Mostrar mensagens com a etiqueta João Jardim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta João Jardim. Mostrar todas as mensagens

05 outubro 2011

Jardim não o é, só.

(REEDITADO)

Francisco Louçã pede, falando de Jardim, que “olhem para quem está atrás dele nas fotografias” quando discursa, e nem de propósito, havia por aqui uma colagem feita uns dias antes que estava para edição. Guilherme Silva, é um – ainda ontem o vi vomitar argumentos pró-Jardim numa entrevista em que nos ofendeu a todos quando inverteu todo este cambalacho da mentira madeirense, e entronizou Jardim – Jaime Ramos, o special one, é outro, aquele que está ali aflito em baixo, à direita, mas esse, já há muito que sabemos que nos fará um dia ter saudades de Jardim, como aqui disse. Não é difícil encontrar na história figuras cinzentas como esta que se retiram para segundo plano, para dali melhor actuarem, mas há mais, basta ver o filme. Os cegos já não são só os madeirenses, também por cá há muita gente vesga a sufragar tudo isto.

Alguém escreveu por aí que 36% dos madeirenses está dependente do Governo Regional, assim se explicam então os resultados eleitorais aqui indicados. Caberá então perguntar: teremos que pagar no próximo ano os desvarios que Jardim nos vai continuar a impor, ao estilo de paga e não bufes? Estaremos impossibilitados daqui, de dizer que não? Como nos podemos opor a isso e dizer que não pagamos? Os madeirenses insatisfeitos, podem sempre exigir a independência. E nós? Podemos exigir o quê?

Reedição:

Quando escrevi o post desconhecia esta caixa do Sol: “Guilherme Silva não exclui suceder a Jardim”. Pág. 10, Jornal Sol, 30/09. Fica assim clara a estratégia sistemática de defesa de Jardim e as razões que nos levavam a desconfiar da estranha argumentária deste cavalheiro: estão bem um para o outro. Mas talvez se deva saber mais sobre quem é Guilherme Silva. Vejamos nos links:

Hélder Spínola, um madeirense, diz aqui no DN: “PND faz contas à fortuna que Guilherme Silva ganha.” E reitera tudo aqui acusando de uma forma mais grave ainda.


E quase a propósito da situação anterior, aqui está ele outra vez em: “Advogados e Deputados” nesta extraordinária crónica de Marinho e Pinto, uma homem que os portugueses não podem deixar cair, pela falta que faz gente sem medo como ele.

Falta dizer que este “nobre” Deputado e “excelentíssimo” Advogado é sócio numa das mais importantes firmas de advogados da nossa praça. Como não quero dar-lhe publicidade, pesquise por conta própria. É este o sacrifício enorme e a abnegação com que alguns portugueses trabalham pela Pátria. Têm dúvidas quanto às alterações urgentes que o regime precisa?

28 setembro 2011

Portugal não é a Grécia, é a Madeira.

O título é do do Jornal de Negócios. Mas indo mais longe do que o que diz Pedro Santos Guerreiro, neste excelente texto que recomendo vivamente, acho que Jardim vai novamente ganhar as eleições na Madeira, e se for pelos números de 2007: “(…) eram, 231 606 votantes, destes, só 140 697 resolveram ir votar e 90 377 votaram em Jardim, ou seja, 39% dos madeirenses inscritos são os responsáveis(…)”, e parafraseando, os madeirenses que o escolherem só mostrarão o mesmo relativismo ético de muitos portugueses que elegem pessoas que “roubam-mas-fazem”, e digo eu, à maneira daquele traficante de droga, o Pablo Escobar que se protegia com os pobres que alimentava com migalhas. O total da população da Madeira é hoje 267.938 habitantes, há portanto cerca de 170.000 que não o escolheram e não podem ser considerados em termos eleitorais, eticamente inimputáveis, mas os outros são. Ah, isso são!

Imagem do excelente HenriCartoon.

17 setembro 2011

A Relatividade e a Madeira.

Quando nos espantam os argumentos que enaltecem a obra de Jardim na Madeira, deveríamos dar como exemplo a Teoria da Relatividade de Einstein porque, observar o desenvolvimento da Madeira através de uma óptica parada no tempo, é desonestidade intelectual ou política, ou estupidez pura. Também por cá no inicio da década de setenta ainda havia gente descalça, não tínhamos automóvel, um bilhete de eléctrico custava 7 tostões, menos de metade do valor daquela moedinha escura de 1 cêntimo que nos atrapalha os bolsos, e a maior parte dos portugueses não conhecia o Algarve. Se queremos aferir da velocidade ou qualidades relativas do outro, temos de fazê-lo também do veículo que nos transporta à nossa velocidade constante, e não parados na estação, se o não fizermos é óbvio que nos parece que o outro vai disparado. A argumentação canhestra e desonesta de alguns, tem escondido isto por táctica eleitoral e tem servido de cobertura a todo este desvario. Ainda ontem José Luis Arnaut o papagueou em comentários na TV e é destes branqueamentos que Jardim tem aproveitado.

16 setembro 2011

Ainda à solta?









Quem o prende? Cavaco Silva não é, foi lá e escondeu-se. Jaime Gama, o tal bacoco do Bokassa, não é. Guilherme Silva, o seu famigerado defensor no continente, também não. Passos Coelho e os anteriores foram o seu apoio. Depois, os madeirenses eram em 2007, 231 606 votantes, destes, só 140 697 resolveram ir votar e 90 377 votaram em Jardim, ou seja, 39% dos madeirenses são co-responsáveis pela eleição do seu bem amado líder e por este descalabro que o povo português conheceu hoje estarrecido, porque vai ser chamado a pagar, depois de ter pago durante anos os deficits orçamentais que obrigavam a por o taxímetro a zero antes de fazer-se o orçamento da nação. Mas p****, não é justo! Não é justo e temos o direito de romper-lhe os tímpanos. Deveríamos até ter o direito de nos furtar ao pagamento daquela dívida na parte que corresponde à desses co-responsáveis idiotas, porque toda a conduta deste carroceiro ao longo de anos foi a da confrontação com o povo português, para quem já fomos o pior na sua boca e a quem eles achavam muita graça no Chão da Lagoa. Para o PSD, ele era só carinhosamente truculento, um dos seus enfant terríble.

Mil cento e treze milhões de euros não é um jardim, é uma densa floresta de desonestidade nas contas. Aquele povo hipotecou com a sua falta de atenção cívica o seu futuro, não só por esta razão, mas ainda porque o modelo que Jardim escolheu para o seu desenvolvimento não é saída em lado nenhum do mundo. Uma armadilha está montada para deflagrar todos os dias nas próximas décadas e também não é justo o ónus de impopularidade que vai recair sobre quem pegar nas contas a seguir. Os responsáveis estão aí. São conhecidos.

Entretanto, Jerónimo não encontra melhor comentário do que criticar quem procura um ajuste de contas com Jardim. O que é isto? Um piscar de olhos ao eleitorado que vai desertar de Jardim, que cairá melhor para o lado de quem tiver com ele alguma compaixão? Ou obnubilação pura e simples que ofusca os alvos? É este sectarismo que nunca fará este PC ser consequente: aproximar-se da área da governação. Por vezes, parece até preferir este modelo. O problema não é Jardim: é “quem procura ajuste de contas”…Voilá!

02 outubro 2010

Jardim proíbe Comunismo.

Jardim quer proibir o Comunismo, veja aqui. O homem ainda não se habituou: a revolução foi feita por democratas, com a ajuda de comunistas, é certo, e derrotou o Fascismo, e na lógica da guerra o derrotado submete-se. Perderam, amocham, e Jardim tem que amochar. Se falar muito, quem o proíbe somos nós.

21 fevereiro 2010

Jardim até na tragédia.

Claro que sim, hoje somos todos madeirenses, apesar de sermos obrigados a engolir o fel do ódio, até na tragédia. Isto é apenas a notação de uma primeira provocação. Agora foi assim: "Precisamos da ajuda de todos, de todos! Há momentos que não são para brincar à política. Seria miserável (!) que fosse quem fosse, viesse brincar à política..." Alberto João Jardim ouvido na RTP no dia do temporal.

Foi este o tom de provocação e ameaça com que se nos dirigiu. É preciso estofo para ir ajudar sem ter que o mandar à merda. Terão os madeirenses capacidade para imaginar como se sentem os seus irmãos continentais ao serem convocados desta forma?

10 fevereiro 2010

As necessidades de Jardim

Dez bons exemplos descobertos aqui no Câmara Corporativa do que faz Jardim ao nosso dinheiro, numa boa reportagem de José Teles. Veja em cada link o exemplo das fortes necessidades de endividamento que convenceram o nosso Parlamento.

12 setembro 2009

“Fuck them”. Que se fodam

(Reeditado, devido a estas declarações emitidas 12 horas após este post)
.
Eles que se fodam! Dr. Manuela Ferreira Leite e Dr. Cavaco, foi mais ou menos isto traduzido que saiu daquela boca que mais parece de charroco, que é a do vosso elogiado João Jardim, esse “democrata” eleito pelos democratas da Madeira, que os vossos democratas do PSD de Lisboa tanto admiram. Fuck them! Eles que se fodam! Assim, tal qual, mas é preciso referir que a tradução de inglês para português daquele pronome dá para as várias situações consoante o género que faz a critica: Fuck them <> Fodam eles - Fodam elas - Fodam os - Fodam as - Fodam lhes, e por aqui me fico que até já me sinto mal.
.

.
Alberto João e a subserviência dos políticos laranja às suas provocações enojam como enoja o elogio de Manuela Ferreira Leite ao arejamento que lá sentiu, depois de andar no continente com falta de ar. O povo da Madeira pode ter o conceito de democracia que bem entender, respirar o ar que mais gostar e escolher quem quiser para o governar, mas nós temos o direito de exigir que o Estado e os portugueses do Continente não sejam permanentemente mal tratados. A raiva que se detecta em cada máscara imbecil quando se refere aos continentais e que a grande maioria dos madeirenses sufraga, deveria levar-nos a ir mais longe e de uma vez por todas acabar com as dúvidas deixando de estar sobre chantagem permanente, perguntando-lhes de uma forma clara o que querem: Autonomia com respeito e sem sobrancerias, ou Independência para darem largas ao seu apoio ao mestre sem algum constrangimento democrático? Não sou o primeiro a sugerir isto, já por cá alguém disse o mesmo. O que já não suportamos é que as audiências que ouvem aquilo o façam também com um sorriso acéfalo que só recupera a capacidade na hora do voto. Basta!

A Madeira terá cerca de 250 mil habitantes, a parte restante dos verdadeiros democratas seria aqui sempre bem acolhida como já demos provas disso em 1975.
.
Reedição: Até na forma como coloca a questão, invertendo-a, se vê o carácter deste homem. Se os madeirenses perderem a autonomia não ficando a ganhar com a independência, a Alberto João e ao PSD devem pedir responsabilidades, porque todo o seu percurso e discurso apontavam neste sentido. Mas foi pena que as coisas não tivessem ficado claras mais cedo, é que assim teriam sido os transmontanos a beneficiar do nosso apoio.
. .

17 julho 2009

Jardim é "ilegal"

O PSD nasceu como sabemos de figuras que se moviam no interior do regime que o 25 de Abril derrotou. Podemos discutir a intensidade do fascismo na sua fase final, mas era ainda a mesma ditadura que nos subjugou durante 50 anos, e foi de lá que vieram os fundadores do PPD/PSD, entre os quais Alberto João Jardim. Se alguns refizeram o percurso e são gente da nossa Democracia, este, parece viver ressabiado no nosso sistema, porque lhe sai com frequência por entre os dentes serrados daquele pensamento, o muito do ódio que lhe vai na alma. Com o antigo regime conviveu todo o tempo, sem que se lhe conheça algum protesto, bem pelo contrário, talvez exista no nosso arquivo histórico alguma inscrição na célebre União Nacional, o Partido do regime.

Alberto João fez parte daquela miséria, porém, só começamos a vê-lo como “democrata” quando este caciquismo independentista incendiava a Madeira, com um certo ódio aos contenentais e cujo cheiro ainda senti quando lá estive em 1977. Jardim é perigoso porque a cobardia de alguns sectores nacionais atingiu níveis vergonhosos. O PPD/PSD torna-se co-responsável nestas declarações por não se demarcar das alarvidades do seu fundador. E o descaramento dos seus líderes é tanto que com o próprio comentário às declarações, as defendem.

Jardim não sabe interpretar a Constituição, porque ainda não percebeu que por questões como esta, deveria ser ele a estar ilegal.
.

13 novembro 2008

Anuências Históricas

(Reeditado). Ver aquela imagem de um presidente passar por uma ala de crianças que acenam com pequenas bandeirinhas de papel, de um lado as bandeirinhas da Região Autónoma da Madeira, e do outro as bandeirinhas nacionais, colocadas naquelas mãos por algum manipulador infantil, era uma imagem que desta forma, não esperava nunca mais ver utilizada na política em Portugal. Mas não, juro que vi hoje no telejornal.

Chega a esta distância o odor fétido daquela ilha. Dou por mim, não já a olhar Jardim quando fala, mas a detectar o que vai na mente das figuras que o acompanham, enquanto nos enche o ecran de gafanhotos. Alguns ficam na mesma, como se nada tivesse dito ou não o tivessem percebido, outros, de olhar vazio, distantes, parecem não estar lá, e os restantes “anuem”. Poucos parecem contudo perceber, e muito menos a perceber que estão a fazer história. Mas uma triste história.

Não é assim difícil entender que haja lá quem escreva desta forma, por já o ter escrito de todas as outras: (Sem conseguir resistir à tentação de vincar a mitomania de Marcello, basta recordar que a "anuência" do povo alemão - em eleições democráticas que nunca ocorreram em Portugal durante as lideranças de Salazar e Marcello - guindaram Hitler ao poder). - Vítor Sousa. Leia o resto. Mas já que o remeto para as leituras do Vitor, não deixe de ler este excelente post sobre a esperada falência da relação do Presidente da República com Jardim: A Madeira e o torpor do Presidente.


10 maio 2008

Desenvolvimento ou PIB?

Será que nos Indicadores de Desenvolvimento Humano que referi aqui, a Onu não se esqueceu de incluir a Esperança de Vida, nas Condições Sociais. Verifique-se então mais esta, de como a Madeira é a região nacional com menor esperança de vida. Lá se vão outra vez as virtualidades do PIB.

28 abril 2008

Madeira: Desenvolvimento ou PIB?

Quando olhamos o desenvolvimento de Portugal hoje, não temos bem a percepção do que éramos há 34 anos. Amigas francesas que aqui estiveram analisaram-me essa mudança de que nem sempre nos damos conta. Apontaram-me aquilo que as deixou perplexas, porque diziam-me, nunca pensaram vir encontrar um país tão modificado. Respondi-lhes que para alguma coisa deveriam ter servido os biliões que temos recebido da UE, por muito desbaratados que eles tenham sido, ainda deram para alguma coisa. Essas alterações terão sido reflectidas também nas estatísticas e corrigidas as enormes diferenças que apresentávamos face aos nossos parceiros europeus. Por exemplo, a taxa da nossa mortalidade infantil, um indicador do desenvolvimento humano, que estava em 1975 em 38,9%, era já em 2006 de 3,3% (!), sendo a melhor a da Suécia, com 3,1%. Devemos considerar isto brilhante sobre qualquer ponto de vista, porque é uma das mais baixas do Mundo. Isto demonstra que analisar o desenvolvimento de um país ou região não pode ser apenas pelo efeito visual do betão, fontanários ou rotundas. Há uma realidade subterrânea do desenvolvimento que não se capta assim.

Vem isto a propósito das loas tecidas por Cavaco e Jaime Gama, a Jardim e ao desenvolvimento da Madeira. Também ali, o efeito dos Fundos Europeus, por se tratar de uma região ultra-periférica, acabou por funcionar. Era o que nos faltava que não tivesse sido assim! Ou onde estariam então de outra forma tantos milhões? Não sei se Cavaco e Gama se sentiam ainda no país saído da revolução quando se espantaram com a evolução da Madeira. Einstein falou sobre a relatividade e mostrou-nos como devemos olhar para estas coisas, ou escolhemos observar a velocidade do comboio parados na estação e temos uma medida, ou a observamos de outro que o acompanhe em paralelo e obtemos outra. A que se referiam? Estavam na estação ou também iam de viagem? Valorizaram todos os itens do Índice do Desenvolvimento Humano? Não sei. Um não viram por certo, foi a sua mortalidade infantil que era de 7,9% em 2003, quase três vezes superior à dos Açores com 2,9%. Devem ter olhado para o PIB porque não falam de outra coisa, mas com olhos vesgos porque, como se diz aqui no Quintus: “...É que se a Madeira se destaca agora da média do PIB nacional não é porque esteja efectivamente mais rica do que a média, sobretudo porque as grandes, extensas e graves áreas de pobreza na ilha são sobejamente conhecidas, é porque o famigerado Offshore da Madeira catapulta para a estratosfera os rendimentos supostos dos ilhéus,...” e eu acrescento que com tanta condição natural não à PIB que resista à verba do turismo.

Ir à Madeira olhar para uma ilha betonada e para esta qualidade de PIB é esquecer que o Índice de Desenvolvimento de qualquer região do planeta se deve fazer por critérios internacionais iguais para todos. Aqui vão eles e são mais do que um:

Indicadores do Desenvolvimento Humano

Condições sociais
- Taxa de mortalidade infantil
- Esperança de Vida (Indicador colocado aqui a posteriori. Ver explicação aqui)
Empregabilidade
- Taxa de desemprego
- Proporção da população entre os 25 e 59 anos com ensino superior
- Patentes <> População Activa
Padrão de Vida
- PIB (mas !) em paridade de poder de compra, por habitante.
Factores Culturais
- Rácio de Emprego entre Homens e Mulheres
- Mortes Acidentes Viação
- Nascimentos cujas mães estão entre 40 e 49 anos.

19 abril 2008

Interpretações do Jardinismo

Já todos escreveram sobre as recentes bacoradas na Madeira, sobre Jardim e Cavaco - neste caso, duvído se Presidente da República, tal foi a ausência de reacção de Estado. Aguardei até ao último dia da visita. Já tudo foi dito. Nada foi feito. Sinto uma enorme amargura pelo conluio daquele povo e pela provocação que nos faz pela boca do chefe sabujo que bajula. Pelo conluio do PSD que vende a honra e engole alarvidades por troca de votos, ou então, porque rindo, gosta. Pelo complexo de quem o visita e se verga e agora, a última esperança, que transformou um P.R. num Cavaco partidário, mole, frouxo e conivente. Confirma-se: não precisávamos de um Presidente que se limitasse a ler o manual. Com esse perfil temos muitos capazes de decorar o livro de instruções que aquela posição só pode ser por inerência de um Homem com alma que sinta o que lê, que saiba despir-se de formatações e serafismos e lembrar-se que representa 10 milhões de portugueses e não uma clique laranja. Não perdoo a Sócrates e aos cretinos dos Silvas que saltaram em cima de palanques em ataques desbragados a Manuel Alegre. Concordo com o Vitor, aqui, aqui e aqui, nada disto seria assim e a nossa honra estaria agora lavada. Aquele homem não é democrata, serve-se da democracia. Vem do antigo regime onde foi tolerado e não foi por acaso. A análise ao independentismo que varreu os primeiros anos de 1974 daria a medida das suas aspirações entretanto refreadas e a chantagem permanente é prova disso. Agora, tem pela frente gente sem tomates.

31 março 2008

Vassalagem? Pior que isso!

A urbanidade e o respeito às instituições da República - aos quais Jardim já faltou e a todas, PR Sampaio incluído – até têm códigos de declarações de circunstância para esse efeito. O que Gama disse, foi tudo menos circunstancial, e de tal forma que me esforço ainda por entender a razão para aquele desbocamento. Os portugueses não lhe levariam a mal que fizesse como diz Ricardo aqui, uma declaração inócua, mas daquela forma, das duas três: ou estava a ser tremendamente sarcástico e os burros somos nós, ou então a desdizer-se convictamente mas isso, pressuponha quase uma conversão política. Como não acredito na primeira e a segunda é pouco provável, só resta a mais ignóbil: o rastejamento, o medo, a atitude sabuja, cobarde, a que faz os vencidos não merecerem o respeito de ninguém, quanto mais dos vencedores, e aqui Jardim ganhou sem se mexer. Para além disso, os portugueses interrogam-se e confundem-se sobre a substância do pensamento dos mais altos representantes da Nação. É mais necessário e menos grave saber que não pensam como nós, do que não saber como pensam efectivamente. Uma verdadeira borrada a que o encobrimento do PS e o gáudio dos representantes de Jardim no Continente me dão vontade de desenhar um grande falo no próximo boletim de voto.
.

30 março 2008

Protesto contra Jaime Gama

(Reeditado)
Depois de acabar de ouvir no telejornal Jaime Gama rasgar-se em sebosos e escabrosos elogios a Alberto João Jardim, não me resta outra forma que declarar que a partir de agora o Presidente da Assembleia da República passou a ser para mim, personna non grata naquela cadeira institucional. Aquilo, foi simplesmente, rastejar. Aquilo, é o que aqui combato permanentemente, porque é ainda um dos atavios que arrastamos de épocas de subjugação feudal de que ainda não nos livramos, pelos antecedentes históricos que nos marcaram. Prestei de imediato ao PS Madeira, via PS Lisboa a minha solidariedade:
.
“Caros Madeirenses.
.
Não sou militante PS, nem nunca fui noutro partido, mas debato-me pelo socialismo e pela cidadania. Estou em estado de choque. A minha revolta é do tamanho da distância que nos separa. Como é possível ir um histórico socialista à Madeira enterrar uma faca nas costas de todos os que têm sofrido com a luta desigual que travam contra a manipulação, o caciquismo, e o carroceirismo nessa ilha?

Estou inteiramente solidário com a vossa tristeza (presumo), porque de outra forma não devem ter encarado tamanha traição. Não me custa reconhecer méritos a ninguém, mas ainda acredito que a história desse homem seja um dia mais bem contada. Mas para isso é preciso que vocês continuem contra ventos, a levar luz à acefalia que tomou conta de tanta gente.”
..
P.S. - E é tanto mais estranho, quanto é verdade, como diz o dirigente do PS/Madeira António Rosa, que Gama comparava em 1992 João Jardim, ao auto-proclamado Imperador Bokassa, da República Centro Africana!... A Democracia e o Socialismo (o PS já não sei) dispensam políticos com esta espinha dorsal.
.
Caso não tenham ouvido, leiam a fartura por aqui: Diário Digital, O Sol, TSF, TVNet, Jornal da Madeira, DN Online etc....
.
.