18 abril 2008

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Patrimónios Imateriais

Se a questão da matriz linguística comum do Galaico Português existe, há que olhar para ela. Vejamos estes links:
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Por embaraçosa que seja para nós a questão, já nos basta Olivença. Se os Galegos não querem perder o seu património estão no seu direito: O Galego e a CPLP, fonte Wikipédia.

A minha infância foi passada em África em conjunto com famílias de Trás-os-Montes, e no convívio assimilei algum sotaque daquela região. Uns anos mais tarde, regresso a Portugal e numa visita a uma aldeia da Galiza revivo a minha juventude numa taberna ouvindo os proprietários falar-me num idioma que eu entendia como o português que ouvi dos meus amigos em África, tal era a semelhança entre aquele Galego e o nosso Português da raia Transmontana.

Mais tarde em Lisboa fui comprovando que nós éramos para os Galegos um pouco mais do que o vizinho Portugal. Nós éramos o país de acolhimento dos tempos duros de Franco, em Espanha. A Juventude da Galicia era a Associação onde em Lisboa fazíamos as nossas tardes de convívio e reveillons, e as Adegas Mó e Dão, na Rua dos Sapateiros, eram as Casas de Pasto onde depois de uns anos de ausência o galego Sérgio não se esqueceu do Xenhor Xoão e me cumprimentou na mesma forma efusiva e bonacheira. Tenho, talvez por isso com os Galegos uma empatia que não tenho nem sinto com os seus irmãos Castelhanos, mas sei que esse problema não passa só por mim e também já é tarde para me desfazer em esforços.

O património dos povos não é apenas o material representado pelas suas pedras ou edificações mas sobretudo o imaterial, como a sua Língua ou Dialectos. Deixá-los morrer é perder raízes históricas importantes também para a humanidade e devemos protegê-los como se protege qualquer vestígio arqueológico. Sinto por isso que os Galegos ao insistirem em não querer perder a sua raiz linguística merecem o respeito das instâncias internacionais onde todos estamos representados.

14 abril 2008

Inteligência Artificial

Gostaria que do universo dos meus poucos leitores alguém pudesse responder a esta dúvida do Vasco, colocada à família via “Geni”. Como a resposta pode ser importante para a humanidade e a demonstração que nos enviou de exemplos dessa aplicação é fascinante, para uns, e provavelmente perturbadora para outros, aqui fica a questão:

"...Estou a precisar de algumas luzes num projecto que estou a fazer para a Universidade. Alguém sabe alguma coisa de multi-agent systems?

É basicamente um software constituído por vários agentes que aprendem a retirar o melhor proveito do ambiente em que estão inseridos (software também neste caso). Por exemplo um agente que aprende a jogar Xadrez do zero ou gamão ou damas ou cartas ou futebol, etc...Já criei um agente isolado com sucesso, o que preciso é criar uma SOCIEDADE de agentes que co-operem entre si para o um mesmo objectivo comum... alguém?..."

Questionado se não era “muita ficção cientifica”, o Vasco respondeu:

"...A maior barreira para o desenvolvimento destes sistemas não está na teoria, porque a teoria já foi toda escrita matematicamente à mais de 20 anos. O problema está na restrição computacional, que, não vai demorar muito tempo a ser ultrapassada quando os microprocessadores virarem nanoprocessadores tornando-se 1000 vezes mais pequenos. A lei de More diz isso mesmo que a cada 10 anos a quantidade de transístores num mesmo espaço duplica. O mito A.I. não é mais mito. Afinal, todo o Universo é baseado na máquina de calcular onde a raiz desses cálculos são as RV: variáveis aleatórias. Eis aqui um exemplo dessa aplicação:..."
A Sílvia e eu temos uma coisa em comum Vasco, o nosso herói é Stephen Hawking!...
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09 abril 2008

A explicação da Justiça

Disse muito bem Ricardo, “no exterior” e “População em geral”. É exactamente esse o meu enquadramento e colocou-me no espaço que reivindico. A minha voz é dessa forma mais uma contra a importância que a Casa da Justiça atribui ao ritual com que a pratica, e clama contra essa preocupação transformada dogma que permite que aqueles a quem começamos a reconhecer como fundamentais para nos representar no debate e renovação desse modelo, sejam afastados e corporativamente ignorados.

07 abril 2008

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Voos de luxo

"... Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que ..."

"... Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África"...."
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Vá ler o resto aqui. Escreveu Mário Crespo no JN, em Fevereiro, mas eu que já sou como o outro que não lê jornais, deixei passar esta.

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Máscaras

Há pessoas que conseguem esconder-se por detrás das máscaras que colocam e raramente deixam cair. Mas como nada é para sempre, um dia poderemos ver as suas entranhas num simples esgar.

Lembro-me de Almerindo Marques desde os tempos em que exerceu funções num governo de Mário Soares, depois no BPI e por aí fora. Uma personagem inabalável, daquelas que controem a sua imagem pela ausência de sinais. Um destes dias o Bloco de Esquerda confrontou-o com a sua passagem da RTP para as Estradas de Portugal (IEP), para sanear financeiramente aquele Instituto Público, instigando-o com o facto do seu salário ir triplicar naquelas funções. Já não me recordo bem quais foram as palavras com que se defendeu, retive apenas o esgar na sua resposta que ao fim destes anos todos o desmascararam. Vi-lhe as entranhas. Afinal o senhor não é nada o que parecia.
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05 abril 2008

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Espanhóis, outra vez.

O anúncio na rádio era agressivo pela sua insistência e a meu ver ridículo por prometer o céu. Esta semana, foram uns quantos com a língua de fora parar ao hospital com intoxicação ou reacção alérgica e com uma particularidade em comum: todos tomaram Depuralina, um suplemento alimentar para permitir vestir o mesmo número de bikini este Verão. A Direcção Geral de Saúde ordenou e muito bem a suspensão da venda, mas a empresa espanhola disse esta semana que não senhor, quem manda são eles, e se as autoridades portuguesas não vergarem prometem processo e tribunal por isso. Ou seja, estão-se borrifando para o carácter preventivo da suspensão, só temos é que deixar impingir a droga e pronto. Entretanto quem vende, reclama. Aquilo estava a ser um maná!...
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04 abril 2008

A Justiça e a Lei da Rolha

Ouvindo a TSF abordar num fórum a questão da chamada lei da rolha, imposta aos juízes pelo Conselho Superior de Magistratura, a propósito do dever de reserva, era natural que entrassem opiniões divergentes, mas não houve uma a defender a decisão do CSM. Para aqueles senhores, o silêncio e calar as vozes incómodas que vão dando mostras que a Justiça anda manietada com tanta teia de aranha e conservadorismo míope dos seus interpretes, parece ser mais importante do que a liberdade. Restringir o direito de expressão e proibir os juízes de ter opinião livre é qualquer coisa que vem do fundo das catacumbas dos maus tempos. E como diz o Bastonário Marinho e Pinto, proibir os juízes de emitir uma opinião com receio de que esteja em questão a credibilidade e a independência dos juízes, é dizer que estes não estão preparados para essa nobre função e assim sendo, a gravidade da questão é mesmo de outro nível.

Por isso, subscrevo o que entre o Bastonário dos Advogados e o Juíz Eurico Reis foi dito: “Não é o unanimismo que faz uma boa Justiça”. “A Justiça tem como destinatário final e único beneficiário dela o povo. É o povo que deve estar satisfeito com a Justiça que é praticada em Portugal. O povo tem o direito de saber o que está mal e têm o direito a perder o medo de entrar num tribunal por não acreditar na forma como ela é exercida no país.”

Se a Justiça fosse a votos, seria uma nova Revolução.
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Os Tribunais Plenários

Todas as grandes instituições tiveram o seu lado negro. A Igreja teve a Inquisição. A Justiça, os seus Tribunais Plenários.

"...Este é um dos aspectos mais esquecidos do fascismo. Tão esquecido que até os juízes transitaram, tranquilos, para a democracia. ( in I.Camões)" .in Bloquisto.
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31 março 2008

Vassalagem? Pior que isso!

A urbanidade e o respeito às instituições da República - aos quais Jardim já faltou e a todas, PR Sampaio incluído – até têm códigos de declarações de circunstância para esse efeito. O que Gama disse, foi tudo menos circunstancial, e de tal forma que me esforço ainda por entender a razão para aquele desbocamento. Os portugueses não lhe levariam a mal que fizesse como diz Ricardo aqui, uma declaração inócua, mas daquela forma, das duas três: ou estava a ser tremendamente sarcástico e os burros somos nós, ou então a desdizer-se convictamente mas isso, pressuponha quase uma conversão política. Como não acredito na primeira e a segunda é pouco provável, só resta a mais ignóbil: o rastejamento, o medo, a atitude sabuja, cobarde, a que faz os vencidos não merecerem o respeito de ninguém, quanto mais dos vencedores, e aqui Jardim ganhou sem se mexer. Para além disso, os portugueses interrogam-se e confundem-se sobre a substância do pensamento dos mais altos representantes da Nação. É mais necessário e menos grave saber que não pensam como nós, do que não saber como pensam efectivamente. Uma verdadeira borrada a que o encobrimento do PS e o gáudio dos representantes de Jardim no Continente me dão vontade de desenhar um grande falo no próximo boletim de voto.
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30 março 2008

Protesto contra Jaime Gama

(Reeditado)
Depois de acabar de ouvir no telejornal Jaime Gama rasgar-se em sebosos e escabrosos elogios a Alberto João Jardim, não me resta outra forma que declarar que a partir de agora o Presidente da Assembleia da República passou a ser para mim, personna non grata naquela cadeira institucional. Aquilo, foi simplesmente, rastejar. Aquilo, é o que aqui combato permanentemente, porque é ainda um dos atavios que arrastamos de épocas de subjugação feudal de que ainda não nos livramos, pelos antecedentes históricos que nos marcaram. Prestei de imediato ao PS Madeira, via PS Lisboa a minha solidariedade:
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“Caros Madeirenses.
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Não sou militante PS, nem nunca fui noutro partido, mas debato-me pelo socialismo e pela cidadania. Estou em estado de choque. A minha revolta é do tamanho da distância que nos separa. Como é possível ir um histórico socialista à Madeira enterrar uma faca nas costas de todos os que têm sofrido com a luta desigual que travam contra a manipulação, o caciquismo, e o carroceirismo nessa ilha?

Estou inteiramente solidário com a vossa tristeza (presumo), porque de outra forma não devem ter encarado tamanha traição. Não me custa reconhecer méritos a ninguém, mas ainda acredito que a história desse homem seja um dia mais bem contada. Mas para isso é preciso que vocês continuem contra ventos, a levar luz à acefalia que tomou conta de tanta gente.”
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P.S. - E é tanto mais estranho, quanto é verdade, como diz o dirigente do PS/Madeira António Rosa, que Gama comparava em 1992 João Jardim, ao auto-proclamado Imperador Bokassa, da República Centro Africana!... A Democracia e o Socialismo (o PS já não sei) dispensam políticos com esta espinha dorsal.
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Caso não tenham ouvido, leiam a fartura por aqui: Diário Digital, O Sol, TSF, TVNet, Jornal da Madeira, DN Online etc....
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25 março 2008

O Borrego da Páscoa

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Não há ateísmo que resista ao reconhecimento da importância social e familiar de muitas das festas religiosas pelo valor da força da tradição que arrastam. Nas convicções, tudo ficará na mesma apesar da entrega que todos os anos faço nesses dias, pelo êxito de mais uma reunião familiar, celebrando sempre a força dos laços que nos unem.

Mas tudo isto faz mais sentido fora da cidade com o campo ali ao sair da porta e os sons da natureza que aqui nos faltam. É tudo mais genuíno e com outro sentido, até um simples centro de mesa com as flores do jardim da casa!...

Obrigado São e Rui por isso e por aqueles enormes tabuleiros louros e cheirosos que valeram bem o sacrifício daquele pobre borrego.
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Uma Torre de Babel

Não é nenhuma frustração ver escrito por outros aquilo que pensávamos dizer sobre um determinado problema. É até uma satisfação verificarmos que alguém pensa como nós sobre a mesma questão. Mas ao dizer sem ter lido igual, tomamos como uma criação nossa, até ao momento de verificarmos que a nossa opinião é afinal parte de um caudal maior onde já outros seguem na corrente. Fazemos assim parte de um universo de milhões de seres que pensam da mesma forma que nós os momentos que os tocam. Salvam-se deste anonimato os que as espaços conseguem dizer o mesmo de outra forma. Esses são os verdadeiros criadores, aqueles a quem depois pagamos por ler.

Quando numa leitura tropeço naquilo que queria dizer, escrito por outros, só me resta recolher os dedos e bater apenas as teclas que os outros já bateram e atribuir a autoria.

... “O que verdadeiramente gela em toda aquela situação nem sequer é o descontrolo da aluna – inaceitável, mas que pode acontecer – mas o egoísmo, a ausência de valores e princípios de todos os outros alunos na sala, incapazes de um espírito de solidariedade para com a colega, em primeiro lugar, e de um respeito pela instituição escola, a figura da professora ou a imagem de uma pessoa muito mais velha em claras dificuldades. Ora esse vazio de valores tem pouco a ver com os resultados escolares, por muito que os sindicatos de sempre venham agora dizer que tudo isto é também culpa da actual ministra da Educação! Não trata-se, essencialmente, de cidadania e valores cívicos, cujos pilares se aprendem, sobretudo, em casa, em família, nos ensinamentos e práticas dos próprios pais. E aí, já todos falhámos desde há muito...” Pedro Pinto no Jornal Metro de 25/03/08.

O aluno, na sua frieza e aleivosia, prestou sem saber um grande serviço à comunidade escolar, mas em momento algum despenalizável, reitero até, que pela frieza relativa e pelo sadismo posterior com a publicação, este, merece pena maior.
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Conhece isto?

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O número do código de barras dos Produtos Nacionais começa por 5 60..., mas veja a excepção. Clique no texto.

24 março 2008

A Caixa do hipermercardo

Passadas as compras pelo leitor óptico a rapariguinha do hipermercado apresentou ao cliente à minha frente um formulário e perguntou se assinava aquela Petição. O cliente perguntou-lhe o que era aquilo e a moça lá explicou que se tratava de uma petição aos clientes para assinarem a favor dos hipermercados abertos durante todo o fim de semana, durante todo o ano. O cavalheiro encolheu os ombros e de caneta em riste perguntou-lhe o que achava. Com a memória ainda fresca das formações profissionais a moça lá encolheu os ombros, esquivou-se à parcialidade da resposta que lhe apetecia dar acabando por não ser conclusiva, levando em troca uma assinatura tão convicta, como acéfala.

Recolheu depois a lista e colocou-a de lado. Virando-se para mim, deu os bons dias e encolheu-me os ombros com um sorriso tão simpático e esclarecedor que merecia tudo menos uma estúpida e acrítica assinatura que a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) lhe estava a pedir que conseguisse. E foi assim desta forma torpe que foram conseguidas através das grandes superfícies deste país as 250.000 assinaturas que agora apresentam.

Que estúpidos mentores de sociedade de consumo são estes que não entendem que mais alguns postos de trabalho ali, são menos alguns comércios no interior das vilas e cidades? Como podem os centros das cidades voltar a dar-nos o frenesim que os dignifica? E a nobre livraria como resiste ao assalto do chouriço do Hiper? Quem consegue travar este lobby poderoso que desertifica e arruína a malha vital à sustentação urbana dos locais que habitamos para nos vir vender fruta e nabo espanhol? Por mim, nem um alfinete ao Domingo.
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16 março 2008

Aos Amigos

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Este blog já serviu outras causas, mas vai agora servir uma que por direito próprio, as suplanta.

Não sei como agradecer a surpresa total da vossa intromissão naquilo que julgava ser um restrito jantar de família. Gosto sempre de estar convosco, mas é espantoso como gostei tanto de vê-los ontem, foi uma espécie de renovação da nossa amizade.

Disseram que:
“Gostaríamos de estar à altura da tua ambição, de teres amigos empenhados na luta por causas que entendes serem justas. Nós entendemos-te querido João!... Mas por uma razão ou por outra, nem todos temos a tua determinação, o teu saber. Pois é... no entanto é com homens assim, com a tua “garra” que o mundo mexe e avança.”

E eu diria que se não consigo mudar os amigos, como hei de conseguir mudar o mundo!... É uma tarefa hercúlea mas acho que não vou desistir, porque aí, também morreria qualquer coisa.

Sabem que não corro pelas luzes e que as evito, admiro quem lida bem com elas, mas sinto-me longe de quem as procura. Aquele factor surpresa não desencadeou a exteriorização adequada ao momento porque tudo se operou cá dentro, mas vai durar por muito tempo.

Um forte e amigo abraço a todos.


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08 março 2008

Maria de Lourdes Pintasilgo

"Quem, entre nós, será porta-voz de todos os sitiados pela abundância e pela indiferença dos outros?"


As amigas e amigos de Maria Lourdes Pintasilgo relembram com este livro de homenagem, editado pela Associação Abril, o seu grande empenhamento na democracia participativa e no desenvolvimento social.


26 fevereiro 2008

A "Aurora" da Madeira

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Um mal-estar diferente.

Ferreira Fernandes, escreveu no DN: “Olha a novidade: ele há mal-estar...” leia o link.

Caro Ferreira Fernandes, todos percebemos o que diz e não queremos aqui medir a intensidade do mal-estar de cada época, o que me parece é que desta vez haverá diferenças substanciais em relação às épocas anteriores. Em qualquer uma delas, esse povo de então, teve menos consciência dos seus direitos democráticos e a evolução cultural e política é hoje uma realidade bem diferente. Assim, a forma como hoje me revolto tem por base um reconhecimento mais amplo das injustiças que sobre mim são exercidas, do que em qualquer uma das épocas a que refere. E talvez pela primeira vez o alvo não seja exactamente o Poder, nesse sentido lato, ou pelo menos, não aquele que o exerce no momento, mas antes o conjunto difuso de uma classe dominante que entendeu poder atribuir a si própria regras de auto-remuneração e progressão vitalícias que escandaliza os portugueses de cada vez que têm que pagar mais imposto, para a sustentação dessa ostentação. Não é por uma questão de inveja, mas nunca como hoje nos sentimos tão revoltados com a capa de corporativismo silencioso que encobre muitas destas aberrações. E este corporativismo é bem mais perigoso porque ele ancorou para sua protecção noutras corporações, cobrindo assim várias áreas onde o silencio é a melhor forma de protecção de classe. Junte-lhe agora o percepção e o conhecimento que hoje temos face àquelas épocas, do amiguismo e corrupção e ainda a falta de xelindró para toda essa gente que nos entra em casa pela TV e veja a enorme diferença que pode haver nesse “ele há mal-estar...” que escreveu.
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25 fevereiro 2008

A Praça Pública

Quando editei aqui o post Os nosso senhores – II, com desenvolvimento nos seguintes, estava longe de pensar que em tão pouco tempo teria uma espécie de eco vindo de tantos lados e o facto de não estar só torna a preocupação ainda maior. Primeiro foi o General Garcia Leandro que cometeu apenas o pecado na forma como o disse, depois foi Manuel Alegre que o sublinhou, ouviram-se depois mais vozes e agora vem a SEDES pela voz de Henrique Neto, dizer mais ou menos o mesmo.

O que torna aquela minha preocupação diferente é que ela não é de carácter político, ou seja, não acho que seja concretamente por causa desta ou da anterior política, é mais grave, porque é sentir que os portugueses estão finalmente a perceber - e nalgum sentido perigosamente - que estão a ser vítimas de uma casta de senhores que deixaram criar e que os tornaram portugueses de segunda. Não estão a achar justo que dos seus fracos proventos saiam as contribuições que vão suportar os tais vencimentos e auto-promoções, as mordomias e aposentações que durante estes anos de democracia criaram para si, sem que o povo desse conta, com o tal argumento de que os bons têm que ser pagos, enquanto nos vão afundando em todas as estatísticas competitivas.

Com a Internet vamos agora sabendo tudo o que a Comunicação Social, não quer, não pode ou não deixa dizer, e grave é sabermos que não está na classe política a ajuda. Sabemos agora como se pode ter um vencimento altíssimo incluindo outras mordomias e como se pode acumular com três pensões do Estado que rendem mais 10.000,00 Euros mensais, quase 120.000,00 Euros/ano. Mas não são os jornais que o podem dizer. Nenhum português entende e pode aceitar, no momento em que lhe falam de Segurança Social para o penalizar, que isto possa ser normal e que não tenha que ser alterado. O povo só entende que racionar, é tirar onde há excesso.

Gerando-se depois nas pessoas um sentimento de impotência para poder alterar isto e todas as corrupções que por aí vão e que agora sabem que atinge em cheio partidos e políticos, e não havendo a habitual válvula de escape da greve, a situação é para ser tomada em conta, é a minha leitura das entrelinhas do tempo que o diz, disso não tenho dúvidas.

Mas noto já outros sinais de mal estar que alguns estão a dar conta, porque se ouve já o discurso queixoso preparador, até a Comunicação Social, referindo o ”populismo”, a “difamação” e ai Jesus, o cair na “praça pública”! O tal medo da praça pública pois é, o único local que o povo tinha como referência da Justiça quando os senhores lha negavam. Mas não deveria ser antes quem não deve não teme?
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24 fevereiro 2008

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Agora é o Casino?

Isto só pode ser coincidência, então não é que agora anda um tal Inspector Geral de Jogos a dizer coisas sobre a atribuição da propriedade definitiva do edifício do Casino de Lisboa à Estoril-Sol, o tal que ninguém sabe quem deu, mas todos sabem quem recebeu! E a falar de José Luís Arnaut, do PSD, o tal que foi arquivado no post anterior?! E agora também a Arquitecta Helena Roseta, aqui nos Cidadãos por Lisboa com esta contundência?

Isto é perseguição ou quê?!....
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20 fevereiro 2008

Dolo ou má fé vs. Desleixo

“Pese embora não tenha havido dolo ou má fé... tenha antes havido desleixo”.

Foi desta forma que um dirigente do PSD comentou o caso do financiamento indirecto ao partido, por uma empresa de construção que pagou a factura da Agência de Comunicação nas eleições no valor de 233.415 mil Euros. Claro que sim, mas quem duvida? Nós somos lá gente para duvidar das vossas altruistas intenções? E lá estão outra vez as tais adoráveis empresas de Comunicação, aquelas que nos vêm explicar as coisas porque nós somos imbecis e não percebemos. O Tribunal Constitucional deu uma vassourada e correu tudo com multas que vão dos 10.000 aos 600.000 Euros. Ninguém pestanejou! Será que os ganhos cobriram os custos?

A propósito, o tal senhor José Luis Arnaut, o das Rendas que andava afanosamente nervoso e ruborizado na conclusão da Lei dos Despejos (vidé. Proprietários – Imobiliárias – Construção) e que também não andava a legislar em causa própria, viu nesta questão do financiamento ilícito o seu processo arquivado pelo Tribunal Constitucional. Aleluia, faça-se justiça!

- Desta já nos safemos...
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19 fevereiro 2008

Deus?!

“... E não me venham com argumentos, a dizer que os animais não podem ir para o Céu porque não têm alma. Têm, pois têm, mesmo que não saibam vendê-la ao Diabo como os humanos...”

Saltando das dúvidas religiosas anteriores do Tacci para outras, também religiosas, mais preocupantes, um amigo fez-me chegar este comentário com o link de uma notícia que sugiro que abram, e pergunta:

"Serão as madrassas os novos cavalos de Tróia?

Esta barbaridade, perpretada em Moçambique por pais muçulmanos e estimulada pelos imãs, de enclausurar definitivamente as crianças nas madrassas, escravizando-as corânicamente, constitui, para aquelas que não conseguirem resistir à alienação total, o preâmbulo para futuras doutrinações com objectivos bem mais perigosos e nefastos. O fundamentalismo não nasce por geração espontânea, nem um fanático, que se faz explodir numa orgia de sangue e morte no meio de centenas de inocentes, se fabrica num dia.

Pelos exemplos recentes, noticiados pela imprensa, e ocorridos em Espanha e em Itália, é legítimo desconfiar da bondade do espírito de algumas madrassas.

Hoje, os cavalos de Tróia são outros, e nunca devemos esquecer que o Profeta fundamentou a sua religião na ponta da espada e no domínio absoluto do poder temporal pela Corão, impondo a universalidade da sharia e a abominação de qualquer outra lei, assim dando corpo a uma doutrina totalitária e teocrática. Os taliban são os seus melhores intérpretes. A propalada tolerância do islão é meramente residual e só é praticada por motivos tácticos e estratégicos quando as necessidades da sua expansão assim o exige e justifica.
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Alexandre de Castro"

Pois é, há qualquer coisa de errado com o Céu, está cada vez mais perigoso pelos milhões de detritos da exploração espacial e também porque, desta forma as religiões ainda vão um dia fazê-lo cair em cima da nossa cabeça.
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(Reeditado)
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17 fevereiro 2008

Intermezzo

Apesar de todo o incumprimento que por aí vai neste país, valham-nos os que ainda conseguem ter espírito para escrever desta forma. E o Tacci escreveu assim, no Portugal Caramba... , leiam.


12 fevereiro 2008

Mais ecos.

As desigualdades na distribuição da riqueza e na distribuição dos sacrifícios são muito grandes...”

E o Kaos disse a propósito do Prós e Contras na RTP e da prestação arrasadora de Paulo Morais sobre a corrupção, que deixou todos de boca aberta:

“...Gostava que nem sempre fosse assim e por isso peço a todos que se inicie um corrente de indignação, um não calar as nossas vozes aqui, na rua, em todo o lado onde seja necessário. Temos que lhes mostrar que ou eles mudam isto (o que não acredito), ou temos de ser nós a ir lá e correr com eles (parece-me cada dia mais urgente). Assim as coisas não podem continuar”

Mas cuidado, é preciso perceber que a gravidade do que se passa não é assim no imediato de ordem política, nem o problema é Sócrates, a questão é bem mais funda como se percebeu no programa Prós e Contras, isto é, quem vier a seguir não tem capacidade para mudar um sistema que afinal está legal!.. . As mudanças que Portugal precisa estão quase ao nível do arrasar para construir de novo, porque ninguém vai abrir mão dos privilégios adquiridos legalmente. As situações aberrantes foram sendo criadas aos poucos, paulatinamente, profissionalmente, sem que tenhamos dado por isso fomos sendo roubados. Com a Justiça neste estado, até mesmo o arrasar para construir, está votado ao insucesso com este guião e os mesmos actores. Quando um artista ganha mais não sei quantos milhares que o seu homólogo americano e nos vem falar da contenção salarial por causa da porra do déficit das contas, e não sente vergonha por isso, não há política nova que resulte. Só mesmo fazendo tábua rasa de tanta mordomia que o país não tem capacidade de suportar, conseguiriamos E a corrupção? E os direitos de superficíce já conquistados? E as reformas douradas? Poderão mudar se mudarmos as moscas? O mal está feito! Que Estado de Direito pode mudar este paradigma? Só se os levarmos todos a tribunal com o argumento de que andaram todos a legislar em causa própria.

11 fevereiro 2008

Um eco estranho.

Depois de editar aqui “Os nossos senhores – II”, um amigo alertou-me para o facto do texto ir ao encontro de um artigo que o General Garcia Leandro publicou nesse último Expresso. Como não sou comprador do jornal não tive oportunidade de o ler, e só agora, depois de MSTavares ter comentado o assunto e a questão estar a ser debatida, é que o consegui ver aqui na net. Um excerto do que escreveu o general:
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“... Se sinto a revolta crescente daqueles que comigo contactam, eu próprio começo a sentir que a minha capacidade de resistência psicológica a tanta desvergonha, mantendo sempre uma posição institucional e de confiança no sistema que a III República instaurou, vai enfraquecendo todos os dias.

Já fui convidado para encabeçar um movimento de indignação contra este estado de coisas e tenho resistido.

Mas a explosão social está a chegar. Vão ocorrer movimentos de cidadãos que já não podem aguentar mais o que se passa.

É óbvio que não será pela acção militar que tal acontecerá, não só porque não resolveria o problema mas também porque o enquadramento da UE não o aceitaria. ...”

Talvez estejamos a empolar o que ele escreveu acabando a leitura por ser condicionada por esta postura de salvador de pátrias que o general nos apresenta, quando diz que já foi convidado. Daquela forma, cheira mesmo a maiorias silenciosas de muito má memória, porque aquela espécie de paternalismo de alguns militares os portugueses dispensam, embora muitos tenham saudade. Rectifique lá o que escreveu General, porque o Senhor sobreviveu ao 25 de Abril e fica-lhe mal confessar-nos que teve esses convites.
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Mas aquele texto deixou-me um pouco incrédulo, porque o carácter premonitório do meu post tinha em dois ou três dias um eco estranho, dado que foi escrito sem o conhecimento daquela notícia. O que então disse, e em muito é semelhante, foi apenas o resultado da leitura que faço do momento social e não político que vivemos, feito mais com os sensores da pele do que com outros sentidos. Não nego que me causou desconforto aquele eco e também por verificar que há quem pense que o que escrevi, pode ocorrer. É alarmismo? Antes seja, porque sou o primeiro a querer estar errado.
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08 fevereiro 2008

A Política Criativa

Há muito que não gosto deste jornal e do seu director, mas aqui fica o link da notícia: Deputado do PS quer saber nomes dos políticos que quiseram manter rendimentos secretos.

(Desculpem interromper (...) Estava o Luis Delgado, na SIC, e tive que ir desligar o som) Uffa!

Pouco direito moral temos para lamentar este país e os nossos bizarros comportamentos, se não nos mexermos na cadeira para o contrariar. Saúdo por isso o deputado Galamba por este pedido ao TC e o amigo que me enviou o email que transcrevo. Obrigado AC.

"Agora é que se vai ver se o Tribunal Constitucional está à altura das suas obrigações e responsabilidades. Se não aceder ao pedido efectuado pelo deputado António Galamba, do PS, (e aqui fica, para ele, a nossa humilde homenagem), poderemos concluir, como dizia o Eça, que este país é uma choldra. Este é um exemplo paradigmático da natureza dos políticos portugueses. Iluminados como sempre, na órbita da defesa dos seus interesses mesquinhos, descobriram a política criativa, à la carte. Já tínhamos a contabilidade criativa para nos baralhar as contas. Faltava-nos agora a política criativa, ao inventar-se e ao subscrever-se que, aquilo que por lei é público, a declaração de interesses, é ao mesmo tempo secreto, mesmo que se perverta a lógica natural das coisas, já para não falar da moral, que esta, há muito tempo, se revela como um mero apêndice residual no pensamento e nos comportamentos de muitos políticos portugueses, que se atascam cada vez mais nos meandros lodosos da favorecimento pessoal.
AC"

07 fevereiro 2008

Os Nossos Senhores - II

O que disse Joel Costa neste link do post anterior pode ser o resumo do que vemos escrito aqui na blogosfera e por aí nas tais conversas de café que o outro senhor não gosta, ou seja, começa a ser preocupante a sintonia entre muita gente de diversos quadrantes.

Nunca como agora desde o 25 de Abril achei que alguma coisa pode vir a correr mal. Este fosso que se cava entre nós, não é já só uma questão de ricos e pobres, é agora uma fratura entre Eles e o Povo e o que é grave, a meu ver, é que andam todos distraídos, parecendo não perceber que temos agora mais informação da injustificação dos seus ganhos escandalosos, excepto quando o secretismo que envolve os seus rendimentos não o permite. Chamo a atenção para aquela questão do vencimento anual do Governador do BP, comparada com a dos EUA. Alguma coisa deve ser feito e quando penso nestas injustiças vejo até efeitos rectroactivos para correcção dessas aberrações. É impossível a Nação e a democracia suportarem indefinidamente este estado de coisas, a que alguém chamou de “fartar vilanagem”, sem que isso não traga outras consequências. Mas Eles continuam calados e parece haver um pacto de silêncio. O cidadão começa a não entender e a revoltar-se com a discrepância entre as suas misérias e o suporte das injustiças a que é forçado. Os acontecimentos que íam incendiando França há pouco tempo são o aviso de algo que pode explodir de outra forma se não for acautelado. No nosso caso, qualquer alteração política mesmo que justificada num quadro reformador, pode fazer perder a paciência e num dado momento ser aproveitada e potenciadora. A prudência não é acabar com o fogo, prudente é não lhe chegar a pólvora. O que começa a ser preocupante já não é a situação do povo é o autismo dos nossos senhores, mas cuidado, de todos!

05 fevereiro 2008

Os Nossos Senhores

Aproveitei para este post o título do programa Questões de Moral, de Joel Costa, na Antena 2 que pode ouvir neste link: Os nossos senhores. O programa é longo, mas pode minimizar o Media Player enquanto trabalha, vale a pena ouvir.

Quando o Cavaquismo emergiu, previa-se que seria para durar porque a direita acabava de ter o acréscimo eleitotal da juventude com a alteração do voto para os 18 anos e se rebelava agora contra a geração de Abril. Cavaco iria ter a seu favor o resultado da contracção a que Soares nos acabava de sujeitar para reduzir a divida externa. As contas em ordem, a quebra dos preços do petróleo e as primeiras remessas dos subsidios da UE, iriam fazê-lo perdurar e poder usufruir do clima favorável.

Em nome de um país melhor para dali a 10 anos, decidi que engoliria um sapo vivo se isso representasse um país melhor para os filhos e se ganhassem com esse sacrificio político que teria que fazer.

Não foi fácil, ter que aturar o período áureo da explosão das tias e dos tios deste país, dos Jeeps e da moda Gucci e de toda a afectação e tiques na fala que contagiou até a mulher a días e deu excelentes rábulas ao Herman José. Saber que aquela juventude partidária, tomava à custa do erário público enormes pequenos almoços em hoteís para onde íam fazer reflexões sobre a forma como conseguir fintar os Fundos Europeus, era um desespero para um democrata que acreditou em Abril.

Passado todo aquele tempo de esbanjamento de oportunidades e incuria, a Europa continuava inacessível porque a base que elegeu Cavaco apenas queria mais-valias imediatas, e nem a confiança de um homem de mão no poder convenceu os tios a investir no país, pelo contrário, divertiram-se com a especulação na Bolsa, os Ferraris, as fraudes com os Fundos e os montis no Alentejo. Portugal divertia-se mas demagógicamente “era um oásis” e até tinhamos no eucalipto o “nosso petróleo verde”, só não tinhamos ainda o nosso Bolo Rei. Com isso hipotecamos o suor que nos sairá do corpo quando a torneira fechar já amanhã. Nunca houve verdadeiros projectos empresariais para o pais. O resto, foi o que se viu, até ao actual governo de Sócrates.

Esta classe empresarial, a pior de todas e a mais mal preparada da Europa, salvo excepções, vem conquistando aos trabalhadores tudo o que reivindica e só já lhe falta agora a última: o resto da liberalização total do mercado de trabalho, para despedir quando e como quizer, para tudo ficar na mesma. Nessa altura o tecido social que compõe a nossa economia passará a ser uma precaridade definitiva. Estes senhores não conseguiram ler os sinais da adesão à Europa, não se formaram, não se prepararam, não jogaram no futuro, é uma classe de senhores sem classe que aproveita agora a úlima chance: vender aos espanhóis.

01 fevereiro 2008

A Jornalista e o Bastonário

Vou ter que rever o meu conceito de Populismo, depois daquela loura que entrevistou o Bastonário ter levado a noite a perguntar-lhe: quem?, tendo como objectivo principal obter uma caixa jornalistica, esquecendo a entrevista. A provocatória foi constante nas perguntas e a acusação de populismo que pôs em cima da mesa foi o golpe soez na boa fé de Marinho e Pinto, que sentiu a vilania da intenção. Como eu o entendi naquele momento.

Há neste círculo pequeno que é Portugal uma moda de usar e estar na política. Mexer neste status quo provoca a injeva dos incomodados. Entrar neste clube de elite onde todos se conhecem, sem ser convidado e alterar as regras do clã, será sempre um suicídio porque as desavenças esbatem-se todas no afã de proteger a casta. Percebo agora melhor o que pode ser a poderosa arma da acusação de Populismo. Vejo agora que não vão faltar acusadores, porque este clube tem tentáculos infiltrados por todo o lado. Para além deste universo partidário, estão também familiarmente na Comunicação Social onde temos cada vez mais mercenários da palavra e uma confrangedora falta de Jornalistas, estão na Finança, no Estado, no Autárquico, estão por aí a beneficiar desse condomínio fechado que todos se afanam em proteger. Desanima porque acreditei neles, vê-los correr a apagar este fogo, misturando-se naquela mole de vendidos, o problema é que muitos não se dão conta que já foram assimilados pelo monstro que julgam combater.

Não tirem alguns leitura errada deste post, porque não perdi ainda esperança nos ideais desta República.

29 janeiro 2008

Conversa de Café? Reeditado

E a si que já foi a sufrágio e o vi sair com o rabo entre as pernas por ter tido apenas os votos da sua rua? Que credibilidade - nesta questão do Bastonário - nos merece, do alto da sua arrogância intelectual, quando disse na televisão?:

- São declarações ao nível da conversa de café!

Onde fala você com credibilidade? Na casa de banho? Onde a conversa se compõe numa descarga com cheiro a alfazema? São desprezos destes pelo cidadão que me fazem perder a fé numa grande parte dos políticos. O cidadão para si é um verme de encher, gente reles que se assume também no direito de pensar. Nada daquilo que dissermos na mesa do café faz parte das suas preocupações, de tal forma anda distraído. Mal empregado o sustento mensal que lhe damos, porque são políticos com a credibilidade já sufragada como a sua que nos inquinam o sistema e que lá no fundo não deixarão de fazer também parte da justa preocupação do Bastonário.

Post Scriptum, em 31-01-08. Sobre este tema, vale a pena ler esta crónica de José Júdice, no Jornal Metro, de 30-01-08: "O segredo do chinelo".

Post Scritum, em 01-02-08. E digo-lhe mais, depois da entrevista do Bastonário e daquela conversa dos sobreiros, faz agora mais sentido e entendo o porquê dessa “conversa de café”. Percebo então que ele seja para si um alvo a abater.

25 janeiro 2008

Vamos defender o Bastonário

“... se não pudermos fazer nada, dizer que sabemos que as coisas se passam, é uma forma de combater. Nós estamos aqui e estamos conscientes» (16/03/07).

Do livro de Lídia Jorge "Combateremos a Sombra", referido por MMCarrilho, aqui.
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A legião de revoltados com as declarações do Bastonário dos Advogados Dr. Marinho e Pinto, a propósito da criminalidade grave nas altas esferas do estado, e por detentores de cargos na administração pública, não é surpreendente, é antes reveladora do mau estar que causam sempre estas generalizações na área dos atingidos. Ou seja, todos sabem que existe mas só pode ser sabido à boca calada, é proibido referi-lo publicamente, porque não há provas, porque não se concretiza, por causa do labéu, etc., etc.. Preferem manifestar a sua ofensa em uníssono, por causa da vulnerabilidade (!) do povo, em vez de disponibilizar a ajuda preciosa, por isso ainda hoje lemos o ranking que analisava a credibilidade das principais profissões e infelizmente lá estava a má notícia para os políticos. A "fatiota" não serve evidentemente a todos, mas serve a muitos e alguns passam-nos pela Internet de email em email. Custa-me esta defesa esfarrapada dos políticos que elegi, e senti-los assim todos conluiados nesta omertá, apoquenta-me. Não seria mais prudente ouvirem o povo pela voz de quem se afoita, do que se apressarem a acender a fogueira de mais uma pira que dará o exemplo a quem se atrever na imprudência das palavras?
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23 janeiro 2008

Saramago, cada vez mais.

Digo isto, porque dá indicações de recuperar da convalescença em que se encontra projectando recomeçar o livro que está a escrever, em Abril, e também, para que fique claro que as minhas divergências profundas com as suas opções iberistas, são apenas isso: divergências profundas.

21 janeiro 2008

A BANDEIRA NACIONAL - II

Caro Egas, face ao deserto que é a falta de comentários dos amigos que convoquei para esta questão, o desenvolvimento generoso que deste ao teu comentário, é uma honra. Responder de forma clara, tornaria a caixa de comentários uma estopada e retiraria o efeito mais visível que acho que a resposta merece. Porque não é matéria onde é fácil convencer alguém a mudar de opinião, limito-me apenas a justificar porque vejo a nossa bandeira assim, embora fosse desnecessário uma vez que dizes “compreender”.

Certamente que não duvidas da intensidade com que gosto do nosso País/Nação, porque já leste aqui o suficiente para verificar que essa é aliás uma tónica de grande parte do que escrevo. Isto, não quer dizer que goste da mesma forma do meu País/Região ou de tudo o que o represente, porque ambos sabemos reconhecer o muito mau de algumas coisas que nos representam. O paradoxo é que temos que reconhecer que nos representam bem, porque representam infelizmente uma parte do que somos. Assim o escalpe da minha reflexão sobre a Bandeira, não deve ser entendido de outra maneira que não seja a análise fria daquela representação “formal” de Portugal, porque, o conteúdo dessa representação estará sempre salvaguardado pela matriz a que me orgulho pertencer. Mas vejamos:

“...São símbolos quase sagrados que existem num nimbo etéreo”. - Ainda bem que não o são totalmente, porque senão teríamos aí um problema. Mas, sagrados?! Os Estados do Ocidente são laicos! Surpreendes-me porque, mesmo sendo religioso nunca deverias atribuir ao um símbolo estatuto desses: nem sagrado, nem profano!

“... se não mesmo uma traição à História Nacional...” - ( ! ) Por momentos a palavra assustou-me, Egas. Deduzo então que quando D. Manuel alterou, traiu a História Nacional, igualmente quando a República alterou, traiu a História Nacional, se no 25 de Abril – uma revolução - tivéssemos alterado, teríamos traído a História Nacional, e todos os réis que mexeram na bandeira andaram a trair a História Nacional? A Espanha anda desde 1931 a trair a sua História Nacional: já leva cinco alterações,
vê aqui. Francamente, não me parece que as coisas possam ser ditas desse modo.

“ ... uma certa associação da Bandeira Nacional ao Estado Novo.” - Tu és um filho do 25 de Abril, nasceste em plena liberdade. Nunca viste aquela bandeira apropriada por uma doutrina castradora, porque todas as que viste na tua juventude irradiar à tua volta eram o resultado do efeito daquela garrafa de champanhe. Aquela bandeira para ti estava limpa, era uma bandeira com a liberdade agarrada. Ao contrário, eu nasci em pleno Estado Novo, os ideais da implantação estavam mortos e nada me diziam. Nasci numa terra e com gente com uma forte consciência das liberdades a que tinha direito. Tive familiares próximos, presos por acharem que lhes cortavam as suas liberdades. A minha escola foi feita com livros onde aquela bandeira era empunhada por meninos fardados com o verde e os símbolos da ditadura nos cintos e nos bonés e a saudação era feita de braço no ar. Vi colegas em formatura desmaiarem ao sol, numa cerimónia oficial com todos os símbolos do fascismo ali misturados. Não me peças que limpe esta imagem que tenho desde a infância. A instauração da República não sei o que foi, sei o que foi a perpetuação da Ditadura enrolada nesta bandeira.

“...A Bandeira Nacional espelha a nação que representa, sendo, por isso, um compêndio da sua História....” - Felizmente que as coelhinhas do Playboy não foram nenhum símbolo representável daquela época, senão teríamos que os aturar agora na bandeira, ou então que a representação da escravatura não era um símbolo elegível para a bandeira, senão teríamos hoje que andar a esconder a bandeira. Eu não me orgulho de tudo quanto fizemos na nossa história, e não vejo que uma bandeira tenha que ser um compêndio da sua História,
verifica aqui estas. Quanto aos símbolos religiosos da bandeira remeto para o que disse mais acima.

“...o vermelho será o sangue e a esfera a representação da epopeia dos descobrimentos, e com ela tudo o que de mau os portugueses fizeram durante essa época (genocídio, escravatura, etc) ...” - Dito desta forma irónica parece estares a negar a existência da escravatura, o que nem acredito.

“... E porquê o verde-azeitona? Só por ser mais compatível? Porquê os louros?!, símbolo que não apresenta qualquer associação próxima com Portugal.” - Agora achas que inventei alguma coisa, mas remeto-te
aqui para esta imagem onde podes ver que não inventei verdes nem louros, já existem e fazem parte do chamado Estandarte da Bandeira Nacional e são exibidos pelo mundo fora pelo Exército Português.
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P.S. - Aqui fica um trabalho de Josh Parsons, " The world's flags given letter grades " com algum interesse, sobre as bandeiras mundiais, que tem o mérito de ter partido de uma metodologia préviamente criada e responde a algumas das questões que aqui levantei.

13 janeiro 2008

A BANDEIRA NACIONAL

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UMA NOVA IMAGEM.

A MESMA BANDEIRA
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em 2010


Comemoração dos 100 anos da Implantação da Republica e
Comemoração dos 900 anos da Fundação da Nacionalidade


Esta proposta da remodelação da bandeira é apenas a adaptação do estandarte de formato quadrado em uso pelas Forças Armadas Portuguesas, ao projecto da Nova Bandeira Nacional que se deveria efectuar nas comemorações a realizar em 2010, para com esta alteração homenagear:

- A República que comemora os 100 anos da sua implantação em 1910.
- E Portugal que vai comemorar os 900 anos da sua fundação em 1110.

Esta imagem resulta visualmente mais equilibrada, e a razão para a apresentar é tão nobre que não teremos tão breve uma data tão significante. São apenas cinco alterações, mantendo-se identificada a bandeira, uma vez que é difícil justificar neste contexto, alterações mais profundas:

- As cores passam a ter a proporção igual na bandeira.
- O verde altera para o tom azeitona, mais compatível com o vermelho.
- A esfera armilar é envolvida com a coroa de louros do estandarte.
- A simbologia deveria ser revista por manifesta desadequação à actualidade.
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Porque a fita que envolve o escudo tem uma inscrição que pertence às Forças Armadas, nessa recomposição deveria ser analisado em conjunto o sentido das diversas simbologias inscritas no brasão de armas, como os castelos ou as chagas por exemplo, que têm uma representação que já não faz nenhum sentido hoje. A inclusão dos louros resolve o problema da limitação daquela isolada esfera armilar e do seu perdido efeito visual no centro da actual bandeira. Basta atentar na nova imagem da proposta e na manutenção da identidade que ela continua a representar, para se tomar este projecto como derradeiro face ao momento para que se propõe.

2007 – Proposta da Portugal Europe’s West Cost (recusada)


Esta bandeira azul, foi a proposta de alteração apresentada pela campanha actualmente em curso sobre Portugal, mas não considerada ou recusada. Todos sabemos que há com Portugal um problema de imagem, mas todos sabemos da dificuldade dessa inversão, temos bons vinhos, bons sapatos, bons produtos etc., mas falta de imagem, porque são outros factores que pesam na sua modificação. Vemos também com alguma frequência outros países fazer essa publicidade, não sendo por isso errado tentar por esta via comunicar outra imagem que altere o estereotipo que alguns têm de nós. Mas o erro não foi só este projecto de bandeira aparecer neste contexto. Tão errada foi a alteração proposta, porque a cor azul apresentada seria retomar o inicio a o fim das cores da Monarquia que tiveram bandeiras azuis, e azul total é também a bandeira da União Europeia! Uma campanha publicitária, apesar da sua qualidade, não é um motivo suficiente para alterar uma bandeira.

1910 – Implantação da República


1110 – Fundação da Nacionalidade

A nova imagem proposta não foi outra, por se conhecer o pensamento reticente e conservador dos portugueses nesta matéria, e para se mostrar que é possível, manter a nossa identidade com a bandeira sem uma alteração radical. Não me referi muito às alterações da simbologia, mas chamo a atenção para a análise que Fernando Eloy faz de Macau, aqui neste post, que subscrevo. As bandeiras nascem a maior parte das vezes no seguimento de acontecimentos ou revoluções profundas, e isso faz com que passem a exibir representações relacionadas, mas uma bandeira deverá ser um símbolo unificador.

Concordo por isso que se analise a questão dos símbolos, embora sejam pequenos detalhes numa visão global da bandeira, porque também não gosto de ver lá os troféus do sangue que fizemos aos mouros e outros, numa falta de respeito por esses povos, ou os símbolos que nada têm a ver com o Estado laico que somos, e nos quais não me revejo nem um pouco, parecendo que aquela bandeira é só dos portugueses com uma determinada crença religiosa.


Assine a: PetitionOnline
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10 janeiro 2008

Os Amigos e o Emails

Certamente concordam que o email trouxe às nossas tarefas diárias uma redução do tempo disponível. Todos os dias há que abrir, limpar, reciclar, guardar, responder, enfim uma trabalheira, alguns dias sem abrir e o trabalho é a multiplicar pelos dias que passaram. Eles chegam com as mais variadas vulgaridades, e também motivos de interesse. Mas chegam também replicados pelos diversos amigos da lista que querem ter a bondade de nos manter informados das últimas cambalhotas e anedotas que já lemos várias vezes nos últimos tempos. O problema, põe-se quando queremos mesmo comunicar com o amigo por este meio. Que título vamos dar ao nosso email? Se não tivermos cuidado, vamos correr o risco de lhe dar um nome e o amigo diga: Ah pois Assunto Importante! O que tu queres sei eu!... E zás ,lá vamos parar à reciclagem. Ou então, escolhemos um nome mais sério e estamos a ver o amigo: Ah pois Reformulação da Bandeira!... Brincadeiras, o que tu queres sei eu! E pronto novamente lixo. Começo a ficar confuso, mas repugna-me ter que titular um email com a única hipótese de ser lido, mas não há alternativa, o próximo vai ser: Calendário Pirelli 2008.

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Notícias e/ou Anedotas

Um médico espanhol vociferando na Televisão contra o facto de não o deixarem conduzir a sua viatura, de matricula espanhola e de ser obrigado a mudar a matricula para Portugal:

- Só se vier de burro!...

Não, cuidado! Nós preferíamos de médico!...Os burros cá, estão em vias de extinção e são levados para quintas de preservação da espécie.
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Ouvido na TSF hoje. A venda da antiga Prisão de Setúbal, foi efectuada a um ex-sócio do Ministro da Justiça numa sociedade de advogados, parece que tudo numa operação legal. Claro, nem duvidamos!

Oh, lembrei-me agora desta! Sabem aquela do alentejano que é apanhado pela Guarda com um porco roubado às costas?

- Ó compadre está preso porque leva aí um porco roubado.
- Aondi?
- Aos ombros!
- Hum! Xô porco...
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07 janeiro 2008

Cá pra nós, Tio. Ok?




Um dia destes saberemos como te chamas, talvez seja a tua figurita a determinar o nome, e convenhamos, é mais adequado porque podes vir mais bonito que o nome e depois não há remédio, por enquanto, basta-nos saber-te afadigado em descanso, porque o poder da vida se encarrega desse abono, uma pêra doce para ti, consciência que ainda não tens mas, mais depressa do que pensarias se já pensasses, virias a ter. Mas vai ser assim ainda muito tempo, só peço que não te distraias, quando chegar uma altura em que te sintas desconfortável e empurrado, é sinal que está na hora e estão a correr contigo. Não tenhas medo do aparato cá fora, aquilo são só ajudas, nem vais cair no chão, despacha-te! Ok? Zac...

06 janeiro 2008

05 janeiro 2008

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Vencimentos e Mordomias

Finalmente o país fala oficialmente no escândalo da disparidade de vencimentos entre gestores e trabalhadores. Paradoxalmente é Cavaco Silva a abordar esta questão, no que foi uma jogada de mestre com olho na popularidade, mas não é por ela que tudo isto vai mudar. Nem os trabalhadores vão passar a ganhar mais, nem os senhores que se auto-renumeram vão baixar os seus vencimentos, ponto final.

Mas Cavaco foi redutor nos alvos, não são apenas os Gestores os maus da fita, porque os portugueses desconhecem os valores escandalosos de outros vencimentos e aposentações, onde podemos encontrar desde políticos a magistrados, por isso, não ouvimos ninguém manifestar-se, porque um dia chegará a sua vez!... A disparidade é gritante, na Alemanha aquelas diferenças são da ordem de 10 vezes mais, em Portugal ganham 32 vezes mais do que os trabalhadores!... Em dinheiro de caixa no final do ano, na Alemanha levam para casa cerca de 170.000 Euros, em Portugal levam 257.000 Euros!... Um absurdo, um abuso, uma vilania! Terceiro Mundo.

Recupero aqui os links de três abordagens do assunto: "Uma resposta" - "Oligarquias & Sinecuras" - "Os Apaniguados"

01 janeiro 2008

71



Até o tempo parece cansar-se da espera e da suspensão de tudo. A lembrança do que esteve na origem da Lenda de manhãs de nevoeiro, deveria por-nos a salvo da ingenuidade com que ciclicamente entregamos o destino em mãos alheias, porque só temos uma vida.

Façam o possível para termos todos um melhor 2008.