09 julho 2008

Campos e Cunha

Agora diz que o Governo está a ficar molinho e anda a governar para eleições. Deveria querer mais sangue - que o povo aguenta apesar dos salários de miséria e das vergonhas no ranking. Mas basta fazer uma busca “Campos e Cunha reforma” e lá aparecem as perfomances deste senhor: “...O ministro de Estado e das Finanças acumula o seu ordenado com a reforma do cargo de vice-governador do Banco de Portugal. Luís Campos e Cunha recebe por mês, no total, cerca de 15 mil euros - oito mil de reforma e 6759 por ser ministro....” no Público, ou por exemplo: “...Campos e Cunha por ter sido vice-governador do Banco de Portugal durante apenas 6 anos, conseguiu aos 49 anos de idade, obter uma pensão desta instituição no valor de 114 784,00 €uros anuais (cerca de 8.000,00 €uros mensais), o que feitas as contas, significa que se, este impoluto cidadão, ex-governador do BdP, ex- Ministro das Finanças do governo de Sócrates, viver até aos 85 anos, arrancará ao Estado Português 1 milhão de contos - não, não é gralha, é mesmo 1 milhão de contos - só com esta reforma...” no Portugal Descrente, etc..

Por mim, foi personna non grata no goveno, tal era o ar macambúzio e mal disposto. Agora anda pela SEDES, cuja origem e matizes se conhecem. Eu lá tinha as minhas razões!... É mais um dos efémeros que com o tempo, passam, mas são dos que coloco na minha galeria de horrores pelo dinheiro que nos custam. Para estes não há caducidade de direitos adquiridos?
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1 comentário:

Anónimo disse...

Com Campos e Cunha, a SEDES deu uma guinada em direcção ao neo-liberalismo, doutrina económica completamente esgotada e que não apresenta nenhuma solução para a crise mundial que a sua aplicação provocou.
Sem ter tido a coragem de o explicitar, a SEDES pretendia que a ofensiva do governo desmantelasse o Sistema Nacional de Saúde, desinvestisse mais na Educação e que radicalizasse mais as leis do Trabalho, em benefício do patronato.
Em conclusão: a SEDES aposta num país mais desqualificado, na competitividade da nossa economia, baseada nos baixos salários, e na ausência de políticas sociais activas em relação à pobreza.
Os membros da SEDES são uns tecnocratas de museu, pois tudo aquilo que defendem já está a ser questionado em vários países.