29 dezembro 2007

70


.
MÚSICA NO BLOG
.
Ouve tempos em que não gostava que me dessem música sem aviso. Agora o gosto é outro e passei a entender que só ouço se quero. Prometo não deixar ficar cada estilo musical muito para além do aceitável.

27 dezembro 2007

69


.
Ponte Romana em Alter do Chão. Monumento Nacional. Século I.

Resiste há séculos suportando todo tráfego entre Ponte de Sôr e Alter do Chão, no Alentejo, até quando? Só chegaremos à conclusão de que o limite de velocidade exigida e a passagem de um veículo de cada vez não foram suficientes, quando a degradação se tornar irreversível. Não seria altura de a dignificarmos, aliviando definitivamente a carga rodoviária e projectando-lhe as luzes da ribalta que merece?

26 dezembro 2007

Os Ingleses. Outra vez!...

Cretinos como Tony Parsons continuam a encontrar apoio na orientação panfletária de jornais como o Daily Mirror para atacar Portugal, a polícia, os jornais e os portugueses em geral, numa sanha persecutória xenófoba e racista que merece da nossa parte a devida resposta.

Joana Morais atenta à pulhice destes bastardos alerta-nos aqui neste post: Tony Parsons and Daily Mirror, para mais este ataque que não devemos deixar passar em branco. Vá lá e faça o seu protesto nos links incluídos no post.

E oficialmente, alguém faz alguma coisa? Não há nada para reparar? Temos que ser só nós aqui a prestar este serviço à Nação?

25 dezembro 2007

Troca de Presentes


" Há algum tempo atrás, um homem castigou a sua filhinha de três anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado.

O dinheiro era pouco naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina a embrulhar uma caixinha com aquele papel e a colocá-la debaixo da árvore de Natal.

Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menina levou o presente ao seu pai e disse: “isto é para ti papá!”

Ele sentiu-se envergonhado da sua reacção furiosa, mas voltou a “explodir” quando viu que a caixa estava vazia .

Gritou e disse: “Tu não sabes que quando se dá um presente a alguém, se coloca alguma coisa dentro da caixa?”

A menina olhou para cima, com lágrimas nos olhos, e disse: “Oh, papá, não está vazia. Eu soprei beijos para dentro da caixa. Todos para ti, papá”

O pai quase morreu de vergonha, abraçou-a e suplicou-lhe que o perdoasse.

Dizem que o homem ainda hoje guarda a caixa e sempre que está triste, mal-humorado ou deprimido pega nela e tira de lá um daqueles beijos imaginários.


Desta forma simples, mas sensível, cada um de nós já tem recebido uma destas caixinhas douradas de pais, filhos, irmãos, avós, tios, primos, amigos...

Esta não é dourada mas lá dentro tem um presente muito especial para quem a receber.

Muitos sussuros de votos de Bom Natal e óptimo 2008! "
.
Este caixinha com estes votos, calhou-me a mim na troca de presentes de amigos neste Natal. Obrigado Zé e Mili, foi melhor do que se tivesse vindo cheia.

Autor do conto trazido pela Mili, desconhecido.

23 dezembro 2007

Ainda sobre Saramago

Aditamento e resposta a comentário no post Saramago, cada vez menos.

Quer se queira quer não a importância da territorialidade é uma imanência do mundo animal, anterior portanto aos alvores do Homem. A invasão e derrube das demarcações entendidas por cada um à sua maneira, é ainda um dos principais motivos dos seus desentendimentos.

Fazer parte de um grupo ou de um povo é também partilhar um património que pode até ser imaterial, como a Língua. Sentir a perda desse património pela indução de qualquer pressão, conflitua naturalmente com a matriz inscrita em cada individuo, a uns mais do que a outros, porque não somos todos iguais. Deve ser por este principio, a que sou alheio, que rejeito pertencer a um grupo que à cerca de 900 anos vive um território e um património diferentes dos meus e a abdicar, apenas pelo jeito que dava, a chamar ao meu povo pelo nome da península. Continuo assim a entender que não é a importância de um Nobel que legitima que se passe a escrever tudo quanto ele diz sob esta matéria.

Fala-me do povo galego e do transmontano e ainda bem, porque aí, trata-se de um património imaterial quase comum. Peço-lhe que dê um vista neste Portal Galego da Língua para ler sobre aquele bem comum e dos sentimentos de proximidade de que se fala ali. Esta, é a mesma que eu sinto por eles apesar da distância, e não sinto com a Espanha da Estremadura aqui ao lado, apesar de vizinho. Porém, até hoje ainda nenhum cidadão espanhol superou a cordialidade do meu trato.

Eu também não tenho respostas certas para nada e registo a humildade com que diz que também não as sabe e que é para si uma questão em aberto, o que é prova de sabedoria.

P.S. – Quanto ao tal apoio mútuo nas invasões francesas, acabou por resultar na perda, ou melhor, na não devolução de Olivença, como sabe! Sobre isto, peço-lhe que aceite mais esta sugestão de leitura onde pode verificar que as coisas não foram assim.

19 dezembro 2007

Em Portugal não vemos isto!

Isto vem a propósito de uma Petition Online para a: Não à implementação das novas medidas de higiene alimentar da A.S.A.E., já!

O estrangeiro sempre foi para nós uma bitola de aferição dos nossos atrasos ou daquilo que fazemos mal, sendo frequente ouvirmos a queixa: Lá fora não vemos isto! Descontando a falta de convergência económica, estamos agora a evoluir e a esbater diferenças, conseguindo até fazer melhor, e tem havido marcos recentes a partir do quais esse paradigma se alterou. Portugal está em alguns aspectos a forçar mudanças de mentalidades que são sempre reticentes e mais lentas que o próprio progresso.

Os portugueses são na sua higiene pessoal asseados, mas bastante negligentes em termos de higiene pública. A mudança necessária só podia ser feita compulsivamente, porque de nada serviram as normas e os modelos anteriores Nós éramos ainda há pouco o país onde vi turistas fotografarem para recuerdo, numa praça, a bancada do peixe de um ângulo arrasador: uma balança de ferro, os pesos enferrujados e uma rodilha escura suja e ensopada, eram o encosto de peixes mal amanhados. Essa, é agora uma imagem cada vez mais rara.

As cozinhas dos restaurantes, já nos vão dando agora mais confiança no que comemos, quanto mais não seja por receio da fiscalização. E muitas irregularidades eram apenas problemas decorrentes da incúria. Já vamos entrando agora nos lavabos sem ter o autoclismo avariado ou a falta de sabão e papel, e sem sairmos de lá com os pés duvidosamente encharcados e mal cheirosos.

São já muitos os exemplos que podem atestar mudanças positivas, e quanto às Bolas de Berlim que estão a servir de bandeira, conheço por aí algumas Helenas que vomitavam as que tinham comido se vissem algumas das unhecas que as fabricam. É tempo de acabarmos com os copos passados por um alguidar para servir o cliente seguinte. Um amigo dizia-me ter visto à pouco no estrangeiro uma cena de venda de alimentos na rua de forma anormal e que a expressão que lhe saiu foi esta: Em Portugal não vemos isto! Podemos estar em vias da mudança do discurso. Então em que ficamos? Queremos ou não superá-los? Agora que começamos a por ordem e nos deixamos da javardisse em que temos sido pródigos em termos de higiene pública, já achamos que assim não vale? Ou lá porque estamos a fazer melhor que os outros e que os excedemos, já somos tolos? Não será isto falta de confiança em nós próprios? E porque deve o cidadão normal que beneficia destas medidas apoiar o seu boicote?

14 dezembro 2007

67


Ota ou Alcochete?

Poucos de nós terão o conhecimento necessário para ter em relação à localização de um aeroporto uma opinião incontornável. Opinar assim, pouco mais é do que, eu acho que.

Contudo, cada vez mais começa a parecer que a opção Ota não era a única possível, nem a mais barata, nem a mais aconselhável. A maior parte dos pareceres técnicos e opiniões começam a coincidir, porque as diferenças são enormes vistas de todos os ângulos, fazendo assim sentido aquela opção que todos achavam estranho não estivesse a ser equacionada, de cada vez que se olhava para aquela área tão plana e natural para a exigência de um projecto com aquelas necessidades. Alcochete é mais do que uma alternativa, começa a ser uma certeza difícil de descartar que ninguém perceberá se vier a ser chamado a pagar mais não sei quantos mil milhões pela diferença. Mas isto, posso ser eu também a achar que.

12 dezembro 2007

Música de Natal

Compensando os postais de Natal que não recebam, fica aqui durante esta quadra uma boa colectânea de Natal que encontrei. Aguarde apenas uns segundos.

Bom Natal a todos.

07 dezembro 2007

65


O Postal de Natal

Os poucos que o faziam por correio perderam a tradição. O postal é agora virtual e sem magia e vai para uma lista de endereços apenas num clique.

Cumprimos agora um ritual cada vez mais longe dos afectos que a nossa memória ainda nos trás, julgando cumprir o Natal, mesmo aqueles para quem esta quadra é um dogma de Fé. Compete-nos então escolher que tradições não queremos perder com a voracidade da evolução dos tempos.

Faço votos para que a memória vos traga um velhinho postal de Natal.

05 dezembro 2007

64


Saramago, cada vez menos.

O recente documentário da SIC sobre Saramago, é uma entrada na sua vida privada e centra-se na sua aparição pública apesar de doente e muito debilitado, na inauguração da exposição sobre a sua vida, e de uma Casa museu. Ao mesmo tempo, ficamos a saber que está a ser acompanhado há mais de ano por um operador com uma câmara em permanência, para corresponder a um projecto cinematográfico de Pedro Almodôvar, cujo título ou tema julgo ter ouvido bem, é a União Ibérica. Isto, depois de termos tido o espanhol Carlos Saura a levar só da Câmara de Lisboa um milhão de euros, mais não sei quanto do Turismo de Portugal, para nos fazer um filme sobre o fado que só consigo ver na sala 2 do espanhol El Corte Inglês, é obra!

Se juntarmos todas as declarações que têm sido produzidas, também por ele, neste espaço de tempo, verificamos que alguma coisa tem andado a ser “trabalhada” para produzir esse efeito do levantamento da questão Ibérica, e a inauguração agora de uma casa de cultura portuguesa em Lanzarote com parte dos seus bens pessoais, por um ministro espanhol, é, em termos culturais, uma cena patética.

Saramago deixa em Espanha um produto cultural português que deveria ter curado de deixar em Portugal. Não lhe perdoo mais esta, como não lhe tinha perdoado declarações anteriores, porque não foram os espanhóis que se ofenderam com as afrontas de Sousa Lara, ministro de Cavaco Silva, mas sim os portugueses que manifestaram essa revolta, como aqui, “... o que temos sabido fazer, é correr com gente boa só porque alguma pretensa sujidade se lhes pegou. São tantos os exemplos que é mau dizer, para não excluir, mas ainda assim não posso deixar de referir três nomes: Saramago. Prémio Nobel. Foi corrido por um farçola de um tal Sousa Lara que desde aí, o que tem feito é andar com a justiça à perna ...”, ou aqui, “...estas “personalidades” que ajudei a dignificar, bramindo contra os odientos Laras dos consulados Cavaco, os tais que lhe vedaram então o acesso há Europa." , pelo menos até ao momento em que começou a iberizar o discurso e a revelar muito pouco sentido da Pátria em que nasceu. Já era tempo de deixar de se sentir perseguido, o Lara já cá não anda há muito e Cavaco já deve estar arrependido.

02 dezembro 2007

63





Parabéns Dr. Marinho e Pinto

A sua eleição a Bastonário dos adovagos é também uma vitória daqueles que acreditaram em si, como eu aqui: ao Dr. Ant. Marinho e Pinto, no O Envelope 9, e O Envelope 9 – II.

Porque falo de si, se nada tenho a ver com a sua área e não tenho interesses directos na forma como gerir os destinos dos advogados? É porque o tenho como um lutador por causas e não se acomoda como todos à sombra da protecção política ou de grupos instalados, fazendo isso de peito aberto, correndo os riscos que ninguém ousa neste país, onde o importante é garantir o sustento não afrontando poderes, e isso merece ser evidenciado.

01 dezembro 2007

O 1º de Dezembro


.

" A expressão Iberismo significa a tendência para integrar Portugal num todo peninsular. Tratando-se de um aspecto de carácter político sendo, por isso, uma questão que não tem existência ao nível popular, pois que a massa da Nação há muito deu provas de não sentir qualquer desconforto com a independência e constituir já uma individualidade tão fortemente estruturada que só manisfesta espanto ou indignação perante o artificialismo do problema." Esta definição encontra-se exposta no Palácio da Indepência.
.
Recebido por email, hoje: Rafael Valladares, historiador espanhol, no seu recente livro sobre a independência de Portugal, diz: "Quando digo a alguém que em Portugal não gostam que a companhia aérea espanhola se chame Ibéria, porque Ibéria é toda a península, eles ficam surpreendidos, porque pela primeira vez compreendem que Ibéria não é um nome justo. Ou, quando se pede a uma criança para desenhar um mapa de Espanha, ela desenha a Península Ibérica, e temos que lhe dizer que é preciso separar Portugal. Mas são actos inconscientes."
.
Nem todos os espanhóis são iguais, há alguns diferentes. Uma chapelada a Valladares.
.
Post reeditado

28 novembro 2007

Pub. Comunicação e Notícia

Agências de Publicidade, Agências de Comunicação, Agências de Notícias! Não gosto do estado a que deixamos chegar a mensagem. Sinto-me usado, ofendido e muitas vezes enganado. Deixamos mercenarizar a palavra. A Publicidade é descarada e invasora, a Comunicação é sibilina e camufla-se por vergonha, e a Notícia é ingénua e julga-se muitas vezes fiel ao facto. Nada tenho contra a Publicidade e a Comunicação enquanto não se travestirem e se fizerem passar por Notícia. Mas é aqui que tudo começa a ser subvertido. Apesar das regras, ainda é possível ler num jornal a notícia de que já voltaram os peixes ao rio X só porque as senhoras desataram todas desalmadas a usar o detergente Y. Ou então, que num período eleitoral o político Z bateu um record de palestras e entrevistas sem que conseguíssemos tão pouco ver onde estava a assistência ou qual foi a audiência. Mas desespero sobretudo, é quando me esbugalho pela Notícia e ela está convertida em duas linhas num canto abandonado, para que o espaço possa conter as promoções relacionadas com o grupo do proprietário dos media que a publica.

27 novembro 2007

O Financial Times


Que pena que os McCann não nos tenham saído Escoceses ou Irlandeses.
.
Nada disto teria acontecido. Aqueles pais não teriam cometido o crime de abandonar as crianças para se enfrascarem nos copos, teriam tido o cuidado de chamar primeiro a polícia em vez de avisar a imprensa, não teriam deixado ficar a nossa polícia com dúvidas respondendo a todas as perguntas e teríamos tido jornais e jornalistas inteligentes e não estes analfabetos do Financial Times que não conhecem o país com o qual têm uma das alianças mais antigas da Europa. Uma vergonha esta cultura hooligan.
.
O Algarve, segundo os ignorantes do Financial Times de 13 de Outubro.

23 novembro 2007

22 novembro 2007

60


Estradas de Portugal

De Portugal, por enquanto.

Esta das Estradas de Portugal e dos 75 anos e não sei mais que coisas difíceis de aceitar, nem eu percebi e foi para mim de todas a mais estranha. Porque 75 anos?!... Nem os meus netos vão assistir ao fim desta concessão que a páginas tantas vai virar empresa privada! Duvido que a Direita se permitisse fazer isto! Aquilo não se auto sustenta? Bom, mas então assim vai começar a dar lucro? E quem paga? O negócio está avaliado em 11 500 000 000,00 de Euros. Não sabe ler? Dou uma ajuda, são 11,5 mil milhões de Euros. Tssst!... como diz o outro. Estraaanho ...

Nem de propósito, os espanhóis subiram hoje a sua participação na Brisa para quase 20%. Estraaanho...

19 novembro 2007

De Rerum Natura

Fazendo-lhe apenas visitas a espaços, cometo com ele a maior injustiça perante a importância da sua contribuição no engrandecimento da blogosfera portuguesa. Mas aquela velocidade de produção, é uma pena, não tenho tempo para tudo. Ganhará quem tiver e for fiel. Aqui fica o reparo, na escolha aleatória deste post: ABCiência na RTP e do link permanente ali ao lado, que obviamente não espera nem quer retribuições, é apenas uma homenagem atrasada.

14 novembro 2007

Outra Humilhação Inglesa

(Post em actualização)

.
.Meus Caros, não admito o vosso alheamento da revolta com o caso que segue. Acabo agora de ouvir a notícia e estou completamente estarrecido e indignado, não só com o que ouvi, como com a forma com que os nossos responsáveis encaram mais esta afronta ultrajante, não só à nossa Polícia, como à Pátria, seja qual for o conceito que cada um de nós tenha dela. Leiam primeiro a notícia que já anda na comunicação social, mas pode ser lida aqui: PortugalDiário, ou aqui: DN Online, ou até no PRAVDA, por exemplo, ou no UOL (Brasil), na Sky News etc.etc.

É a primeira vez que abordo esta questão da Madeleine dos McCann e não é preciso referir, como nos envolvemos todos sentimentalmente neste caso, e nos envergonhamos agora de não ter feito o mesmo com as crianças e as famílias portuguesas que tiveram a mesma tragédia, aí sim, fomos “estrangeiros duvidosos” e a isso, respondeu a bestialidade e a arrogância inglesa com a costumeira agressão verbal. Só me refiro agora a este caso, porque finalmente, estou FARTO! Já nos bastou o enxovalho de Beresford! Estou farto da arrogância e vilanía daqueles grunhos que não sabendo beber cerveja, deveriam beber merda, e estou farto do chá que bebem de dedo espetado no ar para cheirar a caca que restou do cu da galinha. Merda também para a reciprocidade portuguesa que leva o nosso Ministro da Justiça a desqualificar esta porra destas declarações, subscritas depois pelo eurodeputado inglês Knapman, dizendo que o assistente Piers Marchant falou em seu nome. (!...) Haveremos de descobrir turistas que nos permitam usufruir do Algarve sem termos que nos sentir fora de casa. De cu para o ar, é que não. Ninguém pede ao menos demissão daqueles bastardos. E vocês, vão ficar parados a olhar para o que leram?
.
.
Uma sugestão aqui: AutoHoje fórum
.
Alertas importantes, aqui: Censuras & Difamação I, e em todo o blog de Joana Morais que está empenhadamente a defender-nos da cretinisse britânica.
.

10 novembro 2007

57


Dificuldades de Comunicação

Os portugueses comunicam muito bem no plano individual mas muito mal no colectivo, com um Estado pelo meio, que não sabe falar connosco. Vem isto a propósito dos fogos inéditos de São Martinho. Fiz em Setembro uma viagem pelo Norte e verifiquei a grande existência de queimadas por todo o lado. Havia ainda alguma humidade residual das chuvas que haviam caído e o fogo não pegava por isso, mas estamos agora em Novembro sem mais pinga de chuva e todos os agricultores sabem da secura das suas terras. Fica assim muito claro que a continuação daquelas queimadas só poderia resultar nisto.

Falhando a comunicação individual que fizesse circular a prudência nos fogachos, deveria haver uma forma de todos perceberem ao mesmo tempo aquilo que o bom senso mandava que não se fizesse. Mas nada. Se lá for agora, veremos o mesmo rastilho para os incêndios de amanhã, que vai por em risco mais património que é de todos, e mais vidas que morrem pela negligência de uma sociedade que fala muito mas não se entende.

09 novembro 2007

56


Os Sem-Abrigo - Parte II

As necessidades destas pessoas vão muito além de uma sopa, basta olhar para qualquer uma para se perceber que precisam de mais higiene pessoal, precisam de ter acesso a consultas médicas que os recuperem de males de simples tratamento por vezes, precisam de um tecto e de roupas de agasalho no Inverno, precisam de ter zonas onde possam repousar sem ter que vaguear de arcada em arcada, colidindo constantemente com a sociedade que não pode e não sabe conviver com estes problemas, havendo já de prova suficientes conflitos, precisam de ter zonas onde possam ter um convívio possível e até, locais onde possam ainda experimentar a sua utilidade para a sociedade e quem sabe, a sua reinserção. Fazer com eles uma festa de vez em quando como acontece, se bem que louvável, é tapar o sol com a peneira e esquecer que há mais 364 dias. Na impossibilidade da resolução deste problema a montante, uma das hipótese de atenuar os seus efeitos sobre os atingidos e a sociedade, seria a concretização de um projecto nestes moldes:

1 - Ele tem que ser desenvolvido num local que possa reunir todas as condições para implementação de todas as necessidades atrás descritas em conjunto e não se confinar a uma reconversão do actual refeitório mantendo a mesma estrutura.

2 - Esse espaço, amplo, deveria ser obviamente dentro da cidade e de uso exclusivo. A sua dimensão deveria ser suficiente para poder acolher um projecto integrado.

3 - Deveria ser num local com alguma arborização e zonas verdes, de acesso fácil e livre mas condicionado. Este acesso condicionado resultaria melhor num espaço com entrada e saída única.

4 - Deveria ter estruturas de apoio privadas para os funcionários da Instituição, a pessoal médico, para-médico e de vigilância/segurança.

5 - A gestão e o suporte financeiro, para além do que actualmente suporta o que funciona actualmente na Av. Almirante Reis, ao Jardim dos Anjos, deveria ser encontrado numa parceria entre a Santa Casa e com outras Instituições de grande credibilidade como as que já citei e estou convencido o próprio cidadão de Lisboa não descartaria a ajuda intermitente ou permanente no apoio aos seus “Sem-Abrigo”.

6 - A construção de um projecto de raiz colocaria várias questões. Desde as de carácter financeiro ao da própria exequibilidade do projecto, em função da aplicação de um método para a resolução de um problema cujas perguntas não têm respostas definitivas, por estarmos a lidar com franjas que insistem na sua marginalidade à sociedade, daí a necessidade de integrar todos os que se dedicam ao problema

7 - O procura e o aproveitamento de estruturas disponíveis na cidade, pela Câmara Municipal de Lisboa em conjunto com o Governo e até instituições que historicamente se tem dedicado à assistência social, deveria encontrar soluções que financeira e logísticamente se enquadrassem nos requisitos, podendo nascer daqui uma Instituição exclusiva que aproveitasse as mais valias dos conhecimentos que a integrassem.

8 - Em tempos falou-se na desafectação do perímetro onde está instalado o Hospital Júlio de Matos e transferi-lo para outro local, aqui está agora uma boa razão para manter espaços destes dentro da cidade. Uma estrutura daquele tipo seria o modelo ideal a procurar e aquele que se enquadraria totalmente num projecto com a utilidade destes. A única alteração que lhe faria, admitindo a transferência do Hospital, seria a substituição daqueles muros por separador alto que permitisse a visibilidade igual ao existente no Ministério da Marinha no Terreiro do Paço e do Museu da Electricidade.

De qualquer forma a Sopa dos Podres prova ainda a sua utilidade, mas a manutenção dos seus métodos e a repetição diária daquele cenário e o seu desenquadramento temporal precisam de urgente e radical alteração sob pena de provarmos que pouco evoluímos desde aqueles tempos de penúria.

07 novembro 2007

55




Os Sem-Abrigo - Parte I

Não sou técnico no acompanhamento de problemas relacionados com a Droga, Prostituição, Marginalidade, ou dos Sem-Abrigo, mas isso não implica que não pense estas questões em voz alta no intuito de juntar elementos ao debate que é urgente. Estas pessoas vivem em Lisboa, com maior incidência neste bairro e a cidade não pode deixar de ter uma resposta para elas e para nós que convivemos com elas.

São problemas que tendem a aparecer juntos por alguma razão mas aqui, provavelmente terão alguma razão histórica. Abordarei apenas os Sem-Abrigo, não deixando de referir que para os outros existem experiências internacionais de quem se adiantou já nestes processos e bastaria para isso analisar esses resultados e actuar, perdendo as nossas vergonhas e estilhaçando os comportamentos conservadores que mais não são do que permanentes objectores de consciência à mudança.

Lisboa mudou muito desde a época em que o Sidónio Pais fundou nos campos de Arroios a instituição que provia a sopa à pobreza que grassava nos finais do século XIX em Lisboa. Os pobres que a procuravam eram aqueles portugueses que falharam no seu projecto de vida, porque vindos dos meios rurais também não conseguiram ser urbanos e naquela época já não haviam epopeias marítimas onde embarcar e o ouro do Brasil que nunca tinha servido ao povo, já não servia agora nobreza.

A localização da cantina da Sopa dos Pobres era na altura, na periferia do centro da cidade e na proximidade dos bairros operários da Mouraria e do Socorro. Com o tempo e o melhor desenvolvimento social do país, os campos viraram ruas e avenidas e a Sopa dos Pobres ficou no centro da cidade. O perfil dos seus utentes passou do pobre típico daquela época que tinha sido o objectivo da sua criação para o dos “Sem-Abrigo” que são agora uma outra derivação da pobreza existente, a nova geração de excluidos, não justificando esta, por si, a forma actual de funcionamento desta instituição nestes moldes. A prova disto são alguns programas bem sucedidos de outras instituições de apoio que o fazem diferente, como por exemplo a AMI Centro Porta Amiga, O Banco Alementar, a Associação CAIS, Comunidade Vida e Paz etc. que prestam um apoio com outras valências na medida em que o fazem sem que os auxiliados se desinsiram do seu meio e tenham que vaguear pelas ruas e redondezas da instituição que os auxilia.

Por muito que nos custe tê-los com os seus andrajos a dormir à soleira da porta, onde exercitam práticas que tentamos esconder às crianças, não temos o direito de os empurar dali para nenhum ghetto, porque já basta o ghetto pessoal em que vivem. Mas isto não implica que não se procurem alternativas que substituam uma solução que vem de outra época e que serviu outra realidade social. Achar que este problema está resolvido, mantendo esta estrutura simples de um refeitório e uma sala que abre e fecha a porta para dar umas sopas mantendo nos intervalos uma série de necessitados no engôdo salivar de outra refeição, é ter menos visão do que Sidónio e nada ter aprendido com a evolução das ciências sociais.

Partindo do principio que estas situações não se conseguem resolver com o apoio domiciliário, há que procurar uma fórmula de consenso, que inclua as polivalências necessárias para um bom tratamento do problema. Quando digo polivalência, refiro-me à procura das tais soluções integradas que não passem por ter farrapos humanos vaguendo pela avenida, excretando no passeio entre viaturas e dormindo pelas arcadas dos prédios.

(Continua)

01 novembro 2007

A Manga...

- A Manga é de origem espanhola? Esta indicação está correcta?
- Está chim!

Fruta tropical?!... Pouco convencido com a resposta da vendedora chinesa, por ali fiquei. No dia seguinte ouvindo uma entrevista na Rádio, feita num viveiro de árvores de fruto, obtive a resposta:

- Então diga-me, quem é que vem aqui aos viveiros a Miranda do Corvo comprar estas árvores de fruto?
- Os espanhóis.
( ! )

Estava explicado, a Espanha é já um produtor de duas variedades deste fruto tropical no sul da Europa. Vendemos a cana para lhes comprar depois o peixe.

Entretanto por cá, dizem-nos que o problema são os trabalhadores e a culpa é a baixa produtividade, por isso, vá de mandá-los para a escola com os dinheiros que ai vêm. Mas quem deveria recomeçar na primária, eram a maioria dos nossos empresários e governantes, porque nada têm feito com o alvará que pediram e o mandato que a Nação concedeu. Desculpem, mas a culpa não é nossa, é do vosso imobilismo e falta de jeito.

30 outubro 2007

Civilizações...

Terão as sociedades uma percepção ou consciência colectiva do seu desenvolvimento civilizacional? Ou podemos falar em sociedades que incorporam mecanismos de retardamento desse desenvolvimento, como forma de perpetuação de costumes e valores nunca discutidos, entre os quais podemos incluir as Religiões? E que efeitos pode ter o desejo de desenvolvimento económico rápido, sobre um desenvolvimento civilizacional lento?

O sangue e a barbárie das imagens destes vídeos deixam muitas interrogações. Ver os vídeos sob reserva, são imagens chocantes.

A barbaridade de uma Civilização sobre a Mulher. a)
A indignidade do Homem sobre o Animal.
O alheamento e a impunidade de uma Civilização. No DARFUR.

Perante isto, os recuos civilizacionais existem ou é uma contradição nos termos?
.
a) Crédito do link ao Alexandre.

27 outubro 2007

A Doença Russa

É um filme/documento impressionante que vi convencido que já sabia o que se tinha passado. Afinal, é mais complexo e diria que a morte de Litvinenko e agora este filme, "Rebelion: The Litvinenko case", do seu amigo Nekrasov, contribuirão em definitivo para nos alertar para o que possa estar a acontecer outra vez de errado na Rússia. Feito em grande parte com a entrevista a Litvinenko antes dos acontecimentos, ficamos a perceber melhor o que levou ao seu desaparecimento. É uma bomba que amplia o efeito da sua morte e nos revela dados inteiramente novos. Saí de lá preocupado com aquele bloco de equilíbrio do poder mundial, porque não era aquele o que julgava existir.

A Saúde Americana

Vem aí Michael Moore. Desta vez, com “Sicko” dá um murro no estômago da protecção social americana e põe a nu a debilidade do seu sistema de saúde, colocando-o abaixo de países da América Latina. Por estas indesejáveis denúncias e outras aventuras que levantou no seu filme, acabou sendo investigado.

Isto é a síntese do que consegui saber na TV no programa da Oprah, porque a sessão para festival DOC Lisboa já estava esgotada há quinze dias, mas o filme vai estar aí no circuito comercial. A não perder, especialmente por neoliberais indefectíveis da privatização e esvaziamento do nosso Serviço Nacional de Saúde.

24 outubro 2007

50


As Árvores de Faro

A degola de algumas árvores em Faro, para implantação das tendas de uma feira, são reveladores do nosso destrambelhamento em organização e gestão urbanas de que o Algarve foi um foco permanente e não posso por isso deixar de lhe dar o devido relevo, para que soluções aberrantes não se imponham a alternativas bem pensadas e criativas que uma região turística como esta merecia.

Efectivamente, podar árvores deixando-lhes apenas os troncos a meia altura, para poderem caber debaixo das lonas das tendas da venda de traquitanas é uma coisa que não deve lembrar a muitos autarcas e que indigna qualquer munícipe. A minha dúvida é se tudo aquilo foi feito com consentimento superior ou foi uma inspiração momentânea ditada por interesses económicos com prejuízo evidente, até da imagem da cidade.

E a pergunta é legítima: Responder apenas pelo prejuízo material não compensará o disparate?
.
Aguardo as fotos Zé! ...

21 outubro 2007

Jesus Camp (Reeditado)

.
.
É aterradora a marcha do fundamentalismo religioso dos Cristãos Evangélicos nos Estados Unidos, os tais do Criacionismo, aqueles que se confirma dominam a Casa Branca. Ver crianças enviadas pelos pais para um campo de férias, para ali serem completamente massacradas pela mais alienante forma de catequizar, com o nome sugestivo de "Kids on Fire", é não só assustador como talvez, um caso de que os Direitos Humanos se deveriam ocupar. O que é grave é que a percentagem de votos desta gente já é suficiente para eleger os presidentes que quer e para onde quer. Começar a ouvir falar da união da Igreja com Estado, numa nação não islâmica, é qualquer coisa que nos deixa de boca aberta. Ali é dito, que para eles há dois tipos de pessoas: as que "são" e as que "não são". Assim mesmo.

O mundo tem que saber o que se está a passar naquele país, porque começa a fazer sentido muita coisa que não bate certo. Não digo só para ver, digo, é obrigatório ver. Candidato ao Oscar para o melhor documentário, deixa-nos uma esperança: a denúncia é feita por americanos, mas uma desesperança: estes são minoritários. Lá por fora já há reacções, aqui.
Pode ser revisto no DOC Lisboa.

19 outubro 2007

Malalai Joya


Não é publicidade ao DOC Lisboa se vos aconselho a passarem pela Culturgest ou pelo Cinema Londres e ver a repetição da história de Malalai Joya, candidata às primeiras eleições à Assembleia Nacional Afegã, em 30 anos, e que o documentário “Enemies of Happiness” registou. A corajosa luta pela Democracia e pelos direitos da mulher no país das burkas, desta lutadora, merece o reconhecimento internacional e todo o nosso apoio. A página oficial que se criou, Defend Malalai Joya, serve para que lhe possam fazer chegar as mensagens e segundo a realizadora, existem dificuldades financeiras na família motivadas pelo inevitável cerco, podendo a contribuição ser feita na mesma página, onde se sugerem outras formas de ajuda urgente.

São dois grandes olhos negros num espanto de mulher, cuja única arma é a coragem num país cuja cultura quase a proíbe. Dê uma vista nos link da página e mesmo que isto não seja como o Free Burma, faça alguma coisa.


17 outubro 2007

49




A Escola

A verdade é que Este conto já deixou de ser ficção na América. Por cá, os nossos jovens estão a enfrentar problemas iguais que são um desafio às suas instáveis seguranças e por vezes a corda parte, a diferença, é só um problema de escala e muitos de nós seremos sem saber os pais desses silenciosos, o que é a outra parte dramática do problema.
.
Já deixamos passar para a escola os efeitos da furiosa competição que arrasa os mais nobres objectivos da nossa formação, as prioridades que nos enformaram estão cilindradas por frias e economicistas cartilhas neoliberais e outras, cujos efeitos se manifestam da forma mais bizarra e esta pode ser uma delas. Há um monstro que avança desgovernado porque o poder político sucumbiu ao económico, a génese de todos bullyings e frustrações como estas que nos entram todos os dias em casa.

14 outubro 2007

Que Che?

Respondendo ao comentário que me deixou sobre o Che e à luz do debate que tem havido, pouco me importa a matéria de que são feitas as estátuas porque, igualmente como o Vitor, também não as venero. Outra coisa é o respeito pela memória, porque ele não foi ídolo só da minha juventude, mas da maior parte “daquela” juventude, a do do Maio de 68. Daquela que não tenho dúvidas o Vitor teria feito parte - se é que o conheço pelo que escreve - descontando no entanto a certeza de que não o tería visto de “molotov” na mão...

Analisar o Che a esta distância, vivendo em Democracia, desconhecendo a sede e a ânsia de liberdade que se sentia vivendo em Ditadura e não tendo podido sentir a força que representou o aparecimento de um rosto que nos dizia que os ditadores também podíam ter pés de barro, pode ser redutor para a análise, porque, se ganha por um lado com o distanciamento histórico, perde por outro, pelo que foi não ter vivido aquele confronto geracional que nos apontava também outra forma de lidar com as Ditaduras e que a rebeldia de Che vinha corporizando.

Não confundo no entanto a sua opinião, com o que tenho lido por aí, vindo de outros sectores, porque reconheço a estrutura em que baseia o seu escalpe de Che. Mas enquanto escrevia isto, lembrei-me do quanto fui injusto, por pouco tempo, na época, com os heróis do assalto ao Paquete Santa Maria. Bastou que me visse um pouco mais tarde do outro lado para ter deles agora outra memória.

E quem terá razão? Os que protestam no Brasil perante uma campanha para desvirtuar o guerrilheiro ou os que lhe atribuem agora o sangue que não ouvimos na altura? O que sabemos de Che é pouco e pouco tempo, perante o muito que conhecemos de Fidel e do bloqueio Americano e isto não deveria servir para extrapolar em seu prejuízo.

10 outubro 2007

48

.

.
.
Uma pequena máquina compacta foi resolvendo a questão das fotos do blog, tendo sido tudo prata da casa com as excepções identificadas. Agora, é provável que uma Reflex Digital marque a diferença se houver por aqui algum engenho e arte.

Aqui vai o inicio, no Minho, com uma espécie de adaptação da fotografia à Escola da Pintura Holandesa ...

04 outubro 2007

Portugal e o Pirilampo

É com enorme respeito e sobretudo muita admiração pelos dois blogs que vou citar que faço aqui um pouco de "cuscuvilhice", revelando sobre a forma de links, os contactos que os envolveram, não considerando contudo que seja uma violação de algo privado, dado que os escritos estão aí publicados. Aliás, pretendo até contribuir para a demonstração das coisas boas que aqui acontecem.
.
"Portugal, Caramba" e a "Tertúlia do Pirilampo", proporcionaram a história de um feliz encontro na blogosfera que descobri por acaso quando pesquisava sobre o êxito do dia dedicado ao post sobre a Birmânia, e me leva a contá-la na mesma sequência com que a encontrei. Clik em cada link antes de avançar:
.
O Portugal, Caramba numa leitura rápida pareceu-me um blog com um projecto muitissímo interessante, talvez único e ao qual vou voltar.
.
Quando pesquisava o início, vi os primeiros comentários.
.
E apresentação do primeiro e delicioso projecto do Pirilampo mascote. E outras vez mais fantásticos Pirilampos. E last but not de least TACCI apresenta o último projecto da mascote. Que deve ter baralhado mais ANA e as amigas, tal devia ser a dificuldade na escolha que veio a dar este belíssimo início da Tertulia do Pirilampo, com o merecido agradecimento ao TACCI. Um blog que nasce com um bom projecto e um interessante principio merece que quem o projectou não deixe de o alimentar.
.
É uma história que demonstra bem porque razão muitos se mantêm por aqui ocupando uma boa parte do seu tempo. Parabéns ao TACCI pela grande qualidade do que está a fazer e à Ana e amigas a coragem de terem ousado e terem acertado.

Why Not? Free Burma!

.
.
.
..

03 outubro 2007

One blogspot for Burma


No dia 4 de Outubro, escreva um post, faça uma corrente pela Birmânia.Veja aqui em:

Free Burma

.

Sugerido na: Barbearia do Senhor Luis e recomendado a quem aqui vier.

Reeditado: Com uma lista já tão imensa de subscrições, poucas de Portugal, começo também a puxar dos meus galões com a inscrição nº 2696...

27 setembro 2007

Mourinho, Santana e SIC

“Em Portugal nada acontece, não há drama, tudo é intriga e trama.”

Quando um directo dos exteriores interrompeu Santana e levou a emissão da SIC Notícias para a chegada de Mourinho, nós próprios em casa reagimos com espanto perante a relevância dada ao facto. A prova, foi que no Aeroporto só estavam meia dúzia de pessoas. Não nos espantou depois a reacção do L’infant térrible, recusando-se a continuar a entrevista. Foi mais uma vez Ricardo Costa convencido, a baralhar na televisão, ao criar a notícia à sua maneira.

26 setembro 2007

O Rugby Português

Devido ao perigoso constrangimento geográfico da Nação, a única forma da Lingua Portuguesa se ter tornado Pátria foi ter descoberto o Mar.

Não sei bem a que propósito digo isto, mas sei, por contra ponto que é o que me impede, de entre outras coisas, ser Iberista e de me arrepiar com as lágrimas que correram hoje na cara daquele jogador de rugby a cantar o Hino Nacional.

Um orgulho! Perante isto que medalha os pode merecer?


Post Scriptum: Não deixe de ir ver os comentários na página da Federação, onde podemos ver elogios como estes:
.

24 setembro 2007

Algarve


Existe ainda um Algarve possível antes de o procurar lá fora. Foi um pouco disto que encontrei e onde vi ainda potencialidades. Já deixamos estragar muito, mas pode valer-nos agora o facto do nosso ritmo de exploração ter sido inferior ao dos nossos vizinhos. Talvez valha a pena procurar antes que outros o façam por nós.

Os nossos vizinhos, atentos a esta realidade e tirando partido dela, porque lá começa a estar saturado, moralizados agora pelo renegado Saramago, viram-se desta forma despudorada para o nosso lado como se vê neste caricato e ofensivo anúncio, equivalente ao que seria se nós escrevêssemos: Apartamentos em Andalucia (Faro - Portugal) Olé! Falta ali em lisura e educação o que existe a mais em arrogância.




20 setembro 2007

Mas ...



A vida continua, como prova esta ribombada vinda de Espanha que nos faz cair o céu em cima e que esta mini câmara não consegue mostar melhor. Vou, com mais calma, ... (Ui!...) começar a terceira etapa – caíu agora um trovão que atrapalhou a etapa – com mais calma, mas com o mesmo empenho na defesa das causas e das coisas em que acredito, com o pragmatismo resultante da minha forma de ser e nunca no de qualquer doutrina espartilhante. Estou farto das políticas das causas e das coisas que me encostam à parede e me privam dessa liberdade. Sejam bem vindos, mesmo que não concordem convosco.

18 setembro 2007

Obrigado



Acabaram por fazer das lembranças troféus inesperados que vão ajudar muito na hora de futuros balanços. O nosso agradecimento por isso.


17 setembro 2007

Até um dia destes!


“... O resto é a sombra
De àrvores alheias....”

Foi um exagero terem escolhido Pessoa para o dizer mas a qualidade da vossa escolha ilumina-vos, porque reconheço, ele diz melhor que ninguém.

“...Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios...”

É verdade. A minha vida foi um pouco assim. Aprendi sempre com os outros mas nunca condicionei comportamentos em função do pensamento comum. Nunca tive medo de arriscar porque a liberdade só existe com autonomia do pensamento. E ridículo é quem morre cinzento entulhado pela palavra que não disse.

Se magoei foi mais por excesso na urgência com queria ver as coisa boas acontecerem à minha volta, e as mágoas que levo, fazem parte da aprendizagem contínua em que ando. A pressa com que vivemos, faz-nos mal porque é um vício e vício mata. Vocês que ficam, ainda estão a tempo de matar o vício, e viver. Eu por mim, vou com serenidade “Seguir o meu destino”, como manda o poeta, pois também vos confesso não sei como é possível deixar de fazê-lo!

Agradeço-vos a gentileza de não se terem poupado nas lembranças. Ficaram foi muitos beijos em falta!...

“...até um dia destes!”


16 setembro 2007

Os "Lobos" portugueses


A forma arrepiante como entoam sentidamente o Hino Nacional fazem deixar-me de ter inveja destes britânicos aqui. É impossível não deixar de sentir a enorme energia que passa naquele momento pelo grupo. Provam com esta elevada forma de gostar de representar Portugal que há por aqui quem não os mereça, deixando que a maioria dos portugueses não tivesse acesso à transmissão dos jogos, arranjando desculpas esfarrapadas para que o maior feito do desporto português não tivesse merecido uma medida especial de transmissão. Só quando pretendi acompanhar os jogos me apercebi que não podia. É o maior feito do desporto nacional porque se trata de um grupo amador de médicos, estudantes, veterinários, advogados etc, e não de profissionais bem pagos pelo que fazem.

Aqui fica o link para leitura das felicitações e envio de mensagens de apoio e para o seu protesto ao Provedor da RTP.


14 setembro 2007

Cela. Àfrica


Íris, descontando os teus agradecimentos é sempre bom saber quando servimos por uma centelha de tempo na vida de alguém, de veículo ao usufruto das suas memórias. As tuas raízes estão já aqui implantadas, embora seja verdade que todos temos sempre um espaço vazio que reservamos à memória do desconhecido que nos interpela ou das vivências que nos marcaram. Em ti, óbviamente que esse, só estás bem onde não estás, seria Àfrica. Seria bom para teu sossego que pudesses percorrer os teus carreiros imaginários de Àfrica e encontrasses lá o cheiro das goiabeiras, desde que pudesses também desenhar lá as outras condições que normalmente só aparecem no sonho. Temo por isso que o teu espaço vazio continuasse e a tua busca acabasse por não deixar de ser ali, uma never ending story. Mas não desistas.


09 setembro 2007

Toda a Verdade - II

Falhei na informação data/hora do episódio que vos queria indicar. Afinal, foi transmitido ontem na SIC Notícias o episódio 1 que vos aconselhei, e hoje foi transmitido o episódio 2 que não conhecia. O primeiro, abordava este problema centrado na alteração genética dos produtos agricolas, o segundo, foi mais centrado na manipulação genética na vida animal. Foi pena porque poderíamos ter visto os dois. Apesar de tudo, ficou informação suficiente para que as Confrarias do Bolo Rei sejam mais humildes perante um problema científico de que parecem desconhecer as consequências e tenham mais repeito pelo direito à indignação que a cada um de nós está consignado, porque, deveríamos ser informados se estamos a comer transgénicos, não o querendo, e de não ver o planeta transformado numa coutada de algumas monstrinacionais das indústrias quimicas e agroalimentares.

O Valor da Experiência

Contráriamente ao que fazem os Orientais e o Japão é um exemplo, desperdiçamos o fabuloso conhecimento da experiência da vida. O excerto que segue, é um link do texto que encontrei por acaso, numa pesquisa - Alentejo Agrorural - e é um exemplo que por coincidência conheço as duas realidades. Trata da especificidade agricola de cada região. Aqui fica o convite para ir ler o resto:

“... c)--- Nós, agricultores, estamos a atravessar um mau momento . O facto de sermos desunidos impede-nos de fazer valer a nossa verdade . O facto de alguns de nós se terem transformado em autenticos sorvedores de subsidios coloca-nos, a todos de uma maneira geral, em descrédito perante a opinião pública. Há pois uma destrinça a fazer. O agricultor tal como é definido em termos comunitários e os donos de terras que estão por aí deambulam, algures, tantas vezes na luxúria, a dissipar os vastos proventos daqui auferidos. Esta estranha desorganização da classe não aconteceu por obra do acaso. Tem, na presente geração, o seu grande responsável :--o ministro da agricultura com inicio de funções em 1986 Álvaro Barreto...”

“ ... 3----.O facto do Alentejo estar a ser alvo de uma enorme aquisição de terras por parte de estranjeiros, por detrás dos quias se acobertam autênticas centrais de financiamento que não olham a preços, custos, prazos ou juros, perante uma promessa de compra de terras no Alentejo, assume contornos invulgares com consequências difíceis de imaginar. É que estamos a tratar do espaço físico ancestral sobre o qual se exerce na nossa nacionalidade / regionalidade, que, de forma alguma, pode ser alienado seja a que pretexto for...”

07 setembro 2007

Toda a Verdade

"A Vida fora de Controlo" - SIC Notícias - Domingo às 13 horas.

Não perca a repetição deste comentário. É obrigatório informar-se sobre os Transgénicos, para não cair em apoios desinformados a Confrarias que lhe entrem Portas adentro, sem pedir licença.

Schubert

.
.
.
Obrigado Alexandre.

04 setembro 2007

Transgredir nos Transgénicos?

Uma das questões que com frequência colocava quando era mais novo, era se algum dia perderia a vontade de questionar, aceitando sem discutir os menus que a sociedade conservadora me viria a impor. Tinha esse receio, porque sabia que alguma coisa de errado se passa no acomodamento infalível que espera cada geração.

É em nome dessa permanente centelha de alerta que me orgulho de não estar ao lado dos Portas ou das Confrarias do Bolo Rei deste país, a propósito da Invasão de Silves e das promissoras maçarocas que se perderam. Espero continuar a não ter receio de saber quando devo fazê-lo. Não são os pobres do Mundo que estão a impor os Transgénicos, como não são os pobres do Mundo que impõem a fome. Pelo menos por aqui, não me vou deixar anquilosar. A minha moral recusa a aceitação do politicamente correcto mas também nunca disse que era um alinhado. Envelheçam vocês sózinhos, se quiserem. Eu não tenho medo das Revoluções, só porque ...transgridem.
.
Post Scriptum: Verde Eufémia. Que "terrorismo"?
.