A Pide não escutava por motivos criminais, não andava a saber o que cada um falava porque o seu zelo se estendesse à prevenção do crime. A Pide escutava puramente por motivos políticos. A Pide só queria saber o que cada um dizia politicamente, não me consta que os criminosos tivessem a Pide à perna.
Ora: “O presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, decidiu, ontem, sexta-feira, anular e destruir as escutas telefónicas do processo Face Oculta em que intervém o primeiro-ministro, José Sócrates, à conversa com Armando Vara. (...) O presidente do STJ terá considerado as escutas nulas e irrelevantes do ponto de vista criminal.”. Lido no JN. É um juiz, e logo o presidente deles, que o diz: “... do ponto de vista criminal” que é isso que lhe interessa e está em causa, porque as escutas neste Estado de Direito só são permitidas em investigações criminais e com moldura penal superior a três anos, e não em investigações políticas. O que alguns arautos da defesa do Estado de Direito reclamam è a sua subversão pela via das alterações pontuais em função dos seus interesses políticos, esquecendo que a abertura a esse voyerismo é o principio que pode vir a legitimar a coisa mais execrável num regime político: a escuta segredosa ao cidadão. Isto deixa-me um arrepio no pelo, mas pelos vistos não deixa a todos. E vi ontem alguns na TVI, o José Manuel Fernandes, pois claro, e um artista com um ar muito pouco recomendável António Ribeiro Ferreira, sobre o qual descobri esta pérola de veneração a Bush, tendo-o descoberto nesta e nesta onde o pode conhecer. É com arautos destes que o jornalismo e a Direita vão fazendo o seu caminho, e é uma pobreza que a televisão promova o seu fel, unicamente à cause de Sócrates.
Ora: “O presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento, decidiu, ontem, sexta-feira, anular e destruir as escutas telefónicas do processo Face Oculta em que intervém o primeiro-ministro, José Sócrates, à conversa com Armando Vara. (...) O presidente do STJ terá considerado as escutas nulas e irrelevantes do ponto de vista criminal.”. Lido no JN. É um juiz, e logo o presidente deles, que o diz: “... do ponto de vista criminal” que é isso que lhe interessa e está em causa, porque as escutas neste Estado de Direito só são permitidas em investigações criminais e com moldura penal superior a três anos, e não em investigações políticas. O que alguns arautos da defesa do Estado de Direito reclamam è a sua subversão pela via das alterações pontuais em função dos seus interesses políticos, esquecendo que a abertura a esse voyerismo é o principio que pode vir a legitimar a coisa mais execrável num regime político: a escuta segredosa ao cidadão. Isto deixa-me um arrepio no pelo, mas pelos vistos não deixa a todos. E vi ontem alguns na TVI, o José Manuel Fernandes, pois claro, e um artista com um ar muito pouco recomendável António Ribeiro Ferreira, sobre o qual descobri esta pérola de veneração a Bush, tendo-o descoberto nesta e nesta onde o pode conhecer. É com arautos destes que o jornalismo e a Direita vão fazendo o seu caminho, e é uma pobreza que a televisão promova o seu fel, unicamente à cause de Sócrates.
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Reediação depois da audição do "Contraditório", na Antena 1:
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Um dos riscos que se corre quando se escreve a quente, é o de laborar num raciocínio errado, e esse foi um risco corrido neste post. Mas vi as reacções de alguns políticos a este problema e cada vez mais, e por isso, me sinto melhor no raciocínio autónomo sem precisar de correias de transmissão política. Remeto-vos para este programa da RDP, o Contraditório, com Carlos Magno, Luis Delgado e Ana Sá Lopes.
Diz Carlos Magno: “Há coisas que um cidadão não faz, não faz pelas pernas abaixo e não comenta escutas.” De memória, dizem eles, e até o inefável Luis Delgado, entrou neste acordo de conversa: “Quem colocou as escutas cá fora cometeu um crime. Repugna-me que alguém seja quem seja, esteja a ser escutado. Como diz o Bastonário Marinho e Pinto, até um arguido e o seu advogado tem o direito a não ser escutados, quando alguém está a escutar, deve parar logo ali.
Vejam lá o que isto dá: aqui há coisa de um mês andávamos todos preocupados a discutir porque o Presidente estava a ser escutado, afinal era Sócrates que andava a sê-lo há quatro meses. Provavelmente andamos todos a ser escutados isto é uma sociedade inquisitorial pidesca, soviética, própria de regimes ditatoriais etc. etc. “
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Direi mais: é preciso registar os nomes de quem está a dar apoio ou concorda com a isto porque não é gente de confiança para alguma vez ter acesso aos destinos deste país.
Clique no link daquela conversa, e depois no botão de áudio para ouvir, porque raramente lhe sugiro coisa que não mereçam ser ouvidas.
Clique no link daquela conversa, e depois no botão de áudio para ouvir, porque raramente lhe sugiro coisa que não mereçam ser ouvidas.
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