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04 novembro 2012

N-Euro: Uma moeda anti crise.


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Foi isto que se lembrou de propor em França, Simon Thorpe, Diretor de Pesquisa do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique). Uma moeda virtual, meio de pagamento bem mais elaborado do que já circula na Grécia de uma forma empírica. A proposta foi publicada na sua página Simon Thorpe’s Ideas que aqui traduzo para português. Esta informação foi divulgada no Facebook na página do “Social currency” - (Projeto de investigação Cyclos Mod (PT) Social currency payment systems), um sítio interessante para quem queira estudar estes problemas. Diz Simon Thorpe o assim:

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“EUREKA! - Substituir o Euro pelo N-Euro.
São 4:00 da manhã, mas tenho mesmo que por isto por escrito. Pode ter acontecido que tenha uma ideia que poderá resolver a crise económica. (Sim, eu sei, mais uma - desculpe .....)
Então que receita temos hoje, Jim?
Bem, no caso de não ter estado a acompanhar, é agora bastante claro que há um grande problema que está na raiz de praticamente todos os nossos males. É o fato de que 97% do dinheiro em circulação na economia ser criado como dívida com juros pelos bancos comerciais. Quando os governos precisam de dinheiro, eles têm que ir de chapéu na mão aos bancos pedir, ou por outra, implorar por dinheiro. Os bancos então, criam o dinheiro do nada, e em seguida, emprestam-no aos governos. O problema é que em seguida os bancos cobram aos governos (e portanto, os contribuintes) juros sobre esses empréstimos. E assim, na União Europeia, os governos entregaram mais de 5.6 triliões de euros em juros desde 1995 - mais de metade da dívida total do governo, que é atualmente de 10.4 triliões de euros.
Como podemos acabar com este sistema insano?
Aqui está a minha proposta de solução.
Os governos devem introduzir uma moeda paralela chamada de N-Euro – N para Nacional-Euro. Esta moeda paralela seria tratada por um banco especial - Banco Nacional do Cidadão, que seria a única estrutura financeira com o direito de usar o N-Euro. Qualquer cidadão ou empresa teria permissão para abrir uma conta no Banco Nacional do Cidadão, e as contas seriam automaticamente abertas para todos os trabalhadores do setor público e as pessoas que recebem pagamentos do Estado, como pensões ou beneficiários.
Todas essas pessoas que recebem dinheiro do governo teriam a opção de receber uma parcela dos seus pagamentos em N-Euros na sua conta de cidadão - o resto seria pago na sua conta bancária padrão em Euros convencionais.
A percentagem paga em N-Euros poderia ser modificada à vontade de cada pessoa, a partir de 0% (neste caso, não haveria qualquer alteração a partir do sistema corrente), até 100%.
N-Euros poderia ser usado para pagar os encargos do governo, incluindo impostos (imposto sobre o rendimento, impostos sobre imóveis, taxas de licença de televisão, despesas hospitalares, multas etc.). É este fato que dá a N-Euro seu valor. E, de fato, teria exatamente o mesmo valor para essas transações como o euro convencional.
Indivíduos teriam também o direito de transferir N-Euros da sua própria conta para a conta qualquer outras pessoas. Isto significa que o N-Euros poderia ser usado para fazer pagamentos para outros itens, incluindo alimentos, roupas ou outros serviços. Uma vez que o N-Euros poderia ser usado para pagar contas fiscais, eles seriam bem-vindos, como meio de pagamento por muitas empresas - mesmo aqueles que não estão diretamente relacionados com o Estado.
Indivíduos e empresas com uma conta N-euro podem decidir em todos os momentos converter os seus N-Euros em Euros convencionais nas suas contas bancárias normais. No entanto, existiria uma percentagem fixa de custo para fazer esta conversão, que pode ser por exemplo de 5%. A capacidade para converter N-Euros em Euros convencionais seria garantida pelo governo, que novamente seria parte para dar ao N-Euro o seu valor.
A característica crítica de N-Euros é que o governo seria capaz de usá-los sem ter que pedir emprestado aos bancos comerciais. Na verdade, não haveria limite real para a quantidade de N-euros que poderiam ser gerados. Mas aqui está o ponto vital - não haveria juros a pagar sobre eles. Eles podem ser criados sem dívidas!
Note-se que não haveria reais N-Euros impressos - não N-Euro notas e moedas. N-Euros seria apenas números em contas no Banco do Nacional do Cidadão.
Titulares de conta seriam providos de cartões especiais de pagamento N-Euro que poderiam ser usados para pagar comerciantes (lojas, restaurantes, etc) se os comerciantes tivessem uma placa dizendo "N-euros aceites aqui". O governo poderia fazer isto particularmente atrativo não cobrando dos comerciantes para o funcionamento do sistema. Isso dar-lhes-ia um incentivo para as pessoas usarem os seus cartões de N-euro, em vez de Visa ou MasterCard, que sobrecarregam os comerciantes com 3% ou mais em cada transação.
Note também que você nunca poderia ter um valor negativo em sua conta N-Euro. Você nunca poderia entrar em dívida, e você nunca terá que pagar nenhum juro.
Em princípio, N-Euros só seria usado no país, embora não seja de excluir que ele possa acabar sendo usado noutro lugar se não-residentes foram autorizados a abrir uma conta N-Euro.
Poderia isto funcionar? Eu sinceramente acredito que a resposta é sim. Poderia ser uma solução imediata para países como a Grécia, onde o governo é simplesmente incapaz de obter empréstimos em euros nos mercados financeiros abertos sem pagar taxas de juro extorcionárias.
Qual a percentagem do seu salário que os trabalhadores do setor público escolheriam para receber em N-Euros? Bem, você poderia pelo menos receber o suficiente para pagar todos os seus impostos em N-euros - uma vez que isso lhe não custa nada. Mas além disso, desde que você tenha o suficiente de euros convencionais de sua conta bancária padrão, você pode também receber o pagamento todo o resto em N-Euros. É provável que em pouco tempo você fosse capaz de pagar todos os tipos de coisas com seu cartão de N-Euro porque os comerciantes podiam muito bem apreciar não ter que pagar taxas às empresas de cartões de crédito. E você, sem dúvida, ser feliz a ser pago em N-de euros, seguro na certeza de que o seu governo não tem que entrar em dívida para com os bancos comerciais para produzi-los.
Quem sabe - dentro de alguns anos, muitos cidadãos poderiam passar a achar que são muito mais felizes sendo pagos integralmente em N-Euros livres de dívida.
Uma vez que uma grande proporção dos gastos do governo é na forma de salários, pensões e outros benefícios, isto significa que o governo seria capaz de fazer poupanças substanciais por não ter que pedir emprestado dos bancos. E, de fato, não haveria nada para impedir o governo a aumentar a oferta de dinheiro, gerando quantidades ainda maiores de N-Euros para colocar a economia em movimento novamente.
Poderia funcionar? Eu realmente espero que sim ....
E devo admitir que, como neurocientista, a ideia de usar Neuros como um sistema de moeda é bastante divertido ..."

30 julho 2012

Os EUA querem liquidar o Euro


Uma amiga colocou no Facebook um link para esta notícia do Negócios que diz: "Rating de Portugal sofreu cortes sete vezes superiores ao que era justificável” e acrescentava e bem, que “Os EUA querem acabar com o euro e valem-se de tudo para consegui-lo.” Enquanto nos paraísos fiscais repousam triliões e triliões de dólares que fazem falta para movimentar as economias, neste caso a Europeia, os EUA recorrem às rotativas para imprimir moeda sempre que precisam enquanto a Europa vive sufocada pelos desígnios do espartilho Alemão.

Não tenho dúvida que o Euro foi vítima de uma estratégia montada logo após o a crise do sub prime nos EUA, e um dia saberemos como fomos vítimas de uma nova forma de fazer guerra, uma nova forma de tirar e obter poder, orquestrada em novos bunkers com muito menos esforço financeiro de guerra do que numa guerra convencional. O que é lamentável é que tivemos cá dentro, crápulas que esfregaram as mãos por finalmente poderem aplicar os programas que há muito reclamam, muitos vemo-los a todo o momento nos ecrãs da TV, traidores achando isto um adequado comportamento "dos mercados", coisa que um dia saberão correspondia a uma patranha alimentada por esses novos criminosos de guerra porque atacam povos indefesos. O aumento da demografia mundial reclama um novo sistema, porque o capitalismo se tornou no monstro incontrolável que temíamos. Alimenta-o o egoísmo e a usura de uma horda de fanáticos. Muitos, pelos vistos. Mas se por isto me quiserem provocar e chamar o que não devem só porque não me babo pelo poder dos mercados que sacralizam, estou pronto a dar-lhes um tiro virtual.

09 março 2011

As Agências de Rating.

Porque não assina esta Petição? Concorda com a forma como se têm comportado as agências de rating americanas? Não acha que têm enorme responsabilidade no desastre que abalou recentemente o sistema financeiro ocidental, ao deixarem que se andasse a vender lixo por valor? Quem são eles? De onde são eles? Que interesses defendem? Agora que não é rentável chafurdar no sector imobiliário descobriram que é possível especular e ganhar com a dívida dos países baixando-lhes a credibilidade?

Se fizermos uma pesquisa Google ao conjunto de palavras - petrodólares dólar euro fim império americano - que nos trazem o que já se escreveu sobre isto, veremos vários textos que apontam como a estratégia que estão a seguir pode passar pelo enfraquecimento do Euro, devido às dificuldades originadas pelo boicote aos petrodólares iniciado pelo Irão. Seleccionei este, entre vários: São os Petrodólares, Estúpido!.