22 julho 2005

As minhas intolerâncias

Pergunta o repórter da TV ao apostador, um homem baixo, gordo e untuoso (vou rapar o meu bigode porque este gebo também usa uns pelos indignos onde alberga miasmas excedentários das suas más limpezas e muito poucas lavagens), uns 35/40 anos, aquele estilo que me incomoda só por pensar que faz parte da nossa prole de primos, aquele estilo a quem se adivinha a imposibilidade de se lhe atribuir algum segundo de atenção, logo que abre a boca:

- Então e diga-me o que fazia com estes 96 milhões de euros?
- Olhe, num chei. Cá dentro é qu’ele num ficaba!... Mandaba lá pra fora!

Daqui pra fora deveríamos nós pôr-te!...Porque é por gente como tu que muitos de nós, aqui, e por aí fora, depois de trabalharem para um país de que usufruis mais, do que contribuis, passam horas escrevendo, alertando, lutando também com as palavras que é a arma que têm à mão, para que possas viver num país digno. Tu és dos que não merecem esse esforço. E não é por seres baixo, não é por seres gordo, não é por seres untuoso, é por seres: reincidentemente untuoso. De tal forma que não te deixa respirar pela pele e te asfixia as ideias, se é que alguma vez as tiveste.

Fizeste-me saltar alguma coisa de mau, hoje. Não sou tão elitista assim. Sou gente do povo como tu. Que gosta muito é da simplicidade, mas daquela genuína de onde derivas e que ainda se mantém. Esses sim, injustiçados do campo ou do subúrbio porque sofreram e sofrem a desventura de não ter quem lhes acuda. Renego alguma afinidade que possas ter comigo, porque não somos feitos de mesma massa. Com tanto preconceito e intolerância, se quiseres podes chamar-me outra coisa mais grave, porque de gente como tu, não me importo.


Prezo de mais o meu país para não deixar de denunciar as boçalidades que o arrastam para a cauda de todos os bons indicadores.
Como não te vai sair nada, porque não mereces e deves estar para vender a banca dos courates porque o pessoal já não tem dinheiro prá bola, o melhor é ires até à Roménia ou assim, porque estão a ir para lá uns capitais deslocados do norte de Portugal e talvez tenhas emprego.

Seu pimba!...

2 comentários:

daniel tecelão disse...

Conheço um gordo,muito untuoso,por fora e por dentro,por sinal,até fuma charutos,que tambem pôs o dinheirinho lá fora,que nem sequer lhe saiu em jogo,depois disse que era do sobrinho!!!

Graza disse...

E tomou-lhe o gosto! Porque vai outra vez no bom caminho.