16 outubro 2005

Os Pombos e a Gripe







Existem hoje conhecimentos quanto aos problemas da saúde que não existiam num passado recente. Sabemos hoje por exemplo que os pombos são portadores de uma meia dúzia de doenças que podem afectar o ser humano com: Alergias, Rinites e Crises de Asma, Pneumonias, Meningites, Doenças Graves do Sistema Nervoso Central, Micoses, Doenças do Aparelho Digestivo (Salmonelas) etc., mas agora há outra ameaça.

A propósito da gripe das aves e porque não queria criar alarmismos, aguardava a opinião de entendidos para saber qual o perigo dos pombos que nos rodeiam, na transmissão de uma gripe que segundo declarações do novo responsável das Nações Unidas, David Nabarro, para o combate a uma eventual pandemia da gripe:
“... uma nova pandemia está eminente, dependendo das medidas de controlo levadas a cabo pelos países, pode causar “entre 5 milhões e 150 milhões de mortes”
E ainda do técnico Domingos Leitão da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves que diz:
“...porém, há duas situações que deveriam ser acauteladas: os caçadores e os pombos das cidades”
Marc Ryon, da Federação Portuguesa de Columbofilia, acrescenta:
“...Quanto aos das cidades, pode haver um risco de as aves serem vectores do vírus...”
(noticia do Jornal Público de Sábado 01 de Outubro, página 3).

Lisboa é uma cidade infestada de pombos e o que é grave é que se trata de uma ave que tem várias posturas anuais e já invadiu definitivamente todos os bairros fazendo pombais em tudo o que é degradação. A juntar a isto existem normalmente os velhinhos e pessoas com baixo nível de cidadania que os empanturra e facilita a sua propagação. Os pombos deixaram definitivamente de ser a ave da paz, são nitidamente os novos ratos alados.

Temos assim em Lisboa um enorme caldo de cultura para propagação da estirpe perigosa que está a entrar na Europa. E quem se importa com isto? Garanto que anda toda a gente distraida a avaliar pelo crescimento que verifico nesta freguesia. Recentemente na Turquia morreram seis pessoas com gripe num bairro onde está em investigação a morte pombos.

Esta distração está a fazer-me lembrar o época que precedeu a descoberta do virus da sida e a sua propagação através de transfusões de sangue. Já se sabia mas entre nós andava tudo distraído.

6 comentários:

Marc disse...

Minha Cara Senhora,
O texto sobre os pombos produzido pela Senhora não corresponde à realidade : nos últimos 62 anos foram documentadas 176 casos de transmissão de doenças do "pombo da cidade" para o Homem, o que corresponde a nem 3 por ano. Considerando os milhões de pessoas que convivem diariamente com os milhões destes pombos no mundo inteiro, é mesmo pouco, não é?
(dados da Universidade de Basileia)
Atenciosamente,
M.Ryon

Graza disse...

Marc Ryon, da Federação Portuguesa de Columbofilia, acrescenta:
“...Quanto aos das cidades, pode haver um risco de as aves serem vectores do vírus...”
(noticia do Jornal Público de Sábado 01 de Outubro, página 3).

A declaração não é minha, caro senhor, e tive o cuidado de referir a fonte da publicação. Pode no entanto colocar a questão da descontextualização ao extrair uma frase de um texto com outro teor de análise do problema, mas aquela frase é clara. Acho que terá interpretado só uma parte do texto, porque se referiu só à transmissão de doenças, enquanto que outro problema é a afectação do ser humano por agentes patogénicos que lhe vão provocar doenças que não existiam no pombo, de que o Àcaro pode ser um exemplo. E além de mais referi aquelas possibilidades baseado, também como o M. Ryon, em entidades que não tenho razões pra duvidar. Mas entendo muito bem o seu cuidado em limpar o terreno., Outra coisa não esperava de um columbófilo.

Anónimo disse...

Ratos com asas que têm de ser extreminados urgentemente. Urge uma limpeza geral a todos os pombos que andam fora dos pombais...columba livia para culumbia mortis...
Morte nihil certius est, nihil vero incerta quam ejus hora.
Em hora incerta mas com morte certa

Anónimo disse...

Amigo.Tens razão, os pombos são como "ratos com asas". São uma praga urbana e aqui em Lisboa, principalmente no centro, é um verdadeiro problema. Estão habituados à presença humana e pode-se dizer que estão por isso domesticados. Para mim, o facto de não se assustarem facilmente, acabou por ser uma vantagem porque me facilitou a tarefa na hora de lhes partir o pescoço. Não, mentira. O que eu fiz mesmo foi colocar arroz misturado com cimento na varanda. Não, também é mentira. Informei-me e isso é considerado crime ambiental. Não que a ideia de homicídio em massa por envenenamento não me tivesse passado pela cabeça, mas, achei que não valia a pena ter problemas com a polícia por causa de pombos. Pois alguns morreram mesmo ali depois do belo e gracioso repasto. Mas arracar as anilhas dos vorazes protegidos e colocá-los no lixo arrisacava uma doença daquelas tipo gripe das aves e assim não o fiz, nem sequer arroz de pombo. O que é verdade é que, mesmo assim, descobri que consigo ser mais palerma, fazer mais excrementos e ser mais inteligente do que (alguns) pombos. Há uma frase de eu gosto muito, exemplifica bem o meu dilema, e é a seguinte. É igualmente perigoso: uma faca nas mãos de um psicopata e a inteligência nas mãos de um malvado. Enquanto o recurso à inteligência seria, certamente, a forma mais cómoda de resolver a questão a faca foi, seguramente, mais saborosa. E assim começou a minha cruzada pessoal contra os ratos/despertadores com asas. Neste momento, no mundo dos pombos, a minha varanda deve ser o equivalente do Inferno e posso garantir que os pombos de Lisboa e arredores, sim porque entretanto a minha cruzada estendeu-se a outras zonas frequentadas por esta praga, o que já lhes deve dar pesadelos com tudo aquilo que lhes fiz (atenção, foram eles que começaram). A receita para a limpeza inicial é muito simples DECISÂO.
Primeiro, tirei um tijolo idiota que estava na varanda e era perfeito como retrete e, segundo, que chacina, eu próprio fico assustado com os limites mórbidos da minha mente. Fizeram parte do meu arsenal de ataques; lança-chamas artesanal (o meu preferido), choques eléctricos, este era de morrer a rir, na águinha, torturas várias que envolveram o lançamento de água gelada alternada com água a ferver (bárbaro!), privação de sono com lanternas (descobri que sou mais teimoso que um pombo), bombinhas de Carnaval, entre outras mais rudimentares como a biqueirada a meio da noite (alvorada). Entretanto, passados 6 dias, como os pombos devem ter algum tipo de memória muscular (Pavlov explica isso)e possivelmente comunicam entre si, para além de terem abandonado não só a minha varanda como o meu prédio. Fiz muito, admito, e o horror... mas sempre em auto-defesa (digamos que os fins justificaram os meios)
Agora estou como se diz em espansão territorial, por isso abram a pestana roedores de asas.

Anónimo disse...

Caro M. Ryon;
O senhor escreveu e passo a citar (desculpe lá não lhe pagar direitos de autor),nos últimos 62 anos foram documentadas 176 casos de transmissão de doenças do "pombo da cidade" para o Homem, o que corresponde a nem 3 por ano. Considerando os milhões de pessoas que convivem diariamente com os milhões destes pombos no mundo inteiro, é mesmo pouco, não é?

SIM CARO AMIGO,É MESMO POUCO, SE FOSSEM COLUMBÓFILOS, EU DIRIA MAIS, É INSIGNIFICANTE...

Anónimo disse...

Sabem qual o segundo maior desporto em Portugal a seguir ao Futebol?
A columbofilia.

E sabem qual é o terceiro maior desporto depois da columbofilia?

Terminação em "filia" e envolve a Casa Pia.

Belo pais.