22 maio 2009

Marinho arrasa Moura Guedes

(Reeditado por inclusão de novo vídeo. E agora, fica em acabamentos porque o tema merece)
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Finalmente, alguém teve a coragem de desmontar em directo o embuste jornalístico que é a Manuela Moura Guedes nos telejornais da TVI. Só podia ser o Dr. Marinho e Pinto. Esta senhora, quase tem o condão de nos fazer defender o que acusa. Estar ao contrário dela, é meio caminho para estar certo.

A forma como o Dr. Marinho e Pinto rebateu a Manuela foi soberba e foi o triunfo da Justiça de uma forma inesperada, mas não faltarão agora os tais puristas do costume, os mesmos que a mantêm refém entre as teias de aranha dos seus imobilismos, a vir atacá-lo pela veemência utilizada na defesa das acusações despudoradas que a Moura Guedes lhe fazia. Que coragem aquela! Que orgulho tenho estar entre as pessoas que mais o admira neste país. Faço daqui um apelo aos advogados que o elegeram: não desistam deste Bastonário, porque nunca como hoje senti que um advogado pode fazer tanto pela Justiça que nos falta, e devem perguntar-se porque razão colecciona inimigos tão poderosos. É um momento único para a advocacia portuguesa, aceitem fazer parte das transformações que este país precisa. Veja no link em baixo:
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Post-Scriptum I - As ondas deste episódio continuam na net e tenho lido textos e comentários fantásticos de apoio ao Dr. Marinho e Pinto, vou seleccionar este, por ser de alguém que o conhece das lides académicas, pela qualidade do autor e pela sua capacidade de síntese. Clique no link abaixo e vá ler o resto do comentário de: e-pá! - de Dom, 02:57 PM, que subscrevo:

(...) “Desde o dia da sua eleição que começou no interior da corporação uma impiedosa "guerrilha", a que não são estranhos os grandes escritórios de advogados. Estes tem acesso - quando querem - aos media e, em momentos críticos, intensificam a guerrilha e ameaçam-no com a destituição.” (...)
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7 comentários:

uivomania disse...

Perante a arrogância petulante é tocante assistir-se ao desassombro de Marinho Pinto.

Graza disse...

Será uma injustiça que se fará a este Bastonário, se as opções partdárias de cada um inviabilizarem a apreciação do que está a tentar fazer pela Justiça, porque a forma como o faz, cruza o espectro politico que temos.

Mariz disse...

Graza
Mas ao que isto chegou!
Apoio sem dúvida o Dr. Marinho Pinto, embora o tom empregue...
quanto á Manuela M. Guedes, para além do que escreve e ninguém deve rever - por directora de Informação que é - não lhe cabe o direito de emitir sistematicamente opiniões pessoais, sobre os assuntos que lhe passam pela cabeça. Se quer fazer teatro ou continuar a cantar...saia então de jornalista. Porque o que assistimos vai contra os códigos do jornalismo. Ela nem deve dar por isso...
Muito embora não parecie o comentador que contracena com ela ás 6ªs feiras, vezes houve que lhe tirei o chapéu, pelo facto de a mandar calar para que pudesse explanar a questão sem interrupções.
Como nem sempre vejo a TVI, não assisto a todas as peixeiradas, com sorrisos plásticos ou de plástico!
E assim vai o mundo da Informação. No meu tempo puniam-se jornalistas que, por expressão facial mostravam o seu desagrado ou não, pelo que ouviam dos entrevistados. E dava processo disciplinar a ousadia de manifestar qualquer opinião mais pessoal.
Não se sabe hoje, quem seja penalizado por isso...ou por nada, aliás!

Abraço meu
MAriz

escrevi uma notinha no final do post que publiquei.

Graza disse...

Mariz, talvez saiba interpretar melhor do que eu aquela passagem em que o J.C. expulsa os vendilhões do templo. É impossível que o tenha feito com punhos de renda, não? Considero-me um pacifista, mas a impetuosidade com que algumas coisas têm que ser ditas, não traz o fim do mundo.

Mas foi bem ajustado o seu comentário! De facto não sei se o que ela diz vai contra o Código, sei que o jornalismo que por ali se anda a fazer não é o que me informa e também acho que os portugueses já cresceram para dispensam ser acarneirados pelo comentário que permanentemente substitui a notícia.

Graza disse...

Leio por aí que os seus índices de popularidade decrescem entre alguns operadores da Justiça que não querem que se toque no seu imobilismo, ou melhor, paz podre, mas eles crescem como se vê na opinião pública espectadora e atenta a uma revolução que é urgente operar na nossa Justiça.

Não pertenço á area do Direito, mas nunca nenhum dos Bastonários anteriores teve a arte de me fazer acreditar na regeneração daquele edifício, como o Dr. Marinho e Pinto. Avaliando os seus contestatários, o que vier a seguir a ele só pode ser alguma espécie de colarinho branco, digo cinzento.

Ricardo S disse...

Caro João, tal como escreveu, discordo do Dr. Marinho Pinto sobretudo quanto à sua postura e á forma como se exprime. Por isso (e também por discordar de algumas ideias para a Ordem e para a classe) não votei nele e muito dificilmente votarei nele caso se recandidate. Porém, não sou a favor da sua destituição (pelos motivos que melhor explanei no Legalices) e considero que se deve deixá-lo cumprir o mandato, para o qual foi eleito por um número de votos que mais nenhum Bastonário teve.
Apesar de, mais uma vez, tê-lo criticado pela sua postura, agora na já famosa entrevista, tem toda a razão no que disse na sexta-feira. Como tem em muitas coisas do que diz e ao colocar o dedo (é mais a mão toda...) nas feridas da Justiça e da Advocacia. Mas isso não desculpa o tom com que brinda os visados.
Abraço.

Graza disse...

Ok Ricardo, esteja onde estiver quando tiver que actuar e com isso influenciar, nunca se esqueça que num sistema fechado o Mundo tende sempre para a entropia, e é a isso que Marinho e Pinto se opõe.

Um abraço.