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18 agosto 2009

À atenção dos Iberistas



Com armas e tudo?! E a feira era nossa?! Isto seria impensável em Espanha. Primeiro, porque os portugueses têm outra forma de relacionamento com os espanhóis no que repeita a vizinhança, segundo, porque os espanhóis não o permitiriam no seu território ou não seriam moles a resolver o assunto. O que me parece grave, é que os tais apelos iberistas parecem estar a fazer o seu caminho do outro lado. Onde está Saramago?!

01 agosto 2009

Abrenúncio Salamanca!

(Reeditado por alteração da fonte)
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Tinha para edição mais um texto que envolvia a nossa relação com Espanha, quando intervenientes na polémica – a Universidade de Salamanca - fazem renascer, outra vez em simultâneo com uma visita oficial, a de Juan Carlos à Madeira, a questão Ibérica, publicando duvidosas sondagens sobre quem é contra ou a favor. Aqui no Alcatruz por exemplo, diz-se que se elas fossem feitas em casa de Saramago dariam 100%!... Porém, um dos mais bem fundamentados escritos sobre o tema que encontrei, escrito já em 2006, por Miguel Urbano Tavares Rodrigues, está aqui neste link: O fantasma do Iberismo volta a ser agitado.

Passaram três anos e tudo o que ali se diz está agora mais agravado, o que prova a validade da argumentação deste comunista que respeito. Leiam porque acho obrigatório.

Mas convêm também conhecer o outro lado e saber um pouco mais sobre alguns notáveis iberista portugueses. Veja-se Oliveira Martins, neste extremado resumo de Carlos Fontes.


Tenho para mim que há nesta questão do Iberismo uma mãozinha secreta e invisível. É que há demasiadas coincidências que se têm simultâneamente verificado e os governos PS estão nisto atolados. Influência póstuma de Oliveira Martins?! Pouco me importa em que parte do espectro político se enquadra este meu anti-iberismo, porque a questão é transversal, mas sei que esta nuvem que vai-e-vem, mais reforça o meu conceito de Pátria.

No artigo que tenho para edição, existe curiosamente a mesma preocupação com alguns comportamentos e distracções nacionais, por isso, junto
mais este link oportuno, não deixando de referir o problema da denominação Ibéria, para designar uma companhia de aviação unicamente espanhola, enquanto que nenhum país nórdico se apropriou do termo Scandinavian (SAS), para fazerem uma companhia comum: juntaram-se três, a Dinamarca, Suécia e Noruega. Como se vê, para a Espanha a Ibéria são eles. Curiosamente eu também acho que sim, por isso é que nunca me senti Ibérico.

Leiam aquele grande texto de Miguel Urbano Rodrigues, se querem saber porque razão esta questão não se põe nas nossas relações pessoais só ao nível da simples discordância, mas num outro patamar superior, bem mais preocupante para a paz nacional.
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19 novembro 2008

As Iberíces de Pérez-Reverte

Os espanhóis não perceberam ainda porque razão os portugueses não se reconhecem como Ibéricos. É estranho sabermo-nos da Península mas não nos sentirmos na aplicação do termo. Sabem porquê? Porque foi a forma inconsciente que encontramos de afastar a atração que Castela sempre quis manter latente.

Quando por várias vezes me insurgi pelos infelizes iberismos de Saramago, estava longe de pensar que tão rápidamente haveriam espanhóis a perder a vergonha e a reclamá-lo descaradamente.

Face às declarações de Pérez-Reverte, que podem ser lidas aqui: Jornal de NotíciasRTP 1Jornal Público, parece começar a ser preciso tocar a rebate e dizer três coisas:

1ª - A questão destes incitamentos é séria, e é preciso começar a responsabilizar, porque assim como eu não posso andar aí na rua a incentivar a opinião pública à revolta, com o fito de conseguir a cessação de uma parte do território nacional, não posso da mesma forma andar aqui a incendiar a opinião pública que leve à perda da independência nacional.

2ª - Há duas áreas em que é preciso actuar já, a primeira, é a que implica conhecer quem são os novos Migueis de Vasconcelos que por aqui ainda há, para que não vá ninguém pela janela fora erradamente. A segunda, é a de começar a saber quem são os bravos que se alinham para a defesa da nossa Independência e isso, implica formar uma rede, de conhecimento público mas também, secreto.

3ª - Avisar esses incendiários que esse movimento, espécie de Eta de qual a Eta teria certamente inveja, poria definitivamente em fogo a frágil união existente e lançaria o caos na Península de uma vez por todas, para depois termos não uma, mas várias jangadinhas de pedra. Seria assim uma espécie de Inferno de Dante, molhado. Capice?

Se alguém conhecer esse escritor Pérez–Reverte, diga-lhe que não conte só com os Vasconcelos que estrategicamente estão nas suas Imerdrolas, conte também com o patriotismo dos portugueses e ainda mais agora, com os apoios internos que já temos, favoráveis à suspensão da democracia por seis meses. Capice?
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19 maio 2008

Carod Rovira

O Vice-Presidente da Catalunha Carod Rovira afirmou em Barcelona que a Espanha ainda não assumiu que Portugal é um Estado independente e diz que Madrid pretende manter uma tutela paternalista e uma atitude de imperialismo doméstico sobre Portugal, mas também acusa alguns dirigentes portugueses de historicamente sempre terem tido um complexo em relação a Espanha. É notícia da Lusa, está em todos os jornais mas veja aqui, no Público de hoje.

Não é segredo que existe neste blogue uma certa vertigem anti-Ibérica. Ela é sobretudo justificada pelo que considero ser a fabricação de um conceito que não existe. Não me sinto ibérico. O Iberismo não existe, apesar de haver gente afanosamente a demonstrá-lo. Há relações que só os povos podem construir. Sabemos, quando lá vamos, como os espanhóis nos ignoram e isso tem razões históricas. E por muito que alguns aqui não gostem que se diga, é com os Galegos, pela força da origem linguística que essa forte relação existe.

Admito que esteja certo no que diz, Carod Rovira. Que tenha utilizado isso em proveito próprio numa espécie de dividir para reinar é outra questão, mas não estará longe da razão, e também o tenho dito aqui de outra forma. É por isso que acho que os Iberismos são apenas uma via de sentido único, porque é o centralismo espanhol que absorve totalmente este conceito que só serve para inchar Castela secando o resto. O problema é que continuam a haver portugueses a facilitar tudo isto, mas é agora um espanhol que nos desvenda um pouco das suas conversas em família e que muitos cá não aplaudem. Os espanhóis nunca emendarão o seu relacionamento com Portugal porque isso lhes está na massa do sangue há nove séculos e sempre que emendaram foi em proveito próprio. Como diz Rovira lembrando a história, valeram-nos também em 1640 as revoltas na Catalunha e na Biscaia, para que Filipe III se tivesse voltado para aquele lado, caso contrário, seríamos nós hoje uma Catalunha espanhola, o mal destes foi a nossa sorte. Mas não é por estas declarações servirem apenas os interesses independentistas de Rovira que devemos tapar os ouvidos e assobiar para o lado.

Não tanto a propósito, mas veja-se aqui o que estão a fazer ao Galego e a justa reacção que começa a haver perante as últimas alterações introduzidas no ensino do Castelhano e o desespero de 90% de adultos com mais de 65 anos quem vêem a sua Língua materna ser falada apenas por 10% dos seus jovens.

23 dezembro 2007

Ainda sobre Saramago

Aditamento e resposta a comentário no post Saramago, cada vez menos.

Quer se queira quer não a importância da territorialidade é uma imanência do mundo animal, anterior portanto aos alvores do Homem. A invasão e derrube das demarcações entendidas por cada um à sua maneira, é ainda um dos principais motivos dos seus desentendimentos.

Fazer parte de um grupo ou de um povo é também partilhar um património que pode até ser imaterial, como a Língua. Sentir a perda desse património pela indução de qualquer pressão, conflitua naturalmente com a matriz inscrita em cada individuo, a uns mais do que a outros, porque não somos todos iguais. Deve ser por este principio, a que sou alheio, que rejeito pertencer a um grupo que à cerca de 900 anos vive um território e um património diferentes dos meus e a abdicar, apenas pelo jeito que dava, a chamar ao meu povo pelo nome da península. Continuo assim a entender que não é a importância de um Nobel que legitima que se passe a escrever tudo quanto ele diz sob esta matéria.

Fala-me do povo galego e do transmontano e ainda bem, porque aí, trata-se de um património imaterial quase comum. Peço-lhe que dê um vista neste Portal Galego da Língua para ler sobre aquele bem comum e dos sentimentos de proximidade de que se fala ali. Esta, é a mesma que eu sinto por eles apesar da distância, e não sinto com a Espanha da Estremadura aqui ao lado, apesar de vizinho. Porém, até hoje ainda nenhum cidadão espanhol superou a cordialidade do meu trato.

Eu também não tenho respostas certas para nada e registo a humildade com que diz que também não as sabe e que é para si uma questão em aberto, o que é prova de sabedoria.

P.S. – Quanto ao tal apoio mútuo nas invasões francesas, acabou por resultar na perda, ou melhor, na não devolução de Olivença, como sabe! Sobre isto, peço-lhe que aceite mais esta sugestão de leitura onde pode verificar que as coisas não foram assim.

05 dezembro 2007

Saramago, cada vez menos.

O recente documentário da SIC sobre Saramago, é uma entrada na sua vida privada e centra-se na sua aparição pública apesar de doente e muito debilitado, na inauguração da exposição sobre a sua vida, e de uma Casa museu. Ao mesmo tempo, ficamos a saber que está a ser acompanhado há mais de ano por um operador com uma câmara em permanência, para corresponder a um projecto cinematográfico de Pedro Almodôvar, cujo título ou tema julgo ter ouvido bem, é a União Ibérica. Isto, depois de termos tido o espanhol Carlos Saura a levar só da Câmara de Lisboa um milhão de euros, mais não sei quanto do Turismo de Portugal, para nos fazer um filme sobre o fado que só consigo ver na sala 2 do espanhol El Corte Inglês, é obra!

Se juntarmos todas as declarações que têm sido produzidas, também por ele, neste espaço de tempo, verificamos que alguma coisa tem andado a ser “trabalhada” para produzir esse efeito do levantamento da questão Ibérica, e a inauguração agora de uma casa de cultura portuguesa em Lanzarote com parte dos seus bens pessoais, por um ministro espanhol, é, em termos culturais, uma cena patética.

Saramago deixa em Espanha um produto cultural português que deveria ter curado de deixar em Portugal. Não lhe perdoo mais esta, como não lhe tinha perdoado declarações anteriores, porque não foram os espanhóis que se ofenderam com as afrontas de Sousa Lara, ministro de Cavaco Silva, mas sim os portugueses que manifestaram essa revolta, como aqui, “... o que temos sabido fazer, é correr com gente boa só porque alguma pretensa sujidade se lhes pegou. São tantos os exemplos que é mau dizer, para não excluir, mas ainda assim não posso deixar de referir três nomes: Saramago. Prémio Nobel. Foi corrido por um farçola de um tal Sousa Lara que desde aí, o que tem feito é andar com a justiça à perna ...”, ou aqui, “...estas “personalidades” que ajudei a dignificar, bramindo contra os odientos Laras dos consulados Cavaco, os tais que lhe vedaram então o acesso há Europa." , pelo menos até ao momento em que começou a iberizar o discurso e a revelar muito pouco sentido da Pátria em que nasceu. Já era tempo de deixar de se sentir perseguido, o Lara já cá não anda há muito e Cavaco já deve estar arrependido.

01 dezembro 2007

O 1º de Dezembro


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" A expressão Iberismo significa a tendência para integrar Portugal num todo peninsular. Tratando-se de um aspecto de carácter político sendo, por isso, uma questão que não tem existência ao nível popular, pois que a massa da Nação há muito deu provas de não sentir qualquer desconforto com a independência e constituir já uma individualidade tão fortemente estruturada que só manisfesta espanto ou indignação perante o artificialismo do problema." Esta definição encontra-se exposta no Palácio da Indepência.
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Recebido por email, hoje: Rafael Valladares, historiador espanhol, no seu recente livro sobre a independência de Portugal, diz: "Quando digo a alguém que em Portugal não gostam que a companhia aérea espanhola se chame Ibéria, porque Ibéria é toda a península, eles ficam surpreendidos, porque pela primeira vez compreendem que Ibéria não é um nome justo. Ou, quando se pede a uma criança para desenhar um mapa de Espanha, ela desenha a Península Ibérica, e temos que lhe dizer que é preciso separar Portugal. Mas são actos inconscientes."
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Nem todos os espanhóis são iguais, há alguns diferentes. Uma chapelada a Valladares.
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Post reeditado