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22 maio 2012
14 maio 2012
Primeiros resultados do 12 de Maio - VI
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A maior dificuldade que as Democracias enfrentam é a resistência do cidadão à curiosidade política. Perdida a esperança no seu “clube” político ficam-se sem pesquisa de alternativas por acharem que tudo vai dar ao mesmo, e nos cadernos eleitorais a contribuir para que cada vez menos eleitores sejam responsáveis pelos governos que nos (des)governam. Como se dizia ontem no Parque, veja-se a eleição de Cavaco por pouco mais de 20% dos portugueses. Mas a curiosidade não mata, pode matar é a falta dela se não nos dermos conta do circuito fechado em que funcionam as Democracias. O Poder, aquele que elegemos, tem vindo paulatinamente a blindar a forma de se perpetuar, sem querer alterar a forma como o cidadão acede a mais Justiça e melhor Democracia, fazendo-nos querer a cada ciclo eleitoral que a regra de que o poder corrompe ou o hábito cria o vícios, não se aplica a eles.
De mente aberta, participantes e especialistas de várias áreas têm vindo a debater tudo. É isto e muito mais que anda a debater a Primavera Global. Perde o direito ao juízo de intenções quem não tiver a curiosidade de o ir confirmar.
Primeiros resultados do 12 de Maio - V
Via 5dias.net
A segunda fase da Primavera Global PT trará desenvolvimentos que ajudarão a consolidar a mensagem proposta. Neste caso, Passos foi fazer charme literário para a Feira do Livro, ficou a uns metros e não podia esperar outra reação que não fosse esta.
13 maio 2012
Primeiros resultados do 12 de Maio - IV
Nunca um poema se adaptou aqui tão bem. A fraca adesão em Lisboa, à manif do 12 de Maio - face às espectativas (as minhas) - não digo num futuro efeito da Primavera Global PT, porque acredito sempre neles, dá todo o sentido a este excelente poema do Almada.
Como nos faz falta uma força assim que impulsione a juventude acomodada, que ontem foi a banhos, porque dos outros, já não falo. Perderam-se nos desencantos. E desencantam.
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“ÀS GERAÇÕES PORTUGUESAS DO SÉC. XXI
Acabemos com este maelstrom de chá morno!
Mandem descascar batatas simbólicas a quem disser que não há tempo para a criação!
Transformem em bonecos de palha todos os pessimistas e desiludidos!
Despejem caixotes de lixo à porta dos que sofrem da impotência de criar!
Rejeitem o sentimento de insuficiência da nossa época!
Cultivem o amor do perigo, o hábito da energia e da ousadia!
Virem contra a parede todos os alcoviteiros e invejosos do dinamismo!
Declarem guerra aos rotineiros e aos cultores do hipnotismo!
Livrem-se da choldra provinciana e da safardanagem intelectual!
Defendam a fé da profissão contra atmosferas de tédio ou qualquer resignação!
Façam com que educar não signifique burocratizar!
Sujeitem a operação cirúrgica todos os reumatismos espirituais!
Mandem para a sucata todas as ideias e opiniões fixas!
Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva!
Atirem-se independentes prá sublime brutalidade da vida!
Dispensem todas as teorias passadistas!
Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos!
Desencadeiem uma guerra sem tréguas contra todos os "botas de elástico"!
Coloquem as vossas vidas sob a influência de astros divertidos!
Desafiem e desrespeitem todos os astros sérios deste mundo!
Incendeiem os vossos cérebros com um projecto futurista!
Criem a vossa experiência e sereis os maiores!
Morram todos os derrotismos! Morram! PIM!”
Almada Negreiros
Primeiros resultados do 12 de Maio - III
…assim também não é! Porque uma andorinha não faz a Primavera. Queríamo-los lá, sem bandeiras, mas fez bem levá-la para sabermos quantos eram. Admito que o jovem se tenha sentido envergonhado com tanta falta de solidariedade. Guardaram-se para os próximos desfiles, já marcados, onde seremos nós (nós, eu) que não iremos porque não andamos a reboque. Só da nossa autonomia. E pagamos sempre na mesma moeda.
Primeiros resultados do 12 de Maio
Ainda não fiz a volta por toda a Global Spring, mas por comparação com Lisboa, a adesão dos jovens em Barcelona e Madrid, como já se vê nas imagens Facebook, fez-me inveja. Isto prova que também a este nível a nossa juventude sofre da síndrome de alheamento dos pais. Ficou provado que o 12 de Março, com os à Rasca, e depois o 15 de Outubro estiveram afinal contaminados partidariamente, quer pelo efeito da união anti Sócrates quer depois pela novidade Troika. Os ativistas que prepararam a Primavera Global PT, foram de um empenho inexcedível, eles não têm culpa de nada, foram maravilhosos na generosidade, porque entrar nisto é só para dar, mas há ainda um longo caminho até que os nossos jovens atinjam a autonomia de pensamento. O balanço final que eles farão da nossa Primavera dirá como acham que lhes correu, mas esta primeira parte foi para mim um desalento, provavelmente porque coloquei alta a fasquia. Restam três dias mas não acredito que venham a emendar a mão, além de que o impacto mediático é o da manifestação por ser mais abrangente, a acampada/debates é pela sua natureza um modelo com dificuldades em absorver adesões. Sobrará a semente que foi deixada, mas a sementeira poderia ter sido uma outra festa se os nossos jovens não estivessem a ser o espelho do país que somos.
11 maio 2012
Os avós indignados
Vêm aí os avós indignados?
Vêm, mas são estes. Cá, os nossos deverão estar à espera de autorização, se não vier, oбратимся к институционального порядка, (voltamos à ordem institucional), que isto de cada um a pensar por si é perigoso.
Vêm, mas são estes. Cá, os nossos deverão estar à espera de autorização, se não vier, oбратимся к институционального порядка, (voltamos à ordem institucional), que isto de cada um a pensar por si é perigoso.
Além de mais, já há duas manif's marcadas!
Para depois.
09 maio 2012
Primavera Global PT - Comunicado de Imprensa
Alguém duvida do direito
que assiste a esta juventude de querer ser ouvida sobre o futuro que se comprova
não lhes estamos a saber preparar? Eu não duvido, por isso lhes dou o meu
apoio. Ouçam:
15 abril 2012
Abril e a Primavera Global PT
Reeditado
A propósito do Festival Cravos de Abril que a Associação inicia no dia 20, Sexta-feira, aqui, diria o seguinte: O sistema iníquo que acabou por triunfar depois de Abril, tudo fará para que cada vez menos o povo se junte em celebrações destas, à volta de simbolos de que não gosta. Começam por ter vergonha dos cravos, depois não os usam na lapela, sempre que podem não decoram com eles o Parlamento, até que o povo os esqueça.
De vermelho, só querem mesmo a passadeira dos corredores dos gabinetes que estendem aos amigos da alta finança e lhes permitem funcionar com um pé no parlamento - na política - e outro cá fora na defesa dos interesses de quem lhes paga. São tantos os exemplos, que acabamos por perder o respeito à regra de que atacar os políticos é favorecer o jogo reacionário que espreita os descontentamentos do povo. Ouçamos o que diz Marinho e Pinto dos grandes gabinetes de advogados e da nossa ministra da Justiça, e o que diz agora Paulo Morais, aqui.
Mas atenção, nunca como hoje depois do 25 de Abril, se verificou tanta movimentação cívica como está a acontecer por aí em diversas plataformas de activismo, como aqui. Ainda não é totalmente percetível, mas está. Não tenho bem por certo se são as redes sociais que o favorecem, se a crise que o potencia, mas inclino-me para a generosidade dos jovens – que quase surpreende - face à crise a que assistem. É por isto que temos que considerar criminosa qualquer carga policial sobre eles. Estou convencido que se assistissem à preparação dos seus eventos, perderiam a vontade de levantar um bastão. Eles estão a multiplicar-se em actividades, mas curiosamente é na diversidade de ações que o fazem. Não é em torno de um projeto único, fazem-no com uma vantagem nesse formato, solidários entre eles. Isso permite-lhes a focalização, em vez da dispersão.
O outro exemplo dessas movimentações, é dado pelos mais veteranos que à sua maneira se vão motivando, uns, ou, porque não estive lá, provavelmente nenhum, não sei, só eles saberão em que representou mais a sua participação para além da homenagem, mas certamente que à sua maneira - digo sem o espírito que os impeliu na juventude – se mostram ainda resistentes por aquilo em que combateram, seja em almoços do Tengarrinha ou em Festivais da Abril no S.Pedro de Alcântara, ou na multiplicação das filiais Zeca Afonsos pelo país, o que é também um sinal de incomodidade. Mas o apelo que lhes faço, é que saibam entender que também já foram vanguardas, e as vanguardas de ontem não têm que ter sido melhores do que as de hoje, as perceções erradas que existem é o tempo que as provoca. Vamos por de lado os sectarismos. Vamos apoiar estes jovens, eles não são um bando de arruaceiros, são gente do melhor que há e têm os maiores corações do mundo. É por isso que estou a acreditar neles e apoio a construção da sua Primavera Global PT, aqui, uma imanação deste evento maior à escala global no dia 12 de Maio.
03 abril 2012
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