26 maio 2007

Conseguir o Impossível

Já cá está!.

Foi uma experiência nova. Sabia que era possível se quiséssemos acreditar, partindo para a aventura nesta causa sem apoios partidários, apenas com a força das nossas convicções. Mobilizámo-nos, também aqui na net, com uma coordenação exemplar que se baseou apenas em recusar o protagonismo e fizemos isto contra as poderosas máquinas partidárias que do meu ponto de vista, arrasámos. Curiosamente, não deixei de pertencer à familia política onde sempre encontrei os meus valores. Uma nova forma de estar na política é possível, dá trabalho porque exige pensamento autónomo, é preciso é não ter medo disso.

Gostei de me ver lá dentro. Obrigado.

...e retomado



Chris Normam há mais de 30 anos.

Balanço Interrompido

Não há quem não deixe ficar as palavras, na esperança que elas funcionem como a deriva das sementes que se preservam, enquanto não encontram um meio para libertar a vida que contêm. Todos nós esperamos encontrar para elas, um fim.

Porque não tenho razões para duvidar da brincadeira e porque esta vida anda demasiado bacambúzia, aqui ficam cinco sementes de blogues com tomates que igualmente se debatem por causas nobres:

Doca do Tempo

Estranho Estrangeiro

20 maio 2007

Intervalo para Balanço



Todos temos na vida um momento de Balanço.

Porque recuso Sinatra, troco pela interpretação de Paul Anka.

19 maio 2007

Zoro e Fernando Alves

Marc Zoro, próxima aquisição do Benfica, motivou esta extraordinária crónica de Fernando Alves nos Sinais da TSF em 2005, e que na altura aqui destaquei em Futebol vs. Racismo, vai ter o conforto de ser aplaudido num dos maiores clubes de futebol do Mundo e quem sabe, senti-lo como um gesto humano de redenção pela barbárie daquele ano.

Uma nova força cívica

Como é possível um Partido desconhecer ou descartar uma força cívica destas no seu interior?


Em nome de que princípios democráticos e de uma matriz de Esquerda em que o PS acenta, se dispensa uma força tão mais activa do que a sua tradicional base de apoio?


Quando percebe o PS que há já um imenso número de portugueses que aspira implementar novas formas de participar cívicamente?


Virá mais tarde apanhar a "palavra", como já se vai ouvindo e tentar fazer crer que também está atento à aspiração de cidadania dos portugueses, para enclausurar depois tudo nos mesmos velhos processos?

E aí, não será tarde de mais?



17 maio 2007

Afinidades Cívicas

Dito isto aqui, eu arriscaria que há também uma validação das nossas novas convicções, através do teste por que passam nessas afinidades, como se isso resultasse numa espécie de aprendizagem que nos permite da mesma forma fazer parte de uma familia politica, sem o sufoco da falta de liberdade que este sistema não resolve.

O PS não percebeu ainda a mais valia de ter um Movimento de reflexão como este e com estas virtualidades e lá vamos ter outra vez o tal Sr.da Silva aos saltos num comício, invectivando nestas autárquicas como o fez nas presidenciais, esquecendo que daqui a mais dois ou três anos já ninguém se lembra do Sr. Silva e ao contrário, a nossa memória guardará quem tiver estatuto para isso.

12 maio 2007

"Cidadãos por Lisboa"

"A candidatura Cidadãos por Lisboa é um espaço de cidadania aberto à participação de eleitores, movimentos de cidadãos e associações cívicas, culturais e sociais, com o objectivo de intervir nas eleições intercalares de 2007 para a Câmara Municipal de Lisboa.

A lista de candidatos Cidadãos por Lisboa não depende de nenhum partido político.
A lista Cidadãos por Lisboa, encabeçada por Helena Roseta, terá de ser proposta por 4000 eleitores recenseados em Lisboa. Cada eleitor só pode ser proponente de uma única lista de cidadãos. Para ser proponente da candidatura, preencha a declaração de propositura e envie para: “Cidadãos por Lisboa” Apartado 27032, EC D. Luís I, 1201-950 Lisboa"

Sede da Candidatura (R. das Portas de Stº Antão, 84-90)

11 maio 2007

António Costa?!...

António Costa?! Está melhor qualificado para a gestão autárquica do que a Bastionária da Ordem dos Arquitectos, que por inerência profissional e do cargo está envolvida em questões urbanísticas e já tem experiência autárquica?! Foi por este nome que o PS não respondeu à proposta de Helena Roseta?

A tão propalada determinação de Sócrates prepara-se para ser outra vez "teimosia" e reeditar o cenário das Presidênciais. Mas ainda está a tempo.

10 maio 2007

07 maio 2007

Os ganhadores da Direita.

REEDITADO, por um esquecimento imperdoável.
É verdade que a Esquerda tem andado a lember as feridas de algumas derrotas, mas vejam os representantes das últimas vitórias da Direita:

Isaltino Morais
Valentim Loureiro
Santana Lopes
Carmona Rodrigues
Cavaco Silva
João Jardim & Jaime Ramos
Informação complementar confirmada no Google, leva-me a incluir este digno representante da Covilhã:

Somos um povo estranho!...

03 maio 2007

Democracia, política e verdade


Remeto-os obrigatóriamente para esta leitura, porque é imperdível!



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Ségolène ao ataque

Lá como cá preferia um presidente com as capacidades humanas de indignação perante a injustiça. Segoléne mostrou-o aos 54 minutos do debate, numa situação perfeitamente justificada quando atacou Sarkozy sobre uma medida de Educação. O ser humano foi dotado com qualidades e defeitos que temos o direito de conhecer na sua plenitude, quando se trata de uma escolha tão importante. Contra a importância da fachada e do hermetismo opõe-se a da postura humana aberta e da transparência. Contra um candidato com um olhar no presente opõe-se uma presidente com espírito de futuro, e a França e a Europa precisam disso.

02 maio 2007

"As Mãos Sujas"

A propósito do debate que aqui vai no Ponte Europa.

O PSD do Continente não poderá nunca lavar as mãos desta vergonha. Este estígma vai ficar-lhe colado como imagem de marca, quer queira quer não, porque haverá uma altura em que vai querer tirá-la de cima, mas aí será tarde e não consentiremos. Eles são no Continente o “advogado” de Alberto João Jardim e é bom que um dia não o esqueçam.

Condenar um povo é mais complicado, porque os povos que exaltam estes figurões são os mesmos que os enforcam. Os povos são nos momentos analisados, os culpados, mas nunca o são de todo. Há motivos históricos que estiveram na base dos seus atrasos cívicos e culturais que a evolução se encarrega de alterar e por vezes essa evolução vem de forma rápida – revolução - e revoltar no nosso dicionário significa indignar. Os portugueses por exemplo, tiveram essa aprendizagem que julgo que a Madeira não teve com a mesma expressão, no primeiro 1º de Maio. Alguns dias antes, ninguém sabia o que era a felicidade que naquele dia tinham estampada no rosto. No caso da Madeira, temos que esperar o tempo deste povo perceber o arremedo de democracia em que anda. Faz pena ver a forma como aquelas pessoas respondem perante uma câmara de televisão e numa grande parte nota-se o comedimento e o calculismo das respostas, é uma sociedade manietada, dependente dos engodos que Jardim lhes tem dado, só quando perceberem que Jardim os tem usado como bonifrates da sua interpretação de democracia, os madeirenses se indignarão, mas nessa altura Jardim já cá não estará, e ter-se-à encarregue de semear por aquelas cabeças laranjinhas a forma de continuar a fazer aquele teatro de saltimbancos. Lamento profunda e sinceramente, porque eu não conseguiria, pelos verdadeiros democratas que têm que viver a claustrofobia daquele cerco.

Por enquanto, só nos resta ir comendo banana da Madeira em vez da Venezuela, para que o produto não vá apodecendo por aí, e o déficit seja maior.

26 abril 2007

Aqui está ele!...

Já lhe tinha visto usar aquela atitude torpe e sarcática, sempre que se sentia a perder a razão no bebate que teve com MMCarrilho, na disputa pela Câmara, mas nunca tinha visto como hoje um politico fazer chacota de outro, macaqueando com gestos e arremedo de voz, numa atitude de zombaria baixa e reles, atingindo o Advogado Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda. Este homem, Carmona Rodrigues, veste uma pele falsa. Aqui está ele.

Os Dias da Música - Rectif.


Um comentário oportuno ao post os Dias da Música, um pouco mais abaixo, leva-me a fazer esta correcção aos valores ali apresentados:

...” Segundo Mega Ferreira, somando os 372 500 euros angariados em patrocínios, o CCB só gastou, incluindo impostos, 75 mil euros com esta primeira edição dos Dias da Música, o que nos leva a um custo final de 598 613 euros. Face ao anunciado tecto orçamental de 450 mil euros, verifica-se uma derrapagem de 33% nos custos. Em termos de comparação, a última Festa da Música teve uma derrapagem de 20% (de 1 milhão para 1,2 milhões de euros). Mais: o custo pretendido de um terço da Festa da Música resultou num de apenas metade.”...

do Diário de Notícia de 23/04/07.




25 abril 2007

Edmundo Pedro e Abril

Edmundo Pedro e a sua Familia foi antes de 1974 uma das maiores vítimas do regime. Mais tarde, o seu currículo foi honrado com os silêncios a que se remeteu, arrastando consigo o desvio de responsabilidades a outras personalidades públicas, na distribuição de armas a civís na crise de 1975, só recentemente reveladas. É portanto um homem de ética, de honra e de uma verticalidade cada vez mais raras em Portugal.

Mas foi este o homem que eu ouvi hoje ser assobiado na subida ao palco das comemorações do 25 de Abril, no Rossio e o que é grave é que as bandeiras eram vermelhas.

Não há nenhum princípio de solidariedade que me obrigue comungar com gente que está nestas coisas com o mesmo espírito do Chão da Lagoa, ou do estádio de futebol.

Já não ouvi os discursos e abominei os que me viram muitas vezes ao seu lado nestas lutas. Impunha-se em nome da seriedade que o aparelho partidário dos assobiadores se demarcasse da atitude e fizesse a necessária pedagogia que muitos andam a precisar. Se o não fizer consente, ou convêm.

22 abril 2007

Os Dias da Música

Temos que ser justos com o novo figurino que substituiu o anterior festim musical que era a Festa da Música no CCB. Se com um terço da verba que se gastava foi possível apresentar Dias de Música em Belém como estes e em vez de 1,2 milhões, gastar apenas 400 mil euros, não vejo porque não os devemos considerar um êxito. Isto prova que a Cultura não está na razão directa do dinheiro que se gasta.

O som que se ía ouvindo por átrios e corredores, com muita gente interessada e a finalização com Huseyin Sermet ao piano, a tocar magistralmente Moussorgski em Quadros de uma Exposição, com um final grandioso na Grande Porte de Kiev, valeram inteiramente mesmo para um leigo como eu.

Parabéns Mega Ferreira, estás perdoado pelo “outro” desvario...


21 abril 2007

Olha! E o Canudo?

Hoje não ouvi falar do Canudo!...

Estará na altura de se falar aqui do Canudo?

É melhor não, não vá desatar tudo aos berros pelo Canudo!

17 abril 2007

A grande Senhora, Morgado

Está novamente a fazer o que nunca deveria ter sido interrompido. Mas se como diz a Comunicação Social hoje, há uma enorme unanimidade nos operadores judiciários na sua nomeação, sendo agora uma “super-procuradora”, ao acumular os cargos mais importantes da investigação dos crimes que mais lesam o país, porque razão calaram tão silenciosamente aquela estranha substituição, por um senhor que saíu alguns meses depois, feita por uma ministra de que já nem me lembro o nome? Portugal é antes de tudo um problema de Justiça e essa atitude coube lá inteirinha...

15 abril 2007

Antonio Lobo Antunes

Ontem, descobri aqui, já com atraso, esta auto notícia, como alguém lhe chamou.

Fiquei então, como agora. Sem jeito. O olhar no écran à frente. Incapaz de me ordenar um movimento ou pensamento que fosse digno de todas as relações que o momento envolvia. Ele não nos perdoaria qualquer laivo de lamechisse ou de aproveitamento como um post pode parecer, mas não é, porque isto não é um blogue é um diário, por isso cabe aqui o desabafo.

Em nome de um certo cometimento que estas ocasiões impõem, ler a notícia e virar a página também era uma traição a qualquer sentimento. Dalí prá frente, as páginas já não íam ser lidas, só as folhas viradas. Fechar e desligar era uma espécie de cobardia e abandono para proteger já não sei o quê. E serei tudo, menos cobarde.

O impulso que me dominava era tentar fazer com que ele soubesse, para que essa força o ajudasse - e sei que ajuda - de como todos nós o amamos, como gostávamos que ele soubesse de tantos silêncios contidos, porque ele, mesmo com aquela distância a que nos mantém, faz parte das nossas vidas. Muito do que todos nós escrevemos tem raizes, como as plantas as nossas ideias sugam alimento de algum lado, e nele, encontram uma enorme mina de àgua cristalina.

Como é tremendamente difícil dizer alguma coisa sem trair a proposta inicial, fico por aqui António.

13 abril 2007

A sopa no passeio...


Aqui reservaram-nos um quinto do passeio!... Um peão de cada vez, de cabeça baixa!...

Será que não há lei? Ou não há fiscal? Ou está bem assim?
Sei lá! Já não sei!

12 abril 2007

"Que ganda nóia"

A sede do poder pelo poder é uma das baixezas morais do homem, porque decorre do atropelo à sua matriz natural para dominar o meio e porque é sempre acompanhada dos processos mais vís, para o alcançar.

Aqui está uma serena resposta de alguém que se distanciou e atingiu um distinto patamar, em tempos impensável: Duarte Lima e a resposta. Outra vez na TSF.

11 abril 2007

Aflitos pelo "Canudo"

Pasmo com o frenesi doentio que por aí vai à volta dum “canudo”. Até Francisco Louçã se deixou enterrar pela clarividência de Pires de Lima, aqui na TSF! Se alguma dúvida houvesse do mal que nos anda a fazer a comunicação que nos dão “agenciada”, aí está... Tornamo-nos uma caricatura de nós próprios. Doutores ofendidos, jornalistas histéricos e democratas de pacotilha, arremessando-nos com a colagem a uma ética tardia, empertigam-se num fingimento que cada vez mais expõe os seus objectivos.

Mete de facto nojo esta polémica, tanto mais que acabo de ver na internet, num motor de busca nacional, a ficha da Assembleia da República ( ! ), com todos os dados pessoais, números de BI, contribuinte, passaporte, telefones, moradas etc., dados inteiramente privados!... Tudo ali está.

Não sei onde nos leva tamanho despudor, e como pode aquilo estar ali colocado com publicidade e tudo e o que dirá ou fará o próprio logo mais, na entrevista, mas sei que inesperadamente esta suja campanha está a fazer de mim um apoiante de “José Socrates”.

08 abril 2007

"Crime " na Costa Vicentina

Algures, próximo destas bonitas falésias que andamos há algum tempo a preservar, considerando esta zona protegida e à qual chamamos Costa Vicentina:


um Vasconcelos qualquer, mais um, em nome de um empresário espanhol, arranjando subterfúgios e interpretações cartográficas, vem dar-nos lições de como gerir a nossa costa, tentanto os dois demonstrar que as limitações que a nossa lei lhes impõe naquela zona, não tem razão de existir, porque são eles que sabem os limites da protecção da paisagem. Em Portugal, o crime ambiental tem compensado, primeiro porque ninguém fica a bater com as costelas nas grades, depois, porque há sempre mais valias que recompensam alguma penalização. O facto de os Alentejanos terem batido a rebate é o melhor que aconteceu da notícia, porque indica que existe, apesar das dificuldades que sentem com aquelas restrições, uma consciência de que aquele é um património que devem preservar. Exige-se agora a multa, a coima, a reposição dunar e a reflorestação com as espécies danificadas, acompanhadas de técnicos do sector. E nós estamos cá para ver como vai ser.



Dali, como num 1º. Balcão, vemos pôres-do-sol como estes.

01 abril 2007

Biológicos e Transgénicos


O eventual uso de pesticidas e a contaminação por transgénicos na agricultura biológica, esteve esta semana em risco de ser permitido na Europa. A Comissão Europeia apresentava uma proposta que possibilitava que a falta de escrupulos nesta produção pudesse apoderar-se da sigla do “produto biológico europeu” prejudicando económicamente os que mantivessem a genuinidade. O que estava em jogo é a cobiça sobre um sector que cresce a 30% ao ano, segundo declarações da Quercus no jornal Metro que dizia: “...quem vai beneficiar são os grandes aglomerados agro-industriais, que há muito querem apoderar-se do conceito de agricultura biológica, nem que para isso tenham de o destruir”.

Mas o problema mantem-se, porque o poder económico do lobby dos transgénicos é avassalador e não vão desistir. Aliás, a própria votação assim o diz, porque a abstenção também é perigosa, senão veja–se aqui a votação e a notícia.


25 março 2007

O Hino e os trogloditas.


Não respeitar em qualquer parte o Hino Nacional de qualquer país, assobiando, é uma atitude cobarde e um tremendo acto de selvajaria do qual me desvinculo, enquanto português. Dois filhos da p... emitem um balido e a carneirada acéfala impossibilitada de raciocínio autónomo, emita! São um calafrio! Resta-me a esperança de serem apenas alguns dos triviais grunhos que vão ao futebol. Não pode ter sido todo o estádio. Quem não respeita um hino, não respeita o adversário, não se respeita a si próprio. Que forma mais trolha de desvirtuar uma exibição e um resultado!

Rugby Portugal



Conseguiram! Estamos no Mundial em Montpellier, França!...

Estes jogadores nas horas vagas que se divertem no Rugby, mas que ecoam no Uruguai o Hino Nacional bradado a pulmão cheio, por falta de trilha sonora, merecem ter aqui o seu nome escrito:

Joaquim Ferreira, Marcello D'Orey, Gonçalo Malheiro, André Silva, Rui Cordeiro, Duarte Gustavo, Juan Severino, Duarte Cardoso Pinto, Francisco Mira. Luís Pissarra, João Correia, Vasco Uva, Diogo Coutinho, José Pinto, Miguel Portela, Pedro Carvalho Pedro Leal, Duarte Figueiredo, Gonçalo Uva, David Penalva, João Uva, Paulo Murinello, Diogo Gama, Diogo Mateus e o Selecionador-Tomaz Morais.

Vão agora merecidamente passear ao lado dos tubarões da modalidade. A única coisa que se lhes pede é que continuem a lutar com a mesma dignidade. O rugby português é uma lição do que podemos fazer se nos livarmos do laxismo pessoal com que cada um contribui para o laxismo nacional. É uma luta diária!

O noticiário que ouvi hoje ainda abriu com a noticia de futebol, só depois foi dada a do rugby e muitos portugueses não viram porque a transmissão foi dada escondida numa SportTV2. Aos jornalistas e à Comunicação Social portuguesa pede-se que rompam o cerco da sua própria miopia e dos interesses instalados. É uma vergonha. Poucos vão conseguir agora sacudir a àgua do capote por tanta falta de apoio a esta maravilhosa Selecção.

Convido todos a interessarem-se e a olhar para o passado das suas vitórias que para além de históricas, o foram, brilhando no Fair Play. Eu vou continuar como aqui, aqui, aqui e aqui.

24 março 2007

Vamos a eles outra vez!


O que disse aqui vai repetir-se hoje no Uruguai, pelas nossas 18h30. Vamos olhar para a Sport TV2 e esperar que se faça história no Rugby mundial com a passagem da primeira equipa totalmemnte amadora a uma fase final do Campeonato do Mundo.

22 março 2007

Cancões pelo Iraque


Canções pelo Iraque
Chansons pour Iraq
Songs for Iraq
Canzone per Iraq
Lieder für Irak
Las canciones para Irak

17 março 2007

As melhores


Por estar em Portugal há mais de 100 anos. Ser uma potência mundial em engenharia informática e electrónica e desenvolver aqui essa tecnologia de ponta colocando Portugal no topo das perfomances do grupo, valorizando milhares de jovens engenheiros e técnicos das nossas universidades e acrescentando ao emprego que fomenta uma formação de alto nível mundial. Uma marca que os portugueses têm razão para acarinhar. Uma empresa Alemã.

Porque é de um grande valor a contribuição directa que tem dado para o PIB nacional, a maior a nível empresarial. Contribuiu fortemente para o desenvolvimento do cluster da industria automóvel em Portugal e gera uma enormidade de emprego indirecto. O carro que os portugueses deviam comprar. Mais uma empresa Alemã.

Porque é a décima transportadora mais segura do mundo entre trezentas companhias internacionais avaliadas num estudo pela edição japonesa da revista Newsweek. É a nossa companhia aérea e já começa a dar lucros depois daquela malfadada parceria com os Suiços. Viage porque é segura. Uma empresa Portuguesa.


16 março 2007

A perfeição dos acasos


Não sei se vos acontece, mas comigo é frequente valorizar mais a recordação de pequenos e simples momentos não programados na vida, do que os altos, elaborados ou faustosos das nossas andanças. Muitas das recordações que me ficam como bons momentos conseguidos, são acasos para os quais não houve alguma preparação antecipada.

- Uma grande viagem, pode não ter o encanto que teve, levar horas a serpentear as montanhas de Trás-os-Montes, debaixo da canícula estival, sem horários, onde cada paragem se transforma num acontecimento cheio de marcos.

- Um caro passeio de barco, salvaguardando as proporções, talvez não marque como passear numa manhã na ria de Faro com amigos e descobrir ali, de onde nascem e como se apanham os espargos selvagens - e se vê de repente uma Julia Roberts passar por nós de bicicleta para se perceber na volta que deveria ser uma prima dela!

- Verberar com veemência o amigo por não se concordar com a sua furtiva chinxada na quinta que amavelmente nos recebeu, para depois o enaltecer à noite à frente de uma apetitosa taça de figos-mel.

- Ou valer ainda até hoje, aquela meia hora em que descemos às fragas do ribeiro lá em baixo e conseguimos ouvir o som do calor de Agosto, deitados à sombra de um choupo.

- Em pleno luar de Agosto, parar naquela estrada infinita da planície no meio do nada, desligar as luzes e passear no campo fingindo que a Lua era como se o Sol estivesse tapado com um pano e o céu colaborasse.

Poderiam ser outros, mas estes acasos, escolhidos sem critério, servem para definir que as fronteiras de alguma felicidade que procuramos estão mais vezes próximas de nós do que imaginamos, tudo parece depender das harmonias que criarmos, e da verdade e empenho com que vivermos cada momento, mesmos os mais insignificantes.

10 março 2007

Vamos a eles!



O que disse aqui e aqui vai repetir-se hoje no Estádio Universitário às 15 horas. Vamos lá, não para os ver comer a relva nesta caminhada para o Mundial, mas porque merecem um estádio a abarrotar de apoio contra as bisarmas uruguais. (Resultado: Vitória por 12-5. Só falta uma, dia 24).

08 março 2007

Um "ismo"

O Corporativismo é um dos sistemas de organização económica que melhor se resguarda da solidariedade necessária na construção de uma sociedade mais participada. Prevalece ali o espírito fechado de corpo, tendencialmente auto-suficiente de forma a sentir-se desresponsabilizado da participação colectiva. É o egoísmo de uma classe profissional ou grupo sobre outros, na imposição e defesa das suas regalias. Nunca como agora se ouviram tantos lamentos e também é verdade que nunca como agora soubemos de tanta injustiça criada com as excepções à regra, do todo que somos. Tenho por isso cada vez mais dificuldade com a solidariedade às excepções quando elas se perpectuam e se enquistam.

O Corporativismo minou-nos. É dificil começar a sentir passar a reivindicação como se estivesse a levar um murro no estômago.

05 março 2007

A OPA

Portugal Telefónico 1 – Espanha Telefónica 0

Ó pá, não pecisam perguntar se gostei do resultado da OPA. Desta vez foi a Telefónica que exigia em Portugal, aquilo que não faz em Espanha...

04 março 2007

O Riso e o Siso

Como sublinha o Friedrich aqui em: Razões para Sorrir, é inteiramente verdade que é muita sorte termos à nossa volta pessoas bem dispostas que nos façam sorrir. Uma vida emparedada entre macambúzios e trombalazanas atinados de siso, é um calvário, porque mal de nós quando também não temos a capacidade de rir de nós próprios. Sempre trabalhei com pessoas bem dispostas, mas havia uma que juntava à boa disposição exterior, o sorriso franco e saudável de uma pessoa feliz, por dentro. De tal forma nos passava essa corrente boa sem se aperceber, que também nós só o sentimos nas lágrimas que vi no dia em que foi embora.

Quanto mais o riso e o sorriso não forem programados, mais eles serão uma atitude fundamental para nós e para a sociedade. Quantos desencontros não riscamos já na nossa vida, por uma caraça que evitávamos se o tempo corresse para trás?

Aos adeptos do riso seráfico socialmente controlado e às elitistas posturas sociais que remetem o riso para o território dos tolos e pobres de espírito, por mim repito, rio sem medo e detesto o calculismo dos que tendo medo do ridiculo se escondem, para se anularem depois na observação dos outros.

26 fevereiro 2007

O Patriotismo

Caro Egas: Insisto nessa questão por achar que perdemos energias gostando pouco de nós e valorizando demasiado os outros. Se não gostamos do que somos e como somos, só temos uma hipótese: a instrução e a cultura, uma barrela e roupa nova. A nossa subserviência canina, responsável pela legitimação e manutenção do discurso rasca e da aceitação de outras prepotências, advem de males que já conhecemos e esses, só se combatem com um espírito aberto. Um dos problemas das sociedades menos desenvolvidas, na competição, parece-me ser a falta de valores de aferição e nesse sentido, falta-nos de facto o contacto com os outros. O mar e a Espanha ( o que a Espanha tem sido) não foram própriamente a melhor forma de o fazer. As periferias são as que menos beneficiam do contacto civilizacional. E se tiverem ainda o azar de apanhar com uns botas salvadores pelo meio, na sua vida, marcarão certamente passo durante muito tempo. É para o combate deste estado letárgico que me parece que o povo não encontra força anímica, dai que me preocupe muito sobre a falta desse catalizador que nos ponha todos ao mesmo tempo, num objectivo. A Pátria de cujos valores a Cidadania se reclama instigadora, poderá ser um dos pilares sobre os quais é possível esse despertar, daí que insista e também desanime quando vejo tanta infidelidade. Não sei a que artigos te referes no teu comentário um post abaixo, mas um dos que pode resumir o que penso, é este: Que inveja me fazem...

24 fevereiro 2007

...porque não te veste tu?

É superior às minhas forças, não posso ouvir este homem. Diz ele a propósito da demissão de um Primeiro Ministro na Hungria: “... Veja como em situação semelhante, ocorrida na Hungria, o sarilho que tem sido só pelo primeiro-ministro ter admitido que também mentiu aos húngaros".

Pois olhe, eu conheço uma melhor para si: “ Na Noruega uma Ministra demitiu-se porque o marido (o marido) foi apanhado a conduzir bêbado ”.

23 fevereiro 2007

Jogos Perigosos

Ainda a propósito de brincadeiras levianas e assumindo os custos de falta de inspiração, tornando o blog numa caixa de ressonância, mas preocupando-me apenas que o seja com mais-valias, ouçam este jogo perigoso e não menos perigoso pela comunidade que o pratica. Cliquem aqui outra vez no som dos Sinais de Fernando Alves na TSF.

Agora que já ouviram, isto não mete medo? Qualquer coisa me fez lembar Ingmar Bergman e o “O Ovo da Serpente”. Estes americanos andam em roda livre.

20 fevereiro 2007

Diálogos (Reeditado)

A propósito do Alberto e da demissão:

Graza: " Estão aqui todos os tiques dos ditadores: adoram plebiscitar-se a si próprios."
Egas: " Talvez o primeiro tirano num regime democrático da história... Se bem que isso normalmente significa que a democracia deixa de existir. Que “berbicacho”! "

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18 fevereiro 2007

Vilanagens & Manhosices

Saíu pela porta grande do edifício de uma empresa nacional, com uma indemnização de 210 000 euros (42 milhões de escudos!) e entra dois meses depois, silencioso, pela porta pequena de um anexo com um salário mensal de 5050 euros (mil contos por mês!)

A notícia não é esta, mas foi assim que a reli nos emails não apagados e faz continuar a residir em mim uma reacção pouco confessável. Virá alguém argumentar que foi tudo de acordo com os princípios da lei e nada há que a pontar ao senhor e senhores, como não houve a apontar aos outros amarais-sobrinhos-enteados-santanas-e- demais-ga(o)lpes que proliferam neste país como cogumelos, e que vão chegando em emails sucessivos com lettering renovados.

O problema não está tanto no que já aconteceu porque já lá vai, e estamos todos em vias de acabar de pagar essas prestações. O questão é que sendo um problema-não-problema, a relação dos que se perfilam como candidatos é imensa e custa-me sinceramente ter que andar a trabalhar, descontar sem apelo e esmifrado até ao último cêntimo, para verificar depois que os meus impostos não conseguem contribuir para a redução do déficit por causa destas e das próximas manhosices que vêm a seguir.

Eu tinha a solução. Mas é pouco confessável.

16 fevereiro 2007

O (não) voto: Abstenção

Esta de assinalar os abstencionismos com um ferrete, foi o sentido figurado que encontrei para penalizar esta atitude tão pouco cívica, sempre que ela corresponda a uma atitude premeditada.

Por outro lado, não deixar morrer em nós a juventude de algum espírito libertário como forma de podermos alcançar uma sociedade perfeita, e não sufragarmos um qualquer poder dominante, pode ser a única via de nos sentirmos aptos para cumprir um sonho. Diria que esta seria a única forma de considerar a abstenção como voto, ou melhor, válida. A outra, é abjecta e também eu, como diz o Vitor “... não tolero que os engripados utilizem o meu boletim de voto como acoito de ranho...”

Abstenção

“...Não sente a liberdade quem nunca viveu constrangido” - F. Pessoa em o “L. do D.”

É o recorrente problema dos indiferentes. Uma sociedade organiza-se, actuando com o objectivo de satisfazer a sua vida colectiva, com reflexos na nossa vida individual. Se por um lado, cada um tem direito às suas indiferenças e ausências dessa organização colectiva quanto lhe aprouver, como entender (ou não) por outro, que esse direito não colide com os seus deveres de reclamante nela? Ou mais prosaicamente, com que direitos e sobre que parte do seu nada, reclamam a sua quota parte?

Por mim já “senti” a liberdade e conheço o custo dos seus direitos. Ou estão todos embuidos dum outro espírito libertário ainda maior que o meu e significa que perdi faculdades? Contendo o voto várias formas de contestação ou protesto, o estatuto da abstenção deveria assinalar-se com um ferrete?

Eu acrescentaria àquela de F. Pessoa: “...E há quem passe por ditaduras sem nunca se sentir constrangido”

15 fevereiro 2007

A Lei da Rolha

" Não sou um fã do ex-bastonário Miguel Júdice. Não sei se isto começou num dado momento, em que fazia comentário político e declarou que a partir dali não voltaria a fazê-lo, se a sua previsão não se concretizasse. É claro que a sua previsão não se concretizou, o senhor fez alguma travessia no deserto e passado uns tempos voltei a vê-lo por aí, comentando. Há mais, mas destas vez tenho que lhe tirar o chapéu com esta do "arcaísmo" como entrave às mudanças e melhorias na Justiça. Se a declaração não valer só pelo encanto dialéctico da palavra, saúda-se sempre a vinda de quem ajude à desmistificação."

Isto foi um post que não editei o ano passado e que faz agora mais sentido depois de o ter visto no Prós e Contras. Finalmente temos mais gente na Justiça a não ter medo de vir à praça pública, falar-nos dos inquilosamentos nas nossas magistraturas. Ontem o Prós e Contras na RTP1, cometeu com o Dr. António Marinho e Pinho uma injustiça, porque se havia alguém com direito a assento naquele debate, ele seria o primeiro, mas saúdo a presença e as atitudes dos dois magistrados, Eurico Reis e Rui Rangel, indicando o principio de que alguém quer romper o silêncio da Lei da Rolha.

11 fevereiro 2007

O Facto e a Notícia

Posso estar a reagir a quente e isto me embotar o espírito. São 20h10 e a SIC transmite directamente a comunicação oficial da vitória dos Movimentos pelo SIM. Casualmente passei à RTP1 e verifiquei estupefacto o 1º canal nacional a transmitir outra sessão, com outra gente, noutro local, com outras palmas e outro alarido, mas estas eram do Movimento pelo NÃO. O que os espectadores que seguiam a RTP1 viram foi uma primeira reacção em festa do Movimento pelo NÃO! Esta ordem de entrada e prioridades podem ser parte da confirmação daquilo que o MIC disse aqui no seu editorial: “A RTP1 não foi isenta na campanha”!

A selecção do Egas

Descobri esta belíssima selecção de cinco virtuosos da guitarra feita pelo Egas, aqui no Doca do Tempo. Se prometerem aceder ao Doca e ir ouvir o resto, deixo-vos ouvir este, enquanto esperam pelos resultados do referendo:

10 fevereiro 2007

À Tomásia, pelo Sim.

Tomásia, era uma rapariga que tentava longe da familia e da aldeia na Beira Alta a saída para uma vida que não queria partilhar com cabras e ruralidades e cujo esforço não tinha o retorno que ambicionava para a sua vida: queria mais do que aquelas serras lhe poderiam dar. Trabalhava para pagar o aluguer de um pequeno quarto em Alfama e tentava com a ajuda esforçada dos pais, concluir o Liceu em Lisboa. Sentava-se todos os dias numa secretária ao meu lado com a concentração de quem não queria dar por inglório o esforço que o isolamento familiar lhe provocava. Era uma rapariga simples, de feições suaves e formas hirtas. Apesar disso, ninguém lhe conhecia companhia que tivesse a boa fortuna do usufruto.

Era o que nós pensávamos.

Um dia, a Tomásia quebrou a rigorosa assiduidade e não apareceu. A notícia chegou depressa: Tomásia estava na morgue do hospital. Não resistiu aos maus tratos na marquesa de uma abortadeira. Escondeu-nos durante mais de três meses, apertada entre cintas, uma gestação que não queria. Devem ter sido três longuíssimos meses entre as quatro paredes do seu pequeno quarto, só e sem apoios. E não queria, porque tudo apontava para o ruir do sonho que estava a construir. Nele não se incluía o desistir dos estudos, ser mãe solteira aos 22 anos sem dinheiro, sem apoios, sem família perto ou o regresso às serras e às cabras e o arrumar para sempre de um projecto em que provavelmente, até na construção esteve sozinha.

Recordo-me do efeito alisado do cabelo pela laca que lhe puseram e que sempre me pareceu suor seco, o único resultado visível do seu esforço talvez para aliviar o sofrimento.


Em nome da Tomásia não posso deixar de considerar o discurso do Não, hipócrita, porque nenhuma das tias passa para o lado da barreira dos pobres, fazem-no de cátedra mas sempre comodamente do outro lado e exercítam daí os percursos religiosos da sua salvação acudindo às "almas perdidas", normalmente a dos pobres...

04 fevereiro 2007

É óbvio que SIM


E não me surpreende a argumentação de quem não quer, porque esta questão vai beber muito naquela outra que ouvi, que diz que a maioria dos adeptos do Não pertencem àquela classe de pessoas que até parecem gostar de ter pobres para poder praticar a caridadezinha. Salvo raras excepções, não me parece que tenha andado muito longe, tal é a hipocrisia dos argumentos.

P.S. A imagem anterior foi substituída pela imagem SIM do MIC, já em distribuição.

03 fevereiro 2007

O cheiro da Drogaria


Já aqui antes escrevi sobre o fascínio que é e a diferença que faz comprar um livro numa livraria ou num hiper mercado. Menos uns cêntimos não justifica o aniquiliamento das livrarias por asfixia financeira, porque elas serão sempre o tranquilo espaço que o livro e a cultura merecem.

Desta vez é sobre outro fascínio mas também uma redescoberta ocasional que confesso, a longa ausência ampliou. Passava por uma drogaria na baixa de Lisboa, e vi um suavíssimo pincel de barba de pêlo de um pobre animal que não terá sido consultado sobre a sua cedência, ao qual não resisti. Há muito que não entrava numa drogaria e aquele misterioso cheiro que ainda hoje não identifico com qualquer uma substância, mas que é igual em todas elas e continua a ser o mesmo, remeteu-me para a infância. Ali estavam, não um, mas alguns vinte modelos de pincéis de barba de altíssima qualidade. Estojos de unhas, não um, mas uma dezena de bonitos modelos. E lá estavam os sabonetes de algas e alcatrão que não encontro no hiper e os limpa metais e as colónias refrescantes, a cânfora e as cêras e até a pasta Couto. Imperdível !!! - Isto, já era a amiga Gina (desculpa: Georgina, porque estamos em público) que dizía quando lhe fazía o relato e descobri que também ela tem um fascínio por aquele cheiro e usa a Drogaria.


Vou descobrir qualquer coisa para comprar outra vez ...

28 janeiro 2007

Um Novo Manifesto.


Com as suas quinze páginas é o livro mais difícil de localizar na estante. Mas deve ser proporcionalmente ao seu volume, um dos que causou até hoje maior impacto na sociedade portuguesa, particularmente na sociedade burguesa que instituía e alimentava uma cultura sem chama e uma existência sem rasgo, naquela época. Desta onda regeneradora que Almada Negreiros ajudou a impulsionar, do qual este Manifesto é uma peça fundamental, pelo que aporta de contestação geral àquela cultura amorfa, e de critica social aos indefectíveis do poder instituído, ainda hoje temos o eco. Depois dele e daquela geração futurista que foi capaz de chocar aquela sociedade, ainda não tivemos até hoje alguém que tenha conseguido marcar, diria melhor, implodir, esta sociedade de troca de favores, novamente de maneirismos, onde nos vamos perdendo todos, a cultura vai mirrando e o país se vai esvaíndo.

Dantas, nós temos! Se for preciso, mais do que um! Poeta (s), escritor (es) capazes de um novo Manifesto, também. Só nos falta alguém que o queira assumir e Portugal precisa urgentemente de uma nova onda regeneradora. Almada fez isto com 22 anos.

(...) “Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração!” (...) Almada Negreiros

Foi possível...

A Cidadania esteve há um ano a uma unha negra de eleger Manuel Alegre a Presidente da República sem algum apoio partidário ou agência de comunicação e fazer com isso pela primeira vez história, na Europa. Foi uma retumbante vitória, porque foi o cidadão que exercendo os direitos que lhe estão consagrados, demonstrou que não há de facto donos da República e provou que a partir dali alguma coisa tem que ser levado em conta antes de se imporem aos eleitores lógicas mal fundamentadas.

O jantar de hoje, de comemoração, na Quinta dos Gafanhotos em S. Domingos de Rana, foi uma responsável e serena afirmação de comprometimento com a defesa daqueles princípos. Há um ano, provamos que a Cidadania é possível.

24 janeiro 2007

Divulga se ...


"Divulga se estiveres deste lado." ( ?! )


Há "se" traiçoeiros. Especialmente quando vêm de amigos...E conheçem o valor do "se".

21 janeiro 2007

O Sim sem funeral

É uma miserável conversa de Idade Média! 1331!... Leiam este disparate de um ministro da Igreja Católica que encontrei aqui no Forum Cidadania, publicado no DN Online.

20 janeiro 2007

A Noruega e o Caitas

Desabafos:

"Como é que um gajo vai mais rapidamente para a Noruega: de barco ou de avião?


Agora vou até à Bafureira jantar a casa da minha irmã. É pena já estar escuro, porque não me canso de apreciar aquela zona e constatar que Portugal é bonito comó caraças. E o mais irritante é que poderia ser o melhor pais do mundo: bom clima, bonito, até se fala português e tudo e depois é o que se vê...

O meu gato veio agora aqui miar mas eu mandei-o comer ratos: sei lá kéke ele quer! Já não tenho paciência. Vou-me embora."

A Noruega e a Utopia

Caro João, depois de ver o teu email “A Noruega” que anda aí em circulação, parece que saí de um sonho como no livrinho “A Utopia “ de Sir Thomas More, escrito à séculos, sobre a antiga civilização na Ilha da Utopia.

Devemos descontar naquele progresso a existência de petróleo no seu território, até ouro a céu aberto nos seus rios e uma riqueza enorme para uma fraca densidade populacional, mas devemos dar de seguida aquele exemplo da Ministra que se demitiu porque o seu marido foi apanhado a conduzir com excesso de álcool. É este pequeno nada na formação de cada um que pode a fazer a diferença.

Acredita amigo que sou um mouro empenhado em fazer com que a Ética vença e alguma Utopia possa ser realidade. Sei que é muito difícil porque a diferença está no comportamento de cada português que vemos dia-a-dia, mas a regra que sigo para não desistir, é: quantas coisas não acho que foram modificadas pela pedagogia dos meus exemplos? Alguma coisa deixamos em alguém se o fizermos bem.

A revolução mais difícil de fazer é a que envolve o aperfeiçoamento civilizacional das gerações, porque são elas o próprio veículo do aperfeiçoamento. Se não o fizermos agora a próxima estará na mesma e a outra mais atrasada e nunca mais seremos Noruega.

15 janeiro 2007

O Tricot do Tempo



Não tenho dúvida de que haveremos ainda de ouvir falar de Vitor Sousa. Se isso não acontecer em tempo de vida útil, foi porque se repetiu mais uma vez a injustiça que protelou muitas vezes na história o reconhecimento do mérito. Mas só alguns sabem conviver com esse adiamento. Esses, são os bons.

14 janeiro 2007

Carta de Amadeo.

Fiz aqui homenagem na abertura da exposição na Gulbenkian em Novembro, mas Amadeo merece ainda no dia do encerramento, o link para esta carta, ao seu tio, publicada na página da Universidade de Coimbra:

12 janeiro 2007

Quiosques






Estes foram tratados pelos pintores de Lisboa.















Com estes um dia Lisboa não terá quiosques na sua história.

Tinham que ser tão maus?

11 janeiro 2007

A Missa e os Impostos

Tinha lido no Tugir, que já vinha do Jumento e agora recebo do Laicidade. Ía também escrever sobre a surpresa desta Missa de Acção de Graças com a DGCI pelo meio, mas descubro que não estou só e há muita gente como eu indignada. Para que fique também o meu protesto deixo cópia do meu comentário, em forma de post.

“ Eu não sei quem pagou ou não, acaba por ser irrelevante não o sendo, porque o que está em causa é esta mistura intolerável de simbolos do Estado nestas celebrações religiosas. E andamos nós para aqui a olhar desconfiados, os povos que ainda não conseguiram essa separação natural de Estado e Religião?! Eu devo ser, na génese, mais Cristão do que esta gente que precisa destes espaventos e manteiguices, porque sinto a mesma revolta que Cristo sentiu quando teve que puxar a toalha e virar as cadeiras do Templo...”

09 janeiro 2007

O Rugby português.

Qualquer luta na vida tem como último propósito o êxito, e a felicidade de alcançá-lo sobre condições adversas é sem dúvida o mais gratificante dos prémios.

No jornal de distribuição gratuita, Diário Desportivo, de 8 de Janeiro, podemos ler da entrevista do Seleccionador Nacional de Rugby, Tomaz Morais, o seguinte:

“...Colocou Portugal no mapa de rugby mundial ao vencer o Torneio das Seis Naçoes B e cinco campeonatos europeus de Sevens....”

E conta Tomaz Morais: “... Em 2003 podíamos conquistar o Grand Slam (não perder nenhum jogo) e vencer, pela primeira vez a Rússia. Em Moscovo tivemos que apanhar um voo de ligação para Krasnodar, mas a “ponte aérea” só se fazia através de outro aeroporto da capital.Tivemos que aceitar boleia num autocarro velho de um aeroporto para o outro. Quando chegamos ao destino, estava encerrado. Não havia bancos, não havia cadeiras, não havia nada. Havia um chão, um telheiro semiaberto e um frio de rachar. Na manhã seguinte partimos num avião pequeno e os jogadores mais altos tinham que viajar de lado. À chegada ao destino, o avião imobilizou-se no meio de um “deserto branco”. No final. A selecção voltou a surpreender tudo e todos ao conseguir uma vitória histórica em Krasnodar.”

“D.D. – No Torneio do Dubai a selecção nacional de sevens venceu, pelo segundo ano consecutivo, o prémio da formação com mais “fair play”. Incutir o espírito de “fair play” na equipa é uma das suas apostas?
T.M. – Não tento incutir só o “fair play”. Gosto que os meus jogadores joguem com o árbitro, que não cometam infracções. Na minha opinião, uma grande equipa de rugby é também aquela que joga sem cometer faltas. Mas tenho sido prejudicado. Vencemos o prémio “fair play”, mas voltamos a ser eliminados do torneio do Dubai, com a Argentina, porque fomos penalizados quando não deviamos ter sido, e a Argentina não o foi quando devia ter sido. É muito importante para o rugby e o para o país ganhar este prémio, mas às vezes dá-me que pensar se no alto rendimento, não há que ser um bocadinho mais malandro...”

Meu caro Tomaz Morais. Não se arrependa nem um bocadinho dessa postura! Que coisa brilhante está a fazer num país que tem neste comportamento desportivo um dos piores índices da Europa. É um orgulho tremendo que consigam as vossas vitórias com os louros que só os combatentes leais merecem. São estas as verdadeiras vitórias desportivas que nos deveriam orgulhar. Por estas, vocês não recebem, pagam para arrancá-las.

O que esperam vocês para enviar aos jogadores da Selecção Nacional de Rugby e a Tomaz Morais a vossa palavra de apoio? Eu já o tinha feito aqui e volto a fazê-lo agora.

06 janeiro 2007

Passei(os) ou Tropessei(os)


No centro é que está a virtude?!
Ou em terra de cegos quem tem olho caia à mesma?

Decididamente, Lisboa não gosta de passeios, são um impecilho. Uma maçada!


A qualidade de vida de uma cidade melhora mais com as asneiras que se emendam e correcções que se fazem, do que com flores e fogachos efémeros.

01 janeiro 2007

Terrorista?! Eu?

Começamos mal o ano! Por defender a IVG fui equiparado a terrorista pelo Papa Bento XVI na homilia do dia de Ano Novo, logo secundado pelo Cardeal Patriarca de Lisboa.

Com que cara assistem os pobres fiéis a esta declaração, quando, para além da questão traumática que é ter que recorrer ao aborto, correndo os riscos que se conhecem, ainda são classificados de terroristas pelo chefe da Igreja Católica? Não há neste tipo de mensagem resquícios da indução de temores inquisitoriais sobre as consciências de cada um? Fosse eu uma fervorosa rez do seu rebanho, a contas com um problema destes para resolver, não estariam as minhas dúvidas a contorcer-me e a fazer-me sentir como o escomungado numa fria masmorra da Idade Média? Entendo a razão que levou o Homem a acoitar-se sob a protecção dos seus ícones, divindades, religiões e em nome dos quais já cometeu as maiores barbaridades da história. Até entendo isso tudo. O que já não entendo é que este Homem moderno saído do que foram esses enganos a que foi levado, e que o deveriam ter emancipado, precise ainda que lhe indiquem os caminhos para as suas consciências. Que porra de Homem somos ainda?
P.S. : Há sempre quem queira ler à sua maneira, mas, "entender" significa "compreender, conhecer". Se fosse "concodar" nem este blog tinha razão de ser.