ARROIOS

"...s. m. pequena corrente de àgua não permanente; regato"

O Dona Estefânia

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Chavez

Entre Bush e Chavez não tenho a mínima dúvida na escolha, mas não me peçam que justifique, porque talvez encalhasse nos motivos. Com muita frequência deixo o coração comandar e não me parece um erro, porque o considero em bom estado. Se ele me recusar um traste porque razão deve o cérebro impingi-lo? Descubram.

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Eduardo Moniz: TVI vs RTP

A propósito da vitória da RTP na transmissão dos jogos da Liga de 2008/2009: “A RTP é o braço armado do Governo”. E ele, é o braço armado de quem? Por mim entre portugueses e espanhóis não tenho dúvidas. E vocês?

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A pressão ao Bastonário

O Dr. Carlos Pinto de Abreu, Presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados, assinou uma Carta Aberta de resposta à que o Bastonário escreveu aos Advogados, que pode ler neste link: Carta Aberta ao Dr. António Marinho e Pinto.

Actualmente jogo pouco xadrez, mas uma das regras básicas que aprendi, é que a melhor forma de me defender é com ataque a uma pedra ou posição de valor superior. É o que estamos a assistir neste momento, em que os ataques ao Dr. Marinho e Pinto vêm de alvos que atingiu genericamente: Magistrados, Conselhos Distritais da Ordem e alguma“classe”, ataques estes agora de formato diferente, porque têm um endereço concreto: o Bastonário.

Se não dissequei a carta do Bastonário, não o vou fazer com esta do Dr. Abreu, não só pela condição de observador externo, mas porque a acho provavelmente enquadrada em pelo menos dois dos alvos atingidos. Ressalto no entanto o facto de ser igualmente uma resposta em texto simples, sem a atrapalhação dos tais gongorismos inúteis, que se saúda, mas sublinho algumas afirmações que poderão falar por si:

“... parece que a eleição nada garante senão a conjuntural “vontade da maioria”. Parece?! Mas nem sempre o que parece, é! Não é Doutor?

“... o que nem sempre é sinónimo da prossecução da “vontade geral” e do bem comum...”. Porquê? Anteriormente com as “outras maiorias” e porque eram outras, já foi isso?

“... Nós, advogados, não aceitamos generalizações abusivas,...”. Sim, está bem! Mas ainda que aqui neste caso alguns achem que os afloramentos de Corporativismo revelados possam ser do “bom”, como o colesterol, eu tenho-os para mim sempre, como uma chaga na Democracia.

“...E, para além de outra fixação...”, e “... a eterna obsessão em colocar...”. Quando a conversa não agrada porque se tocam nas feridas, é preciso desviar a atenção com o argumento mais à mão, e aqui sim, denegrir é a melhor forma, tratando as opiniões dos outros como ”fixações” e ”obsessões”. Conhecem-se os métodos.

“... ? (Pontos de interrogação)...” Contei 58! Cinquenta e oito pontos de interrogação na carta aberta do Dr. Abreu. Oxalá o Dr. Marinho e Pinto não enverede pelo mesmo estilo e responda com a duplicação em pontos de exclamação! E fico por aqui.

Nota final. A meu ver, o Bastonário não terá, como ex-jornalista, percebido que estava a cair num engodo da Comunicação Social e na sua ânsia de fazer passar a mensagem em grandes audiências, terá sido vítima dela, porque era óbvio que o fogo viria de vários lados. Já desde o Eça que “este país é uma choldra”, e não me espanta que tudo se conjugue para que o Bastonário fique isolado e os poderes que pretende afrontar triunfem como triunfaram até aqui, não ajudando este país e mantendo-o mergulhado neste caldo de cultura que só interessa aos que dele podem e se sabem aproveitar. O que está em jogo, embora seja matéria exclusiva destes operadores da Justiça Portuguesa, diz-nos também respeito, daí o interesse com que acompanho estas evoluções e é errado considerar-se que a tensão destas linhas de força deve ser-nos escondida. Ao contrário, o que desconheço, é que me traz insegurança. Temos o direito de conhecer a saúde dos organismos em que confiamos. Não é por haverem opiniões divergentes e formas novas de encarar os problemas existentes que vou ficar com “imagens de anarquia e desgoverno”. Do que tenho medo é do que não me permitem que conheça. E como já não sou novo, ainda me lembro como foi nesse tempo.
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O Perigo do Pombos



A Revista DN Magazine deste Domingo publica uma razoável e oportuna reportagem sobre a praga dos pombos na cidade Lisboa, com o titulo “O perigo está no ar”. Leiam se possível.
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Em 2005 e 2006 editei aqui estes textos: Os pombos e as suas merdas e, As doenças dos pombos, no seguimento da minha demanda com a Câmara Municipal de Lisboa para tentar ver-me livre desta peste que nos enfernezia a vida com o emporcalhamento dos locais que habitamos. Descubro também através do Sitemeter deste bloque que há mais gente preocupada porque muitas consultas tem sido feitas no Google a estes textos, através da frase: Doenças dos Pombos e outras com teor de preocupação sobre o excesso de pombos.

(Aspecto do meu carro numa zona de Arroios)

Troquei com a CML algum correio, mas nada consegui de efectivo a não ser algumas respostas pedindo-me paciência para aguardar o tempo necessário para que a política de administração de milho aditivado produzisse o efeito no controlo das várias posturas. Passaram três anos com a paciência nos limites e não só o controlo não foi conseguido, como as colónias se têm multiplicado pelo bairro, através de algumas idosas que dão ostensivamente alimento nas nossas barbas a qualquer hora, sem que algum polícia camarário as incomode. Vejo é muito carro com as rodas bloqueadas, isso sim, mas não digo que esteja mal, apenas comparo o zelo.!...

(Aspecto do passeio na esquina da avenida)

Acuso a CML de negligência no controlo da praga dos pombos, por não o ter conseguido e as actuais medidas serem ineficientes. Não entendo como se pode continuar a falar de forma tão cândida, como alguns (algumas) responsáveis o fazem perante a seriedade deste problema. O que fazemos com os ratos e as baratas é exterminação pura e simples e não é por isso que vamos acabar com eles na natureza, os pombos deverão começar a ser tratados da mesma forma. É assim aliás que se faz em algumas cidades da Europa: exterminação pura e simples. Já o aqui afirmei, na cidade de Malmo, na Suécia, por exemplo, onde não se pode dar um tiro num pássaro, existem atiradores especiais a controlarem desta forma o seu numero.

(Aspecto do passeio na outra esquina da avenida)

Para além dos prejuízos que causam a todos os cidadãos que têm que se proteger com sistemas anti-pombos e muita lavagem de viaturas, é legítimo perguntar: quanto gasta a Câmara anualmente, em milho tratado que é jogado fora porque os pombos não lhe tocam? Quanto custa ao cidadão esta política negligente de ocupar funcionários, viaturas e uma estrutura própria, para nada? Quem ganha no negócio dos pombos? Se ninguém ganha, porque não acabar com eles fazendo “efectivamente” capturas e tantas quanto as necessárias. É que eu vivo rodeado deles na zona entre Anjos e Arroios e não vi em todos estes anos uma única tentativa.

(Aspecto do passeio depois da alimentação ilegal)

E depois, se o ambiente à volta dos pombos é nojento, desde a quantidade de fezes que voam sobre a nossa cabeça, até à quantidade enorme de parasitas e larvas de varejeiras que eclodem nos que morrem, e não havendo alguns que se incomodem com isto, porque razão têm que sacrificar a maioria da população, com o receio de afrontar este exército porco de gente marginal em matéria de asseio? Sejam velhas ou novas, as pessoas têm que começar a pagar pela sua irresponsabilidade. Viver em sociedade tem regras e não é por ser-se inimputável que se está isento. Afectem-se os recursos policiais à fiscalização e penalização dos infractores como nos bloqueamentos das rodas nas viaturas e o assunto vai resolver-se.

(Resultado da limpeza na varanda de casa)
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Isto não são imposições autoritárias de civismo ou correcções de Educação a pessoas com este déficit, é apenas fazer cumprir uma lei que existe por uma boa causa, a do bem comum.
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Exijo que a façam cumprir, se podem. Se não podem, só conheço um caminho.


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A Carta do Bastonário

Espreitei a recente carta do Bastonário aos Advogados e considero-a um documento importante para os operadores dos Direitos, mas arrisco em dizer que deveria ter um formato de Carta Aberta, porque a comunidade utente da justiça deveria conhecer as razões de algumas ineficiências, muitas das quais passam pelas denúncias ali apresentadas. Diria que tem em termos formais a vantagem de um texto simples e directo, claro para todos como aquele que se reconhece nas suas intervenções públicas, longe dos textos gongóricos e pedantes tão ao gosto de muitos – vide este exemplo/carta escolhido ao acaso, que: Illuminatuslex transcreveu, mas poderia ser outro, porque nem sei quem é o Dr. Maçarico, transcrito – e que não farão bem a ninguém a não ser apenas aos próprios.

Muitas daquelas denúncias já as tínhamos percebido: alguma Comunicação Social; os Ex-Bastonários; a conferência de imprensa patética do Conselho Distrital de Faro com aquele senhor a dizer barbaridades num estilo que deveria envergonhar, este sim, os advogados, e muitas outras movimentações tendentes ao mesmo.

Ficou para mim claro que estão aqui dois modelos em competição: um, a ver-se como casta a operar no universo do acesso à Justiça, e outro, a ver na aplicação da Justiça e na demolição dessa estratificação a razão de ser da sua força. Os advogados deveriam sentir orgulho por terem finalmente um bastonário que está a abrir as portas para renovar o ar daquela instituição e finalmente se equacionar a vida de tantos que por logro lá foram parar.
Reeditado em 23/07/08.
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Em Notre Dame...

Feche a porta e levante esse som até ao suportável. Só estará bom quando lhe fizer ressonância na “alma”. O objectivo é mesmo esse, tremer por dentro.

Força. E não desista antes do fim...
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E foram nossos Juízes!...

Numa altura em que alguns exigem explicações, é bom lembrar o que aconteceu e que ainda inculca o espírito de algumas paredes, ou se preserva como a natureza se guarda na semente. Leia a notícia integral do estudo no Público:

“Divulgado primeiro estudo sobre funcionamento dos tribunais plenários que julgava os opositores ao Estado Novo ...”

“...Durante a apresentação deste estudo, no Tribunal da Boa Hora, em Lisboa (precisamente na sala onde eram realizadas os julgamentos do plenário), Rosas criticou que a maioria dos magistrados que pertenceram a estes tribunais tenham ficado impunes. Os autores do estudo referem que apenas os juízes que estavam nos plenários em 25 de Abril de 1974 foram aposentados compulsivamente. Os restantes acabaram a sua carreira no Supremo Tribunal de Justiça sem nunca terem sido julgados ...”
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Notícia agradecida ao Alexandre.
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Luis Represas

Se uma coisa não me causa engulhos é reconhecer nos outros, o mérito. Faço-o sempre com gosto, ao invés do esforço em que vejo muitos enredarem-se ou evitarem-no e outros por vezes mais petulantes, roubarem-no. Como a Carminda teve o mérito pelo bom gosto de ter-nos trazido esta excelente canção do Luís Represas, aqui fica o reconhecimento, mas também a cópia descarada da ideia. Obrigado Carminda, vou fazer um intervalo na minha música residente:

Luís Represas foi um dia a Cuba e disse quando regressou que a experiência do contacto com aqueles músicos e a sua a paz, a aceitação e alegria sofrida daquele povo o tinham marcado definitivamente: não se era o mesmo depois daquela experiência. Talvez esta canção como outras, já depois disso, sejam parte dessa influência, mas haveremos de ter mais certamente.
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Os Sete Magníficos

Continuo a ter que pesquisar o resultado dos jogos na página da Federação, se os quiser saber, porque para os nossos media o importante é o pé do Ronaldo e o inglês do Scolari. Uma feliz conjugação de um bom lote de jogadores e um seleccionador como Tomaz Morais está a catapultar o nosso rugby, mas infelizmente a cultura desportiva da nossa informação, é rasca.

Os resultados, só vitórias, dos cinco jogos realizados hoje no Circuito de Seven de Hannover: à Roménia 38-0, à Espanha 28-5, à Alemanha 14-12, à Rússia 45-5 e Geórgia 26-12. Isto deu acesso à meia-final com a Irlanda, às 13H40, e provavelmente à vitória no Circuito a disputar com outro, às 16H25, para finalmente estarmos no Dubai. E para os que não sabiam, dominamos esta variante do rugby desde 2002, o que esteve certamente na base do último grande feito que foi o apuramento para o recente Mundial de 15 em França.
Aqui fica mais uma fonte de informação: o Blog do Aguilar que é um dos excelentes jogadores que está neste momento a participar no apuramento.

Actualização de resultados às 15H00: mais uma vitória nas Meias-Finais contra a Irlanda 14-12 e atingimos a Final com o País de Gales, às 16H25. Já volto.
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E pronto, somos novamente campeões europeus, contra Gales por 26-12. Próxima etapa de fundo, em 2009 no Campeonato do Mundo no Dubai. Fiquem atentos, talvez agora apareça por aí algum orgão de informação que se digne dar notícias do rugby. Uma vergonha.

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Farwest em Loures

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For he's a jolly good fellow

Claro Tacci, neste blog também se bebe, de qualidade sempre que possível e que o preço justifique, mas com moderação, porque a quantidade diminui na razão directa da precaução.
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Não sou um entendido, mas recentemente deu-me para pesquisas. Neste momento exploro a península de Setúbal - Casa Ermelinda de Freitas, em Fernando Pó - depois da descoberta do premiado Syrah 2005 e da aventura para o conseguir. Acabo agora de experimentar um parente, este Touriga 2006, mas o próximo a testar será o Leo D’Honor, que só é rotulado em anos garantidos para não lhe aviltar o nome.
Aqui fica a foto, enquanto aguarda oportunidade. Se houve uma área onde Portugal evoluiu, foi na forma de produzir vinho e isso merece também o nosso aplauso.

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Portugueses de Excelência

Actualização dos portugueses de excelência, depois da entrevista de Marinho e Pinto a Judite de Sousa:

Fernando Pessoa,
Almada Negreiros, Mário Viegas, Amália Rodrigues, Dr. Fernando Nobre, Manuel Alegre e Dr. Marinho e Pinto.
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Muita inveja e preocupação há por aí, com estes portugueses fantásticos. Alguns já cá não estão e não tiveram em vida o tratamento que mereciam. Os outros, estão a ter o mesmo tratamento, mas impedi-lo depende de nós.

Mais uma vez o Dr. Marinho e Pinto mostrou a razão porque foi eleito: é a pessoa que melhor defende publicamente os Direitos Humanos e o cidadão, das injustiças da nossa Justiça. Seremos todos cúmplices se não o apoiarmos na pedagogia notável que está a fazer, ao afrontar de peito aberto a "corporação" mais fechada do país. A única que não foi tocada pelos “malefícios” da revolução e manteve assim a sua “pureza” de princípios!... Os exemplos que nos dá são suficientes para se perceber onde está o mal. Um livro já li e sei do que fala – só aquela senhora loura parecia não perceber - o outro, vou procurar ler.

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O Bastonário Marinho e Pinto

Continua a ser interessante verificar até onde se pode resistir neste país quando se luta por fora de um sistema há muito instituído. Eleito pelas bases, tem sofrido a pressão pela sua ousadia e por falar de Justiça mesmo nas situações mais incómodas, independentemente da qualidade do utente. Agora a pressão vem das Delegações Regionais e hoje li num jornal que os ex-Bastonários estiveram reunidos. Não deve ter sido para comer pipocas.
Entrevista amanhã, dia 10 à noite, na RTP1. A ver.

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Campos e Cunha

Agora diz que o Governo está a ficar molinho e anda a governar para eleições. Deveria querer mais sangue - que o povo aguenta apesar dos salários de miséria e das vergonhas no ranking. Mas basta fazer uma busca “Campos e Cunha reforma” e lá aparecem as perfomances deste senhor: “...O ministro de Estado e das Finanças acumula o seu ordenado com a reforma do cargo de vice-governador do Banco de Portugal. Luís Campos e Cunha recebe por mês, no total, cerca de 15 mil euros - oito mil de reforma e 6759 por ser ministro....” no Público, ou por exemplo: “...Campos e Cunha por ter sido vice-governador do Banco de Portugal durante apenas 6 anos, conseguiu aos 49 anos de idade, obter uma pensão desta instituição no valor de 114 784,00 €uros anuais (cerca de 8.000,00 €uros mensais), o que feitas as contas, significa que se, este impoluto cidadão, ex-governador do BdP, ex- Ministro das Finanças do governo de Sócrates, viver até aos 85 anos, arrancará ao Estado Português 1 milhão de contos - não, não é gralha, é mesmo 1 milhão de contos - só com esta reforma...” no Portugal Descrente, etc..

Por mim, foi personna non grata no goveno, tal era o ar macambúzio e mal disposto. Agora anda pela SEDES, cuja origem e matizes se conhecem. Eu lá tinha as minhas razões!... É mais um dos efémeros que com o tempo, passam, mas são dos que coloco na minha galeria de horrores pelo dinheiro que nos custam. Para estes não há caducidade de direitos adquiridos?
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Portugal: um País, dois Mundos

(Reeditado)
Finalmente, Fernando Ulrich, do BPI, acabo de ouvir no telejornal, teve pelo menos o condão de ser o primeiro a reagir e a perceber que quando as coisas se agravarem perdem todos. Mas aquilo não chega. Aceita que se crie um escalão IRS para os vencimentos mais elevados.

A solução que admito, tem mais carácter de revolução tal é o encadeado de regalias privilégios e mordomias com que empenharam os nossos salários futuros para os sustentar, que não haverá lugar nem justiça económica para os suportar. Mas aquele desabafo está longe ainda de nos por a salvo do risco “da rua como campo de batalha” de que nos fala aqui “e-pá” e para o qual há muito venho alertando. São muitos os que sentem a injustiça de suportar a barbárie económica que despudoradamente os assalta. Suponho até que há, a quem custe mais suportar a injustiça de contribuir para vencimentos com tantos dígitos, do que olhar para a miséria dos poucos que leva para casa. É a honra que começa a ser afectada.

Não gosto muito deste discurso mas infelizmente começa a aparecer demasiado nas minhas reflexões: É, esperava mais da nossa classe política. Também eles me parecem estar desfasados nisto tudo. Olho aquela Assembleia e sinto que não merecem o que pago por eles. Acho-os caros. Bastante caros. E acho-os muitos. Demasiados, para o que de lá saí. Há ali muita gente anónima que me parece estar apenas para cumprir o número, o quorum. Metade dava bem conta do recado. Até as forças políticas fossilizam no discurso gasto e só dois ou três querem abanar o cenário. A impaciência e o desalento estão a tornar-me reaccionário, tenho que ter cuidado. Mas há muito por fazer em Portugal, e já vem de antes do Eça. Parece um ciclo (ou circo?) infindável e o paradigma é que todos nos sentimos a assistir a ele. Impávidos. Resquícios do feudalismo? Mas isso já foi há tanto!
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Petição pelo D.Estefânia

O Hospital de D. Estefânia tem hoje mais valências do que quando o utilizei há anos com os filhos e continua a ser a melhor referência da Pediatria Portuguesa merecendo por isso devido reconhecimento internacional. Sensibiliza-me que a sanha demolidora que nos caracteriza se vire agora para este Hospital disfarçando o apetite que a rentabilização daquele enorme espaço exerce sobre qualquer gestão economicista, com argumentos que foram rebatidos assim: “...O princípio utilizado para justificar a implantação do HTS "Fomentar a centralização e partilha de recursos", é um conceito genérico abstracto apropriado a qualquer gestão de meios parcimoniosa e inteligente. Este princípio contudo quando é hiper valorizado e descontextualizado de uma visão de uma carta de serviços hospitalares, pode, como se prevê no HTS, transformar-se num instrumento de retrocesso cientifico e assistencial....”

“...Alguém poderá deixar de perceber o significado histórico, científico e cultural que é pactuar com a destruição do HDE, berço da Pediatria Portuguesa, tomando a titulo de exemplo de integração a comparação do HDE com a dum Hospital como o do Desterro, que dispunha na ocasião do seu encerramento de apenas duas valências de referência, já pré-existentes noutros hospitais do grupo !!?...”

“...Senhores, não se confundam nem esperem confundir-nos! O que se passa é que vocês, talvez inconscientemente, estão objectivamente a destruir o berço da pediatria portuguesa e o único Hospital que lhe é dedicado da Zona Sul do País !...”


Façam entrar ali uma equipa de jardinagem e outra com um plano de reabilitação hospitalar bem pensado, recuperem aqueles muros e gradeamentos, e Lisboa só terá que se orgulhar por não ter perdido o Hospital de D.Estefânia, só porque alguém se lembrou de vender os anéis.
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Ementa para o espírito

Ementa de morrer a rir, clique e vá ver no Pensamentos. Eu encomendo:

Little bitches from the Algarve
Soup of stupid peasants
Dinner massacre with garlic wine
Baits with the girls
Golden asses


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Portugal mete Águas

O Grupo Águas de Portugal, cujo accionista único é o Estado, deve cerca de 1,7 mil milhões de euros à Banca e este número representa 1% do PIB português. A notícia está aí e pode ser lida na TSF, RTP, Diário Económico etc..

Que tenham havido investimentos desastrosos no âmbito da cooperação do Estado Português com outros, ainda podemos argumentar com a falta de jeito do Estado para escolher negócios ou para escolher gestores, o que já não se compreende é que parte desta ruína se deva a actos de gestão como este: “Este tribunal criticou ainda a gestão do grupo e apontou várias irregularidades como a acumulação de funções dos administradores do grupo que também executam funções junto dos Conselhos de Administração das empresas participadas.”... “Os gastos de 2,5 milhões de euros em viaturas atribuídas a administradores entre 2004 e 2006 constituiu outras das críticas feitas nesta auditoria, onde se diz que esta foi uma opção de difícil explicação considerando a fraca saúde financeira do grupo”.

Ora aqueles 2,5 milhões de euros em pópós da Administração, para termos uma noção de grandeza são, em dois anos, 501 mil contos! Mas vejamos também a nuance do argumento do Tribunal de Contas: “...uma opção de difícil explicação considerando a fraca saúde financeira do grupo” isto é, só é difícil de explicar por causa da fraca saúde financeira do Grupo ( ! ). Estão a ver isto? Até o TC tem pruridos em chamar os bois pelos nomes e se sente obrigado a suavizar dizendo que é só “pela fraca saúde financeira” do Grupo, porque se não fosse, estava explicado! É esta a mentalidade de quem nos governa.

Conhecemos a forma principesca como em Portugal se remuneram as Administrações, se ainda ao menos essa fosse uma remuneração que incluísse uma taxa de risco, assim à maneira de um seguro: Pagamos bem mas aceitas o risco de tribunal se meteres a mão na massa, ainda valeria o custo, mas nada disto sucede, saltam de um lado para o outro sem nódoa no currículum. Gostaria muito de ver explicados aqueles 2,5 milhões em carrinhos pagos com o nosso suor. Se virem, digam.

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"Instrumentos do Diabo"

O recebimento deste link com esta proibição estapafúrdia que o Alexandre me fez chegar, leva-me a enquadrá-la da seguinte forma.

É provável que a justificação das restrições, penitências e regras de comportamentos individuais que as religiões impunham aos seus crentes, fosse a única forma possível de difundir, massivamente, naquelas épocas, ensinamentos úteis às comunidades congregadas, cuja finalidade a sociedade do Conhecimento mais tarde descodificou. Foram o caso das abstinências ou jejum que curiosamente tem como significado: dieta, e era a prescrição da “privação da carne” em determinados dias. Encontraríamos exemplos mais bizarros, com outros significados mas um mesmo objectivo, a coberto do cumprimento das boas práticas espirituais e religiosas de um crente.

Continuará a fazer sentido hoje que as religiões mantenham ainda alguns destes preceitos? Para mim e neste contexto, fazem mais sentido os preceitos do que as religiões, o que já não faz sentido, é que a prescrição dessas privações se faça ainda à luz dos moldes que enformaram a divulgação de algum conhecimento. Conhecendo o mau uso de algumas das tecnologias que os nossos jovens têm ao seu dispor, diria que o erro não está no fundamentalismo do facto mas na mensagem que ele transmite, vide: «instrumentos do diabo para levar as pessoas a pecar», ou «só procuram levar a população de Israel a pecar através dos vídeos e outras abominações». Concluindo, acho muito boa a ideia de os mandar pregar para o deserto e converter camelos.
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O Rugby outra vez

A falta de notícias e relevo a esta modalidade obriga-me a fazer de gazeta desportiva. Continuam a não ouvir falar dela, mas agora vencemos outra vez categoricamente na segunda prova do Circuito Europeu, em Moscovo. Vejam aqui os resultados: 64-00 à Eslovénia; 63-07 ao Mónaco; 26-00 à Polónia; 19-15 à Moldávia; 19-00 à Ucrânia e na final 21-19 à Rússia, na sua capital. Segue-se a prova de Hannover, em Julho. Se quiz saber a notícia tive que procurá-la directamente na página da Federação!
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Custos da nossa impotência

Sugiro a leitura deste post e comentários, no Ponte Europa, de onde importei o recorte.
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Certo. Já todos fizemos o diagnóstico e a maioria concorda que é um escândalo o que se passa. Mas, ... e agora? Como pode o país sair desta? Assistimos e arrepelamo-nos por estar a ver nas nossas barbas o assalto ao celeiro onde guardamos as reservas de toda a comunidade, em que de uma só vez alguns tiram, legalmente, o sustendo que bastaria a milhares de famílias. Sabemos que ninguém vai mudar nada porque os que o podem também vão aproveitar no futuro, por isso, assistimos a este silêncio que se segue às denúncias que todos os dias se fazem e nos caem no correio, porque eles sabem que é assim que o sistema funciona: ... é preciso deixar marinar, com o tempo passa, é uma questão de inveja. Como já ouvi. Já é um processo que vem de longe e o Eça emoldurou isso muito bem. Os deputados calam, os governos assobiam e os tais gestores tão premiados e responsáveis pela trampa desta economia, disfarçam. Seria até estranho, estão a ver algum destes senhores desatar a tirar a ricos para dar a pobres? Que coisa bizarra! Como se pode então mexer numa trama de interesses assim montada? Esbarra-se sempre no argumento da questão do Estado de Direito, hipotético digo eu, que não nos permite agora argumentar a sua violação, porque é mesmo disso que se trata, quando ele Estado, permite que nele se constitua assim um Direito, quanto mais um Estado. Isto é um pouco kafkiano. Só vejo uma saída, mas estarmos na Europa complica tudo e seria dramática, mas era remédio santo. Os sinais que por aí há já são preocupantes. Depois, virão perguntar porquê e não faltarão novamente Delgados e Goebbeis a fazer-nos vomitar com a propaganda que suporta tudo isto.

Entretanto, visitamos o Papa que ele dá-nos uma bênção, e impotentes, como numa Idade Média vamos assistindo ao saque por esta nova espécie de oligarquias, até que nos peçam outra vez para gostarmos deles, e que novos sorrisos surumbáticos coloquem num próximo 10 de Junho, mais medalhas nas lapelas de quem se distinguiu, e nos virão outra vez falar na porra da nossa “Raça”.


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Eu e o Acordo Ortográfico

Neste momento, tenho como grande dúvida, um Sim ou Não ao Acordo Ortográfico. Debato-me por vezes com a dificuldade em defender com a veemência que gostaria, uma tomada de posição concreta sobre um determinado assunto da actualidade. Vejo com frequência, destemidos, assumirem posições onde eu tenho grandes dúvidas e surpreendo-me com as suas crenças nas capacidades de antevisão dos efeitos naquilo em que acreditam. Sinto-me muitas vezes preso pelo efeito da opinião do “acho que” e raramente avanço quando assim é, porque nunca defendo pontos de vista em relação aos quais a minha convicção falha. Mas invejo os que não precisam de grande debate interno para terem sempre uma opinião formada sobre tudo.
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A minha primeira opinião foi: Porque não por todos a escrever igual? Fui portanto sensível aos motivos de uniformização aduzidos para haver o Acordo, espreitando de soslaio aqui para o lado e vendo o que fizeram há mais tempo espanhóis e sul-americanos. Por curiosidade, em relação à evolução ortográfica mais recente do Português, abri um dos livros relíquia cá de casa: “Viagens Maravilhosas – César Cascabel”, de Júlio Verne, numa edição portuguesa de 1891, onde se pode ler: “pae; boccado; escripto; metter, anno; épocha; architectura; D’ahi; prompto; gymnastica, etc. etc.. Conclusão: hoje são consensuais todos os decaimentos e alterações acontecidas.
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As alterações feitas anteriormente talvez não mexam da mesma forma na etimologia das palavras, como agora se pretende e de facto, no caso dos exemplos do “ato, ótimo, úmido, adoção, conceção” e outros que tais, confesso a dificuldade que terei em escrever alguns deles. Por outro lado, este é o tipo de reformas a que um purista tem dificuldade em aderir e conservadores também vejo muitos nos dezanove subscritores iniciais da petição contra o Acordo. Para agravar, sinto-me longe de gente como Zita Seabra a quem não concedo um pingo de credibilidade e Graça Moura é-me indigesto. Mas, por outro lado, devo relevar, porque não posso esquecer que esta é uma questão transversal, sendo Manuel Alegre, Vicente Jorge Silva e outros um exemplo disso. Tenho porém dúvidas se bastará a opinião dos subscritores anti-acordo para garantirem que não acontecerá à Língua Portuguesa uma ghettização fatal, porque não temos aqui um LNEC que nos faça um modelo à escala e julgo que o isolamento proposto será uma aventura nova sobre cujos resultados apenas se pode especular. Até aqui, o grande veículo da escrita foi a forma impressa que influenciava maioritariamente o pais que editava, agora, passará a ser a forma electrónica e esta, transborda na quase totalidade e na hora, para o resto do mundo. Nada poderemos fazer neste cenário, contra o poder dos muitos milhões que vão estar do outro lado do Acordo. A minha dúvida quanto à sustentação da Língua Portuguesa e da sua unidade com ou sem o Acordo, passa muito pela fiabilidade das garantias dos seus apoiantes ou opositores, a que continuo atento tacteando uma orientação. Entretanto, mantenho a neutralidade e vou-me recusando a achar que. Até ver.
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Para melhor orientação, podemos ler:
A história do Acordo, na Wikipédia.

E o que dizem os Pró e os Contra:
Portal da Língua Portuguesa – O Acordo Ortográfico
Petição Contra o Acordo



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Novamente o Rugby


E ninguém fala do Rugby?!... Vejam só: 47-0 à Croácia, 58-0 à Suíça e 31-0 à República Checa. São as últimas performances dos “Lobos” no torneio de sevens na Rep. Checa, de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2009. Depois do feito histórico de participação no Mundial em França, a nossa televisão vai perdendo horas a ouvir emplastros na rua, alheia à excelente representação que esta Selecção continua a fazer de Portugal. A notícia aqui.
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Post-Scriptum: Mas não acabou! No quarto jogo 19-5 à Espanha, cilindramos a Bélgica por 52-0 nas meias finais, e agora voltamos a despachar a Espanha na final por 26-6, conquistando o Circuito Europeu de Sevens, com 6 vitórias. Mas talvez não ouçam falar disto como estes rapazes merecem. Será por serem só sete?

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Um militante laranja

Sabem quem foi a diligente figura que deu rosto e voz à greve dos empresários de transporte de mercadorias? Vejam aqui no Diário Económico ou aqui no DN. Tanto silêncio seria para passar despercebido? Mas já aí estão os empresários dos Reboques, os empresários dos Táxis, Agricultores, a pedirem que suportemos a quebra de lucros com impostos. Só falta a célebre "Manifestação dos Tachos", por balzaquianas de óculos Dior a gritar que têm fome.

Se isto não fosse Europa, o Chile estaria perto. Não é este reviralho que me anima, é outro, porque este trocaria as moscas, por varejeiras.
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Salvem o Botânico

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O Prof. Galopim de Carvalho que conhece bem a realidade daquele jardim lança daqui o alerta: Quem defende o Jardim Botânico?

Sabemos como qualquer Câmara é sedenta de receita e a receita que pode envolver é suficiente para colocá-lo definitivamente em causa, com a afectação do usufruto das suas vistas a interesses imobiliários contíguos. Visito com alguma frequência aquele espaço, e também já dei alertas como aqui, porque me recuso a admitir que os lisboetas o esqueceram. De facto, os visitantes que por lá vejo são estrangeiros e provavelmente isso facilitará o impacto desta reconversão à portuguesa.

Redimam-se disso. Visitem-no e interessem-se pelos destinos de um dos mais valiosos jardins que temos.


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10 de Junho. Dia de quê?!...

Pois é, Camões continua atravessado na vida do nosso PR. Dia da Raça. Acho que nunca mais ouvi isto depois do 25 de Abril e também me parece que não foi uma imposição aos portugueses. Foi uma palavra riscada e assumido por todos, mas reeditada agora e pela única pessoa que não deveria fazê-lo. Ontem não li, nem ouvi notícias. Dei por ela aqui, hoje, no Estranho Estrangeiro, o primeiro blogue que visito e depois aqui, no Público.
Sem mais comentários.

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Os Camionistas e Pinochet

Arrepia-me dizer isto, mas foram os camionistas que "orientados" pela CIA abriram as portas ao fascismo sangrento de Pinochet no Chile, em 1973, paralisando o país. Por coincidência, também foram "comandados" no buzinão da Ponte por dois irmãos que afinal parece que eram pouco recomendáveis. Desde aí, que faço um esforço para não olhar esta classe de outra forma. Ou será esta deturpação motivada pela minha aversão a tudo o que cheire a corporativismo. E haverá? Corporativismo bom e corporativismo mau?

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Adernagem a Estibordo - II

Sou desde há muito um apoiante de Alegre porque sempre me identifiquei com o seu inconformismo. Apercebo-me por isso, que no PS se tem confundido a demarcação que faz do seu espaço, com ataques e traições, parecendo com isto rejeitar a pluralidade que apregoam. A facilidade com que se acha que Alegre pode sair sem arrastar consigo a esquerda ainda existente no PS é, sem querer ofender ninguém, de uma confrangedora arrogância política. E não é assim que o PS vai a lado nenhum.

Manuel Alegre não foi a nenhum “congresso” do Bloco de Esquerda com elementos do PCP. É falso. Foi a uma Festa, um Comício das Esquerdas com dirigentes do Bloco de Esquerda, Independentes, ex-comunistas, Renovação Comunista, mas também elementos do PCP: Paulo Sucena e Domingos Lopes e mais históricos do PS. Foi uma festa onde houve três discursos, um do BE, outro de Independentes e outro de Alegre.

Estes alertas de Alegre, deveriam ser entendidos como chamadas aglutinadores e não como traições, porque são a única forma possível de criar algum cimento nas fissuras que a governação está a abrir no eleitorado e ao fazê-lo desta forma, como membro da família Socialista, prende ainda intenções de voto, como que dizendo que há ainda algum partido socialista dento do PS, evitando deste modo o êxodo para outras paragens.

Mas este resultado seria inevitável, porque esta engorda eleitoral do PS traria com certeza o perigo de aumentos no seu colesterol. E aí estão eles a entupir a circulação, nos Lellos e Silvas que por lá pululam.
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Adernagem a Estibordo - I

Em vez de se perguntar o que faz ainda Alegre no PS, porque não se pergunta porque está Manuela Ferreira Leite a ultrapassar pela esquerda o PS? Será só Manuel Alegre a detectar esta perigosa adernagem a estibordo?

Antes de continuar, façam uma busca neste blog, naquela janela lá em cima: “Pesquisar no Blogue”, à palavra Sócrates. Verão ali quantas vezes escrevi aqui o seu nome, e quando escrevi, por que razão o fiz, por oposição à palavra Jardim ou Cavaco, por exemplo. Julgo que isto responderá à tal acusação com que sistematicamente agridem os que estão ao lado de Alegre. Por contraponto, chamo a atenção para o que disse aqui em 2005, neste post, evitando agora incluir links para as infelizes, para não dizer outra coisa, declarações dos Lello, Canas & Silva.

Apesar da estratificação politica existente, cada partido contem ainda em si uma micro representação desse espectro mais geral. Coexistem dentro dos partidos forças que os enriquecem porque os questionam e lhes permitem o permanente realinhamento com a sua matriz, caso contrário, descaracterizam e fossilizam no unanimismo. Não é segredo para ninguém o posicionamento de Alegre dentro do partido. Ele nunca fez parte da sua ala direita.

Na antiga questão Sócrates/Alegre facilmente se entende, que tudo começa quando Alegre percebe que o partido vai ocupar a parte do centro disponível e para isso, teria que deslocar carga à direita do navio, dando de barato que o lado esquerdo teria que contrabalançar a manobra por mais que lhe custasse. O que sucede, é que nunca na história do Partido Socialista, esse movimento originou uma tão grande deriva, com os resultados sociais que se conhecem, a ponto de haver risco de vermos o seu lado esquerdo atacado por uma força conservadora.
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O melhor do mundo

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Apesar do atraso, este vinho merece aqui um destaque especial no dia do Portugal – Turquia e seria uma injustiça não lhe dar relevo depois do trabalho que deu conseguir duas garrafas.

Ser o melhor do mundo de entre 3 000 vinhos a concurso, de 36 países, numa prova cega, em França, é obra. Para memória futura e para lembrar que há mais orgulhos para além do futebol, aqui fica a foto da última, e um vídeo SIC sobre a notícia. Veja.
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Trova do vento que passa

Nunca me esquecendo que não há homens providenciais e com a liberdade de pensamento de que não abdico, estarei sempre com Alegre onde quer que esteja, porque é naquela verticalidade que me reconheço. Os ventos neo-liberais estão a tomar conta do PS e a provocação continua, a tal ponto de os fazer achar que estamos presos a trovas do vento que passa.

Pois é António, antes esta fidelidade à matriz que sempre guiou a nossa orientação política, do que navegar em cima dos ventos desta nova crista liberal que o poder económico criou e que só a alguns aproveita.

Antes a solidariedade com um povo vítima deste medo em afrontar os dominadores do mercado e os profissionais da política ao seu serviço, do que vender-me ou travestir-me de esquerda.

Antes vir para a rua dizer isto, por estar em causa a apropriação do termo e esta usurpação de valores, do que ficar quieto e sem referências guiado por um qualquer pragmatismo arrivista.

Alguém está a empurrar a história do PS borda fora, e este Partido Socialista já teria centrifugado há muito outros históricos, se fossem vivos. Parem de odiar, porque ninguém vos quer mal. Mas há uma coisa que não admitimos, é a provocação gratuita e sem sentido, só por não querermos esperar sentados.

Antes esta coerência, que o parasitismo de gente sem curriculum nem história ou futuro político, quanto mais valor.
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Ambiente. Reciclagem

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Um montando em Pavia ao fim da tarde.

“... As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial. A internacionalização do projecto está já a ser negociada. Em breve, as rolhas usadas de outros países europeus começarão a ser recicladas em Portugal, dentro de um esquema montado a partir daqui, resultando num contributo adicional para o esforço de reflorestações e conservação de florestas autóctones portuguesas. Este exemplo único de exploração de uma floresta autóctone, que conseguiu ao longo dos tempos conciliar criação de riqueza, serviço ambiental e impacto social positivo, irá agora completar este ciclo, renovando a própria floresta que esteve na sua origem.” Quercus.

A agradável pacatez e a elegância dos montados de sobro e zinho e o seu grande valor ambiental e social merecem bem esta iniciativa da Quercus, que pede um pouco de nossa colaboração. Muito interessante é o facto de a internacionalização deste projecto estar a ser negociado. Por mim, estou a contribuir desta forma e vou fazer assim:


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