05 junho 2008

Ambiente. Reciclagem

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Um montando em Pavia ao fim da tarde.

“... As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial. A internacionalização do projecto está já a ser negociada. Em breve, as rolhas usadas de outros países europeus começarão a ser recicladas em Portugal, dentro de um esquema montado a partir daqui, resultando num contributo adicional para o esforço de reflorestações e conservação de florestas autóctones portuguesas. Este exemplo único de exploração de uma floresta autóctone, que conseguiu ao longo dos tempos conciliar criação de riqueza, serviço ambiental e impacto social positivo, irá agora completar este ciclo, renovando a própria floresta que esteve na sua origem.” Quercus.

A agradável pacatez e a elegância dos montados de sobro e zinho e o seu grande valor ambiental e social merecem bem esta iniciativa da Quercus, que pede um pouco de nossa colaboração. Muito interessante é o facto de a internacionalização deste projecto estar a ser negociado. Por mim, estou a contribuir desta forma e vou fazer assim:


4 comentários:

Alexandre de Castro disse...

Um professor do Instituto Superior de Agronomia dizia, a propósito da necessidade de preservar o montado, que o sobreiro é uma árvore que dá muito e nada pede, ou que apenas pede que lhe arranquem a cortiça do tronco de nove em nove anos.
Mas a frase não envolvia apenas a cortiça e o seu elevado valor comercial. O professor chamava a atenção para o importante ecosistema que o sobreiro desenvolve à sua volta e para o seu inegável contributo para a respectiva biodiversidade dos solos mediterrânicos.
Palavras estas proferidas há meio século, quando as preocupações ambientais ainda não faziam parte do discurso dominante.

Graza disse...

Veja então o tamanho do crime, sem punição, que foi cometido recentemente com o arranque de milhares de sobreiros ali para Benavente num conluio entre Banca e Política.

alexandre de castro disse...

O crime perpetrado é monstruoso e a sua impunidade é revoltante. A minha descrença, que retratei no meu pema "O meu País", aumenta exponencialmente. O regime político está esgotado. O Estado foi assaltado pelas oligarquias poderosas e a democracia é meramente formal.

Graza disse...

É isso que leva alguns a fazer desabafos como este que acabo de ler, veja: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/06/dia-de-portugal-de-cames-e-da-canalha.html