23 agosto 2008
De olhos em bico - V
22 agosto 2008
Tua fora dos carris
20 agosto 2008
Queiroz e os Jornalistas
O respeito que me merece a actividade de informar não implica que tenha que concordar com os métodos que mais não fazem do que pouco a pouco ir criando os factos, que vão levando à notícia, que é preciso continuar a dar no futuro. Revoltem-se contra a falta de independência do patrão que lhes paga e lhes corta essa liberdade de acção que vemos todos os dias, não contra os actores que estão no palco.
As próximas semanas dirão onde nos leva esta espécie de braço de ferro. Prescindirá Queiroz de querer fazer as coisas como acha que deve, sem que isso tenha que ser menos respeito pela actividade de informar?
18 agosto 2008
De olhos em bico - IV
16 agosto 2008
Alcochete, já!
Alguém inventou um percurso novo hoje. Nunca tinha visto uma aproximação à pista da Portela desta forma. A aproximação faz-se normalmente por cima da Penha de França, mas hoje quase vimos os passageiros no Boeing que não devem ter achado graça à inclinação da curva que foi preciso fazer para corrigir o alinhamento com a pista, já com os edifícios à sua vista para lá da Praça do Areeiro, depois de ter feito quase uma paralela pela Av. Almirante Reis e estar a apontar para a Av. Gago Coutinho. Por sim e por não, despachem-se lá com Alcochete!De olhos em bico - III
Nacionalidades, Etnias, Clubes.
Lido aqui no: Pensamentos, mas não deixe de ler o artigo no DN porque este, já é um extracto do extracto.
A minha amiga estava triste e exasperada porque fora publicamente apelidada de Racista. Foi assim. O Banco tinha uma fila única para três caixas de atendimento. Chegaram duas moças e colocaram-se junto de uma caixa. Foram avisadas cordialmente que tinham de ir para o fim porque existia “bicha” única. Saíram risinhos sarcásticos, claro! Mas inamovíveis e risonhas, continuaram prontas para passar à frente de todos. Quando a caixa ficou livre, atacaram. Gera-se a confusão com quem estava à espera, até que foi preciso explicar a alguém em voz alta que as culpadas eram aquelas duas meninas: - Quais? - Aquelas duas meninas brasileiras que ali estão, que não perceberam que tinham que respeitar a sua vez de ser atendidas.
Que injustos são tantas vezes os brasileiros connosco depois de nos chamarem toda a vida de, “padeiros”. Somos na Europa o povo com menos episódios de racismo. Para completar veio-me então à memória aquele relato do Mário Crespo e a polémica gerada com a resposta do Embaixador Brasileiro. Que comportamentos ditam quem é Racista? Que atropelos deveremos silenciar para evitar sair acusados de Racismo? Que estratégia deve um cidadão atónito e alheio a todos estes ódios seguir, sem que tenha que anular a sua conduta cívica? Peçam-nos os homens honestos de qualquer nacionalidade, etnia ou clube tudo, menos o silêncio ou a proibição da identificação de qualquer “besta”, só porque ela é de outro clube, tem outro tom de pele ou sotaque. Silenciá-lo, isso sim, é que pode configurar a existência de Racismo pela manutenção permanente desse crivo. E os telejornais começam já a reflectir esse problema, escamoteando dados dos factos, que muitas vezes só identificamos se existem imagens. Não confundam a interpretação com a verdade da notícia. Quem a relata só tem que se ater a uma delas, e parecem-me estar em causa alguns principios por sossobrarem ao arremesso do Racismo como chantagem.
15 agosto 2008
De olhos em bico - II
- Ehh nã!..., ê de manhã já cheguei à conclusão que só tou bem é na caminha...
12 agosto 2008
Intervir na Habitação
Instabilidade no Cáucaso
Quem deu o primeiro passo? E o que fazem os americanos à porta dos Russos? Porque razão é americano o material bélico Georgiano? Putin pergunta: Porque é Genocídio se for um Saddam e não é se for Saakasvilli. É uma “invasão inaceitável no século XXI” claro, mas porquê só esta Senhor Bush? E porque deve merecer mais credibilidade o que diz Bush do que o que diz Putin? E entre um e outro não é melhor que venha o diabo e escolha?Mapa RTP
De olhos em bico.
10 agosto 2008
Sem Rei nem Roque
07 agosto 2008
O projecto "Magalhães"
Caro Amigo. Ok, é verdade, também não concordo com o formato de apresentação do novo portátil para as crianças, o “Magalhães”. Foi espalhafato a mais. Mas em função do objectivo, concordo em absoluto com o conteúdo do projecto. Importar-me-ia com toda a história paralela ao Magalhães e as denúncias sobre a Intel que se fazem no email, se houvessem por ali dinheiros sangrentos dos povos, ou da droga, ou coisas afins menos éticas, o resto são as competições internacionais das empresas das novas tecnologias, as quais são todas iguais, os processos não serão diferentes de umas para outras, o objectivo é o lucro e não o bodo aos pobres, sabemos disso. É verdade que ele não é português, é montado em Portugal, mas eu fui um dos atentos que não me deixei enganar, porque estava a ver a Intel também na assinatura do projecto, mas muita gente terá entendido aqueles 100% de uma outra forma. Sobre isto aliás há um comentário num daqueles link que nos pergunta se há algum Peugeot, Mercedez ou BMW que seja integralmente fabricado no país de origem, os blocos de motor são fundidos no Japão, as cabolagens e os moldes em Portugal e outras peças noutros países e finalmente o carro é montado num único sítio. Depois, este email com tantos link para consultar, dez (!), talvez tenha sido aprontado por quem está muito por dentro do problema, o que pode configurar-se como sendo algum dos operadores da área que não tenha sido contemplado, ou apenas alguém com vontade de o criticar.
Subscrevo aquela parte do mesmo comentário que diz: “...Mas em Portugal é assim infelizmente, se houver alguém que tente fazer qualquer coisa de diferente é criticado porque faz, se não faz é porque não tem ideias. “
Quero continuar a preservar a minha capacidade de poder criticar, mas para isso tenho que saber distinguir quando devo ou não. Andar a esmiuçar para arranjar uma forma de dizer qualquer coisa, não me parece ser a melhor atitude. Lembro-me do Ciência Viva, do tempo do Guterres, um dos projectos mais interessantes que se fez em Portugal na área da Ciência, porque envolvia e motivava as crianças, um projecto a longo prazo, pois a Direita queria que aquilo falhasse e quando foi Poder logo fez os possíveis para lhe cortar verba. Nós somos assim, incapazes de procurar a parte boa das coisas, o nosso adversário não pode ter boas ideias, por isso é que falhamos. Uma das características mais dramáticas do povo português é a inveja, somos terrivelmente invejosos e não nos apercebemos disso porque o misturamos com as nossas opções políticas ou modos de vida. Desconta lá a demagogia à volta do projecto e olha para ele de outra forma. A acusação não é para ti, porque sei que não és invejoso.
25 julho 2008
O Dona Estefânia
"... Será que tantos países desenvolvidos ainda não tiveram o privilégio de descobrir a premunição portuguesa na extinção dos hospitais especializados na saúde da criança? Ou será que os seus decisores pensam e actuam de uma outra forma que consideram mais adequada ao estatuto e necessidades dos seus pequenos cidadãos e ao seu próprio futuro como país?..."
24 julho 2008
Chavez
Eduardo Moniz: TVI vs RTP
23 julho 2008
A pressão ao Bastonário
Actualmente jogo pouco xadrez, mas uma das regras básicas que aprendi, é que a melhor forma de me defender é com ataque a uma pedra ou posição de valor superior. É o que estamos a assistir neste momento, em que os ataques ao Dr. Marinho e Pinto vêm de alvos que atingiu genericamente: Magistrados, Conselhos Distritais da Ordem e alguma“classe”, ataques estes agora de formato diferente, porque têm um endereço concreto: o Bastonário.
Se não dissequei a carta do Bastonário, não o vou fazer com esta do Dr. Abreu, não só pela condição de observador externo, mas porque a acho provavelmente enquadrada em pelo menos dois dos alvos atingidos. Ressalto no entanto o facto de ser igualmente uma resposta em texto simples, sem a atrapalhação dos tais gongorismos inúteis, que se saúda, mas sublinho algumas afirmações que poderão falar por si:
“... parece que a eleição nada garante senão a conjuntural “vontade da maioria”. Parece?! Mas nem sempre o que parece, é! Não é Doutor?
“... o que nem sempre é sinónimo da prossecução da “vontade geral” e do bem comum...”. Porquê? Anteriormente com as “outras maiorias” e porque eram outras, já foi isso?
“... Nós, advogados, não aceitamos generalizações abusivas,...”. Sim, está bem! Mas ainda que aqui neste caso alguns achem que os afloramentos de Corporativismo revelados possam ser do “bom”, como o colesterol, eu tenho-os para mim sempre, como uma chaga na Democracia.
“...E, para além de outra fixação...”, e “... a eterna obsessão em colocar...”. Quando a conversa não agrada porque se tocam nas feridas, é preciso desviar a atenção com o argumento mais à mão, e aqui sim, denegrir é a melhor forma, tratando as opiniões dos outros como ”fixações” e ”obsessões”. Conhecem-se os métodos.
“... ? (Pontos de interrogação)...” Contei 58! Cinquenta e oito pontos de interrogação na carta aberta do Dr. Abreu. Oxalá o Dr. Marinho e Pinto não enverede pelo mesmo estilo e responda com a duplicação em pontos de exclamação! E fico por aqui.
Nota final. A meu ver, o Bastonário não terá, como ex-jornalista, percebido que estava a cair num engodo da Comunicação Social e na sua ânsia de fazer passar a mensagem em grandes audiências, terá sido vítima dela, porque era óbvio que o fogo viria de vários lados. Já desde o Eça que “este país é uma choldra”, e não me espanta que tudo se conjugue para que o Bastonário fique isolado e os poderes que pretende afrontar triunfem como triunfaram até aqui, não ajudando este país e mantendo-o mergulhado neste caldo de cultura que só interessa aos que dele podem e se sabem aproveitar. O que está em jogo, embora seja matéria exclusiva destes operadores da Justiça Portuguesa, diz-nos também respeito, daí o interesse com que acompanho estas evoluções e é errado considerar-se que a tensão destas linhas de força deve ser-nos escondida. Ao contrário, o que desconheço, é que me traz insegurança. Temos o direito de conhecer a saúde dos organismos em que confiamos. Não é por haverem opiniões divergentes e formas novas de encarar os problemas existentes que vou ficar com “imagens de anarquia e desgoverno”. Do que tenho medo é do que não me permitem que conheça. E como já não sou novo, ainda me lembro como foi nesse tempo.
20 julho 2008
O Perigo do Pombos
A Revista DN Magazine deste Domingo publica uma razoável e oportuna reportagem sobre a praga dos pombos na cidade Lisboa, com o titulo “O perigo está no ar”. Leiam se possível.
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Em 2005 e 2006 editei aqui estes textos: Os pombos e as suas merdas e, As doenças dos pombos, no seguimento da minha demanda com a Câmara Municipal de Lisboa para tentar ver-me livre desta peste que nos enfernezia a vida com o emporcalhamento dos locais que habitamos. Descubro também através do Sitemeter deste bloque que há mais gente preocupada porque muitas consultas tem sido feitas no Google a estes textos, através da frase: Doenças dos Pombos e outras com teor de preocupação sobre o excesso de pombos.
17 julho 2008
A Carta do Bastonário
Muitas daquelas denúncias já as tínhamos percebido: alguma Comunicação Social; os Ex-Bastonários; a conferência de imprensa patética do Conselho Distrital de Faro com aquele senhor a dizer barbaridades num estilo que deveria envergonhar, este sim, os advogados, e muitas outras movimentações tendentes ao mesmo.
Ficou para mim claro que estão aqui dois modelos em competição: um, a ver-se como casta a operar no universo do acesso à Justiça, e outro, a ver na aplicação da Justiça e na demolição dessa estratificação a razão de ser da sua força. Os advogados deveriam sentir orgulho por terem finalmente um bastonário que está a abrir as portas para renovar o ar daquela instituição e finalmente se equacionar a vida de tantos que por logro lá foram parar.
15 julho 2008
Em Notre Dame...
Força. E não desista antes do fim...
E foram nossos Juízes!...
“Divulgado primeiro estudo sobre funcionamento dos tribunais plenários que julgava os opositores ao Estado Novo ...”
“...Durante a apresentação deste estudo, no Tribunal da Boa Hora, em Lisboa (precisamente na sala onde eram realizadas os julgamentos do plenário), Rosas criticou que a maioria dos magistrados que pertenceram a estes tribunais tenham ficado impunes. Os autores do estudo referem que apenas os juízes que estavam nos plenários em 25 de Abril de 1974 foram aposentados compulsivamente. Os restantes acabaram a sua carreira no Supremo Tribunal de Justiça sem nunca terem sido julgados ...”
Notícia agradecida ao Alexandre.
13 julho 2008
Luis Represas
Luís Represas foi um dia a Cuba e disse quando regressou que a experiência do contacto com aqueles músicos e a sua a paz, a aceitação e alegria sofrida daquele povo o tinham marcado definitivamente: não se era o mesmo depois daquela experiência. Talvez esta canção como outras, já depois disso, sejam parte dessa influência, mas haveremos de ter mais certamente.
Os Sete Magníficos
Continuo a ter que pesquisar o resultado dos jogos na página da Federação, se os quiser saber, porque para os nossos media o importante é o pé do Ronaldo e o inglês do Scolari. Uma feliz conjugação de um bom lote de jogadores e um seleccionador como Tomaz Morais está a catapultar o nosso rugby, mas infelizmente a cultura desportiva da nossa informação, é rasca.Os resultados, só vitórias, dos cinco jogos realizados hoje no Circuito de Seven de Hannover: à Roménia 38-0, à Espanha 28-5, à Alemanha 14-12, à Rússia 45-5 e Geórgia 26-12. Isto deu acesso à meia-final com a Irlanda, às 13H40, e provavelmente à vitória no Circuito a disputar com outro, às 16H25, para finalmente estarmos no Dubai. E para os que não sabiam, dominamos esta variante do rugby desde 2002, o que esteve certamente na base do último grande feito que foi o apuramento para o recente Mundial de 15 em França. Aqui fica mais uma fonte de informação: o Blog do Aguilar que é um dos excelentes jogadores que está neste momento a participar no apuramento.
Actualização de resultados às 15H00: mais uma vitória nas Meias-Finais contra a Irlanda 14-12 e atingimos a Final com o País de Gales, às 16H25. Já volto.
Farwest em Loures
mas:
A Direita tem a forma peculiar que conhecemos de tratar com a violência e sabemos onde nos levam sempre as suas posições, mas a Esquerda definitivamente não sabe lidar com a violência destas minorias que acarinha e tem posições perfeitamente desastrosas.
11 julho 2008
For he's a jolly good fellow
Claro Tacci, neste blog também se bebe, de qualidade sempre que possível e que o preço justifique, mas com moderação, porque a quantidade diminui na razão directa da precaução.
Aqui fica a foto, enquanto aguarda oportunidade. Se houve uma área onde Portugal evoluiu, foi na forma de produzir vinho e isso merece também o nosso aplauso.10 julho 2008
Portugueses de Excelência
Actualização dos portugueses de excelência, depois da entrevista de Marinho e Pinto a Judite de Sousa:
Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Mário Viegas, Amália Rodrigues, Manuel Alegre, **************, e Dr. Marinho e Pinto.
Mais uma vez o Dr. Marinho e Pinto mostrou a razão porque foi eleito: é a pessoa que melhor defende publicamente os Direitos Humanos e o cidadão, das injustiças da nossa Justiça. Seremos todos cúmplices se não o apoiarmos na pedagogia notável que está a fazer, ao afrontar de peito aberto a "corporação" mais fechada do país. A única que não foi tocada pelos “malefícios” da revolução e manteve assim a sua “pureza” de princípios!... Os exemplos que nos dá são suficientes para se perceber onde está o mal. Um livro já li e sei do que fala – só aquela senhora loura parecia não perceber - o outro, vou procurar ler.
09 julho 2008
O Bastonário Marinho e Pinto
Campos e Cunha
Por mim, foi personna non grata no goveno, tal era o ar macambúzio e mal disposto. Agora anda pela SEDES, cuja origem e matizes se conhecem. Eu lá tinha as minhas razões!... É mais um dos efémeros que com o tempo, passam, mas são dos que coloco na minha galeria de horrores pelo dinheiro que nos custam. Para estes não há caducidade de direitos adquiridos?
08 julho 2008
07 julho 2008
Portugal: um País, dois Mundos
A solução que admito, tem mais carácter de revolução tal é o encadeado de regalias privilégios e mordomias com que empenharam os nossos salários futuros para os sustentar, que não haverá lugar nem justiça económica para os suportar. Mas aquele desabafo está longe ainda de nos por a salvo do risco “da rua como campo de batalha” de que nos fala aqui “e-pá” e para o qual há muito venho alertando. São muitos os que sentem a injustiça de suportar a barbárie económica que despudoradamente os assalta. Suponho até que há, a quem custe mais suportar a injustiça de contribuir para vencimentos com tantos dígitos, do que olhar para a miséria dos poucos que leva para casa. É a honra que começa a ser afectada.
Não gosto muito deste discurso mas infelizmente começa a aparecer demasiado nas minhas reflexões: É, esperava mais da nossa classe política. Também eles me parecem estar desfasados nisto tudo. Olho aquela Assembleia e sinto que não merecem o que pago por eles. Acho-os caros. Bastante caros. E acho-os muitos. Demasiados, para o que de lá saí. Há ali muita gente anónima que me parece estar apenas para cumprir o número, o quorum. Metade dava bem conta do recado. Até as forças políticas fossilizam no discurso gasto e só dois ou três querem abanar o cenário. A impaciência e o desalento estão a tornar-me reaccionário, tenho que ter cuidado. Mas há muito por fazer em Portugal, e já vem de antes do Eça. Parece um ciclo (ou circo?) infindável e o paradigma é que todos nos sentimos a assistir a ele. Impávidos. Resquícios do feudalismo? Mas isso já foi há tanto!
06 julho 2008
Petição pelo D.Estefânia
“...Alguém poderá deixar de perceber o significado histórico, científico e cultural que é pactuar com a destruição do HDE, berço da Pediatria Portuguesa, tomando a titulo de exemplo de integração a comparação do HDE com a dum Hospital como o do Desterro, que dispunha na ocasião do seu encerramento de apenas duas valências de referência, já pré-existentes noutros hospitais do grupo !!?...”
“...Senhores, não se confundam nem esperem confundir-nos! O que se passa é que vocês, talvez inconscientemente, estão objectivamente a destruir o berço da pediatria portuguesa e o único Hospital que lhe é dedicado da Zona Sul do País !...”
Façam entrar ali uma equipa de jardinagem e outra com um plano de reabilitação hospitalar bem pensado, recuperem aqueles muros e gradeamentos, e Lisboa só terá que se orgulhar por não ter perdido o Hospital de D.Estefânia, só porque alguém se lembrou de vender os anéis.
05 julho 2008
Ementa para o espírito
Little bitches from the Algarve
Soup of stupid peasants
Dinner massacre with garlic wine
Baits with the girls
Golden asses
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04 julho 2008
Portugal mete Águas
Que tenham havido investimentos desastrosos no âmbito da cooperação do Estado Português com outros, ainda podemos argumentar com a falta de jeito do Estado para escolher negócios ou para escolher gestores, o que já não se compreende é que parte desta ruína se deva a actos de gestão como este: “Este tribunal criticou ainda a gestão do grupo e apontou várias irregularidades como a acumulação de funções dos administradores do grupo que também executam funções junto dos Conselhos de Administração das empresas participadas.”... “Os gastos de 2,5 milhões de euros em viaturas atribuídas a administradores entre 2004 e 2006 constituiu outras das críticas feitas nesta auditoria, onde se diz que esta foi uma opção de difícil explicação considerando a fraca saúde financeira do grupo”.
Ora aqueles 2,5 milhões de euros em pópós da Administração, para termos uma noção de grandeza são, em dois anos, 501 mil contos! Mas vejamos também a nuance do argumento do Tribunal de Contas: “...uma opção de difícil explicação considerando a fraca saúde financeira do grupo” isto é, só é difícil de explicar por causa da fraca saúde financeira do Grupo ( ! ). Estão a ver isto? Até o TC tem pruridos em chamar os bois pelos nomes e se sente obrigado a suavizar dizendo que é só “pela fraca saúde financeira” do Grupo, porque se não fosse, estava explicado! É esta a mentalidade de quem nos governa.
Conhecemos a forma principesca como em Portugal se remuneram as Administrações, se ainda ao menos essa fosse uma remuneração que incluísse uma taxa de risco, assim à maneira de um seguro: Pagamos bem mas aceitas o risco de tribunal se meteres a mão na massa, ainda valeria o custo, mas nada disto sucede, saltam de um lado para o outro sem nódoa no currículum. Gostaria muito de ver explicados aqueles 2,5 milhões em carrinhos pagos com o nosso suor. Se virem, digam.
03 julho 2008
"Instrumentos do Diabo"
É provável que a justificação das restrições, penitências e regras de comportamentos individuais que as religiões impunham aos seus crentes, fosse a única forma possível de difundir, massivamente, naquelas épocas, ensinamentos úteis às comunidades congregadas, cuja finalidade a sociedade do Conhecimento mais tarde descodificou. Foram o caso das abstinências ou jejum que curiosamente tem como significado: dieta, e era a prescrição da “privação da carne” em determinados dias. Encontraríamos exemplos mais bizarros, com outros significados mas um mesmo objectivo, a coberto do cumprimento das boas práticas espirituais e religiosas de um crente.
Continuará a fazer sentido hoje que as religiões mantenham ainda alguns destes preceitos? Para mim e neste contexto, fazem mais sentido os preceitos do que as religiões, o que já não faz sentido, é que a prescrição dessas privações se faça ainda à luz dos moldes que enformaram a divulgação de algum conhecimento. Conhecendo o mau uso de algumas das tecnologias que os nossos jovens têm ao seu dispor, diria que o erro não está no fundamentalismo do facto mas na mensagem que ele transmite, vide: «instrumentos do diabo para levar as pessoas a pecar», ou «só procuram levar a população de Israel a pecar através dos vídeos e outras abominações». Concluindo, acho muito boa a ideia de os mandar pregar para o deserto e converter camelos.
29 junho 2008
O Rugby outra vez
A falta de notícias e relevo a esta modalidade obriga-me a fazer de gazeta desportiva. Continuam a não ouvir falar dela, mas agora vencemos outra vez categoricamente na segunda prova do Circuito Europeu, em Moscovo. Vejam aqui os resultados: 64-00 à Eslovénia; 63-07 ao Mónaco; 26-00 à Polónia; 19-15 à Moldávia; 19-00 à Ucrânia e na final 21-19 à Rússia, na sua capital. Segue-se a prova de Hannover, em Julho. Se quiz saber a notícia tive que procurá-la directamente na página da Federação! 28 junho 2008
Custos da nossa impotência
Sugiro a leitura deste post e comentários, no Ponte Europa, de onde importei o recorte.25 junho 2008
Eu e o Acordo Ortográfico
Neste momento, tenho como grande dúvida, um Sim ou Não ao Acordo Ortográfico. Debato-me por vezes com a dificuldade em defender com a veemência que gostaria, uma tomada de posição concreta sobre um determinado assunto da actualidade. Vejo com frequência, destemidos, assumirem posições onde eu tenho grandes dúvidas e surpreendo-me com as suas crenças nas capacidades de antevisão dos efeitos naquilo em que acreditam. Sinto-me muitas vezes preso pelo efeito da opinião do “acho que” e raramente avanço quando assim é, porque nunca defendo pontos de vista em relação aos quais a minha convicção falha. Mas invejo os que não precisam de grande debate interno para terem sempre uma opinião formada sobre tudo. Para melhor orientação, podemos ler:
A história do Acordo, na Wikipédia.
E o que dizem os Pró e os Contra:
Portal da Língua Portuguesa – O Acordo Ortográfico
Petição Contra o Acordo
15 junho 2008
Novamente o Rugby
E ninguém fala do Rugby?!... Vejam só: 47-0 à Croácia, 58-0 à Suíça e 31-0 à República Checa. São as últimas performances dos “Lobos” no torneio de sevens na Rep. Checa, de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2009. Depois do feito histórico de participação no Mundial em França, a nossa televisão vai perdendo horas a ouvir emplastros na rua, alheia à excelente representação que esta Selecção continua a fazer de Portugal. A notícia aqui.14 junho 2008
Um militante laranja
Se isto não fosse Europa, o Chile estaria perto. Não é este reviralho que me anima, é outro, porque este trocaria as moscas, por varejeiras.
10 junho 2008
Salvem o Botânico
Sabemos como qualquer Câmara é sedenta de receita e a receita que pode envolver é suficiente para colocá-lo definitivamente em causa, com a afectação do usufruto das suas vistas a interesses imobiliários contíguos. Visito com alguma frequência aquele espaço, e também já dei alertas como aqui, porque me recuso a admitir que os lisboetas o esqueceram. De facto, os visitantes que por lá vejo são estrangeiros e provavelmente isso facilitará o impacto desta reconversão à portuguesa.
Redimam-se disso. Visitem-no e interessem-se pelos destinos de um dos mais valiosos jardins que temos.
10 de Junho. Dia de quê?!...
09 junho 2008
Os Camionistas e Pinochet
08 junho 2008
Adernagem a Estibordo - II
Manuel Alegre não foi a nenhum “congresso” do Bloco de Esquerda com elementos do PCP. É falso. Foi a uma Festa, um Comício das Esquerdas com dirigentes do Bloco de Esquerda, Independentes, ex-comunistas, Renovação Comunista, mas também elementos do PCP: Paulo Sucena e Domingos Lopes e mais históricos do PS. Foi uma festa onde houve três discursos, um do BE, outro de Independentes e outro de Alegre.
Estes alertas de Alegre, deveriam ser entendidos como chamadas aglutinadores e não como traições, porque são a única forma possível de criar algum cimento nas fissuras que a governação está a abrir no eleitorado e ao fazê-lo desta forma, como membro da família Socialista, prende ainda intenções de voto, como que dizendo que há ainda algum partido socialista dento do PS, evitando deste modo o êxodo para outras paragens.
Mas este resultado seria inevitável, porque esta engorda eleitoral do PS traria com certeza o perigo de aumentos no seu colesterol. E aí estão eles a entupir a circulação, nos Lellos e Silvas que por lá pululam.
Adernagem a Estibordo - I
Antes de continuar, façam uma busca neste blog, naquela janela lá em cima: “Pesquisar no Blogue”, à palavra Sócrates. Verão ali quantas vezes escrevi aqui o seu nome, e quando escrevi, por que razão o fiz, por oposição à palavra Jardim ou Cavaco, por exemplo. Julgo que isto responderá à tal acusação com que sistematicamente agridem os que estão ao lado de Alegre. Por contraponto, chamo a atenção para o que disse aqui em 2005, neste post, evitando agora incluir links para as infelizes, para não dizer outra coisa, declarações dos Lello, Canas & Silva.
Apesar da estratificação politica existente, cada partido contem ainda em si uma micro representação desse espectro mais geral. Coexistem dentro dos partidos forças que os enriquecem porque os questionam e lhes permitem o permanente realinhamento com a sua matriz, caso contrário, descaracterizam e fossilizam no unanimismo. Não é segredo para ninguém o posicionamento de Alegre dentro do partido. Ele nunca fez parte da sua ala direita.
Na antiga questão Sócrates/Alegre facilmente se entende, que tudo começa quando Alegre percebe que o partido vai ocupar a parte do centro disponível e para isso, teria que deslocar carga à direita do navio, dando de barato que o lado esquerdo teria que contrabalançar a manobra por mais que lhe custasse. O que sucede, é que nunca na história do Partido Socialista, esse movimento originou uma tão grande deriva, com os resultados sociais que se conhecem, a ponto de haver risco de vermos o seu lado esquerdo atacado por uma força conservadora.
07 junho 2008
O melhor do mundo
Apesar do atraso, este vinho merece aqui um destaque especial no dia do Portugal – Turquia e seria uma injustiça não lhe dar relevo depois do trabalho que deu conseguir duas garrafas.
Ser o melhor do mundo de entre 3 000 vinhos a concurso, de 36 países, numa prova cega, em França, é obra. Para memória futura e para lembrar que há mais orgulhos para além do futebol, aqui fica a foto da última, e um vídeo SIC sobre a notícia. Veja.
06 junho 2008
Trova do vento que passa
Pois é António, antes esta fidelidade à matriz que sempre guiou a nossa orientação política, do que navegar em cima dos ventos desta nova crista liberal que o poder económico criou e que só a alguns aproveita.
Antes a solidariedade com um povo vítima deste medo em afrontar os dominadores do mercado e os profissionais da política ao seu serviço, do que vender-me ou travestir-me de esquerda.
Antes vir para a rua dizer isto, por estar em causa a apropriação do termo e esta usurpação de valores, do que ficar quieto e sem referências guiado por um qualquer pragmatismo arrivista.
Alguém está a empurrar a história do PS borda fora, e este Partido Socialista já teria centrifugado há muito outros históricos, se fossem vivos. Parem de odiar, porque ninguém vos quer mal. Mas há uma coisa que não admitimos, é a provocação gratuita e sem sentido, só por não querermos esperar sentados.
Antes esta coerência, que o parasitismo de gente sem curriculum nem história ou futuro político, quanto mais valor.
05 junho 2008
Ambiente. Reciclagem
Um montando em Pavia ao fim da tarde.
“... As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial. A internacionalização do projecto está já a ser negociada. Em breve, as rolhas usadas de outros países europeus começarão a ser recicladas em Portugal, dentro de um esquema montado a partir daqui, resultando num contributo adicional para o esforço de reflorestações e conservação de florestas autóctones portuguesas. Este exemplo único de exploração de uma floresta autóctone, que conseguiu ao longo dos tempos conciliar criação de riqueza, serviço ambiental e impacto social positivo, irá agora completar este ciclo, renovando a própria floresta que esteve na sua origem.” Quercus.
A agradável pacatez e a elegância dos montados de sobro e zinho e o seu grande valor ambiental e social merecem bem esta iniciativa da Quercus, que pede um pouco de nossa colaboração. Muito interessante é o facto de a internacionalização deste projecto estar a ser negociado. Por mim, estou a contribuir desta forma e vou fazer assim:
04 junho 2008
Os diálogos abertos - II
É urgente resolver o problema dos que vivem nos limites da pobreza, nesta sociedade que insiste em achar normal, por exemplo, que a empregada de limpeza de um Banco, contratada por uma empresa de trabalho temporário, ganhe dois euros e quarenta e dois cêntimos por hora, a entrar às seis da manhã, enquanto o gestor vai para casa descansar com trinta e cinco mil euros por mês. Estamos a criar ghettos que explodirão de alguma forma a seu tempo, se não soubermos encontrar caminhos. E o que a Esquerda quer dizer, é que esta disparidade não faz sentido e não tem que ser a fatalidade que a Direita dá como a resposta, quando fala do insucesso dos pobres. Hoje o fosso alarga-se não só porque os pobres são os mais vulneráveis pela ausência de verdadeiros planos de erradicação da pobreza, mas porque todos conhecemos a força com que o poder económico impõe a receita neo-liberal, e a dependência que a necessidade de garantir um posto de trabalho cria desse modelo perverso e nos tolhe o protesto às injustiças.
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