia sido replantada com eucaliptos e houve um fogo com as àrvores ainda pequenas... Resultado: como a paisagem que guardava na memória era completamente desajustada daquela, dado que desconhecia a plantação de eucaliptos, fiquei por ali completamente confundido porque a alteração ecológica era tão grande que não conseguia reconhecer um metro quadrado da paisagem bonita, rude e milenar antes conheci. Houve portanto uma altura chave nesta transformação que foi feita muito recentemente e deveria falar-se mais nos "responsáveis" por esta transformação, porque eles ainda andam aí, uns e outros.

Parece-me portanto que uma das formas de restabelecer o equilibrio ambiental do país e de cada região em especial, é dotá-las novamente das espécies autóctones que preservaram a floresta e os terrenos até há bem pouco tempo. Depois do crime ambiental irreversível cometido em meados do século passado, com a desflorestação do Alentejo para ser o “celeiro de Portugal”, voltamos a cometer outro, mas agora em prol das Celuloses que deram boas acções na bolsa e louváveis e reincidentes ministros. E um dia destes até ía sendo para campos de golfe!...

O que é estranho é que o diagnóstico que faz e não está sózinho a fazê-lo, apareça no meio de toda esta nossa descoordenação nacional, como uma utopia... Uma das questões que me leva a manter este blog que apareceu por via da alteração da lei das rendas é esta necessidade de achar que temos de estar todos empenhados, mas todos, nesta luta contra as muitas e diversas irresponsabilidades que grassam neste país.

07 agosto 2005

OTA TGV Opinião

Recebi de Alexandre de Castro um comentário ao posts anterior que pela extenção e qualidade merece o devido destaque:

O tema do TGV e do novo aeroporto deve ser exaustivamente discutido, pois qualquer decisão a ser tomada irá condicionar o País durante algumas décadas. São opções de fundo, cuja justeza só poderá ser avaliada daqui a alguns anos.As medidas de efeito imediato podem ser rapidamente corrigidas se os efeitos não forem satisfatórios.

Com uma opção política desta descomunal envergadura as coisas são diferentes, pois não há caminho de regresso. E Portugal está a pagar bem caro, neste momento,com os incêndios, a ausência de políticas correctas dirigidas para o mundo rural e para a floresta, que deveriam ter sido tomadas há bastante tempo.


Na década de 80 muitos especialistas alertaram que a desarticulação do mundo rural, com a emigração para a Europa e para os centros metropolitanos do litoral, levaria fatalmente ao desequilíbrio económico, social e ambiental, e que a não rentabilidade da floresta e o abandono da sua exploração a expunha no futuro aos incêndios. Os governos, desde Cavaco Silva, apenas pensaram na obra de betão, também necessária, e votaram ao esquecimento o interior do País, não promovendo políticas atractivas, destinadas a fixar jovens agricultores, não procedendo à reforma que se impunha, e ainda se impõe, da reestruração da propriedade fundiária, através do emparcelamento, incentivando a constituição de empresas do cluster da floresta de pinho, onde se deveriam incluir as sociedades gestoras das florestas, dirigidas por agrónomos e silvicultores, que assumiriam a gestão, a manutenção e a comercialização das florestas de propritários associados.


Só com a activação dessas políticas esclarecidas teríamos hoje a floresta limpa, ordenada e rentável e menos exposta à calamidade dos incêndios de Verão.
Assim será com o aeroporto da Ota e com TGV. Qualquer das opções a tomar, avançar com o projecto ou cancelá-lo, terá os seus efeitos positivos ou negativos. Sem partidarismos de pacotilha, é necessário ouvir as pessoas e os especialistas.