31 dezembro 2010

Exorcizando a crise!

Logo, vamos beber á saúde dos familiares e amigos que temos e nos querem bem, porque sem eles a nossa vida era um deserto, por muito que as ausências se instalem. Eles merecem bem esse brinde mesmo não estando presentes.

A ti que reconheceste a garrafa, um obrigado especial, ela vai melhorar muito o brinde, e o Serra...

Feliz 2011


30 dezembro 2010

Alegre e a Cidadania.

O apelo que Manuel Alegre sentiu para manter a sua candidatura nas presidenciais de 2006, apesar do candidato lançado posteriormente ter sido Mário Soares, foi porventura um dos actos de Cidadania mais importantes na vida política portuguesa recente, porque partiu da justa reclamação dos direitos de um cidadão exemplar, com os quais veio a colidir depois a determinação oficial do seu partido. Isto é tanto mais importante quanto sabemos que a Democracia só vinga e se mantém como sistema saudável, se os cidadãos exercerem com grande virtude os seus direitos. Manuel Alegre fê-lo com uma convicção muito forte, tão forte que foi o cimento agregador de quem não se queria confinar no espartilho partidário que circunstancialmente não soube ler o sentimento dos cidadãos, que por uma razão igualmente forte quiz sentir a politica nas suas mãos, através daquele acto. A lisura deste processo pode ser comprovada no blog Alargar a Cidadania que dinamizou a campanha e foi um êxito neste novo formato de apoio, do qual a Candidatura extraiu um livro para memória futura.

Esta questão deixou marcas, porque parecia ser a primeira vez que a cidadania era exercida no país, tal era a convicção com que cada um participou. Aquele êxito não passou depois despercebido e até Cavaco não resistiu, e alguns tempos depois a cidadania era uma palavra que lhe saltava em cada discurso. Mas cada um é para o que é, e entretanto calou-se.

Não é de estranhar agora o comentário do Dr. Fernando Nobre sobre Alegre, a Cidadania e os apoios partidários, e porque Fernando Nobre não desconhece o histórico das duas candidaturas de Alegre está a ser injusto, parecendo querer apropriar-se do termo, por muito que se lhe reconheça a sua actuação na outra área da cidadania global solidária. Manuel Alegre não inventou a cidadania, claro, não reclama isso, mas foi entre nós, em termos políticos, quem melhor recuperou para o cidadão a consciência imperiosa do seu exercício. Este mérito, já ninguém o pode tirar, eu testemunho isso.

29 dezembro 2010

Bancos e Sociedades Secretas.

A propósito do vídeo editado neste post, um e-mail perguntava se alguém tinha dúvidas sobre o “papel dos Bancos” e dos Illuminati no controlo mundial. Não deveremos ter dúvidas do papel dos Bancos, como não deveremos ter de que o poder das sociedades secretas se equivalerá sempre entre elas no controlo de umas pelas outras. Não parece que o mundo possa ser tomado de assalto mais ou menos velado, pela influência de alguma Maçonaria, Opus, ou Illuminatis. Elas continuarão com certeza a influenciar mas onde tudo se vai jogar é na "ambição" do homem, porque ninguém vai conseguir dizer ás hordas de descamisados do mundo que o padrão de desenvolvimento da Humanidade tem que mudar e que já não vão ter direito ao mesmo número de automóveis, frigoríficos e televisões que os outros tiveram ao mesmo tempo que assistimos a acumulações bizarras de riquezas individuais, muitas delas conseguidas através do rótulo de serviço público, pagas pela fome de quem os serve. É nessa ambição do homem, a mesma que o fez crescer até aqui, que estará também a sua decadência. E quando o homem transfere as suas ambições para um agente que as ponha em prática de forma mais eficaz, o problema complica-se, porque aí, a ambição deixa de ter o seu rosto e reaparece sem ele no tal papel dos Bancos e dos restantes agentes que como uma bola de neve sem controlo específico, que não seja o da ambição por mais lucro, levarão a Humanidade a novas e graves rupturas. É este monstro sem cabeça, voraz por lucros exponenciais, que o neo-liberalismo colocou em marcha a nível mundial, alimentado pela tão incensada ambição do homem que verdadeiramente preocupa, não são as sociedades secretas. Tomáramos nós que tudo isto fosse obra de uma teoria de conspiração, talvez fosse mais fácil de combater.

27 dezembro 2010

Os pobres ... e os de espírito.

Ajudar os pobres será sempre um acto comedido para que com ele não se fira a dignidade do ser, nem se retirem proveitos indevidos. Ao atingirem os níveis a que Cavaco os está a elevar, apadrinhando até o casamento de um ex-sem-abrigo, com Televisão e muita Comunicação Social, tornam-se falsos, eleiçoeiros, nojentemente pimbas, mas mais grave: indecorosos.

Cavaco não sabe, porque foi dos que nunca cantou com José Barata Moura: andava entretido a preencher a ficha para ficar bem na fotografia da polícia política. Preocupa-me um país que pode promover esta espécie de autismo ao permitir que um arquétipo destes nos represente como nação.

24 dezembro 2010

Memórias de Natal

Era um Natal carregado de humidade com uma névoa engrossada, quase chuva, mas de temperatura amena. Já tudo recolhera a suas casas e os retardatários para a ceia lá de casa tinham chegado. Procurava em vão uma última taberna onde pudesse comprar tabaco. No início da calçada estava parado um cachorrito preto, de pelo liso, meio molhado, que me interpelou sobre qualquer coisa inclinando a cabeça o espevitar das orelhas e um abanar do rabo. Dei-lhe apoio moral com um toque suave na cabeça que agradeceu, trocamos um olhar, e lá ficou como que á espera de alguém que lhe desse outra resposta que não aquela. O nevoeiro era agora chuva muito fina. A última tentativa que tinha para encontrar tabaco era nos cafés do centro do bairro, no jardim público. A rua era comprida e pouco iluminada por candeeiros antigos, iguais àqueles que se furtavam ao João Villaret, no tal filme já mil vezes visto. Das janelas das casas vinha uma claridade que ajudava a marcar alguns espaços iluminados na rua e as pedras borrifadas pela grande humidade reflectiam esses escassos pontos de luz. Já caminhava há algum tempo quando ao atravessar a rua olhei para trás e reparei na silhueta do cachorrito reflectida nas pedras de basalto preto gastas pelo tempo, já quase seixos redondos. Aquele pobre tinha-me seguido até ali durante todo aquele tempo. Aproximei-me dele. Das casas ouvia-se o som abafado do Twelve days of Christmas de Harry Belafonte. Desta vez não me interpelou, baixou a cabeça, julgo que num sinal de submissão. O pelo lustroso e limpo estava a ceder e começava a ficar encharcado. Voltei a fazer-lhe uma festa, agora com a palma da mão e disse-lhe mentalmente que não o podia levar. Parece ter confirmado no gesto aquilo que já sabia, e lá ficou parado.
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No regresso, sem o tabaco que não consegui comprar e já molhado, ia decidido a dar-lhe uma outra consoada, mas a última conversa parece ter sido para ele decisiva. Deve ter continuado a sua busca por um coração mais mole naquela noite.
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Não fosse a solidez das minhas convicções e perguntaria: Quem seria aquele cão que me pôs á prova e ainda hoje passados tantos anos me aparece sempre nas minhas memórias de Natal?
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Se ele voltar algum dia, juro que terá um Natal seco e farto.
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21 dezembro 2010

Vistas do Banco de Portugal

Os pilares em que me apoiei para tirar estas fotos são do Banco de Portugal. Nas minhas costas, na porta aqui ao lado, entrava até há bem pouco tempo Vítor Constâncio, top ten a nível mundial na remuneração entre governadores dos Bancos centrais.

Que paradoxo. Seremos o único país da Europa, e entre os primeiros no mundo, onde possamos conjugar duas realidades tão escandalosamente contrastantes uma da outra, e elas podem muito bem servir para ilustrar o país que muitos teimam em manter.
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Vista do B.P. 1
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Vista do B.P. 2
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Vista do B.P. 3
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Vista do B.P. 4
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Vista do B.P. 5
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19 dezembro 2010

Uma oportunidade única:

(Reeditado)
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.Manuel Alegre..
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Os portugueses não podem perder a oportunidade de elevar o nível cultural da Presidência da República portuguesa, porque só a cultura permite o ecletismo tão necessário a uma boa e eficaz representação de Portugal. Se juntarmos a isso a determinação e relutância a neutralidades, quando se exige coragem, só têm uma opção: Manuel Alegre. Foi essa a convicção com que ficamos hoje no Pavilhão de Congressos da Fil. Leia o Contrato Presidencial.
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Cada cavacada, cada minhoca.

Cavaco tem recentemente Sampaio como modelo da sua conduta. Saberá que Sampaio não o apoia e é desde a primeira hora o mais ilustre apoiante de Manuel Alegre?

16 dezembro 2010

Deus para quê?

Para isto? Para issssssto?! E vocês que no Vaticano assistem, não são os herdeiros de uma prática que espalhou um terror pior que este? Vocês queimaram em nome de um Deus primo deste. Quem sabe se esta gente não está assim louca porque assistiu e aprendeu connvosco e está ainda parada desde o século em que vocês tiveram vergonha? Rezem antes pela conversão destes procedimentos e deixem lá o papão da Rússia em paz, que esta gente a mim não me ouve: vê em mim o Diabo!
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Vídeo visto em primeira mão no Alpendre da Lua.
Excerto de texto do Carlos Esperança, no Ponte Europa.

13 dezembro 2010

Fui apanhado pela Wiki... (IV)

Agora são os McCann? Outra vez?...

Fui apanhado pela Wiki... (III)

Olha!... Esperem!...
Já venho.

Fui apanhado pela Wiki... (II)

Pergunto: Quando pagar com cartão, vou ter que estar ainda mais atento no acto do pagamento das compras, agora devido á presença de algum iraniano nas imediações da caixa?

Fui apanhado pela Wiki... (I)

Está tudo maluco: políticos, jornalistas, comentadores, anda tudo a bater com a cabeça de um lado para o outro. Agora foi Manuel Vilaverde Cabral na TVI (de memória):

- Oh, o Millennium BCP, já tem que chegue... agora... olha, não sei, quem lá tiver depósitos que se cuide!

Assim, a frio. Já estou a ver o Ricardo, o Ulrich e os espanhóis a esfregarem as mãos de contentes pela ajuda. Mas então é assim Manel, isso é comentário? Onde é que já chegamos? É o vale tudo? Você pode não gostar da Opus como eu não gosto, mas não pode por-se numa televisão em campanhas dessas. Se fosse accionista, administrador ou empregado daquele Banco, estaria neste momento a diligenciar os reparos possíveis ao meu alcance. Tenha lá maneiras, você parece um comentador doutro Banco.

11 dezembro 2010

O ouriço.

- Não acha que os portuguesezzz deberiam sintiir-se imbergonhadozzz por havere ainda no sécolu binte e ume pessoazzzz cum fóme im Portugaale?

- Eu tão bém acho.
É por falta da indústria da fome.

- A propósito de bergonha, qual é a coisa qual é ela que pica por fora e é oco por dentro? Num sabe, não? Não é quem está a pensar.

- É um ouriço!

09 dezembro 2010

Coragem e transparência

“Basta de mexidas no código laboral. Defendo o que sempre defendi: não se pode pôr em risco a justa causa. Os problemas da nossa economia não se resolvem com a liberalização dos despedimentos”, declarou Manuel Alegre nesta quinta feira na Covilhã.

Em nome da tranquilidade de quem trabalha honestamente, quem pode não concordar com isto?

Sá Carneiro outra vez.

Que ressuscite ou morra definitivamente, porque esta fatalidade dos portugueses se agarrarem a mitos e nevoeiros é perigosa, por fazer deles uma espécie de povo órfão que o impele a adoptar perigosamente qualquer esfinge como salvador. O que está a acontecer com estas reprises é politicamente um nojo e já foi esta mesma Direita que nos deu o triste espectáculo do dia do seu funeral, ainda hoje tido como um dos mais caricatos velórios nacionais e isso, já deveria bastar, mas não, tratam-nos desta forma, como se o entendimento dos acontecimentos que nos rodeiam precisasse de uma matriz martelada todos os anos na nossa cabeça, com ênfase em anos eleitorais, para daí extrairmos as conclusões nela programadas. Não é justo, porque me sinto como português tratado como anormal, alguém que eles têm a veleidade de achar que é manipulável, pese embora o ror deles que por aí há. Depois, temos uma Comunicação Social totalmente dominada pelos alinhamentos da agenda política que se permite patrocinar este triste espectáculo.

Cada vez há menos paciência para aturar penduras á procura de boleia num avião que já não voa porque caiu. Agora é o Freitas. Outra vez!

08 dezembro 2010

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Daniel explica Cavaco

Não resisto a transcrever na integra este excelente texto de Daniel Oliveira, publicado aqui, porque manter Cavaco activo é como não querer mudar de página. Estamos fartos da secura do eucalipto que Cavaco foi para o país. Ao Daniel Oliveira as minhas desculpas pela cópia integral, mas é por uma boa causa.

"Os cinco cavacos
Cavaco Silva
apresenta hoje a sua recandidatura. Foi ministro quando eu tinha 11 anos. Pode sair da Presidência quando eu tiver 46. Ele é o maior símbolo de tantos anos perdidos. E aqui se fala das suas cinco encarnações.
Sem contar com a sua breve passagem pela pasta das Finanças, conhecemos cinco cavacos. Mas todos os cavacos vão dar ao mesmo.

O primeiro Cavaco foi primeiro-ministro. Esbanjou dinheiro como se não houvesse amanhã. Desperdiçou uma das maiores oportunidades de deste País no século passado. Escolheu e determinou um modelo de desenvolvimento que deixou obra mas não preparou a nossa economia para a produção e a exportação. O Cavaco dos patos bravos e do dinheiro fácil. Dos fundos europeus a desaparecerem e dos cursos de formação fantasmas. O Cavaco do Dias Loureiro e do Oliveira e Costa num governo da Nação. Era também o Cavaco que perante qualquer pergunta complicada escolhia o silêncio do bolo rei. Qualquer debate difícil não estava presente, fosse na televisão, em campanhas, fosse no Parlamento, a governar. Era o Cavaco que perante a contestação de estudantes, trabalhadores, polícias ou utentes da ponte sobre o Tejo respondia com o cassetete.
O primeiro Cavaco foi autoritário.

O segundo Cavaco alimentou um tabu: não se sabia se ficava, se partia ou se queria ir para Belém. E não hesitou em deixar o seu partido soçobrar ao seu tabu pessoal. Até só haver Fernando Nogueira para concorrer à sua sucessão e ser humilhado nas urnas. A agenda de Cavaco sempre foi apenas Cavaco. Foi a votos nas presidenciais porque estava plenamente convencido que elas estavam no papo. Perdeu. O País ainda se lembrava bem dos últimos e deprimentes anos do seu governo, recheados de escândalos de corrupção. É que este ambiente de suspeita que vivemos com Sócrates é apenas um remake de um filme que conhecemos.
O segundo Cavaco foi egoísta.

O terceiro Cavaco regressou vindo do silêncio. Concorreu de novo às presidenciais. Quase não falou na campanha. Passeou-se sempre protegido dos imprevistos. Porque Cavaco sabe que Cavaco é um bluff. Não tem pensamento político, tem apenas um repertório de frases feitas muito consensuais. Esse Cavaco paira sobre a política, como se a política não fosse o seu ofício de quase sempre. Porque tem nojo da política. Não do pior que ela tem: os amigos nos negócios, as redes de interesses, da demagogia vazia, os truques palacianos. Mas do mais nobre que ela representa: o confronto de ideias, a exposição à critica impiedosa, a coragem de correr riscos, a generosidade de pôr o cargo que ocupa acima dele próprio. Venceu, porque todos estes cavacos representam o nosso atraso. Cavaco é a metáfora viva da periferia cultural, económica e politica que somos na Europa.
O terceiro Cavaco é vazio.

O quarto Cavaco foi Presidente. Teve três momentos que escolheu como fundamentais para se dirigir ao País: esse assunto que aquecia tanto a Nação, que era o Estatuto dos Açores; umas escutas que nunca existiram a não ser na sua cabeça sempre cheia de paranóicas perseguições; e a crítica à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo que,apesar de desfazer por palavras, não teve a coragem de vetar. O quarto Cavaco tem a mesma falta de coragem e a mesma ausência de capacidade de distinguir o que é prioritário de todos os outros.

Apesar de gostar de pensar em si próprio como um não político, todo ele é cálculo e todo o cálculo tem ele próprio como centro de interesse. Este foi o Cavaco que tentou passar para a imprensa a acusação de que andaria a ser vigiado pelo governo, coisa que numa democracia normal só poderia acabar numa investigação criminal ou numa acção política exemplar. Era falso, todos sabemos. Mas Cavaco fechou o assunto com uma comunicação ao País surrealista, onde tudo ficou baralhado para nada se perceber. Este foi o Cavaco que achou que não devia estar nas cerimónias fúnebres do único prémio Nobel da literatura porque tinha um velho diferendo com ele. Porque Cavaco nunca percebeu que os cargos que ocupa estão acima dele próprio e não são um assunto privado. Este foi o Cavaco que protegeu, até ao limite do imaginável, o seu velho amigo Dias Loureiro, chegando quase a transformar-se em seu porta-voz. Mais uma vez e como sempre, ele próprio acima da instituição que representa. O quarto Cavaco não é um estadista.

E agora cá está o quinto Cavaco. Quando chegou a crise começou a sua campanha. Como sempre, nunca assumida. Até o anúncio da sua candidatura foi feito por interposta pessoa. Em campanha disfarçada, dá conselhos económicos ao País. Por coincidência, quase todos contrários aos que praticou quando foi o primeiro Cavaco. Finge que modera enquanto se dedica a minar o caminho do líder que o seu próprio partido, crime dos crimes, elegeu à sua revelia. Sobre a crise e as ruínas de um governo no qual ninguém acredita, espera garantir a sua reeleição. Mas o quinto Cavaco, ganhe ou perca, já não se livra de uma coisa: foi o Presidente da República que chegou ao fim do seu primeiro mandato com um dos baixos índices de popularidade da nossa democracia e pode ser um dos que será reeleito com menor margem. O quinto Cavaco não tem chama.

Quando Cavaco chegou ao primeiro governo em que participou eu tinha 11 anos. Quando chegou a primeiroministro eu tinha 16. Quando saiu eu já tinha 26. Quando foi eleito Presidente eu tinha 36. Se for reeleito, terei 46 quando ele finalmente abandonar a vida política. Que este homem, que foi o politico profissional com mais tempo no activo para a minha geração, continue a fingir que nada tem a ver com o estado em que estamos e se continue a apresentar com alguém que está acima da politica é coisa que não deixa de me espantar. Ele é a política em tudo que ela falhou. É o símbolo mais evidente de tantos anos perdidos."

02 dezembro 2010

Ulrich e os Despedimentos

“É preciso liberalizar completamente o despedimento individual. É absolutamente indispensável”. Fernando Ulrich, do Banco BPI dixit. Tomem nota destes nomes, um dia vamos lembrar-nos deles.
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Traduzindo da linguagem ulriquês, quer dizer: É urgente poder despedir sem justa causa, ou então: Olha, vai prá rua! Estou muito mal disposto hoje. Pasmo. Pasmo com a ligeireza com que se diz isto conseguindo olhar para a câmara, como se não lhe bastassem os contratos a prazo e os recibos verdes que fazem as angústias de tantos, e ainda quer introduzir mais esta instabilidade no seio das famílias, porque a partir disto será a lei da selva. Com a Direita neo-liberal que aí vem, esta parece ser a hora de pressionar para liberalizar nos despedimentos, nos despejos e onde mais se puder. É preciso não ter um pingo de sensibilidade social para conseguir propor tamanho garrote. Enquanto diz aquilo, há portugueses candidatos àquela medida, pacientemente em fila no seu Banco para lhe entregar as economias que lhe permitem um vencimento milionário que o insensibilizam e o levam a fazer propostas destas. Até quando vão eles ter paciência? Entretanto, não haverá por aí outro banqueiro e outro Banco mais socialmente responsável que mereça aqueles depósitos? Ou serão todos iguais?
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01 dezembro 2010

Reforma máxima: 1700 Euros

Ligue este vídeo da RTP, vale a pena ouvir o que se passa na Suíça em relação á sustentação futura das Pensões e Reformas para todos. Quem disse que estamos condenados, foram eles sempre os mesmos?! Pois, vamos então perguntar-lhes de seguida quantas pensões acumulam ou quanto esperam vir a ganhar mantendo-se a discriminação actual no leque absurdo das Reformas actuais. É urgente uma mudança, a solidariedade tem que ser forçada pela lei e os suíços dizem-nos como. Espalhe o link pelos seus contactos, o nosso futuro também depende disto. Um Estado Social é viável se não tivermos beneficiários de luxo:
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Reeditação: Ouço agora Ângelo Correia na SIC, dando como solução para o problema: Só vejo uma forma, é através do crescimento económico de Portugal! Claro… verdade de La Palisse. Se não houver crescimento olha… governem-se! O que nós não o ouvimos dizer, é que uma solução suiça é a solução, claro, pudera, deveria agora dizer? Nem ele nem aquele comentador enjoado, o disse. E por que acham que foi? Quanto é que acham que vão ser as suas expectativas de reformas? O problema passa por aqui, não há quem ao nível político, ou de outras elites aborde esta questão com frontalidade, sabem porquê? Porque estamos a meio caminho, entre a Europa e África.

28 novembro 2010

Terça: Jantar aqui, no Zé...

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Se a qualidade da paisagem urbana que sabemos modelar interfere directamente na nossa vida individual e colectiva, porque raio de razão não conseguimos impor a nossa vontade a governantes e autarcas, e os deixamos cimentar cada espaço disponível? Porque não os obrigamos a espalhar pelas nossas vilas e cidades, oásis onde nos passeamos com o orgulho de ter sabido construir com a natureza recantos como este que nos carregam baterias? É urgente mudar de paradigma! Porque este, deriva do egoísmo centrado no lucro que destrói a nossa capacidade de criar o bem-estar público. Mas digo, público, acessível a todos, gratuito, sem ter que se confinar á ditadura dos mercados e dos condomínios fechados.

27 novembro 2010

Passos Coelho: a nossa Sarah Palin

Os vídeos disponíveis com as asneiras da Tia Sarah na campanha presidencial, são muitos como diz aqui o Expresso. Nós, começamos a ter um forte candidato a Sarah Palin. Agora foram estas declarações numa entrevista: "Pedro Passos Coelho reafirma, em entrevista ao semanário Expresso, que caso o Fundo Monetário tenha que intervir em Portugal será bem-vindo."

Será bem-vindo?! O homem acaba de deixar passar o Orçamento, porque os mercados têm que acalmar e porque pá-tá-ti-pá-tá-tá… mas logo de seguida: Podem vir, you are welcome, willkommen, benvenuti! Que leitura farão os mercados destas patetices? O que se pretende com isto? Quem gosta de ver entrar um Fundo daqueles no país? Esta Direita é um destrambelho, e este é o líder do Partido que quer ser governo á força, nem que para isso tenha que recorrer ao torpedeamento. Com um Cavaco a não falar porque não sabe e com um líder da oposição com esta falta de tacto para estar á frente de um país com problemas, bem podemos dizer ao FMI: You are welcome!

Marinho e Pinto, fica.

Há quem entenda que o debate á volta da Justiça deva regressar a casa. Não, não queremos as cadeiras na rua á intempérie, mas também não há razão para o sonegar ao cidadão para que tudo se passe por detrás de uma opaca cortina. Não se exigem megafones, mas pretender que a sociedade não tem maioridade suficiente e que só elites devem ter o privilégio de a discutir é uma visão que vemos cada vez mais condenada pelo cidadão. É por isso que é tão importante esta nova reeleição do Dr. Marinho e Pinto, os advogados mostraram estar atentos aos problemas que a classe e a Justiça enfrentam e este é também um passo importante para ajudar a resolvê-los.

Parabéns aos advogados por terem escolhido bem, este Bastonário é um homem justíssimo que não quer ser mais uma figura altiva em pose, unicamente para compor a vossa galeria de quadros, ele trouxe para a atenção á causa da Justiça pessoas de fora e isso é inédito, ninguém o tinha conseguido antes, mas também sabemos que é isso mesmo que outros operadores da Justiça não perdoam.

24 novembro 2010

Encerrado

Estou em greve. Mas que ninguém se aproprie da intenção do meu protesto, porque talvez seja mais vasto o sentido. Estou em greve pelo monstro do sistema que nos aprisiona e de novo nos empurra para aceitação das receitas caducas que nos conduziram a este beco sem saída, mas estou igualmente, porque há uma sociedade acéfala que aceita ser trucidada pelo monstro. Estou em greve porque há um monstro que como receita mágica, nos leva 365 dias por ano para os hipers e há um governo que soçobra ao poderoso e endinheirado lobbie, em troca de mentiras, mas também porque acefalamente há uma maioria que concorda, não questionando em momento nenhum o alcance para as famílias, para a degradação da vida e da dinâmica das cidades, e nem se dão conta do seu esfarrapado egoísmo. Estou em greve porque me cansa a acefalia de um país com as crendices no ar enjoado de Cavaco e se deixa secar por um eucalipto destes. Estou em greve por um país tolhido pelo egoísmo das novas corporações que mais não são do que as velhas, renascidas da cepa da Democracia que nunca quiseram. Estou em greve por vários monstros assim, grandes ou pequenos como estes que me cercam e nunca mais me permitem alcançar as Noruegas.

23 novembro 2010

Juventudes Partidárias

Aqui está um debate que não me recordo de ter sido ainda feito e que os nossos media habilmente contornam, por várias razões, e uma delas é seguramente porque acertaria em cheio em todo o espectro politico-partidário português, desde o Bloco ao CDS/PP. Bloquistas, Comunistas, Socialistas, Populares, todos têm nesta matéria, lá no fundo, alguma pequena vergonha que não confessam. Se não tiverem, então o caso é ainda mais grave e desses quero fugir a sete pés. Ora, se há debates que a sociedade civil pode promover e incrementar, este, é seguramente um deles, porque é órfão: trazer á tona aquilo que interesses partidários manhosamente escondem, ainda que nos digam que é a boa fé que os norteia e que lobotomias pré-frontais, como método, foi recurso de alguns mas não de todos.

Sigam primeiro este
Condutor, para ver como nos leva ás Juventudes Partidárias. Não sabe como participar ou incrementar esse grande poder que tem em si, a Cidadania? Veja aqui, foi simples: um blog, quatro amigos, a mesa de um bar e uma câmara. Imagine o que é possível fazer com este poder se quisermos questionar as tais letargias?

Mas atenção, as vanguardas nunca obtêm unanimidades... são até sempre polémicas.

18 novembro 2010

Os anti-Nato



Estes desordeiros mal sabiam aqui no Rossio que iriam ser mortos á noite em frente á Estação. Veio povo e vieram TV’s de vários lados que os ajudaram a passar a mensagem de violência, mas não viveram para ver o triunfo da sua odisseia. Bem feito! Já não consegui captar imagens do holocausto, porque estava cheinho de fome.

Portugal v.s. Espanha

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Foi o espírito Aljubarrota. Hoje durmo de papo cheio. Só não sei o que hei-de fazer àqueles grunhos que gritam olés, e não me perguntem porquê, mas apetece-me dar-lhes tiros quando esparvoeiram naquela berraria. Não há nada a fazer, a bola tem coisas irracionais, é um detalhe menor do que os saltos que dei no sofá...
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Reedição: A posterioridade merece esta reedição. Um dia, alguém faria uma pesquisa e encontraria este texto, e não saberia se isto foi ao jogo do pau ou ao bilas. Não, isto foi um jogo de futebol, o primeiro depois da derrota de Portugal por 1-0, no mundial da África do Sul, jogo de promoção da candidatura dos dois países á organização conjunta do Mundial de 2018, em que a Espanha defendia o prestígio do título de Campeão Europeu e Mundial. Defendia, mas não deixámos, Espanha foi impotente porque fizemos um jogo brilhante e quem viu percebeu que o problema português não é uma questão de qualidade, mas outras razões que deixamos que se imponham.
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16 novembro 2010

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Jornalismo de Sarjeta

Não quero mais nenhuma PIDE agora travestida de novos formatos, se não servindo interesses de causas fascistas, servindo outros inconfessáveis, mas sempre contrários á Liberdade que amamos. Merece prisão imediata a gente que chafurda nesta ignomínia, sejam jornalistas, magistrados ou pombos-correio. Em nome do que conquistamos em Abril de 74, é urgente que alguma força tenha o poder de travar o desvirtuamento daquilo que mais prezamos: podermos falar sem gravadores na linha, para servir jornalismo de sarjeta. Nem que tenha que ser outra vez um chaimite rasgando a Lei vigente, entrando-lhes porta dentro. Que nenhum canalha se aproveite das liberdades que lhe garantimos para nos falar de LIBERDADE. Apetece-me ter uma arma, e á maneira dos tuaregues disparar no ar como forma de mostrar a minha indignação. Aqui vai a razão:
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“(…) O "Correio da Manhã" dava ontem conta de uma escuta a Edite Estrela em que a deputada europeia dizia o que pensava de muitos dos seus parceiros de partido. Edite Estrela não está acusada de nenhum crime, mas foi escutada numa conversa com Armando Vara, no âmbito da Face Oculta. A utilização de uma escuta num jornal é um procedimento que deve estar rodeado de uma série de cuidados e fundado em princípios de rigorosa excepção, que nunca poderão abranger a vida ou as afirmações de um simples cidadão, desempenhe ele o cargo que desempenhar, casualmente apanhado numa escuta de um arguido. Este jornalismo de sarjeta que o CM vem praticando mancha a profissão. Não me querendo arvorar, nem ao jornal que dirijo, em exemplo, há que dizer que comportamentos destes constituem um crime e vão denegrindo a imagem da profissão, porque se tende a generalizar a crítica. Não há, não pode haver, contemplações com casos destes. Há com certeza um grande interesse de uma significativa parte do público por este desnudar constante da vida privada de quem desempenha cargos públicos. E isso poderá ser bom para a venda de jornais. Mas importa sublinhar que o interesse público é outra coisa.”
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É um Post Scriptum da Opinião de José Leite Pereira, de Jornal de Notícias do dia 14. Valha-nos este jornalismo residual para quem a Ética é uma palavra com sentido. A referência foi encontrada em primeira mão neste excelente post de Ricardo Sardo, no Legalices, de leitura obrigatória. Mexam-se, actuem, isto não é uma questão de Direita ou de Esquerda é uma questão de Liberdade, transversal á política, seja a Edite, o Portas ou o Jerónimo. Os interesses por detrás deste jornalismo não podem sobrepor-se á nossa vontade.
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14 novembro 2010

O mundo sem água

A RTP1 transmitiu hoje do documentário de Yann Arthus-Bertrand, Vu du Ciel, o episódio Le Planète Sens Eau, que aborda a questão da escassez de água. Este fotógrafo foi o mesmo do HOME, que recomendei vivamente aqui e pode ver neste novo link. Do que hoje foi apresentado, apenas encontrei dois vídeos de curta duração que deixo em baixo e aqui. Impressionou-me particularmente o esbanjamento e a inconsciência que se passa em Las Vegas, a cidade do luxo e do jogo no meio do deserto, abastecida por um lago artificial, que dentro de 20 anos ficará á seca pelos actuais padrões de autêntica orgia no consumo de água, com a rega de dezenas de campos de golf, inundada de espelhos e jogos de água, como resultado da competição entre os casinos. Solução: vão construir um mega aqueduto para trazer água de quinhentos quilómetros de distância, de um vale rico em vida selvagem e pastoreio, que vai morrer para que seja possível aquela loucura. Á contestação já existente, os argumentos da responsável pelo abastecimento de água da cidade responde, que eles (os afectados) não têm nada que se opor porque a água não é deles. Assim, tal qual. O capitalismo selvagem, o egoísmo e a ganância faz do ser humano verdadeiros monstros. E cá como lá, é preciso muito ânimo para continuar a acreditar que um dia esta besta se curará.
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13 novembro 2010

Paulo Varela Gomes

O Paulo Varela Gomes parece estar na moda, avaliando por um texto que circula de email em email, entre gente de Direita e de Esquerda. Confesso que conheço mal o PVG, mas já o li em textos de onde me sinto muito próximo e outros que se não me deixam perplexo, me custam muito a digerir - espero que não me apareça aqui a dizer que os textos não se comem! - As pessoas não valem ou deixam de valer a partir do momento em que podemos catalogá-las politicamente, têm até uma mais valia, garantem o enfoque enquanto nos escorregam pelos dedos da análise, desde que esse perfil não corresponda ao dos impostores ou dos camaleões.

Aqui vai um texto dele de 2007 que só agora li e subscrevo, e bem me teria dado jeito para suportar o que muito escrevi na altura, como aqui: Transgredir nos transgénicos.

"Comentário de Paulo Varela Gomes (professor de arquitectura)
A reacção - histérica - ao caso de Silves e ao post do Miguel Portas é um caso dos mais interessantes acontecidos em Portugal de há muito tempo para cá. Neste país de cobardolas, qualquer gesto decidido assume de imediato foros de escândalo. Neste país que enterrou uma revolução debaixo de um manto de mentiras, silêncios e cumplicidades traidoras, qualquer recordação - por mais ténue - daquilo que se passou em 1974-75 cheira a ameaça insuportável. Neste país onde os poderosos violam a lei todos os dias, onde a polícia e os tribunais servem sobretudo para ajudar os poderosos a não cumprir a lei, onde a lentidão e ineficácia dos tribunais criam um estado de não-direito, ninguém se lembra de exigir que seja aplicada toda a força da lei (de imediato! rigorosamente!) quando os salários não são pagos, os patrões fogem aos impostos, as empresas e os bancos defraudam os cidadãos. Mas ai de quem puser o pé num centímetro quadrado da sacrossanta propriedade privada agrária, esse símbolo por excelência da Ordem multi-secular.
Que extraordinário país! Um povo todos os dias enganado, roubado, o mais pobre da Europa, o mais ridículo. E nem um carro incendiado, nem uma montra partida, nem um protesto violento. Dóceis como carneiros, que é naquilo que foram treinados, é aquilo que são - envergonham-me vocês, oh ordeiros de dedinho sentencioso no ar e voz tremeluzende de indignação só porque meia dúzia de miúdos resolveram violar a lei. Pode não ter sido correcto o que os miúdos fizeram, mas mostraram mais coragem que vocês todos juntos. Respeitem ao menos isso: que ainda haja portugueses capazes de arriscar alguma coisa por aquilo em que acreditam. Respeitem ao menos quem é capaz de um gesto."
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Texto lido em primeira mão aqui no Gaia.
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10 novembro 2010

Portugal e o Twitter Público

"Exportações continuam a crescer mas importações desaceleram."
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Se pedíssemos a um aluno em início do Secundário que numa frase explicasse a evolução do gráfico que se lê na frase, ele nunca utilizaria aquele mas. Gostam tão pouco do país que até uma boa notícia é difícil dar. O JMF deixou discípulos…
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Lido aqui no CC. Sublinhado meu.

Acumulação de Pensões

O país anda tão anestesiado que deixou passar em branco uma das medidas mais justas que este governo tomou nas duas legislaturas que leva: a proibição de acumulação de pensões de reforma com salários no sector público. Daqui a uns anos vamos olhar para trás e verificar como andámos a ser roubados durante tanto tempo, porque isso não era mais do que um esbulho. Mas quanto a esta questão o que vemos são miseráveis destes dizerem coisas destas, aqui.
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“…para não lhes chamar filhos da puta.”
“…para não lhes chamar filhos da puta.”
“…para não lhes chamar filhos da puta.”
“…para não lhes chamar filhos da puta.”
“…para não lhes chamar filhos da puta.”

Não, não estou a chamar filho da puta a ninguém, este é apenas o eco do excerto de uma reacção do reaccionário do PSD, Jardim, às notícias que desmascaravam a forma lambona com que se alimentam desta espécie de gamela que é o Orçamento do Estado, de onde saem anualmente as dotações para as Regiões. Justiça seja feita aos sérios políticos dos Açores que acompanharam a medida tomada no continente, aceitando não acumular a totalidade da pensão. Quando não lhe agrada a conversa diz bacoradas... mas diz que é para não lhes chamar filhos da puta.

09 novembro 2010

A vingança serve-se fria...

Ó meus amigos, eu não sou nada destas coisas de vinganças, acompanho as tristezas e as misérias da bola porque desde pequenino que sou do Benfas e em adulto nada fiz para o contrariar, excepto a seguir ao 25 de Abril onde o que valia era contestar os 3efes: Fátima, Futebol e Fado. Mas neste momento do quintuplicado sofrimento desportivo a que o Hulk nos obrigou, depois das experiências malucas e de última hora do nosso senhor Jesus da Luz, ainda tivemos que aturar os piropos do nosso aristocrático vizinho de Alvalade, pelas cinco batatas sem resposta, mais a lagartosa censura do acto que consideraram bárbaro, da agressão do Luizão com o cotovelo a um murcõue azul e branco que o sarrafava por trás sem censura de juiz algum que andasse por aquele campo.

Pois é. Mas só sofremos vinte e quatro horas. Atão não é que o peixe morre pela boca? Não levando em conta um golo validado ao Sporting erradamente, o resultado correcto seria 1 – 3, mais cinco minutos e chegava aos 5, a jogar em casa, e não era contra o Incrivel Hulk. Quanto ao Maniche que há falta de cotovelo pantufou o adversário na caneta, foi a cereja no topo do bolo. Estamos quites, ok? Vão lá lamber as feridas!

Mas bolas, apareçam no café... não vale fugir.

07 novembro 2010

Poder político na Justiça?

Sim ou Não? Começo a ter medo de coisas que se passam neste país. Não é tanto o Orçamento e o Sócrates, o FMI e os juros ou a dívida, porque isso serão questões reversíveis com mais ou menos medidas de gestão e mudanças políticas, não, o que francamente me mete medo, é saber que uma casta de gente intocável pelos outros poderes do Estado – e assim tem sido, para nos garantir a sacro santa independência - se possa conluiar corporativamente, conspurcando a noção que tenho de sindicalismo, chantageando a nação com o terrível poder que têm que é, julgar. Sabendo como vão os seus julgamentos, através do maior défice que o país tem que é o de justiça, apavora-me imaginar o que em roda livre podem fazer deste país. Perante a evolução do esboroar de um sistema de justiça anárquico, que vai fazendo política á revelia do alvará que tem, e dominado por gente que não mandatei, não me custa nada dizer que prefiro um que tenha como origem o mandato que eu der no Voto. Isto é um escândalo? Talvez. Mas antes isto do que assistir entrincheirado á destruição do Estado. E não tenho dúvida, estamos assistir a isso. Política sem mandato, não! Sabendo que os nossos magistrados vão aderir á próxima greve geral, não vou conseguir desfilar ao lado deles na Avenida no dia 24. Desisto.

01 novembro 2010

Que presidente queremos?

Já podemos referir-nos a Cavaco sem o confundirmos no patamar da Presidência da República. Desfez mais um tabu: é candidato.

Começou de forma triste por perguntar, num caricato tom de auto-elogio, tão patético quanto basbaque, naquele registo gélido e enjoado de sempre que é o seu: «Em que situação se encontraria o país sem a minha acção intensa...“, bla-bla, bla-bla. E alguém já perguntou: Em que situação não se encontraria o país se não o tivesse feito da forma como fez? Mas apetece ainda dizer-lhe:

- Que preferimos um presidente que escute os portugueses e não um tenha a mania que é escutado.

- Que preferimos um presidente que tivesse estado mais longe do BPN/SLN, e das relações de confiança com muitos dos seus intervenientes.

- Que foi uma vergonha a que nos submeteu deixando o Presidente checo desancar-nos duas vezes em público sem ter dado uma resposta á altura. E é ele chefe das Forças Armadas!
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- Que para Presidente da República preferimos um com a cultura da palavra e não um com a dos números. Ora ouça aqui: façarei?!... Esta construção do verbo Fazer até o pêlo arrepia, não? Também por isso, por cada vez que o vemos nos lembramos das voltas que Camões deu no túmulo, pelo seu desconhecimento da primeira coisa que se aprende na escola sobre ele.

- Que achamos bem que não tivesse estado no funeral de Saramago: ele não perdoaria.

- Que nos revoltou que tivesse ido á Madeira mostrar medo de Jardim.

- Que é lamentável a sua confusão com “divergência” e “falta de educação”.

- Ou que minta, dizendo que não é político e o seu partido é Portugal. Que leia o que diz o Daniel Oliveira neste link: “Os cinco Cavacos” (…) “quando Cavaco chegou ao primeiro governo em que participou eu tinha 11 anos”(…) Leia para ver como mente!

- Que o que nós tivemos foi sorte em não o ter apanhado noutra altura da história, que com todo asse populismo, seria antes um perigoso caudilho.

- Que, sabe? Preferimos um presidente igual a nós, que tenha dúvidas e que também se engane, não alguém que com arrogância travista os seus saberes.

E parafraseando Pedro Tadeu no DN: Que você nunca pode ser o presidente que todos sonhamos ter. Nunca será, porque lhe faltam qualidades humanas e intelectuais para isso.

30 outubro 2010

29 outubro 2010

As sondagens católicas

Mentem, e em relação a Alegre são quase uma fraude. Veja-se:

"A Católica continua no mesmo diapasão de 2006. Pouco dias depois de uma outra agência atribuir 36% de intenções de voto a Manuel Alegre, a mais recente sondagem da Universidade Católica atribui 63% a Cavaco Silva e 20% a Manuel Alegre. Nada de espantar. Recordemos as sondagens desta agência em 2006:

Cavaco Silva 60% - Manuel Alegre 16%
Resultados finais nas urnas:
Cavaco Silva 50,54% - Manuel Alegre 20,74%

Dos 60% de Cavaco nas sondagens, não se encontraram muito mais do que 50% nas urnas. Cavaco não foi à segunda volta por pouco mais de 30 mil votos."

A diferença entre esta sondagem e a de outra agência é de 16%. Ora, se o eleitorado de Alegre é fixo e corresponde a 20% (2006) como conseguem explicar que a junção dos votos do BE e do PS para esta, não consiga adicionar votos?

18 outubro 2010

Qui’ils reposent en révolte

No DOC Lisboa passou o documentário Qu’ils reposent en révolte (Des figures de Guerre), que nos relata cenas dos imigrantes em Calais, maioritariamente afegãos e magrebinos - gente de origem suburbana conhecedora da movimentação nas urbes, com aspirações a metrópoles e aí, diferentes dos pobres afegãos e magrebinos - vítimas do negócio dos passadores (5.000 a 10.000 euros por passagem), que não tenhamos dúvida, exponenciam este problema ao criarem nos países de origem as quimeras que acabam em miséria debaixo de pontes e parques insalubres onde vegetam e onde a saída é a mutilação da sua identificação digital através de ferros em brasa nos dedos. Na falta do filme deixo este vídeo do Youtube, onde há várias reportagens sobre isto. O slogan era: No borders, no nations, stop deportations. Confesso que sobre este problema tenho mais dúvidas do que certezas. O filme era a preto e branco, mas não me parece que o problema o seja.
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Alegre 2011

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Quero um Presidente destemido e transparente, não um tabu, ele mesmo.

17 outubro 2010

O Lopes e o Nobel da Paz

Parece que Francisco Lopes vai continuar em maré. Desta vez foi esta: «Nobel da Paz é instrumento de guerra» - «Há uma hipocrisia na atribuição do Nobel da Paz», diz candidato presidencial do PCP. Em entrevista ao jornal Sol.

Ó Chico, instrumento de guerra? Sabemos que é pelo facto de Liu Xiaobo ser um oponente ao regime comunista chinês que esta nomeação para o Nobel da Paz não lhe caiu bem, mas não vale dizer que é um prémio cujo objectivo é exactamente o contrário, e se gritar muitas vezes que vem aí o lobo, quando for verdade ninguém acredita. Verifique ao menos esta relação com o histórico dos laureados para ver que não é “instrumento de guerra” e liberte-se dessa formatação se quer ser Presidente da República porque assim só terá votos formatados.

14 outubro 2010

12 outubro 2010

Cohn-Bendit e a Grécia

"São coisas que não passam nas TV’s", diz-se com razão no Uivomania. É que isto não é a conversa neoliberal da treta, isto vai contra o projecto financeiro que nos anda a tramar e que serve a muitos, mas não serve aos povos da Europa afectados por ele.

Que estraordinário discurso deste perigoso revolucionário. Viva o Maio de 68!


10 outubro 2010

Um candidato portanto

Não há nada a fazer quando cada um de nós tem a sua forma de aceitação do outro. É que há outros que por vezes não aceitamos nem á lei da bala, sem saber porquê, assim como se víssemos neles uma espécie de sinal alienígena que os repele. É o caso do candidato presidencial do PCP, o candidato dos pertants, o Francisco pertant Lopes. É este cromo aqui, se não conheciam ainda.
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Vem isto a propósito desta abertura de hostilidades com Manuel Alegre que só prejudica a Esquerda. De facto, com amigos assim na Esquerda para que precisamos de inimigos? No fundo, este senhor não me surpreende, o que me surpreende é que não haja no PCP um debate que parta a cristalização em que caiu. E era simples: bastava olhar no Parlamento para a sua direita.

Nunca gostei de ver gente de Esquerda de cócoras para apanhar meia dúzia de votos.

08 outubro 2010

Cavaco em campanha

Cavaco é ou não candidato às próximas presidenciais? É que de algum tempo para cá anda numa roda-viva, indo a todas, todos os dias, num ritmo muito além da média verificada no seu mandato. Na falta de pretexto para o aparecimento público, ele manda que se encaixe tudo aqui: (...) “Lembrei, nessa altura, quando é que os meus antecessores tomaram uma decisão sobre aquilo que fariam no futuro” (...). Ora, das duas uma, ou é batota ou não é, porque não é pelo facto de outros terem feito mal que ele tem que fazer igual, dessa forma passa a ser batoteiro ao viciar o jogo político, servindo-se descaradamente da Presidência da República para relançamento da sua candidatura. Se não quer correr o risco de o considerarmos politicamente desonesto, não passe de repente a fazer campanha a partir do palácio. Querem a prova? Revejam as notícias de ontem, vejam as notícias logo, amanhã …

A ética não conta quando são os interesses pessoais que estão em jogo, é contra isto que deveremos lutar sempre, se queremos um país digno. Para já, Cavaco está fora desta luta.

03 outubro 2010

Rede Manuel Alegre

Ter participado na campanha de Manuel Alegre em 2006, foi, depois do 25 de Abril, quando mais próximo estive da forma como entendo o estar na política, porque não estar me exclui da cidadania que reclamo. Pela frontalidade dessa candidatura, Alegre é hoje a melhor garantia que temos e é por isso que volto a empenhar-me. Á semelhança desse ano o nosso apoio vai ser importante, aqui ficam os links definitivos dos endereços oficiais da campanha:
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Site de campanha: http://manuelalegre2011.pt/
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02 outubro 2010

Jardim proíbe Comunismo.

Jardim quer proibir o Comunismo, veja aqui. O homem ainda não se habituou: a revolução foi feita por democratas, com a ajuda de comunistas, é certo, e derrotou o Fascismo, e na lógica da guerra o derrotado submete-se. Perderam, amocham, e Jardim tem que amochar. Se falar muito, quem o proíbe somos nós.

28 setembro 2010

Bardamerda (*) para OCDE.

E para as recomendações que nos deixa sobre o que devemos fazer para controlar o défice. Então a culpa não é dos topos de gama das Águas, da Assembleia e de outros? Das C.P’s. e do tal do Banco de Portugal? E das empresas municipais e da praga dos institutos públicos? E dos gestores que se auto remuneram? E das empresas que facturam mas não pagam impostos porque estão sediadas em off shore? E dos que têm três e quatro reformas e um dos quais é melro mor? E das Guedes que vivem a parasitar a Segurança Social? E da pouca vergonha dos fundos pelos fundos em que se afundam? E do regabofe de quem parasita o Orçamento, vivendo há anos na dependência da dotação anual que os salários miseráveis alimentam? Porque não vão opinar para a vossa Freguesia? Desapareçam! A vossa receita é igual á que nos suga as veias. Aqui na barra lateral, José Gil alerta para uma coisa importante, leiam, porque é cada vez mais actual.

Esta matéria é politicamente transversal, veja textos relacionados aqui, aqui, aqui ou aqui.

(*) Termo que não consta do dicionário das boas maneiras mas foi também usado por um famoso Primeiro-Ministro português.

Cérebros lavadinhos!

“Temos que continuar sem medo do que o mundo pensa de nós.”

Quem acha que foi capaz de ter produzido esta declaração? Uma jovem nazi a propósito das provocações que levaram a Alemanha á guerra, ou uma jovem israelita a propósito da construção de colonatos em território palestiniano?

23 setembro 2010

Topos de gama sem crise.

Faça uma pesquisa Google a “Frota de luxo Águas de Portugal” e veja o lindo serviço numa altura em que não se pára de falar no FMI. Ou será porque são carros alemães e isto faz parte da ajuda da Senhora Merkel? E ninguém vai preso por isto?

Mas há mais, agora faça uma pesquisa a “Deputados um milhão em carros” e veja outro lindo serviço. O que aborrece é que há ali gente de que eu gosto que também foi contemplada e não sei como desmontar argumento.

Claro que isto depois faz desenvolver um outro negócio paralelo para empochar, onde ganham todos e perde o país, que é o dos pneus dos topos de gama... Sim, o negócio dos pneus dos topos de gama!

Alegre 2011

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Quero um Presidente que conheça o mínimo de Camões.

21 setembro 2010

Uma questão cigana

Ouça no link do texto, clicando depois o botão de áudio, esta conversa no programa da Antena 2, “Um certo Olhar”, particularmente o que diz Maria João Seixas a partir do minuto 7,30 até ao minuto 10,30 mas também o resto dos residentes do programa. O pior que se pode fazer para resolver esta questão é tratá-la como uma questão xenófoba. Também acho que há por aí muita gente agarrada ao discurso do politicamente correcto. Ouça:

“(...) E não é uma questão de xenofobia exclusivamente... Mas é a impunidade que o medo da violência de resposta de algumas comunidades ciganas nos centros urbanos portugueses, é a impunidade com que eles podem fazer isso, porque se tem medo de reagir, a mim, incomoda-me, não vejo razão para serem tratados de uma maneira mais morna do que eu se fizesse a mesma coisa (...)” Também a mim me incomoda Maria João e também não vejo por que razão isso seja feito á margem das condições que eu próprio tenho que cumprir.

O resto da conversa que por aí ouvimos é em muitos casos o discurso da hipocrisia.

15 setembro 2010

Ó da guarda

Agarrem esta mulher:

É verdade que isto foi dito, porque vem no Jornal I de hoje. Claro que a sua colega da Saúde teve que vir a seguir falar do estado das contas. Não sei se foi espalhanço se é estratégia pessoal de projecção para além deste mandato, sei que o disse acreditando no que está escrito. Espantados com esta perfomance? Eu não. Quem sabe se no futuro um Ministério da Cultura, Saúde e Solidariedade Social não seria um must! Why not?

12 setembro 2010

Um bom Presidente

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Cavaco apareceu na politica tardiamente e com a frieza dos números que nada nos valeu, porque falhou, e vive na ilusão de que gerir um mandato presidencial é como estar no governo a controlar o orçamento de Estado, no qual acabou por deixar um dos maiores aumentos da despesa púbica. A Presidência da República é muito mais do que isso. Manuel Alegre é um cidadão de causas capaz de entender as nossas, e só com ele teremos a garantia de ver a Cidadania plenamente representada em Belém.

02 setembro 2010

Um governo (adop)ado

“Este processo chegou ao fim” disse hoje Laurentino Dias em conferência de imprensa, esclarecendo os jornalistas sobre as trapalhadas com a ADOP e Queiroz. O que se vai concluir daqui é que Sócrates resistiu a muito nos seus mandatos, não houve Freeport que não ultrapassasse, mas vai estranhamente acabar adopado pelas vaidades, prepotências e pequenos poderes legitimados por vínculo público que nos causam um asco que interfere com a forma como se analisa uma governação. As pessoas entendem quando a perseguição se interpõe nestas coisas e faz asneira, e Queiroz está agora para muitos a passar de vilão a vítima. Hortas com pedras no sapato, Sardinhas, Adops e Laurentinos vão ser os coveiros deste governo e isso não deixa de ser injusto para Sócrates, goste-se ou não dele. De facto, este "processo" chegou ao fim, mas foi da forma mais injusta porque não era por esta razão que Sócrates merecia ser penalizado.
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31 agosto 2010

As nossas Autoridades

A nossa relação com tudo que tenha a ver com autoridade é sempre um problema difícil com o qual convivemos muito mal. Sabendo disso quem nos governa, e de como aceitamos que o respeitinho é muito bonito, quando estrutura e atribui competências o melhor é começar logo pelo nome: Autoridade! É a Autoridade de Antidopagem de Portugal, Autoridade de Segurança Alimentar, Autoridade da Concorrência, Autoridade Florestal Nacional, Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Autoridade Nacional de Comunicações, Autoridade Nacional de Protecção Civil, Autoridade para as Condições do Trabalho, Autoridade para Serviços de Sangue, Autoridade de Gestão do PRODER, do PROMAR etc., etc. Não é Instituto, Centro, Departamento, não, é Autoridade! E estamos com sorte não ser Alta Autoridade. Alguém investido de poder numa estrutura assim criada, não é um técnico, um dirigente, não, é um representante da autoridade ou da alta autoridade. Uns parvos, uns bacocos, uns pacóvios, é o que somos! O que se espera então de uma Autoridade que depois de não ficar satisfeita com uma pena, por supostamente ter sido perturbada a concentração na sua autoridade, avoca um processo, formando depois decisões colectivas de pena que não poderemos deixar de considerar como decisões em causa própria? Como se resolve uma injustiça se a pena que assim resultar for igual àquela que sentimos quando somos apanhados pelos tradicionais caçadores de multa que nos levam a massa porque excedemos em meia dúzia de quilómetros a velocidade limite num sinal de 70 numa imensa recta do Alentejo?

Que raio de crime cometeu você Queiroz? Disse em tempos que era preciso dar uma vassourada, foi? E eles estão lá há anos, mesmo depois de Saltilho e da Coreia e vão de lá sair com uma choruda reforma? Ou tem gente que não gosta de si há muito e agora é uma autoridade? Recorra Carlos Queiroz! Recorra disto, e agora não me importo que seja lá para fora, porque o que está a acontecer consigo é o resultado da paranóia colectiva de quem tutela estas coisas da bola, e das mascambices á sua volta. A única coisa que não lhe perdoo foi aquele chá com Cavaco, mas se é por isso que está metido nesta camisa-de-onze-varas, como dizem mas não acredito, então mais vale por nisto uma tabuleta de vende-se!

29 agosto 2010

Ódios de estimação II

Uma entrevista de Duarte Lima a Judite de Sousa, já posterior á data da edição de um post que editei, e a leitura de dois artigos no Politeia aqui e aqui que recomendo, podem servir para compor esta reflexão, embora o acompanhamento das notícias possa ter a agravante de ser considerado de outra forma que não seja a simples curiosidade sobre o evoluir das investigações e das notícias sobre este caso intrigante.

25 agosto 2010

Braga verga Sevilha

O mau perder espanhol veio novamente á tona através da velha arrogância castelhana. Em Madrid não se perdoa que a segunda melhor equipa portuguesa possa derrotar a terceira ou quarta melhor equipa espanhola e vai daí, parte quase para a ofensa.

O facto é que este jogo foi um jogador português contra dois jogadores espanhóis, o resto eram estrangeiros, mas mesmo assim a imprensa espanhola não se coíbe de escrever depreciativamente, no sentido de desvalorizar o feito da equipa portuguesa, valorizando a sua derrota, que: “Uns brasileiros disfarçados de portugueses”. Ora, o Sevilha jogou com três franceses, dois argentinos, um costa-marfinense, um italiano, um brasileiro, um mali e finalmente dois espanhóis. O Braga jogou com sete brasileiros, um peruano, um nigeriano, um uruguaio e um português. Qual é a diferença nisto em termos nacionalidade dos dois países? Quase nada: 1 português contra 2 espanhóis, e é baseado nisto que nos querem fazer crer que o Braga era um misto internacional e o Sevilha uma equipa de espanhóis, desta forma, era para eles menos grave do que perderem com portugueses! Entende-se?

Mas têm que engolir em seco, era um treinador português contra um espanhol!
Imagem de: www.abola.pt
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