19 abril 2012

3º Prémio

 (Reeditado)
.
3º Prémio
.

Ando para aqui às voltas com as definições de uma estética não aristotélica engendrada por Fernando Pessoa e vejam onde ele nos leva: “Assim como na política e na religião, assim na arte. Há uma arte que domina captando, outra que domina subjugando. A primeira é a arte segundo Aristóteles, a segunda a arte como eu a entendo e defendo…”. Juro que não vos quero dominar de forma nenhuma e muito menos por subjugação! Se for assim, é melhor tentar deixar de ser artista, ou então, não ligarmos ao Pessoa que ele tinha momentos de lógica em que dava a volta a ele próprio.

Embora vos parece que já aqui coloquei esta foto, não é bem verdade, esta foi obtida na mesma sessão mas num outro momento. É uma outra foto. Decidi concorrer com ela ao 2º Concurso de Fotografia no âmbito do Festival Cravos de Abril e conseguiu-se mais um prémio que fica a valorizar o portfólio deste blogue. Vejam aqui as restantes fotos a concurso.

Reedição: Seria injusto com o membro do Júri, o fotógrafo José Gema e o jornal "A Bola" se não deixasse nota da publicação que fizeram aqui do acontecimento.
 

4 comentários:

Rogério Pereira disse...

Duas excelentes introduções:

- Uma no domínio da filosofia, que é um autentico convite ao aprofundamento desse tema "pessoano"

- Outra, uma novidade (para mim, que o sigo à pouco), a beleza de uma fotografia e a condução a outras...

Foi rentável vir aqui. (tenho o conceito da função utilitária da arte)

Graza disse...

Obrigado Rogério pela classificação das introduções, mas quanto ao aprofundamento do tema, fico-me por enquanto pela continuação das leituras, que aquele universo tem pano para mangas. Continuo a descobri-lo já tarde, mais ainda a tempo, e curiosamente devo-o a estas relações blogosféricas.

Sem que me queira considerar a razão dos seus ganhos, não tenho dúvida que a arte é no sentido em que diz, sempre rentável. Outra questão, é o da definição de quando é que ela o é.

Um abraço

Alexandre de Castro disse...

No aspeto social a arte apenas aparece, quando a sociedade gera excedentes. Historicamente, o seu desenvolvimento e a sua plena afirmação ocorrem normalmente nos países dominantes, em cada época.
Parabéns, Grazina, por mais este prémio. A fotografia é uma explosão de luz e cor, e que beneficia de um belíssimo enquadramento em profundidade.

Graza disse...

Alexandre: Se História já não era o meu forte, onde fui a exame, porque me comprometi com o professor que passava, e devorei aqueles dois volumes da disciplina, então a História da Arte, pior ainda! Se não tenho dúvida quanto ao “seu desenvolvimento” já não entendo bem a questão da “geração de excedentes”.
Quanto à fotografia, devo acrescentar que é preciso lembrar que fotografar envolve sempre tomar opções no momento da captura de forma a mostrar de uma forma tão nova quanto possível: enquadramento, abertura, velocidade, etc., cada um escolhe em função do efeito que pretende. Isto para lhe dizer que o efeito que vê resulta de acentuações na regulação da luz, ou seja, o momento não tinha exatamente este ambiente tão místico.

Obrigado e um abraço.