19 março 2006

Lisboa a saque.

Este é apenas um exemplo dos muitos atentados que estão a cometer-se no Bairro do Restelo, em Lisboa. Este bairro que hoje não seria possível, foi um dos bons legados das políticas de urbanização do antigo regime. Durante bastante tempo não se deixou alterar-lhe as características o que fez dele, quanto a mim, um sucesso em termos habitacionais. Mas apareceram agora os novos ricos, patos bravos que a avaliar pelo gosto com que destroem muros originais onde cresciam buganvilias e outras sebes, mereciam antes desfrutar da qualidade de uma qualquer Zona J. Quem investiga isto? Como é que se deixa fazer se ninguém concorda, à excepção dos patos bravos que o fazem? Não há uma figura na lei que se chame “ o bem comum “ que permita a sua destruição? O direito adquirido pode sobrepor-se a ele? E se pode, deve?

De tal forma choca que pode perguntar-se: ...e é legal construirem-se estes bunkers descaracterizando desta forma uma zona que é de todos? Quantos metros podem ter os bunkers? O que os patos bravos quiserem?

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa tem conhecimento destes atentados urbanísticos? E se tem, não manda lá um camartelo? Ou a cidade é de quem pode?

Os meus parabéns aos habitantes que preservam as caraterísticas deste bairro, mas incentivo-os a criar uma estrutura que os defenda e denuncie os novos bárbaros, sejam eles quem forem e tenham o poder que tiverem.

1 comentário:

apenas eu... disse...

...ou, não poderemos voltar a ler o tipo de artigo publicado na Revista Sábado (no. 97 de 9/15 Março).."está no meio de tudo, mas ninguém diria. A rua é calma, o trânsito é pouco e os espaços verdes muitos. No centro do Restelo...(R.D.Francisco de Almeida)... Alguém tem de ALERTAR os que não sendo cegos, não querem ver...