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22 setembro 2013

Revoluções? E se for internacionalismo?



Muito do que está a acontecer no mundo, em particular na Europa, surpreende por ser inusitado, invasivo, brutal até na forma como nos atinge. Grave porque nos apanha desprevenidos, estaríamos à espera de alterações dentro dos padrões que conhecíamos no sistema, mas o sistema rasga garantias e avança inexorável. Sabíamos como começavam as ditaduras: com o pimba e a supressão das liberdades políticas, mas a mudança está a acontecer, baseada na dificuldade humana em assimilar rapidamente as velocidades da evolução e quando esperamos que essa ordem se cumpra, pode ser ao contrário: a supressão das liberdades primeiro e o pimba depois. Aliás, a Merkel diz já que se congratula com o facto de não sermos presos por nos manifestarmos contra ela em Portugal e na Grécia. Não se esqueçam nunca que o fascismo se travestirá sempre para aparecer.

E se com as Revoluções se passar o mesmo? Se mudarem de padrão e nos apanharem desprevenidos, e não seguirem os padrões do sistema a que estávamos habituados? Quem diz o que poderá vir a ser esta solidariedade internacional? Em que medida um bloqueio internacional de estivadores pode equivaler à força de uma revolução pelo exemplo que pode vir a dar às outras forças do trabalho? E se esta crise que confronta de uma forma tão brutal o trabalho e o capital ocioso, for a chave do problema? Vejam este vídeo sobre a luta dos Estivadores:



28 novembro 2010

Terça: Jantar aqui, no Zé...

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Se a qualidade da paisagem urbana que sabemos modelar interfere directamente na nossa vida individual e colectiva, porque raio de razão não conseguimos impor a nossa vontade a governantes e autarcas, e os deixamos cimentar cada espaço disponível? Porque não os obrigamos a espalhar pelas nossas vilas e cidades, oásis onde nos passeamos com o orgulho de ter sabido construir com a natureza recantos como este que nos carregam baterias? É urgente mudar de paradigma! Porque este, deriva do egoísmo centrado no lucro que destrói a nossa capacidade de criar o bem-estar público. Mas digo, público, acessível a todos, gratuito, sem ter que se confinar á ditadura dos mercados e dos condomínios fechados.