Pedem alguns para a manifestação do 15 de Setembro que se utilize o preto como forma de protesto. Sou radicalmente contra utilização do luto como forma de protesto político. Nunca o entendi quando vejo bandeirinhas pretas nos desfiles, por achar totalmente fora do espírito com que vou. O preto está ligado na civilização ocidental à morte, à tristeza, e não é esse o estado em que se está quando se protesta. Entre a tristeza e a revolta há uma estado de alma que não é compatível, diria que é até contrário do outro. O luto encerra em si um estado pio, uma atitude contemplativa, de resignação perante o infortúnio, até contrário ao que se exige. Não nos peçam por isso que se ponha uma cor que nos puxa para uma postura que não cabe no protesto. Se alguma cor simboliza a luta e a revolta é claramente o vermelho, o problema, é que essa não é a cor do clube de muitos. Pode também não ser a do meu porque não vou para isto com o partido na lapela, mas seria a única que aceitaria levar.
12 setembro 2012
08 setembro 2012
Tiros virtuais
Os dedos em riste no teclado. Uma tensão. Uma raiva. Um turbilhão de palavras em atropelo e uma dificuldade em escolher a forma de dizer. Seria como se retirada a tampa, as palavras jorrassem do topo da página e numa impossibilidade de alinho se precipitassem numa resma de letras sem sentido, fulminadas pela pressa.
Paro para me lembrar da cara do Passos de cada vez que o vejo repetir aquelas medidas, mas ele não tem infelizmente a cara de um Jardim, um Guilherme Silva, um Relvas, um Crespo, um Loureiro, um daqueles sabujos que me levariam a premir o dedo da pistola virtual que lhes tenho apontada à raiz do olhar. Ele tem aquela cara de um naif apalermado a quem não dá jeito dar dois pares de estalos. Esqueci-me de Cavaco, o pai deles. Incluam-no.
Paro para me lembrar da cara do Passos de cada vez que o vejo repetir aquelas medidas, mas ele não tem infelizmente a cara de um Jardim, um Guilherme Silva, um Relvas, um Crespo, um Loureiro, um daqueles sabujos que me levariam a premir o dedo da pistola virtual que lhes tenho apontada à raiz do olhar. Ele tem aquela cara de um naif apalermado a quem não dá jeito dar dois pares de estalos. Esqueci-me de Cavaco, o pai deles. Incluam-no.
Hoje, sobra-me a impotência em escrever alguma coisa alinhada, tal é a revolta pela forma estranha de lutar contra o déficite: quando é que penalizar em 7% os descontos dos trabalhadores, para dar às empresas, vai contribuir para reduzir o déficite?
Entretanto, numa esplanada do Porto, um gebo com o Expresso à frente diz-nos que “...ele não tinha outra hipótese de fazer o que está a fazer”. Virei a pistola e dei um tiro neste cabrão. Se ele aparecer morto passem a acreditar na interferência do espírito sobre a matéria.
07 setembro 2012
31 agosto 2012
RTP, Touradas e Serviço Público
“Assegurar uma programação variada, contrastada e abrangente, que corresponda às necessidades e interesses dos diferentes públicos”. É assim que começa a relação dos termos contratuais de prestação de serviço público da RTP.
O Passos disse que confessa que não sabe o que é a definição de serviço público, não espanta, porque ele não sabe muita coisa que nós sabemos. Se por essa questão ele nos pode chamar histéricos, como chamou, nós podemos chamar-lhe parvo. Sou porém dos que entende que o conceito de serviço público não se encerra naqueles programas entediantes de livros que fazia o agora Secretário da Cultura Viegas, e por essa razão iniciei o texto com aquela definição do contrato RTP.
Fui em tempos figadalmente anti touradas, mas reparei mais tarde que o era por questões relacionadas com um preconceito: a relação do universo dos touros com uma certa aristocracia; a relação com as franjas da Direita mais reacionária; a relação com o que de mau existe na “cultura marialva” porque nem tudo nela tem que ter esse estigma, enfim, por coisas destas era anti touros. Hoje sou neutro. A razão da mudança deve-se ao facto de ter entendido que o assunto é mais transversal do que entendia, e ter levado em consideração que não tinha o direito de me impor - daquela forma - a séculos de uma relação de convivência de uma grande parte do território português e das suas gentes, com os touros, de tal forma que fazem hoje parte da sua cultura.
Sabemos que tem sido a evolução do homem a por termo a coisas que hoje consideraríamos um absurdo. Já matámos elefantes para lhes tirar marfim, baleias para extrair o óleo, bonitos animais para golas de casaco, enfim, barbaridades. Mas continuamos a cometer outras: os animais no circo onde levamos as criancinhas; a forma como empilhamos frangos em criação para levar ao churrasco; a barbaridade na engorda dos gansos para lhes extrair o fois gras, enfim, coisas que um dia não serão assim. Entendo que também as touradas serão um dia coisa do passado, mas será a nossa evolução que vai determinar o fim dessa cultura. Por enquanto, quer queiramos quer não, elas fazem parte da cultura de uma vastíssima região em Portugal e Espanha. Os ribatejanos e os alentejanos que o digam. Se há um público, há um direito, o mesmo direito que concedemos às minorias que gostam dos entediantes programas de livros do Viegas. Outra coisa é o empenhamento que cada um deve ter na causa anti touradas para forçar a tal evolução. Se a transmissão de uma tourada pode ser serviço público? Porque não? Não se enquadra nos “interesses dos diferentes públicos”? Cada um é depois livre de escolher o que vê.
19 agosto 2012
Liberdade para Assange
Protesto na Embaixada do Reino Unido contra as ações tomadas com Julian Assange.
Quarta Feira às 19:00
15 agosto 2012
Passos não sabe nadar... iôô!
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| ... algures no Pontal. Foto: Caiado Monteiro. |
REEDIÇÃO:
Uma imagem vale mais que mil palavras e de fato, depois de colocar aqui a foto do Zé que parodia muito bem a aflição do cão, e que acabei por relacionar com a de Passos Coelho, vejo agora na SIC, na reportagem do Pontal, uma outra imagem altamente definidora do que poderão ser as cumplicidades de Passos com Relvas: Num primeiro tempo, enquanto Passos inicia o discurso, a câmara apontou para Relvas e fez um close up do seu semblante atento, de olhos na direção de Passos enquanto ouvia as primeiras frases do discurso, como que interrogando-se onde iria parar o que estava a começar a ouvir. Num segundo tempo, Relvas alivia um pouco a tensão no rosto e no olhar, enquanto roda ligeiramente a cabeça deixando de focar o alvo, como que aliviado por não ouvir o que receava no inicio. Num terceiro tempo, concluindo a rotação, fixou definitivamente a mesa e descontraiu a tensão que sobrava, certo de que não ouviria aquilo que no início lhe causou apreensão. Foram as imagens a falar sem necessidade de legendas, nem necessidade de sermos grandes psicólogos.
12 agosto 2012
Os Submarinos e as Offshore
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Quem negociou os submarinos? Quem seria atingido se os documentos da sua aquisição estivessem disponíveis para investigação? A quem interessou esse desaparecimento? É assim tão difícil?
Todos os dias lemos uma notícia que justifica a inevitabilidade da revolução. De uma revolução. De qualquer revolução. Querem outra? Vejam agora a questão da massa que estava nos paraísos fiscais. Alguma terá por detrás fuga aos impostos, mas muita pode ter na sua origem, não um crime fiscal, mas um crime civil, dado que a condição para o retorno foi pagar um impostozinho e não fazer perguntas, ou quando muito aceitar como fiel uma declaração de compromisso quanto a uma origem “limpa”. Assistimos à notícia deste retorno e ao seu atapetamento com uma descontração tal que a coisa se despenaliza à partida. Isto é hipotecar a honra. Estaremos a perder qualidades com a idade por empolar princípios básicos do comportamento de um Estado para com o cidadão? Se qualquer um de nós cometesse os crimes que originaram o empanturramento daquelas contas, criando assim ilicitamente novos milionários, poderíamos estar agora a cumprir por aí uma pena. Neste caso, porém, o Estado declina o exercício de uma das coisas mais básicas numa sociedade: a Justiça, aceitando a troca e assumindo claramente que sabe poder tratar-se de dinheiro manchado mas que nunca sabe em que medida a mancha é de sangue. Digam-nos que não estamos doidos, porque o que isto configura é o esboroamento do estado deste Estado. E coisas destas não se resolvem com eleições.
É que isto pode estar também a significar a legalização da entrada das luvas pagas na venda dos submarinos! Ou não? É a lavagem legalizada.
10 agosto 2012
"Rendimento Máximo" por Paulo Morais
É um texto extraordinário o que aqui deixo, e que acaba assim:
E quem são eles os estes? Começa com Cavaco, depois a Assunção, o Relvas, o Jardim, o Macário e tantos, tantos outros! Como pode isto não ser a semente de uma nova revolta. É que os portugueses acordaram finalmente, por enquanto aqui, através dos Paulos Morais e mais poucos que se atrevem, mas mais dia menos dia chega ao pessoal da lavoura, das fábricas, dos quartéis e depois? Haverá troika que os salve? Abdiquem! Comecem a moralização disto pela vossa atitude. Silva Lopes já o pediu expressamente, já disse que não precisa de ganhar tanto, mas ninguém lhe liga. Pudera. Divulguem este texto, falem disto, felicitem o Paulo Morais apesar das cores dele não serem as nossas, que bem merece. Mas leiam. Publicado no Correio da Manhã que me desculpará a cópia integral:
E quem são eles os estes? Começa com Cavaco, depois a Assunção, o Relvas, o Jardim, o Macário e tantos, tantos outros! Como pode isto não ser a semente de uma nova revolta. É que os portugueses acordaram finalmente, por enquanto aqui, através dos Paulos Morais e mais poucos que se atrevem, mas mais dia menos dia chega ao pessoal da lavoura, das fábricas, dos quartéis e depois? Haverá troika que os salve? Abdiquem! Comecem a moralização disto pela vossa atitude. Silva Lopes já o pediu expressamente, já disse que não precisa de ganhar tanto, mas ninguém lhe liga. Pudera. Divulguem este texto, falem disto, felicitem o Paulo Morais apesar das cores dele não serem as nossas, que bem merece. Mas leiam. Publicado no Correio da Manhã que me desculpará a cópia integral:
08 agosto 2012
Arrendamento: "Um ato de vingança" - III
Uma amiga fez-me chegar uma reflexão que fez sobre a questão do arrendamento por ser uma matéria que há muito acompanha. Porque se trata de um bom texto que levanta questões que jornalistas e governantes nunca quiseram abordar no debate público, por desconhecimento do problema ou por incúria, e até por má fé dos agentes do lobby, aqui fica.
“A propósito do Mercado Social de Arrendamento
Durante anos, dezenas de anos, fomos bombardeados com supostas verdades absolutamente incontestáveis:
Os inquilinos com contratos anteriores a 1990, a que chamavam rendas congeladas, eram os culpados pela degradação dos edifícios das cidades e pela não existência de um mercado de arrendamento, contrariando com isso o normal funcionamento dos mercados e, portanto, a economia do país.
Não valia a pena argumentar porque se tratava de verdades inquestionáveis.
Acontece que a realidade acaba por se impor, mesmo contrariando a mente de quem finge não querer ver.
De facto, pelo contrário, os edifícios são preservados quando são utilizados e, assim, estes inquilinos podem orgulhar-se do forte contributo que deram para que as cidades que habitam mantenham muitas das características que as identificam e tornam atractivas. Certamente o camartelo teria sido muito mais impiedoso se não houvesse os chatos dos inquilinos a contrariar a sua utilização.
Por outro lado, o mercado de arrendamento começou espontaneamente a afirmar-se, sem que tivesse havido qualquer alteração à Lei, apenas pela falta do aliciamento que Bancos e promotores imobiliários deixaram de fazer à compra de casa própria o que, até então, lhes rendia muito mais do que o tal arrendamento.
Além de que, àquelas alminhas também não ocorria que o tal mercado que tanto defendem é o mesmo que lhes destruiu o negócio, pela simples razão de que não há mercado que valha a décadas de imobilismo, continuando os descendentes de quem um dia investiu a manter eternamente rendimentos consideráveis.
Uma dúvida que me tem assaltado é porque carga de água a Troika impôs, ao que dizem, alteração à Legislação existente que garante, apesar das muitas amputações, a manutenção do contrato livremente assinado entre proprietário e inquilino, liberdade essa que dizem dever ser a prática do tal Mercado.
Não foi informada de que tinha muito maior peso a quantidade de casas vagas, além das que inevitavelmente iriam ser devolvidas aos credores por impossibilidade de pagamento nas circunstâncias que ela própria determinava? Também não foram informados de que o n.º de inquilinos com os tais contratos antigos era um número residual face ao dos utilizadores de casa própria e que, esse número naturalmente iria diminuir aceleradamente? Só eu conheço 5 casas que foram devolvidas ao senhorio nos últimos 3 ou 4 anos por falecimento do seu morador.
Por último, fiquei fascinada com a brilhante ideia dos jovens Ministros do CDS de criarem o “Mercado Social do Arrendamento”. Se já asseguraram um bom lugar na terra, criaram o trampolim para o bom lugar no céu.
Julgava eu que o Mercado funcionava segundo a oferta e a procura e, portanto, ao aparecer disponível um tão grande número de casas (porque se construiu para lá das necessidades, porque deixou de valer a pena guardar o “embrulho” para um negócio chorudo futuro mas, sobretudo, porque os Bancos não sabem o que fazer a tanto património que lhes caiu em cima) o seu preço iria baixar.
Engano meu: uma data de Entidades, cujas funções se atropelam entre si, vão verificar qual é o valor do mercado de habitação na zona (qual: o de ontem, o de hoje ou o de amanhã?) e, negociar com os Bancos (que pressurosamente disponibilizam as casas a que não sabem que destino dar) o seu arrendamento por um valor 30 % mais baixo (?). Não consegui confirmar se o Estado, isto é, nós, vamos pagar esse diferencial. Pareceu-me que havia uma verba destinada a este belo programa mas, não consegui verificá-lo.
E assim, pergunto: para quem afinal é a ajuda? Para as famílias em dificuldades ou para as dificuldades dos Bancos?
Margarida”
Margarida”
Sei que a dondoca da ministra não lê isto, mas gostava de lhe ouvir os contra argumentos, antes de ter tempo de ir estudar a resposta. Se é que percebeu as perguntas.
06 agosto 2012
Arrendamento: "Um ato de vigança" - II
A questão da dificuldade no despejo de inquilinos faltosos não tinha a ver com a lei, tem a ver mais uma vez com o mau funcionamento dos tribunais. E é falso que se diga: “congelamento das rendas”, a lei anterior já permitia a atualização. Foi mais ou menos isto que disse Helena Roseta no Jornal das Nove. Ouça no vídeo em baixo a partir do minuto 6’ 58” arrastando a barra do som.
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De fato na lei que Cavaco acaba de promulgar, baralharam-se os problemas para que a questão do arrendamento parecesse diferente do que é. Bastaria que o poder judicial exercesse a sua função: punir os incumpridores, em vez de se aproveitarem do caos judicial para aplicarem a todos a receita que há muito procuram. Desta forma vem aí a barbárie com a desproteção total dos inquilinos idosos, que será ampliada pelo carácter conservador e reacionário da classe dos proprietários. Excluo deles muito poucos. O Estado intrometeu-se entre mim e o senhorio que assinou comigo um contrato de boa fé em 1977, e diz-me agora para rasgá-lo porque tudo aquilo em que acordámos vai deixar de valer a partir de Novembro. Esta lei foi feita por gente má assessorada num espírito de revanche, indiferente aos danos, que só não o será se vier a ser o rastilho que precisamos…
03 agosto 2012
Arrendamento: "Um ato de vigança"
(…) "Mas a questão da "estabilidade contratual" não se coloca apenas daqui a cinco anos. Haverá muitos inquilinos que terão de sair das suas casas já a partir de Novembro. São dois os casos mais evidentes: o dos reformados que não tendo carências económicas, ou seja, possuam um rendimento do agregado superior a 2425 euros brutos (por exemplo, um casal de reformados, cada um com uma pensão líquida em torno de 1100 euros) ficarão sujeitos a uma renda equivalente a 1/15 avos do valor reavaliado da sua casa; e o dos inquilinos com carência económica que não consigam passar de um dia para outro a pagar uma renda correspondente a 25% do seu rendimento familiar. Não podendo pagá-la, terão de sair da casa e sem direito a qualquer tipo de indemnização." (…) São sublinhados de um excelente texto de Manuel Esteves, no Negócios Online. Leia o resto no link.
Entendo que a gravidade do que vai passar-se será o rastilho de uma convulsão social que só pode ter um fim. E querem que vos diga? Oxalá! Atentem nisto:
30 julho 2012
Os EUA querem liquidar o Euro
Uma amiga colocou no Facebook um link para esta notícia do Negócios que diz: "Rating de Portugal sofreu cortes sete vezes superiores ao que era justificável” e acrescentava e bem, que “Os EUA querem acabar com o euro e valem-se de tudo para consegui-lo.” Enquanto nos paraísos fiscais repousam triliões e triliões de dólares que fazem falta para movimentar as economias, neste caso a Europeia, os EUA recorrem às rotativas para imprimir moeda sempre que precisam enquanto a Europa vive sufocada pelos desígnios do espartilho Alemão.
Não tenho dúvida que o Euro foi vítima de uma estratégia montada logo após o a crise do sub prime nos EUA, e um dia saberemos como fomos vítimas de uma nova forma de fazer guerra, uma nova forma de tirar e obter poder, orquestrada em novos bunkers com muito menos esforço financeiro de guerra do que numa guerra convencional. O que é lamentável é que tivemos cá dentro, crápulas que esfregaram as mãos por finalmente poderem aplicar os programas que há muito reclamam, muitos vemo-los a todo o momento nos ecrãs da TV, traidores achando isto um adequado comportamento "dos mercados", coisa que um dia saberão correspondia a uma patranha alimentada por esses novos criminosos de guerra porque atacam povos indefesos. O aumento da demografia mundial reclama um novo sistema, porque o capitalismo se tornou no monstro incontrolável que temíamos. Alimenta-o o egoísmo e a usura de uma horda de fanáticos. Muitos, pelos vistos. Mas se por isto me quiserem provocar e chamar o que não devem só porque não me babo pelo poder dos mercados que sacralizam, estou pronto a dar-lhes um tiro virtual.
25 julho 2012
do Amor e da Revolta.
A todos os revolucionários de boa índole como eu que entendam a mensagem. Porque os amanhãs de cada hoje são sempre uma utopia.
“Quando falo é porque já não calo.
Quando falo é quando sinto a fome
e a dor que nos consome”
.
“Neste Campo” - Francisco Naia (Pedro Osório e Jorge Palma) .
Neste campo onde me canso tanto
Ó meu lindo amor ai ai
Neste campo onde me queima o sol
Neste campo nada é meu
Ó meu lindo amor.
Tudo o que valho está no meu trabalho
Ó meu lindo amor ai ai
Tudo o que valho da manhã ao sol poente
É de quem engana a gente
Ó meu lindo amor.
Quando falo é porque já não calo
Ó meu lindo amor ai ai
Quando falo é quando sinto a fome
e a dor que nos consome
Ó meu lindo amor
É a revolta, já nada se suporta
Ó meu lindo amor ai ai
É a revolta que nos dá esta vontade
de matar e de morrer
quando a terra trabalhamos
e não nos deixam colher.
Ó meu lindo… amor … ai… ai
O desmantelamento da RTP
Se eu fosse o desmantelador de um serviço público como a RTP, aquilo que faria era exatamente isto: “Presidente da RTP ganha mais que o Primeiro Ministro”, é que desta forma consigo montes de gente revoltada contra as exceções atribuídas a estas sumidades. Medidas destas facilitam o trabalho, porque o que eles querem é não ter oposição pública à venda do nosso património. Querem o povo ferozmente contra a RTP, a TAP. as ÁGUAS etc, e para isso, estas medidas que atribuem às aves raras que as dirigem um estatuto divino, são a melhor forma de o conseguir: revoltam a populaça e criam mais deficit que justifique a venda. Eu próprio, já estou para aqui a vociferar mais com os homens de mão do assalto do que com quem devia. Não tenhamos dúvida: isto faz parte de um processo de desmantelamento. Isto é uma pulhice. Isto é uma afronta aos 50% dos jovens portugueses que não conseguem tão pouco ter um emprego quanto mais ter uma profissão. Fosse eu jovem e cada vez mais veria no horizonte uma solução radical para este país. Mas estou nisso ao seu lado.
23 julho 2012
Passeios perigosos em Lisboa - II
Há cerca de quinze dias denunciei aqui o estado sujo das pedras do passeio na Avenida Almirante Reis. Reconheço com satisfação que a Câmara de Lisboa veio repor alguma decência nestas pedras. Subsiste ainda o grave problema do excesso de pombos que enfrenesiam a vida do bairro. Veja a diferença aqui.
22 julho 2012
Relvas e os negócios do/no Estado?
Recordas-te de te ter manifestado a minha enorme estranheza pela manutenção do Relvas, no dia do protesto em frente à Assembleia? Partindo do princípio que faz mais mossa ao Governo a manutenção, do que faz a saída? Só podia haver uma agenda a ditar esta sustentação: os processos que tem em mãos, um deles é a RTP. E como os danos políticos são maiores pela manutenção do que pela saída, só posso concluir que não sai por causa de benefícios privados. Era disto que suspeitava. Leia no Expresso.
Entretanto vem à memória a ética de outros patriotas que dirigiram outros negócios, como o Coelho, o Amaral, o Pina Moura etc. Talvez um dia venhamos a saber mais sobre este período, e estaremos aqui a lamentar a investigação e a justiça que temos.
20 julho 2012
Jovens: Só um em cada dois trabalha.
A receita sonhada pela direita portuguesa desde o 25 de Abril caiu-lhe de mão beijada com esta crise: choram em cena mas riem em privado. Em Espanha, reage-se apesar de tudo nas praças e vai vender-se caro as medidas, logo se verá se será uma derrota. Em Portugal, é esta acomodação doentia que vejo até nos amigos, porque não os vejo na rua. Será que sabem que se trata da sorte do seu futuro nas próximas décadas? Vejam neste gráfico: 5dias.net.
17 julho 2012
16 julho 2012
Claro, também quero a demissão do Relvas!
(…) “Tenho um desprezo suficientemente grande por este governo para me ser mais ou menos indiferente que dele faça parte este aldrabão videirinho. Não sei qual será o desfecho desta história, se o primeiro-ministro atarantado acabará por ceder, se aquele ser mais ou menos mumificado que habita Belém o forçará a fazê-lo. Logo se verá.” (…) Joana Lopes, no Entre as brumas da memória
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